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Questões de Linguagens do ENEM

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  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 373 de 950

  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder a questão. 

    Palavras: uma questão de estilo
    A construção de um bom texto depende da criatividade de quem o escreve.
    Veja como o uso das palavras exerce um papel importante nesse contexto.

        João Ribeiro, eminente gramático e profundo conhecedor da língua portuguesa, disse certa vez, em entrevista que deu ao jornalista carioca João do Rio (O Momento Literário), que o estilo seria, antes de tudo, “a ideia precisa e exata na sua forma exata e precisa”. De fato, não são poucos os que acreditam que o estilo depende, basicamente, da conjunção precisa entre forma e fundo, ideia em si mesma legítima, embora se saiba que até mesmo o que se considera erro, lacuna, falha ou desvio pode ser, no limite, considerado… uma questão de estilo. Falar em estilo na língua portuguesa remete-nos, imediatamente, a certa escala de valores que não apenas as frases, as orações e os períodos contêm, mas que também as palavras, isoladamente ou não, possuem. Assim, da mesma maneira que temos, no que compete à gramática da língua, as categorias essenciais (substantivos, verbos, adjetivos), auxiliares (artigos, preposições) e determinantes (advérbios, numerais), nas quais os vocábulos se subdividem, em termos de estilo essas categorias são também fundamentais para que possamos apreender a língua não em sua estrutura morfossintática, mas em sua configuração estilística. Uma frase como “Aires não pensava nada, mas percebeu que os outros pensavam alguma cousa”, retirada do romance Memorial de Aires, de Machado de Assis, é reveladora não apenas pelo sentido que ela tem para a economia do romance, mas também em razão do peso que os verbos possuem no período, ora pelo jogo de oposições entre singular e plural (pensava / pensavam); ora pela dicotomia entre afirmação e negação (pensava / não pensavam); ora pela mediação, entre os dois vocábulos, realizada pelo verbo percebeu (pensava / percebeu / pensavam); ora ainda pelo contraste entre dois tempos verbais, o pretérito imperfeito (pensava / pensavam) e o perfeito (percebeu). Tudo isso se torna significativo, literariamente falando, para a narrativa e, mais do que um traço morfossintático, é um traço estilístico marcante na escala de valores a que aqui nos referimos e que pode, ainda, ter uma natureza sinestésica, estando ligada a determinados sentidos humanos. Por exemplo, é muito comum associarmos determinadas  palavras a determinados sentidos, criando assim – no âmbito da percepção estilística – imagens visuais, auditivas, táteis, olfativas ou gustativas.
    <https://tinyurl.com/y7wzrn8k> Acesso em: 07.11.2017. Adaptado.
    Assinale a afirmação correta a respeito das ideias presentes no texto.
    Escolha uma alternativa para a questão b8dfff89-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto.

    O ser humano é único em sua essência. Ele tem personalidade própria, necessidades que o motivam e o medo das mudanças repentinas. E é justamente isso que nos faz tão diferentes uns dos outros e com uma visão de mundo totalmente diversificada. Alguns pesquisadores se interessaram em estudar o ser humano para entender um pouco melhor essa diversidade. Um desses estudiosos foi Abraham Maslow, que desenvolveu a Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas. Ele explica em suas pesquisas que os aspectos motivacionais das pessoas estão diretamente ligados ao entendimento das necessidades humanas. Portanto, motivação é o resultado dos estímulos que agem sobre as pessoas levando-as à ação. Ou seja, para que haja ação ou reação, é preciso que um estímulo seja implementado, seja decorrente de coisa externa ou proveniente do próprio organismo. Por isso, o ser humano tem a necessidade de ser aceito socialmente (no trabalho, na escola/faculdade, nos grupos de amigos etc.), de ser amado, reconhecido, de pertencer e fazer parte de algo, de ser notado positivamente, de ser útil, de atender a suas necessidades fisiológicas, de segurança, de autoestima e de autorrealização.
    <https://tinyurl.com/y968aj3g> Acesso em: 07.11.2017. Adaptado.

    O texto cita a Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas, de Abraham Maslow, com a finalidade de
    Escolha uma alternativa para a questão b8468479-b1
  • Linguagens

    Português

    Analise as proposições em relação à obra Um lugar na janela 2: relatos de viagem, Martha Medeiros, ao Texto 5, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

    ( ) Da leitura da obra depreende-se que o título Um lugar na janela 2: relatos de viagem, metaforicamente, sugere sair de dentro de si e enxergar o mundo de uma forma diferente, com um novo olhar.
    ( ) As locuções verbais “havia sido” (linha 4) e “ havia me tornado” (linha 14) podem ser substituídas por fora e me tornara, respectivamente, sem que ocorra alteração de sentido, no texto.
    ( ) Em “pontas da adolescente que havia sido com a mulher madura que me tornara” (linhas 4 e 5) e “ouvindo músicas que cutucavam” (linhas 9 e 10) os vocábulos destacados são, na morfologia, pronomes relativos e referem-se a termos antecedentes que são adolescente, mulher madura e músicas, respectivamente.
    ( ) As palavras “Queria” (linha 1), “quando” (linha 7), “noite” (linha 8) e “inteira” (linha 11) apresentam ditongo crescente.
    ( ) Na sintaxe, os vocábulos “onde” (linha 14) e “aonde” (linha 17), por exercerem a função de adjunto adverbial de lugar, podem ser substituídos, no texto, indiferentemente, um pelo outro, sem que ocorra alteração de sentido e às normas gramaticais.

    Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão bd24b61c-b0
  • Linguagens

    Português

    Analise as proposições em relação à obra Um lugar na janela 2: relatos de viagem, Martha Medeiros, e ao Texto 5.

    I. Da leitura da obra, infere-se que a autora, nos seus relatos de viagem, quanto à linguagem, usa um estilo coloquial e simples, a exemplo, emprego dos vocábulos “fajuta” (linha 3) e “cutucavam” (linha 10).
    II. Depreende-se que a autora, na obra, além de registrar lugares que visitou, registrou, também, os próprios sentimentos e as emoções que as viagens lhe despertaram.
    III. O período “Me despedi da cidade” (linhas 16 e 17) apresenta, quanto à colocação pronominal, próclise, a única forma correta, de acordo com a norma culta e os padrões gramaticais.
    IV. Na estrutura “um calor que fazia gotejar todas as impurezas do meu corpo” (linha 18), tem-se a figura de linguagem aliteração.
    V. Do segmento “Chorava de felicidade, de solidão, de medo, de alegria, de orgulho, de susto” (linhas 11 e 12), infere-se a confusão de sentimentos e a dos motivos que deixaram a narradora em prantos.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bd1edbde-b0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Análise sintática

    Analise as proposições em relação à obra Nós, Salim Miguel, e ao Texto 4.

    I. Em “Ia começar anotando nomes, endereço, telefone, e-mail” (linhas 2 e 3) as vírgulas foram usadas para separar termos com a mesma função sintática: objeto direto.
    II. Da estrutura verbal “e de que modo este alguém se evaporara” (linha 5), deduz-se que havia alguém com a moça assassinada, e que este passou a ser indiciado como o principal suspeito do suposto crime.
    III. No período “Chegou a equipe do Samu, o médico confirmou o que havia explicado” (linha 12) os vocábulos destacados são, na morfologia, sequencialmente, artigo definido, artigo definido e pronome demonstrativo.
    IV. O desfecho da obra mostra que o comissário tem as provas concretas para identificar o assassino, sendo que esse “nó”, na narrativa, consegue ser desatado.
    V. No período “O comissário pediu que o gerente o ajudasse” (linha 1), a oração destacada, em relação à primeira, quanto à sintaxe, é subordinada substantiva objetiva direta.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bd15ccdd-b0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Análise sintática

    Analise as proposições em relação à obra Lucíola, José de Alencar, e ao Texto 3.

    I. Na estrutura “Não toques em coisa” (linha 6) observa-se o uso do verbo tocar no imperativo negativo. Trata-se de uma ordem, e a ação, indicada pelo verbo, sugere que ela vai ser praticada por várias pessoas.
    II. A leitura da estrutura “Ela respondeu à interrogação muda do meu olhar murmurando-me ao ouvido” (linhas 13 e 14) leva o leitor a inferir o grau de cumplicidade que havia entre o casal, pois eles se entendiam até mesmo pelo olhar.
    III. A partícula que pode assumir diversas funções ou classificações na morfologia e na sintaxe, no período “que banhou estas palavras como de uma luz divina” (linha 17) tem-se, morfossintaticamente, pronome relativo/sujeito.
    IV. A leitura do período “Elas não sabem, como tu, que eu tenho outra virgindade, a virgindade do coração” (linhas 15 e 16) leva o leitor a inferir que já ocorreu o período de recolhimento de Lúcia como cortesã, iniciando-se o período da tentativa de expurgação.
    V. Na estrutura verbal “Corri para fazer Lúcia retirar-se antes de vê-lo” (linhas 2 e 3) há um período composto, formado por quatro orações, sendo a oração destacada subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bd04ef25-b0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Lucíola, José de Alencar, e ao Texto 3.
    Escolha uma alternativa para a questão bcff9f44-b0
  • Linguagens

    Português

    Analise as proposições em relação à obra Melhores poemas, Manuel Bandeira, ao Texto 1, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

    ( ) Quanto ao processo de formação de palavras, os vocábulos “desenganos” (verso 12), “cabeleira” (verso 17) e “recém-nascidos” (verso 29) sofreram o processo de prefixação, de sufixação e de justaposição, sequencialmente.
    ( ) A arquitetura da sétima estrofe, para dar um valor mais expressivo ao poema, sustenta-se por duas figuras de linguagem: uma figura de pensamento – antítese, e a outra de construção, hipérbato.
    ( ) A leitura dos versos “A cabeça, essa é de vento” (verso 26) e “Perdão, que me deu na telha” (verso 34) leva o leitor a inferir que os registros coloquiais aparecem como escolhas lexicais, ritmados pela prosódia da fala, sugerindo espontaneidade.
    ( ) O poema é composto por versos irregulares, distribuídos em nove estrofes, também irregulares, caracterizando o padrão métrico tradicional – redondilhas menores, versos pentassílabos.
    ( ) A leitura do texto mostra que a composição do poema remete a uma menina-moça, adolescente, o que se justifica pelo campo semântico: menina, treze anos, criança, infantil.

    Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão bce82cb8-b0
  • Linguagens

    Português

    Analise as proposições em relação à obra Melhores poemas, Manuel Bandeira, e ao Texto 1.

    I. Nos versos “Será a idade que pareces” (verso 2) e “Tivesses a que tivesses” (verso 3) a palavra destacada, em relação à morfossintaxe, classifica-se em artigo/adjunto adnominal e pronome demonstrativo/objeto direto, sequencialmente.

    II. No verso “Que exíguo o teu talhe! E penso” (verso 5) se as palavras destacadas forem substituídas, respectivamente, por pequeno e porte o sentido e a coerência, no texto, são mantidos.

    III. O sinal de pontuação de reticências nos versos “Dão os dois uma mancheia...” (verso 10) e “Faz cinza de desenganos...” (verso 12) é usado para reforçar o sentido dos termos assinalados.

    IV. O poema é marcado por elementos linguísticos como, reticências e interrogação, ponto de exclamação, dois pontos, vocativo, para configurar a função que o autor deseja: registrar a emoção, a expressividade por meio da expressão oral.

    V. Nos versos “Que idade tens, Colombina” (verso 1) e “Perdão, perdão, Colombina” (verso 33) a palavra destacada, em relação à morfologia, é substantivo próprio nos dois versos e, quanto à sintaxe, no verso 1 é vocativo e no verso 33, sujeito.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bce29dde-b0
  • Linguagens

    Inglês

    The Invitation

    It doesn’t interest me what you do for a living, I want to know what you ache for, and if you dare to dream of meeting your heart’s longing.

    It doesn’t interest me how old you are. I want to know if you will risk looking like a fool for love, for your dreams, for the adventure of being alive.

    It doesn’t interest me what planets are squaring with your moon. I want to know if you have touched the center of your own sorrow, if you have been opened by life’s betrayals or have become shriveled and closed from fear of further pain. I want to know if you can sit with pain, mine or your own, without moving to hide it, or fade it or fix it. I want to know if you can be with joy, mine or even your own; if you can dance with the wilderness and let the ecstasy fill you to the tips of your fingers and toes without cautioning us to be careful, be realistic, or to remember the limitations of being a human.

    It doesn´t interest me if the story you´re telling me is true. I want to know if you can risk disappointing another to be true to yourself; if you can bear the accusation of betrayal and not betray your own soul. I want to know if you can be faithless and therefore be trustworthy. I want to know if you can see beauty even when it´s not pretty every day, and if you can source your life from its presence. I want to know if you can live with failure, yours and mine, and still stand on the edge of a lake and shout to the silver of the moon, “YES”.

    It doesn´t interest me to know where you live or how much money you have. I want to know if you can get up after a night of grief and despair, weary and bruised to the bone, and do what needs to be done for the children. It doesn´t matter to me who you are, how you came to be here. I want to know if you will stand in the center of the fire with me and not shrink back. 

    It doesn´t interest me where or what or with whom you have studied. I want to know what sustains you from the inside when all else falls away. I want to know if you can be alone with yourself; and if you truly like the company you keep in the empty moments.

    (By Oriah Mountain Dreamer from the book THE INVITATION (c) 1999. Published by HarperONE, San Francisco. All rights reserved. Presented with permission of the author. www.oriah.org) (theunboundedspirit.com/start-living) Accessed on March 27th, 2018.
    According to the meaning of the text, the underlined words are consecutively:
    Escolha uma alternativa para a questão bcc31005-b0
  • Linguagens

    Inglês

    The Invitation

    It doesn’t interest me what you do for a living, I want to know what you ache for, and if you dare to dream of meeting your heart’s longing.

    It doesn’t interest me how old you are. I want to know if you will risk looking like a fool for love, for your dreams, for the adventure of being alive.

    It doesn’t interest me what planets are squaring with your moon. I want to know if you have touched the center of your own sorrow, if you have been opened by life’s betrayals or have become shriveled and closed from fear of further pain. I want to know if you can sit with pain, mine or your own, without moving to hide it, or fade it or fix it. I want to know if you can be with joy, mine or even your own; if you can dance with the wilderness and let the ecstasy fill you to the tips of your fingers and toes without cautioning us to be careful, be realistic, or to remember the limitations of being a human.

    It doesn´t interest me if the story you´re telling me is true. I want to know if you can risk disappointing another to be true to yourself; if you can bear the accusation of betrayal and not betray your own soul. I want to know if you can be faithless and therefore be trustworthy. I want to know if you can see beauty even when it´s not pretty every day, and if you can source your life from its presence. I want to know if you can live with failure, yours and mine, and still stand on the edge of a lake and shout to the silver of the moon, “YES”.

    It doesn´t interest me to know where you live or how much money you have. I want to know if you can get up after a night of grief and despair, weary and bruised to the bone, and do what needs to be done for the children. It doesn´t matter to me who you are, how you came to be here. I want to know if you will stand in the center of the fire with me and not shrink back. 

    It doesn´t interest me where or what or with whom you have studied. I want to know what sustains you from the inside when all else falls away. I want to know if you can be alone with yourself; and if you truly like the company you keep in the empty moments.

    (By Oriah Mountain Dreamer from the book THE INVITATION (c) 1999. Published by HarperONE, San Francisco. All rights reserved. Presented with permission of the author. www.oriah.org) (theunboundedspirit.com/start-living) Accessed on March 27th, 2018.
    The word “YES” in the fourth paragraph is related to:
    Escolha uma alternativa para a questão bcb8799a-b0
  • Linguagens

    Inglês

    The Invitation

    It doesn’t interest me what you do for a living, I want to know what you ache for, and if you dare to dream of meeting your heart’s longing.

    It doesn’t interest me how old you are. I want to know if you will risk looking like a fool for love, for your dreams, for the adventure of being alive.

    It doesn’t interest me what planets are squaring with your moon. I want to know if you have touched the center of your own sorrow, if you have been opened by life’s betrayals or have become shriveled and closed from fear of further pain. I want to know if you can sit with pain, mine or your own, without moving to hide it, or fade it or fix it. I want to know if you can be with joy, mine or even your own; if you can dance with the wilderness and let the ecstasy fill you to the tips of your fingers and toes without cautioning us to be careful, be realistic, or to remember the limitations of being a human.

    It doesn´t interest me if the story you´re telling me is true. I want to know if you can risk disappointing another to be true to yourself; if you can bear the accusation of betrayal and not betray your own soul. I want to know if you can be faithless and therefore be trustworthy. I want to know if you can see beauty even when it´s not pretty every day, and if you can source your life from its presence. I want to know if you can live with failure, yours and mine, and still stand on the edge of a lake and shout to the silver of the moon, “YES”.

    It doesn´t interest me to know where you live or how much money you have. I want to know if you can get up after a night of grief and despair, weary and bruised to the bone, and do what needs to be done for the children. It doesn´t matter to me who you are, how you came to be here. I want to know if you will stand in the center of the fire with me and not shrink back. 

    It doesn´t interest me where or what or with whom you have studied. I want to know what sustains you from the inside when all else falls away. I want to know if you can be alone with yourself; and if you truly like the company you keep in the empty moments.

    (By Oriah Mountain Dreamer from the book THE INVITATION (c) 1999. Published by HarperONE, San Francisco. All rights reserved. Presented with permission of the author. www.oriah.org) (theunboundedspirit.com/start-living) Accessed on March 27th, 2018.
    This invitation is about:
    Escolha uma alternativa para a questão bcb454a2-b0
  • Linguagens

    Português

    Os textos a seguir servirão de base para a realização da questão.


    Texto I

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância

    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06


    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    Artista faz intervenção na avenida Paulista sobre consumismo
    Marcus Leoni - 10.jan.2016/Folhapress


    É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos.
    A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 
    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtml> . Acesso em: 25 abr. 2018.


    Texto 2
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    Texto de Gilmar Machado, publicado em 8 jan. 2018.
    Disponível em: <https://www.humorpolitico.com.br/
    tag/meio-ambiente/> . Acesso em: 12 mar. 2018.



    Texto 3 

    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades
    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia
    Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In:
    CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no
    espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: <http://books.
    scielo.org/id/n9brm/pdf/ortigoza-9788579830075-03.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]
    Em relação à linguagem empregada na construção dos textos:
    Escolha uma alternativa para a questão 62c5258e-b0
  • Linguagens

    Português

    Os textos a seguir servirão de base para a realização da questão.


    Texto I

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância

    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06


    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Coesão e coerência
    Artista faz intervenção na avenida Paulista sobre consumismo
    Marcus Leoni - 10.jan.2016/Folhapress


    É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos.
    A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 
    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtml> . Acesso em: 25 abr. 2018.


    Texto 2
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Coesão e coerência
    Texto de Gilmar Machado, publicado em 8 jan. 2018.
    Disponível em: <https://www.humorpolitico.com.br/
    tag/meio-ambiente/> . Acesso em: 12 mar. 2018.



    Texto 3 

    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades
    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia
    Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In:
    CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no
    espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: <http://books.
    scielo.org/id/n9brm/pdf/ortigoza-9788579830075-03.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]
    A pergunta retórica “Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista?”, presente no último parágrafo do texto 3, tem função de
    Escolha uma alternativa para a questão 62c0d65b-b0
  • Linguagens

    Português

    Os textos a seguir servirão de base para a realização da questão.


    Texto I

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância

    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06


    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Parênteses
    Artista faz intervenção na avenida Paulista sobre consumismo
    Marcus Leoni - 10.jan.2016/Folhapress


    É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos.
    A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 
    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtml> . Acesso em: 25 abr. 2018.


    Texto 2
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Parênteses
    Texto de Gilmar Machado, publicado em 8 jan. 2018.
    Disponível em: <https://www.humorpolitico.com.br/
    tag/meio-ambiente/> . Acesso em: 12 mar. 2018.



    Texto 3 

    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades
    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia
    Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In:
    CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no
    espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: <http://books.
    scielo.org/id/n9brm/pdf/ortigoza-9788579830075-03.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]
    No terceiro parágrafo do texto 3, são empregadas as seguinte notações especiais: itálico, aspas e parênteses. Indique, respectivamente, as finalidades de tais usos.
    Escolha uma alternativa para a questão 62ba58f3-b0
  • Linguagens

    Português

    Os textos a seguir servirão de base para a realização da questão.


    Texto I

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância

    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06


    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Interpretação de Textos
    Artista faz intervenção na avenida Paulista sobre consumismo
    Marcus Leoni - 10.jan.2016/Folhapress


    É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos.
    A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 
    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtml> . Acesso em: 25 abr. 2018.


    Texto 2
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Interpretação de Textos
    Texto de Gilmar Machado, publicado em 8 jan. 2018.
    Disponível em: <https://www.humorpolitico.com.br/
    tag/meio-ambiente/> . Acesso em: 12 mar. 2018.



    Texto 3 

    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades
    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia
    Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In:
    CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no
    espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: <http://books.
    scielo.org/id/n9brm/pdf/ortigoza-9788579830075-03.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]
    Em “imagine no futuro”, a quem o autor do texto 1 se dirige no penúltimo parágrafo?
    Escolha uma alternativa para a questão 62b24385-b0
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o fragmento a seguir, extraído do primeiro capítulo de Memórias póstumas de Brás Cubas, para responder a questão.

    Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo; diferença radical entre este livro e o Pentateuco.
        Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! (...)
    (ASSIS, Machado. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ateliê, 2001, p. 69)


    Memórias póstumas de Brás Cubas, obra inaugural do Realismo no Brasil, apresenta vários procedimentos literários que configuram o estilo de Machado de Assis. Dentre esses procedimentos, a leitura dos primeiros parágrafos do romance já permite identificar
    Escolha uma alternativa para a questão 6284505c-b0
  • Linguagens

    Inglês

    Responda a questão de acordo com o texto de Lauren Camera.


    Supreme Court Expands Rights for Students with Disabilities

    By Lauren Camera, Education Reporter - March 22, 2017. Adaptado. 

    Imagem da questão de Inglês, PUC - SP 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    In a unanimous decision with major implications for students with disabilities, the U.S. Supreme Court ruled Wednesday that schools must provide higher educational standards for children with special needs. Schools must do more than provide a ‘merely more than de minimis’ education for students with disabilities and instead must provide them with an opportunity to make "appropriately ambitious" progress in line with the federal education law.

    “When all is said and done,” wrote Chief Justice John G. Roberts, “a student offered an education program providing a ‘merely more than de minimis’ progress from year to year can hardly be said to have been offered an education at all.” He continued, citing a 1982 Supreme Court ruling on special education: “For children with disabilities, receiving an instruction that aims so low would be equivalent to ‘sitting idly... awaiting the time when they were old enough to drop out.’”

    There are roughly 6.4 million students with disabilities between ages 3 to 21, representing roughly 13 percent of all students, according to Institute for Education Statistics. Each year 300,000 of those students leave school and just 65 percent of students with disabilities complete high school.

    The case which culminated in the Supreme Court decision originated with an autistic boy in Colorado named Endrew. His parents pulled him out of school in 5th grade because they disagreed with his individualized education plan. Under federal law, the Individuals with Disabilities Education Act (IDEA), schools must work with families to develop individualized learning plans for students with disabilities.

    While Endrew had been making progress in the public schools, his parents felt his plan for that year simply replicated goals from years past. As a result, they enrolled him in a private school where, they argued, Endrew made academic and social progress. 

    Seeking tuition reimbursement*, they filed a complaint with the state’s department of education in which they argued that Endrew had been denied a "free appropriate public education". The school district won the suit, and when his parents filed a lawsuit in federal district court, the judge also sided with the school district. In the Supreme Court case, Endrew and his family asked for clarification about the type of education benefits the federal law requires of schools, specifically, whether it requires ‘merely more than de minimis’, or something greater.

    “The IDEA demands more,” Roberts wrote in the opinion. “It requires an educational program reasonably calculated to enable a child to make progress appropriate in light of the child’s circumstances.” 

    *reimbursement – a sum paid to cover money that has been spent or lost.

    In:<https://www.usnews.com/news/education-news/articles/2017-03-22/supreme-court-expands-rights-for-students-with-disabilities> 30.03.2018


    No excerto do sexto parágrafo “whether it requires ‘merely more than de minimis’, or something greater”, a palavra it se refere a
    Escolha uma alternativa para a questão 626ac4fc-b0
  • Linguagens

    Inglês

    Responda a questão de acordo com o texto de Lauren Camera.


    Supreme Court Expands Rights for Students with Disabilities

    By Lauren Camera, Education Reporter - March 22, 2017. Adaptado. 

    Imagem da questão de Inglês, PUC - SP 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    In a unanimous decision with major implications for students with disabilities, the U.S. Supreme Court ruled Wednesday that schools must provide higher educational standards for children with special needs. Schools must do more than provide a ‘merely more than de minimis’ education for students with disabilities and instead must provide them with an opportunity to make "appropriately ambitious" progress in line with the federal education law.

    “When all is said and done,” wrote Chief Justice John G. Roberts, “a student offered an education program providing a ‘merely more than de minimis’ progress from year to year can hardly be said to have been offered an education at all.” He continued, citing a 1982 Supreme Court ruling on special education: “For children with disabilities, receiving an instruction that aims so low would be equivalent to ‘sitting idly... awaiting the time when they were old enough to drop out.’”

    There are roughly 6.4 million students with disabilities between ages 3 to 21, representing roughly 13 percent of all students, according to Institute for Education Statistics. Each year 300,000 of those students leave school and just 65 percent of students with disabilities complete high school.

    The case which culminated in the Supreme Court decision originated with an autistic boy in Colorado named Endrew. His parents pulled him out of school in 5th grade because they disagreed with his individualized education plan. Under federal law, the Individuals with Disabilities Education Act (IDEA), schools must work with families to develop individualized learning plans for students with disabilities.

    While Endrew had been making progress in the public schools, his parents felt his plan for that year simply replicated goals from years past. As a result, they enrolled him in a private school where, they argued, Endrew made academic and social progress. 

    Seeking tuition reimbursement*, they filed a complaint with the state’s department of education in which they argued that Endrew had been denied a "free appropriate public education". The school district won the suit, and when his parents filed a lawsuit in federal district court, the judge also sided with the school district. In the Supreme Court case, Endrew and his family asked for clarification about the type of education benefits the federal law requires of schools, specifically, whether it requires ‘merely more than de minimis’, or something greater.

    “The IDEA demands more,” Roberts wrote in the opinion. “It requires an educational program reasonably calculated to enable a child to make progress appropriate in light of the child’s circumstances.” 

    *reimbursement – a sum paid to cover money that has been spent or lost.

    In:<https://www.usnews.com/news/education-news/articles/2017-03-22/supreme-court-expands-rights-for-students-with-disabilities> 30.03.2018


    De acordo com os parágrafos 4 a 6, algumas das ações tomadas pelos pais de Endrew, em razão de sua insatisfação com a escola pública em que o filho estudava, foram:
    Escolha uma alternativa para a questão 625fc97c-b0
  • Linguagens

    Inglês

    Responda a questão de acordo com o texto de Lauren Camera.


    Supreme Court Expands Rights for Students with Disabilities

    By Lauren Camera, Education Reporter - March 22, 2017. Adaptado. 

    Imagem da questão de Inglês, PUC - SP 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    In a unanimous decision with major implications for students with disabilities, the U.S. Supreme Court ruled Wednesday that schools must provide higher educational standards for children with special needs. Schools must do more than provide a ‘merely more than de minimis’ education for students with disabilities and instead must provide them with an opportunity to make "appropriately ambitious" progress in line with the federal education law.

    “When all is said and done,” wrote Chief Justice John G. Roberts, “a student offered an education program providing a ‘merely more than de minimis’ progress from year to year can hardly be said to have been offered an education at all.” He continued, citing a 1982 Supreme Court ruling on special education: “For children with disabilities, receiving an instruction that aims so low would be equivalent to ‘sitting idly... awaiting the time when they were old enough to drop out.’”

    There are roughly 6.4 million students with disabilities between ages 3 to 21, representing roughly 13 percent of all students, according to Institute for Education Statistics. Each year 300,000 of those students leave school and just 65 percent of students with disabilities complete high school.

    The case which culminated in the Supreme Court decision originated with an autistic boy in Colorado named Endrew. His parents pulled him out of school in 5th grade because they disagreed with his individualized education plan. Under federal law, the Individuals with Disabilities Education Act (IDEA), schools must work with families to develop individualized learning plans for students with disabilities.

    While Endrew had been making progress in the public schools, his parents felt his plan for that year simply replicated goals from years past. As a result, they enrolled him in a private school where, they argued, Endrew made academic and social progress. 

    Seeking tuition reimbursement*, they filed a complaint with the state’s department of education in which they argued that Endrew had been denied a "free appropriate public education". The school district won the suit, and when his parents filed a lawsuit in federal district court, the judge also sided with the school district. In the Supreme Court case, Endrew and his family asked for clarification about the type of education benefits the federal law requires of schools, specifically, whether it requires ‘merely more than de minimis’, or something greater.

    “The IDEA demands more,” Roberts wrote in the opinion. “It requires an educational program reasonably calculated to enable a child to make progress appropriate in light of the child’s circumstances.” 

    *reimbursement – a sum paid to cover money that has been spent or lost.

    In:<https://www.usnews.com/news/education-news/articles/2017-03-22/supreme-court-expands-rights-for-students-with-disabilities> 30.03.2018


    De acordo com o terceiro parágrafo, é CORRETO afirmar que, nos Estados Unidos,
    Escolha uma alternativa para a questão 625b8749-b0