Pular para o conteúdo

Área do conhecimento

Questões de Linguagens do ENEM

Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 402 de 950

  • Linguagens

    Português

    O mundo como pode ser: uma outra globalização


        Podemos pensar na construção de um outro mundo a partir de uma globalização mais humana. As bases materiais do período atual são, entre outras, a unicidade da técnica, a convergência dos momentos e o conhecimento do planeta. É nessas bases técnicas que o grande capital se apoia para construir uma globalização perversa. Mas essas mesmas bases técnicas poderão servir a outros objetivos, se forem postas a serviço de outros fundamentos sociais e políticos. Parece que as condições históricas do fim do século XX apontavam para esta última possibilidade. Tais novas condições tanto se dão no plano empírico quanto no plano teórico.

        Considerando o que atualmente se verifica no plano empírico, podemos, em primeiro lugar, reconhecer um certo número de fatos novos indicativos da emergência de uma nova história. O primeiro desses fenômenos é a enorme mistura de povos, raças, culturas, gostos, em todos os continentes. A isso se acrescente, graças ao progresso da informação, a “mistura” de filosofia, em detrimento do racionalismo europeu. Um outro dado de nossa era, indicativo da possibilidade de mudanças, é a produção de uma população aglomerada em áreas cada vez menores, o que permite um ainda maior dinamismo àquela mistura entre pessoas e filosofias. As massas, de que falava Ortega y Gasset na primeira metade do século (A rebelião das massas, 1937), ganham uma nova qualidade em virtude de sua aglomeração exponencial e de sua diversificação. Trata-se da existência de uma verdadeira sociodiversidade, historicamente muito mais significativa que a própria biodiversidade. Junte-se a esses fatos a emergência de uma cultura popular que se serve dos meios técnicos antes exclusivos da cultura de massas, permitindo-lhe exercer sobre esta última uma verdadeira revanche ou vingança.

        É sobre tais alicerces que se edifica o discurso da escassez, afinal descoberta pelas massas. A população, aglomerada em poucos pontos da superfície da Terra, constitui uma das bases de reconstrução e de sobrevivência das relações locais, abrindo a possiblidade de utilização, ao serviço dos homens, do sistema técnico atual.

        No plano teórico, o que verificamos é a possiblidade de produção de um novo discurso, de uma nova metanarrativa, um grande relato. Esse novo discurso ganha relevância pelo fato de que, pela primeira vez na história do homem, se pode constatar a existência de uma universalidade empírica. A universalidade deixa de ser apenas uma elaboração abstrata na mente dos filósofos para resultar da experiência ordinária de cada pessoa. De tal modo, em mundo datado como o nosso, a explicação do acontecer pode ser feita a partir de categorias de uma história concreta. É isso, também, que permite conhecer as possiblidade existentes e escrever uma nova história.

    SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. 13. ed. São Paulo: Record, 2006. p. 20-21. (Adaptado).

    Considere o seguinte recorte:


    “As massas, de que falava Ortega y Gasset na primeira metade do século (A rebelião das massas, 1937), ganham uma nova qualidade em virtude de sua aglomeração exponencial e de sua diversificação”.


    O discurso do outro é apresentado nesse trecho por meio de uma

    Escolha uma alternativa para a questão 81b24171-f8
  • Linguagens

    Inglês

    The true potential of technology to change behavior


        Technology could successfully change behaviours where decades of campaigns and legislation have failed. With the quantified self already walking among us and the internet of things within easy reach, digital technology is creating unprecedented opportunities to encourage, enable and empower more sustainable behaviours.

         If we are to unlock the power of technology we must be more ambitious than simply digitising analogue strategies or creating another communications channel.

        The true potential of technology lies in its ability to do things that nothing else can do. In behaviour change terms, the potential to succeed where decades of education programmes, awareness campaigns and product innovation have failed; to make a difference where government policy and legislation has had limited impact.

        Using behavioural insights, it is possible to highlight the bottlenecks, drop out points and achilles heels of traditional behaviour change efforts — the reasons why we have failed in the past — and apply the unique possibilities of technology to these specific challenges.

        Overcoming our limitations

        Luckily, the history of the human race is almost defined by its ability to invent stuff that bolsters its feeble capabilities. That stuff is, of course, what we generically refer to as 'technology'. And in the same way that the internal combustion engine and the light bulb allow us to overcome our relatively feeble powers of motion and perception, so digital technology can be directed to overcoming our relatively feeble powers of reasoning, selfcontrol, motivation, self-awareness and agency—the factors that make behaviour change so difficult.

        Herein lies the true potential of technology: not in the laboratory or the workshop, but in an understanding of the behavioural dynamics that define the human condition, both generally and within the context of a specific user-group, market segment or community.

    Fonte: JOHNSON, Steven. Recognising the true potential of technology to change behaviour. Disponível em:<https://www.theguardian.com/sustainablebusiness/behavioural-insights/true-potential-technology-change-behaviour> . Acesso em: 23 ago. 2017. (Adaptado). 

    Analisando-se aspectos linguísticos e estruturais do texto, constata-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 81a7661c-f8
  • Linguagens

    Inglês

    A questão referem-se à tirinha abaixo


    Imagem da questão de Inglês, Universidade do Vale do Paraíba 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponível em: http://www.thecomicstrips.com/store/add.php?iid=87197. Acesso em: 09/12/2016.

    O humor da tirinha consta na alternativa
    Escolha uma alternativa para a questão 49f6dda9-f2
  • Linguagens

    Inglês

    O texto abaixo refere-se à questão.


    Imagem da questão de Inglês, Universidade do Vale do Paraíba 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponível em: http://www.motivateamazebegreat. com/2016/04/30-friedrich-nietzsche-inspirational-quotes- -about-life.html. Acesso em: 09/12/2016.

    Da fala de Nietsche, pode-se inferir que
    Escolha uma alternativa para a questão 49e28784-f2
  • Linguagens

    Português

    Em “Pablo, Ricardo e Guilherme gostam de jogos eletrônicos. Ele prefere games on-line.” Há um problema de ambiguidade. Dessa forma, abaixo, foram escritas diversas paráfrases, com o intuito de eliminação da ambiguidade.


    I. Pablo, Ricardo e Guilherme gostam de jogos eletrônicos. Estes dois últimos preferem games on-line.
    II. Pablo, Ricardo e Guilherme gostam de jogos eletrônicos. Os outros dois não preferem games on-line.
    III. Pablo, Ricardo e Guilherme gostam de jogos eletrônicos. Ricardo e o outro preferem games on-line.
    IV. Pablo, Ricardo e Guilherme gostam de jogos eletrônicos. Este prefere games on-line.


    Escolha uma alternativa para a questão 49dac7fd-f2
  • Linguagens

    Português

    Em relação à regência nominal, encontra-se correta a frase contida na alternativa
    Escolha uma alternativa para a questão 49cfe3f8-f2
  • Linguagens

    Português

    O texto, a seguir, "Boas Práticas de Dados na Web" refere-se à questao.


    O Data on the Web Best Practices Working Group do W3C anuncia a publicação de três documentos: Boas Práticas para Publicação de Dados na Web (Data on the Web Best Practices), Vocabulário de Uso de Conjunto de Dados (Dataset Usage Vocabulary) e Vocabulário de Qualidade de Dados (Data Quality Vocabulary).

    Esses documentos são o resultado de dois anos de esforço colaborativo do grupo de trabalho, que conta com uma fundamental participação de um grupo expressivo de pesquisadores brasileiros. O documento de Boas Práticas e os Vocabulários estão abertos para os comentários finais, antes que eles se tornem "Candidatos à Recomendação" do W3C (Boas Práticas) e Notas de Trabalho do W3C (Vocabulários). Os publicadores de dados na Web também podem comentar como estão implementando, ou planejam implementar, essas Boas Práticas.

    O documento sobre "Boas Práticas de Dados na Web" oferece recomendações sobre como dados de todos os tipos – governo, pesquisa, comercial etc. – podem ser compartilhados na Web, de forma aberta ou não. O objetivo é tornar os dados disponíveis de forma a maximizar as chances de sua descoberta e reutilização. [...].

    O Vocabulário de Uso de Conjunto de Dados oferece um arcabouço onde citações, comentários e a utilização dos dados dentro de aplicações podem ser estruturados. [...]

    Disponível em: Acesso em: <http://ceweb.br/noticia/notas/chamada-para-comentarios-no-documento-de-boas-praticas-do-w3c/> 07 /09/2016. Adaptado.

    A alternativa que apresenta a regra de concordância verbal presente na expressão “Esses documentos são o resultado de dois anos de esforço colaborativo do grupo de trabalho [...]” é
    Escolha uma alternativa para a questão 49c38caf-f2
  • Linguagens

    Português

    O texto, a seguir, "Boas Práticas de Dados na Web" refere-se à questao.


    O Data on the Web Best Practices Working Group do W3C anuncia a publicação de três documentos: Boas Práticas para Publicação de Dados na Web (Data on the Web Best Practices), Vocabulário de Uso de Conjunto de Dados (Dataset Usage Vocabulary) e Vocabulário de Qualidade de Dados (Data Quality Vocabulary).

    Esses documentos são o resultado de dois anos de esforço colaborativo do grupo de trabalho, que conta com uma fundamental participação de um grupo expressivo de pesquisadores brasileiros. O documento de Boas Práticas e os Vocabulários estão abertos para os comentários finais, antes que eles se tornem "Candidatos à Recomendação" do W3C (Boas Práticas) e Notas de Trabalho do W3C (Vocabulários). Os publicadores de dados na Web também podem comentar como estão implementando, ou planejam implementar, essas Boas Práticas.

    O documento sobre "Boas Práticas de Dados na Web" oferece recomendações sobre como dados de todos os tipos – governo, pesquisa, comercial etc. – podem ser compartilhados na Web, de forma aberta ou não. O objetivo é tornar os dados disponíveis de forma a maximizar as chances de sua descoberta e reutilização. [...].

    O Vocabulário de Uso de Conjunto de Dados oferece um arcabouço onde citações, comentários e a utilização dos dados dentro de aplicações podem ser estruturados. [...]

    Disponível em: Acesso em: <http://ceweb.br/noticia/notas/chamada-para-comentarios-no-documento-de-boas-praticas-do-w3c/> 07 /09/2016. Adaptado.

    Na frase “O Vocabulário de Uso de Conjunto de Dados oferece um arcabouço onde citações, comentários e a utilização dos dados dentro de aplicações podem ser estruturados.”, o termo “onde” refere-se ao
    Escolha uma alternativa para a questão 49c00f08-f2
  • Linguagens

    Português

    Observe os enunciados abaixo.


    I. Hoje, são também escritos.
    II. O ser humano se comunica por meio de textos.
    III. Nesse processo, os textos ganharam formas de organização distintas, com propósitos nitidamente distintos também.
    IV. Desde uma simples e passageira interjeição como "olá" até uma mensagem muitíssimo extensa.
    V. Em princípio, esses textos eram apenas orais.

    Disponível em http://educacao.globo.com/portugues/assunto/ texto-argumentativo/argumentacao.html.Acesso: 09/12/2016.


    A sequência que representa a ordem correta dos períodos do parágrafo proposto é
    Escolha uma alternativa para a questão 49b6afb1-f2
  • Linguagens

    Português

    Observe atentamente a imagem a seguir.


    Imagem da questão de Português, Faculdade Cásper Líbero 2017, Interpretação de Textos
    Arte do grafiteiro Thiago Mundano em apoio aos catadores adorna carroça: “Agente ambiental trabalhando. Não buzine”. | Fonte: https://goo.gl/9ooqdJ | Acesso em 07/11/2017.


    A reportagem “Reciclagem ainda engatinha em São Paulo e Rio”, publicada pela revista Veja em 21 de junho de 2012, informa que na capital paulista, apenas 1,3% do lixo é reciclado. “Nos Estados Unidos, esse índice é superior a 30%. Na Alemanha, chega a 67%. Segundo dados da própria prefeitura, 20% do lixo que vai para os aterros poderia ser reciclado. E pior: 60% do que é separado pelo cidadão em casa acaba indo parar nos aterros e misturado ao lixo comum”. Considerando as informações da imagem e da matéria publicada pela revista Veja, pode-se afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão ff65421d-ef
  • Linguagens

    Português

    O documentário O dia que durou 21 anos, dirigido por Camilo Tavares, busca retratar como o governo dos EUA patrocinou e apoiou o golpe militar no Brasil em 1964. Em entrevista ao site IHU On-Line, datada de 22 de abril de 2013, o diretor do filme afirmou: “Nos textos vemos que a ditadura estava fora de controle no sentido da tortura e da violação aos direitos humanos, mas os EUA mantinham o ‘silêncio dourado’ - expressão original do telegrama!”.


    Diante da afirmação do diretor e do que mostra o documentário, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão ff56c92a-ef
  • Linguagens

    Português

    Analise atentamente a tira da cartunista Laerte reproduzida a seguir.


    Imagem da questão de Português, Faculdade Cásper Líbero 2017, Interpretação de Textos
    Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/ultrapop/laerte-mais-que-um-rostinho-bonito-142508053.html


    O conteúdo da tira
    Escolha uma alternativa para a questão ff4db498-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Ao final de Mayombe, de Pepetela, o narrador titular apresenta-se e ficamos sabendo que se trata de(o)
    Escolha uma alternativa para a questão fe81bdbb-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Pintor da soledade nos vestíbulos
    de mármore e losango, onde as colunas
    se deploram silentes, sem que as pombas
    venham trazer um pouco do seu ruflo;

    traça das finas torres consumidas
    no vazio mais branco e na insolvência
    de arquiteturas não arquitetadas,
    porque a plástica é vã, se não comove,

    ó criador de mitos que sufocam,
    desperdiçando a terra, e já recuam
    para a noite, e no charco se constelam,

    por teus condutos flui um sangue vago,
    e nas tuas pupilas, sob o tédio,
    é a vida um suspiro sem paixão.



    Sobre o poema “A tela contemplada”, presente em Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, reproduzido acima, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão fe61591b-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão fe5269d4-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre Sagarana, de João Guimarães Rosa, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão fe33b9b4-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre o conto “A hora e vez de Augusto Matraga”, que integra Sagarana, de João Guimarães Rosa, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão fe25cf0b-ef
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Assinale a opção que identifica corretamente a locução conjuntiva que tem o mesmo valor semântico de “à medida que” presente em: “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”.
    Escolha uma alternativa para a questão fe05f454-ef
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Assinale a opção que identifica corretamente um caso de concordância verbal idêntico ao de: “Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente”.
    Escolha uma alternativa para a questão fdf74163-ef
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Assinale a opção que identifica corretamente a substituição da locução adverbial “apesar de” por outra que expresse a mesma circunstância em: “Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria”.
    Escolha uma alternativa para a questão fdde7a72-ef