Português
- Gêneros Textuais
- Prova de 2022
- ENEM
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 3723A0B0-63
Área do conhecimento
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E.C.T.
Tava com um cara que carimba postais
E por descuido abriu uma carta que voltou
Tomou um susto que lhe abriu a boca
Esse recado veio pra mim, não pro senhor
Recebo craque colante, dinheiro parco embrulhado
Em papel carbono e barbante e até cabelo cortado
Retrato de 3X4
Pra batizado distante
Mas, isso aqui, meu senhor, é uma carta de amor
[...]
Mas esse cara tem a língua solta
A minha carta ele musicou
[...]
Ouvi no rádio a minha carta de amor
CARLINHOS BROWN; MARISA MONTE; NANDO REIS. Cássia Eller.
Rio de Janeiro: Polygram, 1994 (fragmento).
Considerando-se as características do gênero carta
de amor, o conflito gerador do fato relatado na letra da canção deve-se à
Descobrimento
Abancado à escrivaninha em São Paulo
Na minha casa da rua Lopes Chaves
De supetão senti um friúme por dentro.
Fiquei trêmulo, muito comovido
Com o livro palerma olhando pra mim.
Não vê que me lembrei lá no norte, meu Deus!
[Muito longe de mim,
Na escuridão ativa da noite que caiu,
Um homem pálido, magro de cabelo escorrendo
[nos olhos,
Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,
Faz pouco se deitou, está dormindo.
Esse homem é brasileiro que nem eu...
ANDRADE, M. Poesias completas. Belo Horizonte: Villa Rica, 1993.
O poema modernista de Mário de Andrade revisita o tema do nacionalismo de forma irônica ao
O esporte moderno, como o futebol, desenvolve- -se, nos dias de hoje, com base nos princípios da sociedade moderna ocidental, industrializada nos moldes capitalistas. Ele é uma instância da ação do poder econômico e do poder político, figurando também no rol dos instrumentos de manutenção da ordem vigente e da manobra e comunicação com as massas.
PAULA, H. E. Cabeça de ferro, peito de aço, perna de pau: a
construção do corpo esportista brincante. Motriz, n. 2, 1996 (adaptado).
Jogadores e jogadoras podem se tornar elementos
transformadores das ordens esportiva e social, na medida
em que exerçam festivamente a sua criatividade para
— … E o amor não é só o que o senhor Sousa Costa pensa. Vim ensinar o amor como deve ser. Isso é que pretendo, pretendia ensinar pra Carlos. O amor sincero, elevado, cheio de senso prático, sem loucuras. Hoje, minha senhora, isso está se tornando uma necessidade desde que a filosofia invadiu o terreno do amor! Tudo o que há de pessimismo pela sociedade de agora! Estão se animalizando cada vez mais. Pela influência às vezes até indireta de Schopenhauer, de Nietzsche… embora sejam alemães. Amor puro, sincero, união inteligente de duas pessoas, compreensão mútua. E um futuro de paz conseguido pela coragem de aceitar o presente.
Rosto polido por lágrimas saudosas, quem vira Fräulein chorar!…
— … É isso que eu vim ensinar pra seu filho, minha senhora. Criar um lar sagrado! Onde é que a gente encontra isso agora?
ANDRADE, M. Amar, verbo intransitivo. Rio de Janeiro: Agir, 2008.
Confrontada pela dona da casa, a personagem alemã explica as razões de sua presença ali. Em seu discurso, o amor é concebido por um viés que

Concerning tooth loss, according to the last paragraph, Dr. Elani and her research team:





Belo espetáculo era ver essa menina delicada, curvada aos pés de uma rude mulher, banhando-os com sossego, mergulhando suas mãos, tão finas, tão lindas, nessa mesma água que fizera lançar um grito de dor à escrava, quando aí tocara de leve com as suas, tão grosseiras e calejadas!... Os últimos vislumbres das impressões desagradáveis que ela causara a Augusto de todo se esvaíram. Acabou-se a criança estouvada... ficou em seu lugar o anjo de candura.
Mas o sensível estudante viu as mãozinhas tão delicadas da piedosa menina já roxas, e adivinhou que ela estava engolindo suas dores para não gemer; por isso não pôde suster-se e, adiantando-se, disse:
— Perdoe, minha senhora.
— Oh!... o senhor estava aí?
— E tenho testemunhado tudo!
MACEDO, J. M. A moreninha. São Paulo: Martin Claret, 2011.
Ao descrever o gesto da personagem, banhando os pés de sua antiga ama de leite, o narrador demonstra uma visão romântica, manifesta na
Tem uma montanha rochosa na região onde o Rio Doce foi atingido pela lama da mineração. A aldeia Krenak fica na margem esquerda do rio, na direita tem uma serra. Aprendi que aquela serra tem nome, Takukrak, e personalidade. De manhã cedo, de lá do terreiro da aldeia, as pessoas olham para ela e sabem se o dia vai ser bom ou se é melhor ficar quieto. Quando ela está com uma cara do tipo “não estou para conversa hoje”, as pessoas já ficam atentas. Quando ela amanhece esplêndida, bonita, com nuvens claras sobrevoando a sua cabeça, toda enfeitada, o pessoal fala: “Pode fazer festa, dançar, pescar, pode fazer o que quiser”.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Cia. das Letras, 2019.
Relacionando a cultura de uma aldeia à natureza em que ela se situa, o narrador
What are you saying,
Correctly, did I hear?
Are you speaking English?
Your words are unclear.
They swim in my mind,
I can hear your words;
Comprehension is different,
Though, from only being heard.
If I understood you
If that all made sense,
Then maybe I'd seem
Just a little less dense.
But, just as it is,
I cannot reply;
'Cause the thoughts in your head,
Don't make sense in mine.
Disponível em: https://allpoetry.com. Acesso em: 31 out. 2019.
O eu lírico, ao reportar-se a um falante cuja língua materna não é o inglês,