Pular para o conteúdo

Área do conhecimento

Questões de Linguagens do ENEM

Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 724 de 950

  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho da crônica O vestuário feminino, de Júlia Lopes de Almeida (1862-1934).


    É uma esquisitice muito comum entre senhoras intelectuais, envergarem paletó, colete e colarinho de homem, ao apresentarem-se em público, procurando confundir-se, no aspecto físico, com os homens, como se lhes não bastassem as aproximações igualitárias do espírito.

    Esse desdém da mulher pela mulher faz pensar que: ou as doutoras julgam, como os homens, que a mentalidade da mulher é inferior, e que, sendo elas exceção da grande regra, pertencem mais ao sexo forte, do que do nosso, fragílimo; ou que isso revela apenas pretensão de despretensão.

    Seja o que for, nem a moral nem a estética ganham nada com isso. Ao contrário; se uma mulher triunfa da má vontade dos homens e das leis, dos preconceitos do meio e da raça, todas as vezes que for chamada ao seu posto de trabalho, com tanta dor, tanta esperança, e tanto susto adquirido, deve ufanar-se em apresentar-se como mulher. Seria isso um desafio?

    Não; naturalíssimo pareceria a toda a gente que uma mulher se apresentasse em público como todas as outras. [...]

    Os colarinhos engomados, as camisas de peito chato, dão às mulheres uma linha pouco sinuosa, e contrafeita, porque é disfarçada. [...]

    Nas cidades, sobre o asfalto das ruas ou o saibro das alamedas, não sabe a gente verdadeiramente para que razão apelar, quando vê, cingidas a corpos femininos, essas toilettes híbridas, compostas de saias de mulher, coletes e paletós de homem... Nem tampouco é fácil de perceber o motivo por que, em vez da fita macia, preferem essas senhoras especar o pescoço num colarinho lustrado a ferro, e duro como um papelão!


    Considere as seguintes afirmações sobre o trecho.


    I - A crônica, publicada em 1906, registra as exigências que uma sociedade patriarcal impõe a mulheres que circulam no âmbito público.

    II - A crônica apresenta um chamado para que mulheres de atuação pública – espaço majoritariamente masculino – mantenham características convencionadas como femininas, em especial no vestuário.

    III- A autora, ao falar do vestuário feminino, está tratando também de meio, raça e gênero, temas estruturantes do debate literário no final do século XIX, início do XX.


    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão 26c29a4f-cb
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão refere-se aos poemas de Fernando Pessoa.
    Assinale a alternativa correta sobre o poema VI, de Chuva oblíqua.
    Escolha uma alternativa para a questão 26bee4e4-cb
  • Linguagens

    Português

    Leia o segmento abaixo, retirado do Sermão da Sexagésima, de Padre Antônio Vieira, e assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.


    Supostas estas duas demonstrações; suposto que o fruto e efeitos da palavra de Deus, não fica, nem por parte de Deus, nem por parte dos ouvintes, segue-se por consequência clara que fica por parte do pregador. E assim é. Sabeis, cristãos, por que não faz fruto a palavra de Deus? Por culpa dos pregadores. Sabeis, pregadores, por que não faz fruto a palavra de Deus? Por culpa nossa. [...] Mas como em um pregador há tantas qualidades, e em uma pregação tantas leis, e os pregadores podem ser culpados em todas, em qual consistirá esta culpa? No pregador podem-se considerar cinco circunstâncias: ........ .

    Escolha uma alternativa para a questão 26adb996-cb
  • Linguagens

    Inglês

                                               T E X T


          EL TIGRE, Venezuela — Thousands of workers are fleeing Venezuela’s state-owned oil company, abandoning once-coveted jobs made worthless by the worst inflation in the world. And now the hemorrhaging is threatening the nation’s chances of overcoming its long economic collapse.

          Desperate oil workers and criminals are also stripping the oil company of vital equipment, vehicles, pumps and copper wiring, carrying off whatever they can to make money. The double drain — of people and hardware — is further crippling a company that has been teetering for years yet remains the country’s most important source of income.

          The timing could not be worse for Venezuela’s increasingly authoritarian president, Nicolás Maduro, who was re-elected last month in a vote that has been widely condemned by leaders across the hemisphere. Prominent opposition politicians were either barred from competing in the election, imprisoned or in exile.

          But while Mr. Maduro has firm control over the country, Venezuela is on its knees economically, buckled by hyperinflation and a history of mismanagement. Widespread hunger, political strife, devastating shortages of medicine and an exodus of well over a million people in recent years have turned this country, once the economic envy of many of its neighbors, into a crisis that is spilling over international borders.

          If Mr. Maduro is going to find a way out of the mess, the key will be oil: virtually the only source of hard currency for a nation with the world’s largest estimated petroleum reserves. But each month Venezuela produces less of it. Offices at the state oil company are emptying out, crews in the field are at half strength, pickup trucks are stolen and vital materials vanish. All of this is adding to the severe problems at the company that were already acute because of corruption, poor maintenance, crippling debts, the loss of professionals and even a lack of spare parts.

    Now workers at all levels are walking away in large numbers, sometimes literally taking pieces of the company with them, union leaders, oil executives and workers say.

          A job with Petróleos de Venezuela, known as Pdvsa, used to be a ticket to the Venezuelan Dream. No more.

          Inflation in Venezuela is projected to reach an astounding 13,000 percent this year, according to the International Monetary Fund. When The New York Times interviewed Mr. Navas in May, the monthly salary for a worker like him was barely enough to buy a whole chicken or two pounds of beef. But with prices going up so quickly, it buys even less now.

          Junior Martínez, 28, who has worked in the oil industry for eight years, is assembling papers, including his diploma as a chemical engineer. His wife and her daughter left three months ago to earn money in Brazil. “I get 1,400,000 bolívars a week and it isn’t even enough to buy a carton of eggs or a tube of toothpaste,”Mr. Martínez said of his salary in bolívars, Venezuela’s currency.

          Mr. Martínez’s father, Ovidio Martínez, 55, recalled growing up here when the oil boom began. He cried as he spoke of his son’s determination to leave the country. “You watch your children leave and you can’t stop them,” the elder Mr. Martínez said, fighting back tears. “In this country, they don’t have a future.”

          In El Tigre, hundreds of people stood in line one recent morning outside a supermarket, many waiting since the evening before to buy whatever food they could.

                                             From: www.nytimes.com/June 14, 2018. Adapted.

    Because of the crisis Venezuela is going through, the text states that
    Escolha uma alternativa para a questão 173c7577-cb
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2018, Interpretação de Textos

    Sobre o uso de elementos gramaticais no conto, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 1662039c-cb
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2018, Interpretação de Textos

    Considerando os elementos que compõem a narrativa literária do conto Uma vela para Dario, atente para as seguintes assertivas:


    I. O enredo do conto está construído com uma sequência temporal marcada pela organização lógica em que um fato desencadeia outros fatos, numa relação de causa e efeito.

    II. O espaço pode ser considerado o elemento do conto mais explorado na narrativa, pois é nele em que se desenvolve todo o enredo sobre o sofrimento e a morte trágica de Dario.

    III. O autor do conto é um narrador onisciente que conta a estória em terceira pessoa, observando de longe os fatos e demonstrando conhecer os pensamentos e sentimentos das personagens ao longo de toda a narrativa.

    IV. O enredo do conto dá mais importância às ações narradas do que propriamente a nomes ou a características das personagens.


    Está correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 165e7c83-cb
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2018, Interpretação de Textos

    Tempo Rei


    Não me iludo

    Tudo permanecerá do jeito

    Que tem sido

    Transcorrendo, transformando

    Tempo e espaço navegando todos os sentidos


    (...)


    Tempo Rei, ó Tempo Rei, ó Tempo Rei

    Transformai as velhas formas do viver

    Ensinai-me, ó Pai, o que eu ainda não sei

    Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei


    Pensamento, mesmo fundamento singular

    Do ser humano, de um momento para o outro

    Poderá não mais fundar nem gregos nem baianos


    Mães zelosas, pais corujas

    Vejam como as águas de repente ficam sujas

    Não se iludam, não me iludo

    Tudo agora mesmo pode estar por um segundo

    Tempo Rei, ó Tempo Rei, ó Tempo Rei

    (...)

    GILBERTO GIL

    letras.com.br


    O tempo, além de relacionado aos fenômenos naturais, é também condicionador das vidas humanas.


    Na letra da canção de Gilberto Gil, a dimensão do tempo histórico destacada é denominada:

    Escolha uma alternativa para a questão d582eed3-bb
  • Linguagens

    Português

                  A questão refere-se à obra As melhores histórias de Fernando Sabino.


                       O texto a seguir é um excerto da crônica O caso do charuto.


    E o ascensorista inflexível. Que o homem guardasse o charuto no bolso, engolisse o charuto, fizesse o que melhor lhe parecesse. Sem o quê, ele não subiria. Distraído pelos próprios argumentos, o homem, em vez de se desfazer do charuto, tirou dele uma baforada. Foi o bastante para generalizar-se a confusão. A senhora do Bronx resolveu intervir, alegando raivosamente que ela não tinha nada com aquela história e queria subir. O panamenho, como se estivesse no mundo da lua, perguntava em vão e em mau inglês em que andar era o Consulado do Panamá. O gordinho gritava que aquilo era um desaforo etc. etc. E o elevador parado. O dono do charuto levou-o novamente à boca, para ter as mãos livres e poder se explicar, provocando indignação geral. Então o gordinho, fora de si, estendeu o braço para com uma tapa derrubar o charuto, resolvendo assim a questão. Acontece, porém, que seu gesto foi mal calculado e o que ele deu foi um bofetão na cara do homem. O charuto saltou no ar largando brasa para cima do panamenho, que até então não entendia coisa nenhuma.

    SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 61.  

    Leia o início da crônica Fantasmas de Minas:


    “Tão logo Scliar soube que eu pretendia passar o carnaval em Ouro Preto e não conseguira hotel, amavelmente ofereceu-me sua casa. É uma linda casa, informou com ar matreiro. Tão matreiro que dava até para desconfiar. Mas eu já ouvira falar na casa, [...]”.

    SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 147.


    Tendo como base o restante dessa crônica, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.


    ( ) Ao longo da crônica, especialmente em sua última parte, há alusões a locais históricos de Minas Gerais e de seus “fantasmas”. O narrador percorre algumas cidades até chegar a Belo Horizonte, cidade na qual o fantasma é ele próprio.

    ( ) Pode-se afirmar que essa crônica, com uma linguagem permeada por traços de oralidade, consegue ir a fundo no sentimento humano. Isso se dá de maneira mais evidente na narrativa a partir de quando o narrador vai embora de Ouro Preto e passa a apresentar uma linguagem carregada de lirismo.

    ( ) O narrador em primeira pessoa corrobora para a aproximação do leitor para com a matéria narrada.

    Escolha uma alternativa para a questão f771498c-a6
  • Linguagens

    Português

    Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.

    – Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar?

    Ele foi simples:

    – Sim, já beijei antes uma mulher.

    – Quem era ela? perguntou com dor.

    Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

    O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros. [...]

    O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

    De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. [...]

    Ele a havia beijado.

    Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva.

    Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido. [...]

    Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele…

    Ele se tornara homem.

    LISPECTOR, Clarice. O primeiro beijo. In: Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 157.(Adaptado)


    O amor juvenil é tema de O primeiro beijo, de Clarice Lispector. Além disso, esse conto pode ser interpretado como um rito de passagem e dele se entende que

    Escolha uma alternativa para a questão 6a6c26b5-a5
  • Linguagens

    Português

    Levando-se em consideração a leitura dos contos de Clarice Lispector e o conceito de EPIFANIA, isto é, o instante de revelação, a súbita percepção ou a transformação na consciência, assinale a alternativa que exemplifica um desses momentos.
    Escolha uma alternativa para a questão 6a568bf2-a5
  • Linguagens

    Português

    Capítulo XLIV

    Não vades crer que a dor aqui foi mais verdadeira que a cólera; foram iguais em si mesmas, os efeitos é que foram diversos. A cólera deu em nada; a humilhação debulhou-se em lágrimas legítimas. E contudo não faltaram a esta senhora ímpetos de estrangular Sofia, calcá-la aos pés, arrancar-lhe o coração aos pedaços, dizendo-lhe na cara os nomes crus que atribuía ao marido... Tudo imaginações! Crede-me: há tiranos de intenção. Quem sabe? Na alma desta senhora passou agora um tênue fio de Calígula...

    ASSIS, Machado. Quincas Borba. São Paulo: Editora Globo, 1997. p. 53.


    Levando-se em consideração a leitura de Quincas Borba e o capítulo, em que há referência a D. Tonica, identifica(m)-se, nesse capítulo,

    Escolha uma alternativa para a questão 6a530297-a5
  • Linguagens

    Português

    Em sua última viagem aos Estados Unidos como primeira-ministra, Margaret Tatcher revelou a George Bush: “Antes de nomear um ministro, peço-lhe para decifrar um enigma. A Geoffrey Howe, por exemplo, perguntei: Se é filho de seu pai e não é seu irmão, quem é então? Geoffrey Howe respondeu: Sou eu. E lhe dei o cargo de chanceler”.

    Impressionado, Bush resolveu testar o método com seu vice, Don Quayle. Propôs o mesmo enigma. Quayle pediu um tempo para pensar. Depois, telefonou ansioso para Henry Kissinger, que lhe ensinou:

    – A resposta é “eu”.

    Quayle voltou a Bush com ar de triunfo:

    – A resposta é Kissinger.

    Bush bradou, contrariado:

    – Não, é Geoffrey Howe.

    POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998.


    A piada baseia-se na solução de um enigma. Depois de ser apresentado a um político inglês, Geoffrey Howe, o enigma é apresentado aos políticos estadunidenses George Bush, Don Quayle e Henry Kissinger. Do ponto de vista linguístico, o efeito humorístico dessa piada deve-se ao fato de que a referência do pronome pessoal na resposta ao enigma é interpretada equivocadamente por

    Escolha uma alternativa para a questão 6a480cbe-a5
  • Linguagens

    Português

    Muitos paquistaneses acreditam que a mídia local e internacional promove a jovem ativista de forma exagerada e desnecessária. Partidos de direita afirmam que a "campanha" para promovê-la é a prova de que há um "lobby internacional" por trás de tudo isso. [...]


    Os defensores da ganhadora do Nobel da Paz acusam os "odiadores de Malala" de campanha de difamação contra ela. Até que a mentalidade das pessoas mude, argumentam, a jovem não poderá viver em sua terra natal de forma permanente.

    Disponível em:<https://goo.gl/abhkYN>. Acesso em: 30 mar. 2018.


    No texto sobre o retorno de Malala Yousafzai ao Paquistão pela primeira vez desde que foi baleada pelo Talibã, o emprego das aspas em "odiadores de Malala" tem o efeito de

    Escolha uma alternativa para a questão 6a2ac7c8-a5
  • Linguagens

    Inglês

    Über-Adaptable Airless Tires

    By Lisa Eadicicco


    In the future, our cars will be smart, and our tires will be smarter. For starters, it’s airless, eliminating the need to worry about pounds per square inch. It’s also made from recycled materials in an effort to reduce waste. But the most impressive feature may be its 3-D--printed treads, which can be swapped in and out to accommodate various road conditions—without changing the tire itself. The challenge will be figuring out a way to do it quickly, says Terry Gettys, who helped lead the project, “because consumers are going to want their tires [ready to go] in just a few minutes.”


    Imagem da questão de Inglês, UFU-MG 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponı́vel em: <http://time.com>. Acesso em: 25 mar. 2018.

    One of the most innovative features of this new concept tire is that it
    Escolha uma alternativa para a questão 5741cb65-a5
  • Linguagens

    Inglês

    A Shoe Engineered to Boost Performance

    By Julia Zorthian


    Imagine a shoe that lets you run faster, pivot better and jump higher. That’s the idea behind the Futurecraft 4D, a new sneaker whose midsole can be expertly tailored to the needs of its wearers—not only in size and shape, but also in flexibility, impact type, cushioning and more. The key is the 3-D printing process, which enables the company to “look at every single square millimeter of a midsole and tune it from a performance standpoint,” says Al VanNoy, who headed the project. It would take weeks to make those modifications using traditional shoemaking methods. But the Futurecraft 4D midsoles can be printed in as little as two hours, meaning they could even be produced in stores. At least that’s a possibility for the future.


    Imagem da questão de Inglês, UFU-MG 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponı́vel em: <http://time.com>. Acesso em: 25 mar. 2018.


    Based on the text, Futurecraft 4D

    Escolha uma alternativa para a questão 573e8c0a-a5
  • Linguagens

    Português

    Leia o TEXTO 5 para responder à questão.


    TEXTO 5


    O ANJO DE PERNAS TORTAS


    A um passe de Didi, Garrincha avança

    Colado o couro aos pés, o olhar atento

    Dribla um, dribla dois, depois descansa

    Como a medir o lance do momento.


    Vem-lhe o pressentimento; ele se lança

    Mais rápido que o próprio pensamento,

    Dribla mais um, mais dois; a bola trança

    Feliz, entre seus pés – um pé de vento!


    Num só transporte, a multidão contrita

    Em ato de morte se levanta e grita

    Seu uníssono canto de esperança.


    Garrincha, o anjo, escuta e atende: Gooooool!

    É pura imagem: um G que chuta um O

    Dentro da meta, um L. É pura dança!


    MORAES, Vinícius. O anjo de Pernas Tortas. Disponível em < http://www.jornaldepoesia.jor.br/futebol.html#vinicius>. Acesso em: 5 maio 2018.

    Vinícius de Moraes escreveu “O anjo de pernas tortas” em homenagem a Garrincha, jogador de futebol contemporâneo de Pelé. Pode-se afirmar que esse texto foi escrito na segunda fase da produção literária do poeta, pois apresenta as seguintes características:
    Escolha uma alternativa para a questão dba2d680-83
  • Linguagens

    Português

    Leia o TEXTO 2 para responder a questão.


    TEXTO 2 


    FUTEBOL DE RUA



    (1) Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora. Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:
    (2) DA BOLA – A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. No caso de se usar uma pedra, lata ou outro objeto contundente, recomenda-se jogar de sapatos. De preferência os novos, do colégio. Quem jogar descalço deve cuidar para chutar sempre com aquela unha do dedão que estava precisando ser aparada mesmo.

    (3) DA DURAÇÃO DO JOGO – Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

    (4) DA FORMAÇÃO DOS TIMES – O número de jogadores em cada equipe varia, de um a 70 para cada lado. Algumas convenções devem ser respeitadas. Ruim vai para o gol. De óculos é meia-armador, para evitar os choques.

    (5) DO JUIZ – Não tem juiz.

    (6) DAS INTERRUPÇÕES – No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada numa destas eventualidades:

    (7) a) Se a bola for para baixo de um carro estacionado e ninguém conseguir tirá-la, mande o seu irmão menor.

    (8) b) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar não mais de 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isto não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa ou apartamento e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação. Se o apartamento ou casa for de militar reformado com cachorro, deve-se providenciar outra bola. Se a janela atravessada pela bola estiver com o vidro fechado na ocasião, os dois times devem reunir-se rapidamente para deliberar o que fazer. A alguns quarteirões de distância.

    (9) c) Quando passarem veículos pesados pela rua. De ônibus para cima. Bicicletas e Volkswagen, por exemplo, podem ser chutados junto com a bola e se entrar é gol.

    (10) DO INTERVALO PARA DESCANSO – Você deve estar brincando!

    (11) DA TÁTICA – Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o futebol de verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina é córner.


    VERÍSSIMO, Luís Fernando. Futebol de rua. Disponível em: < http://contobrasileiro.com.br/futebol-de-ruacronica-de-luis-fernando-verissimo/>. Acesso em: 05 maio 2018 (adaptado).

    O efeito de humor, no TEXTO 2, decorre, principalmente,
    Escolha uma alternativa para a questão db92f4c8-83
  • Linguagens

    Português

    Leia o TEXTO 1 para responder a questão.


    A COPA DO MUNDO NA RÚSSIA PODE SER A ÚLTIMA TENTATIVA DE UNIÃO NACIONAL


    (1) Mais do que a principal competição do maior esporte no planeta, a Copa do Mundo deve ser considerada um evento político. Futebol é política, e vice-versa. Como instituição, é parte estrutural da formação de diversos povos e sua cultura, contribuindo para a formatação de seus costumes, de suas marcas, hábitos, vocabulário. Quem ignora o papel do futebol, na formação histórica de algumas nações, pouco entende da antropologia social e cultural delas -  e nisso estamos inclusos. As seleções nacionais são representantes de seus países muito mais importantes e reconhecidas do que o melhor dos embaixadores. E a Copa, o único espaço pelo qual países frágeis na economia e geopolítica mundial podem derrotar países muito à frente nesses aspectos.

    (2) Como Diego Maradona sempre gosta de lembrar, a seleção argentina, na Copa de 1986, entrou em campo contra a Inglaterra, pelas quartas de finais, para jogar pelos mortos na Guerra das Malvinas, e não simplesmente para ganhar um jogo. Isso não era restrito apenas aos jogadores: era o sentimento nacional de todos os argentinos. E, quando questionado sobre o gol de mão que abriu o placar na partida, El Pibe não teve dúvidas sobre a sensação: “Foi como bater a carteira de um inglês”.

    (3) Na França, a vitória na Copa de 1998 ajudou a amenizar o conflito racial que pairava na nação - entre brancos, negros e árabes - e a derrota nas duas Copas seguintes o acirrou novamente. A Copa do Mundo também foi capaz de colocar no mesmo espaço de disputa o que um dos muros mais implacáveis da história separava: em 1974, Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental se enfrentaram pela primeira fase, com vitória da ala soviética (que muitos afirmam ter sido entregue pela parte capitalista para evitar adversário mais forte na fase seguinte). Momento épico.

    (4) Copa traz integração. A última vez que a Champs-Élysées tinha enchido tanto quanto na final da Copa de 98 foi na Queda da Bastilha. Na Copa de 2014, o esboço que vimos disso não aconteceu nos estádios, elitizados, mas sim nas fan-fests, que, como o próprio nome diz, foram espaços de festa, miscelânea, diversidade. Mas é muito maior do que isso: Copa traz a união comunitária. A gente não trabalha, a gente pinta a rua de casa, a gente compra camisa do Neymar ou do Ronaldinho ou do Ronaldo ou do Romário. Na hora do gol ou da vitória, a gente abraça até quem não conhece. Muitas vezes, uma televisãozinha é o suficiente para que toda a vizinhança se amontoe e torça pela sua representante internacional naquele momento. O País se volta, inteirinho, para um momento em que 11 homens são capazes de mudar, a qualquer instante, todo o seu sistema nervoso. E quem sequer reconhece isso tem que revisar seu próprio elitismo e sair da bolha.


    PROIETE, Gabriel. A Copa do Mundo na Rússia pode ser a última tentativa de união nacional. Disponível em: < https://medium.com/@gabriel_proiete/a-copa-do-mundo-da-r%C3%BAssia-pode-ser-a- %C3%BAltima-tentativa-de-uni%C3%A3o-nacional-8aa3a939ed53 >. Acesso em: 07 maio 2018 (adaptado).

    Com relação a aspectos semânticos e sintáticos do TEXTO 1, analise o que se afirma nas assertivas a seguir.

    I. As expressões “bater a carteira” (2º parágrafo) e “sair da bolha” (4º parágrafo) têm o mesmo sentido que “roubar” e “expressar-se”, respectivamente.

    II. A recorrência da estrutura “a gente pinta”, “a gente compra” e “a gente abraça” (4º parágrafo) torna o texto cansativo e prejudica sua progressão e continuidade.

    III.Na oração “Quem ignora o papel do futebol, na formação histórica de algumas nações, [...]” (1º parágrafo), há um sujeito simples “quem”, mas, semanticamente, seu agente se mantém ignorado, pois é representado por um pronome indefinido.

    IV.As palavras “televisãozinha” e “inteirinho” (4º parágrafo) estão no diminutivo para indicar, respectivamente, tamanho e pejoro.

    V. Em “países frágeis [...] podem derrotar países muito à frente nesses aspectos” (1º parágrafo), a expressão recebe o acento grave indicativo de crase porque é uma locução adverbial feminina.

    Estão CORRETAS, apenas, as afirmações
    Escolha uma alternativa para a questão db8fca25-83
  • Linguagens

    Português

    Leia o TEXTO 1 para responder a questão.


    A COPA DO MUNDO NA RÚSSIA PODE SER A ÚLTIMA TENTATIVA DE UNIÃO NACIONAL


    (1) Mais do que a principal competição do maior esporte no planeta, a Copa do Mundo deve ser considerada um evento político. Futebol é política, e vice-versa. Como instituição, é parte estrutural da formação de diversos povos e sua cultura, contribuindo para a formatação de seus costumes, de suas marcas, hábitos, vocabulário. Quem ignora o papel do futebol, na formação histórica de algumas nações, pouco entende da antropologia social e cultural delas -  e nisso estamos inclusos. As seleções nacionais são representantes de seus países muito mais importantes e reconhecidas do que o melhor dos embaixadores. E a Copa, o único espaço pelo qual países frágeis na economia e geopolítica mundial podem derrotar países muito à frente nesses aspectos.

    (2) Como Diego Maradona sempre gosta de lembrar, a seleção argentina, na Copa de 1986, entrou em campo contra a Inglaterra, pelas quartas de finais, para jogar pelos mortos na Guerra das Malvinas, e não simplesmente para ganhar um jogo. Isso não era restrito apenas aos jogadores: era o sentimento nacional de todos os argentinos. E, quando questionado sobre o gol de mão que abriu o placar na partida, El Pibe não teve dúvidas sobre a sensação: “Foi como bater a carteira de um inglês”.

    (3) Na França, a vitória na Copa de 1998 ajudou a amenizar o conflito racial que pairava na nação - entre brancos, negros e árabes - e a derrota nas duas Copas seguintes o acirrou novamente. A Copa do Mundo também foi capaz de colocar no mesmo espaço de disputa o que um dos muros mais implacáveis da história separava: em 1974, Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental se enfrentaram pela primeira fase, com vitória da ala soviética (que muitos afirmam ter sido entregue pela parte capitalista para evitar adversário mais forte na fase seguinte). Momento épico.

    (4) Copa traz integração. A última vez que a Champs-Élysées tinha enchido tanto quanto na final da Copa de 98 foi na Queda da Bastilha. Na Copa de 2014, o esboço que vimos disso não aconteceu nos estádios, elitizados, mas sim nas fan-fests, que, como o próprio nome diz, foram espaços de festa, miscelânea, diversidade. Mas é muito maior do que isso: Copa traz a união comunitária. A gente não trabalha, a gente pinta a rua de casa, a gente compra camisa do Neymar ou do Ronaldinho ou do Ronaldo ou do Romário. Na hora do gol ou da vitória, a gente abraça até quem não conhece. Muitas vezes, uma televisãozinha é o suficiente para que toda a vizinhança se amontoe e torça pela sua representante internacional naquele momento. O País se volta, inteirinho, para um momento em que 11 homens são capazes de mudar, a qualquer instante, todo o seu sistema nervoso. E quem sequer reconhece isso tem que revisar seu próprio elitismo e sair da bolha.


    PROIETE, Gabriel. A Copa do Mundo na Rússia pode ser a última tentativa de união nacional. Disponível em: < https://medium.com/@gabriel_proiete/a-copa-do-mundo-da-r%C3%BAssia-pode-ser-a- %C3%BAltima-tentativa-de-uni%C3%A3o-nacional-8aa3a939ed53 >. Acesso em: 07 maio 2018 (adaptado).

    Através de recursos linguísticos, os textos apresentam estratégias para introduzir um assunto e mantê-lo por meio de retomadas, o que promove a progressão textual. Sabendo disso, marque a única alternativa que analisa CORRETAMENTE os elementos coesivos e a progressão do TEXTO 1.
    Escolha uma alternativa para a questão db8cae8c-83
  • Linguagens

    Português

    Texto 2


    Campeonato de peão


    Bota parafuso no bico do peão

    Bota prego limado, bota tudo

    pra rachar o pião competidor.

    Roda, pião!

    Racha, pião!

    Se você não pode rachar este colégio

    nem o mundo nem a vida,

    racha pelo menos o pião!

    (Mas eu não sei, nunca aprendi

    rachar pião. Imobilizo-me.)

    (Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião: 23 livros de poesia. Vol. III. Rio de Janeiro, Bestbolso, 2009. p.267) 

    Uma das principais características do texto poético é a plurissignificação de palavras e expressões, como ocorre com o emprego do verbo “rachar” em “Campeonato de pião”. Em “não pode rachar este colégio/nem o mundo nem a vida” (versos 6 e 7), “rachar” significa
    Escolha uma alternativa para a questão 8187530c-74