Pular para o conteúdo

Questões de Linguagens do ENEM

Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

Resultados

18.995 questões encontradas. Mostrando a página 401 de 950.

  • 22BC522F-F9

    Literatura

    Escolas Literárias
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o fragmento a seguir da obra O filho eterno, de Cristovão Tezza.


    A manhã mais brutal da vida dele começou com o sono que se interrompe — chegavam os parentes. Ele está feliz, é visível, uma alegria meio dopada pela madrugada insone, mais as doses de uísque, a intensidade do acontecimento, a sucessão de pequenas estranhezas naquele espaço oficial que não é o seu, mais uma vez ele não está em casa, e há agora um alheamento em tudo, como se fosse ele mesmo, e não a mulher, que tivesse o filho de suas entranhas — a sensação boa, mas irremediável ao mesmo tempo, vai se transformando numa aflição invisível que parece respirar com ele. Talvez ele, como algumas mulheres no choque do parto, não queira o filho que tem, mas a ideia é apenas uma sombra. Afinal, ele é só um homem desempregado e agora tem um filho. Ponto final.


    TEZZA, Cristovão. O filho eterno. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 06.



    Assinale a opção CORRETA, em relação a esse texto.

    Escolha uma alternativa para a questão 22bc522f-f9
  • 22B91F16-F9

    Literatura

    Escolas Literárias
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Analise o quadro abaixo e, logo em seguida, leia o poema Ode Triunfal, para responder à questão.

    Imagem da questão de Literatura, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2017, Escolas Literárias

    BOCCIONI, Umberto. A rua entra na casa. 1911. Óleo sobre tela, 100 X 107 cm.


    Ode triunfal

    À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica

    Tenho febre e escrevo.

    Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,

    Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.


    Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!

    Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!

    Em fúria fora e dentro de mim,

    Por todos os meus nervos dissecados fora,

    Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!

    Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,

    De vos ouvir demasiadamente de perto,

    E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso

    De expressão de todas as minhas sensações,

    Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!


    Em febre e olhando os motores como a uma Natureza tropical —

    Grandes trópicos humanos de ferro e fogo e força —

    Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro,

    Porque o presente é todo o passado e todo o futuro

    E há Platão e Virgílio dentro das máquinas e das luzes elétricas

    Só porque houve outrora e foram humanos Virgílio e Platão,

    E pedaços do Alexandre Magno do século talvez cinquenta,

    Átomos que hão de ir ter febre para o cérebro do Ésquilo do século cem,

    Andam por estas correias de transmissão e por estes êmbolos e por estes volantes,

    Rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando,

    Fazendo-me um acesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma.


    Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!

    Ser completo como uma máquina!

    Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo!

    Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto,

    Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento

    A todos os perfumes de óleos e calores e carvões

    Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável!

    PESSOA, Fernando. Poesia de Álvaro de Campos. In: GALHOZ, Maria Aliete (Org.). Fernando Pessoa: obra poética. Rio de
    Janeiro: Nova Aguilar, 1999.

    Em relação à leitura do quadro e do poema, marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 22b91f16-f9
  • 22B5D817-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2017Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia atentamente a tirinha a seguir para responder à questão.


     Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2017, Interpretação de Textos


    Fonte: SARMENTO, Leila Lanar. Português: literatura, gramática, produção de texto. São Paulo: Moderna, 2010. 

    Em relação à tirinha, analise as proposições a seguir:


    I. Pode-se dizer que, como o pai de Calvin não tem tempo para comparar tantas ofertas nos supermercados, ele se sente ansioso, irritado.
    II. Pode-se dizer que o pai de Calvin perturbou tanto o ambiente do supermercado, ao reclamar em voz alta sobre os produtos, que o gerente teve de intervir.
    III. Há, na tira, uma crítica velada ao consumismo que interfere na vida das pessoas, influenciando-as.


    Marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 22b5d817-f9
  • 22B2BBFD-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia atentamente a tirinha a seguir para responder à questão.


     Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2017, Interpretação de Textos


    Fonte: SARMENTO, Leila Lanar. Português: literatura, gramática, produção de texto. São Paulo: Moderna, 2010. 

    A respeito da tira, é CORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 22b2bbfd-f9
  • 22AFAF64-F9

    Português

    Análise sintática
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o conto Peter Pan decide que só vai crescer depois que economia se estabilizar para responder às questão.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2017, Análise sintática


    Disponível em:<https://catracalivre.com.br/geral/inusitado/indicacao/contos-de-fadas-modernos-ganham-versoes-comicas-nainternet/> . Acesso em: 30 ago. 2017. Adaptado. 
    O último parágrafo do texto é introduzido pelo segmento ''Mas não é só o menino...'' [linha 10], o qual indica: 
    Escolha uma alternativa para a questão 22afaf64-f9
  • 22ACAD5F-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o conto Peter Pan decide que só vai crescer depois que economia se estabilizar para responder às questão.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2017, Interpretação de Textos


    Disponível em:<https://catracalivre.com.br/geral/inusitado/indicacao/contos-de-fadas-modernos-ganham-versoes-comicas-nainternet/> . Acesso em: 30 ago. 2017. Adaptado. 
    Com a leitura do texto acima, é CORRETO inferir que o segundo parágrafo em relação ao primeiro:
    Escolha uma alternativa para a questão 22acad5f-f9
  • 22A9E1CC-F9

    Português

    Análise sintática
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o conto Peter Pan decide que só vai crescer depois que economia se estabilizar para responder às questão.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2017, Análise sintática


    Disponível em:<https://catracalivre.com.br/geral/inusitado/indicacao/contos-de-fadas-modernos-ganham-versoes-comicas-nainternet/> . Acesso em: 30 ago. 2017. Adaptado. 
    Ao analisar a frase ―Tudo ficou mais caro‖ [linha 8], percebe-se que o conteúdo exposto indica um(a):
    Escolha uma alternativa para a questão 22a9e1cc-f9
  • 22A6C587-F9

    Português

    Análise sintática
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia a crônica Já não fazem pais como antigamente para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2017, Análise sintática


    DIAFÉRIA, Lourenço. Já não se fazem pais como antigamente. In: VERÍSSIMO, Luís Fernando et al. Para gostar de ler: crônicas. São Paulo: Ática, 2002. Adaptado.

    No excerto "A mãe pediu paciência, no dia seguinte viriam os técnicos para instalar o aparelho" [linhas 6 e 7], a estrutura oracional em destaque se apresenta reescrita na sua forma desenvolvida em:
    Escolha uma alternativa para a questão 22a6c587-f9
  • 22A3B830-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia a crônica Já não fazem pais como antigamente para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2017, Interpretação de Textos


    DIAFÉRIA, Lourenço. Já não se fazem pais como antigamente. In: VERÍSSIMO, Luís Fernando et al. Para gostar de ler: crônicas. São Paulo: Ática, 2002. Adaptado.

    A crônica é um texto ligeiro, de interpretação imediatista, com flagrantes do cotidiano, que teve sua explosão editorial no chamado pós-modernismo. A partir dessa interpretação e a respeito da crônica de Lourenço Diaféria, é CORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 22a3b830-f9
  • 229E3B12-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia a crônica Já não fazem pais como antigamente para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2017, Interpretação de Textos


    DIAFÉRIA, Lourenço. Já não se fazem pais como antigamente. In: VERÍSSIMO, Luís Fernando et al. Para gostar de ler: crônicas. São Paulo: Ática, 2002. Adaptado.

    Com a leitura do texto de Lourenço Diaféria, analise as afirmativas:

    I. A analogia existente entre o título do texto e o desenrolar da narrativa ratifica a ironia presente.
    II. A figura paterna precisa ser remodelada para que os filhos não se sintam tão sozinhos.
    III. É nítida a inferência da dual carência da figura masculina na família apresentada pelo texto.
    IV. É perceptível na crônica a figurativização do tema da falta da figura paterna na família.


    Assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 229e3b12-f9
  • 81CA0213-F8

    Português

    Figuras de Linguagem
    UEG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UEG 2017, Figuras de Linguagem

    FRANCO, Siron. O aliado (1978), Óleo sobre tela. Disponível em:

    <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra12757/o-aliado>.

    Acesso em: 24 ago. 2017. 



    Um galo sozinho não tece uma manhã:

     ele precisará sempre de outros galos.   

    De um que apanhe esse grito que ele  

    e o lance a outro; de um outro galo      

     que apanhe o grito de um galo antes    

     e o lance a outro; e de outros galos      

      que com muitos outros galos se cruzem

    os fios de sol de seus gritos de galo,    

         para que a manhã, desde uma teia tênue,

    se vá tecendo, entre todos os galos.    


    E se encorpando em tela, entre todos,

      se erguendo tenda, onde entrem todos,

    se entretendendo para todos, no toldo

     (a manhã) que plana livre de armação.

     A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

    que, tecido, se eleva por si: luz balão.


    MELO NETO, João Cabral de. Tecendo a manhã. Disponível em:

    <http://www.jornaldepoesia.jor.br/joao02.html>. Acesso em: 24 ago.

    2017. 

    O poema apresenta uma linguagem permeada de aliterações e assonâncias, o que lhe confere mais musicalidade, ao passo que a pintura apresenta traços de uma estética
    Escolha uma alternativa para a questão 81ca0213-f8
  • 81C556C2-F8

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.


    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos

    YAYOKI KUSAMA. Dots obsession (Obsessão dos pontos – tradução livre). 1998

    Instalação – 600 X 600 X300 cm Fonte: COUTURIER, Élisabeth. Art contemporain.

    Le guide. Paris: Flamarion, s.d. p.60.



    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos

    PEREIRA, C. Disponível em:

    <http://1.bp.blogspot.com/_p6aURW6N4ik/Ssvzu47gU7I/AAAAAAAAACE/6

    8mw5hykZTM/s320/POEMA03.jpg>. Acesso em: 23 ago. 2017.

    A leitura, tanto da imagem quanto do poema apresentados, metaforiza o caráter
    Escolha uma alternativa para a questão 81c556c2-f8
  • 81C0A79E-F8

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.


    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos

    YAYOKI KUSAMA. Dots obsession (Obsessão dos pontos – tradução livre). 1998

    Instalação – 600 X 600 X300 cm Fonte: COUTURIER, Élisabeth. Art contemporain.

    Le guide. Paris: Flamarion, s.d. p.60.



    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos

    PEREIRA, C. Disponível em:

    <http://1.bp.blogspot.com/_p6aURW6N4ik/Ssvzu47gU7I/AAAAAAAAACE/6

    8mw5hykZTM/s320/POEMA03.jpg>. Acesso em: 23 ago. 2017.

    A imagem possui elementos visuais que dialogam com o poema por apresentarem aspectos constitutivos com formato de
    Escolha uma alternativa para a questão 81c0a79e-f8
  • 81B70FDD-F8

    Português

    Análise sintática
    UEG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    O mundo como pode ser: uma outra globalização


        Podemos pensar na construção de um outro mundo a partir de uma globalização mais humana. As bases materiais do período atual são, entre outras, a unicidade da técnica, a convergência dos momentos e o conhecimento do planeta. É nessas bases técnicas que o grande capital se apoia para construir uma globalização perversa. Mas essas mesmas bases técnicas poderão servir a outros objetivos, se forem postas a serviço de outros fundamentos sociais e políticos. Parece que as condições históricas do fim do século XX apontavam para esta última possibilidade. Tais novas condições tanto se dão no plano empírico quanto no plano teórico.

        Considerando o que atualmente se verifica no plano empírico, podemos, em primeiro lugar, reconhecer um certo número de fatos novos indicativos da emergência de uma nova história. O primeiro desses fenômenos é a enorme mistura de povos, raças, culturas, gostos, em todos os continentes. A isso se acrescente, graças ao progresso da informação, a “mistura” de filosofia, em detrimento do racionalismo europeu. Um outro dado de nossa era, indicativo da possibilidade de mudanças, é a produção de uma população aglomerada em áreas cada vez menores, o que permite um ainda maior dinamismo àquela mistura entre pessoas e filosofias. As massas, de que falava Ortega y Gasset na primeira metade do século (A rebelião das massas, 1937), ganham uma nova qualidade em virtude de sua aglomeração exponencial e de sua diversificação. Trata-se da existência de uma verdadeira sociodiversidade, historicamente muito mais significativa que a própria biodiversidade. Junte-se a esses fatos a emergência de uma cultura popular que se serve dos meios técnicos antes exclusivos da cultura de massas, permitindo-lhe exercer sobre esta última uma verdadeira revanche ou vingança.

        É sobre tais alicerces que se edifica o discurso da escassez, afinal descoberta pelas massas. A população, aglomerada em poucos pontos da superfície da Terra, constitui uma das bases de reconstrução e de sobrevivência das relações locais, abrindo a possiblidade de utilização, ao serviço dos homens, do sistema técnico atual.

        No plano teórico, o que verificamos é a possiblidade de produção de um novo discurso, de uma nova metanarrativa, um grande relato. Esse novo discurso ganha relevância pelo fato de que, pela primeira vez na história do homem, se pode constatar a existência de uma universalidade empírica. A universalidade deixa de ser apenas uma elaboração abstrata na mente dos filósofos para resultar da experiência ordinária de cada pessoa. De tal modo, em mundo datado como o nosso, a explicação do acontecer pode ser feita a partir de categorias de uma história concreta. É isso, também, que permite conhecer as possiblidade existentes e escrever uma nova história.

    SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. 13. ed. São Paulo: Record, 2006. p. 20-21. (Adaptado).

    Considere o seguinte parágrafo:


    “É sobre tais alicerces que se edifica o discurso da escassez, afinal descoberta pelas massas. A população, aglomerada em poucos pontos da superfície da Terra, constitui uma das bases de reconstrução e de sobrevivência das relações locais, abrindo a possiblidade de utilização, ao serviço dos homens, do sistema técnico atual”.


    A oração reduzida de gerúndio “abrindo a possiblidade de utilização, ao serviço dos homens, do sistema técnico atual” retoma como sujeito o seguinte sintagma:

    Escolha uma alternativa para a questão 81b70fdd-f8
  • 81B24171-F8

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    O mundo como pode ser: uma outra globalização


        Podemos pensar na construção de um outro mundo a partir de uma globalização mais humana. As bases materiais do período atual são, entre outras, a unicidade da técnica, a convergência dos momentos e o conhecimento do planeta. É nessas bases técnicas que o grande capital se apoia para construir uma globalização perversa. Mas essas mesmas bases técnicas poderão servir a outros objetivos, se forem postas a serviço de outros fundamentos sociais e políticos. Parece que as condições históricas do fim do século XX apontavam para esta última possibilidade. Tais novas condições tanto se dão no plano empírico quanto no plano teórico.

        Considerando o que atualmente se verifica no plano empírico, podemos, em primeiro lugar, reconhecer um certo número de fatos novos indicativos da emergência de uma nova história. O primeiro desses fenômenos é a enorme mistura de povos, raças, culturas, gostos, em todos os continentes. A isso se acrescente, graças ao progresso da informação, a “mistura” de filosofia, em detrimento do racionalismo europeu. Um outro dado de nossa era, indicativo da possibilidade de mudanças, é a produção de uma população aglomerada em áreas cada vez menores, o que permite um ainda maior dinamismo àquela mistura entre pessoas e filosofias. As massas, de que falava Ortega y Gasset na primeira metade do século (A rebelião das massas, 1937), ganham uma nova qualidade em virtude de sua aglomeração exponencial e de sua diversificação. Trata-se da existência de uma verdadeira sociodiversidade, historicamente muito mais significativa que a própria biodiversidade. Junte-se a esses fatos a emergência de uma cultura popular que se serve dos meios técnicos antes exclusivos da cultura de massas, permitindo-lhe exercer sobre esta última uma verdadeira revanche ou vingança.

        É sobre tais alicerces que se edifica o discurso da escassez, afinal descoberta pelas massas. A população, aglomerada em poucos pontos da superfície da Terra, constitui uma das bases de reconstrução e de sobrevivência das relações locais, abrindo a possiblidade de utilização, ao serviço dos homens, do sistema técnico atual.

        No plano teórico, o que verificamos é a possiblidade de produção de um novo discurso, de uma nova metanarrativa, um grande relato. Esse novo discurso ganha relevância pelo fato de que, pela primeira vez na história do homem, se pode constatar a existência de uma universalidade empírica. A universalidade deixa de ser apenas uma elaboração abstrata na mente dos filósofos para resultar da experiência ordinária de cada pessoa. De tal modo, em mundo datado como o nosso, a explicação do acontecer pode ser feita a partir de categorias de uma história concreta. É isso, também, que permite conhecer as possiblidade existentes e escrever uma nova história.

    SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. 13. ed. São Paulo: Record, 2006. p. 20-21. (Adaptado).

    Considere o seguinte recorte:


    “As massas, de que falava Ortega y Gasset na primeira metade do século (A rebelião das massas, 1937), ganham uma nova qualidade em virtude de sua aglomeração exponencial e de sua diversificação”.


    O discurso do outro é apresentado nesse trecho por meio de uma

    Escolha uma alternativa para a questão 81b24171-f8
  • 81AC3275-F8

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    O mundo como pode ser: uma outra globalização


        Podemos pensar na construção de um outro mundo a partir de uma globalização mais humana. As bases materiais do período atual são, entre outras, a unicidade da técnica, a convergência dos momentos e o conhecimento do planeta. É nessas bases técnicas que o grande capital se apoia para construir uma globalização perversa. Mas essas mesmas bases técnicas poderão servir a outros objetivos, se forem postas a serviço de outros fundamentos sociais e políticos. Parece que as condições históricas do fim do século XX apontavam para esta última possibilidade. Tais novas condições tanto se dão no plano empírico quanto no plano teórico.

        Considerando o que atualmente se verifica no plano empírico, podemos, em primeiro lugar, reconhecer um certo número de fatos novos indicativos da emergência de uma nova história. O primeiro desses fenômenos é a enorme mistura de povos, raças, culturas, gostos, em todos os continentes. A isso se acrescente, graças ao progresso da informação, a “mistura” de filosofia, em detrimento do racionalismo europeu. Um outro dado de nossa era, indicativo da possibilidade de mudanças, é a produção de uma população aglomerada em áreas cada vez menores, o que permite um ainda maior dinamismo àquela mistura entre pessoas e filosofias. As massas, de que falava Ortega y Gasset na primeira metade do século (A rebelião das massas, 1937), ganham uma nova qualidade em virtude de sua aglomeração exponencial e de sua diversificação. Trata-se da existência de uma verdadeira sociodiversidade, historicamente muito mais significativa que a própria biodiversidade. Junte-se a esses fatos a emergência de uma cultura popular que se serve dos meios técnicos antes exclusivos da cultura de massas, permitindo-lhe exercer sobre esta última uma verdadeira revanche ou vingança.

        É sobre tais alicerces que se edifica o discurso da escassez, afinal descoberta pelas massas. A população, aglomerada em poucos pontos da superfície da Terra, constitui uma das bases de reconstrução e de sobrevivência das relações locais, abrindo a possiblidade de utilização, ao serviço dos homens, do sistema técnico atual.

        No plano teórico, o que verificamos é a possiblidade de produção de um novo discurso, de uma nova metanarrativa, um grande relato. Esse novo discurso ganha relevância pelo fato de que, pela primeira vez na história do homem, se pode constatar a existência de uma universalidade empírica. A universalidade deixa de ser apenas uma elaboração abstrata na mente dos filósofos para resultar da experiência ordinária de cada pessoa. De tal modo, em mundo datado como o nosso, a explicação do acontecer pode ser feita a partir de categorias de uma história concreta. É isso, também, que permite conhecer as possiblidade existentes e escrever uma nova história.

    SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. 13. ed. São Paulo: Record, 2006. p. 20-21. (Adaptado).

    O segundo parágrafo é construído a partir da enumeração de uma série de fatos sociais que, segundo o autor, indicam possibilidade de emergência de uma nova história. Esses fatos são:
    Escolha uma alternativa para a questão 81ac3275-f8
  • 81A7661C-F8

    Inglês

    Aspectos linguísticos | Linguistic aspects
    UEG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    The true potential of technology to change behavior


        Technology could successfully change behaviours where decades of campaigns and legislation have failed. With the quantified self already walking among us and the internet of things within easy reach, digital technology is creating unprecedented opportunities to encourage, enable and empower more sustainable behaviours.

         If we are to unlock the power of technology we must be more ambitious than simply digitising analogue strategies or creating another communications channel.

        The true potential of technology lies in its ability to do things that nothing else can do. In behaviour change terms, the potential to succeed where decades of education programmes, awareness campaigns and product innovation have failed; to make a difference where government policy and legislation has had limited impact.

        Using behavioural insights, it is possible to highlight the bottlenecks, drop out points and achilles heels of traditional behaviour change efforts — the reasons why we have failed in the past — and apply the unique possibilities of technology to these specific challenges.

        Overcoming our limitations

        Luckily, the history of the human race is almost defined by its ability to invent stuff that bolsters its feeble capabilities. That stuff is, of course, what we generically refer to as 'technology'. And in the same way that the internal combustion engine and the light bulb allow us to overcome our relatively feeble powers of motion and perception, so digital technology can be directed to overcoming our relatively feeble powers of reasoning, selfcontrol, motivation, self-awareness and agency—the factors that make behaviour change so difficult.

        Herein lies the true potential of technology: not in the laboratory or the workshop, but in an understanding of the behavioural dynamics that define the human condition, both generally and within the context of a specific user-group, market segment or community.

    Fonte: JOHNSON, Steven. Recognising the true potential of technology to change behaviour. Disponível em:<https://www.theguardian.com/sustainablebusiness/behavioural-insights/true-potential-technology-change-behaviour> . Acesso em: 23 ago. 2017. (Adaptado). 

    Analisando-se aspectos linguísticos e estruturais do texto, constata-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 81a7661c-f8
  • 49F6DDA9-F2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade do Vale do Paraíba · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    A questão referem-se à tirinha abaixo


    Imagem da questão de Inglês, Universidade do Vale do Paraíba 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponível em: http://www.thecomicstrips.com/store/add.php?iid=87197. Acesso em: 09/12/2016.

    O humor da tirinha consta na alternativa
    Escolha uma alternativa para a questão 49f6dda9-f2
  • 49F34FEA-F2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade do Vale do Paraíba · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A questão referem-se à tirinha abaixo


    Imagem da questão de Inglês, Universidade do Vale do Paraíba 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponível em: http://www.thecomicstrips.com/store/add.php?iid=87197. Acesso em: 09/12/2016.

    No primeiro quadrinho, o Coelho afirma que
    Escolha uma alternativa para a questão 49f34fea-f2
  • 49EF9B8C-F2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade do Vale do Paraíba · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    A questão referem-se ao texto abaixo.

    When it comes to immigration, it helps if you’re white
    Lola Okolosie


    Bureaucracy. It’s a word laden with dark memories. We’ve all been caught up in it. Each will have a story of how once they were enmeshed in a paper-chain farce requiring merely a dash of common sense. But, as is typical of such scenarios, it’s usually missing. It would all be laughable if it weren’t threatening to engulf you in rage, or worse.

    By worse I mean the threat of being deported from the country in which you have chosen to make a life. This is where, until this week, Gregg and Kathryn Brain, found themselves. Having moved to Scotland in 2011 on Kathryn Brain’s student visa, the family had hoped to remain in the country by moving on to a post-study visa, but the government scrapped this scheme in 2012, potentially affecting tens of thousands. Deportation was imminent.

    An outpouring of support, not least from Scotland’s first minister, Nicola Sturgeon, and 20 job offers saved the day. Mrs Brain is now employed by Macdonald Hotels and Resorts Group as a curator for their Aviemore visitors’ centre.

    This is a feel-good immigration story. Lord knows we need one. And yet it’s hard not to look at this smiling family, relieved at what has been salvaged by the goodwill of others, and think of those we seem unwilling to welcome. No one wishes misfortune on any family. In fact, I’d like to think I share in this family’s happiness. They have overcome a system that otherwise would have treated them as merely numbers.[…]
    Disponível em: https://www.theguardian.com/commentisfree/2016/sep/23/immigration-helps-white-brain-family - adaptado. Acesso em: 23/09/16.
    Segundo o texto, a família Brain
    Escolha uma alternativa para a questão 49ef9b8c-f2