Questões de Linguagens do ENEM
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E32B3981-40 Leia o fragmento do texto extraído do livro de memórias O exercício da incerteza de Drauzio Varella.Texto 2“A arte da medicina é abstrata, não obedece aos critérios daquela exibida nas obras-primas da pintura e das artes plásticas.[...] Em que texto didático a interferência da dúvida no relacionamento afetivo será apresentada como em Dom Casmurro, de Machado de Assis? Quem pretende estudar os efeitos disruptivos das paixões humanas vai encontrar mais densidade nas obras-primas da literatura ou nos tratados de psiquiatria?”VARELLA, Drauzio. A ciência e a arte. In: O exercício da incerteza. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.Em relação ao Texto 2, analise as afirmativas.I. A medicina, por sua natureza técnica, não consegue abordar adequadamente as emoções e os dilemas humanos como a literatura consegue.II. A medicina deveria abandonar o rigor científico e adotar a subjetividade da arte para entender melhor o ser humano.III. A arte da medicina se destaca por sua capacidade de utilizar a precisão científica para compreender as dores e aflições humanas.IV. A arte da medicina é abstrata e lida com incertezas, diferentemente das artes plásticas, que seguem regras bem definidas.É CORRETO o que se afirma em:E328FC48-40 Português
Interpretação de TextosAssociação Catarinense das Fundações Educacionais - ACAFE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/poluicao-do-ar-aumenta-riscos-de-parkinson-e-avc-apontam-estudos/mobile. Acesso em: 4 out. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa que apresenta o significado CORRETO para a palavra "condição", empregada na linha 15 do Texto 1.E32663E5-40 Português
Interpretação de TextosAssociação Catarinense das Fundações Educacionais - ACAFE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/poluicao-do-ar-aumenta-riscos-de-parkinson-e-avc-apontam-estudos/mobile. Acesso em: 4 out. 2024. Adaptado.
No Texto 1, são marcas linguísticas características de discurso indireto, EXCETO:E3238D51-40 Português
SintaxeAssociação Catarinense das Fundações Educacionais - ACAFE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/poluicao-do-ar-aumenta-riscos-de-parkinson-e-avc-apontam-estudos/mobile. Acesso em: 4 out. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa que contém a classificação sintática CORRETA do termo sublinhado na linha 7 do Texto 1.E32116C1-40 Português
CraseAssociação Catarinense das Fundações Educacionais - ACAFE · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/poluicao-do-ar-aumenta-riscos-de-parkinson-e-avc-apontam-estudos/mobile. Acesso em: 4 out. 2024. Adaptado.
As lacunas nas linhas 4 e 21 podem ser CORRETAMENTE substituídas, respectivamente, por:E31E99BF-40 Português
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Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/poluicao-do-ar-aumenta-riscos-de-parkinson-e-avc-apontam-estudos/mobile. Acesso em: 4 out. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE o nível de linguagem utilizado no Texto 1.E31C2222-40 Português
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Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/poluicao-do-ar-aumenta-riscos-de-parkinson-e-avc-apontam-estudos/mobile. Acesso em: 4 out. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa cuja pergunta NÃO pode ser respondida com informações contidas no Texto 1.E3193622-40 Português
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Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/poluicao-do-ar-aumenta-riscos-de-parkinson-e-avc-apontam-estudos/mobile. Acesso em: 4 out. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE uma consequência da poluição do ar à saúde de acordo com o Texto 1.E3167BED-40 Português
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Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/poluicao-do-ar-aumenta-riscos-de-parkinson-e-avc-apontam-estudos/mobile. Acesso em: 4 out. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa que contém a expressão que completa CORRETAMENTE a lacuna da linha 17.E313EEC6-40 Português
Interpretação de TextosAssociação Catarinense das Fundações Educacionais - ACAFE · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/poluicao-do-ar-aumenta-riscos-de-parkinson-e-avc-apontam-estudos/mobile. Acesso em: 4 out. 2024. Adaptado.
Com base na análise das funções da linguagem presentes no texto, assinale a alternativa INCORRETA.E310C5DC-40 Português
Interpretação de TextosAssociação Catarinense das Fundações Educacionais - ACAFE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/poluicao-do-ar-aumenta-riscos-de-parkinson-e-avc-apontam-estudos/mobile. Acesso em: 4 out. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa que apresenta informações CORRETAS em relação ao Texto 1.9EBCC2EE-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO I
A primeira referência a quilombo que surge em documento oficial português data de 1559, mas somente em 1740 (...) as autoridades portuguesas definem, ao seu modo, o que significa quilombo: “toda habitação de negros fugidos que passem de cinco, em parte desprovida, ainda que não tenham ranchos levantados nem se achem pilões neles”.
Disponível em: https://tinyurl.com/bsj4s9y9 Acesso em: 18/06/2024
TEXTO II
“Quilombismo não significa escravo fugido. Quilombo quer dizer reunião fraterna e livre, solidariedade, convivência, comunhão existencial”. “(...) “o quilombismo é um movimento político dos negros brasileiros”.
Disponível em: https://kn.org.br/oq/2019/02/14/um-pouco-dehistoria-o-quilombismo/ Acesso em: 18/06/24.
Após a leitura, é CORRETO afirmar que:9E9EFF93-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosObserve a figura abaixo.

Fonte: https://www.facebook.com/tirasarmandinho. Acesso em 28 jun. 2024.
A ciência analisa fatos científicos, que terão sua veracidade ou falsidade comprovadas, sustentados pelas evidências científicas. Qual a sequência de passos CORRETA para a comprovação do processo de investigação científica?
9E96A90B-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO VPonciá VicêncioConceição EvaristoQuando Ponciá Vicêncio resolveu sair do povoado onde nascera, a decisão chegou forte e repentina. Estava cansada de tudo ali. De trabalhar o barro com a mãe, de ir e vir às terras dos brancos e voltar de mãos vazias. De ver a terra dos negros coberta de plantações, cuidadas pelas mulheres e crianças, pois os homens gastavam a vida trabalhando nas terras dos senhores, e depois a maior parte das colheitas ser entregues aos coronéis. Cansada da luta insana, sem glória, a que todos se entregavam para amanhecer cada dia mais pobres, enquanto alguns conseguiam enriquecer-se a todo dia. Ela acreditava que poderia traçar outros caminhos, inventar uma vida nova.Fonte: EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza, 2003, p. 33.A Escritora Conceição Evaristo compreende que, em seus poemas e em suas narrativas, as vozes e experiências da população negra brasileira e, principalmente, das mulheres negras, são evocadas, configurando um conceito de escrita que ela nomeara de “Escrevivências”, que diz respeito `a escrita das “vivências” e “experiências” de pessoas negras. A partir dessa informação, e considerando o trecho do romance ”Ponciá Vicêncio”(Texto V), focado na vida da personagem negra homônima ao título, assinale a alternativa correta:9E9182EE-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IVO Canto dos EscravizadosPaulina ChizianeAcorrentado vim, cruzando o marAtormentado fui no negrume do porãoAqui estou na AméricaChorando de dor, ó mãe África!Escravizado sou, como animalComprado fui por quem só me fez malAqui estou na AméricaChorando de dor, ó mãe África!Estou lutando para me libertarE bem depressa regressar ao larAqui estou na AméricaChorando de dor, ó mãe AfricaFonte: CHIZIANE, Paulina. O canto dos escravizados. Belo Horizonte: Nandyala, 2018, p. 29.No poema da moçambicana Paulina Chiziane, é possível observar a seguinte figura de linguagem:9E8EA6BE-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IIAs CaravanasChico Buarque de HollandaE um dia de real grandeza, tudo azulUm mar turquesa à la Istambul enchendo os olhosUm sol de torrar os miolosQuando pinta em CopacabanaA caravana do Arará, do Caxangá, da ChatubaA caravana do Irajá, o comboio da PenhaNão há barreira que retenha esses estranhosSuburbanos tipo muçulmanos do JacarezinhoA caminho do Jardim de AláÉ o bicho, é o buchicho, é a charanga(...)Com negros torsos nus deixam em polvorosaA gente ordeira e virtuosa que apelaPra polícia despachar de voltaO populacho pra favelaOu pra Benguela, ou pra GuinéSol, a culpa deve ser do solQue bate na moleira, o solQue estoura as veias, o suorQue embaça os olhos e a razãoE essa zoeira dentro da prisãoCrioulos empilhados no porãoDe caravelas no alto marTem que bater, tem que matar, engrossa a gritariaFilha do medo, a raiva é mãe da covardiaOu doido sou eu que escuto vozesNão há gente tão insanaNem caravana do AraráNão há, não háFonte: HOLLANDA, Chico Buarque de. AS CARAVANAS. In: CARAVANAS. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2017. CD, (2:47).TEXTO IIILuísa MahinJarid ArraesNo século 19Luísa Mahin nasceuCom origem africanaSua história aconteceuE com incessante ganaSeu nome prevaleceu.Vinda da Costa da MinaAfirmava ser princesaMas vendida como escravaTeve na luta a certezaDepois de alforriadaDemonstrou sua proeza.Viveu como quituteiraE morou em SalvadorUsou com inteligênciaSeus talentos de saborPois usava o tabuleiroDe mensagens portador.(...)Importante mencionarQue foi mãe de Luís GamaPoeta e abolicionistaDe imensurável chamaE por ele foi citadaRespeitando sua fama.(...)O pai branco de LuísO vendeu quando criançaSeparando de sua mãeNa racista podre herançaDe ser branco dominanteIndigno de confiança.Mas Luísa era guerreiraA rebelde sem igualFez ainda de sua casaComo um quartel generalOnde eram planejadasAs revoltas sem igual.Apesar de tudo issoE de tudo que lutouEssa mulher imponenteMuito se silenciouPois ainda não se contaTudo que realizou.Mas apenas sua memóriaE forte o suficientePra mexer na estruturaDessa gente incoerenteQue não fala a verdadeSobre o negro insurgente. (...)Fonte: ARRAES, Jarid. Heroínas negras brasileiras: em 15 cordéis. São Paulo: Pólen, 2017.O poema de Jarid Arraes conta um pouco da história de Luísa Mahin, uma princesa oriunda do Golfo da Guiné, na África Ocidental. Ela foi capturada no continente africano e, tendo sido escravizada, enviada ao Brasil. Posteriormente alforriada, integrou o grupo da Insurreiçãoo dos Malês, formado, principalmente, por africanos e afrodescendentes de religião islâmica. A luta dos Malês em prol da abolição da escravatura foi importante para as lutas que vieram depois, mas a insurreição não foi vitoriosa naquele momento da história (1835). O fim da escravatura no Brasil ocorreu, legalmente, apenas em 1888.A partir dessa informação, tendo como base o poema de Jarid Arraes e a canção de Chico Buarque (Texto II), marque a opção cujos versos, de ambos os textos, melhor indiquem a representação da expressão do racismo na sociedade brasileira:9E8BD647-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO I(...)‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velasAo quente arfar das virações marinhas,Veleiro brigue corre à flor dos mares,Como roçam na vaga as andorinhas...Donde vem? Onde vai? Das naus errantesQuem sabe o rumo se é tão grande o espaço?Neste saara os corcéis o pó levantam,Galopam, voam, mas não deixam traço.Bem feliz quem ali pode nest’horaSentir deste painel a majestade!...Embaixo – o mar... em cima – o firmamento...E no mar e no céu – a imensidade!Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!Que mésica suave ao longe soa!Meu Deus! Como é sublime um canto ardentePelas vagas sem fim boiando à toa!(...)Era um sonho dantesco... O tombadilhoQue das luzernas avermelha o brilho,Em sangue a se banhar.Tinir de ferros... estalar de açoite...Legiões de homens negros como a noite,Horrendos a dançar...Negras mulheres, suspendendo às tetasMagras crianças, cujas bocas pretasRega o sangue das mães:Outras moças, mas nuas e espantadas,No turbilhão de espectros arrastadas,Em ânsia e mágoa vãs! (...)Ouvem-se gritos... o chicote estala.E voam mais e mais...Presa nos elos de uma só cadeia,A multidão faminta cambaleia,E chora e dança ali!Um de raiva delira, outro enlouquece,Outro, que martírios embrutece,Cantando, geme e ri! (...)Fonte: ALVES, Castro. “O navio negreiro”. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download /texto/bv000068.pdf. Acesso em: 17 jun. 2024.GLOSSÁRIO:Tombadilho: Parte do navio.Luzerna: Conjunto de luzes.TEXTO IIAs CaravanasChico Buarque de HollandaE um dia de real grandeza, tudo azulUm mar turquesa à la Istambul enchendo os olhosUm sol de torrar os miolosQuando pinta em CopacabanaA caravana do Arará, do Caxangá, da ChatubaA caravana do Irajá, o comboio da PenhaNão há barreira que retenha esses estranhosSuburbanos tipo muçulmanos do JacarezinhoA caminho do Jardim de AláÉ o bicho, é o buchicho, é a charanga(...)Com negros torsos nus deixam em polvorosaA gente ordeira e virtuosa que apelaPra polícia despachar de voltaO populacho pra favelaOu pra Benguela, ou pra GuinéSol, a culpa deve ser do solQue bate na moleira, o solQue estoura as veias, o suorQue embaça os olhos e a razãoE essa zoeira dentro da prisãoCrioulos empilhados no porãoDe caravelas no alto marTem que bater, tem que matar, engrossa a gritariaFilha do medo, a raiva é mãe da covardiaOu doido sou eu que escuto vozesNão há gente tão insanaNem caravana do AraráNão há, não háFonte: HOLLANDA, Chico Buarque de. AS CARAVANAS. In: CARAVANAS. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2017. CD, (2:47).Em relação ao Texto I, de Castro Alves, e a canção de Chico Buarque, texto II, marque a única alternativa que não se adequa a uma interpretação pertinente.9E8820E6-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO I(...)‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velasAo quente arfar das virações marinhas,Veleiro brigue corre à flor dos mares,Como roçam na vaga as andorinhas...Donde vem? Onde vai? Das naus errantesQuem sabe o rumo se é tão grande o espaço?Neste saara os corcéis o pó levantam,Galopam, voam, mas não deixam traço.Bem feliz quem ali pode nest’horaSentir deste painel a majestade!...Embaixo – o mar... em cima – o firmamento...E no mar e no céu – a imensidade!Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!Que mésica suave ao longe soa!Meu Deus! Como é sublime um canto ardentePelas vagas sem fim boiando à toa!(...)Era um sonho dantesco... O tombadilhoQue das luzernas avermelha o brilho,Em sangue a se banhar.Tinir de ferros... estalar de açoite...Legiões de homens negros como a noite,Horrendos a dançar...Negras mulheres, suspendendo às tetasMagras crianças, cujas bocas pretasRega o sangue das mães:Outras moças, mas nuas e espantadas,No turbilhão de espectros arrastadas,Em ânsia e mágoa vãs! (...)Ouvem-se gritos... o chicote estala.E voam mais e mais...Presa nos elos de uma só cadeia,A multidão faminta cambaleia,E chora e dança ali!Um de raiva delira, outro enlouquece,Outro, que martírios embrutece,Cantando, geme e ri! (...)Fonte: ALVES, Castro. “O navio negreiro”. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download /texto/bv000068.pdf. Acesso em: 17 jun. 2024.GLOSSÁRIO:Tombadilho: Parte do navio.Luzerna: Conjunto de luzes.O fragmento ao lado (Texto I) apresenta dois importantes momentos em relação ao estado de espírito do sujeito poético. Sobre isso, considerando o que ele observa e o que demonstra sentir, leia atentamente as sentenças abaixo e marque a alternativa que melhor indique esse estado psicológico:960ED045-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho da entrevista e observe a imagem abaixo.O torturador, o traficante de escravos, o senhor de escravos, o capataz da plantação, todas essas pessoas tornaram-se piores ao ter a autorização para cometer os crimes que cometeram. Essa discussão continua atualíssima porque o policial que assedia, agride, mata um negro, também se torna um péssimo ser humano.Trecho de entrevista de Eurídice Figueiredo, professora do programa de pós-graduação em estudos de literatura da UFF (Universidade Federal Fluminense). Disponível em: https://tinyurl.com/42cdmmyd. Acesso em 12 ago. 2024.
Manifestantes protestam em Saint Louis, nos EUA, contra a violência policial. Disponível em: https://vermelho.org.br/2016/07/11/eua-tem-mais-protestoscontra-racismo-e-violencia-policial/ Acesso em: 20 jun. 2024.Marque a alternativa CORRETA:95EA7EE8-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IIIAmorClarice LispectorOs filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte.Como um lavrador. [...] No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha - com persistência, continuidade, alegria. [...] O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto. A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego. O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles. Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar - o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mastigava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos [...] - o bonde deu uma arrancada súbita jogandoa desprevenida para trás, o pesado saco de tricô despencou-se do colo, ruiu no chão - Ana deu um grito, o condutor deu ordem de parada antes de saber do que se tratava - o bonde estacou, os passageiros olharam assustados. Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgiralhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume. Mas os ovos se haviam quebrado no embrulho de jornal. Gemas amarelas e viscosas pingavam entre os filhos da rede. [...] A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido; não sabia o que fazer com as compras no colo. [...] como se pudesse cair do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas com a mesma calma com que não o eram. O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada. O calor se tornara mais abafado, tudo tinha ganho uma força e vozes mais altas.FONTE: LISPECTOR, Clarice. O Amor. In: MORICONI, Ítalo (org). Os cem melhores contos brasileiros do século, Editora Objetiva: Rio de Janeiro, 2000, p. 212-219.TEXTO VLegiões de mulheres não têm por quinhão senão uma fadiga indefinidamente recomeçada no decorrer de um combate que jamais comporta uma vitória. Mesmo em casos mais privilegiados, essa vitória nunca é definitiva. Há poucas tarefas que se aparentem, mais do que as da dona de casa, ao suplício de Sísifo; dia após dia, é preciso lavar os pratos, espanar os móveis, consertar a roupa, que no dia seguinte já estarão novamente sujos, empoeirados, rasgada.No trecho acima (texto V), Simone de Beauvoir compara o trabalho de uma mulher do lar, dedicada aos afazeres domésticos e à criação dos filhos, ao mito de Sísifo, personagem da mitologia grega que foi condenado a repetir eternamente a tarefa de empurrar uma pedra até o topo de uma montanha. Considerando os textos III e V, assinale a alternativa correta: