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Questões de Linguagens do ENEM

Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

Resultados

18.995 questões encontradas. Mostrando a página 640 de 950.

  • 227D7A4A-84

    Literatura

    Barroco
    UFAL · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A Nosso Senhor Jesus Christo com actos de

    arrependimento e suspiros de amor


    Ofendi-vos, Meu Deus, bem é verdade,

    É verdade, meu Deus, que hei delinquido,

    Delinquido vos tenho, e ofendido,

    Ofendido vos tem minha maldade.


    Maldade, que encaminha à vaidade,

    Vaidade, que todo me há vencido;

    Vencido quero ver-me, e arrependido,

    Arrependido a tanta enormidade.


    Arrependido estou de coração,

    De coração vos busco, dai-me os braços,

    Abraços, que me rendem vossa luz.


    Luz, que claro me mostra a salvação,

    A salvação pretendo em tais abraços,

    Misericórdia, Amor, Jesus, Jesus.

    Disponível em: <http://pt.wikisource.org/wiki/Ofendi-vos,_Meu_Deus,_bem_%C3%A9_verdade> . Acesso em: 16 jun. 2014.


    Da leitura do poema acima, de autoria de Gregório de Matos, é possível afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 227d7a4a-84
  • 227AE877-84

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFAL · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Com base nos conhecimentos acerca da produção indianista de José de Alencar, é possível afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 227ae877-84
  • 227862F3-84

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFAL · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Consolo na praia


    Vamos, não chores.

    A infância está perdida.

    A mocidade está perdida.

    Mas a vida não se perdeu.

    O primeiro amor passou.

    O segundo amor passou.

    O terceiro amor passou.

    Mas o coração continua.

    Perdeste o melhor amigo.

    Não tentaste qualquer viagem.

    Não possuis carro, navio, terra.

    Mas tens um cão.

    Algumas palavras duras,

    em voz mansa, te golpearam.

    Nunca, nunca cicatrizam.

    Mas, e o humour

    A injustiça não se resolve.

    A sombra do mundo errado

    murmuraste um protesto tímido.

    Mas virão outros.

    Tudo somado, devias

    precipitar-te, de vez, nas águas.

    Estás nu na areia, no vento…

    Dorme, meu filho.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 43.


    Levando em conta as características próprias da poesia de Carlos Drummond de Andrade, a relação de pertença de sua obra ao movimento modernista estabelecida pela crítica e considerando o poema apresentado, é possível afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 227862f3-84
  • 2275E050-84

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    UFAL · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

                   Os resíduos sólidos no setor de saneamento ambiental


          No Brasil, embora tenha sido verificada pequena evolução nos últimos anos, os níveis de atendimento dos serviços de coleta e tratamento de esgotos ainda encontram-se em patamares inferiores ao dos países desenvolvidos e mesmo de outros países em desenvolvimento. [...]

    Disponível em: <http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/quimica/0021.html> . Acesso em: 10 maio 2014.

    O elemento coesivo destacado poderá ser substituído, sem prejuízos semânticos, por  

    Escolha uma alternativa para a questão 2275e050-84
  • 22733457-84

    Português

    Encontros consonantais: Dígrafos
    UFAL · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Nos vocábulos “tinta”, “chuva”, “Saara” e “enxáguam”, tem-se, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 22733457-84
  • 2270B6BA-84

    Português

    Análise sintática
    UFAL · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Declaração de amor


    Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.

    Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

    Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. [...]

    LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 100.


    Em: “[...] ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza [...]”, o vocábulo “la” exerce idêntica função sintática que o termo destacado em:

    Escolha uma alternativa para a questão 2270b6ba-84
  • 226E3957-84

    Português

    Morfologia - Pronomes
    UFAL · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    “Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Os que falam muito não ouvem. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim – para ouvir as vozes do silêncio”.


    BRAGA, Rubem. Folha de São Paulo, 21 dez. 2004.


    Dos termos sublinhados, qual não é considerado pronome?

    Escolha uma alternativa para a questão 226e3957-84
  • 226B575F-84

    Português

    Interpretação de Textos
    UFAL · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFAL 2014, Interpretação de Textos


    Dadas as afirmativas a seguir, considerando os impactos da globalização e as ideias apreendidas na charge,


    I. A globalização é um processo impactante, sentido de diferentes maneiras, dependendo da posição que ocupamos na sociedade.

    II. Ao referir-se à globalização, o autor da charge pretende incitar a reflexão acerca dos múltiplos significados que os atuais processos de globalização apresentam.

    III. A partir das ideias presentes na charge, é possível confirmar que há diferenças e desigualdades sociais implicadas neste movimento.


    verifica-se que está(ão) correta(s)

    Escolha uma alternativa para a questão 226b575f-84
  • C7115864-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Are social networking sites addictive?

    1With the increasing popularity of wireless devices like smartphones — devices that can move lots of data very quickly — users have access to their social networks 24 hours a day. Most social networking sites have developed applications for your mobile phone, so logging on is always convenient. Social networks also tap into our human desire to stay connected with others. Besides, the rush of nostalgia as you connect with your former grade-school classmate on Facebook can be quite heady and exciting.

    2But what's the main reason we find these sites so addictive? Plain old narcissism. We broadcast our personalities online whenever we publish a thought, photo, YouTube video or answer one of those “25 Things About Me" memes. We put that information out there so people will respond and connect to us. And being part of a social network is sort of like having your own entourage that follows you everywhere, commenting on and applauding everything you do. It's very seductive.

    3In 2008, researchers at the University of Georgia studied the correlation between narcissism and Facebook users. Unsurprisingly, they found that the more “friends" and wall posts a user had, the more narcissistic he or she was. They noted that narcissistic people use Facebook in a selfpromoting way, rather than in a connective way. It may be an obvious theory, but it also suggests that social networks bring out the narcissist in all of us.

    4Social networks are also a voyeuristic experience for many users. Following exchanges on Twitter or posts on Facebook and MySpace are akin to eavesdropping on someone else's conversation. It's entertaining and allows you to feel like a “fly on the wall" in someone else's life.

    5Social networking sites also publicly list your “friends" or “followers" — giving you instant status. How many people do you know online who spend all their time trying to get more friends, more followers, more testimonials? We work hard in real life to elevate our statuses, make friends and search out boosters for our self-esteem. Online social networking provides this to us, and we don't even have to change out of our sweatshirts to get it.

    (adapted from http://computer.howstuffworks.com/internet/socialnetworking/information/social-networking-sites-addictive2.htm)

    Glossary

    addictive: viciante; tap into: explorar/tirar proveito; broadcast: anunciar; entourage: comitiva/séquito; akin to eavesdropping: parecido com bisbilhotar; booster: aquilo que impulsiona; sweatshirts: camisetas
    Marque o enunciado que se refere, no texto, ao que seria a razão principal por trás do vício em redes sociais.
    Escolha uma alternativa para a questão c7115864-96
  • C70C41F8-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Are social networking sites addictive?

    1With the increasing popularity of wireless devices like smartphones — devices that can move lots of data very quickly — users have access to their social networks 24 hours a day. Most social networking sites have developed applications for your mobile phone, so logging on is always convenient. Social networks also tap into our human desire to stay connected with others. Besides, the rush of nostalgia as you connect with your former grade-school classmate on Facebook can be quite heady and exciting.

    2But what's the main reason we find these sites so addictive? Plain old narcissism. We broadcast our personalities online whenever we publish a thought, photo, YouTube video or answer one of those “25 Things About Me" memes. We put that information out there so people will respond and connect to us. And being part of a social network is sort of like having your own entourage that follows you everywhere, commenting on and applauding everything you do. It's very seductive.

    3In 2008, researchers at the University of Georgia studied the correlation between narcissism and Facebook users. Unsurprisingly, they found that the more “friends" and wall posts a user had, the more narcissistic he or she was. They noted that narcissistic people use Facebook in a selfpromoting way, rather than in a connective way. It may be an obvious theory, but it also suggests that social networks bring out the narcissist in all of us.

    4Social networks are also a voyeuristic experience for many users. Following exchanges on Twitter or posts on Facebook and MySpace are akin to eavesdropping on someone else's conversation. It's entertaining and allows you to feel like a “fly on the wall" in someone else's life.

    5Social networking sites also publicly list your “friends" or “followers" — giving you instant status. How many people do you know online who spend all their time trying to get more friends, more followers, more testimonials? We work hard in real life to elevate our statuses, make friends and search out boosters for our self-esteem. Online social networking provides this to us, and we don't even have to change out of our sweatshirts to get it.

    (adapted from http://computer.howstuffworks.com/internet/socialnetworking/information/social-networking-sites-addictive2.htm)

    Glossary

    addictive: viciante; tap into: explorar/tirar proveito; broadcast: anunciar; entourage: comitiva/séquito; akin to eavesdropping: parecido com bisbilhotar; booster: aquilo que impulsiona; sweatshirts: camisetas
    No quarto parágrafo, o autor usa a metáfora “fly on the wall" (uma mosca na parede) para ilustrar um comportamento que ele associa ao uso excessivo de redes sociais. Que comportamento seria esse?
    Escolha uma alternativa para a questão c70c41f8-96
  • C704E4CE-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Are social networking sites addictive?

    1With the increasing popularity of wireless devices like smartphones — devices that can move lots of data very quickly — users have access to their social networks 24 hours a day. Most social networking sites have developed applications for your mobile phone, so logging on is always convenient. Social networks also tap into our human desire to stay connected with others. Besides, the rush of nostalgia as you connect with your former grade-school classmate on Facebook can be quite heady and exciting.

    2But what's the main reason we find these sites so addictive? Plain old narcissism. We broadcast our personalities online whenever we publish a thought, photo, YouTube video or answer one of those “25 Things About Me" memes. We put that information out there so people will respond and connect to us. And being part of a social network is sort of like having your own entourage that follows you everywhere, commenting on and applauding everything you do. It's very seductive.

    3In 2008, researchers at the University of Georgia studied the correlation between narcissism and Facebook users. Unsurprisingly, they found that the more “friends" and wall posts a user had, the more narcissistic he or she was. They noted that narcissistic people use Facebook in a selfpromoting way, rather than in a connective way. It may be an obvious theory, but it also suggests that social networks bring out the narcissist in all of us.

    4Social networks are also a voyeuristic experience for many users. Following exchanges on Twitter or posts on Facebook and MySpace are akin to eavesdropping on someone else's conversation. It's entertaining and allows you to feel like a “fly on the wall" in someone else's life.

    5Social networking sites also publicly list your “friends" or “followers" — giving you instant status. How many people do you know online who spend all their time trying to get more friends, more followers, more testimonials? We work hard in real life to elevate our statuses, make friends and search out boosters for our self-esteem. Online social networking provides this to us, and we don't even have to change out of our sweatshirts to get it.

    (adapted from http://computer.howstuffworks.com/internet/socialnetworking/information/social-networking-sites-addictive2.htm)

    Glossary

    addictive: viciante; tap into: explorar/tirar proveito; broadcast: anunciar; entourage: comitiva/séquito; akin to eavesdropping: parecido com bisbilhotar; booster: aquilo que impulsiona; sweatshirts: camisetas
    The pronoun 'they' in “They noted that narcissistic people use Facebook in a self-promoting way, rather than in a connective way"(paragraph 3) refers to
    Escolha uma alternativa para a questão c704e4ce-96
  • C6FF921F-96

    Inglês

    Adjetivos | Adjectives
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Are social networking sites addictive?

    1With the increasing popularity of wireless devices like smartphones — devices that can move lots of data very quickly — users have access to their social networks 24 hours a day. Most social networking sites have developed applications for your mobile phone, so logging on is always convenient. Social networks also tap into our human desire to stay connected with others. Besides, the rush of nostalgia as you connect with your former grade-school classmate on Facebook can be quite heady and exciting.

    2But what's the main reason we find these sites so addictive? Plain old narcissism. We broadcast our personalities online whenever we publish a thought, photo, YouTube video or answer one of those “25 Things About Me" memes. We put that information out there so people will respond and connect to us. And being part of a social network is sort of like having your own entourage that follows you everywhere, commenting on and applauding everything you do. It's very seductive.

    3In 2008, researchers at the University of Georgia studied the correlation between narcissism and Facebook users. Unsurprisingly, they found that the more “friends" and wall posts a user had, the more narcissistic he or she was. They noted that narcissistic people use Facebook in a selfpromoting way, rather than in a connective way. It may be an obvious theory, but it also suggests that social networks bring out the narcissist in all of us.

    4Social networks are also a voyeuristic experience for many users. Following exchanges on Twitter or posts on Facebook and MySpace are akin to eavesdropping on someone else's conversation. It's entertaining and allows you to feel like a “fly on the wall" in someone else's life.

    5Social networking sites also publicly list your “friends" or “followers" — giving you instant status. How many people do you know online who spend all their time trying to get more friends, more followers, more testimonials? We work hard in real life to elevate our statuses, make friends and search out boosters for our self-esteem. Online social networking provides this to us, and we don't even have to change out of our sweatshirts to get it.

    (adapted from http://computer.howstuffworks.com/internet/socialnetworking/information/social-networking-sites-addictive2.htm)

    Glossary

    addictive: viciante; tap into: explorar/tirar proveito; broadcast: anunciar; entourage: comitiva/séquito; akin to eavesdropping: parecido com bisbilhotar; booster: aquilo que impulsiona; sweatshirts: camisetas
    According to the text, the difference between real life and online social networking is:
    Escolha uma alternativa para a questão c6ff921f-96
  • C6F96503-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Are social networking sites addictive?

    1With the increasing popularity of wireless devices like smartphones — devices that can move lots of data very quickly — users have access to their social networks 24 hours a day. Most social networking sites have developed applications for your mobile phone, so logging on is always convenient. Social networks also tap into our human desire to stay connected with others. Besides, the rush of nostalgia as you connect with your former grade-school classmate on Facebook can be quite heady and exciting.

    2But what's the main reason we find these sites so addictive? Plain old narcissism. We broadcast our personalities online whenever we publish a thought, photo, YouTube video or answer one of those “25 Things About Me" memes. We put that information out there so people will respond and connect to us. And being part of a social network is sort of like having your own entourage that follows you everywhere, commenting on and applauding everything you do. It's very seductive.

    3In 2008, researchers at the University of Georgia studied the correlation between narcissism and Facebook users. Unsurprisingly, they found that the more “friends" and wall posts a user had, the more narcissistic he or she was. They noted that narcissistic people use Facebook in a selfpromoting way, rather than in a connective way. It may be an obvious theory, but it also suggests that social networks bring out the narcissist in all of us.

    4Social networks are also a voyeuristic experience for many users. Following exchanges on Twitter or posts on Facebook and MySpace are akin to eavesdropping on someone else's conversation. It's entertaining and allows you to feel like a “fly on the wall" in someone else's life.

    5Social networking sites also publicly list your “friends" or “followers" — giving you instant status. How many people do you know online who spend all their time trying to get more friends, more followers, more testimonials? We work hard in real life to elevate our statuses, make friends and search out boosters for our self-esteem. Online social networking provides this to us, and we don't even have to change out of our sweatshirts to get it.

    (adapted from http://computer.howstuffworks.com/internet/socialnetworking/information/social-networking-sites-addictive2.htm)

    Glossary

    addictive: viciante; tap into: explorar/tirar proveito; broadcast: anunciar; entourage: comitiva/séquito; akin to eavesdropping: parecido com bisbilhotar; booster: aquilo que impulsiona; sweatshirts: camisetas
    The use of the word 'unsurprisingly' in “Unsurprisingly, they found that the more “friends" and wall posts a user had, the more narcissistic he or she was." (paragraph 3) means that
    Escolha uma alternativa para a questão c6f96503-96
  • C65208D6-96

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

                                        Canção de garoa

                                                                                  Mário Quintana

                                  Em cima do meu telhado
                                  Pirulin lulin lulin,
                                  Um anjo, todo molhado,
                                  Soluça no seu flautim.

                                  O relógio vai bater:
                                  As molas rangem sem fim.
                                  O retrato na parede
                                  Fica olhando para mim.

                                  E chove sem saber por quê...
                                  E tudo foi sempre assim!
                                  Parece que vou sofrer:
                                  Pirulin lulin lulin...

        QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. 4.ed. Editora Moderna, 1984. p. 23.
    A conjunção “e" foi usada duas vezes na terceira estrofe, para reforçar a ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão c65208d6-96
  • C64D85C5-96

    Português

    Figuras de Linguagem
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

                                        Canção de garoa

                                                                                  Mário Quintana

                                  Em cima do meu telhado
                                  Pirulin lulin lulin,
                                  Um anjo, todo molhado,
                                  Soluça no seu flautim.

                                  O relógio vai bater:
                                  As molas rangem sem fim.
                                  O retrato na parede
                                  Fica olhando para mim.

                                  E chove sem saber por quê...
                                  E tudo foi sempre assim!
                                  Parece que vou sofrer:
                                  Pirulin lulin lulin...

        QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. 4.ed. Editora Moderna, 1984. p. 23.
    No poema, a onomatopeia utilizada procurar imitar o som
    Escolha uma alternativa para a questão c64d85c5-96
  • C648F45F-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

                      As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)

          Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?

          A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.

          Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.

          É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?

          O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)

         O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.

         Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.

          Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.

          Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.

          Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.

                                 (PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
    Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, observando a relação expressa pela preposição “de" e, a seguir, assinale a alternativa que contempla a numeração correta.

    (1) As gravatas de Mário Quintana

    (2) As gravatas de Pierre Cardin

    (3) Os copos de vinho

    (4) Os copos de vidro

    (5) A casa de campo

    (6) A chegada de Paris

    ( ) Procedência

    ( ) Tipo

    ( ) Posse

    ( ) Autoria

    ( ) Conteúdo

    ( ) Matéria
    Escolha uma alternativa para a questão c648f45f-96
  • C64319A8-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

                      As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)

          Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?

          A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.

          Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.

          É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?

          O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)

         O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.

         Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.

          Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.

          Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.

          Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.

                                 (PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
    Do ponto de vista da estrutura textual, é correto afirmar que o texto “As gravatas de Mário Quintana" é predominantemente
    Escolha uma alternativa para a questão c64319a8-96
  • C63DCEBC-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

                      As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)

          Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?

          A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.

          Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.

          É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?

          O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)

         O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.

         Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.

          Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.

          Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.

          Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.

                                 (PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
    A ideia central do texto está resumida no seguinte fragmento:
    Escolha uma alternativa para a questão c63dcebc-96
  • 1BBBCE08-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                               Alice Munro’s road to Nobel literature prize was not easy

                                                       Imagem da questão de Inglês, CEDERJ 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension

                                             Nobel literature prize winner Alice Munro.

    Alice Munro has been awarded the 2013 Nobel Prize in literature, thus becoming its 13th female recipient. It’s a thrilling honour for a major writer: Munro has long been recognised in North America and the UK, but the Nobel will draw international attention, not only to women’s writing and Canadian writing, but to the short story, Munro’s chosen literary genre and one often neglected.

    The road to the Nobel wasn’t an easy one for Munro. She found herself referred to as “some housewife”, and was told that her subject matter, being too “domestic”, was boring. A male writer told her she wrote good stories, but he wouldn’t want to sleep with her. “Nobody invited him,” said Munro. Maybe as a consequence of this initial reaction towards her, when writers occur in Munro stories, they are pretentious, or exploitative of others; or they’re being asked by their relatives why they aren’t famous, or – worse, if female – why they aren’t better-looking.

    The chances that a literary star would emerge from her time and place would once have been zero. Munro was born in 1931, and thus experienced the Depression as a child and the Second World War as a teenager. This was in south-western Ontario, Canada, a region that also produced equally talented writers and poets such as Robertson Davies, Graeme Gibson, James Reaney, and Marian Engel. It’s this small-town setting that features most often in her stories – the snobberies, the eccentrics, and the jeering at ambitions, especially artistic ones.

    Shame is a common driving force for Munro’s characters just as perfectionism in the writing and courage in her profession have been driving forces for her.

    As in much else, Munro is essentially Canadian. Faced with the Nobel, she will be modest, she won’t get a swelled head. The rest of us, on this magnificent occasion, will just have to do that for her.

    Adapted from http://www.theguardian.com/books/2013/oct/10/alicemunro-wins-nobel-prize-in-literature

    Glossary
    thrilling: emocionante; subject matter: assunto; better-looking: mais bonitas; setting: cenário; jeering: deboche; shame: vergonha; driving force: força propulsora; get a swelled head: ficar convencida, cheia de si

    Answer the following questions:

    Besides Alice Munro's talent and courage, what other quality of this Nobel Prize winner is emphasized in the article?


    Escolha uma alternativa para a questão 1bbbce08-96
  • 1BB1257B-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

                               Alice Munro’s road to Nobel literature prize was not easy

                                                       Imagem da questão de Inglês, CEDERJ 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension

                                             Nobel literature prize winner Alice Munro.

    Alice Munro has been awarded the 2013 Nobel Prize in literature, thus becoming its 13th female recipient. It’s a thrilling honour for a major writer: Munro has long been recognised in North America and the UK, but the Nobel will draw international attention, not only to women’s writing and Canadian writing, but to the short story, Munro’s chosen literary genre and one often neglected.

    The road to the Nobel wasn’t an easy one for Munro. She found herself referred to as “some housewife”, and was told that her subject matter, being too “domestic”, was boring. A male writer told her she wrote good stories, but he wouldn’t want to sleep with her. “Nobody invited him,” said Munro. Maybe as a consequence of this initial reaction towards her, when writers occur in Munro stories, they are pretentious, or exploitative of others; or they’re being asked by their relatives why they aren’t famous, or – worse, if female – why they aren’t better-looking.

    The chances that a literary star would emerge from her time and place would once have been zero. Munro was born in 1931, and thus experienced the Depression as a child and the Second World War as a teenager. This was in south-western Ontario, Canada, a region that also produced equally talented writers and poets such as Robertson Davies, Graeme Gibson, James Reaney, and Marian Engel. It’s this small-town setting that features most often in her stories – the snobberies, the eccentrics, and the jeering at ambitions, especially artistic ones.

    Shame is a common driving force for Munro’s characters just as perfectionism in the writing and courage in her profession have been driving forces for her.

    As in much else, Munro is essentially Canadian. Faced with the Nobel, she will be modest, she won’t get a swelled head. The rest of us, on this magnificent occasion, will just have to do that for her.

    Adapted from http://www.theguardian.com/books/2013/oct/10/alicemunro-wins-nobel-prize-in-literature

    Glossary
    thrilling: emocionante; subject matter: assunto; better-looking: mais bonitas; setting: cenário; jeering: deboche; shame: vergonha; driving force: força propulsora; get a swelled head: ficar convencida, cheia de si

    O sentimento motivador mais frequente nos personagens criados por Alice Munro é
    Escolha uma alternativa para a questão 1bb1257b-96