Questões de Figuras de Linguagem com gabarito

399 questões de Figuras de Linguagem, em Português, da área de Linguagens. Cada questão tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito.

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399 questões encontradas. Mostrando a página 11 de 20.

  • F21090AE-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
    IFF · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO II

    Descoberta da Literatura 

    Figura 1 de 2 da questão de Português, IFF 2017, Figuras de Linguagem

    Figura 2 de 2 da questão de Português, IFF 2017, Figuras de Linguagem


    MELO NETO, João Cabral de. A escola das facas e Auto do frade. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.

    1. guenzo¹: Expressão nordestina que significa pessoa ou animal magro e doente; capenga, caindo aos pedaços. 2. cassacos²: animal do mato. 3. curumbá³: localidade geralmente deserta e distante de qualquer povoado. 4. caçanje4 : Dialeto crioulo do português falado em Angola. P. ext. Português mal falado. 

    Ciente de que as figuras de linguagem, além de conferirem maior expressividade ao texto, constituem-se em elementos importantes para sua compreensão e interpretação, assinale a alternativa na qual NÃO há correlação entre a citação e a ideia apresentada.
    Escolha uma alternativa para a questão f21090ae-b0
  • F20ABE4E-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
    IFF · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 3 da questão de Português, IFF 2017, Figuras de Linguagem
    Figura 2 de 3 da questão de Português, IFF 2017, Figuras de Linguagem
    Figura 3 de 3 da questão de Português, IFF 2017, Figuras de Linguagem


    GULLAR, Ferreira. O jogo da semântica.< http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0910200522.htm>. Acesso em: 21 set 2017. 
    Assinale a alternativa em que o verbo auxiliar da perífrase destacada traz o mesmo aspecto verbal apresentado no auxiliar presente no segmento “a cada pergunta que nos fazem ou ideia que queremos comunicar” (linha 40).
    Escolha uma alternativa para a questão f20abe4e-b0
  • E47619CF-B0

    Português

    Coesão e coerência
    UDESC · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UDESC 2017, Coesão e coerência

    Em relação à obra Lucíola, José de Alencar, e ao Texto 4, analise as proposições, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

    ( ) A história vivida entre Paulo e Lúcia tem, como em todo romance romântico, um final feliz, com a felicidade e a união dos protagonistas.
    ( ) Em “Apesar da revelação da véspera” (linha 10), a expressão destacada pode ser substituída por não obstante a e, ainda assim, mantém-se o sentido e a coerência no texto, pois ambas expressam valor concessivo.
    ( ) No período “como se todo o seu corpo sentisse uma doce carícia” (linhas 15 e 16) há a presença da figura de linguagem silepse de gênero.
    ( ) Da leitura do período “chama-me Maria” (linha 13), infere-se o desejo de Lúcia em ser assim chamada por Paulo, para que ele a considerasse pura e digna.
    ( ) Quanto à linguagem, em decorrência do meio em que Lúcia vivia, o da prostituição, percebem-se, na fala das personagens, palavras de baixo calão e expressões grotescas, caracterizando a linguagem do Naturalismo.

    Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão e47619cf-b0
  • 8061C28E-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNEMAT · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos


    Disponível em: http://www1.folha.uol.com.brilustradacartumcartunsdiari os#2052017 Acesso em maio 2017. 


    Em alguns contextos de uso da linguagem, é possível empregar palavras ou expressões que podem exagerar ou suavizar os sentidos que se quer provocar. Na tirinha Malvados, de André Dahmer, o trecho silenciar por um século trata-se de 

    Escolha uma alternativa para a questão 8061c28e-b0
  • 240B33ED-AF

    Português

    Figuras de Linguagem
    UFRGS · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFRGS 2017, Figuras de Linguagem

    A questão relacional da sociedade brasileira é explorada, no texto, por meio de metáforas.


    Assinale a alternativa que contém essas metáforas.

    Escolha uma alternativa para a questão 240b33ed-af
  • 9B8C5302-DD

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNIFESP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Aquela triste e leda madrugada, 
    cheia toda de mágoa e de piedade,
    enquanto houver no mundo saudade 
    quero que seja sempre celebrada.

    Ela só, quando amena e marchetada 
    saía, dando ao mundo claridade, 
    viu apartar-se de uma outra vontade,
     que nunca poderá ver-se apartada.

    Ela só viu as lágrimas em fio 
    que, de uns e de outros olhos derivadas, 
    se acrescentaram em grande e largo rio.

    Ela viu as palavras magoadas
     que puderam tornar o fogo frio,
     e dar descanso às almas condenadas.

     (Sonetos, 2001.)

    A imagem das lágrimas a formarem um “largo rio” (3a estrofe) produz um efeito expressivo que se classifica como
    Escolha uma alternativa para a questão 9b8c5302-dd
  • 9B78C882-DD

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNIFESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia a crônica “Premonitório”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).

          Do fundo de Pernambuco, o pai mandou-lhe um telegrama:

    “Não saia casa 3 outubro abraços”.

         O rapaz releu, sob emoção grave. Ainda bem que o velho avisara: em cima da hora, mas avisara. Olhou a data: 28 de setembro. Puxa vida, telegrama com a nota de urgente, levar cinco dias de Garanhuns a Belo Horizonte! Só mesmo com uma revolução esse telégrafo endireita. E passado às sete da manhã, veja só; o pai nem tomara o mingau com broa,precipitara-se na agência para expedir a mensagem.

        Não havia tempo a perder. Marcara encontros para o dia seguinte, e precisava cancelar tudo, sem alarde, como se deve agir em tais ocasiões. Pegou o telefone, pediu linha,mas a voz de d. Anita não respondeu. Havia tempo que morava naquele hotel e jamais deixara de ouvir o “pois não” melodioso de d. Anita, durante o dia. A voz grossa, que resmungara qualquer coisa, não era de empregado da casa; insistira:“como é?”, e a ligação foi dificultosa, havia besouros na linha.Falou rapidamente a diversas pessoas, aludiu a uma ponte que talvez resistisse ainda uns dias, teve oportunidade de escandir as sílabas de arma virumque cano1, disse que achava pouco cem mil unidades, em tal emergência, e arrematou:“Dia 4 nós conversamos.” Vestiu-se, desceu. Na portaria, um sujeito de panamá bege, chapéu de aba larga e sapato de duas cores levantou-se e seguiu-o. Tomou um carro, o outro fez o mesmo. Desceu na praça da Liberdade e pôs-se a contemplar um ponto qualquer. Tirou do bolso um caderninho e anotou qualquer coisa. Aí, já havia dois sujeitos de panamá, aba larga e sapato bicolor, confabulando a pequena distância.Foi saindo de mansinho, mas os dois lhe seguiram na cola. Estava calmo, com o telegrama do pai dobrado na carteira, placidez satisfeita na alma. O pai avisara a tempo, tudo correria bem. Ia tomar a calçada quando a baioneta em riste advertiu: “Passe de largo”; a Delegacia Fiscal estava cercada de praças, havia armas cruzadas nos antos. Nos Correios, a mesma coisa, também na Telefônica. Bondes passavam escoltados. Caminhões conduziam tropa, jipes chispavam. As manchetes dos jornais eram sombrias; pouca gente na rua. Céu escuro, abafado, chuva próxima.

        Pensando bem, o melhor era recolher-se ao hotel; não havia nada a fazer. Trancou-se no quarto, procurou ler, de vez em quando o telefone chamava: “Desculpe, é engano”,ou ficava mudo, sem desligar. Dizendo-se incomodado, jantou no quarto, e estranhou a camareira, que olhava para os móveis como se fossem bichos. Deliberou deitar-se,embora a noite apenas começasse. Releu o telegrama, apagou a luz.
    Acordou assustado, com golpes na porta. Cinco da manhã. Alguém o convidava a ir à Delegacia de Ordem Política e Social. “Deve ser engano.” “Não é não, o chefe está à espera.” “Tão cedinho? Precisa ser hoje mesmo? Amanhã eu vou.” “É hoje e é já.” “Impossível.” Pegaram-lhe dos braços e levaram-no sem polêmica. A cidade era uma praça de guerra, toda a polícia a postos. “O senhor vai dizer a verdade bonitinho e logo” – disse-lhe o chefe. – “Que sabe a respeito do troço?” “Não se faça de bobo, o troço que vai estourar hoje.” “Vai estourar?” “Não sabia? E aquela ponte que o senhor ia dinamitar mas era difícil?” “Doutor, eu falei a meu dentista, é um trabalho de prótese que anda abalado. Quer ver? Eu tiro.” “Não, mas e aquela frase em código muito vagabundo, com palavras que todo mundo manja logo, como arma e cano?” “Sou professor de latim, e corrigi a epígrafe de um trabalho.” “Latim, hem? E a conversa sobre os cem mil homens que davam para vencer?” “São unidades de penicilina que um colega tomou para uma infecção no ouvido.” “E os cálculos que o senhor fazia diante do palácio?” Emudeceu. “Diga, vamos!” “Desculpe, eram uns versinhos, estão aqui no bolso.” “O senhor é esperto, mas saia desta. Vê este telegrama? É cópia do que o senhor recebeu de Pernambuco. Ainda tem coragem de negar que está alheio ao golpe?” “Ah, então é por isso que o telegrama custou tanto a chegar?” “Mais custou ao país, gritou o chefe. Sabe que por causa dele as Forças Armadas ficaram de prontidão, e que isso custa cinco mil contos? Diga depressa.” “Mas, doutor…” Foi levado para outra sala, onde ficou horas. O que aconteceu, Deus sabe. Afinal, exausto, confessou: “O senhor entende conversa de pai pra filho? Papai costuma ter sonhos premonitórios, e toda a família acredita neles. Sonhou que me aconteceria uma coisa no dia 3, se eu saísse de casa, e telegrafou prevenindo. Juro!” 

        Dia 4, sem golpe nenhum, foi mandado em paz. O sonho se confirmara: realmente, não devia ter saído de casa.

    (70 historinhas, 2016.)

    1 arma virumque cano: “canto as armas e o varão” (palavras iniciais da
    epopeia Eneida, do escritor Vergílio, referentes ao herói Eneias).

        Metonímia: figura de retórica que consiste no uso de uma palavra fora do seu contexto semântico normal, por ter uma significação que tenha relação objetiva, de contiguidade [vizinhança, proximidade], material ou conceitual, com o conteúdo ou o referente ocasionalmente pensado.

    (Dicionário Houaiss da língua portuguesa, 2009.)

    Verifica-se a ocorrência de metonímia no trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b78c882-dd
  • DB4DC296-CB

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UECE 2017, Figuras de Linguagem

    O conteúdo denotativo de uma palavra corresponde ao seu sentido usual, isto é, próprio, não figurado, não metafórico. Nessa perspectiva, o sentido dessa palavra é o mesmo para todos os membros de uma mesma comunidade linguística. “Uma palavra assim empregada é entendida independentemente de interpretações individuais, interpretações de natureza afetiva ou emocional. Se, no entanto, a significação de uma palavra não é a mesma para certa comunidade linguística; se a palavra não sugere ou evoca por associação outras ideias de ordem abstrata, de natureza afetiva ou emocional, então se diz que seu valor, i. e., seu sentido, é conotativo ou afetivo”.

    (Othon Moacyr Garcia)


    Leia com atenção os seguintes excertos:


    1. “E lá ia ela remedando um pássaro que se dispõe a voar” (linhas 28-29);

    2. “Luciana recusava as princesas e as estrelas. Seu Adão coçaria o pixaim, encolheria os ombros. Levá-la-ia para a gaiola. Mamãe recebê-la-ia zangadíssima” (linhas 133-136).


    Compare as duas expressões destacadas nos excertos acima, e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.


    ( ) Os dois enunciados constituem metáforas.

    ( ) O verbo remedar, da maneira como foi empregado no texto, equivale à partícula comparativa como.

    ( ) Deve-se considerar os dois enunciados como duas imagens independentes que fecham o sentido do conto.

    ( ) O primeiro enunciado, “E lá ia ela remedando um pássaro que se dispõe a voar” fala do desejo de liberdade que caracterizava Luciana.

    ( ) O segundo enunciado, “Levá-la-ia para a gaiola”, fecha a imagem iniciada pelo primeiro, exprimindo a recusa da satisfação desse desejo.

    ( ) O texto, como um único signo, isto é, um todo formado por significante (aspecto material e significado (representação mental) fecha-se com a legitimação da sujeição e com a não deslegitimação da liberdade.


    Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

    Escolha uma alternativa para a questão db4dc296-cb
  • DB4A1716-CB

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UECE 2017, Figuras de Linguagem

    A figura de linguagem denominada hipálage é um recurso linguístico pelo qual uma palavra que deveria qualificar determinado termo passa a qualificar outro. Considerando as duas ocorrências de hipálage nas seguintes passagens do texto: “A fala ranzinza feria-lhe os ouvidos. Dedos finos e nervosos agarravam-na” (linhas 113-114), assinale a afirmação FALSA.
    Escolha uma alternativa para a questão db4a1716-cb
  • D34E1077-B4

    Português

    Figuras de Linguagem
    CEDERJ · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, CEDERJ 2017, Figuras de Linguagem

    “Escuso contar o que se passou depois. Quem não sabe a história simples e eterna de um amor inocente, que começa por um olhar, passa ao sorriso, chega ao aperto de mão às escondidas e acaba afinal por um beijo e por um sim, palavras sinônimas no dicionário do coração? ” (linhas 17-22)


    O trecho sublinhado exemplifica a figura de linguagem:

    Escolha uma alternativa para a questão d34e1077-b4
  • 2285CB4A-B4

    Português

    Figuras de Linguagem
    CEDERJ · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, CEDERJ 2017, Figuras de Linguagem

    Em “ser negro num país que aboliu a escravidão, mas não fez com que a liberdade viesse acompanhada dos direitos de cidadania pelos quais temos lutado desde então” (linhas 8-11), observa-se uma figura de linguagem denominada
    Escolha uma alternativa para a questão 2285cb4a-b4
  • 81B73A50-E5

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UECE 2017, Figuras de Linguagem

    Como figura de linguagem, a anáfora é caracterizada pela repetição de uma ou mais palavras no início de versos, orações ou períodos. Na crônica, a autora recorre à anáfora, nos três primeiros parágrafos do texto, pela repetição da conjunção “quando”, com o objetivo de
    Escolha uma alternativa para a questão 81b73a50-e5
  • 81AEBF6F-E5

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UECE 2017, Figuras de Linguagem

    A utilização de figuras de linguagem ocorre, de maneira muito particular, na escrita literária. Sobre o uso desse recurso no poema de Manoel de Barros, identifica-se
    Escolha uma alternativa para a questão 81aebf6f-e5
  • 33EA6E1D-D4

    Português

    Figuras de Linguagem
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

                                        Sarapalha


          – Ô calorão, Primo!... E que dor de cabeça excomungada!

          – É um instantinho e passa... É só ter paciência....

          – É... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de água, sem olhos na cara, para não terem de olhar a gente... Só ela é que não passa, Primo Argemiro!... E eu já estou cansado de procurar, no meio das outras... Não vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram p’r’os infernos!...

          – Não foi, Primo Ribeiro. Não foram pelo rio... Foi trem-de-ferro que levou...

          – Não foi no rio, eu sei... No rio ninguém não anda... Só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção... Mas, na estória... Como é mesmo a estória, Primo? Como é?...

          – O senhor bem que sabe, Primo... Tem paciência, que não é bom variar...

          – Mas, a estória, Primo!... Como é?... Conta outra vez...

          – O senhor já sabe as palavras todas de cabeça... “Foi o moço-bonito que apareceu, vestido com roupa de dia-de-domingo e com a viola enfeitada de fitas... E chamou a moça p’ra ir se fugir com ele”...

          – Espera, Primo, elas estão passando... Vão umas atrás das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu não quero, nenhuma!... Quero só ela... Luísa...

          – Prima Luísa...

          – Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me ajuda, Primo! Me ajuda a ver...

          – Não é nada, Primo Ribeiro... Deixa disso!

          – Não é mesmo não...

          – Pois então?!

          – Conta o resto da estória!...

          – ...“Então, a moça, que não sabia que o moço-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio...”

                                                                                                                      Guimarães Rosa, Sagarana.

    No texto de Sarapalha, constitui exemplo de personificação o seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 33ea6e1d-d4
  • 7FCE8A40-FF

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNICENTRO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2016, Figuras de Linguagem

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNICENTRO 2016, Figuras de Linguagem

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar,

    1964. p. 70.

    Sobre o poema, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 7fce8a40-ff
  • 91071CCF-FF

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNICENTRO · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I.


    SEUS OLHOS

    Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,

    De vivo luzir,

    São meigos infantes, gentis, engraçados

    Brincando a sorrir.

                                  [...].

    Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,

    assim é que são.

    Às vezes luzindo, serenos, tranquilos,

    Às vezes vulcão!


    Às vezes oh! Sim, derramam tão fraco,

    Tão frouxo brilhar,

    Que a mim me parece que o ar lhe falece.

    E os olhos tão meigos, que o pranto umedece

    Me fazem chorar.”


    Dias, Gonçalves. Seus olhos. Disponível em:

    http://www.vidaempoesia.com.br/goncalvesdias.htm.

    Acesso em: 22 set.2016. Adaptado.



    TEXTO II.

    O GONDOLEIRO DO AMOR

    Teus olhos são negros, negros
    Como as noites sem luar...
    São ardentes, são profundos,
    Como o negrume do mar;
                      [...]
    Teu seio é vaga dourada
    Ao tíbio clarão da lua,
    Que, ao murmúrio das volúpias,
    Arqueja, palpita nua;

    Como é doce, em pensamento,
    Do teu colo no langor
    Vagar, naufragar, perder-se
    O Gondoleiro do amor!?
                       [...]
    Por isso eu te amo, querida,
    Quer no prazer, quer na dor...
    Rosa! Canto! Sombra! Estrela!
    Do Gondoleiro do amor.

    ALVES, Castro. In: Presença da Literatura Brasileira: D
    Romantismo ao Simbolismo. 9. ed. São Paulo: DIFEL, 198 p. 60-2..
    Adaptado.
    A caracterização do amor e da amada, nos poemas I e II, comprova-se, respectivamente, com a utilização constante das figuras de linguagem denominadas de
    Escolha uma alternativa para a questão 91071ccf-ff
  • C639F322-FC

    Português

    Figuras de Linguagem
    FUVEST · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, FUVEST 2016, Figuras de Linguagem

    Dentre os recursos expressivos empregados no texto, tem papel preponderante
    Escolha uma alternativa para a questão c639f322-fc
  • 921AA082-EA

    Português

    Figuras de Linguagem
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.
    Há o emprego de uma figura de linguagem denominada metonímia em
    Escolha uma alternativa para a questão 921aa082-ea
  • 29EAAB0A-E0

    Português

    Figuras de Linguagem
    Centro universitário FAG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2


    ACORDA, MENINO!


        O que diz o menino que dorme na praia? Talvez fale dos perigos do mar, da displicência dos pais. Ou de um assassinato a ser esclarecido.
        Mas é só um menino. Não deveria nos dar esta sensação de naufrágio da humanidade. Há dias, não adianta acusar governos, etnias, religiões, porque a falta de ar não cessa.
        É lágrima que não pinga, não seca nem escorre. É mais que um cadáver, é um assombro, uma dor insepulta de que tentamos nos livrar.
        E ainda suspeitamos de nós mesmos.
        Em nome dos deuses fazemos coisas que até o diabo duvida. Duvida e se defende, dizendo que não chegaria a tanto, embora comemore o resultado.
        Queríamos não ter visto nem sabido — maldito fotógrafo, maldita web e maldita imagem que, mesmo escorraçada da memória, dorme no tapete da sala e à noite repousa no nosso travesseiro, naquela pose mesmo que o mar beijava.
        Fica-nos a sensação de que Alá deu de ombros, Jeová lavou as mãos e, embriagados na bacanal do Olimpo, os outros também ignoraram o presente de grego numa praia do Mediterrâneo.
        Enquanto isso, no Hades, dançando e atualizando Castro Alves com outras infâmias no mar, ri-se Satanás.
    http://www.cronicadodia.com.br/2015/09/acorda-menino-albir-jose-inacio-da-silva.html
    Assinale a alternativa que apresenta as informações em seu sentido literal, ou seja, que não apresenta figura de linguagem, sentido figurado, em suas expressões.
    Escolha uma alternativa para a questão 29eaab0a-e0
  • E4ECE574-DE

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNIFESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “Dissolução”, de Carlos Drummond de Andrade (1902- 1987), que integra o livro Claro enigma, publicado originalmente em 1951.

    Escurece, e não me seduz
    tatear sequer uma lâmpada.
    Pois que aprouve1 ao dia findar,
    aceito a noite.

    E com ela aceito que brote
    uma ordem outra de seres
    e coisas não figuradas.
    Braços cruzados.

    Vazio de quanto amávamos,
    mais vasto é o céu. Povoações
    surgem do vácuo.
    Habito alguma?

    E nem destaco minha pele
    da confluente escuridão.
    Um fim unânime concentra-se
    e pousa no ar. Hesitando.

    E aquele agressivo espírito
    que o dia carreia2 consigo,
    já não oprime. Assim a paz,
    destroçada.

    Vai durar mil anos, ou
    extinguir-se na cor do galo?
    Esta rosa é definitiva,
    ainda que pobre.

    Imaginação, falsa demente,
    já te desprezo. E tu, palavra.
    No mundo, perene trânsito,
    calamo-nos.
    E sem alma, corpo, és suave.

    (Claro enigma, 2012.)

    1 aprazer: causar ou sentir prazer; contentar(-se).
    2 carrear: carregar.
    Personificação: recurso expressivo que consiste em atribuir propriedades humanas a uma coisa, a um ser inanimado ou abstrato.

    (Dicionário Porto Editora da Língua Portuguesa.
    www.infopedia.pt. Adaptado.)

    Verifica-se a ocorrência desse recurso no seguinte verso:
    Escolha uma alternativa para a questão e4ece574-de