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Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

374 questões encontradas. Mostrando a página 16 de 19.

  • 8B2F105A-AB

    Português

    Sintaxe
    UCB · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.



    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Sintaxe



    Oswald de Andrade. Canto de regresso à pátria. 

    Assinale a alternativa em que o segmento apresentado funciona sintaticamente como objeto direto no texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2f105a-ab
  • 8B2CB004-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    UCB · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.



    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Interpretação de Textos



    Oswald de Andrade. Canto de regresso à pátria. 

    O poema apresentado é uma paródia de Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, poeta da primeira geração do Romantismo brasileiro. Uma importante diferença entre tais obras encontra-se no fato de que Oswald de Andrade
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2cb004-ab
  • 8B2A505E-AB

    Português

    Morfologia - Verbos
    UCB · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Morfologia - Verbos



    Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 1ª ed. São

    Paulo: Penguin Classics, Companhia das Letras, 2014 (originalmente

    publicado em folhetins a partir de 1880).

    Verbos impessoais são verbos que, por natureza, não admitem sujeito, porém, em certos contextos discursivos, mesmo orações com verbos impessoais podem apresentar sujeito, como no seguinte exemplo: “As crianças amanheceram indispostas”. Assinale a alternativa em que o verbo destacado é, em regra, impessoal, porém no texto lhe foi atribuído um sujeito.
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2a505e-ab
  • 8B27EB38-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    UCB · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Interpretação de Textos



    Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 1ª ed. São

    Paulo: Penguin Classics, Companhia das Letras, 2014 (originalmente

    publicado em folhetins a partir de 1880).

    Em romances como Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, Machado de Assis apresenta um estilo de escrita único, que transcende os padrões literários de sua época, apesar de tais obras serem comumente associadas à estética realista. Um dos recursos mais típicos do autor é o uso da metalinguagem, que, no texto em questão, está presente por meio da 
    Escolha uma alternativa para a questão 8b27eb38-ab
  • 8B2591C8-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    UCB · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Interpretação de Textos



    José de Alencar. Iracema. Série prazer de ler, n.º 4.

    Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2013.

    (originalmente publicado em 1865).

    Do segundo ao quarto parágrafo, a descrição de Iracema é fundamentada predominantemente em relações de
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2591c8-ab
  • 8B2033D0-AB

    Português

    Morfologia
    UCB · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Morfologia




    Gregório de Matos. A ponderação do Dia do Juízo Final, e Universal.


    Considerando os aspectos morfológicos do texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2033d0-ab
  • 4383B3BF-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema a seguir para responder à questão.


    MÃOS DADAS

    Não serei o poeta de um mundo caduco.
    Também não cantarei o mundo futuro.
    Estou preso à vida e olho os meus companheiros.
    Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
    Entre eles, considero a enorme realidade.
    O presente é tão grande, não nos afastemos.
    Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

    Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
    não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
    não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
    não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
    O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
    a vida presente.

    Carlos Drummond de Andrade

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 75.
    No poema, o eu lírico assume o compromisso de produzir uma poética que busca registrar
    Escolha uma alternativa para a questão 4383b3bf-68
  • 438120DA-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema a seguir para responder à questão.


    MÃOS DADAS

    Não serei o poeta de um mundo caduco.
    Também não cantarei o mundo futuro.
    Estou preso à vida e olho os meus companheiros.
    Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
    Entre eles, considero a enorme realidade.
    O presente é tão grande, não nos afastemos.
    Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

    Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
    não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
    não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
    não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
    O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
    a vida presente.

    Carlos Drummond de Andrade

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 75.
    Ao tomar a elaboração poética como elemento temático, o eu lírico constrói o poema a partir de um procedimento
    Escolha uma alternativa para a questão 438120da-68
  • 437E2582-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia a tirinha a seguir.

    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos
    DAHMER, André. Malvados. São Paulo: Quadrinhos na Cia., 2019. p. 7.


    O efeito de humor presente na tirinha está baseado no jogo de sentido que se constrói a partir do seguinte procedimento metalinguístico: 
    Escolha uma alternativa para a questão 437e2582-68
  • 437BBA3C-68

    Português

    Pontuação
    UEG · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2025, Pontuação

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2025, Pontuação

    Na frase “No estudo, foi detectado que as mães apresentavam maiores índices de estresse e os pais, maiores dificuldades na expressão do afeto” (linhas 28-29), a função da vírgula após o termo “pais” é a de indicar 
    Escolha uma alternativa para a questão 437bba3c-68
  • 4379602F-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    O primeiro parágrafo do texto Dificuldade de expressar emoções, contexto competitivo e empobrecimento da linguagem é desenvolvido a partir da seguinte estratégia de textualização:
    Escolha uma alternativa para a questão 4379602f-68
  • 4376949C-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    No trecho “Eles concluem que a alexitimia pode ser encontrada na personalidade do tempo atual [...]” (linha 29), o pronome “eles” faz uma retomada de 
    Escolha uma alternativa para a questão 4376949c-68
  • 4373E232-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    De acordo com os pesquisadores citados no texto, a alexitimia é um problema de saúde psíquica que está associado ao
    Escolha uma alternativa para a questão 4373e232-68
  • A00570C5-67

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto I


    Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



    Texto II

    POESIA


    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



    Texto III

     O LUTADOR

     

    Lutar com palavras

    é a luta mais vã.

    Entanto lutamos

    mal rompe a manhã.

    São muitas, eu pouco.

    [...]

     

    Mas lúcido e frio,

    apareço e tento

    apanhar algumas

    para meu sustento

    num dia de vida.

    Deixam-se enlaçar,

    tontas à carícia

    e súbito fogem

    [...].

     

    Insisto, solerte.

    Busco persuadi-las.

    [...]

     

    Sem me ouvir deslizam,

    perpassam levíssimas

    e viram-me o rosto.

     

    Lutar com palavras

    parece sem fruto.

    Não têm carne e sangue…

    Entretanto, luto.

    Palavra, palavra

    (digo exasperado),

    se me desafias,

    aceito o combate.

    [...]

     

    Luto corpo a corpo,

    luto todo o tempo,

    sem maior proveito

    que o da caça ao vento.

    [...]

     

    Iludo-me às vezes,

    pressinto que a entrega

    se consumará.

    Já vejo palavras

    em coro submisso,

    esta me ofertando

    seu velho calor,

    aquela sua glória

    feita de mistério,

    outra seu desdém,

    outra seu ciúme,

    e um sapiente amor

    me ensina a fruir

    de cada palavra

    a essência captada,

    o sutil queixume.

    [...].

     

    O ciclo do dia

    ora se conclui

    e o inútil duelo

    jamais se resolve.

    O teu rosto belo,

    ó palavra, esplende

    na curva da noite

    que toda me envolve.

    Tamanha paixão

    e nenhum pecúlio.

    Cerradas as portas,

    a luta prossegue

    nas ruas do sono.

     

    Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



    Texto IV

    PROCURA DA POESIA


    Não faças versos sobre acontecimentos.

    Não há criação nem morte perante a poesia.

    Diante dela, a vida é um sol estático,

    não aquece nem ilumina.

    As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

    contam.

    Não faças poesia com o corpo,

    esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

    efusão lírica.

    Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

    são indiferentes.

    Não me reveles teus sentimentos,

    que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

    O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


    Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

    O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

    das casas.

    Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

    junto à linha de espuma.

    O canto não é a natureza

    nem os homens em sociedade.

    Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

    significam.

    A poesia (não tires poesia das coisas)

    elide sujeito e objeto.


    Não dramatizes, não invoques,

    não indagues. Não percas tempo em mentir.

    Não te aborreças.

    Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

    vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

    desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


    Não recomponhas

    tua sepultada e merencória infância.

    Não osciles entre o espelho e a

    memória em dissipação.

    Que se dissipou, não era poesia.

    Que se partiu, cristal não era.


    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

    Espera que cada um se realize e consume

    com seu poder de palavra

    e seu poder de silêncio.

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

    Os poemas Poesia (Texto II) e Procura da poesia (Texto IV) se referem, respectivamente, à ideia de que o verso está inerte na interioridade subjetiva do poeta e à ideia de que os poemas estão adormecidos em algum lugar da língua. Identifique os versos que expressam, respectivamente, essas duas ideias. 
    Escolha uma alternativa para a questão a00570c5-67
  • A000071C-67

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto I


    Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



    Texto II

    POESIA


    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



    Texto III

     O LUTADOR

     

    Lutar com palavras

    é a luta mais vã.

    Entanto lutamos

    mal rompe a manhã.

    São muitas, eu pouco.

    [...]

     

    Mas lúcido e frio,

    apareço e tento

    apanhar algumas

    para meu sustento

    num dia de vida.

    Deixam-se enlaçar,

    tontas à carícia

    e súbito fogem

    [...].

     

    Insisto, solerte.

    Busco persuadi-las.

    [...]

     

    Sem me ouvir deslizam,

    perpassam levíssimas

    e viram-me o rosto.

     

    Lutar com palavras

    parece sem fruto.

    Não têm carne e sangue…

    Entretanto, luto.

    Palavra, palavra

    (digo exasperado),

    se me desafias,

    aceito o combate.

    [...]

     

    Luto corpo a corpo,

    luto todo o tempo,

    sem maior proveito

    que o da caça ao vento.

    [...]

     

    Iludo-me às vezes,

    pressinto que a entrega

    se consumará.

    Já vejo palavras

    em coro submisso,

    esta me ofertando

    seu velho calor,

    aquela sua glória

    feita de mistério,

    outra seu desdém,

    outra seu ciúme,

    e um sapiente amor

    me ensina a fruir

    de cada palavra

    a essência captada,

    o sutil queixume.

    [...].

     

    O ciclo do dia

    ora se conclui

    e o inútil duelo

    jamais se resolve.

    O teu rosto belo,

    ó palavra, esplende

    na curva da noite

    que toda me envolve.

    Tamanha paixão

    e nenhum pecúlio.

    Cerradas as portas,

    a luta prossegue

    nas ruas do sono.

     

    Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



    Texto IV

    PROCURA DA POESIA


    Não faças versos sobre acontecimentos.

    Não há criação nem morte perante a poesia.

    Diante dela, a vida é um sol estático,

    não aquece nem ilumina.

    As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

    contam.

    Não faças poesia com o corpo,

    esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

    efusão lírica.

    Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

    são indiferentes.

    Não me reveles teus sentimentos,

    que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

    O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


    Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

    O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

    das casas.

    Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

    junto à linha de espuma.

    O canto não é a natureza

    nem os homens em sociedade.

    Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

    significam.

    A poesia (não tires poesia das coisas)

    elide sujeito e objeto.


    Não dramatizes, não invoques,

    não indagues. Não percas tempo em mentir.

    Não te aborreças.

    Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

    vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

    desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


    Não recomponhas

    tua sepultada e merencória infância.

    Não osciles entre o espelho e a

    memória em dissipação.

    Que se dissipou, não era poesia.

    Que se partiu, cristal não era.


    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

    Espera que cada um se realize e consume

    com seu poder de palavra

    e seu poder de silêncio.

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

    Qual tese expressa o tema abordado no Texto I e nos poemas Poesia (Texto II), O lutador (Texto III) e Procura da poesia (Texto IV)? 
    Escolha uma alternativa para a questão a000071c-67
  • 9FFAD2A4-67

    Português

    Interpretação de Textos
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    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    No texto “O vicioso círculo do espelho no celular”, a frase “O aparelho banaliza a imagem por sua instantaneidade, de maneira irresistível para a maioria, jovens em especial” – que, na linguagem jornalística, é convencionalmente chamada de subtítulo – cumpre a seguinte função na textualidade: 
    Escolha uma alternativa para a questão 9ffad2a4-67
  • 9FF82D8C-67

    Português

    Interpretação de Textos
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    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    O parágrafo do texto, que se estende da linha 08 a 12, é desenvolvido a partir da seguinte estratégia:
    Escolha uma alternativa para a questão 9ff82d8c-67
  • 9FF58B6A-67

    Português

    Pontuação
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Pontuação

    No trecho “Olho vivo, pais e educadores”, o uso da vírgula depois de “Olho vivo” serve para demarcar
    Escolha uma alternativa para a questão 9ff58b6a-67
  • 9FF32A78-67

    Português

    Interpretação de Textos
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    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    Defende-se, no texto, a seguinte ideia:
    Escolha uma alternativa para a questão 9ff32a78-67
  • 9FF088A3-67

    Português

    Morfologia
    UEG · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Morfologia

    No enunciado “Na roleta financeira, os lances são altíssimos, claro, para quem pode ” (linha 10), a palavra “claro” assume o papel morfossintático e semântico de 
    Escolha uma alternativa para a questão 9ff088a3-67