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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 529 de 549

  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Maranhão 2023, Interpretação de Textos

    Entre as diferentes estratégias de argumentação utilizadas na construção do artigo de opinião, destaca-se, de forma proeminente, a
    Escolha uma alternativa para a questão d1d511fa-c4
  • Linguagens

    Português

    No que se refere à obra A borra do café, de Mario Benedetti, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 7e004418-04
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2020, Análise sintáticaAdaptado de: ALCÂNTARA, Eurípedes. O idioma dos 'netos da internet'. Jornal O Globo. Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/oidioma-dos-netos-da-internet-24082383. Acesso em: 06 jan. 2020. 

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2020, Análise sintáticaAdaptado de: ARIAS, Juan. O mundo das mulheres tem que fazer a revolução da linguagem. El país. Disponível em: . Acesso em: 06 jan. 2020.


    Com base nos texto 01 e 02, responda à questão.

    Assinale a alternativa em que o termo grifado é objeto direto.
    Escolha uma alternativa para a questão 9a924138-f6
  • Linguagens

    Português

    Setembro tem recorde de calor e de gelo na Antártida


    O mês de setembro de 2012 foi o mais quente já registrado, dizem cientistas de uma agência governamental que estuda o clima e o oceano. A média da temperatura global dos continentes e dos oceanos no mês passado foi de 15,67º C ou 0,67º C acima da média geral do século XX. A temperatura média global nos continentes, em setembro, foi a terceira mais quente já registrada para esse mês.

    (http://goo.gl/HD7JP. Acesso: 29/10/2012. Adaptado.)


    No texto, os termos em negrito apresentam, respectivamente, os sentidos de

    Escolha uma alternativa para a questão 3e8d200a-00
  • Linguagens

    Português

    Texto (fragmento) pra questão.


    Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio

    E tivesse só o céu por cima e a água por baixo...

    Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro

    E que ele me batesse e me estimasse...

    Antes isso que ser o que atravessa a vida

    Olhando para trás de si e tendo pena... 

    O sentimento expresso nos últimos dois versos do fragmento acima transcrito remete a uma ideia de:
    Escolha uma alternativa para a questão 27882b77-c9
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    Português

    TEXTO 2

    Tempos ansiosos


    (1) Saber lidar com as preocupações se tornou uma característica desejada, porque a ansiedade foi relegada ao posto de vilã do mundo moderno. Apesar de ser essencial para a sobrevivência, ela ganhou o estigma de atrapalhar as relações pessoais, a competência no trabalho e todo tipo de situação delicada.

    “Se o candidato não consegue dominar a ansiedade na hora da seleção de emprego, já questionamos como ele agirá no ambiente de trabalho”, diz Adriana Vilela, analista de recursos humanos da RHBrasil, empesa que recruta candidatos para o mercado de trabalho. É muito comum, aliás, as pessoas reclamarem que são ansiosas demais e os especialistas chamarem os nossos tempos de “era da ansiedade”.

    (2) Mas essa noção de que vivemos numa época especialmente estressante é coisa ultrapassada, na verdade. A ideia de “era da ansiedade” nasceu antes da internet e do computador. Apareceu pela primeira vez em 1947, num poema do inglês Hugh Auden, que, desiludido com a humanidade depois da 2ª. Guerra Mundial, criticou o homem e sua busca sem sentido por significado.

    Desde então, há pelo menos uma obra por década que afirma que o ser humano está passando pelos tempos mais difíceis de sua história e que, coitados de nós, sofremos demais com a ansiedade.
    (Hueck, Karin. Sobre a ansiedade. Revista Superinteressante. São Paulo: Abril, nov. 2008. Adaptado)
    O Texto 2 atinge, preferencialmente, a área social própria:
    Escolha uma alternativa para a questão 96f51a07-d5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1


    A realidade da saúde no Brasil.


    (1) A crise da saúde no Brasil vem de longa data e continua presente. Frequentemente, nos deparamos com notícias de filas de pacientes nos hospitais públicos, além da falta de leitos, equipamentos etc. E, no meio da crise, está a população que precisa de atendimento, e estão os médicos que, quase sempre, atuam em condições precárias.
    (2) Independente do jogo de empurra-empurra, há escassez de recursos financeiros, materiais e humanos, para manter os serviços de saúde operando com eficiência. Problemas, como atraso no repasse dos pagamentos do Ministério da Saúde, baixos valores pagos pelo SUS aos procedimentos médico-hospitalares consolidam o entrave no setor. O mundo econômico da saúde é cruel. Segundo estatísticas oficiais, são gastos R$ 31 bilhões para cuidar de 35 milhões de segurados, enquanto todo o SUS, para suprir o direito à saúde de mais de 145 milhões de brasileiros, gasta quase a mesma quantia. Por essas razões, nos encontramos no 124º lugar no ranking da OMS em qualidade de saúde.
    (3) É difícil para qualquer especialista apontar apenas um motivo para tal crise. Mesmo com a evolução do contexto político-social pelo qual o Brasil passou, pouco mudou. Na realidade, em 500 anos de Brasil, independentemente do regime vigente, a saúde nunca ocupou lugar de destaque. Só se olhou atentamente para o setor quando certas epidemias representaram eminentes ameaças à sociedade.
    (4) É assim desde o Brasil Colônia, quando o país não dispunha de um modelo de atenção à saúde e nem mesmo do interesse em criá-lo, por parte do governo colonizador. As noções empíricas (a cargo dos curandeiros) eram a opção. Com a vinda da família real ao Brasil, se fez necessária a organização de uma estrutura sanitária mínima, capaz de dar suporte ao poder que se instalava no Rio de Janeiro. A carência de médicos no Brasil Colônia e no Brasil Império era enorme. Para se ter uma ideia, no Rio, em 1789, só existiam quatro médicos exercendo a profissão. Em outros estados, eram mesmo inexistentes, o que fez com que proliferassem pelo país os Boticários, a quem cabia a manipulação das fórmulas prescritas pelos médicos.
    (5) Veio a República, e o Brasil continuou o mesmo. No início do século passado, a cidade do Rio apresentava um quadro sanitário caótico, com doenças graves que acometiam a população, como varíola, malária e febre amarela. Isso gerou sérias consequências tanto para a saúde coletiva quanto para o comércio exterior, já que navios estrangeiros evitavam atracar no porto do Rio. Poderíamos escrever muito mais sobre o tema e chegaríamos à mesma conclusão: em pleno século XXI, no Brasil, pouco se evoluiu em política de saúde.
    (6) Dados do Conselho Federal de Medicina revelam que a má distribuição de médicos no país ainda persiste. São 65,9% deles atuando nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentra apenas cerca de 25% da população.
    (7) É a saúde continuando um sistema embrionário e contraditório, pois nos destacamos mundialmente por nossas pesquisas pioneiras, no combate a Aids, por exemplo, mas não conseguimos dar atendimento básico à maioria do povo.
    Disponível em: https://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/artigo/1466/a-realidadesaude-brasil.
    O Texto 1 apresenta argumentos relevantes, ou seja, fora da ‘obviedade’ da linguagem cotidiana, quando, por exemplo, afirma que:
    Escolha uma alternativa para a questão 8df7aac5-d5
  • Linguagens

    Português

    Leia o seguinte fragmento de O filho eterno, de Cristovão Tezza:

    É, talvez, ele refletirá logo depois, ainda em pânico, dando corda à sua rara vocação dramática, que agora lhe toma por inteiro, a pior sensação imaginável na vida – quase a mesma sensação terrível do momento em que o filho se revelou ao mundo, da qual ele jamais se recuperará completamente, repete-se agora ao espelho, com intensidade semelhante, mas não se trata mais do acaso.

    TEZZA, Cristovão. O filho eterno. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 94.

    Marque a alternativa CORRETA que expressa o momento no qual o narrador descobre a dependência que sentia pelo filho.
    Escolha uma alternativa para a questão a7ebb650-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o poema a seguir.

    TRISTE HORIZONTE

    Por que não vais a Belo Horizonte? a saudade cicia
    e continua branda: Volta lá.
    Tudo é belo e cantante na coleção de perfumes
    das avenidas que levam ao amor,
    nos espelhos de luz e penumbra onde se projetam
    os puros jogos de viver.
    Anda! Volta lá, volta já.

    E eu respondo, carrancudo: Não.
    Não voltarei para ver o que não merece ser visto,
    o que merece ser esquecido, se revogado não pode ser.
    Não o passado cor-de-cores fantásticas,
    Belo Horizonte sorrindo púbere núbil sensual sem malícia,
    lugar de ler os clássicos e amar as artes novas,
    lugar muito especial pela graça do clima
    e pelo gosto, que não tem preço,
    de falar mal do Governo no lendário Bar do Ponto.
    Cidade aberta aos estudantes do mundo inteiro, inclusive Alagoas,
    "maravilha de milhares de brilhos vidrilhos"
    mariodeandrademente celebrada.
    Não, Mário, Belo Horizonte não era uma tolice como as outras.
    Era uma provinciana saudável, de carnes leves pesseguíneas.
    Era um remanso, era um remanso
    para fugir às partes agitadas do Brasil
    sorrindo do Rio de Janeiro e de São Paulo: tão prafentrex, as duas!
    e nós lá: macio-amesendados
    na calma e na verde brisa irônica. . .

    Esquecer, quero esquecer é a brutal Belo Horizonte
    que se empavonava sobre o corpo crucificado da primeira.
    Quero não saber da traição de seus santos.
    Eles a protegiam, agora protegem-se a si mesmos.
    São José, no centro mesmo da cidade, explora estacionamento de automóveis.
    São José dendroclasta não deixa de pé sequer um pé-de-pau
    onde amarrar o burrinho numa parada no caminho do Egito.
    São José vai entrar feio no comércio de imóveis,
    vendendo seus jardins reservados a Deus.
    São Pedro instala supermercado.
    Nossa Senhora das Dores,
    amizade da gente na Floresta,
    (vi crescer sua igreja à sombra do Padre Artur)
    abre caderneta de poupança,
    lojas de acessórios para carros,
    papelaria, aviários, pães-de-queijo.

    Terão endoidecido esses meus santos
    e a dolorida mãe de Deus?
    Ou foi em nome deles que pastores
    deixam de pastorear para faturar?
    Não escutem a voz de Jeremias
    (e é o Senhor que fala por sua boa de vergasta):
    "Eu vos introduzi numa terra fértil,
    e depois de lá entrardes a profanastes.
    Ai dos pastores que perdem e despedaçam
    o rebanho de minha pastagem!
    Eis que os visitarei para castigar a esperteza de seus desígnios".

    Fujo
    da ignóbil visão de tendas obstruindo as alamedas do Senhor.
    Tento fugir da própria cidade, reconfortar-me
    em seu austero píncaro serrano.
    De lá verei uma longínqua, purificada Belo Horizonte
    sem escutar os rumos dos negócios abafando a litania dos fiéis.
    Lá o imenso azul desenha ainda as mensagens
    de esperança nos homens pacificados - os doces mineiros
    que teimam em existir no caos e no tráfico.
    Em vão tento a escalada.
    Cassetetes e revólveres me barram
    a subida que era alegria dominical de minha gente.
    Proibido escalar. Proibido sentir
    o ar de liberdade destes cimos,
    proibido viver a selvagem intimidade destas pedras
    que se vão desfazendo em forma de dinheiro.
    Esta serra tem dono. Não mais a natureza
    a governa. Desfaz-se, com o minério
    uma antiga aliança , um rito da cidade. Desiste ou leva bala. Encurralado todos,
    a Serra do Curral, os moradores
    cá embaixo. Jeremias me avisa:
    "Foi assolada toda a serra; de improviso
    derrubaram minhas tendas, abateram meus pavilhões.
    Vi os montes, e eis que tremiam.
    E todos os outeiros estremeciam.
    Olhei a terra, e eis que estava vazia,
    sem nada nada nada".

    Sossega minha saudade. Não me cicies outra vez
    o impróprio convite.
    Não quero mais, não quero ver-te,
    meu Triste Horizonte e destroçado amor.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. “Triste horizonte”. In: Estado de Minas, 2o caderno, p. 1, 15 ago. 1976.

    Em relação ao poema, analise as assertivas a seguir.

    I. Carlos Drummond de Andrade lamenta as perdas sofridas e anseia esquecer as discrepâncias entre a cidade de que se lembra afetivamente e a que se ergue diante de seu olhar.
    II. Pode-se dizer que o pacato e o efêmero, a tradição e a modernidade são contradições que foram registradas por Carlos Drummond de Andrade.
    III. O receio de Carlos Drummond de Andrade em retornar a Belo Horizonte se relaciona à inconformidade com as transformações que atravessaram a cidade.
    IV. Carlos Drummond de Andrade demonstra um receio de aceitar o convite de seu alterego de retornar à cidade de Belo Horizonte.

    Marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a7da27df-b6
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa em que o texto citado foi extraído da obra As Fantasias Eletivas, de Carlos Henrique Schroeder.
    Escolha uma alternativa para a questão 48a09fd7-f9
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente a tirinha a seguir para responder à questão.


     Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2017, Interpretação de Textos


    Fonte: SARMENTO, Leila Lanar. Português: literatura, gramática, produção de texto. São Paulo: Moderna, 2010. 

    Em relação à tirinha, analise as proposições a seguir:


    I. Pode-se dizer que, como o pai de Calvin não tem tempo para comparar tantas ofertas nos supermercados, ele se sente ansioso, irritado.
    II. Pode-se dizer que o pai de Calvin perturbou tanto o ambiente do supermercado, ao reclamar em voz alta sobre os produtos, que o gerente teve de intervir.
    III. Há, na tira, uma crítica velada ao consumismo que interfere na vida das pessoas, influenciando-as.


    Marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 22b5d817-f9
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2
    Falar difícil é falar bem?

    (1) A linguagem jurídica é tida, por muitas pessoas, como sinônimo de linguagem inacessível. Muitos de nós que lidamos com o Direito adoramos falar difícil, amamos usar expressões que quase ninguém entende, sentimos prazer em exibir expressões latinas de utilidade duvidosa. 
    (2) Naturalmente, toda ciência pressupõe uma terminologia própria, distinta do falar comum. Isso é compreensível e, em certa medida, esperado. “Invenção”, “tradição”, “confusão”, por exemplo, no Código Civil, são termos cujos sentidos diferem completamente do falar comum. Dizer que determinado juiz é “incompetente” não significa – ao contrário do que possa parecer a alguém não habituado com a linguagem processual – que o magistrado em questão não possua virtudes técnicas, mas apenas significa que ele não está habilitado, pelas regras processuais, a conhecer e julgar determinada causa.
    (3) A linguagem técnica, portanto, é imprescindível no falar jurídico, como de resto em qualquer ciência. Não é disso, contudo, que estamos falando. Queremos dizer que ficou no passado – no museu das ideias – a imagem que confunde erudição com linguagem empolada. 
    (4) Vivemos dias ágeis, velozes. Todos nós reclamamos da falta de tempo. Não faz sentido – como era bastante comum no século passado – petições “intermináveis”, com centenas de páginas. 
    (5) Todos nós temos, atualmente – estejamos ou não conscientes disso – um dever de concisão e clareza. Devemos, na medida do possível, ser concisos. Devemos, de igual modo, na medida do possível, ser claros. Um filósofo certa vez apontou: a clareza é a cortesia do escritor.
    (6) Não podemos esquecer que os destinatários das decisões judiciais são pessoas comuns, pessoas que não têm – nem se exige que tenham – formação jurídica. É de se esperar que eles entendam minimamente o que estamos dizendo. 
    (7) Não é belo nem sábio usar uma linguagem espalhafatosa diante de alguém que não consegue compreender o que está sendo dito. É possível, quase sempre, substituir palavras pretensiosas por expressões mais simples, sem perder o sentido técnico. Como resumiu, certa vez, um físico inglês: simplicidade é a coragem de abordar o essencial. 

    Felipe P. B. Netto. Disponível em: http://domtotal.com/artigo.php?artId=516. Acesso em 06/09/2017.
    No desenvolvimento do Texto 2, podemos perceber:

    1) uma alusão ao fato de que todas as ciências usam uma terminologia própria, distinta do falar comum das pessoas.
    2) um apelo para que o leitor saiba discernir entre linguagem erudita e linguagem extravagante e pretensiosa.
    3) o principio de que a linguagem adequada é aquela que se submete às condições do interlocutor previsto.
    4) a relevância e praticidade da linguagem clara e concisa, sem que seja afetada a sua pertinência técnica.
    5) uma avaliação depreciativa do uso de expressões latinas na linguagem comum de algumas áreas profissionais.

    Estão corretas as alternativas:
    Escolha uma alternativa para a questão f7ff8232-e3
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I.


    SEUS OLHOS

    Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,

    De vivo luzir,

    São meigos infantes, gentis, engraçados

    Brincando a sorrir.

                                  [...].

    Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,

    assim é que são.

    Às vezes luzindo, serenos, tranquilos,

    Às vezes vulcão!


    Às vezes oh! Sim, derramam tão fraco,

    Tão frouxo brilhar,

    Que a mim me parece que o ar lhe falece.

    E os olhos tão meigos, que o pranto umedece

    Me fazem chorar.”


    Dias, Gonçalves. Seus olhos. Disponível em:

    http://www.vidaempoesia.com.br/goncalvesdias.htm.

    Acesso em: 22 set.2016. Adaptado.



    TEXTO II.

    O GONDOLEIRO DO AMOR

    Teus olhos são negros, negros
    Como as noites sem luar...
    São ardentes, são profundos,
    Como o negrume do mar;
                      [...]
    Teu seio é vaga dourada
    Ao tíbio clarão da lua,
    Que, ao murmúrio das volúpias,
    Arqueja, palpita nua;

    Como é doce, em pensamento,
    Do teu colo no langor
    Vagar, naufragar, perder-se
    O Gondoleiro do amor!?
                       [...]
    Por isso eu te amo, querida,
    Quer no prazer, quer na dor...
    Rosa! Canto! Sombra! Estrela!
    Do Gondoleiro do amor.

    ALVES, Castro. In: Presença da Literatura Brasileira: D
    Romantismo ao Simbolismo. 9. ed. São Paulo: DIFEL, 198 p. 60-2..
    Adaptado.
    Pode-se inferir do texto II, exceto
    Escolha uma alternativa para a questão 910aa701-ff
  • Linguagens

    Português

    Cientistas descobrem o que passa pela cabeça dos animais

    (Alexandre Versignassi e Eduardo Szklarz)


        [...] Para começar a entender como funciona a inteligência em mentes que não são de Homo sapiens, temos que compreender como elas percebem o mundo. Para os humanos, uma rosa é uma flor romântica. Para um besouro, ela é um território de caça. Um leopardo mal percebe que as rosas existem. Um cachorro não vai ligar pra ela, a menos que ela contenha xixi de outro cachorro ou tenha sido tocada pelo dono. Aí sim, ele vai dar à rosa um montão de significados.

        “Enquanto somos seres visuais, os cães sentem a realidade com o focinho”, diz a psicóloga americana Alexandra Horowitz, especialista em comportamento animal. Ao cheirar um cafezinho, por exemplo, algumas pessoas conseguem saber se ele foi adoçado com uma colherinha de açúcar. Já um beagle consegue farejar uma colher de açúcar diluída numa quantidade de café equivalente a duas piscinas olímpicas.

        Assim, o universo dos cachorros é um extrato de cheiros diferentes. Talvez por isso eles não liguem para a própria imagem no espelho. Mesmo que não concluam que a imagem é a deles, não sentem nenhum cheiro diferente, então não interpretam como sendo outro cachorro. Esse supernariz também lhes confere a habilidade de um detetive. Graças aos odores que você exala e às células epiteliais que deixa pelo caminho, seu cão sabe quase tudo sobre você: por onde andou, que objetos tocou, o que comeu, se beijou alguém ou se correu um pouco. Exceto a comida, claro, ele não se interessa pelos outros dados. O olfato do cão é capaz até de rastrear doenças em humanos, como mostra um recente estudo da Universidade Kyushi, no Japão. O labrador Marine, de 8 anos, detectou câncer de intestino ao cheirar o hálito e as fezes de pacientes. Tumores de pele, pulmão e bexiga também já foram farejados por cães em estudos anteriores. Mas nem vem, cachorrada: nossa capacidade de ler placas lá longe na estrada deixaria vocês morrendo de inveja.

        [...] Golfinhos aprendem linguagens artificiais, como demonstrou o psicólogo Louis Herman, da Universidade do Havaí, EUA. Numa delas, palavras representadas por sons de computador formavam 2 mil frases. Quando os golfinhos ouviam “ESQUERDO BOLA BATER”, por exemplo, entendiam que era para bater na bola do lado esquerdo. E também compreendiam a ordem das palavras. Sabiam que o pedido “PRANCHA PESSOA ÁGUA” era para que levassem uma prancha a uma pessoa que estava na água. Já “PESSOA PRANCHA ÁGUA” era para levar a pessoa à prancha na água. Não existe diferença entre fazer isso e aprender um idioma. Ponto para os golfos.

        Mas talvez nem eles sejam páreo para Chaser, uma border collie. A cadela aprendeu o nome de mais de mil objetos - a maioria brinquedos, mas tudo bem. Seu dono, um psicólogo, já nem conta mais quantas palavras ela sabe. Agora ele prefere lhe ensinar rudimentos de gramática. Então estamos de acordo: certos animais, quando treinados, conseguem compreender parte da linguagem humana. [...] a ideia de que eles praticamente não se comunicam entre si morreu faz tempo. Até as abelhas fazem isso: elas dançam para informar a distância e a direção das fontes de alimentos.

        Golfinhos têm uma linguagem interna. Eles se comunicam por assobios e sinais corporais como saltos, tapas da cauda na água e fricção da mandíbula. Cada animal tem uma modulação única, o que lhe confere uma voz individual.

        Kathleen Dudzinski, diretora do Dolphin Communication Project, escuta esses animais há quase 20 anos com aparelhos que registram a frequência e as nuances de sua linguagem. Mas admite que ainda falta muito para decifrá-la, sobretudo porque golfinhos nadam rápido e é difícil captar uma conversa entre vários animais debaixo d’água. Além disso, cada sinal varia conforme o contexto. Com os humanos é igual: dependendo da situação, uma pessoa que levanta a mão aberta quer dizer “tchau”, “pare” ou “custa R$ 5”. [...]

        Golfinhos têm um lado sádico: se aproximam sorrateiramente de gaivotas que descansam na água, dão um caldo nelas e as liberam depois de mantê-las alguns segundos debaixo d’água, sofrendo.

        Mas o macaco rhesus, um primata asiático com jeito de babuíno, está aí para redimir seus colegas aquáticos. Num estudo da Universidade Northwestern, EUA, os macacos precisavam apertar um botão para ganhar comida. Mas sempre que eles faziam isso outros rhesus levavam um choque (de leve, mas um choque). Alguns macacos não se importaram. Mas com outros foi diferente. O psicólogo americano Frans De Wall conta melhor: “Um macaco parou de apertar o botão por 12 dias depois de ver outro levar choque. Ele estava morrendo de fome para não causar sofrimento aos outros”. Pois é. Não precisa ser gente para pensar, se emocionar ou aproveitar a vida. Nem para ser gente fina.

        [...]


    (Adaptado de http://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-descobrem-o-que-passapela-cabeca-dos-animais?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=f acebook&utm_campaign=redesabril_super)

    O terceiro parágrafo do texto apresentado, ao comparar o universo de leitura de mundo dos cães ao dos seres humanos, estabelece também uma relação de equivalência entre:
    Escolha uma alternativa para a questão 963cd9d0-e6
  • Linguagens

    Português

    Leia com atenção o fragmento do artigo “A rebelião, a cidade e a consciência”, de Mauro Luis Iasi, e responda à questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    IASI, Mauro Luis. A rebelião, a cidade e a consciência. In: MARICATO, Ermínia et al. (Orgs.). Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior, 2013. Adaptado

    De acordo com o texto “A rebelião, a cidade e a consciência”, pode-se concluir que nas cidades:

    ( ) sobressaem as individualidades em detrimento de uma coletividade consciente e proativa.

    ( ) os indivíduos retêm, subjugados pela ordem vigente, a sua lógica social como inalterável.

    ( ) as contrariedades fundem-se em redes simbólicas de ordem e repressão, mas também de desassossego e luta.

    Analise as proposições acima, coloque V para as verdadeiras e F para as falsas e marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 9dd9df38-b5
  • Linguagens

    Português

    Ao caracterizar determinada obra literária brasileira, assim se pronunciou o crítico Roberto Schwarz:

    “Entre a limitação do narrador e a inteligência de sua escrita o desacordo é total, e a conjunção é forçada. Este é o X estético do livro.” Adaptado.

    Costuma-se reconhecer que esse contraste entre a mentalidade estreita do narrador e a qualidade de sua prosa pode ser verificado também, não obstante as diferenças, sobretudo na seguinte obra:
    Escolha uma alternativa para a questão 4e6673c4-fd
  • Linguagens

    Português

    Assinale a opção que apresenta corretamente a análise crítica de Papeis avulsos, de Machado de Assis.
    Escolha uma alternativa para a questão 8ca9f4de-ef
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.


    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Católica de Pelotas 2015, Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Católica de Pelotas 2015, Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)

    Em “... e tínhamos ido ao lançamento do livro de um amigo no Leblon...” (linhas 42 - 43), o tempo verbal é
    Escolha uma alternativa para a questão bb2f9111-e2
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


         É uma das recordações mais desagradáveis que me fi caram: sujeito magro, de olho duro, aspecto tenebroso. Não me lembro de o ter visto sorrir. A voz áspera, modos sacudidos, ranzinza, impertinente, Fernando era assim. E junto a isso qualquer coisa de frio, úmido, viscoso, que me dava a absurda impressão de uma lesma vertebrada e muito rápida. [...]
         Essas noções me chegavam lentas e incompletas. Novo ainda, eu não entendia certas coisas. Entretanto, aquele indivíduo me causava arrepios. Sempre foi demasiado grosseiro comigo, e isto me levou a aceitar sem exame os boatos que circulavam a respeito dele. Acostumei-me a julgálo um bicho perigoso. E lendo no dicionário encarnado, onde existiam bandeiras de todos os países e retratos de personagens vultosas, que Nero tinha sido o maior dos monstros, duvidei. Maior que Fernando? A afirmação do livro me embaraçava. Como seria possível medir por dentro as pessoas? E senti pena de Nero, que nunca me havia feito mal. Fernando me atormentava e era péssimo. Talvez não fosse o pior monstro da Terra, mas era safadíssimo. O rosto de caneco amassado, a fala dura e impertinente, os resmungos, o olho oblíquo e cheio de fel, um jeito impudente e desgostoso, um ronco asmático findo em sopro, tudo me dava a certeza de que Fernando encerrava muito veneno. Se aquele sopro, rumor de caldeira, se transformava em palavras, saíam dali brutalidades. O sujeito se tornou para mim um símbolo — e pendurei nele todas as misérias.
    (RAMOS, Graciliano. Infância. Rio de Janeiro: Mediafashion, 2008. pp. 185-6.)
    Uma das características de uma narrativa de memória é a constante avaliação que o narrador realiza a partir das lembranças evocadas do passado. Tal característica se verifica em:
    Escolha uma alternativa para a questão 50b89730-df
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

    Imagem da questão de Português, Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário 2015, Interpretação de Textos

    O que o Texto 1 defende, em sua globalidade:
    Escolha uma alternativa para a questão 19c60d84-d5