Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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10.965 questões encontradas. Mostrando a página 20 de 549.

  • 51762C6A-47

    Português

    Morfologia - Verbos
    FAME · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    6-7.png (648×190)


    BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/163405308014/tirinha-original. Acesso em: 25 fev. 2025.

    No terceiro quadrinho, a escolha do tempo e do modo verbal empregado indica que
    Escolha uma alternativa para a questão 51762c6a-47
  • 517381FC-47

    Português

    Morfologia
    FAME · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    6-7.png (648×190)


    BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/163405308014/tirinha-original. Acesso em: 25 fev. 2025.

    Releia o trecho a seguir:



    “A gente procura por boas notícias...” 



    Assinale a alternativa em que a palavra em destaque tem, no contexto apresentado, a mesma classificação morfológica daquela em destaque no trecho acima.

    Escolha uma alternativa para a questão 517381fc-47
  • 5170E47D-47

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    ‘A Geração Ansiosa’ e a nova caverna de Platão



    Vício da geração Z, internet e as redes sociais são catalisadores para uma infância cada vez mais ansiosa, solitária e fragilizada



    Onde brincam as crianças? [“Where do the children play?”] perguntava‑se Cat Stevens, no rescaldo da contracultura, numa canção belíssima de crítica ao desenvolvimento técnico e ao crescimento econômico desenfreado. Entre muitas outras coisas, os versos de Stevens aludiam ao fuzuê urbano e à falta de espaço nas cidades. O tempo respondeu à pergunta de Stevens de maneira inusitada: elas brincam em seus celulares.



    [...]


    LEITE, J. G. P. ‘A Geração Ansiosa’ e a nova caverna de Platão. Carta Capital. Disponível em: https://www.cartacapital. com.br/opiniao/a-geracao-ansiosa-e-a-nova-caverna-de-platao/. Acesso em: 20 fev. 2025. [Fragmento]

    A escolha da palavra “fuzuê” reforça a intencionalidade comunicativa do texto porque
    Escolha uma alternativa para a questão 5170e47d-47
  • 516E4665-47

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    ‘A Geração Ansiosa’ e a nova caverna de Platão



    Vício da geração Z, internet e as redes sociais são catalisadores para uma infância cada vez mais ansiosa, solitária e fragilizada



    Onde brincam as crianças? [“Where do the children play?”] perguntava‑se Cat Stevens, no rescaldo da contracultura, numa canção belíssima de crítica ao desenvolvimento técnico e ao crescimento econômico desenfreado. Entre muitas outras coisas, os versos de Stevens aludiam ao fuzuê urbano e à falta de espaço nas cidades. O tempo respondeu à pergunta de Stevens de maneira inusitada: elas brincam em seus celulares.



    [...]


    LEITE, J. G. P. ‘A Geração Ansiosa’ e a nova caverna de Platão. Carta Capital. Disponível em: https://www.cartacapital. com.br/opiniao/a-geracao-ansiosa-e-a-nova-caverna-de-platao/. Acesso em: 20 fev. 2025. [Fragmento]

    A construção argumentativa no fragmento é reforçada pela
    Escolha uma alternativa para a questão 516e4665-47
  • 516BB3BE-47

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    3.png (321×399)

    Disponível em: https://mucuri.ba.gov.br/acontece-neste-sabado-20-o-dia-d-da-campanha-nacionalde-vacinacao-contra-a-poliomielite-e-multivacinacao/. Acesso em: 25 fev. 2025.


    A partir da escolha vocabular do cartaz, infere‑se que essa campanha busca
    Escolha uma alternativa para a questão 516bb3be-47
  • 5169279A-47

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    Mudança climática e a necessidade de diálogo intergeracional



    Estamos planejando o futuro olhando para o retrovisor. A crise climática gerou uma nova situação para toda a humanidade que não poderá ser resolvida com soluções antigas. Mesmo após diversas conferências sobre o clima, desde a Eco 92 até a COP30, […] os países tendem a concordar que são necessárias ações urgentes para combater a mudança climática e definem metas de redução da emissão de gases de efeito estufa, mas, na prática, o problema apenas se agrava. Por que isso ocorre?



    A incoerência entre o discurso de transição energética e a efetiva ação repousa no modelo tradicional baseado em crescimento econômico. Apesar de os países concordarem que reduzir, reutilizar e reciclar são aspectos fundamentais, na prática tal atitude desacelera a economia. Logo, não é colocada em prática de forma efetiva.



    O paradigma dos governantes mundiais, tanto os atuais quanto os das últimas décadas, visa estimular o consumo como forma de gerar mais empregos, o que é um raciocínio válido. Porém, não leva em consideração o impacto ao meio ambiente. Você é estimulado a consumir, descartar e, então, consumir novamente.



    As novas gerações, entretanto, têm uma consciência ambiental muito mais aflorada. Eles cresceram ouvindo falar das mudanças climáticas, estudaram na escola formas de economizar energia e, agora, estão sentindo na pele os efeitos das ondas de calor que assolam o país. A moderação ganha muito mais valor para essas pessoas do que o estímulo ao consumismo desenfreado. O lema “lucro acima de tudo” não tem eco entre elas.



    Para vencer essas dicotomias, a economia, como a conhecemos, precisa se reinventar. Na verdade, precisa circular. Um exemplo bem próximo dos consumidores é a importância da reciclagem, que gera um promissor mercado com receita e novos empregos, além de reduzir o lixo produzido pelas cidades. A coleta seletiva e os processos de triagem do lixo devem ser estimulados e aprimorados. Produtos reciclados devem ganhar mais espaço na economia do que produtos que utilizam matéria‑prima nova em sua fabricação.


    SHAYANI, Rafael Amaral. Mudança climática e a necessidade de diálogo intergeracional. Correio Braziliense. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/02/7067391mudanca-climatica-e-a-necessidade-de-dialogo-intergeracional. html. Acesso em: 28 fev. 2025. [Fragmento]

    Em sua argumentação, o autor sugere que a reciclagem pode ser uma
    Escolha uma alternativa para a questão 5169279a-47
  • 5164F32E-47

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    Mudança climática e a necessidade de diálogo intergeracional



    Estamos planejando o futuro olhando para o retrovisor. A crise climática gerou uma nova situação para toda a humanidade que não poderá ser resolvida com soluções antigas. Mesmo após diversas conferências sobre o clima, desde a Eco 92 até a COP30, […] os países tendem a concordar que são necessárias ações urgentes para combater a mudança climática e definem metas de redução da emissão de gases de efeito estufa, mas, na prática, o problema apenas se agrava. Por que isso ocorre?



    A incoerência entre o discurso de transição energética e a efetiva ação repousa no modelo tradicional baseado em crescimento econômico. Apesar de os países concordarem que reduzir, reutilizar e reciclar são aspectos fundamentais, na prática tal atitude desacelera a economia. Logo, não é colocada em prática de forma efetiva.



    O paradigma dos governantes mundiais, tanto os atuais quanto os das últimas décadas, visa estimular o consumo como forma de gerar mais empregos, o que é um raciocínio válido. Porém, não leva em consideração o impacto ao meio ambiente. Você é estimulado a consumir, descartar e, então, consumir novamente.



    As novas gerações, entretanto, têm uma consciência ambiental muito mais aflorada. Eles cresceram ouvindo falar das mudanças climáticas, estudaram na escola formas de economizar energia e, agora, estão sentindo na pele os efeitos das ondas de calor que assolam o país. A moderação ganha muito mais valor para essas pessoas do que o estímulo ao consumismo desenfreado. O lema “lucro acima de tudo” não tem eco entre elas.



    Para vencer essas dicotomias, a economia, como a conhecemos, precisa se reinventar. Na verdade, precisa circular. Um exemplo bem próximo dos consumidores é a importância da reciclagem, que gera um promissor mercado com receita e novos empregos, além de reduzir o lixo produzido pelas cidades. A coleta seletiva e os processos de triagem do lixo devem ser estimulados e aprimorados. Produtos reciclados devem ganhar mais espaço na economia do que produtos que utilizam matéria‑prima nova em sua fabricação.


    SHAYANI, Rafael Amaral. Mudança climática e a necessidade de diálogo intergeracional. Correio Braziliense. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/02/7067391mudanca-climatica-e-a-necessidade-de-dialogo-intergeracional. html. Acesso em: 28 fev. 2025. [Fragmento]

    Segundo o articulista, o combate à crise climática perpassa um contexto de
    Escolha uma alternativa para a questão 5164f32e-47
  • 2760B5AA-32

    Português

    Pontuação
    UFU-MG · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    O uso ou o não uso de vírgula(s) muda o sentido do que é escrito. Assinale a alternativa em que, com a exclusão de vírgula(s), altera-se a ênfase da proposição, mas não o sentido. 
    Escolha uma alternativa para a questão 2760b5aa-32
  • 275E4721-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Captura_de tela 2025-05-16 133638.png (430×414)


    Disponível em:://www.camarauberlandia.mg.gov.br/imprensa/noticias/campanha-antirrabica-vai-ate-dia-10-de-agosto. Acesso em: 07 fev. 2025.


    Nesse cartaz, o qual faz parte de uma Campanha de Vacinação Antirrábica, observa-se a predominância da função de linguagem 
    Escolha uma alternativa para a questão 275e4721-32
  • 27525BCC-32

    Português

    Morfologia
    UFU-MG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
        Millôr Fernandes define democracia da seguinte forma.


        Democracia é um (I) político burro montado num (II) burro político. Os dois pensam (?) completamente diferente, mas acabam indo pro mesmo lugar: o preferido do burro. E não me pergunte qual deles.

    FERNADES, M. Millôr definitivo: a bíblia do caos. Porto Alegre: L e PM, 2002. p. 146.


        Percebe-se que a definição ocorre por meio de um jogo de palavras que estão destacadas em negrito. É INCORRETO considerar que  
    Escolha uma alternativa para a questão 27525bcc-32
  • 27478267-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto1


    Amor é fogo que arde sem se ver,

    é ferida que dói, e não se sente;

    é um contentamento descontente,

    é dor que desatina sem doer.


    É um não querer mais que bem querer;

    é um andar solitário entre a gente;

    é nunca contentar-se de contente;

    é um cuidar que ganha em se perder.


    É querer estar preso por vontade;

    é servir a quem vence, o vencedor;

    é ter com quem nos mata, lealdade.


    Mas como causar pode seu favor

    nos corações humanos amizade,

    se tão contrário a si é o mesmo amor

    Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fun damental/lingua-porguesa-estudo-do-texto-poeticointroducao-ao-soneto/. Acesso em: 07 fev. 2025.


    Texto 2


    O amor é o fogo que arde sem se ver

    É ferida que dói e não se sente

    É um contentamento descontente

    É dor que desatina sem doer


    Ainda que eu falasse a língua dos homens

    E falasse a língua dos anjos

    Sem amor eu nada seria


    É um não querer mais que bem querer

    É solitário andar por entre a gente

    É um não contentar-se de contente

    É cuidar que se ganha em se perder


    É um estar-se preso por vontade

    É servir a quem vence, o vencedor

    É um ter com quem nos mata a lealdade

    Tão contrário a si é o mesmo amor 

    Disponível em: http://letras.mus.br/legiao-urbana/22490/. Acesso em: 07 fev. 2025. (Fragmento)


    O Texto 1 é um famoso soneto de Luís Vaz de Camões. O Texto 2, por sua vez, é um fragmento da letra da música “Monte Castelo”, composta por Renato Russo, na qual se evidencia a presença de
    Escolha uma alternativa para a questão 27478267-32
  • 273C33DF-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
        Ocorreu-me compor umas certas regras para uso dos que frequentam bondes. O desenvolvimento que tem tido entre nós esse meio de locomoção, essencialmente democrático, exige que ele não seja deixado ao puro capricho dos passageiros. Não posso dar aqui mais do que alguns extratos do meu trabalho; basta saber que tem nada menos de setenta artigos. Vão apenas dez. ART. I Dos encatarroados

    Os encatarroados podem entrar nos bondes com a condição de não tossirem mais de três vezes dentro de uma hora, e no caso de pigarro, quatro. Quando a tosse for tão teimosa, que não permita esta limitação, os encatarroados têm dois alvitres: ou irem a pé, que é bom exercício, ou meterem-se na cama. Também podem ir tossir para o diabo que os carregue.


    Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/texto/regra-para-uso-dos-bondes/index.html. Acesso em: 07 fev. 2025. (Fragmento)


    O autor, no primeiro parágrafo, afirma que compôs setenta regras para uso dos bondes. Infere-se, pelo texto, que o objetivo dele foi 
    Escolha uma alternativa para a questão 273c33df-32
  • 272E6566-32

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o recorte do artigo a seguir para responder à questão.


        Tem dias em que ele só aceita comer a comida se for no prato azul. Em outros, ele não quer comer. Daí ele pede para ver TV ou usar o iPad, mas bem na hora de dormir. E quando ouve "não" dos pais, começa a bater e atirar os brinquedos longe, chora desesperadamente e se joga no chão. Depois, ele reluta em entrar no banho e, quando entra, reluta em sair.
        
        Birras e situações desse tipo se tornam rotina na vida de pais de crianças que se aproximam dos dois anos de idade, quando começa a fase apelidada de "adolescência dos bebês".

        E eis que esses pais, que estavam se acostumando a um bebê que aceitava quase tudo passivamente, se veem surpreendidos por uma criança cheia de vontades e pronta para abrir o berreiro ao ser contrariada.

        A boa notícia é que isso não só é normal, mas uma parte crucial do desenvolvimento da criança. E o aprendizado que ela terá nessa idade ajudará a moldar a forma como ela lida com seus sentimentos na vida adulta.

        A segunda boa notícia é que há muitas formas inteligentes de lidar com esses comportamentos, desde que os pais se armem de estratégias e de (muita!) paciência.


    Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c983d18pqmmo. Acesso em: 07 fev. 2025.(Fragmento)


    Com base no texto, considera-se que crianças com dois anos de idade fazem birra porque
    Escolha uma alternativa para a questão 272e6566-32
  • 1ED85065-E3

    Português

    Pontuação
    IF-PE · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    A questão refere-se ao texto a seguir.

    No dia em que o gato falou

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

          A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

         — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

        A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
       
        — Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

        Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

         — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

         Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

        O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

         — Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


    Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


    FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
    Analise o uso das vírgulas no período a seguir.


    Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo: — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.


    Considerando o uso de vírgulas no português escrito padrão,
    Escolha uma alternativa para a questão 1ed85065-e3
  • 1ED59C3F-E3

    Português

    Morfologia - Pronomes
    IF-PE · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    A questão refere-se ao texto a seguir.

    No dia em que o gato falou

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

          A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

         — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

        A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
       
        — Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

        Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

         — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

         Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

        O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

         — Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


    Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


    FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
    Leia o trecho a seguir.


    O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu experimento científico, a dama gentil e senil procurou forçá-lo [1]. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateu-lhe [2] mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou.


    No trecho, os pronomes 1 e 2 
    Escolha uma alternativa para a questão 1ed59c3f-e3
  • 1ED2B855-E3

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    IF-PE · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    A questão refere-se ao texto a seguir.

    No dia em que o gato falou

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

          A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

         — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

        A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
       
        — Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

        Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

         — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

         Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

        O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

         — Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


    Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


    FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
    São palavras acentuadas pelas regras das oxítonas:
    Escolha uma alternativa para a questão 1ed2b855-e3
  • 1ED01C7D-E3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    A questão refere-se ao texto a seguir.

    No dia em que o gato falou

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

          A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

         — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

        A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
       
        — Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

        Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

         — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

         Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

        O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

         — Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


    Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


    FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
    Considerando o contexto de uso, em “[…] um papagaio cretino mas parlapatão […]”, a expressão significa que o papagaio é:
    Escolha uma alternativa para a questão 1ed01c7d-e3
  • 1ECD5DAC-E3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    A questão refere-se ao texto a seguir.

    No dia em que o gato falou

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

          A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

         — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

        A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
       
        — Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

        Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

         — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

         Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

        O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

         — Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


    Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


    FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
    A moral do texto apresenta, a partir da história contada, uma
    Escolha uma alternativa para a questão 1ecd5dac-e3
  • 1ECA2316-E3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PE · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, analise o trecho a seguir.


    Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateu-lhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia do estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

    — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

    No trecho, a conjunção “porém” pode ser substituída, sem causar alteração de sentido, por
    Escolha uma alternativa para a questão 1eca2316-e3
  • 1EC73DBF-E3

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    IF-PE · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, analise o trecho a seguir.


    Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateu-lhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia do estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

    — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

    A conjunção “Mas”, em destaque no trecho, liga
    Escolha uma alternativa para a questão 1ec73dbf-e3