Ainda que eu falasse a língua dos homens

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Enunciado

Texto1


Amor é fogo que arde sem se ver,

é ferida que dói, e não se sente;

é um contentamento descontente,

é dor que desatina sem doer.


É um não querer mais que bem querer;

é um andar solitário entre a gente;

é nunca contentar-se de contente;

é um cuidar que ganha em se perder.


É querer estar preso por vontade;

é servir a quem vence, o vencedor;

é ter com quem nos mata, lealdade.


Mas como causar pode seu favor

nos corações humanos amizade,

se tão contrário a si é o mesmo amor

Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fun damental/lingua-porguesa-estudo-do-texto-poeticointroducao-ao-soneto/. Acesso em: 07 fev. 2025.


Texto 2


O amor é o fogo que arde sem se ver

É ferida que dói e não se sente

É um contentamento descontente

É dor que desatina sem doer


Ainda que eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua dos anjos

Sem amor eu nada seria


É um não querer mais que bem querer

É solitário andar por entre a gente

É um não contentar-se de contente

É cuidar que se ganha em se perder


É um estar-se preso por vontade

É servir a quem vence, o vencedor

É um ter com quem nos mata a lealdade

Tão contrário a si é o mesmo amor 

Disponível em: http://letras.mus.br/legiao-urbana/22490/. Acesso em: 07 fev. 2025. (Fragmento)


O Texto 1 é um famoso soneto de Luís Vaz de Camões. O Texto 2, por sua vez, é um fragmento da letra da música “Monte Castelo”, composta por Renato Russo, na qual se evidencia a presença de

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Resposta Bintertextualidade, pois o autor do segundo texto referencia o primeiro texto contribuindo para formação do significado.

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