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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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Resultados: 10.965 questões

Página 130 de 549

  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, IF-SP 2013, Interpretação de Textos

    O conteúdo desse texto é fortemente influenciado pela ideologia defendida pelo autor. Assinale a alternativa que melhor representa esse conteúdo.
    Escolha uma alternativa para a questão 3d768e18-26
  • Linguagens

    Português

    Quanto à organização do texto teatral ou dramático, ao seu desenvolvimento e ao tipo de público a que se dirige, verifca-se que a obra Lisbela e o Prisioneiro
    Escolha uma alternativa para a questão 3d862db7-0e
  • Linguagens

    Português

    Texto 
    A garagem de casa 
    Imagem da questão de Português, UECE 2015, Coesão e coerência
    (Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto adaptado com o acréscimo do título.)

    A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso, conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por comentário feito pelo próprio Bandeira.
    Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua narrativa ficcional, o seu romance.
    Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar memória biográfica e ficção”. 
    Atente às afirmações sobre o processo referencial que se realiza nas primeiras linhas do texto.

    I. A expressão referencial “ladrões de livros” (linha 2) é retomada pela expressão anafórica “adeptos da literatura” (linhas 5).
    II. A expressão referencial “os indivíduos que ali se abrigam da chuva ou do sol a pino de verão” (linha 5-7) é retomada anaforicamente pela expressão “Esses desocupados” (linha 7).
    III. No texto, o adjetivo “desocupados” (linha 7) tem forte teor argumentativo, isto é, tem força para influenciar o leitor.

    Está correto apenas o que se diz em
    Escolha uma alternativa para a questão 3d8ea4b1-b8
  • Linguagens

    Português

    Texto 
    A garagem de casa 
    Imagem da questão de Português, UECE 2015, Artigos
    (Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto adaptado com o acréscimo do título.)

    A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso, conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por comentário feito pelo próprio Bandeira.
    Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua narrativa ficcional, o seu romance.
    Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar memória biográfica e ficção”. 
    Considere a expressão “a garagem de casa” (linha 2) e o que se diz sobre ela.

    I. O emprego do vocábulo casa sem a determinação do artigo definido, como acontece no texto, indica que a casa é da pessoa que fala.

    II. A introdução do artigo definido antes do substantivo casa – garagem da casa – indicaria não só que o falante não é o proprietário da casa, ou pelo menos não a habita, mas também que o referente casa, representado no texto pelo vocábulo casa, já aparecera no texto, portanto não seria novo para o leitor.

    III. A introdução do artigo indefinido um antes do substantivo casa – garagem de uma casa – indicaria que o referente casa, representado pelo vocábulo casa, ainda não aparecera no texto, portanto seria novo para o leitor.

    Está correto o que se diz em
    Escolha uma alternativa para a questão 3d9203a6-b8
  • Linguagens

    Português

    Texto 
    A garagem de casa 
    Imagem da questão de Português, UECE 2015, Interpretação de Textos
    (Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto adaptado com o acréscimo do título.)

    A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso, conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por comentário feito pelo próprio Bandeira.
    Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua narrativa ficcional, o seu romance.
    Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar memória biográfica e ficção”. 
    O texto começa com o enunciado – “Com o portão enguiçado, e num convite a ladrões de livros, a garagem de casa lembra uma biblioteca pública permanentemente aberta para a rua” (linhas 1-4). Escolha a opção INCORRETA em relação a esse enunciado.
    Escolha uma alternativa para a questão 3d966c52-b8
  • Linguagens

    Português

    Texto 
    A garagem de casa 
    Imagem da questão de Português, UECE 2015, Advérbios
    (Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto adaptado com o acréscimo do título.)

    A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso, conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por comentário feito pelo próprio Bandeira.
    Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua narrativa ficcional, o seu romance.
    Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar memória biográfica e ficção”. 
    Atente ao enunciado: “Mas não são adeptos de literatura os indivíduos que ali se abrigam da chuva ou do sol a pino de verão”. (linhas 4-7) Indique a opção correta em relação ao enunciado.
    Escolha uma alternativa para a questão 3d9b0743-b8
  • Linguagens

    Português

    Texto 
    A garagem de casa 
    Imagem da questão de Português, UECE 2015, Interpretação de Textos
    (Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto adaptado com o acréscimo do título.)

    A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso, conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por comentário feito pelo próprio Bandeira.
    Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua narrativa ficcional, o seu romance.
    Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar memória biográfica e ficção”. 
    O substantivo “convite” (linha 2) tem, no texto, o mesmo sentido que tem no enunciado seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão 3d9f340c-b8
  • Linguagens

    Português

    Texto 
    A garagem de casa 
    Imagem da questão de Português, UECE 2015, Interpretação de Textos
    (Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto adaptado com o acréscimo do título.)

    A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso, conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por comentário feito pelo próprio Bandeira.
    Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua narrativa ficcional, o seu romance.
    Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar memória biográfica e ficção”. 
    “Num reduto de literatura tão sortida, como bem sabem os habitués de sebos, fascina a perspectiva de por puro acaso dar com um livro bom.” (linhas 16-19) Atente ao que se diz sobre o excerto transcrito acima.

    I. A expressão “os habitués de sebos” significa “aqueles que habitam lugares sujos e sebosos”.
    II. Com a expressão “literatura tão sortida”, o enunciador quer dizer que, naquele recinto, havia não só grande quantidade de livros, mas livros variados: talvez até de nacionalidades diferentes e de assuntos diversos.
    III. Há, nesse excerto, elementos que indicam ser o enunciador um amante dos livros.

    Está correto o que se diz em
    Escolha uma alternativa para a questão 3da569ef-b8
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2009, Interpretação de Textos Para melhor compreensão da tira, o leitor precisa reconhecer alguns elementos implícitos. O fragmento que torna mais evidente essa necessidade é:
    Escolha uma alternativa para a questão 3da9d1fa-be
  • Linguagens

    Português

    Texto 
    A garagem de casa 
    Imagem da questão de Português, UECE 2015, Interpretação de Textos
    (Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto adaptado com o acréscimo do título.)

    A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso, conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por comentário feito pelo próprio Bandeira.
    Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua narrativa ficcional, o seu romance.
    Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar memória biográfica e ficção”. 
    Considerando o texto como um todo, o enunciado “E não costumo perder tempo com livros que ele nem sequer abriu” (linhas 37-38) indica que o enunciador
    Escolha uma alternativa para a questão 3daa1195-b8
  • Linguagens

    Português

    Texto 
    A garagem de casa 
    Imagem da questão de Português, UECE 2015, Advérbios
    (Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto adaptado com o acréscimo do título.)

    A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso, conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por comentário feito pelo próprio Bandeira.
    Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua narrativa ficcional, o seu romance.
    Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar memória biográfica e ficção”. 
    “Ou by serendipity, como dizem os ingleses quando na caça a um tesouro se tem a felicidade de deparar com outro bem, mais precioso ainda.” (linhas 19-22) Leia o que se diz sobre o enunciado acima.

    I. Estaria de acordo com os ensinamentos da gramática normativa o acréscimo de duas vírgulas ao enunciado: Ou by serendipity, como dizem os ingleses quando, na caça a um tesouro, se tem a felicidade de deparar com outro bem, mais precioso ainda.
    II. A regra que ampara o emprego das vírgulas acrescentadas é a seguinte: Separa-se com vírgulas o adjunto adverbial deslocado ou intercalado.
    III. Haveria diferença de sentido e de classe gramatical se mudássemos a posição da vírgula em “a felicidade de deparar com outro bem, mais precioso ainda”, que passaria a “felicidade de deparar com outro, bem mais precioso ainda”. Na estrutura do texto, bem é um substantivo, e a expressão tem o seguinte sentido: deparar com outra coisa que não é um tesouro, porém é mais precioso do que um tesouro. Na estrutura modificada – com outro, bem mais precioso ainda”, bem seria um advérbio, e a expressão teria o seguinte sentido: deparar com outro tesouro bem mais precioso do que aquele que se procurava.

    Está correto o que se diz em
    Escolha uma alternativa para a questão 3dae34d2-b8
  • Linguagens

    Português

    AMAR

    Que pode uma criatura senão,

    Entre criaturas, amar?

    Amar e esquecer, amar e malamar,

    Amar, desamar, amar?

    Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

    Que pode, pergunto, o ser amoroso,

    Sozinho, em rotação universal, senão

    Rodar também, e amar?

    Amar o que o mar traz à praia,

    O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,

    É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

    Amar solenemente as palmas do deserto,

    O que é entrega ou adoração expectante,

    E amar o inóspito, o áspero,

    Um vaso sem flor, um chão de ferro,

    E o peito inerte, e a rua vista em sonho,

    E uma ave de rapina.

    Este o nosso destino: Amor sem conta,

    Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,

    Doação ilimitada a uma completa ingratidão,

    E na concha vazia do amor à procura medrosa,

    Paciente, de mais e mais amor.

    Amar a nossa falta mesma de amor,

    E na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito,

    e a sede infinita.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Amar se aprende amando. Rio de Janeiro: Record, 1985.
    No verso inicial, o eu lírico pergunta: “Que pode uma criatura senão, / Entre criaturas, amar?”. Identifique o valor semântico do termo em destaque nesse contexto e a melhor paráfrase para ele:
    Escolha uma alternativa para a questão 3db1b4d0-c4
  • Linguagens

    Português

    Texto 
    A garagem de casa 
    Imagem da questão de Português, UECE 2015, Análise sintática
    (Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto adaptado com o acréscimo do título.)

    A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso, conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por comentário feito pelo próprio Bandeira.
    Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua narrativa ficcional, o seu romance.
    Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar memória biográfica e ficção”. 
    “Esses desocupados matam o tempo jogando porrinha, ou lendo os jornais velhos que mamãe amontoa num canto, sentados nos degraus do escadote com que ela alcança as prateleiras altas.” (linhas 7-11) Escreva V quando o que se disser do excerto for verdadeiro, e F quando for falso.

    ( ) Quando se lê o enunciado transcrito, não fica bem clara a relação sintática da oração “sentados nos degraus do escadote...” com os outros termos do enunciado: se ela se liga a “esses desocupados”, ou a “os jornais velhos que mamãe amontoa num canto”. A esse tipo de relação, que confunde o leitor, chama-se ambiguidade semântica.
    ( ) A vírgula usada depois do substantivo “canto” não diminui a confusão que ocorre no trecho.
    ( ) Somente o conhecimento dos traços semânticos (ou de significação) dos substantivos “desocupados” e “jornais” pode esclarecer o verdadeiro sentido do enunciado.
    ( ) Poder-se-ia reestruturar o enunciado de modo a eliminar esse problema: Sentados nos degraus do escadote com que mamãe alcança as prateleiras altas, esses desocupados matam o tempo jogando porrinha, ou lendo os jornais velhos que ela amontoa num canto.

    Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
    Escolha uma alternativa para a questão 3db5514a-b8
  • Linguagens

    Português

    AMAR

    Que pode uma criatura senão,

    Entre criaturas, amar?

    Amar e esquecer, amar e malamar,

    Amar, desamar, amar?

    Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

    Que pode, pergunto, o ser amoroso,

    Sozinho, em rotação universal, senão

    Rodar também, e amar?

    Amar o que o mar traz à praia,

    O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,

    É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

    Amar solenemente as palmas do deserto,

    O que é entrega ou adoração expectante,

    E amar o inóspito, o áspero,

    Um vaso sem flor, um chão de ferro,

    E o peito inerte, e a rua vista em sonho,

    E uma ave de rapina.

    Este o nosso destino: Amor sem conta,

    Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,

    Doação ilimitada a uma completa ingratidão,

    E na concha vazia do amor à procura medrosa,

    Paciente, de mais e mais amor.

    Amar a nossa falta mesma de amor,

    E na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito,

    e a sede infinita.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Amar se aprende amando. Rio de Janeiro: Record, 1985.
    Em “Amar o que o mar traz à praia, / O que ele sepulta…”, o termo “que”, em destaque, exerce, respectivamente em suas duas ocorrências, a função sintática de: 
    Escolha uma alternativa para a questão 3db7a6da-c4
  • Linguagens

    Português

    Texto 
    A garagem de casa 
    Imagem da questão de Português, UECE 2015, Coesão e coerência
    (Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto adaptado com o acréscimo do título.)

    A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso, conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por comentário feito pelo próprio Bandeira.
    Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua narrativa ficcional, o seu romance.
    Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar memória biográfica e ficção”. 
    Entre as linhas 11 e 14, lê-se “Já quando fazem o obséquio de me liberar o espaço, de tempos em tempos entro para olhar as estantes onde há de tudo um pouco”. Atente ao que se diz sobre a expressão “Já quando”.

    I. Essa expressão dá, à oração que inicia, o valor semântico de tempo.

    II. “Já” acrescenta à oração um caráter de comparação, cujo elemento comparado vem implícito no texto: (Os desocupados enchem o recinto de tal maneira que me impedem de aproximar-me das estantes). “ Já quando fazem o obséquio de me liberar o espaço, de tempos em tempos entro para olhar as estantes onde há de tudo um pouco”. Comparam-se duas situações: o que acontece quando os desocupados não dão espaço para o enunciador passar, e o que acontece quando lhe dão esse espaço. Quando não dão, ele não se aproxima das estantes; quando dão, ele entra “para olhar as estantes”.
    III. Omitindo-se o “Já”, a oração nada perderia: nem no plano semântico nem no plano estilístico-expressivo.

    Está correto o que se diz em
    Escolha uma alternativa para a questão 3db84873-b8
  • Linguagens

    Português

    AMAR

    Que pode uma criatura senão,

    Entre criaturas, amar?

    Amar e esquecer, amar e malamar,

    Amar, desamar, amar?

    Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

    Que pode, pergunto, o ser amoroso,

    Sozinho, em rotação universal, senão

    Rodar também, e amar?

    Amar o que o mar traz à praia,

    O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,

    É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

    Amar solenemente as palmas do deserto,

    O que é entrega ou adoração expectante,

    E amar o inóspito, o áspero,

    Um vaso sem flor, um chão de ferro,

    E o peito inerte, e a rua vista em sonho,

    E uma ave de rapina.

    Este o nosso destino: Amor sem conta,

    Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,

    Doação ilimitada a uma completa ingratidão,

    E na concha vazia do amor à procura medrosa,

    Paciente, de mais e mais amor.

    Amar a nossa falta mesma de amor,

    E na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito,

    e a sede infinita.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Amar se aprende amando. Rio de Janeiro: Record, 1985.
    Qual tese sobre o amor é defendida no poema?

    Considere, entre outros, os trechos: “Amar o que o mar traz à praia, / o que ele sepulta…”, “amar o inóspito, o áspero…”, “Doação ilimitada a uma completa ingratidão” e “Amar a nossa falta mesma de amor”. 
    Escolha uma alternativa para a questão 3dba67be-c4
  • Linguagens

    Português

    Texto 
    O conhecimento
    Figura 1 de 2 da questão de Português, UECE 2015, Coesão e coerência
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UECE 2015, Coesão e coerência
    (Galliano. O método científico: teoria e prática.
    Editora Harper& Row do Brasil Ltda. São Paulo:
    1979. p. 16-17.)
    Observe as relações entre os elementos do primeiro parágrafo.

    I. O “Estes” (linha 49) aponta para “os animais inferiores” (linhas 48-49).
    II. O “isso” de “além disso” (linha 50) refere-se à oração “Estes apenas esforçam-se pela vida” (linhas 49-50), resumindo-a.
    III. O substantivo “realidade” não é retomado por nenhuma anáfora.

    Está correto o que se diz apenas em
    Escolha uma alternativa para a questão 3dbca031-b8
  • Linguagens

    Português

    AMAR

    Que pode uma criatura senão,

    Entre criaturas, amar?

    Amar e esquecer, amar e malamar,

    Amar, desamar, amar?

    Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

    Que pode, pergunto, o ser amoroso,

    Sozinho, em rotação universal, senão

    Rodar também, e amar?

    Amar o que o mar traz à praia,

    O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,

    É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

    Amar solenemente as palmas do deserto,

    O que é entrega ou adoração expectante,

    E amar o inóspito, o áspero,

    Um vaso sem flor, um chão de ferro,

    E o peito inerte, e a rua vista em sonho,

    E uma ave de rapina.

    Este o nosso destino: Amor sem conta,

    Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,

    Doação ilimitada a uma completa ingratidão,

    E na concha vazia do amor à procura medrosa,

    Paciente, de mais e mais amor.

    Amar a nossa falta mesma de amor,

    E na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito,

    e a sede infinita.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Amar se aprende amando. Rio de Janeiro: Record, 1985.
    No verso “Amar a nossa falta mesma de amor”, que figura de linguagem se destaca e qual o seu efeito de sentido principal? 
    Escolha uma alternativa para a questão 3dbd4dc8-c4
  • Linguagens

    Português

    Texto 
    O conhecimento
    Figura 1 de 2 da questão de Português, UECE 2015, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UECE 2015, Interpretação de Textos
    (Galliano. O método científico: teoria e prática.
    Editora Harper& Row do Brasil Ltda. São Paulo:
    1979. p. 16-17.)
    Abaixo, há algumas afirmações sobre o texto. Escreva V para o que for verdadeiro e F para o que for falso.

    ( ) No texto, o vocábulo inferiores (linha 49) foi usado como sinônimo de irracional.
    ( ) No processo do acúmulo do conhecimento, o homem prejudica a natureza.
    ( ) As necessidades do homem crescem à medida que aumentam seus conhecimentos.
    ( ) O conhecimento científico dispensa o experimento.
    ( ) O conhecimento científico é relativo; depende das condições da época em que se dá.
    ( ) Dizer que o conhecimento é um processo (linha 58) equivale a dizer que o conhecimento é histórico (linha 89).

    Está correta, de cima para baixo, a sequência seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão 3dc1ef3d-b8
  • Linguagens

    Português

    “A vacina é considerada por especialistas como uma das maiores descobertas da ciência. No século 19, pouco depois da criação da primeira vacina, a expectativa de vida mundial não passava de 32 anos. Atualmente, com imunizantes contra dezenas de doenças à disposição da população, esse número é de 72,6 anos. Gabriel Orlando, historiador e educador do Museu Histórico do Instituto Butantan, enfatiza que, além de mortes, as doenças podem ocasionar problemas de saúde futuramente. Um exemplo das consequências benéficas da vacinação é a varíola, doença que matou mais de 300 milhões de pessoas no século 20 e foi erradicada em 1980. A OMS estima que mais de cinco milhões de vidas são salvas anualmente com a extinção da doença devido à vacinação, com a economia de mais de US$ 1 bilhão por ano. Ao contrário da varíola – um problema já do passado –, o sarampo é um problema do presente, mesmo que já exista um imunizante seguro e eficaz. Antes da vacina ser aplicada em massa a partir de 1963, a doença causava cerca de 2,6 milhões de mortes por ano no mundo. Em 2017, foram 110 mil óbitos no mundo, a maioria de crianças com menos de cinco anos. Em 2019, uma queda na cobertura vacinal contra a doença ocasionou um aumento no número de mortes, que foi de 207 mil mortes, também atingindo majoritariamente crianças.”

    Adaptado de “O mundo antes e depois das vacinas”, Portal do Butantan, 14/03/2022. Disponível em <https://butantan.gov.br/noticias/o-mundoantes-e-depois-das-vacinas-a-historia-comprova-que-o-caminho-para-aerradicacao-de-doencas-e-a-imunizacao>


    Assinale a alternativa incorreta sobre a história da vacinação e da saúde na Idade Contemporânea:
    Escolha uma alternativa para a questão 3dc45008-c4