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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
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Resultados: 10.965 questões

Página 385 de 549

  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEPB 2011, Colocação Pronominal

    Em “- É, sua fisionomia não me é estranha. [...]” (linha 4), é correto afirmar que:


    I - A ocorrência da próclise é similar à frequência de uso em textos informais falados e escritos.

    II - O uso da próclise se deve à exigência de um atrator que justifica essa ocorrência.

    III - O pronome oblíquo exerce no contexto uma função sintática completiva verbal.

    IV - O atributo “estranha” exerce função de predicativo em relação ao objeto indireto.


    Analise as proposições e marque a alternativa que apresenta a(s) correta(s).
    Escolha uma alternativa para a questão b7bb461c-e0
  • Linguagens

    Português

    A questão têm como base a charge abaixo:


    Imagem da questão de Português, Centro universitário FAG 2014, Coesão e coerência

    http://tirasdemafalda.tumblr.com/ 

    No 3º quadrinho, a expressão “a gente” refere-se:
    Escolha uma alternativa para a questão b7be063f-e1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEPB 2011, Interpretação de Textos

    Em relação à tira, pode-se afirmar:


    I - A professora se insere numa esfera ideológica, causando ao seu interlocutor um “silenciamento” momentâneo, e impede a construção de sentido ao que lhe foi atribuído.

    II - O humor da tira se estabelece na quebra de expectativa, em relação à negociação da aluna a respeito da punição.

    III - A tira retrata a submissão da aluna, que aceita o modelo de aprendizagem que a professora impõe.


    Analise as proposições e marque a alternativa que apresenta a(s) correta(s).
    Escolha uma alternativa para a questão b7be29ad-e0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEPB 2011, Interpretação de Textos

    Em relação à interação verbal entre os personagens do texto, pode-se afirmar:


    I - O sentido do diálogo entre médico e paciente é delimitado pelo papel social dos interlocutores em seus contextos sociais.

    II - O efeito de sentido construído pelo paciente ocorreu em função do contexto enunciativo em que foi produzida a fala do médico.

    III - A reorganização da fala do médico contribuiu para a intencionalidade de seu discurso.


    Analise as proposições e marque a alternativa que apresenta a(s) correta(s).
    Escolha uma alternativa para a questão b7c10955-e0
  • Linguagens

    Português

    Texto 06:


    Imagem da questão de Português, UEPB 2011, Interpretação de Textos


    Na charge acima:


    ( ) A palavra “bicha”, muito comum no uso da linguagem coloquial, foi usada no sentido de nomear um objeto estranho para a personagem.

    ( ) Há referência à leitura imprecisa do “código de barras”, provocando um efeito de humor.

    ( ) A expressão “HMMM...” é um recurso de linguagem utilizado para repetir um mesmo som consonantal.

    ( ) Apresenta-se uma interação verbal conflituosa em consequência da ausência de envolvimento com as múltiplas práticas de leituras.


    Analise as proposições e coloque V para as verdadeiras e F para as falsas. Marque a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão b7c4f5ec-e0
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    Português

    Imagem da questão de Português, UEPB 2011, Gêneros Textuais

    Sobre as duas estrofes transcritas de uma discussão poética entre Pinto do Monteiro e Louro do Pajeú, é correto afirmar que retratam:


    ( ) Características socioculturais da tradição oral trovadoresca, cultivadas com exclusividade no Nordeste brasileiro.

    ( ) Um gênero em que é declarado vencedor aquele que conseguir versejar com maior competência, a respeito de um determinado tema.

    ( ) Uma manifestação cultural popular chamada de “repentismo” que devido às migrações internas podem ser encontradas em qualquer parte do Brasil.

    ( ) Um exemplo típico da literatura de cordel que se apresenta em forma poética impressa em folhetos.


    Analise as proposições, coloque V para as verdadeiras, F para as falsas e marque a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão b7c8963d-e0
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    Português

    Imagem da questão de Português, UEPB 2011, Análise sintática

    Do texto, pode-se considerar:


    I - Ambiguidade, tendo em vista o uso de duplo sentido das palavras “carola” e “corola”.

    II - Que no verso cinco as palavras “corola” e “flor” são consideradas cognatas.

    III - Paralelismo sintático, no verso oito, em razão da reiteração das estruturas lexicais em ritmo cadenciado.

    IV - Que nos versos onze e doze, não se leva em conta o fenômeno da variação linguística e suas implicações no uso da língua.


    Analise as proposições e marque a alternativa que apresenta a(s) correta(s).
    Escolha uma alternativa para a questão b7cb8115-e0
  • Linguagens

    Português

    É a vaidade, Fábio, nesta vida,
    Rosa, que da manhã lisonjeada,
    Púrpuras mil, com ambição dourada,
    Airosa rompe, arrasta presumida.

    É planta, que de abril favorecida,
    Por mares de soberba desatada,
    Florida galeota empavesada,
    Sulca ufana, navega destemida.

    É nau enfim, que em breve ligeireza
    Com presunção de Fênix generosa,
    Galhardias apresta, alentos preza:

    Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa
    De que importa, se aguarda sem defesa
    Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?


    Gregório de Matos. Desenganos da vida humana
    metaforicamente. In: Poemas escolhidos. Seleção, prefácio, notas:
    José Miguel Wisnik. São Paulo: Companhia das Letras, 2010
    (composto no século XVII).
    Além da metáfora, aludida no título do texto, outras figuras de linguagem estão presentes no poema de Gregório de Matos. A respeito disso, assinale a alternativa que contém a correta correspondência entre um verso e uma figura de linguagem que nele ocorre. 
    Escolha uma alternativa para a questão b83072b3-7b
  • Linguagens

    Português

    Eu tenho uns amores — quem é que os não tinha
    Nos tempos antigos? — Amar não faz mal;
    As almas que sentem paixão como a minha
    Que digam, que falem em regra geral.
    — A flor dos meus sonhos é moça e bonita
    Qual flor entreaberta do dia ao raiar,
    Mas onde ela mora, que casa ela habita,
    Não quero, não posso, não devo contar!

    Seu rosto é formoso, seu talhe elegante,
    Seus lábios de rosa, a fala é de mel,
    As tranças compridas, qual livre bacante,
    O pé de criança, cintura de anel;
    — Os olhos rasgados são cor das safiras,
    Serenos e puros, azuis como o mar;
    Se falam sinceros, se pregam mentiras,
    Não quero, não posso, não devo contar!

    Oh! ontem no baile com ela valsando
    Senti as delícias dos anjos do céu!
    Na dança ligeira qual silfo voando
    Caiu-lhe do rosto seu cândido véu!
    — Que noite e que baile! — Seu hálito virgem
    Queimava-me as faces no louco valsar,
    As falas sentidas que os olhos falavam
    Não posso, não quero, não devo contar!

    Depois indolente firmou-se em meu braço,
    Fugimos das salas, do mundo talvez!
    Inda era mais bela rendida ao cansaço,
    Morrendo de amores em tal languidez!
    — Que noite e que festa! e que lânguido rosto
    Banhado ao reflexo do branco luar!
    A neve do colo e as ondas dos seios
    Não quero, não posso, não devo contar!


    Casimiro de Abreu. Segredos (fragmento). In: As Primaveras.
    São Paulo: Livraria Editora Martins S/A; Instituto Nacional do Livro, 1972
    (texto original datado do século XIX). 
    No verso “Serenos e puros, azuis como o mar;” (segunda estrofe), o termo “como” exprime noção de 
    Escolha uma alternativa para a questão b837e47a-7b
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    Português

        Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. Eu não sabia o que era obliqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra ideia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
          Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios.


    Machado de Assis. Dom Casmurro (fragmento). In: Obras Completas de Machado de Assis, vol. I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (originalmente datado de 1899-1900).
    O fragmento apresentado é uma famosa passagem do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, em que o narrador-personagem, Bentinho, descreve, a partir de sua memória, os olhos de Capitu, construindo uma tensão entre razão e emoção. Com relação a isso, depreende-se do excerto que o narrador 
    Escolha uma alternativa para a questão b83b78c3-7b
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    Português

        Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. Eu não sabia o que era obliqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra ideia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
          Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios.


    Machado de Assis. Dom Casmurro (fragmento). In: Obras Completas de Machado de Assis, vol. I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (originalmente datado de 1899-1900).
    No texto, a palavra “intento” (último período do primeiro parágrafo) está empregada com o mesmo sentido de 
    Escolha uma alternativa para a questão b83ebf1b-7b
  • Linguagens

    Português

        Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. Eu não sabia o que era obliqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra ideia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
          Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios.


    Machado de Assis. Dom Casmurro (fragmento). In: Obras Completas de Machado de Assis, vol. I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (originalmente datado de 1899-1900).
    Cada uma das alternativas a seguir apresenta uma proposta de reescrita para um trecho extraído do texto. Assinale a alternativa em que a proposta apresentada preserva a correção gramatical do texto, de acordo com a norma-padrão.  
    Escolha uma alternativa para a questão b8420597-7b
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto.

    O ser humano é único em sua essência. Ele tem personalidade própria, necessidades que o motivam e o medo das mudanças repentinas. E é justamente isso que nos faz tão diferentes uns dos outros e com uma visão de mundo totalmente diversificada. Alguns pesquisadores se interessaram em estudar o ser humano para entender um pouco melhor essa diversidade. Um desses estudiosos foi Abraham Maslow, que desenvolveu a Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas. Ele explica em suas pesquisas que os aspectos motivacionais das pessoas estão diretamente ligados ao entendimento das necessidades humanas. Portanto, motivação é o resultado dos estímulos que agem sobre as pessoas levando-as à ação. Ou seja, para que haja ação ou reação, é preciso que um estímulo seja implementado, seja decorrente de coisa externa ou proveniente do próprio organismo. Por isso, o ser humano tem a necessidade de ser aceito socialmente (no trabalho, na escola/faculdade, nos grupos de amigos etc.), de ser amado, reconhecido, de pertencer e fazer parte de algo, de ser notado positivamente, de ser útil, de atender a suas necessidades fisiológicas, de segurança, de autoestima e de autorrealização.
    <https://tinyurl.com/y968aj3g> Acesso em: 07.11.2017. Adaptado.

    O texto cita a Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas, de Abraham Maslow, com a finalidade de
    Escolha uma alternativa para a questão b8468479-b1
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    Português

    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    As marcas narrativas presentes no texto são características da preponderância do discurso:
    Escolha uma alternativa para a questão b8629012-10
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    Português

    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    O excerto "Chamava-se João Teodoro, só." ratifica a característica principal do protagonista que é a de:
    Escolha uma alternativa para a questão b8699e8f-10
  • Linguagens

    Português

    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    O protagonista é convencido, de maneira absoluta, de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível, quando:
    Escolha uma alternativa para a questão b86ce3a8-10
  • Linguagens

    Português

    Texto V: base para a questão.


                                  Epitáfio para um banqueiro

                                                NEGÓCIO

                                                  EGO 

                                                        ÓCIO

                                                           CIO

                                                             O

                                                                (José Paulo Paes)


    No texto há uma relação semântica (significado) do título com o conteúdo propriamente dito. Assim, da leitura do poema em destaque, podemos apreender que:


    I - O eu-lírico explora, ao máximo, a decomposição do significante da palavra negócio em ego, ócio, cio, 0 (zero), porém elas não se relacionam com a ideia de epitáfio.

    II - As palavras estão relacionadas com o epitáfio, ou seja, a homenagem post mortem dada a alguém, no caso o banqueiro, que sintetiza o seu estilo de vida passada.

    III - Podemos entender que, para o eu-lírico, os negócios de um banqueiro são formados pelo ego (individualismo do mundo dos negócios), ócio (típicos daqueles que especulam, não produzem e se fartam nas inutilidades), cio (libertinagem sexual) e o zero (o valor do capital do banqueiro após a morte), ou seja: negócios + individualismo + ociosidade + sexo = 0.


    Está(ão) correto(s) o(s) item(ns):

    Escolha uma alternativa para a questão b8701fb4-10
  • Linguagens

    Português

    Texto VI: base para a questão.


    Que pode uma criatura senão,

    entre criaturas, amar?

    amar e esquecer,

    amar e malamar,

    amar, desamar, amar?

    Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

    [...]

    Amar solenemente as palmas do deserto,

    o que é entrega ou adoração expectante,

    e amar o inóspito, o áspero,

    um vaso sem flor um chão de ferro,

    e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

    [...]

    Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa

    amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

    (Carlos Drummond de Andrade)


    Considere as seguintes afirmações sobre esse texto:


    I - A leitura desses versos permite afirmar que, para o poeta, o homem não pode fugir ao amor, ainda que isto signifique sofrimento apenas.

    II - Os trechos "um vaso sem flor, um chão de ferro" e "amar o inóspito, o áspero" podem ser entendidos como possibilidade de se relativizar as expectativas habituais que temos em relação ao assunto tratado no poema.

    III - A presença de versos livres e de neologismos indica traços da poética modernista.


    Está(ao) correto(s) o(s) item(ns):

    Escolha uma alternativa para a questão b873d0ed-10
  • Linguagens

    Português

    Texto VII: base para a questão.


    Imagem da questão de Português, IF-MT 2018, Sintaxe


    Com o intuito de cada vez mais chamar a atenção do cliente para produtos, marcas, estabelecimentos, etc., diversas lojas e marcas brasileiras valem-se da criatividade, imaginação e irreverência para chegar ao consumidor. Esse é o caso da propaganda em destaque. Nela, só NÃO podemos observar que:

    Escolha uma alternativa para a questão b8771e3d-10
  • Linguagens

    Português

    A forte presença de palavras indígenas e africanas e de termos trazidos pelos imigrantes a partir do século XIX é um dos traços que distinguem o português do Brasil e o português de Portugal. Mas, olhando para a história dos empréstimos que o português brasileiro recebeu de línguas europeias a partir do século XX, outra diferença também aparece: com a vinda ao Brasil da família real portuguesa (1808) e, particularmente, com a Independência, Portugal deixou de ser o intermediário obrigatório da assimilação desses empréstimos e, assim, Brasil e Portugal começaram a divergir, não só por terem sofrido influências diferentes, mas também pela maneira como reagiram a elas.

    ILARI, R.; BASSO, R. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. São Paulo: Contexto, 2006.

    Os empréstimos linguísticos, recebidos de diversas línguas, são importantes na constituição do português do Brasil porque
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