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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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Resultados: 10.965 questões

Página 140 de 549

  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão toma por base um fragmento da crônica Letra de canção e poesia, de Antonio Cicero.

           Como escrevo poemas e letras de canções, frequentemente perguntam-me se acho que as letras de canções são poemas. A expressão “letra de canção” já indica de que modo essa questão deve ser entendida, pois a palavra “letra” remete à escrita. O que se quer saber é se a letra, separada da canção, constitui um poema escrito.
         “Letra de canção é poema?” Essa formulação é inadequada. Desde que as vanguardas mostraram que não se pode determinar a priori quais são as formas lícitas para a poesia, qualquer coisa pode ser um poema. Se um poeta escreve letras soltas na página e diz que é um poema, quem provará o contrário?
           Neste ponto, parece-me inevitável introduzir um juízo de valor. A verdadeira questão parece ser se uma letra de canção é um bom poema. Entretanto, mesmo esta última pergunta ainda não é suficientemente precisa, pois pode estar a indagar duas coisas distintas: 1) Se uma letra de canção é necessariamente um bom poema; e 2) Se uma letra de canção é possivelmente um bom poema.
            Quanto à primeira pergunta, é evidente que deve ter uma resposta negativa. Nenhum poema é necessariamente um bom poema; nenhum texto é necessariamente um bom poema; logo, nenhuma letra é necessariamente um bom poema. Mas talvez o que se deva perguntar é se uma boa letra é necessariamente um bom poema. Ora, também a essa pergunta a resposta é negativa. Quem já não teve a experiência, em relação a uma letra de canção, de se emocionar com ela ao escutá-la cantada e depois considerá-la insípida, ao lê-la no papel, sem acompanhamento musical? Não é difícil entender a razão disso.
           Um poema é um objeto autotélico, isto é, ele tem o seu fim em si próprio. Quando o julgamos bom ou ruim, estamos a considerá-lo independentemente do fato de que, além de ser um poema, ele tenha qualquer utilidade. O poema se realiza quando é lido: e ele pode ser lido em voz baixa, interna, aural.
            Já uma letra de canção é heterotélica, isto é, ela não tem o seu fim em si própria. Para que a julguemos boa, é necessário e suficiente que ela contribua para que a obra lítero-musical de que faz parte seja boa. Em outras palavras, se uma letra de canção servir para fazer uma boa canção, ela é boa, ainda que seja ilegível. E a letra pode ser ilegível porque, para se estruturar, para adquirir determinado colorido, para ter os sons ou as palavras certas enfatizadas, ela depende da melodia, da harmonia, do ritmo, do tom da música à qual se encontra associada.
    (Folha de S.Paulo, 16.06.2007.)

    Para que a julguemos boa, é necessário e suficiente que ela contribua para que a obra lítero-musical de que faz parte seja boa.


    No período em destaque, a oração Para que a julguemos boa indica, em relação à oração principal,

    Escolha uma alternativa para a questão 91b78299-af
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão toma por base um fragmento da crônica Letra de canção e poesia, de Antonio Cicero.

           Como escrevo poemas e letras de canções, frequentemente perguntam-me se acho que as letras de canções são poemas. A expressão “letra de canção” já indica de que modo essa questão deve ser entendida, pois a palavra “letra” remete à escrita. O que se quer saber é se a letra, separada da canção, constitui um poema escrito.
         “Letra de canção é poema?” Essa formulação é inadequada. Desde que as vanguardas mostraram que não se pode determinar a priori quais são as formas lícitas para a poesia, qualquer coisa pode ser um poema. Se um poeta escreve letras soltas na página e diz que é um poema, quem provará o contrário?
           Neste ponto, parece-me inevitável introduzir um juízo de valor. A verdadeira questão parece ser se uma letra de canção é um bom poema. Entretanto, mesmo esta última pergunta ainda não é suficientemente precisa, pois pode estar a indagar duas coisas distintas: 1) Se uma letra de canção é necessariamente um bom poema; e 2) Se uma letra de canção é possivelmente um bom poema.
            Quanto à primeira pergunta, é evidente que deve ter uma resposta negativa. Nenhum poema é necessariamente um bom poema; nenhum texto é necessariamente um bom poema; logo, nenhuma letra é necessariamente um bom poema. Mas talvez o que se deva perguntar é se uma boa letra é necessariamente um bom poema. Ora, também a essa pergunta a resposta é negativa. Quem já não teve a experiência, em relação a uma letra de canção, de se emocionar com ela ao escutá-la cantada e depois considerá-la insípida, ao lê-la no papel, sem acompanhamento musical? Não é difícil entender a razão disso.
           Um poema é um objeto autotélico, isto é, ele tem o seu fim em si próprio. Quando o julgamos bom ou ruim, estamos a considerá-lo independentemente do fato de que, além de ser um poema, ele tenha qualquer utilidade. O poema se realiza quando é lido: e ele pode ser lido em voz baixa, interna, aural.
            Já uma letra de canção é heterotélica, isto é, ela não tem o seu fim em si própria. Para que a julguemos boa, é necessário e suficiente que ela contribua para que a obra lítero-musical de que faz parte seja boa. Em outras palavras, se uma letra de canção servir para fazer uma boa canção, ela é boa, ainda que seja ilegível. E a letra pode ser ilegível porque, para se estruturar, para adquirir determinado colorido, para ter os sons ou as palavras certas enfatizadas, ela depende da melodia, da harmonia, do ritmo, do tom da música à qual se encontra associada.
    (Folha de S.Paulo, 16.06.2007.)
    Com o conceito expresso pelo termo autotélico, o cronista considera que
    Escolha uma alternativa para a questão 91b33fd1-af
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão toma por base um fragmento da crônica Letra de canção e poesia, de Antonio Cicero.

           Como escrevo poemas e letras de canções, frequentemente perguntam-me se acho que as letras de canções são poemas. A expressão “letra de canção” já indica de que modo essa questão deve ser entendida, pois a palavra “letra” remete à escrita. O que se quer saber é se a letra, separada da canção, constitui um poema escrito.
         “Letra de canção é poema?” Essa formulação é inadequada. Desde que as vanguardas mostraram que não se pode determinar a priori quais são as formas lícitas para a poesia, qualquer coisa pode ser um poema. Se um poeta escreve letras soltas na página e diz que é um poema, quem provará o contrário?
           Neste ponto, parece-me inevitável introduzir um juízo de valor. A verdadeira questão parece ser se uma letra de canção é um bom poema. Entretanto, mesmo esta última pergunta ainda não é suficientemente precisa, pois pode estar a indagar duas coisas distintas: 1) Se uma letra de canção é necessariamente um bom poema; e 2) Se uma letra de canção é possivelmente um bom poema.
            Quanto à primeira pergunta, é evidente que deve ter uma resposta negativa. Nenhum poema é necessariamente um bom poema; nenhum texto é necessariamente um bom poema; logo, nenhuma letra é necessariamente um bom poema. Mas talvez o que se deva perguntar é se uma boa letra é necessariamente um bom poema. Ora, também a essa pergunta a resposta é negativa. Quem já não teve a experiência, em relação a uma letra de canção, de se emocionar com ela ao escutá-la cantada e depois considerá-la insípida, ao lê-la no papel, sem acompanhamento musical? Não é difícil entender a razão disso.
           Um poema é um objeto autotélico, isto é, ele tem o seu fim em si próprio. Quando o julgamos bom ou ruim, estamos a considerá-lo independentemente do fato de que, além de ser um poema, ele tenha qualquer utilidade. O poema se realiza quando é lido: e ele pode ser lido em voz baixa, interna, aural.
            Já uma letra de canção é heterotélica, isto é, ela não tem o seu fim em si própria. Para que a julguemos boa, é necessário e suficiente que ela contribua para que a obra lítero-musical de que faz parte seja boa. Em outras palavras, se uma letra de canção servir para fazer uma boa canção, ela é boa, ainda que seja ilegível. E a letra pode ser ilegível porque, para se estruturar, para adquirir determinado colorido, para ter os sons ou as palavras certas enfatizadas, ela depende da melodia, da harmonia, do ritmo, do tom da música à qual se encontra associada.
    (Folha de S.Paulo, 16.06.2007.)
    Sobre a qualidade da canção, o cronista acredita que
    Escolha uma alternativa para a questão 91af374f-af
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    Português

    Instrução: A questão toma por base um fragmento da crônica Letra de canção e poesia, de Antonio Cicero.

           Como escrevo poemas e letras de canções, frequentemente perguntam-me se acho que as letras de canções são poemas. A expressão “letra de canção” já indica de que modo essa questão deve ser entendida, pois a palavra “letra” remete à escrita. O que se quer saber é se a letra, separada da canção, constitui um poema escrito.
         “Letra de canção é poema?” Essa formulação é inadequada. Desde que as vanguardas mostraram que não se pode determinar a priori quais são as formas lícitas para a poesia, qualquer coisa pode ser um poema. Se um poeta escreve letras soltas na página e diz que é um poema, quem provará o contrário?
           Neste ponto, parece-me inevitável introduzir um juízo de valor. A verdadeira questão parece ser se uma letra de canção é um bom poema. Entretanto, mesmo esta última pergunta ainda não é suficientemente precisa, pois pode estar a indagar duas coisas distintas: 1) Se uma letra de canção é necessariamente um bom poema; e 2) Se uma letra de canção é possivelmente um bom poema.
            Quanto à primeira pergunta, é evidente que deve ter uma resposta negativa. Nenhum poema é necessariamente um bom poema; nenhum texto é necessariamente um bom poema; logo, nenhuma letra é necessariamente um bom poema. Mas talvez o que se deva perguntar é se uma boa letra é necessariamente um bom poema. Ora, também a essa pergunta a resposta é negativa. Quem já não teve a experiência, em relação a uma letra de canção, de se emocionar com ela ao escutá-la cantada e depois considerá-la insípida, ao lê-la no papel, sem acompanhamento musical? Não é difícil entender a razão disso.
           Um poema é um objeto autotélico, isto é, ele tem o seu fim em si próprio. Quando o julgamos bom ou ruim, estamos a considerá-lo independentemente do fato de que, além de ser um poema, ele tenha qualquer utilidade. O poema se realiza quando é lido: e ele pode ser lido em voz baixa, interna, aural.
            Já uma letra de canção é heterotélica, isto é, ela não tem o seu fim em si própria. Para que a julguemos boa, é necessário e suficiente que ela contribua para que a obra lítero-musical de que faz parte seja boa. Em outras palavras, se uma letra de canção servir para fazer uma boa canção, ela é boa, ainda que seja ilegível. E a letra pode ser ilegível porque, para se estruturar, para adquirir determinado colorido, para ter os sons ou as palavras certas enfatizadas, ela depende da melodia, da harmonia, do ritmo, do tom da música à qual se encontra associada.
    (Folha de S.Paulo, 16.06.2007.)
    No primeiro parágrafo de sua crônica, Antonio Cicero apresenta como indagação central:
    Escolha uma alternativa para a questão 91a62e40-af
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    Português

    Instrução: A questão toma por base um fragmento de Glória moribunda, do poeta romântico brasileiro Álvares de Azevedo (1831-1852).



    É uma visão medonha uma caveira?

    Não tremas de pavor, ergue-a do lodo.

    Foi a cabeça ardente de um poeta,

    Outrora à sombra dos cabelos loiros.

    Quando o reflexo do viver fogoso

    Ali dentro animava o pensamento,

    Esta fronte era bela. Aqui nas faces

    Formosa palidez cobria o rosto;

    Nessas órbitas — ocas, denegridas! —

    Como era puro seu olhar sombrio!



    Agora tudo é cinza. Resta apenas

    A caveira que a alma em si guardava,

    Como a concha no mar encerra a pérola,

    Como a caçoula a mirra incandescente.



    Tu outrora talvez desses-lhe um beijo;

    Por que repugnas levantá-la agora?

    Olha-a comigo! Que espaçosa fronte!

    Quanta vida ali dentro fermentava,

    Como a seiva nos ramos do arvoredo!

    E a sede em fogo das ideias vivas

    Onde está? onde foi? Essa alma errante

    Que um dia no viver passou cantando,

    Como canta na treva um vagabundo,

    Perdeu-se acaso no sombrio vento,

    Como noturna lâmpada apagou-se?

    E a centelha da vida, o eletrismo

    Que as fibras tremulantes agitava

    Morreu para animar futuras vidas?



    Sorris? eu sou um louco. As utopias,

    Os sonhos da ciência nada valem.

    A vida é um escárnio sem sentido,

    Comédia infame que ensanguenta o lodo.

    Há talvez um segredo que ela esconde;

    Mas esse a morte o sabe e o não revela.

    Os túmulos são mudos como o vácuo.

    Desde a primeira dor sobre um cadáver,

    Quando a primeira mãe entre soluços

    Do filho morto os membros apertava

    Ao ofegante seio, o peito humano

    Caiu tremendo interrogando o túmulo...

    E a terra sepulcral não respondia.



                        (Poesias completas, 1962.)

    Mas esse a morte o sabe e o não revela.


    Nas duas orações que constituem este verso, os termos em destaque apresentam o mesmo referente, a saber:

    Escolha uma alternativa para a questão 91a27779-af
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    Português

    Instrução: A questão a seguir toma por base uma passagem da crônica O pai, hoje e amanhã, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).

          A civilização industrial, entidade abstrata, nem por isso menos poderosa, encomendou à ciência aplicada a execução de um projeto extremamente concreto: a fabricação do ser humano sem pais.
           A ciência aplicada faz o possível para aviar a encomenda a médio prazo. Já venceu a primeira etapa, com a inseminação artificial, que, de um lado, acelera a produtividade dos rebanhos (resultado econômico) e, de outro, anestesia o sentimento filial (resultado moral).
         O ser humano concebido por esse processo tanto pode considerar-se filho de dois pais como de nenhum. Em fase mais evoluída, o chamado bebê de proveta dispensará a incubação em ventre materno, desenvolvendo-se sob condições artificiais plenamente satisfatórias. Nenhum vínculo de memória, gratidão, amor, interesse, costume – direi mesmo: de ressentimento ou ódio – o ligará a qualquer pessoa responsável por seu aparecimento. O sêmen, anônimo, obtido por masturbação profissional e recolhido ao banco especializado, por sua vez cederá lugar ao gerador sintético, extraído de recursos da natureza vegetal e mineral. Estará abolida, assim, qualquer participação consciente do homem e da mulher no preparo e formação de uma unidade humana. Esta será produzida sob critérios políticos e econômicos tecnicamente estabelecidos, que excluem a inútil e mesmo perturbadora intromissão do casal. Pai? Mito do passado.
           Aparentemente, tal projeto parece coincidir com a tendência, acentuada nos últimos anos, de se contestar a figura tradicional do pai. Eliminando-se a presença incômoda, ter-se-ia realizado o ideal de inúmeros jovens que se revoltam contra ela – o pai de família e o pai social, o governo, a lei – e aspiram à vida isenta de compromissos com valores do passado.
          Julgo ilusória esta interpretação. O projeto tecnológico de eliminação do pai vai longe demais no caminho da quebra de padrões. A meu ver, a insubmissão dos filhos aos pais é fenômeno que envolve novo conceito de relações, e não ruptura de relações.

    (De notícias e não notícias faz-se a crônica, 1975.)
    Com o termo unidade humana, empregado no penúltimo período do terceiro parágrafo, Drummond sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 91882a1e-af
  • Linguagens

    Português

    Instrução: A questão a seguir toma por base uma passagem da crônica O pai, hoje e amanhã, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).

          A civilização industrial, entidade abstrata, nem por isso menos poderosa, encomendou à ciência aplicada a execução de um projeto extremamente concreto: a fabricação do ser humano sem pais.
           A ciência aplicada faz o possível para aviar a encomenda a médio prazo. Já venceu a primeira etapa, com a inseminação artificial, que, de um lado, acelera a produtividade dos rebanhos (resultado econômico) e, de outro, anestesia o sentimento filial (resultado moral).
         O ser humano concebido por esse processo tanto pode considerar-se filho de dois pais como de nenhum. Em fase mais evoluída, o chamado bebê de proveta dispensará a incubação em ventre materno, desenvolvendo-se sob condições artificiais plenamente satisfatórias. Nenhum vínculo de memória, gratidão, amor, interesse, costume – direi mesmo: de ressentimento ou ódio – o ligará a qualquer pessoa responsável por seu aparecimento. O sêmen, anônimo, obtido por masturbação profissional e recolhido ao banco especializado, por sua vez cederá lugar ao gerador sintético, extraído de recursos da natureza vegetal e mineral. Estará abolida, assim, qualquer participação consciente do homem e da mulher no preparo e formação de uma unidade humana. Esta será produzida sob critérios políticos e econômicos tecnicamente estabelecidos, que excluem a inútil e mesmo perturbadora intromissão do casal. Pai? Mito do passado.
           Aparentemente, tal projeto parece coincidir com a tendência, acentuada nos últimos anos, de se contestar a figura tradicional do pai. Eliminando-se a presença incômoda, ter-se-ia realizado o ideal de inúmeros jovens que se revoltam contra ela – o pai de família e o pai social, o governo, a lei – e aspiram à vida isenta de compromissos com valores do passado.
          Julgo ilusória esta interpretação. O projeto tecnológico de eliminação do pai vai longe demais no caminho da quebra de padrões. A meu ver, a insubmissão dos filhos aos pais é fenômeno que envolve novo conceito de relações, e não ruptura de relações.

    (De notícias e não notícias faz-se a crônica, 1975.)
    De acordo com a crônica, o autor acredita que a inseminação artificial apresentará uma consequência no sistema de valores familiares:
    Escolha uma alternativa para a questão 91842a3b-af
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    Português

    Texto 2


    A obra D. Guidinha do Poço conta a história de D. Margarida Reginaldo de Sousa Barros — conhecida como Guida ou Guidinha —, herdeira do Capitão-Mor Reginaldo Venceslau. Depois da morte do pai, ela se casa com o Major Joaquim Damião de Barros, o Major Quim, dezesseis anos mais velho do que ela. Embora tivessem casa na vila, fixaram residência na fazenda Poço da Moita, herdade de Margarida. Depois de alguns anos de casados, Margarida se apaixona por Secundino, jovem praciano, sobrinho do marido. Quando o Major Quim descobre a traição, pede o divórcio, que Guida não aceita. O Major deixa-a na fazenda e vai morar na casa da Vila. A mulher, então, contrata um capanga de nome Naiú para matar o marido. O caboclo faz o serviço, mas, quando é preso, revela que fora D. Margarida a mandante do homicídio.

    O capítulo que você lerá é o último da obra, quando se dá a prisão de D. Guidinha do Poço. 


    Imagem da questão de Português, UECE 2013, Interpretação de Textos

    Manuel de Oliveira Paiva. Dona Guidinha do Poço. p. 125-126. Texto adaptado. 

    Assinale a única expressão que é indubitavelmente irônica.
    Escolha uma alternativa para a questão 82d0d091-af
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    Português

    Texto 1

    O texto 1 desta prova é da autoria do intelectual cearense Gustavo Barroso, que nasceu em Fortaleza, no ano de 1888 e morreu no Rio de Janeiro, em 1959. Professor, jornalista, ensaísta, romancista, foi membro da Academia Brasileira de Letras. A obra À margem da história do Ceará, em dois volumes, foi seu último trabalho. É uma reunião de setenta e seis artigos e crônicas que falam exclusivamente sobre a história do Ceará entre 1608 e 1959. O texto transcrito abaixo foi extraído do segundo volume e, como vocês poderão ver, é um artigo sobre a obra do também cearense Manuel de Oliveira Paiva, Dona Guidinha do Poço. Servindo-se de uma pesquisa feita pelo historiador Ismael Pordeus, Gustavo Barroso fala do romance de Oliveira Paiva, mais especificamente, das relações entre essa obra literária e a verdade histórica que ela transfigura. 


    Imagem da questão de Português, UECE 2013, Interpretação de Textos

    Gustavo Barroso. À margem da história do Ceará. v. 2, 3 ed. p. 347-350. Texto adaptado.

    Escolha, dentre as opções abaixo, a única cujo provérbio tem o mesmo sentido do provérbio do texto:“saiu-lhe o trunfo às avessas” (linha 63).
    Escolha uma alternativa para a questão 82af89f2-af
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    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2013, Interpretação de Textos


    Os textos relativos ao mundo do trabalho, geralmente, são elaborados no padrão normativo da língua. No anúncio, apesar de o enunciador ter usado uma variedade linguística não padrão, ele atinge seus propósitos comunicativos porque

    Escolha uma alternativa para a questão 0f4e0585-4e
  • Linguagens

    Português

    Uma língua é um sistema social reconhecível em diferentes variedades e nos muitos usos que as pessoas fazem dela em múltiplas situações de comunicação. O texto que se apresenta na variedade padrão formal da língua é
    Escolha uma alternativa para a questão 0f466557-4e
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    Português

    O Grandescompras é um site de compras coletivas do Brasil e surgiu devido a esta nova modalidade de comércio eletrônico que vem crescendo a cada dia no mundo, e também aqui no Brasil. As compras coletivas são a moda da vez, e para quem ainda não conhece esse sistema, ele já é bem popular nos Estados Unidos há muito tempo, vindo a se destacar aqui no Brasil após o início de 2010. O Grandescompras possui ofertas especiais que podem variar de 50% a 90%, de acordo com a quantidade de pessoas interessadas em adquirir o produto/serviço. Para se ter uma ideia, existem descontos em bares, restaurantes, salões de beleza e muitos outros lugares.

    Disponível em: www.noticiaki.com. Acesso em: 12 jan. 2012 (adaptado).


    O advento da internet produziu mudanças no comportamento dos consumidores e nas relações de compra e venda. Segundo o texto, a adesão dos consumidores ao site de compras coletivas pela internet está relacionada ao fato de que

    Escolha uma alternativa para a questão 0f3fdb92-4e
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    Português

    Músculos impossíveis e invejáveis


    Claramente, nas últimas duas décadas, constituiu-se uma cultura masculina da modificação corporal. Por que não aplaudir? Pessoalmente, levanto ferro há 35 anos e acho ótimo tanto para a saúde quanto para o humor. Então qual é o problema?

    Acontece que uma parte não negligenciável dos malhadores não encontra saúde nenhuma. Só nos Estados Unidos, as pesquisas mostram que, para quase 1 milhão deles, a insatisfação com seu corpo deixa de ser um incentivo e transforma-se numa obsessão doentia. Eles sofrem de uma verdadeira alteração da percepção da forma de seu próprio corpo. Por mais que treinem, “sequem” e fiquem fortes, desenvolvem preocupações irrealistas, constantes e angustiadas de que seu corpo seja feio, desproporcionado, miúdo ou gordo etc. Passam o tempo verificando furtivamente o espelho. São as primeiras vítimas do uso desregrado de qualquer substância que prometa facilitar o crescimento muscular.

    CALLIGARIS, C. Folha de S. Paulo, 8 fev. 2001 (fragmento).


    O modelo de corpo perseguido pelos sujeitos descritos no texto possui como característica principal o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 0f2a080a-4e
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    Português

    Informções ao paciente - Nimesulida


    Ação esperada do medicamento: Nimesulida possui propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e antipiréticas.

    Cuidados de armazenamento: Nimesulida gotas deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 a 30°C), protegido da luz.

    Gravidez e lactação: Informe a seu médico a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando. O uso de Nimesulida não é recomendado para gestantes e mulheres em fase de amamentação.

    Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Caso os sintomas não melhorem em 5 dias, entre em contato com o seu médico.

    Recomenda-se utilizar Nimesulida depois das refeições. Agite antes de usar.

    TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

    Disponível em: www.bulas.med.br. Acesso em: 3 ago. 2012 (fragmento).


    O fragmento de bula apresenta informações ao paciente sobre as propriedades do medicamento e sobre o modo adequado de administrá-lo. Pela leitura desse texto, o paciente obtém a informação de que o medicamento deve ser
    Escolha uma alternativa para a questão 0f2292a1-4e
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    Português

    Grupo escolar


    Sonhei com um general de ombros largos

    que fedia e que no sonho me

    e que no sonho me apontava a poesia

    e já sem resistência resistia.

    O general acordou e eu que sonhava

    face a face deslizei à dura vida

    vi seus olhos que tremiam, ombros largos,

    vi seu queixo modelado a esquadria

    vi que o tempo galopando evaporava

    (deu para ver qual a sua dinastia)

    mas em tempo fixei no firmamento

    esta imagem que rebenta em ponta fria:

    poesia, esta química pervesa,

    este arco que desvela e me repõe

    nestes tempos de alquimia.

    BRITO.A.C.In:HOLLANDA H.B(ORG)26 Poetas Hoje antologia. Rio de Janeiro:Aeroplano, 1998.


    O poema de Antônio Carlos Brito está historicamente inserido no período da ditadura militar no Brasil . A forma encontrada pelo eu lírico para expressar poeticamente esse momento demonstra que


    Escolha uma alternativa para a questão 0f1f207d-4e
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    Português

    A aptidão física, em termos gerais, pode ser definida como a capacidade que um indivíduo possui para realizar atividades físicas. Ter uma boa amplitude nos movimentos das diversas partes corporais é um dos componentes da aptidão física relacionada à saúde, pois permite maior disposição para atividades da vida diária, como, por exemplo, maior facilidade para alcançar os próprios pés.

    NAHAS, M. V. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo. Londrina: Midiograf, 2006 (adaptado).


    O componente da aptidão física destacado no texto é

    Escolha uma alternativa para a questão 0f1be7c4-4e
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2013, Gêneros Textuais


    O cartão-postal é um gênero textual geralmente usado por turistas quando estão viajando, para enviar, aos que ficaram, imagens dos lugares visitados. Entretanto, o cartão-postal apresentado é uma peça publicitária, e reconhece-se nela a intenção de

    Escolha uma alternativa para a questão 0f189e4c-4e
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    Português

    Televisão x cinema


    Mais uma vez, reacende-se o desgastante debate sobre “linguagem de televisão” e “linguagem de cinema”.

    No mesmo país em que pagar ingresso ainda é luxo para milhões de pessoas, alguns críticos utilizam o termo “televisivo” para depreciar uma obra. E “cinematográfico” para enaltecê-la.

    Como se houvesse um juiz onipotente a permitir ou não que se sinta uma história da maneira que se pretende senti-la.

    Todos os sentidos ficam de fora da análise ignorante, tipicamente política, que divorcia a técnica da percepção sensorial. E é exatamente aí que reside o único interesse de um realizador: o momento do encontro do espectador com a obra.

    MONJARDIM, J. O Globo, Rio de Janeiro, 24 set. 2004 (adaptado).


    Ao comentar o ressurgimento do debate sobre “linguagem de televisão” e “linguagem de cinema”, o autor mostra a

    Escolha uma alternativa para a questão 0f0dafc5-4e
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2013, Interpretação de Textos


    O texto apresentado emprega uma estratégia de argumentação baseada em recursos verbais e não verbais, com a intenção de

    Escolha uma alternativa para a questão 0f05d86b-4e
  • Linguagens

    Português

    — Ora dizeis, não é verdade? Pois o Sr. Lúcio queria esse cravo, mas vós lho não podíeis dar, porque o velho militar não tirava os olhos de vós; ora, conversando com o Sr. Lúcio, acordastes ambos que ele iria esperar um instante no jardim...

    MACEDO, J. M. A moreninha. Disponível em: www.dominiopublico.com.br. Acesso em: 17 abr. 2010 (fragmento).


    O trecho faz parte do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo. Nessa parte do romance, há um diálogo entre dois personagens. A fala transcrita revela um falante que utiliza uma linguagem

    Escolha uma alternativa para a questão 0f01d6d7-4e