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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 292 de 549

  • Linguagens

    Português


    No segundo e terceiro quadrinhos, a proposta de Armandinho é esclarecida através de informações verbais e não verbais. Nesses quadrinhos, por meio do desenho, representa(m)-se
    Escolha uma alternativa para a questão df594bec-de
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal de Santa Maria 2016, Pontuação


    Fonte: Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/caderno-rumo/pagina/a-nova-cidadania/>. Acesso em: 02 dez. 2016. (Adaptado)

    Para responder à questão, considere o conjunto de fragmentos a seguir.

    I → Para Fabrício Tarouco, coordenador do curso de Design da Unisinos, o engajamento das pessoas [...] (ℓ.26-27)

    II → A tecnologia é parte importante do processo de engajamento e inovação no meio urbano, pois quebra o distanciamento entre as pessoas e o território. (ℓ.36-39)

    III → [...] as pessoas se apropriam do espaço público de várias formas, fazem intervenções com arte efêmera, reúnem-se para apresentações, fazem piqueniques. (ℓ.40-43)

    Para assinalar verdadeiro (V) ou falso (F), analise o que se afirma sobre opções de substituição da vírgula nos fragmentos destacados.

    ( ) As vírgulas em I poderiam ser retiradas em razão de estarem separando um aposto relacionado a Fabrício Tarouco com valor meramente explicativo.

    ( ) A vírgula em II poderia ser substituída por ponto e vírgula, em razão de, na sequência, ser apresentada uma afirmativa contrastante com o teor da oração anterior.

    ( ) A primeira vírgula em III poderia ser substituída por dois pontos, em razão de ser feita, na sequência, uma enumeração das diferentes formas de apropriação do espaço público.

    A sequência correta é
    Escolha uma alternativa para a questão df4f7f45-de
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    Português


    Fonte: Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/caderno-rumo/pagina/a-nova-cidadania/>. Acesso em: 02 dez. 2016. (Adaptado)

    Analisando a frase As tecnologias que nos apartam podem também nos mobilizar (ℓ. 51-52) e seu funcionamento no texto, observa-se que
    Escolha uma alternativa para a questão df46091f-de
  • Linguagens

    Português


    Fonte: Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/caderno-rumo/pagina/a-nova-cidadania/>. Acesso em: 02 dez. 2016. (Adaptado)

    Analise as afirmativas sobre o emprego dos elementos coesivos destacados a seguir.

    I → No primeiro parágrafo, a contribuição de desde que (ℓ.6) é a de introduzir um segmento mostrando uma finalidade da ocupação organizada de ruas e das redes sociais.

    II → Ao longo do segundo parágrafo, a contribuição de quando é a de introduzir segmentos apresentando situações pelas quais se exercita a cidadania.

    III → No segundo parágrafo, a contribuição de ou (ℓ.20) é a de introduzir um segmento mostrando uma nova forma de participação popular com efeito político.

    Está(ão) correta(s)
    Escolha uma alternativa para a questão df3b4fa7-de
  • Linguagens

    Português

    Leia a introdução de uma matéria jornalística intitulada Pelo Caminhar.



    Fonte: Disponível em: <https://especiais.jconline.ne.10.uol.br/

    pelo-caminhar>. Acesso em: 11 nov. 2016.

    Dentre os processos de formação de palavras, está incluído o mecanismo em que uma palavra de uma classe passa a ser utilizada como sendo de outra classe, sem alterar a sua forma. Desse modo, adjetivos, advérbios e verbos, por exemplo, podem ser empregados como substantivos. No texto, esse mecanismo foi empregado, como fica evidenciado em
    Escolha uma alternativa para a questão df2f884a-de
  • Linguagens

    Português


    Fonte: Disponível em: <www.pordentroemrosa.blogspot.com.br/2014/11/

    sorrir-faz-bem-armandinho.html. Acesso em: 19 nov. 2016.

    Assinale a alternativa em que a reescrita de uma das falas no primeiro quadrinho observa a concordância verbal da norma-padrão e mantém a coerência com o teor do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão df27fa7c-de
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    Português

    Para responder à questão, leia o poema “Dissolução”, de Carlos Drummond de Andrade (1902- 1987), que integra o livro Claro enigma, publicado originalmente em 1951.

    Escurece, e não me seduz
    tatear sequer uma lâmpada.
    Pois que aprouve1 ao dia findar,
    aceito a noite.

    E com ela aceito que brote
    uma ordem outra de seres
    e coisas não figuradas.
    Braços cruzados.

    Vazio de quanto amávamos,
    mais vasto é o céu. Povoações
    surgem do vácuo.
    Habito alguma?

    E nem destaco minha pele
    da confluente escuridão.
    Um fim unânime concentra-se
    e pousa no ar. Hesitando.

    E aquele agressivo espírito
    que o dia carreia2 consigo,
    já não oprime. Assim a paz,
    destroçada.

    Vai durar mil anos, ou
    extinguir-se na cor do galo?
    Esta rosa é definitiva,
    ainda que pobre.

    Imaginação, falsa demente,
    já te desprezo. E tu, palavra.
    No mundo, perene trânsito,
    calamo-nos.
    E sem alma, corpo, és suave.

    (Claro enigma, 2012.)

    1 aprazer: causar ou sentir prazer; contentar(-se).
    2 carrear: carregar.
    Personificação: recurso expressivo que consiste em atribuir propriedades humanas a uma coisa, a um ser inanimado ou abstrato.

    (Dicionário Porto Editora da Língua Portuguesa.
    www.infopedia.pt. Adaptado.)

    Verifica-se a ocorrência desse recurso no seguinte verso:
    Escolha uma alternativa para a questão e4ece574-de
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do conto “A igreja do Diabo”, de Machado de Assis (1839-1908), para responder à questão.

       Uma vez na terra, o Diabo não perdeu um minuto. Deu-se pressa em enfiar a cogula¹ beneditina, como hábito de boa fama, e entrou a espalhar uma doutrina nova e extraordinária, com uma voz que reboava nas entranhas do século. Ele prometia aos seus discípulos e fiéis as delícias da terra, todas as glórias, os deleites mais íntimos. Confessava que era o Diabo; mas confessava-o para retificar a noção que os homens tinham dele e desmentir as histórias que a seu respeito contavam as velhas beatas.
       – Sim, sou o Diabo, repetia ele; não o Diabo das noites sulfúreas, dos contos soníferos, terror das crianças, mas o Diabo verdadeiro e único, o próprio gênio da natureza, a que se deu aquele nome para arredá-lo do coração dos homens. Vede-me gentil e airoso. Sou o vosso verdadeiro pai. Vamos lá: tomai daquele nome, inventado para meu desdouro², fazei dele um troféu e um lábaro³ , e eu vos darei tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo...
       Era assim que falava, a princípio, para excitar o entusiasmo, espertar os indiferentes, congregar, em suma, as multidões ao pé de si. E elas vieram; e logo que vieram, o Diabo passou a definir a doutrina. A doutrina era a que podia ser na boca de um espírito de negação. Isso quanto à substância, porque, acerca da forma, era umas vezes sutil, outras cínica e deslavada.
       Clamava ele que as virtudes aceitas deviam ser substituídas por outras, que eram as naturais e legítimas. A soberba, a luxúria, a preguiça foram reabilitadas, e assim também a avareza, que declarou não ser mais do que a mãe da economia, com a diferença que a mãe era robusta, e a filha uma esgalgada4 . A ira tinha a melhor defesa na existência de Homero; sem o furor de Aquiles, não haveria a Ilíada: “Musa, canta a cólera de Aquiles, filho de Peleu”... [...] Pela sua parte o Diabo prometia substituir a vinha do Senhor, expressão metafórica, pela vinha do Diabo, locução direta e verdadeira, pois não faltaria nunca aos seus com o fruto das mais belas cepas do mundo. Quanto à inveja, pregou friamente que era a virtude principal, origem de prosperidades infinitas; virtude preciosa, que chegava a suprir todas as outras, e ao próprio talento.
       As turbas corriam atrás dele entusiasmadas. O Diabo incutia-lhes, a grandes golpes de eloquência, toda a nova ordem de coisas, trocando a noção delas, fazendo amar as perversas e detestar as sãs.
      Nada mais curioso, por exemplo, do que a definição que ele dava da fraude. Chamava-lhe o braço esquerdo do homem; o braço direito era a força; e concluía: Muitos homens são canhotos, eis tudo. Ora, ele não exigia que todos fossem canhotos; não era exclusivista. Que uns fossem canhotos, outros destros; aceitava a todos, menos os que não fossem nada. A demonstração, porém, mais rigorosa e profunda, foi a da venalidade5 . Um casuísta6 do tempo chegou a confessar que era um monumento de lógica. A venalidade, disse o Diabo, era o exercício de um direito superior a todos os direitos. Se tu podes vender a tua casa, o teu boi, o teu sapato, o teu chapéu, coisas que são tuas por uma razão jurídica e legal, mas que, em todo caso, estão fora de ti, como é que não podes vender a tua opinião, o teu voto, a tua palavra, a tua fé, coisas que são mais do que tuas, porque são a tua própria consciência, isto é, tu mesmo? Negá-lo é cair no absurdo e no contraditório. Pois não há mulheres que vendem os cabelos? não pode um homem vender uma parte do seu sangue para transfundi-lo a outro homem anêmico? e o sangue e os cabelos, partes físicas, terão um privilégio que se nega ao caráter, à porção moral do homem? Demonstrando assim o princípio, o Diabo não se demorou em expor as vantagens de ordem temporal ou pecuniária; depois, mostrou ainda que, à vista do preconceito social, conviria dissimular o exercício de um direito tão legítimo, o que era exercer ao mesmo tempo a venalidade e a hipocrisia, isto é, merecer duplicadamente.

    (Contos: uma antologia, 1998.)

    1cogula: espécie de túnica larga, sem mangas, usada por certos religiosos.
    2desdouro: descrédito, desonra.
    3lábaro: estandarte, bandeira.
    4esgalgado: comprido e estreito.
    5venalidade: condição ou qualidade do que pode ser vendido.
    6casuísta: pessoa que pratica o casuísmo (argumento fundamentado em raciocínio enganador ou falso).
    Estão empregados em sentido figurado os termos destacados nos seguintes trechos:
    Escolha uma alternativa para a questão e4c768bd-de
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    Português

    Caracterizou-o sempre um sincero amor pelas coisas de sua terra, pela sua gente, e se existe obra que possa ser chamada de brasileira, é a dele. Se seus assuntos eram o homem e a terra do Brasil, apanhados no Norte, no Sul, no Centro, a forma por que os explorava era também brasileira, pela sintaxe que empregava e pelos modismos que introduzia. O Brasil do campo e o das cidades está presente em sua obra, assim como o homem da sociedade, o homem da rua e o trabalhador rural. Abarcou os aspectos mais variados da nossa sensibilidade e da nossa formação, constituindo sua obra um painel a que nada falta, inclusive o índio, que nela tem participação considerável.

    (José Paulo Paes e Massaud Moisés (orgs).
    Pequeno dicionário de literatura brasileira, 1980. Adaptado.)

    Tal comentário refere-se ao escritor
    Escolha uma alternativa para a questão e4bcc7ad-de
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    Português

    Leia o soneto “A uma dama dormindo junto a uma fonte”, do poeta barroco Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.

    À margem de uma fonte, que corria,
    Lira doce dos pássaros cantores
    A bela ocasião das minhas dores
    Dormindo estava ao despertar do dia.

    Mas como dorme Sílvia, não vestia
    O céu seus horizontes de mil cores;
    Dominava o silêncio entre as flores,
    Calava o mar, e rio não se ouvia.

    Não dão o parabém à nova Aurora
    Flores canoras, pássaros fragrantes,
    Nem seu âmbar respira a rica Flora.

    Porém abrindo Sílvia os dois diamantes,
    Tudo a Sílvia festeja, tudo adora
    Aves cheirosas, flores ressonantes.

    (Poemas escolhidos, 2010.) 
    A sinestesia consiste em transferir percepções de um sentido para as de outro, resultando um cruzamento de sensações.

    (Celso Cunha. Gramática essencial, 2013.)

    Verifica-se a ocorrência desse recurso no seguinte verso:
    Escolha uma alternativa para a questão e4a3a1ba-de
  • Linguagens

    Português

    Leia o soneto “A uma dama dormindo junto a uma fonte”, do poeta barroco Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.

    À margem de uma fonte, que corria,
    Lira doce dos pássaros cantores
    A bela ocasião das minhas dores
    Dormindo estava ao despertar do dia.

    Mas como dorme Sílvia, não vestia
    O céu seus horizontes de mil cores;
    Dominava o silêncio entre as flores,
    Calava o mar, e rio não se ouvia.

    Não dão o parabém à nova Aurora
    Flores canoras, pássaros fragrantes,
    Nem seu âmbar respira a rica Flora.

    Porém abrindo Sílvia os dois diamantes,
    Tudo a Sílvia festeja, tudo adora
    Aves cheirosas, flores ressonantes.

    (Poemas escolhidos, 2010.) 
    No soneto, a seguinte expressão é empregada pelo eu lírico em lugar de sua musa Sílvia:
    Escolha uma alternativa para a questão e49fc0a9-de
  • Linguagens

    Português

    Textos para a questão

    Poema de Finados
    01 Amanhã que é dia dos mortos
    02 Vai ao cemitério. Vai
    03 E procura entre as sepulturas
    04 A sepultura de meu pai.

    05 Leva três rosas bem bonitas.
    06 Ajoelha e reza uma oração.
    07 Não pelo pai, mas pelo filho:
    08 O filho tem mais precisão.

    09 O que resta de mim na vida
    10 É a amargura do que sofri.
    11 Pois nada quero, nada espero.
    12 E em verdade estou morto ali.
    Manuel Bandeira

    Versos a um coveiro
    01 Numerar sepulturas e carneiros,
    02 Reduzir carnes podres a algarismos,
    03 Tal é, sem complicados silogismos,
    04 A aritmética hedionda dos coveiros!

    05 Um, dois, três, quatro, cinco... Esoterismos
    06 Da Morte! E eu vejo, em fúlgidos letreiros,
    07 Na progressão dos números inteiros
    08 A gênese de todos os abismos!

    09 Oh! Pitágoras da última aritmética,
    10 Continua a contar na paz ascética
    11 Dos tábidos carneiros sepulcrais

    12 Tíbias, cérebros, crânios, rádios e úmeros,
    13 Porque, infinita como os próprios números
    14 A tua conta não acaba mais!
    Augusto dos Anjos
    Vocabulário:
    Carneiros -
    criptas, subterrâneos sepulcrais
    Fúlgidos - brilhantes
    Ascética - próprio do asceta, de quem se entrega a práticas espirituais, levando vida contemplativa
    Tábitos - pobres, corruptos
    Tíbias - ossos que constituem a perna
    Rádios - ossos que constituem o antebraço
    Úmeros - ossos que vão do cotovelo ao ombro

    Pai contra mãe (fragmento)
    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2016, Interpretação de Textos
    Machado de Assis
    No fragmento de “Pai contra mãe”, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 67d64a3f-dd
  • Linguagens

    Português

    Textos para a questão

    Poema de Finados
    01 Amanhã que é dia dos mortos
    02 Vai ao cemitério. Vai
    03 E procura entre as sepulturas
    04 A sepultura de meu pai.

    05 Leva três rosas bem bonitas.
    06 Ajoelha e reza uma oração.
    07 Não pelo pai, mas pelo filho:
    08 O filho tem mais precisão.

    09 O que resta de mim na vida
    10 É a amargura do que sofri.
    11 Pois nada quero, nada espero.
    12 E em verdade estou morto ali.
    Manuel Bandeira

    Versos a um coveiro
    01 Numerar sepulturas e carneiros,
    02 Reduzir carnes podres a algarismos,
    03 Tal é, sem complicados silogismos,
    04 A aritmética hedionda dos coveiros!

    05 Um, dois, três, quatro, cinco... Esoterismos
    06 Da Morte! E eu vejo, em fúlgidos letreiros,
    07 Na progressão dos números inteiros
    08 A gênese de todos os abismos!

    09 Oh! Pitágoras da última aritmética,
    10 Continua a contar na paz ascética
    11 Dos tábidos carneiros sepulcrais

    12 Tíbias, cérebros, crânios, rádios e úmeros,
    13 Porque, infinita como os próprios números
    14 A tua conta não acaba mais!
    Augusto dos Anjos
    Vocabulário:
    Carneiros -
    criptas, subterrâneos sepulcrais
    Fúlgidos - brilhantes
    Ascética - próprio do asceta, de quem se entrega a práticas espirituais, levando vida contemplativa
    Tábitos - pobres, corruptos
    Tíbias - ossos que constituem a perna
    Rádios - ossos que constituem o antebraço
    Úmeros - ossos que vão do cotovelo ao ombro

    Pai contra mãe (fragmento)
    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2016, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Machado de Assis
    É correto afirmar que em “Versos a um coveiro”:
    Escolha uma alternativa para a questão 67d27f7d-dd
  • Linguagens

    Português

    Textos para a questão

    Poema de Finados
    01 Amanhã que é dia dos mortos
    02 Vai ao cemitério. Vai
    03 E procura entre as sepulturas
    04 A sepultura de meu pai.

    05 Leva três rosas bem bonitas.
    06 Ajoelha e reza uma oração.
    07 Não pelo pai, mas pelo filho:
    08 O filho tem mais precisão.

    09 O que resta de mim na vida
    10 É a amargura do que sofri.
    11 Pois nada quero, nada espero.
    12 E em verdade estou morto ali.
    Manuel Bandeira

    Versos a um coveiro
    01 Numerar sepulturas e carneiros,
    02 Reduzir carnes podres a algarismos,
    03 Tal é, sem complicados silogismos,
    04 A aritmética hedionda dos coveiros!

    05 Um, dois, três, quatro, cinco... Esoterismos
    06 Da Morte! E eu vejo, em fúlgidos letreiros,
    07 Na progressão dos números inteiros
    08 A gênese de todos os abismos!

    09 Oh! Pitágoras da última aritmética,
    10 Continua a contar na paz ascética
    11 Dos tábidos carneiros sepulcrais

    12 Tíbias, cérebros, crânios, rádios e úmeros,
    13 Porque, infinita como os próprios números
    14 A tua conta não acaba mais!
    Augusto dos Anjos
    Vocabulário:
    Carneiros -
    criptas, subterrâneos sepulcrais
    Fúlgidos - brilhantes
    Ascética - próprio do asceta, de quem se entrega a práticas espirituais, levando vida contemplativa
    Tábitos - pobres, corruptos
    Tíbias - ossos que constituem a perna
    Rádios - ossos que constituem o antebraço
    Úmeros - ossos que vão do cotovelo ao ombro

    Pai contra mãe (fragmento)
    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2016, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Machado de Assis
    Sobre “Poema de Finados” e a obra de Manuel Bandeira é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 67ce635d-dd
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão


    Vera Teixeira de Aguiar, O verbal e o não verbal

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 67c52457-dd
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2016, Advérbios
    Vera Teixeira de Aguiar, O verbal e o não verbal

    Assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 67c1cd47-dd
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão


    Vera Teixeira de Aguiar, O verbal e o não verbal

    Considere as seguintes afirmações sobre o texto:

    I. A palavra eminentemente (linha 08) pode ser corretamente substituída no texto por “acima de tudo”, sem que a alteração modifique sentidos originais do texto.
    II. A palavra acionados (linha 17) pode ser corretamente substituída no texto por “mobilizados”, sem que a alteração modifique sentidos originais do texto.
    III. A palavra difundem (linha 18) pode ser corretamente substituída no texto por “propagam”, sem que a alteração modifique sentidos originais do texto.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 67bd9be3-dd
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance O guarani, de José de Alencar, para responder à questão.


        A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.

        A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente; as palmas que se abriam formavam no centro um berço mimoso, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida.

        Cecília esperava o seu último momento com a sublime resignação evangélica, que só dá a religião do Cristo; morria feliz; Peri tinha confundido as suas almas na derradeira prece que expirara dos seus lábios.

        — Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.

        Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.

        — Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.

        A menina sorriu docemente.

        — Olha! disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe...

        — Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.

        — Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!

        — Tu não sabes? disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda às vezes àqueles a quem ama um bom pensamento.

        E o índio ergueu os olhos com uma expressão inefável de reconhecimento.

        Falou com um tom solene:

        “Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram, e começaram a cobrir toda a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na várzea com sua esposa.

        “Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. O Senhor falava-lhe de noite; e de dia ele ensinava aos filhos da tribo o que aprendia do céu.

        [...]”

    (O guarani, 1997.)

    “A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.” 


    Nesse trecho, os verbos indicam

    Escolha uma alternativa para a questão 53289889-dc
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance O guarani, de José de Alencar, para responder à questão.


        A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.

        A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente; as palmas que se abriam formavam no centro um berço mimoso, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida.

        Cecília esperava o seu último momento com a sublime resignação evangélica, que só dá a religião do Cristo; morria feliz; Peri tinha confundido as suas almas na derradeira prece que expirara dos seus lábios.

        — Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.

        Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.

        — Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.

        A menina sorriu docemente.

        — Olha! disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe...

        — Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.

        — Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!

        — Tu não sabes? disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda às vezes àqueles a quem ama um bom pensamento.

        E o índio ergueu os olhos com uma expressão inefável de reconhecimento.

        Falou com um tom solene:

        “Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram, e começaram a cobrir toda a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na várzea com sua esposa.

        “Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. O Senhor falava-lhe de noite; e de dia ele ensinava aos filhos da tribo o que aprendia do céu.

        [...]”

    (O guarani, 1997.)

    O romance O guarani, exemplificado pelo trecho apresentado, é expressão de uma intenção literária de José de Alencar:
    Escolha uma alternativa para a questão 53249845-dc
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema de Manuel Bandeira para responder à questão.



    A estrada

    Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,

    Interessa mais que uma avenida urbana.

    Nas cidades todas as pessoas se parecem.

    Todo o mundo é igual. Todo o mundo é toda a gente.

    Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.

    Cada criatura é única.

    Até os cães.

    Estes cães da roça parecem homens de negócios:

    Andam sempre preocupados.

    E quanta gente vem e vai!

    E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:

    Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho manhoso.

    Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz dos símbolos,

    Que a vida passa! que a vida passa!

    E que a mocidade vai acabar.

    (Estrela da vida inteira, 2009.)

    “Estes cães da roça parecem homens de negócios”.


    A função sintática do termo destacado no excerto é a mesma do termo destacado em:

    Escolha uma alternativa para a questão 5320e8b2-dc