Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2014
- Universidade Virtual de São Paulo
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: EC9288B4-B9
Disciplina · Linguagens
Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
─ Em que espelho ficou perdida
a minha face?
(Cecília Meireles, Poesia, p.19-20)
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
─ Em que espelho ficou perdida
a minha face?
(Cecília Meireles, Poesia, p.19-20)
Leia o trecho abaixo para responder à questão.
“Os reitores das três universidades estaduais paulistas – USP, Unicamp e UNESP – decidiram congelar os salários de professores e servidores neste ano. O motivo é a crise financeira das instituições e o alto nível de comprometimento das receitas com a folha de pagamento, principalmente na USP – que já extrapola o orçamento com salários. Docentes e servidores rechaçam a proposta. É a primeira vez, em pelo menos dez anos, que as estaduais falam em reajuste zero.”
(Estado de S. Paulo, Metrópole, 15/05/2014, p. A22.)
Campo semântico é o conjunto dos significados, dos
conceitos que uma palavra possui de acordo com o
contexto em que está inserida. Assinale a alternativa que
apresenta um vocábulo que não pertence ao mesmo
campo semântico relativo ao contexto do trecho acima.


No texto há um tom de ironia que se revela em
muitos trechos. Abaixo, você verá alguns excertos.
Assinale a opção que traz uma expressão NÃO
IRÔNICA.

A crônica de João Ubaldo tem uma estrutura curiosa. Escreva V para o que for verdadeiro e F, para o que for falso sobre essa estrutura.
( ) O primeiro enunciado da crônica, que é também o primeiro da introdução (linha 49), expressa a ideia central do texto.
( ) A introdução é interrompida já na linha 49.
( ) Da linha 50 até a linha 58, quando retoma o enunciado introdutório, o enunciador faz uma digressão ou divagação, afastando-se do tema principal do texto.
( ) A introdução de pequenos fatos narrados levanos a entender que o texto, na realidade, não é uma crônica. Ele configura um novo tipo de texto que poderíamos denominar de gênero misto.
( ) A conclusão da crônica começa na linha 147, com o vocábulo “vestibular”. A partir dessa linha, poderíamos ter um novo parágrafo.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

Quando um torturador diz “Que Deus que
nada, porque Deus aqui é nós mesmo” (linhas 38-
39), só NÃO se deve entender ou concluir que

No final do texto, há a sugestão de que
I. no torturado arma-se um embate entre o corpo e a mente.
II. o torturado, no início da tortura, luta para não morrer fisicamente e, no final, anseia por essa morte, que lhe dará alívio.
III. só há duas maneiras de o torturado ver-se livre do sofrimento: morrer fisicamente ou prestar as informações que o torturador deseja.
Estão corretas as complementações contidas em

O dicionário Houaiss eletrônico dá para o
vocábulo “suplício” acepções variadas quase todas
relacionadas ao sofrimento físico. Já para o
substantivo “opróbrio”, as acepções são ligadas ao
sofrimento moral e psicológico. Diante do exposto
sobre a significação desses dois vocábulos, assinale a
assertiva verdadeira.

Assinale a opção que NÃO expressa com
clareza a funcionalidade da tortura.

O primeiro parágrafo contém elementos que dão ao leitor condição de, partindo da perspectiva do torturador, tirar conclusões acerca da lógica do sistema que tortura e, consequentemente, dos torturadores. Marque V para o que for verdadeiro e F para o que for falso.
( ) Se o preso fala e diz o que o torturador quer saber, não há por que condenar a tortura.
( ) Na relação torturador/torturado, só interessa ao primeiro a confissão do segundo.
( ) A lógica da teoria da funcionalidade da tortura está resumida em uma frase atribuída a Maquiavel: Os fins justificam os meios.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:




(Guilherme de Almeida. In Acaso.)

(Guilherme de Almeida. In Acaso.)