Pular para o conteúdo

Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 432 de 549

  • Linguagens

    Português

    O texto a seguir é referência para as questão.

    O jogo do salário mínimo



    Acerca de aspectos relativos à pontuação, assinale a alternativa correta com relação a alguns excertos do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 599083b2-bf
  • Linguagens

    Português

    Onde estou? Este sítio desconheço:

    Quem fez tão diferente aquele prado?

    Tudo outra natureza tem tomado,

    E em contemplá-lo, tímido, esmoreço.


    Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço

    De estar a ela um dia reclinado;

    Ali em vale um monte está mudado:

    Quanto pode dos anos o progresso!


    Árvores aqui vi tão florescentes,

    Que faziam perpétua a primavera:

    Nem troncos vejo agora decadentes.


    Eu me engano: a região esta não era;

    Mas que venho a estranhar, se estão presentes

    Meus males, com que tudo degenera!

    (Cláudio Manuel da Costa. Obras, 2002.)

    Considerando o contexto histórico-geográfico de produção do soneto, as transformações na paisagem assinaladas pelo eu lírico relacionam-se à seguinte atividade econômica:
    Escolha uma alternativa para a questão 1ab9c9dc-b9
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema “Erro de Português”, de Oswald de Andrade, e assinale a alternativa correta.

    Erro de português

    Quando o português chegou
    Debaixo de uma bruta chuva
    Vestiu o índio
    Que pena!
    Fosse uma manhã de sol
    O índio tinha despido
    O português.
    Escolha uma alternativa para a questão cb8ee3d6-b9
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o capítulo XXIX do romance “Quincas Borba” de Machado de Assis para responder a questão.

    CAPÍTULO XXIX

        RUBIÃO passou o resto da manhã alegremente. Era domingo; dois amigos vieram almoçar com ele, um rapaz de vinte e quatro anos, que roía as primeiras aparas dos bens da mãe, e um homem de quarenta e quatro ou quarenta e seis, que não tinha que roer.
    Carlos Maria chamava-se o primeiro, Freitas o segundo. Rubião gostava de ambos, mas diferentemente;não era só a idade que o ligava mais ao Freitas, era também a índole deste homem. Freitas elogiava tudo, saudava cada prato e cada vinho com uma frase particular, delicada, e saía de lá com as algibeiras cheias de charutos, provando assim que os preferia a quaisquer outros. Tinhalhe sido apresentado em certo armazém da Rua Municipal, onde jantaram uma vez juntos. Contaram-lhe ali a história do homem, a sua boa e má fortuna, mas não entraram em particularidades. Rubião torceu o nariz; era naturalmente algum náufrago, cuja convivência não lhe traria nenhum prazer pessoal nem consideração pública. Mas o Freitas atenuou logo essa primeira impressão; era vivo, interessante, anedótico, alegre como um homem que tivesse cinqüenta contos de renda.
    A respeito dos dois trechos a seguir “Tinha-lhe sido apresentado em certo armazém” e “Contaram-lhe ali a história do homem”, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão cb8c2022-b9
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o capítulo XXIX do romance “Quincas Borba” de Machado de Assis para responder a questão.

    CAPÍTULO XXIX

        RUBIÃO passou o resto da manhã alegremente. Era domingo; dois amigos vieram almoçar com ele, um rapaz de vinte e quatro anos, que roía as primeiras aparas dos bens da mãe, e um homem de quarenta e quatro ou quarenta e seis, que não tinha que roer.
    Carlos Maria chamava-se o primeiro, Freitas o segundo. Rubião gostava de ambos, mas diferentemente;não era só a idade que o ligava mais ao Freitas, era também a índole deste homem. Freitas elogiava tudo, saudava cada prato e cada vinho com uma frase particular, delicada, e saía de lá com as algibeiras cheias de charutos, provando assim que os preferia a quaisquer outros. Tinhalhe sido apresentado em certo armazém da Rua Municipal, onde jantaram uma vez juntos. Contaram-lhe ali a história do homem, a sua boa e má fortuna, mas não entraram em particularidades. Rubião torceu o nariz; era naturalmente algum náufrago, cuja convivência não lhe traria nenhum prazer pessoal nem consideração pública. Mas o Freitas atenuou logo essa primeira impressão; era vivo, interessante, anedótico, alegre como um homem que tivesse cinqüenta contos de renda.
    Considere as características centrais do Realismo. É possível afirmar que o trecho se aproxima da estética realista. Nesse sentido, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão cb8511f6-b9
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o capítulo XXIX do romance “Quincas Borba” de Machado de Assis para responder a questão.

    CAPÍTULO XXIX

        RUBIÃO passou o resto da manhã alegremente. Era domingo; dois amigos vieram almoçar com ele, um rapaz de vinte e quatro anos, que roía as primeiras aparas dos bens da mãe, e um homem de quarenta e quatro ou quarenta e seis, que não tinha que roer.
    Carlos Maria chamava-se o primeiro, Freitas o segundo. Rubião gostava de ambos, mas diferentemente;não era só a idade que o ligava mais ao Freitas, era também a índole deste homem. Freitas elogiava tudo, saudava cada prato e cada vinho com uma frase particular, delicada, e saía de lá com as algibeiras cheias de charutos, provando assim que os preferia a quaisquer outros. Tinhalhe sido apresentado em certo armazém da Rua Municipal, onde jantaram uma vez juntos. Contaram-lhe ali a história do homem, a sua boa e má fortuna, mas não entraram em particularidades. Rubião torceu o nariz; era naturalmente algum náufrago, cuja convivência não lhe traria nenhum prazer pessoal nem consideração pública. Mas o Freitas atenuou logo essa primeira impressão; era vivo, interessante, anedótico, alegre como um homem que tivesse cinqüenta contos de renda.
    A índole de Rubião pode estar mais ligada a de Freitas. Quanto ao fato que justificaria essa possibilidade, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão cb7fdba6-b9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2019, Sintaxe

    Atente para as expressões destacadas nas sentenças a seguir e assinale a que NÃO ocupa a função de sujeito.
    Escolha uma alternativa para a questão 06c17bbc-b9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2019, Interpretação de Textos

    Atente para as seguintes afirmações sobre o poema Ausência:

    I. Pode-se considerar que o eu lírico do poema, inicialmente, sentia falta de alguém ou alguma coisa. No entanto, com o passar do tempo, ele ignorou esse sentimento e não sofre mais.
    II. É possível afirmar que, de tanto sentir falta de uma pessoa ou de algo que estava ausente, o eu lírico, através de sua experiência, passou a sentir que essa pessoa ou esse objeto estava presente.
    III. O eu lírico sempre lastimou a ausência da pessoa amada ou a falta de algo, no entanto, após ter sido roubado, parou de lastimar a ausência, porque descobriu que a vida é para rir e para dançar.

    É correto o que se declara em
    Escolha uma alternativa para a questão 06a5d71a-b9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2019, Coesão e coerência

    Ao escrever um texto, o autor utiliza vários elementos para manter sua coesão. Considerando esse aspecto, atente para as seguintes afirmações.

    I. Na expressão “(...) quando instado a tirar o capacete de astronauta que o esconde” (linhas 12-13), o pronome o é utilizado para fazer referência a um termo já mencionado.
    II. Em “(...) encontra momentos de leveza ao lado do paizão, Nate (Owen Wilson)” (linhas 24-26), há um caso de elipse com a finalidade de não repetir termos.
    III. A expressão “desse fracionamento” (linha 43) é uma referência às “diversas facetas narrativas” (linhas 33-34), com a intenção de manter a temática do texto.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 06a31255-b9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2019, Interpretação de Textos


    ANTUNES, Arnaldo; BROWN, Carlinhos; MONTE, Marisa.

    Diáspora. In: Tribalistas. Rio de Janeiro: Phonomotor

    Records Universal Music, 2017. Disponível em: https://www.letras.mus.br/tribalistas/diaspora/.

    Acesso em: 08 de set. de 2019.

    Os versos “You, where are you?/ Where are you?” (linhas 69-71), cuja tradução literal para o português é Você, onde está você? / Onde está você?, encontram-se em língua inglesa porque
    Escolha uma alternativa para a questão cd98f444-b8
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2019, Coesão e coerência


    ANTUNES, Arnaldo; BROWN, Carlinhos; MONTE, Marisa.

    Diáspora. In: Tribalistas. Rio de Janeiro: Phonomotor

    Records Universal Music, 2017. Disponível em: https://www.letras.mus.br/tribalistas/diaspora/.

    Acesso em: 08 de set. de 2019.

    A textualidade marca-se por diversos fatores que se integram, a fim de instituir sentido ao conjunto de enunciados, transformando-os em um texto. Assim, na letra da canção Diáspora, há

    I. intertextualidade, porque podemos depreender a presença de outros textos, por exemplo, textos bíblicos (linhas 61-62; 65- 66) e o poema Vozes d’África, de Castro Alves (linhas 86-95).

    II. coerência, porque há uma lógica interna no texto quando os autores relacionam a dispersão do povo judeu à saga dos imigrantes.

    III. informatividade, porque as informações apresentam dados novos para a atualização da questão dada, a partir de um tema já apresentado inicialmente.

    Estão corretas as complementações contidas em
    Escolha uma alternativa para a questão cd930b4a-b8
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UECE 2019, Coesão e coerência

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UECE 2019, Coesão e coerência


    CAMPANERUT, Camila. Obras de Monteiro Lobato entram

    para domínio público. Brasília: Ministério da Cidadania,

    2019. Disponível em: http://cultura.gov.br/obras-de-

    monteiro-lobato-entram-para-dominio-publico/. Acesso em:

    30/08/2019.

    No primeiro parágrafo do texto 1, há vários termos ou expressões para se referir a Monteiro Lobato, tais como ele (linha 1), esse escritor (linha 4), personalidade (linha 7) e autor (linha 4). Com relação a esse aspecto, atente para as seguintes assertivas:

    I. O recurso de substituição de termos ou expressões foi utilizado para garantir a manutenção temática.

    II. A substituição de termos ou expressões funcionou como um elemento de coesão textual.

    III. A referência ao autor Monteiro Lobato, realizada de várias formas diferentes, tornou o texto repetitivo.

    Estão corretas somente as assertivas contidas em
    Escolha uma alternativa para a questão cd83c259-b8
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder a questão.  


    O leitor encontra, neste belo número da Revista Katálysis, um panorama rico, denso e qualificado do que vem ocorrendo no mundo do trabalho hoje, com seus traços de “continuidade” e “descontinuidade”, num período em que o capitalismo aprofundou ainda mais as penalizações que está impondo ao universo laborativo, onde o “novo” e o “velho” se (re)configuram a partir da nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT), que se reestruturou nas últimas décadas.

    [...]

    Se a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, legou-nos um enorme processo de “desantropomorfização do trabalho” (Lukács); se o século XX pode ser caracterizado pelo que Braverman definiu como sendo a “era da degradação do trabalho”, as últimas décadas do século passado e os inícios do atual vêm presenciando a generalização de “outras formas e modalidades de precarização”, [...] aquela responsável pela geração do cybertariado (Ursula Huws), uma nova força de trabalho global que mescla intensamente “informatização” com “informalização”.[...]

    As consequências são fortes: nesta fase de desmanche, estamos presenciando o derretimento dos poucos laços de sociabilidade, [...] sem presenciarmos uma ampliação da vida dotada de sentido, nem “dentro” e nem “fora” do trabalho. A vida se consolida, cada vez mais, como sendo desprovida de sentido no trabalho e, por outro lado, estranhada e fetichizada* também “fora” do trabalho, exaurindo-se no mundo sublimado do consumo (virtual ou real), ou na labuta incansável pelas qualificações de todo tipo, que são incentivadas como antídoto [...] para não perder o emprego daqueles que o têm.

    É por isso que estamos presenciando uma desconstrução sem precedentes do trabalho em toda a era moderna, ampliando os diversos modos de ser da precarização e do desemprego estrutural. Resta para a “classe-que-vive-do-trabalho” oscilar, ao modo dos pêndulos, entre a busca de qualquer “labor” e a vivência do desemprego.

    Este número especial da Revista Katálysis, dedicado às novas configurações do trabalho na sociedade capitalista, é uma contribuição efetiva para a linhagem crítica, atualizada e original, tanto pelos temas selecionados, quanto pela qualidade e competência dos colaboradores presentes, ajudando a descortinar tantos elementos que configuram a “nova morfologia do trabalho”, seus dilemas e desafios.

    Ricardo Antunes, Editorial da Revista Katálysis, n.2, 2009. 

    <https://tinyurl.com/y6nchqmr> Acesso em: 19.10.2019. Adaptado.


    *fetichizar: ação de admirar exageradamente, irrestritamente, incondicionalmente uma pessoa ou coisa. 





    Os termos destacados no texto são exemplos de paronomásia, figura sonora definida, segundo o Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa, como “figura de linguagem que extrai expressividade da combinação de palavras que apresentam semelhança fônica, mas possuem sentidos diferentes”.

    Assinale a alternativa em que o autor também utilizou a paronomásia na construção de seus versos.
    Escolha uma alternativa para a questão c8e23b8d-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder a questão.  


    O leitor encontra, neste belo número da Revista Katálysis, um panorama rico, denso e qualificado do que vem ocorrendo no mundo do trabalho hoje, com seus traços de “continuidade” e “descontinuidade”, num período em que o capitalismo aprofundou ainda mais as penalizações que está impondo ao universo laborativo, onde o “novo” e o “velho” se (re)configuram a partir da nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT), que se reestruturou nas últimas décadas.

    [...]

    Se a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, legou-nos um enorme processo de “desantropomorfização do trabalho” (Lukács); se o século XX pode ser caracterizado pelo que Braverman definiu como sendo a “era da degradação do trabalho”, as últimas décadas do século passado e os inícios do atual vêm presenciando a generalização de “outras formas e modalidades de precarização”, [...] aquela responsável pela geração do cybertariado (Ursula Huws), uma nova força de trabalho global que mescla intensamente “informatização” com “informalização”.[...]

    As consequências são fortes: nesta fase de desmanche, estamos presenciando o derretimento dos poucos laços de sociabilidade, [...] sem presenciarmos uma ampliação da vida dotada de sentido, nem “dentro” e nem “fora” do trabalho. A vida se consolida, cada vez mais, como sendo desprovida de sentido no trabalho e, por outro lado, estranhada e fetichizada* também “fora” do trabalho, exaurindo-se no mundo sublimado do consumo (virtual ou real), ou na labuta incansável pelas qualificações de todo tipo, que são incentivadas como antídoto [...] para não perder o emprego daqueles que o têm.

    É por isso que estamos presenciando uma desconstrução sem precedentes do trabalho em toda a era moderna, ampliando os diversos modos de ser da precarização e do desemprego estrutural. Resta para a “classe-que-vive-do-trabalho” oscilar, ao modo dos pêndulos, entre a busca de qualquer “labor” e a vivência do desemprego.

    Este número especial da Revista Katálysis, dedicado às novas configurações do trabalho na sociedade capitalista, é uma contribuição efetiva para a linhagem crítica, atualizada e original, tanto pelos temas selecionados, quanto pela qualidade e competência dos colaboradores presentes, ajudando a descortinar tantos elementos que configuram a “nova morfologia do trabalho”, seus dilemas e desafios.

    Ricardo Antunes, Editorial da Revista Katálysis, n.2, 2009. 

    <https://tinyurl.com/y6nchqmr> Acesso em: 19.10.2019. Adaptado.


    *fetichizar: ação de admirar exageradamente, irrestritamente, incondicionalmente uma pessoa ou coisa. 





    Os termos “continuidade”, “desconstrução” e “desmanche” são palavras constituídas por diferentes processos de formação de palavras.

    Assinale a alternativa cujas palavras são formadas, respectivamente, pelos mesmos processos dos vocábulos apresentados no enunciado.
    Escolha uma alternativa para a questão c8dbce2c-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder a questão.  


    O leitor encontra, neste belo número da Revista Katálysis, um panorama rico, denso e qualificado do que vem ocorrendo no mundo do trabalho hoje, com seus traços de “continuidade” e “descontinuidade”, num período em que o capitalismo aprofundou ainda mais as penalizações que está impondo ao universo laborativo, onde o “novo” e o “velho” se (re)configuram a partir da nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT), que se reestruturou nas últimas décadas.

    [...]

    Se a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, legou-nos um enorme processo de “desantropomorfização do trabalho” (Lukács); se o século XX pode ser caracterizado pelo que Braverman definiu como sendo a “era da degradação do trabalho”, as últimas décadas do século passado e os inícios do atual vêm presenciando a generalização de “outras formas e modalidades de precarização”, [...] aquela responsável pela geração do cybertariado (Ursula Huws), uma nova força de trabalho global que mescla intensamente “informatização” com “informalização”.[...]

    As consequências são fortes: nesta fase de desmanche, estamos presenciando o derretimento dos poucos laços de sociabilidade, [...] sem presenciarmos uma ampliação da vida dotada de sentido, nem “dentro” e nem “fora” do trabalho. A vida se consolida, cada vez mais, como sendo desprovida de sentido no trabalho e, por outro lado, estranhada e fetichizada* também “fora” do trabalho, exaurindo-se no mundo sublimado do consumo (virtual ou real), ou na labuta incansável pelas qualificações de todo tipo, que são incentivadas como antídoto [...] para não perder o emprego daqueles que o têm.

    É por isso que estamos presenciando uma desconstrução sem precedentes do trabalho em toda a era moderna, ampliando os diversos modos de ser da precarização e do desemprego estrutural. Resta para a “classe-que-vive-do-trabalho” oscilar, ao modo dos pêndulos, entre a busca de qualquer “labor” e a vivência do desemprego.

    Este número especial da Revista Katálysis, dedicado às novas configurações do trabalho na sociedade capitalista, é uma contribuição efetiva para a linhagem crítica, atualizada e original, tanto pelos temas selecionados, quanto pela qualidade e competência dos colaboradores presentes, ajudando a descortinar tantos elementos que configuram a “nova morfologia do trabalho”, seus dilemas e desafios.

    Ricardo Antunes, Editorial da Revista Katálysis, n.2, 2009. 

    <https://tinyurl.com/y6nchqmr> Acesso em: 19.10.2019. Adaptado.


    *fetichizar: ação de admirar exageradamente, irrestritamente, incondicionalmente uma pessoa ou coisa. 





    Dentre as propostas de reescrita dos diferentes trechos retirados do texto, assinale a única que mantém o sentido original e que respeita as normas da variedade culta da língua portuguesa.
    Escolha uma alternativa para a questão c8d8501f-b2
  • Linguagens

    Português

    Irerê, meu passarinho do sertão do Cariri,

    Irerê, meu companheiro,

    Cadê viola? Cadê meu bem? Cadê Maria?

    Ai triste sorte a do violeiro cantadô!

    Ah! Sem a viola em que cantava o seu amô,

    Ah! Seu assobio é tua flauta de irerê:

    Que tua flauta do sertão quando assobia,

    Ah! A gente sofre sem querê!

    Ah! Teu canto chega lá no fundo do sertão,

    Ah! Como uma brisa amolecendo o coração,

    Ah! Ah!

    Irerê, solta teu canto!

    Canta mais! Canta mais!

    Prá alembrá o Cariri!

    VILLA-LOBOS, H. Bachianas Brasileiras n. 5 para soprano e oito violoncelos (1938-1945). Disponível em: http://euterpe.blog.br. Acesso em: 23 abr. 2019.


    Nesses versos, há uma exaltação ao sertão do Cariri em uma ambientação linguisticamente apoiada no(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 4a0cb8a1-0a
  • Linguagens

    Português

    Toca a sirene na fábrica,

    e o apito como um chicote

    bate na manhã nascente

    e bate na tua cama

    no sono da madrugada.

    Ternuras da áspera lona

    pelo corpo adolescente.

    É o trabalho que te chama.

    Às pressas tomas o banho,

    tomas teu café com pão,

    tomas teu lugar no bote

    no cais do Capibaribe.

    Deixas chorando na esteira

    teu filho de mãe solteira.

    Levas ao lado a marmita,

    contendo a mesma ração

    do meio de todo o dia,

    a carne-seca e o feijão.

    De tudo quanto ele pede

    dás só bom-dia ao patrão,

    e recomeças a luta

    na engrenagem da fiação.

    MOTA, M. Canto ao meio. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964.


    Nesse texto, a mobilização do uso padrão das formas verbais e pronominais

    Escolha uma alternativa para a questão 4a09d527-0a
  • Linguagens

    Português

    Inverno! inverno! inverno!

    Tristes nevoeiros, frios negrumes da longa treva boreal, descampados de gelo cujo limite escapa-nos sempre, desesperadamente, para lá do horizonte, perpétua solidão inóspita, onde apenas se ouve a voz do vento que passa uivando como uma legião de lobos, através da cidade de catedrais e túmulos de cristal na planície, fantasmas que a miragem povoam e animam, tudo isto: decepções, obscuridade, solidão, desespero e a hora invisível que passa como o vento, tudo isto é o frio inverno da vida.

    Há no espírito o luto profundo daquele céu de bruma dos lugares onde a natureza dorme por meses, à espera do sol avaro que não vem.

    POMPEIA, R. Canções sem metro. Campinas: Unicamp, 2013.


    Reconhecido pela linguagem impressionista, Raul Pompeia desenvolveu-a na prosa poética, em que se observa a

    Escolha uma alternativa para a questão 49e3c99f-0a
  • Linguagens

    Português

    JASÃO:


    Puxa, mestre, o senhor é cismento

    Eu já lhe falei pra levantar

    grana num banco. Aí moderniza

    a oficina, põe pra trabalhar

    uns empregados e nem precisa

    forçar a vista. Fica ali só

    na administração... (Levantando)


    EGEU:

    (Com autoridade) Presepada,

    menino... Tira esse paletó

    e senta aí. Que banco que nada!

    Senta duma vez, eu tou mandando

    Pega o alicate e a chave de fenda

    e vai matutando, matutando,

    até que você um dia aprenda

    a ser dono da sua consciência


    A reação de Mestre Egeu se baseia em uma avaliação implícita acerca de Jasão. De acordo com essa avaliação, o compositor se caracteriza como uma pessoa:

    Escolha uma alternativa para a questão abd95b95-f9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2019, Interpretação de Textos

    A história da expressão “mar de lama”, relatada por Sérgio Rodrigues, reforça uma ideia apontada no texto O que nossas metáforas dizem de nós.


    Essa ideia está sintetizada na seguinte frase do texto base:

    Escolha uma alternativa para a questão abc67708-f9