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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 532 de 549

  • Linguagens

    Português

    A raça humana

    A raça humana é
    Uma semana Do trabalho de Deus

    A raça humana é ferida acesa
    Uma beleza, uma podridão
    O fogo eterno e a morte
    A morte e a ressurreição

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    A raça humana é o cristal de lágrima
    Da lavra da solidão
    Da mina, cujo mapa
    Traz na palma da mão

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    A raça humana risca, rabisca, pinta
    A tinta, a lápis, a carvão, a giz
    O rosto da saudade
    Que traz do Gênesis
    Dessa semana santa

    Entre parênteses
    Desse divino oásis
    Da grande apoteose
    Da perfeição divina
    Na Grande Síntese

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    (GIL, Gilberto. CD Raça Humana.)
    Sobre os sentidos do texto, analise as afirmativas.

    I - A expressão Grande Síntese, na sétima estrofe, significa raça humana.
    II - Na sexta estrofe, a expressão Dessa semana santa refere-se à semana da criação do mundo.
    III - A metáfora em A raça humana é ferida acesa remete à morte.
    IV - As expressões trabalho de Deus e traz do Gênesis comprovam a abordagem mítica do tema.

    Estão corretas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão a305b29d-ea
  • Linguagens

    Português

    A raça humana

    A raça humana é
    Uma semana Do trabalho de Deus

    A raça humana é ferida acesa
    Uma beleza, uma podridão
    O fogo eterno e a morte
    A morte e a ressurreição

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    A raça humana é o cristal de lágrima
    Da lavra da solidão
    Da mina, cujo mapa
    Traz na palma da mão

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    A raça humana risca, rabisca, pinta
    A tinta, a lápis, a carvão, a giz
    O rosto da saudade
    Que traz do Gênesis
    Dessa semana santa

    Entre parênteses
    Desse divino oásis
    Da grande apoteose
    Da perfeição divina
    Na Grande Síntese

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    (GIL, Gilberto. CD Raça Humana.)
    Nessa letra, a reflexão se faz sobre um tema que desde sempre inquieta o ser humano. Assinale a alternativa que apresenta tal tema.
    Escolha uma alternativa para a questão a300f621-ea
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de Textos
    Assinale V ou F, conforme sejam as afirmações verdadeiras ou falsas.

    Comparando-se os textos I , II e III, está correto o que se afirma em


    ( ) Tanto o texto I quanto o II mostram a mulher como parte da paisagem natural.

    ( ) Os textos I e III apresentam uma imagem objetiva e precisa da figura feminina.

    ( ) O texto II, da mesma forma que o I, evidencia uma imagem da mulher como ser transformador.

    ( ) Os textos I, II e III interrelacionam-se ao expressarem a figura feminina portadora de sensualismo.


    A alternativa que contem a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão be8b3cd0-e7
  • Linguagens

    Português

    I.


    E uma vez, quando ajoelhados assistíamos à dança nua

                                                                          [das auroras

    Surgiu do céu parado como uma visão de alta serenidade

    Uma branca mulher de cujo sexo a luz jorrava em ondas

    E de cujos seios corria um doce leite ignorado.


    Oh, como ela era bela! era impura — mas como era bela!

    Era como um canto ou como uma flor brotando ou como um

                                                                                        [cisne

    Tinha um sorriso de praia em madrugada e um olhar

                                                                            [esvanecente

    E uma cabeleira de luz como uma cachoeira em plenilúnio


    MORAES, Vinícius de. O poeta. Antologia poética. 16. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978. p. 25.


    II.


    A brisa teus negros cabelos soltou,

    O orvalho da face te esfria o suor;

    Teus seios palpitam — a brisa os roçou,

    Beijou-os, suspira, desmaia de amor!

                Teu pé tropeçou...

                Não corras assim!

                Donzela, onde vais?    

                Tem pena de mim!


    AZEVEDO, Álvares de. Sonhando. Lira dos Vinte anos. São Paulo: FTD, 1994. (Coleção Grandes Leituras).


    III.


    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de Textos

    RENOIR, Pierre Auguste. A banhista loira (1881). In: Gênios da pintura: do romantismo ao pós-impressionismo. São Paulo: Abril Cultural, 1972. p. 677.

    Assinale V ou F, conforme sejam as afirmações verdadeiras ou falsas.


    Comparando-se os textos I , II e III, está correto o que se afirma em


    ( ) Tanto o texto I quanto o II mostram a mulher como parte da paisagem natural.

    ( ) Os textos I e III apresentam uma imagem objetiva e precisa da figura feminina.

    ( ) O texto II, da mesma forma que o I, evidencia uma imagem da mulher como ser transformador.

    ( ) Os textos I, II e III interrelacionam-se ao expressarem a figura feminina portadora de sensualismo.


    A alternativa que contem a sequência correta, de cima para baixo, é a

    Escolha uma alternativa para a questão e79d528e-df
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Prezados senhores, somos todos

    da mesma cepa se vistos de binóculo.

            Mas não somos os mesmos.


    Eu, com meus poemas indevassáveis

    vós, com vossas gravatas coloridas /

    eu, com esta consciência de mim

    vós, com vossa mesa farta /

    eu, buscando o sempre inatingível

    vós, com vossas gravatas coloridas /

    eu, meditando muito sobre vós

    vós, com vossa mesa farta.


    Não somos da mesma cepa, mas vistos

    de binóculo somos os mesmos.

            Eis uma grande injustiça.


    BRASILEIRO, Antônio. Divisor de águas. Antologia poética. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado; COPENE, 1996. p. 77

    No poema, “gravatas coloridas” conota
    Escolha uma alternativa para a questão e7948a5a-df
  • Linguagens

    Português

    TEXTO

    CIDADE SEM LUZ 

    Figura 1 de 3 da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 3 da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de TextosFigura 3 de 3 da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    (Olavo Drummond. O vendedor de estrelas. Contos.) 

    Assinale a única alternativa cuja afirmação NÃO é autorizada pelas relações que se estabelecem no terceiro parágrafo (linhas 31-58).
    Escolha uma alternativa para a questão 7f4a6c07-b7
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

    TEXTO 2

    Polivalência: do mito... para a realidade

       A modernidade, ao flexibilizar a divisão de tarefas no interior dos processos produtivos, estaria cumprindo com o papel de substituir o desqualificado e descomprometido “apertador de parafusos” por um funcionário que pensa e molda seu próprio emprego, à medida em que é chamado a experimentar novos métodos de trabalho capazes de garantir ao mesmo tempo a sua realização pessoal e o crescimento da empresa. Desta forma, graças à polivalência, o ser humano estaria deixando de ser um mero apêndice das máquinas para reencontrar no trabalho o caminho de sua própria humanização.  
         Mas será que é isso mesmo? Com a polivalência, o capital estaria mesmo abrindo mão da crescente submissão do homem à máquina que, aliás, é um dos elementos que lhe garantem a progressiva exploração da força de trabalho? A polivalência que tem sua origem na flexibilização e na automação dos processos produtivos estaria gerando uma maior qualificação do trabalhador coletivo? 
        O novo trabalhador, a ser moldado de acordo com as necessidades dos sistemas informatizados, teria que ser jovem, polivalente, sem tradição de luta, com estudos que lhe fornecessem conhecimentos gerais mais amplos (o segundo grau, por exemplo) ou, no limite, as noções técnicas básicas que podem ser assimiladas através dos cursos de SENAI. 
          Ou seja, o perfil da grande maioria dos trabalhadores, que do final da década de 80 até os nossos dias começam a compor o quadro de funcionários das grandes empresas, tem como traços fundamentais a ausência de uma militância política e de uma qualificação efetiva, ao lado de uma bagagem de conhecimentos que serve apenas para proporcionar-lhes uma leitura rápida e segura das informações que aparecem nos sistemas de controle dos equipamentos automatizados e para garantir uma rápida operacionalização das ordens recebidas.
          Se tivermos que descrever em poucas palavras o perfil de um trabalhador polivalente, diríamos que ele não passa de um “pau pra toda obra” que, diante do aumento do desemprego e da ameaça constante que isso traz à manutenção de suas condições de vida, percebe uma sensação de alívio ao aderir, ora ativa ora passivamente, aos objetivos e aos limites impostos pela lógica das mudanças no interior do sistema capitalista. Lógica que tem na polivalência e na flexibilização dos processos de trabalho dois importantes instrumentos para ocultar a continuidade histórica da necessidade da classe dominante ir adequando a organização do trabalho às exigências da acumulação do capital e para apagar nas classes trabalhadoras a memória coletiva de sua tradição de lutas e, com ela, a necessidade de construir uma nova ordem social.
    (GENNARI, Emílio. Automação, Terceirização e Programas de Qualidade Total: os fatos e a lógica das mudanças nos processos de trabalho. São Paulo: CPV, 1997. Adaptado)  
    No texto, o autor afirma que a imagem do novo trabalhador:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b79ccd0-b6
  • Linguagens

    Português

    Texto 1
    Felicidade clandestina

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UECE 2010, Análise sintática
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UECE 2010, Análise sintática

    (Clarice Lispector. Clarice na cabeceira. p. 185-188. Adaptação.)

    Indique a opção que traz um comentário INCORRETO sobre o trecho “E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha.” (linhas 73-75).
    Escolha uma alternativa para a questão 3321474f-b5
  • Linguagens

    Português

    “A revolução digital nas telecomunicações, a mercantilização de bits e a miniaturalização de aparelhos eletrônicos esboçam as cidades do século XXI. (...) Como os “sem-terra, haverá os “sem-bits”. Os privilegiados serão “ricos de informação”. (...) A imagem é de que vamos comprar, viajar, comunicar, trabalhar e até fazer amor no espaço eletrônico. Mas com o fim da comunidade de compartilhamento direto, o ciberespaço, reflete, cada vez mais, as atuais cidades reais. (...) A corrida para a colonização do ciberespaço já começou. Os países que quiserem ser competitivos têm que investir numa infraestrutura nacional de informação como investiram em portos, frotas de navios, ferrovias e rodovias.”
    Baseado em “Supervia da Informação redefine tempo e espaço”, citado em Introdução à Sociologia
    Associando a situação descrita no texto com o atual contexto mundial, pode-se afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão b745cad3-b5
  • Linguagens

    Português

    Leia a tira abaixo para responder a questão

    Levando-se em consideração os elementos constitutivos da tira, infere-se que:

    Escolha uma alternativa para a questão b68cbe5f-b5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2 

    A revolução digital

    Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro.

    Disse “pareciam”, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação.

    Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde.

    O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose.

    Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons.

    A mudança conduz a veredas ainda não exploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita.

    Isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma.

    Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de ideias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente, arriscar textos próprios.

    Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: “Mando-te uma carta qualquer dia destes”.

    Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico.

    O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla “enter”.

    Josias de Souza. A revolução digital. Folha de São Paulo. 6/05/96.

    Caderno Brasil, p. 2). 

    Analisando a concordância verbal no seguinte fragmento: “Saem as árvores”, pode-se afirmar que:

    1) o verbo poderia estar no singular: o sujeito vem posposto ao verbo.
    2) nesse caso, a concordância é facultativa: o período é simples.
    3) o verbo está corretamente flexionado: trata-se de um sujeito plural.

    Está(ão) correta(s):
    Escolha uma alternativa para a questão c40cff27-b5
  • Linguagens

    Português

    I.
    Ó poente que te vais em sombras mortas,
    Para voltar depois,
    Suavidade que desconfortas,
    Como somos iguais os dois!

    Envolto em nuvens cor de sangue, choras
    Todos os dias o dia findo...
    E como rosas, depois, auroras
    No teu seio vão-se abrindo.

    E de novo te desabrochas,
    Cheio de vida, para depois
    Bruxulear num clarão de tochas
    Seguindo o enterro de nós dois...

    E no outro dia as mesmas rosas
    No teu seio vão-se abrindo...
    E voltam lágrimas chorosas
    Depois, chorando o dia findo.

    GUIMARAENS, Alphonsus de. Cantos de amor, soluços de preces. Rio de Janeiro: Cia José de Aguilar; Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1972. p. 140.


    II.

    Poente. Calcando vidro úmido da tarde,
    lentos, caminho dos currais, os bois
    historiam campesino silêncio de fazenda.
    No olhar de melancolia e trabalho vespertino
    passeia desnudo entre folhas cegas
    um sacrifício comum de agrícola fadiga,
    paisagem desesperada nutrindo-se
    de sombras, de canção despedaçada
    entre cedros e riacho.

    MATTOS, Florisvaldo. Poente aos bois. A caligrafia do soluço & poesia anterior. Salvador: Fundação Casa Jorge Amado; COPENE, 1996. p. 80
    Na primeira e na terceira estrofe do texto I, as imagens poéticas traduzem um pensamento construído através de
    Escolha uma alternativa para a questão 46f29240-b4
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão  

    Imagem da questão de Português, FUVEST 2010, Interpretação de Textos
    The Economist, March 14th 2009.  
    De acordo com o texto, publicado em março de 2009,
    Escolha uma alternativa para a questão 920fd0f6-b3
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 05

          Fecho os olhos com insistência e tento resgatar a veracidade daqueles momentos. Tudo insólito, orvalho matutino, insolitíssimo.
         Na infância, corríamos quintal adentro. Subíamos nas grimpas das árvores e lá brincávamos de morar. Ela sempre no andar de baixo; eu, nas alturas. [...] O mundo dali era pequeno e ao mesmo tempo enorme. Eu e o mundo. Um no dentro do outro. Um além do outro. Tão longe e tão junto. [...] Ficava, eu, horas e horas, assim, balançando nas grimpas. Esquecia do tempo. Às vezes, brincávamos de impulsionar forte o galho, no ritmo do balanço até que lançássemos o nosso corpo da copa de uma árvore aos galhos de outras árvores próximas, feito pássaros: voando de galho em galho, de árvore em árvore, transpondo os limites do vazio e do céu.

    (RODRIGUES, Maria Aparecida. A Transfiguração de Lúcia In:. _______ . Cinzas da paixão e outras estórias. Goiânia: Ed. da UCG, 2007. p. 19.)
    Assinale a alternativa que caracteriza corretamente o livro de contos Cinzas da paixão e outras estórias, de Maria Aparecida Rodrigues:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b2a2001-b0
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa em que a expressão entre parênteses veicula significação equivalente à expressão grifada do enunciado.
    Escolha uma alternativa para a questão bf6b3a05-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto V e responda a questão. 

    Texto V

    O “Adeus” de Teresa

    A vez primeira que eu fitei Teresa,

    Como as plantas que arrasta a correnteza,

    A valsa nos levou nos giros seus...

    E amamos juntos... E depois na sala

    “Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala...

    E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”

    Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...

    E da alcova saía um cavaleiro

    Inda beijando uma mulher sem véus...

    Era eu... Era a pálida Teresa!

    “Adeus” lhe disse conservando-a presa...

    E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”

    Passaram tempos... séc’los de delírio

    Prazeres divinais... gozos do Empíreo...

    ... Mas um dia volvi aos lares meus.

    Partindo eu disse – “Voltarei!... descansa!...”

    Ela, chorando mais que uma criança,

    Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

    Quando voltei... era o palácio em festa!...

    E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra

    Preenchiam de amor o azul dos céus.

    Entrei!... Ela me olhou branca... surpresa!

    Foi a última vez que eu vi Teresa!...

    E ela arquejando murmurou-me: “adeus!” 

    (CASTRO ALVES, Antonio Frederico. Espumas flutuantes. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. p. 51.)

    Acerca do poema, é correto afirmar:

    I. A palavra “adeus” apresenta variações de significado.

    II. Na terceira estrofe, a ausência do eu-lírico é marcada por hipérboles

    III. Há ruptura da idealização da figura feminina.

    IV. O amor espiritual sobrepõe-se ao amor carnal.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão f5dd58c2-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto III e responda a questão. 

    Texto III

        Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!”

        Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...

        Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!
       Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.
       Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa. 

    (CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)
    Observe as formas “excitando-o” e “maltratando-o”, presentes no 3º parágrafo. Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f5c2a9b9-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto III e responda a questão. 

    Texto III

        Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!”

        Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...

        Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!
       Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.
       Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa. 

    (CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)
    Quanto à frase: “Um homem não resiste, quanto mais uma criança!”, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f5b110d9-b0
  • Linguagens

    Português

    Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. Constitui o início do conto “AA”, de Rubem Fonseca. 
    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Problemas da língua culta
    (64 contos de Rubem Fonseca. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. p. 692) 
    A substituição que preserva o padrão culto escrito é a de
    Escolha uma alternativa para a questão 826aa331-b0
  • Linguagens

    Português

    Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. Constitui o início do conto “AA”, de Rubem Fonseca. 
    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Interpretação de Textos
    (64 contos de Rubem Fonseca. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. p. 692) 
    No fragmento acima,
    Escolha uma alternativa para a questão 8261a9a1-b0