Pular para o conteúdo

Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 76 de 549

  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2019, Figuras de Linguagem
    Ao utilizar a palavra pasto no verso “Comida é pasto” (linha 85), a canção empregou a figura de linguagem
    Escolha uma alternativa para a questão 01e9af5e-f9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2019, Coesão e coerência
    Considere os seguintes versos da canção: “A gente não quer só comida /A gente quer saída para qualquer parte” (linhas 90-91). É possível reescrever estes versos de diversas maneiras, mantendo a equivalência de sentido, com EXCEÇÃO da forma como está estruturada no seguinte enunciado:
    Escolha uma alternativa para a questão 01e127c2-f9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2019, Interpretação de Textos
    Analisando o texto, pode-se traçar um perfil do enunciador da canção que se mostra com as características listadas abaixo, com EXCEÇÃO de
    Escolha uma alternativa para a questão 01da3a18-f9
  • Linguagens

    Português

    1. Imagem da questão de Português, UECE 2019, Pontuação
    O uso das aspas, no trecho “reduzir à metade esse desperdício, bastaria para aumentar a produção alimentar mundial em 32% e para conseguir dar comida a 9 bilhões de pessoas, a população mundial prevista em 2050” (linhas 27-31), serve para
    Escolha uma alternativa para a questão 01d3a6fe-f9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2019, Advérbios

    O poema acima apresenta elementos linguísticos de coesão que contribuem para articulação do sentido entre suas partes. Baseado nesta ideia, é correto dizer que
    Escolha uma alternativa para a questão 01bbb054-f9
  • Linguagens

    Português

    Em “não evitará o crime” e “não se mobilizar para protegê-la”, as palavras em destaque funcionam morfologicamente no contexto em questão como:
    Escolha uma alternativa para a questão c5a82549-f9
  • Linguagens

    Português

    Observe a charge, abaixo, e responda à questão.

    Imagem da questão de Português, IF-BA 2019, Análise sintática

    Disponível em:<http://anacristinapb.blogspiot.com/2011/07/charge-sobre-educação-e-tecnologia.html>. Acesso em 07 de agosto de 2018.



    As expressões “Pai, Mãe!!!” exercem no texto a função sintática de:
    Escolha uma alternativa para a questão c5926c05-f9
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Figuras de Linguagem

    Figura 2 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Figuras de Linguagem

    Figura 3 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Figuras de Linguagem

    Figura 4 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Figuras de LinguagemFigura 5 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Figuras de Linguagem

    A figura de linguagem metonímia está presente no trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão c586a306-f9
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Interpretação de Textos

    Figura 3 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Interpretação de Textos

    Figura 4 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Interpretação de TextosFigura 5 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Interpretação de Textos

    No conto “Maria”, é predominante:
    Escolha uma alternativa para a questão c57dbe6c-f9
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Figuras de Linguagem

    Figura 2 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Figuras de Linguagem

    Figura 3 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Figuras de Linguagem

    Figura 4 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Figuras de LinguagemFigura 5 de 5 da questão de Português, IF-BA 2019, Figuras de Linguagem

    “A palma de umas de suas mãos doía. Tinha sofrido um corte, bem no meio, enquanto cortava o pernil para a patroa. Que coisa! Faca-laser corta até a vida!" (linhas 23-25)

    “Estavam todos armados com facas-laser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher já estava todo dilacerado, todo pisoteado”. (linhas 153-157)


    Sobre os trechos acima podemos afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão c57a4a2b-f9
  • Linguagens

    Português


    Se você parar para pensar...


    1. Na correria do dia a dia, o urgente não vem deixando tempo para o importante. Essa constatação, carregada de estranha obviedade, obriga-nos quase a tratar como uma circunstância paralela e eventual aquela que deve ser considerada a marca humana por excelência: a capacidade de reflexão e consciência. Aliás, em alguns momentos, as pessoas usam até uma advertência (quando querem afirmar que algo não vai bem): “Se você parar para pensar...”

    2. Por que parar para pensar? Será tão difícil pensar enquanto continua fazendo outras coisas ou, melhor ainda, seria possível fazer sem pensar e, num determinado momento, ter de parar? Ora, pensar é uma atitude contínua, e não um evento episódico! Não é preciso parar – nem se deve fazê-lo – sob pena de romper com nossa liberdade consciente.

    3. O escritor francês Anatole França, um mestre da ironia e do ceticismo, dizia: “O pensamento é uma doença peculiar de certos indivíduos, que, ao propagar-se, em breve acabaria com a espécie”.

    4. Talvez “pensar mais” não levasse necessariamente ao “término da espécie”, mas, com muita probabilidade, dificultaria a presença daqueles, no mundo dos negócios e da comunicação, que só entendem e tratam as pessoas como consumidores vorazes e insanos. Talvez, um “pensar mais” nos levasse a gritar que basta de tantos imperativos. Compre! Olhe! Veja! Faça! Leia! Sinta! E a vontade própria e o desejo sem contornos? E a liberdade de decidir, escolher, optar, aderir? Será um basta do corpo e da mente que já não mais aguentam tantas medicinas, tantas dietas compulsórias, tantas ordens da moda e admoestações da mídia; corpo e mente que carecem, cada dia mais, de horas de sono complementares, horas de lazer suplementares e horas de sossego regulamentares, quase esgotados na capacidade de persistir, combater e evitar o amortecimento dos sentidos e dos sonhos pessoais e sinceros. Essa demora em “pensar mais”, esse retardamento da reflexão como uma atitude continuada e deliberada, vem produzindo um fenômeno quase coletivo: mais e mais pessoas querendo desistir, com vontade imensa de mudar de vida, transformar-se, livrando-se das pequenas situações que as torturam, que as amarguram, que as esvaem. Vêm à tona impulsos de romper as amarras da civilização e partir, céleres, em direção ao incerto, ao sedutor repouso oferecido pela irracionalidade e pela inconsequência. Cansaço imenso de um grande sertão com diminutas veredas? (...)

    5. Pouco importa, dado que ser humano é ser capaz de dizer “não” ao que parece não ter alternativa. Apesar dos constrangimentos e da tentativa de sequestro da nossa subjetividade, pensar não é, de fato, crime e, por isso, não se deve parar.

    (CORTELLA, Mário Sérgio. Folha de S. Paulo, maio de 2001. Adaptado)

    Observe o trecho: “Pouco importa, dado que ser humano é ser capaz de dizer “não” ao que parece não ter alternativa. Apesar dos constrangimentos e da tentativa de sequestro da nossa subjetividade, pensar não é, de fato, crime”. Uma análise da conclusão do Texto 1 (parágrafo 5) nos revela que constam, em suas linhas, respectivamente, uma declaração.

    1) adversativa e outra com ideia de causa.
    2) causal e outra com ideia de tempo.
    3) explicativa e outra concessiva.
    Está(ão) correta(s):

    Escolha uma alternativa para a questão a674f02e-f4
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEG 2019, Interpretação de Textos

    No enunciado “A nossa formação histórica está marcada pela eliminação física do ‘outro’ ou por sua escravização, que também é uma forma violenta de negação de sua alteridade”, a oração adjetiva assume a seguinte função discursiva:
    Escolha uma alternativa para a questão df9bab27-f4
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEG 2019, Interpretação de Textos

    Defende-se no texto a seguinte tese:
    Escolha uma alternativa para a questão df98c2a9-f4
  • Linguagens

    Português

    Em Dobro


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Farroupilha - Rio Grande do Sul 2019, Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos


    Fonte: MILMAN, Tulio. Em dobro. Jornal Zero Hora,

    edição de 30/06/14, p.2.


    Para responder à questão , considere o segmento em destaque a seguir.


    "Pegue, pegue." foi o que ele disse. A gari sorriu e, com educação, recusou. "Vá lá. Dê uma paradinha e tome um guaraná". O mendigo insistiu. A gari encolheu os ombros como quem diz " fazer o quê?" e pegou a nota. Agradeceu rindo, meio constrangida. ( ℓ.15-20)


    Assinale a alternativa em que as duas palavras em destaque são acentuadas pelo mesmo motivo que fazê-la.

    Escolha uma alternativa para a questão 1da970b9-f3
  • Linguagens

    Português

    Em Dobro


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Farroupilha - Rio Grande do Sul 2019, Interpretação de Textos


    Fonte: MILMAN, Tulio. Em dobro. Jornal Zero Hora,

    edição de 30/06/14, p.2.


    Para responder à questão , considere o segmento em destaque a seguir.


    "Pegue, pegue." foi o que ele disse. A gari sorriu e, com educação, recusou. "Vá lá. Dê uma paradinha e tome um guaraná". O mendigo insistiu. A gari encolheu os ombros como quem diz " fazer o quê?" e pegou a nota. Agradeceu rindo, meio constrangida. ( ℓ.15-20)


    No segmento, algumas informações estão implícitas, como é o caso do complemento do verbo recusar em . A gari sorriu e, com educação, recusou. Pelo teor da interação entre os dois personagens, essa frase poderia ter a seguinte forma: A gari sorriu e, com educação, recusou

    Escolha uma alternativa para a questão 1da507b8-f3
  • Linguagens

    Português

    Em Dobro


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Farroupilha - Rio Grande do Sul 2019, Morfologia


    Fonte: MILMAN, Tulio. Em dobro. Jornal Zero Hora,

    edição de 30/06/14, p.2.


    Nas gramáticas se encontra a informação de que há substantivos chamados comum de dois, sem distinção formal de masculino/feminino, por isso a identificação do gênero é feita pelo artigo ou outro determinativo que acompanha o substantivo. Assim a gari ( ℓ. 12) é feminino ao passo que o gari é a ocorrência do mesmo substantivo no masculino.


    Esse mesmo mecanismo ocorre com
    Escolha uma alternativa para a questão 1d8c8713-f3
  • Linguagens

    Português

    Um dos processos estilísticos de Graciliano Ramos em Vidas Secas (1938) é o discurso indireto livre. Este pode ser reconhecido em:
    Escolha uma alternativa para a questão ff6ccd42-f0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto abaixo:

        “... A noite está tepida. O céu já está salpicado de estrelas. Eu que sou exótica gostaria de recortar um pedaço do céu para fazer um vestido. Começo ouvir uns brados. Saio para a rua. É o Ramiro que quer dar no senhor Binidito. Mal entendido. Caiu uma ripa no fio da luz e apagou a luz da casa do Ramiro. Por isso o Ramiro queria bater no senhor Binidito. Porque o Ramiro é forte e o senhor Binidito é fraco.

        O Ramiro ficou zangado porque eu fui a favor do senhor Binidito. Tentei concertar os fios. Enquanto eu tentava concertar o fio o Ramiro queria expancar o Binidito que estava alcoolisado e não podia parar de pé. Estava inconciente. Eu não posso descrever o efeito do álcool porque não bebo. Já bebi uma vez, em caráter experimental, mas o álcool não me tonteia.

        Enquanto eu pretendia concertar a luz o Ramiro dizia:
       — Liga a luz, liga a luz sinão eu te quebro a cara. O fio não dava para ligar a luz. Precisava emendá-lo. Sou leiga na eletricidade. Mandei chamar o senhor Alfredo, que é o atual encarregado da luz. Ele estava nervoso. Olhava o senhor Binidito com despreso. A Juana que é esposa do Binidito deu cinquenta cruzeiros para o senhor Alfredo. Ele pegou o dinheiro. Não sorriu. Mas ficou alegre. Percebi pela sua fisionomia. Enfim o dinheiro dissipou o nervosismo.”

    (JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. p.32)

    A linguagem do diário de Carolina Maria de Jesus transita entre o vocabulário informal, com imprecisões na ortografia e na acentuação das palavras, e o vocabulário erudito, adquirido na leitura de textos literários. Este jogo informal/erudito torna-se evidente no trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão ff5be3a5-f0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto abaixo:

        “... A noite está tepida. O céu já está salpicado de estrelas. Eu que sou exótica gostaria de recortar um pedaço do céu para fazer um vestido. Começo ouvir uns brados. Saio para a rua. É o Ramiro que quer dar no senhor Binidito. Mal entendido. Caiu uma ripa no fio da luz e apagou a luz da casa do Ramiro. Por isso o Ramiro queria bater no senhor Binidito. Porque o Ramiro é forte e o senhor Binidito é fraco.

        O Ramiro ficou zangado porque eu fui a favor do senhor Binidito. Tentei concertar os fios. Enquanto eu tentava concertar o fio o Ramiro queria expancar o Binidito que estava alcoolisado e não podia parar de pé. Estava inconciente. Eu não posso descrever o efeito do álcool porque não bebo. Já bebi uma vez, em caráter experimental, mas o álcool não me tonteia.

        Enquanto eu pretendia concertar a luz o Ramiro dizia:
       — Liga a luz, liga a luz sinão eu te quebro a cara. O fio não dava para ligar a luz. Precisava emendá-lo. Sou leiga na eletricidade. Mandei chamar o senhor Alfredo, que é o atual encarregado da luz. Ele estava nervoso. Olhava o senhor Binidito com despreso. A Juana que é esposa do Binidito deu cinquenta cruzeiros para o senhor Alfredo. Ele pegou o dinheiro. Não sorriu. Mas ficou alegre. Percebi pela sua fisionomia. Enfim o dinheiro dissipou o nervosismo.”

    (JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. p.32)

    Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977), catadora de lixo e escritora, expôs, em Quarto de Despejo: Diário de uma favelada (1960), as mazelas e os sofrimentos enfrentados pela população da favela do Canindé, em São Paulo. O trecho apresentado aponta um dos problemas estruturais da favela retratado pela escritora: 

    Escolha uma alternativa para a questão ff583c47-f0
  • Linguagens

    Português

    A técnica na sofisticada marcha da humanidade em direção ao precipício 
    Márcio Seligmann-Silva

        [...] Aparentemente, a marcha incontornável da humanidade em direção ao precipício (em regimes capitalistas puros, nos de capitalismo de Estado e nos que tentaram, de modo infeliz, a ditadura dos partidos comunistas) não pode ser alterada sem um levante de uma população que, lamentavelmente, parece cada vez mais fascinada pelo mundo da técnica dos gadgets.

        Como no mito dos lemingues que se suicidam no mar, nossa espécie supostamente racional faria algo semelhante por meios mais “sofisticados”. [...]

        A chamada “força do mercado”, esse “quarto poder” que efetivamente manda e desmanda no mundo, está calcada nesse modelo de técnica predadora sem o qual as indústrias (e suas ações no mercado) não existiriam. O capitalismo se alimenta da Terra, mas desconsidera que esta mesma Terra é finita e está sendo exaurida.

        O filósofo Hans Jonas dedicou os últimos anos de sua longa vida (1903- 1993) à construção de uma nova ética da responsabilidade à altura desses desafios contemporâneos. Ele afirmava que “não temos o direito de hipotecar a existência das gerações futuras por conta de nosso comodismo” e propôs uma virada.

        Ao invés de construir um modelo calcado no presente, com o objetivo do viver bem e da felicidade conectados ao aqui e agora, estabeleceu o desafio de construir uma ética do futuro: da destruição da casa-Terra, ele deduz o imperativo de salvar essa morada para garantir a possibilidade de vida futura.

        Em vez de apostar no modelo liberal do progresso infinito a qualquer custo ou de acreditar na promessa revolucionária que traria de um golpe o “paraíso sobre a Terra?” ele aposta em um “summum bonum” moderado, modesto, o único possível para a nossa sobrevivência. Fala de um “princípio de moderação”, reconhecendo que a conta deveria ser paga pelos que mais possuem.

        Hoje, podemos dizer que esse futuro que ele desenhava, ou seja, esse tempo já sem muito tempo de sobrevida, tornou-se o nosso tempo. Sua “heurística do medo” — a saber, uma pedagogia da humanidade que se transformaria a partir do confronto com a visão medonha de seu fim muito próximo — soa ainda poderosa, mas um tanto inocente, mesmo reconhecendo que suas ideias influenciaram protocolos como o Acordo de Paris, de 2015.

        Observando a sequência de crimes socioambientais, parece que essa heurística não está rendendo frutos. Não aprendemos com as catástrofes, e isso nos levará, caso não alteremos nosso curso, à catástrofe final. Ou seja, a emoção do medo do Armagedom está sendo vencida pela razão instrumental e sua promessa (distópica) de transformar a natureza em mercadoria.

         [...] Um lamentável e terrível exemplo da situação em que nos encontramos em termos dessa submissão a um determinado modelo liberal associado a uma técnica espoliadora e destrutiva é justamente o que acaba de ocorrer com o rompimento da barragem da empresa Vale em Brumadinho (MG).

        Apenas a arrogância fáustica, a hybris que cega, o sentimento de onipotência podem justificar que essa barragem (como tantas outras) tenha sido construída logo acima de uma área urbana e das instalações dos funcionários da empresa. Novamente a situação de risco associada a esse tipo de tecnologia ficou exposta. Os alarmes que não soaram reproduzem o silêncio da humanidade diante das repetidas manifestações da violência da técnica.
        O cerne do capitalismo é o lucro e isso explica, nesse caso e em outros, tudo de modo simples e direto. O crime de Brumadinho deve ultrapassar 300 vítimas fatais diretas, fora a destruição de toda uma região habitada também por pescadores, ribeirinhos e indígenas pataxó que dependiam diretamente do rio Paraopeba para a sua sobrevivência. Se pensarmos nos inúmeros atingidos, apenas no Brasil, por barragens (de mineradoras e de hidroelétricas), fica claro que não se trata apenas de uma questão de “barragem a montante”.

    (Adaptado de “A técnica na sofisticada marcha da humanidade em direção ao precipício”, publicado na FOLHA DE S.PAULO, em 17/02/19, pelo Prof. Dr Márcio Seligmann-Silva, titular de teoria literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp.) 
    “Apenas a arrogância fáustica, a hybris que cega, o sentimento de onipotência podem justificar que essa barragem (como tantas outras) tenha sido construída logo acima de uma área urbana e das instalações dos funcionários da empresa.”

    Quanto à concordância, a forma verbal “podem” está
    Escolha uma alternativa para a questão ff503fd8-f0