Questões de Português do ENEM
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89C603E8-AF Para responder à questão, considere o texto abaixo.O decênio de 1960 foi primeiro turbulento e depois terrível. (...) Na fase inicial, período Goulart, houve um aumento de interesse pela cultura popular e um grande esforço para exprimir as aspirações e reivindicações do povo − no teatro, no cinema, na poesia, na educação. (...) Mas o timbre dos anos 60 e sobretudo 70 na literatura foram as contribuições de linha experimental e renovadora, refletindo de maneira crispada, na técnica e na concepção da narrativa, esses anos de vanguarda estética e amargura política.(Antonio Candido. A educação pela noite e outros ensaios. S. Paulo: Ática, 1987. p. 208-209)Nos decênios de 1960 e 1970, consolidaram-se algumas tendências da vanguarda estética, sobretudo as que valorizavam, no gênero da poesia, a
89A47C81-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o poema abaixo.
Espanha da liberdade,
Não a Espanha da opressão.
Espanha republicana:
A Espanha de Franco, não.
(...)
Espanha da livre crença,
Jamais a da Inquisição.
(...)
Espanha que se batia
Contra o corso Napoleão!
(Manuel Bandeira. 50 poemas escolhidos pelo autor. S. Paulo: Cosac Naify, 2006. p. 60)
Nesses versos, o poeta898D46AE-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o poema abaixo.
Vila Rica, Vila Rica,
Cofre de muita riqueza:
Ouro de lei no cascalho,
Diamantes à flor do chão.
Num golpe só de bateia,
Nosso bem ou perdição.
(...)
Vila Rica, Vila Rica,
Forja de muito covarde:
Só o corpo mutilado
De um bravo e simples alferes
Te salva e te justifica
Vila Rica vil e rica.
(José Paulo Paes, Poesia completa. S. Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 91-92)
Um dos recursos utilizados pelos poetas concretos Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari se faz presente no poema de José Paulo Paes,8988F562-AF Português
Gêneros TextuaisPUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o poema abaixo.
Vila Rica, Vila Rica,
Cofre de muita riqueza:
Ouro de lei no cascalho,
Diamantes à flor do chão.
Num golpe só de bateia,
Nosso bem ou perdição.
(...)
Vila Rica, Vila Rica,
Forja de muito covarde:
Só o corpo mutilado
De um bravo e simples alferes
Te salva e te justifica
Vila Rica vil e rica.
(José Paulo Paes, Poesia completa. S. Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 91-92)
Esses versos de José Paulo Paes ressoam, pelo tema e por certas semelhanças estilísticas,8984D362-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.Nas poucas vezes em que o narrador de Machado de Assis abordou diretamente o tema da escravidão, foi contundente e incisivo, a seu modo. Em vez de acusar os horrores da condição e dos castigos que se impunham ao escravo, preferia tratá-los com irônica candura, como se fossem trivialidades aceitáveis. Colocava no mesmo pé a razão de fuga do escravo e a de quem tinha como ofício capturá-lo sob recompensa, isto é, movido por uma necessidade, razão não menos nobre... Na estratégia machadiana, apresentar como natural a brutalidade humana é um modo eficaz de acentuar a barbárie e provocar a indignação do leitor.(Celso de Oliveira, de um estudo inédito)O texto de Celso de Oliveira pode remeter a uma das fases da história do movimento das bandeiras. Sobre esse movimento, é correto afirmar que os bandeirantes ao ultrapassarem constantemente a linha de Tordesilhas provocaram conflitos entre espanhóis e portugueses, como o de 1680 na região89810774-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.Nas poucas vezes em que o narrador de Machado de Assis abordou diretamente o tema da escravidão, foi contundente e incisivo, a seu modo. Em vez de acusar os horrores da condição e dos castigos que se impunham ao escravo, preferia tratá-los com irônica candura, como se fossem trivialidades aceitáveis. Colocava no mesmo pé a razão de fuga do escravo e a de quem tinha como ofício capturá-lo sob recompensa, isto é, movido por uma necessidade, razão não menos nobre... Na estratégia machadiana, apresentar como natural a brutalidade humana é um modo eficaz de acentuar a barbárie e provocar a indignação do leitor.(Celso de Oliveira, de um estudo inédito)Assinale a afirmação que explica a intensificação, no século XVII, da atividade de captura a que o texto de Celso de Oliveira faz referência.8976449F-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.Do primitivismo de Pau-Brasil, saiu em 1927 o movimento Antropófago, chefiado por Oswald de Andrade, com Tarsila do Amaral, Raul Bopp, Antônio de Alcântara Machado e outros. A posição anterior é aí requintada em sentido mitológico e simbólico mais amplo, com uma verdadeira filosofia embrionária da cultura. Oswald propugnava uma atitude brasileira de devoração ritual dos valores europeus, a fim de superar a civilização patriarcal e capitalista, com as suas normas rígidas no plano social e os seus recalques impostos, no plano psicológico.(Antonio Candido e José Aderaldo Castello, Presença da Literatura Brasileira − Modernismo. 6. ed. Rio de Janeiro/S. Paulo: Difel, 1977. p. 16)Atente para este pequeno poema do livro Pau Brasil, de Oswald de Andrade.
Escapulário
No Pão de Açúcar
De Cada Dia
Dai-nos Senhor
A Poesia
De Cada Dia
Nesses versos,
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Coesão e coerênciaPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.Do primitivismo de Pau-Brasil, saiu em 1927 o movimento Antropófago, chefiado por Oswald de Andrade, com Tarsila do Amaral, Raul Bopp, Antônio de Alcântara Machado e outros. A posição anterior é aí requintada em sentido mitológico e simbólico mais amplo, com uma verdadeira filosofia embrionária da cultura. Oswald propugnava uma atitude brasileira de devoração ritual dos valores europeus, a fim de superar a civilização patriarcal e capitalista, com as suas normas rígidas no plano social e os seus recalques impostos, no plano psicológico.(Antonio Candido e José Aderaldo Castello, Presença da Literatura Brasileira − Modernismo. 6. ed. Rio de Janeiro/S. Paulo: Difel, 1977. p. 16)O que nesse trecho se afirma pode ser adequadamente ilustrado com esta passagem de Oswald de Andrade:896E100A-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.Do primitivismo de Pau-Brasil, saiu em 1927 o movimento Antropófago, chefiado por Oswald de Andrade, com Tarsila do Amaral, Raul Bopp, Antônio de Alcântara Machado e outros. A posição anterior é aí requintada em sentido mitológico e simbólico mais amplo, com uma verdadeira filosofia embrionária da cultura. Oswald propugnava uma atitude brasileira de devoração ritual dos valores europeus, a fim de superar a civilização patriarcal e capitalista, com as suas normas rígidas no plano social e os seus recalques impostos, no plano psicológico.(Antonio Candido e José Aderaldo Castello, Presença da Literatura Brasileira − Modernismo. 6. ed. Rio de Janeiro/S. Paulo: Difel, 1977. p. 16)No final da década de 20 os modernistas sofreram o impacto da quebra da bolsa de valores de Nova York. Esse acontecimento resultou, para o Brasil,896A9899-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.Do primitivismo de Pau-Brasil, saiu em 1927 o movimento Antropófago, chefiado por Oswald de Andrade, com Tarsila do Amaral, Raul Bopp, Antônio de Alcântara Machado e outros. A posição anterior é aí requintada em sentido mitológico e simbólico mais amplo, com uma verdadeira filosofia embrionária da cultura. Oswald propugnava uma atitude brasileira de devoração ritual dos valores europeus, a fim de superar a civilização patriarcal e capitalista, com as suas normas rígidas no plano social e os seus recalques impostos, no plano psicológico.(Antonio Candido e José Aderaldo Castello, Presença da Literatura Brasileira − Modernismo. 6. ed. Rio de Janeiro/S. Paulo: Difel, 1977. p. 16)O significado original da antropofagia para as sociedades indígenas no Brasil pode ser relacionado89645A9D-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.Do primitivismo de Pau-Brasil, saiu em 1927 o movimento Antropófago, chefiado por Oswald de Andrade, com Tarsila do Amaral, Raul Bopp, Antônio de Alcântara Machado e outros. A posição anterior é aí requintada em sentido mitológico e simbólico mais amplo, com uma verdadeira filosofia embrionária da cultura. Oswald propugnava uma atitude brasileira de devoração ritual dos valores europeus, a fim de superar a civilização patriarcal e capitalista, com as suas normas rígidas no plano social e os seus recalques impostos, no plano psicológico.(Antonio Candido e José Aderaldo Castello, Presença da Literatura Brasileira − Modernismo. 6. ed. Rio de Janeiro/S. Paulo: Difel, 1977. p. 16)A devoração ritual dos valores europeus se estendia a determinados cânones artísticos europeus herdados do Renascimento. Nesse período da história europeia (séculos XV e XVI), houve8960B4AD-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.O padre Antonio Vieira, ao contrário de um Gregório de Matos saudoso do “Antigo Estado”, sabia que a máquina mercante da colonização viera para ficar, irreversível, inexorável. E que, sendo inútil lamentar a sua intrusão nos portos da Colônia, importava dominá-la imitando seus mecanismos e criando, na esfera do poder monárquico luso, uma estrutura similar que pudesse vencê-la na concorrência entre os impérios. Esse projeto o situa no centro nervoso da política colonial. Enquanto conselheiro de D. João IV, inspira ao rei a fundação de uma Companhia das Índias Ocidentais assentada principalmente em capitais judaicos.(Alfredo Bosi, Dialética da colonização. S. Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 120)A fundação da Companhia a que o texto faz referência ocorreu895AF174-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.O padre Antonio Vieira, ao contrário de um Gregório de Matos saudoso do “Antigo Estado”, sabia que a máquina mercante da colonização viera para ficar, irreversível, inexorável. E que, sendo inútil lamentar a sua intrusão nos portos da Colônia, importava dominá-la imitando seus mecanismos e criando, na esfera do poder monárquico luso, uma estrutura similar que pudesse vencê-la na concorrência entre os impérios. Esse projeto o situa no centro nervoso da política colonial. Enquanto conselheiro de D. João IV, inspira ao rei a fundação de uma Companhia das Índias Ocidentais assentada principalmente em capitais judaicos.(Alfredo Bosi, Dialética da colonização. S. Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 120)A consolidação do poder monárquico luso a que o texto faz referência deve ser compreendida historicamente no contexto da formação dos Estados Nacionais na Europa, durante a época moderna. Dentre as ideias que embasaram esse processo, no caso português, pode-se citar:89553DFE-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.O padre Antonio Vieira, ao contrário de um Gregório de Matos saudoso do “Antigo Estado”, sabia que a máquina mercante da colonização viera para ficar, irreversível, inexorável. E que, sendo inútil lamentar a sua intrusão nos portos da Colônia, importava dominá-la imitando seus mecanismos e criando, na esfera do poder monárquico luso, uma estrutura similar que pudesse vencê-la na concorrência entre os impérios. Esse projeto o situa no centro nervoso da política colonial. Enquanto conselheiro de D. João IV, inspira ao rei a fundação de uma Companhia das Índias Ocidentais assentada principalmente em capitais judaicos.(Alfredo Bosi, Dialética da colonização. S. Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 120)Nesse trecho, o historiador da literatura deixa ver que895093BF-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.O padre Antonio Vieira, ao contrário de um Gregório de Matos saudoso do “Antigo Estado”, sabia que a máquina mercante da colonização viera para ficar, irreversível, inexorável. E que, sendo inútil lamentar a sua intrusão nos portos da Colônia, importava dominá-la imitando seus mecanismos e criando, na esfera do poder monárquico luso, uma estrutura similar que pudesse vencê-la na concorrência entre os impérios. Esse projeto o situa no centro nervoso da política colonial. Enquanto conselheiro de D. João IV, inspira ao rei a fundação de uma Companhia das Índias Ocidentais assentada principalmente em capitais judaicos.(Alfredo Bosi, Dialética da colonização. S. Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 120)Depreende-se desse fragmento crítico que a poesia de Gregório de Matos, ao contrário894A717C-AF Português
Coesão e coerênciaPUC - Campinas · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.
Creio que a posição de José de Alencar, quanto ao processo de colonização, é clara. No último capítulo de Iracema, quando Poti se converte, o narrador se regozija: “Germinou a palavra do Deus verdadeiro na terra selvagem; e o bronze sagrado ressoou nos vales onde rugia o maracá”. A frase diz tudo: não há relativismo religioso em Alencar: Tupã é o deus falso; o deus dos cristãos é o deus verdadeiro. E a civilização cristã é, já pelo fato de ser cristã, superior.
(Paulo Franchetti, “Apresentação” a Iracema, de José de Alencar. S.Paulo: Ateliê Editorial, 2006. p. 82)
Na passagem citada Germinou a palavra do Deus verdadeiro na terra selvagem; e o bronze sagrado ressoou nos vales onde rugia o maracá,I. deve-se entender que há uma correspondência entre palavra do Deus e bronze sagrado, ambas as expressões referindo-se à propagação da fé cristã.II. os verbos ressoar e rugir estão empregados de modo a sublinhar a distinção entre a religião cristã e as crenças indígenas.III. expressa-se, em linguagem figurada, a reação do colonizador diante das aspirações dos colonos nacionalistas.Está correto o que se afirma em8944C96B-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.
Creio que a posição de José de Alencar, quanto ao processo de colonização, é clara. No último capítulo de Iracema, quando Poti se converte, o narrador se regozija: “Germinou a palavra do Deus verdadeiro na terra selvagem; e o bronze sagrado ressoou nos vales onde rugia o maracá”. A frase diz tudo: não há relativismo religioso em Alencar: Tupã é o deus falso; o deus dos cristãos é o deus verdadeiro. E a civilização cristã é, já pelo fato de ser cristã, superior.
(Paulo Franchetti, “Apresentação” a Iracema, de José de Alencar. S.Paulo: Ateliê Editorial, 2006. p. 82)
No texto, o crítico faz ver que o indianismo de José de Alencar894046AB-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.
Creio que a posição de José de Alencar, quanto ao processo de colonização, é clara. No último capítulo de Iracema, quando Poti se converte, o narrador se regozija: “Germinou a palavra do Deus verdadeiro na terra selvagem; e o bronze sagrado ressoou nos vales onde rugia o maracá”. A frase diz tudo: não há relativismo religioso em Alencar: Tupã é o deus falso; o deus dos cristãos é o deus verdadeiro. E a civilização cristã é, já pelo fato de ser cristã, superior.
(Paulo Franchetti, “Apresentação” a Iracema, de José de Alencar. S.Paulo: Ateliê Editorial, 2006. p. 82)
A ausência de relativismo religioso marca a chamada Guerra Justa, empreendida no período colonial. Sobre a Guerra Justa, é correto afirmar que esta foi893C0FCD-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.A mentalidade sertaneja, de que há alguns traços que resistem ao tempo, foi captada magnificamente por Guimarães Rosa. (...) Se há, na expressão dessa mentalidade, tantos aspectos medievais − alguns no sentido da sacralidade ou da honra, outros simplesmente da ordem feudal −, há um aspecto que desmente o esquema: os jagunços não estão sujeitos à servidão, ao trabalho servil da terra. São livres para trilhar as veredas.(Fernando Correia Dias, “Aspectos sociológicos de Grande sertão: veredas”, in: Guimarães Rosa − Coleção Fortuna Crítica. Sel. de Eduardo de Faria Coutinho. Rio de janeiro: Civilização Brasileira/INL, 1983. p. 406)Atente para as seguintes passagens ficcionais:I. Mas, dois guerreiros, como é, como iam poder se gostar, mesmo em singela conversação por detrás de tantos brios e armas? Mais em antes se matar, em luta, um o outro. E tudo impossível.II. Quando o Dia de Finados chegou, Bibiana foi pela manhã ao cemitério com os dois filhos. Estava toda de preto e agora, passado o desespero dos primeiros tempos, sentia uma grande tranquilidade.III. As palavras saíam-lhe da boca, sem que as sentisse, e pareciam independentes de sua vontade, tão desatinada agora com o choque sofrido, ao compreender estar morta a Sinhazinha-pequena, pelo silêncio caído sobre a fazenda.Identifica-se como exemplo da linguagem típica de Guimarães Rosa o que está em89370AF7-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.A mentalidade sertaneja, de que há alguns traços que resistem ao tempo, foi captada magnificamente por Guimarães Rosa. (...) Se há, na expressão dessa mentalidade, tantos aspectos medievais − alguns no sentido da sacralidade ou da honra, outros simplesmente da ordem feudal −, há um aspecto que desmente o esquema: os jagunços não estão sujeitos à servidão, ao trabalho servil da terra. São livres para trilhar as veredas.(Fernando Correia Dias, “Aspectos sociológicos de Grande sertão: veredas”, in: Guimarães Rosa − Coleção Fortuna Crítica. Sel. de Eduardo de Faria Coutinho. Rio de janeiro: Civilização Brasileira/INL, 1983. p. 406)O modo pelo qual a mentalidade sertaneja (...) foi captada magnificamente por Guimarães Rosa consistiu, em síntese, na seguinte operação: