Questões de Literatura do ENEM
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A33F91D8-EA INSTRUÇÃO: A partir da leitura de O rio comanda a vida, de Leandro Tocantins, responda:A respeito da obra, seu gênero e estilo, assinale a afirmativa correta.A33C3F05-EA Literatura
Gêneros LiteráriosUNIR · 2010Entre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: A partir da leitura de Galvez, imperador do Acre, de Márcio de Souza, responda:Em relação à construção do romance, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.( ) A narrativa é organizada em quatro capítulos nomeados de acordo com o espaço em que se passa a história.( ) Tópicos curtos apresentam as peripécias de Galvez no Brasil, intercaladas por relatos de suas aventuras anteriores e descrições do contexto histórico.( ) O tom cômico da obra é abandonado nas passagens que trazem eventos de morte, doença, ou loucura.( ) Revela uma vertente metatextual: volta-se para sua feitura e comenta a literatura, de modo geral.( ) O narrador é interrompido por uma segunda voz que coloca em questão a veracidade de alguns fatos.( ) As personagens femininas são sedutoras, mas submissas, sua atuação não contribui para o desenrolar da ação.Assinale a sequência correta.
A3348FA8-EA Literatura
Escolas LiteráriasUNIR · 2010Entre para guardar nos favoritosVila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro de sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
Agora, para além do cerro, o céu parece
Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,
Como uma procissão espectral que se move...
Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.
(BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)
Cerro – monte, serra
Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,
louro Laivo – mancha
Urbe – cidade
Cancioneiro da Inconfidência(Excerto Canto XXXI)
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que reformava este mundo
de cima da montaria.
Tinha um machinho rosilho.
Tinha um machinho castanho.
Dizia: „Não se conhece
país tamanho!‟ „
Do Caeté a Vila Rica,
tudo ouro e cobre!
O que é nosso, vão levando...
E o povo aqui sempre pobre!‟
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que não passava de Alferes
de cavalaria!
„Quando eu voltar – afirmava –
outro haverá que comande.
Tudo isto vai levar volta,
e eu serei grande!‟
„Faremos a mesma coisa
que fez a América Inglesa!‟
E bradava: "Há de ser nossa
tanta riqueza!"
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
„Liberdade ainda que tarde‟
nos prometia.
(MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)
Sobre o poema Cancioneiro da Inconfidência, analise as afirmativas a seguir.I - O poema mescla dois tempos: o dos eventos relatados e o do presente do sujeito lírico, conforme comprovam os tempos verbais em Por aqui passava um homem / - e como o povo se ria! -II - O sujeito poético se identifica aos recebedores da promessa da personagem, Liberdade ainda que tarde / nos prometia.III - Cancioneiro da Inconfidência é fruto da veia simbolista de Cecília Meireles, marcada pelo vago e impreciso, pela busca de transcendência.IV - A descrição de Tiradentes é interrompida pelo comentário: - e como o povo se ria! - que mostra a ambiguidade no processo de torná-lo herói.
Estão corretas as afirmativasA32D9287-EA Literatura
Escolas LiteráriasUNIR · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritosVila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro de sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
Agora, para além do cerro, o céu parece
Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,
Como uma procissão espectral que se move...
Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.
(BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)
Cerro – monte, serra
Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,
louro Laivo – mancha
Urbe – cidade
Cancioneiro da Inconfidência(Excerto Canto XXXI)
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que reformava este mundo
de cima da montaria.
Tinha um machinho rosilho.
Tinha um machinho castanho.
Dizia: „Não se conhece
país tamanho!‟ „
Do Caeté a Vila Rica,
tudo ouro e cobre!
O que é nosso, vão levando...
E o povo aqui sempre pobre!‟
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que não passava de Alferes
de cavalaria!
„Quando eu voltar – afirmava –
outro haverá que comande.
Tudo isto vai levar volta,
e eu serei grande!‟
„Faremos a mesma coisa
que fez a América Inglesa!‟
E bradava: "Há de ser nossa
tanta riqueza!"
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
„Liberdade ainda que tarde‟
nos prometia.
(MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)
Sobre a linguagem do poema Vila Rica, assinale a afirmativa correta.A32AA445-EA Literatura
Teoria LiteráriaUNIR · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritosVila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro de sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
Agora, para além do cerro, o céu parece
Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,
Como uma procissão espectral que se move...
Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.
(BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)
Cerro – monte, serra
Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,
louro Laivo – mancha
Urbe – cidade
Cancioneiro da Inconfidência(Excerto Canto XXXI)
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que reformava este mundo
de cima da montaria.
Tinha um machinho rosilho.
Tinha um machinho castanho.
Dizia: „Não se conhece
país tamanho!‟ „
Do Caeté a Vila Rica,
tudo ouro e cobre!
O que é nosso, vão levando...
E o povo aqui sempre pobre!‟
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que não passava de Alferes
de cavalaria!
„Quando eu voltar – afirmava –
outro haverá que comande.
Tudo isto vai levar volta,
e eu serei grande!‟
„Faremos a mesma coisa
que fez a América Inglesa!‟
E bradava: "Há de ser nossa
tanta riqueza!"
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
„Liberdade ainda que tarde‟
nos prometia.
(MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)
Da leitura dos textos, pode-se depreender queA3276D71-EA Literatura
EstilísticaUNIR · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosNo verdô da minha idade
mode acalentá meu choro
minha vovó de bondade
falava em grandes tesôro
era história de reinado
prencesa, prinspe incantado
com feiticêra e condão
essas história ingraçada
tá selada e carimbada
dentro do meu coração
Mas porém eu sinto e vejo
que a grande sodade minha
não é só de história e bejo
da querida vovozinha
demanhazinha bem cedo
sodade dos meu brinquedo
meu bodoque e meu bornó
o meu cavalo de pau
meu pinhão, meu berimbau
e a minha carça cotó.
(Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.)
Além da sonoridade (ritmo, rimas), a métrica desse poema (o número de sílabas poéticas dos versos) é traço da poesia popular oral. A métrica desses versos classifica-os como36A0C1B2-B7 Literatura
Escolas LiteráriasUEPB · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosQuando se compara literatura e cinema, o primeiro fato que ocorre ao estudioso é o do enorme fosso semiótico que separa, aparentemente de modo inconciliável, essas duas formas de expressão, fundadas, cada uma, em espécies de signos e códigos tão diferentes. A literatura, acredita-se, não vai ter nunca a mobilidade plástica do cinema, e este, por sua vez, nunca o nível de abstração da literatura. Por outro lado, por grande e intransponível que seja esse fosso, há um número considerável de semelhanças que podem ser apontadas e que mantêm literatura e cinema numa espécie de estado sincrônico de compatibilidade permanente.BRITO. J.B. Literatura no cinema. São Paulo: Unimarco, 2006.Os diálogos entre literatura e cinema, frutos da reflexão de diversos pensadores, como o crítico de cinema paraibano João Batista de Brito, e da prática artística de inúmeros escritores e diretores, NÃO permitem concluir que369CBCCC-B7 Literatura
Gêneros LiteráriosUEPB · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosEm relação à peça As velhas, de Lourdes Ramalho, marque a única questão que não se coaduna com o texto dramatúrgico:3698B410-B7 Literatura
Escolas LiteráriasUEPB · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosO nome da rapsódia é Macunaíma, mas não é só Macunaíma. Mario de Andrade quis dizer alguma coisa do seu protagonista e acrescentou ao título um atributo paradoxal: O herói sem nenhum caráter. O nome, Macunaíma, centro da rapsódia. O epíteto, herói. A diferença está na cauda de cada proposição: no começo, sem nenhum caráter; no fim, de nossa gente. O que se pode inferir é a presença viva, no autor, de duas motivações tão fortes que se converteram em molas da composição da obra: a) por um lado, o desejo de contar e cantar episódios em torno de uma figura lendária que o fascinara pelos mais diversos motivos e que trazia em si os atributos do herói, entendido no senso mais lato possível de um ser entre humano e mítico, que desempenha certos papéis, vai em busca de um bem essencial, arrosta perigos, sofre mudanças extraordinárias, enfim, vence ou malogra. b) por outro lado, o desejo não menos imperioso de pensar o povo brasileiro, nossa gente, percorrendo as trilhas cruzadas ou superpostas da sua existência selvagem, colonial e moderna, à procura de uma identidade que, de tão plural que é, beira a surpresa e a indeterminação; daí ser o herói sem nenhum caráter. Compreender Macunaíma é sondar ambas as motivações: a de narrar, que é lúdica e estética; a de interpretar, que é histórica e ideológica.BOSI. A. Situação de Macunaíma. In: ANDRADE. M. Macunaíma. São Paulo: Scipione Cultural, 1997 (adaptado).Com base no fragmento acima do crítico literário Alfredo Bosi é possível inferir que o Macunaíma de Mário de Andrade3692091C-B7 Literatura
Escolas LiteráriasUEPB · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosO mar e o canavialO que o mar sim aprende do canavial:a elocução horizontal de seu verso;a geórgica de cordel, ininterrupta,narrada em voz e silêncio paralelos.O que o mar não aprende do canavial:a veemência passional da preamar;a mão de pilão das ondas na areia,moída e miúda, pilada do que pilar.O que o canavial sim aprende do mar:o avançar em linha rasteira da onda;o espraiar-se minucioso,de líquido,alagando cova a cova onde se alonga.O que o canavial não aprende do mar:desmedido do derramar-se da cana;o comedimento do latifúndio do mar,que menos lastradamente se derrama.MELO NETO. J.C. A educação pela pedra. Rio de Janeiro: Alfaguara/Objetiva, 2009Com base no poema “O mar e o canavial” NÃO é correto afirmar:
368D7F89-B7 Literatura
Escolas LiteráriasUEPB · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosAs razões do divórcio entre o poeta e seu leitor na poesia moderna reside mais na preferência dos poetas pelos temas intimistas e individualistas. Pesquisas no sentido de se encontrarem formas ajustadas às condições de vida do homem moderno, principalmente através da utilização dos meios técnicos de difusão que surgiram em nossos dias, poderão contribuir para resolver, ao menos até certo ponto, o que parece o problema principal da poesia hoje – que é de sua própria sobrevivência. Quando nada, a consciência desse problema poderá ajudar aqueles poetas contemporâneos menos individualistas, capazes de interesse por temas da vida em sociedade e que também não encontraram ainda o veículo capaz de levar a poesia à porta do homem moderno. A falta de tal veículo está, também, condenando a poesia destes últimos autores à espera, desesperançada, de leitores que venham espontaneamente à sua procura, leitores, de resto, cada dia mais problemáticos.MELO NETO. J.C. Da função moderna da poesia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998 (adaptado).O fragmento acima permite concluir, corretamente, que
36890A0B-B7 Literatura
Gênero DramáticoUEPB · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosVejam-se as seguintes expressões e/ou ditos extraídos d’As velhas, de Lourdes Ramalho: igual cantiga de perua – de pior a pior; quem se abaixa demais... aparece; o futuro a Deus pertence; pernas pra que te quero; duro com duro não dá bom muro; todo penso é torto; o pouco com Deus é muito, o muito sem Deus é nada; falou do mau – prepare o pau; cobrir o sol com a peneira.Sobre a ocorrência desses ditos ou expressões, podemos afirmar:I - Os ditos e expressões acima demonstram uma pobreza vocabular por parte da dramaturga porque, longe de sair do esquema de apropriação vocabular regional ou local e de se valer de uma dinâmica de maior projeção linguístico-cultural, repete, através dos ditos e expressões, ideias já cimentadas no cancioneiro popular.II - A apropriação, pela dramaturga, de ditos e expressões do cotidiano popular dá um maior movimento e leveza às falas das personagens, de modo a criar, no leitor (ou no expectador), uma identificação não só com a variante linguística do homem comum, mas, e sobretudo, com a dinâmica do falar popular, através das imagens recorrentes e atualizadas nas expressões citadas.III - A recorrência, na peça, de expressões/ditos populares ratifica o papel regional ou local da representação literária, embora os conflitos internos das personagens e a dinâmica sociocultural em que elas estão inseridas apontem para questões humanas universais.Está(ão) correta(s):
368379F9-B7 Literatura
Escolas LiteráriasUEPB · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosDepois de analisar O Cortiço, é correto afirmar:I - A relação direta das tensões entre os “donos” dos cortiços se estabelece não só no acirramento das diferenças entre os moradores de ambos os cortiços, como também na própria nominação desses espaços coletivos nos quais se percebe, metaforicamente, uma relação animalesca e predatória entre os cabeça-de-gato (termo que alude à imagem do predador) e os carapicus (termo cujo valor semântico, vinculado ao de cabeça-de-gato, atualiza a imagem de presa).II - O final trágico de Bertoleza e o “diploma de sócio benemérito” dado a João Romão pela “comissão de abolicionistas” expressam as dissimetrias sociais, de gênero, étnico-culturais, dentre outras, viabilizando os estratagemas naturalistas que apontavam para suas personagens fortes, tornando improdutiva, em determinados momentos, a luta dos vencidos ou dos que procuravam sair da condição de menor, de fraco.III - No trecho “E, durante muito tempo, fez-se um vaivém de mercadores. Apareceram os tabuleiros de carne fresca e outros de tripas e fatos de boi; só não vinham hortaliças, porque havia muitas hortas no cortiço” (cap. 3), percebe-se que o espaço do cortiço formava uma espécie de mundo à parte e à margem da sociedade em que se assentava. Parecia independente, autônomo, inclusive em seus aspectos econômicos.367E0D68-B7 Literatura
Escolas LiteráriasUEPB · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosSobre O Cortiço de Aluísio Azevedo, é correto afirmar:I - Romance cujo enredo traz à tona questões de ordem pessoal (de determinadas personagens) e coletiva (há personagens cujas tensões vividas remetem o leitor para questões de ordem mais geral, centradas num coletivo). As questões problematizadas numa perspectiva coletiva podem ser visualizadas em episódios como aquele em que os moradores do Carapicus e do Cabeça-de-gato se enfrentam e a tensão criada denuncia uma demanda coletiva e não apenas individual.II - Romance cujo enredo aponta, embora timidamente, para a resolução de conflitos coletivos, visando uma melhoria do espaço urbano em que se assentam os cortiços Carapicus e Cabeça-de-gato, principalmente no que diz respeito ao projeto de saneamento básico e do fornecimento de energia elétrica, projetos que davam início à modernização dos centros urbanos do País no final do século XIX.III - Romance cujo enredo problematiza muito mais as questões do pré-modernismo brasileiro, com a construção de um pensamento sanitarista e de modernização do espaço urbano do Rio de Janeiro do início do século XX, do que a proposta naturalista que insistia nas tensões particulares de suas personagens, demanda da “escola naturalista” cujas narrativas são as melhores representantes, no Brasil, dessa época.36784A79-B7 Literatura
Escolas LiteráriasUEPB · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosSobre o Naturalismo literário, é correto afirmar:I - Ao aprofundar aspectos realistas da literatura, cientificiza um discurso, assumido no plano estético pela ficção, induzindo o leitor a buscar não somente entretenimento em seus romances, mas também a problematização de estruturas sociais e de aspectos psicológicos das personagens.II - O romance de tese, a exemplo de O cortiço, é o melhor projeto para o naturalista, uma vez que este só é considerado naturalista na medida em que sua produção literária se realiza unicamente no chamado romance de tese.III - O realce de traços físicos e psicológicos nos romances de tese ratifica a ideia de o naturalismo, em suas narrativas, acentuar as tensões sociais e de demandas coletivas como proposta a ser problematizada a partir do elemento com o qual o leitor estabelece um grau de intimidade ou identificação, a saber, a personagem de ficção.9E2F7F29-B6 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade do Estado do Amapá · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosAnalise as afirmações sobre a obra Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago e, posteriormente, assinale a alternativa correta.I- Tem como cenário principal o sertão, onde os migrantes lutam contra o sistema latifundiário que os oprime.II- Os personagens apresentados na narrativa não têm nomes, suas identidades são marcadas por seus sentimentos e suas atitudes.III- Faz crítica aos valores sociais e da sociedade urbana em transformação, tanto do ponto de vista moral quanto material.IV- A narrativa é predominantemente alinear, ou seja, pode ir ao passado e ao futuro, sem obedecer à ordem do tempo cronológico.B68860B4-B5 Literatura
Teoria LiteráriaIF-TM · 2010Entre para guardar nos favoritosLeia as afirmações sobre Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto.
I - Em toda a narrativa, Severino participa como um espectador desde a sua saída da Serra da Costela até chegar ao seu porto seguro, que é a cidade de Recife.
II - Os fatos narrados são marcados pela morte, até o momento do nascimento do filho do mestre carpina, o que prenuncia a esperança de uma vida nova.
III - A linguagem da narrativa é elaborada com precisão, realista, concreta, como se pode perceber no fragmento “Só os roçados da morte/compensam aqui cultivar,/e cultivá-los é fácil:/simples questão de plantar;/ não se precisa de limpa,/ de adubar nem de regar;/ as estiagens e as pragas” [...], em que vê claramente a privação do retirante em ter uma qualidade de vida.
IV - O título da obra é um contraponto partindo-se da premissa de que antes da vida vem a morte, porém a inversão no auto é proposital, para mostrar a miséria e a falta de perspectiva do homem nordestino.
Assinale a alternativa correta sobre as afirmações:
B684D0AF-B5 Literatura
Escolas LiteráriasIF-TM · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritosAssinale com V(verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir, relacionadas à obra Noite na Taverna, de Álvares Azevedo.
( ) As citações filosóficas confirmam a temática oposicionista do livro ao abordar: imortalidade da alma x mortalidade da alma; a afirmação do prazer x negação do prazer; a existência de Deus x a inexistência de Deus.
( ) O tema, no segundo capítulo, é a necrofilia, a morte, a catalepsia e o amor obsessivo. Contudo, a necrofilia pretendida por Bertran não se concretiza, uma vez que a defunta acorda durante o coito.
( ) De acordo com Bertran, no terceiro capítulo, em que Satã mostra o mundo a Cristo, e oferece-o a Ele, Bertran o ironiza por decepcionar-se com o mundo ao verificar que este é árido e amargo diante da fome e da sede.
( ) Através do personagem Gennaro, considerado o mais normal de todos os amigos na taverna, a temática abordada no quarto capítulo é o desencontro, a ingratidão, o aborto, o adultério, o sonambulismo, o amor obsessivo, o suicídio e o arrependimento.
( ) A perversão sexual e o amor obsessivo de Arnold permeiam o quinto capítulo, no qual ele propõe a Eleonora a fuga e ou a morte. Eles fogem, porém o Duque Maffio a encontra só, e quando Arnold , que saíra, retorna ao quarto, encontra-os ensopados de sangue no recanto escuro da alcova. ( ) Johann, no sexto capítulo, comete fratricídio e o incesto, contudo, pratica-os sem saber quem era o seu algoz e sua amante.
( ) Pode-se concluir que, na obra, o homem não passa de uma fera, o qual justifica intelectualmente sua conduta, com argumentos tanto filosóficos quanto literários, os quais remetem o leitor ao romance fantástico, remetendo-o a questionamentos profundos sobre temas não muito comuns para discussão.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo é:
B6811C4F-B5 Literatura
Escolas LiteráriasIF-TM · 2010Entre para guardar nos favoritosLeia o texto para responder a questão

Em relação ao texto e ao contexto literário, pode-se afirmar que:
C46BD4D3-B5 Literatura
Classificação dos Gêneros LiteráriosUESPI · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosFrancisco Pereira da Silva e José Expedito de Carvalho Rêgo e H. Dobal são três autores piauienses que escreveram obras literárias em vários gêneros. Qual dos gêneros abaixo não está contemplado nas obras desses autores?