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Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

118 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 6.

  • BF461D88-07

    Literatura

    Arcadismo
    UNICENTRO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, UNICENTRO 2016, Arcadismo

    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, UNICENTRO 2016, Arcadismo


    GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. In: Sérgio Buarque de Hollanda (Org.) Antologia dos poetas brasileiros da fase colonial. São Paulo, Perspectiva.1979. p.301. 

    No texto, evidenciam-se dois aspectos pertinentes ao Arcadismo: um princípio estético marcante denominado de __________ e uma visão de mulher ____________
    Escolha uma alternativa para a questão bf461d88-07
  • BF42B888-07

    Literatura

    Barroco
    UNICENTRO · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, UNICENTRO 2016, Barroco


    MATOS, Gregório. Disponível em: http://poesiascolecionadas. blogspot.com.br/2010/05/desenganos-da-vida-metaforicamente.html. Acesso em: 21 set. 2016.

    A característica marcante em todo poema e o recurso estético pertinente ao Barroco, na última estrofe, encontra-se, respectivamente, em
    Escolha uma alternativa para a questão bf42b888-07
  • D53E23BD-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Anelise, protagonista e narradora do romance As parceiras, de Lya Luft, conta a própria história, recuperando a memória de sua família.

    No bloco superior, abaixo, estão listadas algumas personagens do romance; no inferior, a relação de parentesco que têm com a protagonista.

    Associe adequadamente o bloco inferior ao bloco superior.

    1 - Catarina
    2 - Sibila
    3 - Vânia
    4 - Otávio
    5 - Tiago

    ( ) Irmã de Anelise.
    ( ) Avó de Anelise.
    ( ) Tia anã de Anelise.
    ( ) Primo de Anelise.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão d53e23bd-05
  • D536D529-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa correta sobre o conto Café Paris, do livro Dançar tango em Porto Alegre, de Sergio Faraco.
    Escolha uma alternativa para a questão d536d529-05
  • D533A480-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa correta sobre O amor de Pedro por João, de Tabajara Ruas.
    Escolha uma alternativa para a questão d533a480-05
  • D53027AF-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o segmento abaixo.


    Há um fragmento do romance O amor de Pedro por João, de Tabajara Ruas, que se destacou do conjunto: o episódio em que Dorival encarou a guarda. Nesse trecho, Dorival, ........, enfrenta o soldado, o cabo, o sargento e o tenente. Fica visível ........ da guarda e ........ de Dorival.


    Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas na ordem em que aparecem.

    Escolha uma alternativa para a questão d53027af-05
  • D52D05F4-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia as seguintes afirmações sobre os contos de Murilo Rubião.

    I - O conto O edifício é narrado em primeira pessoa pelo próprio engenheiro, João Gaspar, que é contratado para a construção de um arranha-céu.
    II - O conto O convidado, narrado em terceira pessoa, conta a história de José Alferes, que, embora tenha recebido um convite estranho para uma festa à fantasia, decide ir mesmo assim.
    III- O conto O homem do boné cinzento é narrado em primeira pessoa por Roderico, que responsabiliza o homem do boné cinzento pela intranquilidade que se estabelece desde que se mudou para a vizinhança.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d52d05f4-05
  • D5189B9F-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema abaixo, presente em Mensagem, de Fernando Pessoa.


    Noite

    A nau de um deles tinha-se perdido

    No mar indefinido.

    O segundo pediu licença ao Rei

    De, na fé e na lei

    Da descoberta, ir em procura

    Do irmão no mar sem fim e a névoa escura.


    Tempo foi. Nem primeiro nem segundo

    Volveu do fim profundo

    Do mar ignoto à pátria por quem dera

    O enigma que fizera.

    Então o terceiro a El-Rei rogou

    Licença de os buscar, e El-Rei negou.


    Como a um cativo, o ouvem a passar

    Os servos do solar.

    E, quando o veem, veem a figura

    Da febre e da amargura,

    Com fixos olhos rasos de ânsia

    Fitando a proibida azul distância.


    Senhor, os dois irmãos do nosso Nome

    — O Poder e o Renome —

    Ambos se foram pelo mar da idade

    À tua eternidade;

    E com eles de nós se foi

    O que faz a alma poder ser de herói.


    Queremos ir buscá-los, desta vil

    Nossa prisão servil:

    É a busca de quem somos, na distância

    De nós; e, em febre de ânsia,

    A Deus as mãos alçamos.


    Mas Deus não dá licença que partamos.


    Considere as seguintes afirmações sobre o poema e suas relações com o livro Mensagem.


    I - As três primeiras estrofes estão relacionadas a um episódio real: a história dos irmãos Gaspar e Miguel Corte Real que desapareceram em expedições marítimas, no início do século XVI, para desespero do terceiro irmão, Vasco, que queria procurá-los, mas não obteve a autorização do rei.

    II - O sujeito lírico, na quarta e na quinta estrofes, assume a primeira pessoa do plural, sugerindo que o drama individual dos irmãos pode representar um problema coletivo: a perda de poder e renome de Portugal, perda esta já associada à difícil situação do país no início do século XX, momento da escritura do poema.

    III- O diagnóstico das perdas de Portugal está ausente em outros poemas de Mensagem, por exemplo, Mar português, Autopsicografia e Nevoeiro, que apresentam a visão eufórica e confiante do sujeito lírico em relação ao futuro de Portugal.


    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão d5189b9f-05
  • D514FFAB-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa correta a respeito da vida e da obra do poeta português Fernando Pessoa.
    Escolha uma alternativa para a questão d514ffab-05
  • D51186E9-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    O cortiço (1890) e Dom Casmurro (1899) foram publicados na mesma década, porém apresentam registros de linguagem diferentes, como se pode ver nos trechos abaixo.

    No bloco superior, estão listados nomes de personagens de O cortiço e de Dom Casmurro; no inferior, os trechos dos romances em que essas personagens são descritas.

    Associe adequadamente o bloco inferior ao bloco superior.

    1 - Firmo (O cortiço)
    2 - Escobar (Dom Casmurro)
    3 - Jerônimo (O cortiço)
    4 - José Dias (Dom Casmurro)

    ( ) [...] viera da terra, com a mulher e uma filhinha ainda pequena, tentar a vida no Brasil, na qualidade de colono de um fazendeiro, em cuja fazenda mourejou durante dois anos, sem nunca levantar a cabeça, e de onde afinal se retirou de mãos vazias e uma grande birra pela lavoura brasileira. Para continuar a servir na roça tinha que sujeitar-se a emparelhar com os negros escravos e viver com eles no mesmo meio degradante, encurralado como uma besta, sem aspirações, nem futuro, trabalhando eternamente para outro.
    ( ) [...] era um mulato pachola, delgado de corpo e ágil como um cabrito; capadócio de marca, pernóstico, só de maçadas, e todo ele se quebrando nos seus movimentos de capoeira. Teria seus trinta e tantos anos, mas não parecia ter mais de vinte e poucos. Pernas e braços finos, pescoço estreito, porém forte; não tinha músculos, tinha nervos.
    ( ) Era um rapaz esbelto, olhos claros, um pouco fugitivos, como as mãos, como os pés, como a fala, como tudo. Quem não estivesse acostumado com ele podia acaso sentir-se mal, não sabendo por onde lhe pegasse. Não fitava de rosto, não falava claro nem seguido; as mãos não apertavam as outras, nem se deixavam apertar delas, porque os dedos, sendo delgados e curtos, quando a gente cuidava tê-los entre os seus, já não tinha nada.
    ( ) [...] apareceu ali vendendo-se por médico homeopata; levava um Manual e uma botica. Havia então um andaço de febres; [...] curou o feitor e uma escrava, e não quis receber nenhuma remuneração. Então meu pai propôs-lhe ficar ali vivendo, com pequeno ordenado. [...] recusou, dizendo que era justo levar a saúde à casa de sapé do pobre.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão d51186e9-05
  • D50E2780-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considerando os estudos sobre o romance Dom Casmurro, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.

    ( ) No final do século XIX e início do XX, a interpretação do romance tende à aderência ao ponto de vista do narrador. Assim, em geral, os leitores aceitam os fatos narrados por Bentinho sem muita desconfiança da sua narração comprometida.
    ( ) Em torno de 1960, talvez por influência de leituras feministas, críticos problematizam a visão unilateral de Bentinho e passam a ponderar que o ponto de vista de Capitu não vinha sendo considerado e que a sua traição deveria ser ao menos discutida.
    ( ) Perto de 1980, são comuns as leituras que desviam o foco do debate sentimental para o social, e a diferença de classe entre o filho do deputado (Bentinho) e a filha do vizinho pobre (Capitu) passa a figurar como um dos tópicos do romance.
    ( ) Atualmente, e por obra das muitas adaptações do romance para o cinema e para a televisão, que revelaram conteúdos da narrativa antes ocultos, é consenso que a traição de Capitu é o centro do enredo e que esta pode ser comprovada pelas pistas deixadas no texto por Machado de Assis.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão d50e2780-05
  • D509982D-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considere as seguintes afirmações sobre o livro Dom Casmurro, de Machado de Assis.

    I - O romance de Machado de Assis, narrado em terceira pessoa, expõe o triângulo amoroso entre Bentinho, Capitu e Escobar. O narrador, que ingressa na consciência de todas as personagens, revela ao leitor a traição de Capitu e a paternidade de seu filho Ezequiel.
    II - O livro está estruturado em forma de diário, por isso guarda as lembranças mais íntimas de Dom Casmurro. A personagem registra que não quer ter suas memórias reveladas, pois isso macularia sua imagem ante a sociedade fluminense.
    III- O agregado da família Santiago, José Dias, desempenha funções elevadas de conselheiro e rebaixadas de mandalete. Sua acomodação nessa família dá mostras dos arranjos sociais entre homens livres e classe dominante.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d509982d-05
  • D5067C56-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o seguinte trecho de O cortiço.


    A criadagem da família do Miranda compunha-se de Isaura, mulata ainda moça, moleirona e tola, que gastava todo o vintenzinho que pilhava em comprar capilé na venda de João Romão; uma negrinha virgem, chamada Leonor, muito ligeira e viva, lisa e seca como um moleque, conhecendo de orelha, sem lhe faltar um termo, a vasta tecnologia da obscenidade, e dizendo, sempre que os caixeiros ou os fregueses da taverna, só para mexer com ela, lhe davam atracações: “Óia, que eu me queixo ao juiz de orfe!”; e finalmente o tal Valentim, filho de uma escrava que foi de Dona Estela e a quem esta havia alforriado.


    Sobre o texto acima, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.


    ( ) O fragmento reflete o tom geral do romance, no qual o narrador em terceira pessoa distancia-se das personagens populares – especialmente as negras –, pois está atrelado às reduções do cientificismo naturalista que antepõe raça superior a raça inferior.

    ( ) A linguagem do narrador é diferente da linguagem da personagem: a fala de Leonor não segue o registro linguístico adotado pelo narrador.

    ( ) As personagens femininas descritas no trecho – e no romance de maneira geral – são estereotipadas, respondem ao imaginário da mulata sensual e ociosa, especialmente Bertoleza e Rita Baiana.

    ( ) O narrador em terceira pessoa simpatiza com as personagens populares; tal simpatia está presente em todo o romance, nas inúmeras vezes em que a narração em terceira pessoa cede espaço para o diálogo entre escravos.


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão d5067c56-05
  • D5035FA2-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o romance O cortiço, de Aluísio Azevedo, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.

    ( ) No início do romance, está o vendeiro português João Romão que, com força de trabalho e boa dose de oportunismo, constrói o cortiço, seu primeiro caminho para a ascensão social.
    ( ) No romance, a ex-escrava Bertoleza é a companheira de João Romão, por ele tratada com respeito, o que dá mostras do tom conciliatório do livro, que trata a escravidão como problema resolvido.
    ( ) No sobrado contíguo ao cortiço de João Romão, vivem Miranda, Dona Estela e a filha Zulmirinha, família financeiramente confortável, que cria sinceros vínculos de amizade com João Romão e Bertoleza.
    ( ) No romance, Dona Estela, sempre descrita pelo narrador como uma dama séria e decorosa, sofre com as constantes traições de seu marido Miranda.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão d5035fa2-05
  • D5004172-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa correta sobre autores do Romantismo brasileiro.
    Escolha uma alternativa para a questão d5004172-05
  • D4F8C882-05

    Literatura

    Barroco
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia as seguintes afirmações sobre o Sermão de Santo Antônio aos peixes, de Padre Antônio Vieira.

    I - O Sermão apresenta a estratégia de se dirigir aos peixes, e não aos homens, estendendo o alcance crítico à conduta dos colonos maranhenses.
    II - O Sermão apresenta elogios aos grandes pregadores, através de passagens do Novo Testamento.
    III- A sardinha é eleita o símbolo do verdadeiro cristão, por ter sido o peixe multiplicado por Jesus.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d4f8c882-05
  • D4F4CC92-05

    Literatura

    Barroco
    UFRGS · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa correta sobre os três sermões do Padre Antônio Vieira.
    Escolha uma alternativa para a questão d4f4cc92-05
  • 5093F780-F7

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNEMAT · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    SAPO-CURURU

    Sapo-cururu
    Da beira do rio.
    Oh que sapo gordo!
    Oh que sapo feio!
    Sapo-cururu
    Da beira do rio.
    Quando o sapo coaxa,
    Povoléu tem frio.

    Que sapo mais danado,
    Ó maninha, Ó maninha!
    Sapo-cururu é o bicho
    Pra comer de sobreposse.

    Sapo-cururu
    Da barriga inchada.
    Vôte! Brinca com ele...
    Sapo cururu é senador da República.

    BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 20ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.

    No texto de Bandeira está explícito o procedimento de intertextualidade caracterizado pelo diálogo que um texto estabelece com outro, o que faz desse poema:
    Escolha uma alternativa para a questão 5093f780-f7
  • 509077A6-F7

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNEMAT · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Mas ao cabo de três meses, João Romão, [...] retornou à sua primitiva preocupação com o Miranda, única rivalidade que verdadeiramente o estimulava. Desde que o vizinho surgiu com o baronato, o vendeiro transformava-se por dentro e por fora a causar pasmo. Mandou fazer boas roupas e aos domingos refestelava-se de casaco branco e de meias, assentado defronte da venda, a ler jornais. Depois deu para sair a passeio, vestido de casemira, calçado e de gravata. [...] Já não era o mesmo lambuzão.

    Bertoleza é que continuava na cepa torta, sempre a mesma crioula suja, sempre atrapalhada de serviço, sem domingo nem dia santo; essa, em nada, em nada absolutamente, participava das novas regalias Vestibular 2016/2 Página 15 do amigo; pelo contrário, à medida que ele galgava posição social, a desgraçada fazia-se mais e mais escrava e rasteira. [...] p.142

    AZEVEDO, Aluisio. O cortiço. 5ª edição. São Paulo: Martin Claret, 2010.

    A composição dos personagens é um dos elementos a serem considerados na interpretação de uma obra narrativa. No excerto destacado, tem-se o caso de um personagem que não se modifica no desenrolar da trama e de outro que se transforma na perspectiva da ascensão social e, sobre essa composição, observa-se que:
    Escolha uma alternativa para a questão 509077a6-f7
  • 508AF688-F7

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNEMAT · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    CUNHATÃ


    Vinha do Pará

    Chamava Siquê.

    Quatro anos. Escurinha. O riso gutural da raça.

    Piá branca nenhuma corria mais do que ela.


    Tinha uma cicatriz no meio da testa:

    - Que foi isto, Siquê?

    Com voz de detrás da garganta, a boquinha tuíra:

    - Minha mãe (a madrasta) estava costurando

    Disse vai ver se tem fogo

    Eu soprei eu soprei eu soprei não vi fogo

    Aí ela se levantou e esfregou com minha cabeça na brasa


    Rui, riu, riu


    Uêrêquitáua.

    O ventilador era a coisa que roda.

    Quando se machucava, dizia: Ai Zizus!


    BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 138.


    O poema de Bandeira foi publicado em 1930 e traz algumas palavras da língua indígena misturadas ao português. Já em seu título comparece uma palavra de origem da língua tupi, cunhatã, que significa “menina, moça, mulher adolescente”.


    Ao fazer o uso de uma língua indígena nesse poema, observa-se que o autor:

    Escolha uma alternativa para a questão 508af688-f7