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Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

180 questões encontradas. Mostrando a página 4 de 9.

  • AF60FFFE-00

    Literatura

    Escolas Literárias
    UDESC · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, UDESC 2019, Escolas Literárias


    Analise as proposições em relação à obra Melhores poemas, Paulo Leminsky, ao Texto – SUJEITO INDIRETO, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

    ( ) O poeta Leminski desenvolveu apurada sensibilidade para o haicai – poema de origem japonesa, demarcado pela concisão e objetividade; a obra Melhores poemas também está pinçada por este tipo de poema.

    ( ) Na obra de Leminsky também se identificam características da poesia brasileira da segunda fase do Modernismo, a exemplo, o discurso poético com versos livres ou metrificação em oposição à sintaxe normativa.

    ( ) O poeta Leminsky, poeta de vanguarda, criou poemas dentro dos princípios que norteiam o Concretismo – movimento poético brasileiro da década de 50; pois sua produção poética é marcada apenas pelo apelo à comunicação não-verbal.

    ( ) Da leitura do poema, depreende-se a ironia do poeta em relação à gramática, pois ele questiona a funcionalidade do conhecimento da gramática e a aplicabilidade dela, em especial, quanto às nomenclaturas.

    ( ) O poema comprova que o poeta está dividido entre a subjetividade e a objetividade, no momento em que leva o eu poético à reflexão da própria existência, baseando-se em termos gramaticais e matemáticos.


    Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

    Escolha uma alternativa para a questão af60fffe-00
  • AF5D97CA-00

    Literatura

    Escolas Literárias
    UDESC · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, UDESC 2019, Escolas Literárias



    Analise as proposições em relação à obra O cemitério dos vivos e ao autor Lima Barreto.


    I. A obra é considerada pré-modernista, pois procura ressaltar a valorização da escrita e da leitura, porém de forma cotidiana; rompe com toda a estrutura do romance tradicional, apresenta capítulos curtos, independentes e perde a visão crítica da realidade brasileira.

    II. O traço autobiográfico é uma característica marcante na obra, principalmente o relato das experiências transpostas para o personagem-narrador, refletindo o preconceito, os traços de mestiçagens ou negros, o vício, a loucura, enfim, reflexos da miséria humana.

    III. Dentro do panorama literário, considera-se Lima Barreto da corrente pré-modernista por vários motivos: por sua produção literária ter ocorrido no período que antecedeu a Semana de Arte Moderna; suas obras apresentarem a ruptura com a cultura acadêmica, defesa das classes marginalizadas; linguagem jornalística e retratar a realidade brasileira, em especial, a população e os subúrbios cariocas.

    IV. Lima Barreto retrata, na obra, o dia-a-dia, os hábitos e o tratamento recebido pelos internos de um manicômio, revelando o mundo tão estigmatizado dos insanos, por meio de uma linguagem aguçada e sensível, pois ele não está louco, encontra-se no local devido a alguns surtos pelo alcoolismo. O fato de não estar louco faz com que sua estada ali seja, ainda, mais sofrida, pois ele tem consciência e pondera a forma como os internos são tratados. Assim, da leitura da obra, entende-se, também, a crítica ao tratamento do sistema carcerário dos manicômios, à época.

    V. Por insistência de sua esposa, Efigênia, Mascarenhas consegue realizar o sonho do pai dele, que era vê-lo doutor. Após concluir a escola politécnica, vai para o curso de engenharia, formando-se engenheiro civil, no entanto, não abandona o seu lado escritor, continuando a sua produção literária, o que viria integrá-lo ao conjunto dos mais destacados escritores do Pré-Modernismo.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão af5d97ca-00
  • AF5A55A8-00

    Literatura

    Escolas Literárias
    UDESC · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, UDESC 2019, Escolas Literárias



    Analise as proposições em relação à obra O cemitério dos vivos, Lima Barreto, e ao Texto .


    I. A leitura da estrutura “Seriam como que exercícios para bem escrever, com fluidez, claro, simples, atraente” (linhas 2 e 3) leva o leitor a inferir que o autor refere-se às características do bom uso da linguagem, logo diz-se que há referência à função metalinguística.

    II. Da Leitura do fragmento “de modo a dirigir-me à massa comum dos leitores” (linhas 3 e 4), infere-se que o autor, personagem-narrador, está se referindo à camada popular de leitores, ou seja, àquela sem formação acadêmica, não habituada à leitura.

    III. Na leitura do final do parágrafo é possível estabelecer, também, uma característica bastante comum ao escritor Machado de Assis – a ironia; pois se infere, a ironia de Mascarenhas, à crítica aos autores com títulos acadêmicos, bagagem europeia, porém medíocres quanto à produção literária.

    IV. A palavra “este” (linha 7) é anafórico da expressão “Todo o homem” (linha 6), enquanto “daquele” (linha 7) é catafórico de “me” (linha 7), assim tanto este quanto daquele são elementos que estabelecem coesão na estrutura textual.

    V. A leitura da obra leva o leitor à dedução de que os fatos e os detalhes narrados, por Mascarenhas, evidenciam uma questão de acomodação, a partir do casamento dele com Efigênia. Além das muitas dificuldades e dívidas, permeia na obra, também, por parte de Mascarenhas, a não valorização da esposa, enquanto viva.


    Assinale a alternativa correta

    Escolha uma alternativa para a questão af5a55a8-00
  • AF560923-00

    Literatura

    Escolas Literárias
    UDESC · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, UDESC 2019, Escolas Literárias



    Analise as proposições em relação à obra O Cemitério dos vivos, Lima Barreto, ao Texto 2, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.


    ( ) Nos períodos “Certo dia em que me pus a pensar nisso, veio-me a reflexão” (linha 1) o pronome me, quanto à colocação pronominal, sequencialmente, está proclítico, devido à presença da partícula que, pronome relativo que é atrativo; e enclítico o que se justifica pela manifestação da ordem natural – verbo/objeto, além de não haver justificativa para o uso da próclise ou da mesóclise.

    ( ) Da leitura da obra, deduz-se que há dois momentos marcantes na narrativa, o primeiro tragédia familiar, demência, doenças, morte; seguido de tragédia pessoal, alcoolismo o que leva o personagem narrador à vivência em hospital psiquiátrico, razão pela qual sua produção literária é classificada pessimista pelos críticos literários.

    ( ) Nas estruturas “a pensar” (linha 1), “a escrever” (linha 2) e “a dirigir-me” (linha 3) a partícula destacada, quanto à morfologia, é preposição; isto ocorre por estarem os verbos no infinitivo, e, quanto à transitividade, serem transitivo direto.

    ( ) As orações destacadas em “veio-me a reflexão de que não era mau” (linha 1) e “de modo a dirigir-me à massa comum dos leitores, quando tentasse a grande obra” (linhas 3 e 4), em relação à sintaxe, são classificadas, na sequência, oração subordinada substantiva completiva nominal e oração subordinada adverbial temporal.

    ( ) Na estrutura “que me pus a pensar nisso, veio-me a reflexão” (linha 1), os pronomes destacados são classificados, morfossintaticamente, pronome pessoal oblíquo/sujeito, e pronome pessoal oblíquo com valor de pronome demonstrativo, logo exercendo a função sintática de adjunto adnominal, na sequência.


    Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

    Escolha uma alternativa para a questão af560923-00
  • AF52158D-00

    Literatura

    Escolas Literárias
    UDESC · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, UDESC 2019, Escolas LiteráriasFigura 2 de 2 da questão de Literatura, UDESC 2019, Escolas Literárias

    Com base na leitura de Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis, e no conto “Os mortos não têm desejos (Roteiro de uma vida inútil), in O conto da mulher brasileira, Edla van Steen (organizadora); analise as proposições, e coloque (1) para as que caracterizam a obra de Machado de Assis, (2) para o conto Os mortos não têm desejos (Roteiro de uma vida inútil) de Edla van Steen e (3) para as que forem comuns à obra e ao conto.


    ( ) A narrativa é relatada em primeira pessoa, ou seja, há um narrador que também é protagonista da história, pois está contando a própria história como cadáver. Assim os fatos e as personagens são apresentados a partir de uma visão pessoal e subjetiva.

    ( ) A narrativa é sempre interrompida por histórias paralelas, anotações metalinguísticas, intertextualidades, em especial análises filosóficas dos sujeitos e da sociedade à época, o que, de certa forma, fragmenta o enredo e pode confundir o leitor.

    ( ) Os personagens da narrativa são basicamente representantes da elite brasileira do século XIX. Porém, há também personagens com menor expressão social, pertencentes à escravidão ou que não pertencem à elite, mas que têm papéis relevantes nas relações sociais entre as classes.

    ( ) A narrativa está pontuada por características do discurso pós-moderno, como a utilização de técnicas cinematográficas, o flashback, os cortes, a sucessão de sequências das ações, como se fossem quadros.

    ( ) A leitura da narrativa leva o leitor a inferir a valorização do monólogo interior, do fluxo de consciência do personagem-narrador.


    Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.

    Escolha uma alternativa para a questão af52158d-00
  • C2D51DD9-FF

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Legado

    Que lembrança darei ao país que me deu

    tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?

    Na noite do sem-fim, breve o tempo esqueceu

    minha incerta medalha, e a meu nome se ri.

    E mereço esperar mais do que os outros, eu?

    Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.

    Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu,

    a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.

    Não deixarei de mim nenhum canto radioso,

    uma voz matinal palpitando na bruma

    e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.

    De tudo quanto foi meu passo caprichoso

    na vida, restará, pois o resto se esfuma,

    uma pedra que havia em meio do caminho.

    Disponível em:<https://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13225.pdf> . Acesso em: 20 ago. 2019.


    Considerando-se a obra Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, no contexto histórico em que foi escrita, e o poema Legado, marque com V as afirmativas verdadeiras e com F, as demais.

    ( ) A obra Claro Enigma foi publicada durante o período da Guerra Fria, e alguns dos seus poemas fazem questionamentos sobre o futuro em tom pessimista.

    ( ) O poema Legado exemplifica uma fonte de inspiração comum aos poemas da obra Claro Enigma: foi inspirado pelas incertezas e angústias da época em que foram escritos.

    ( ) No poema Legado, pode-se constatar o tom melancólico do poeta.

    ( ) No poema Legado, fica claro que o sujeito poético passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de descoberta.

    ( ) No poema Legado, assim como na obra como um todo (Claro Enigma), o sujeito poético esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que o acompanharam durante toda a sua existência.


    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a

    Escolha uma alternativa para a questão c2d51dd9-ff
  • C2D0FB3E-FF

    Literatura

    Teoria Literária
    UNICENTRO · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Trecho 01
    — A senhora me faz saudades de minha terra. Lembrei-me de minha casa, e das tardes em que passeava assim por aqueles sítios, com minha mãe e minha irmã.
    — O senhor tem mãe e irmã! Como deve ser feliz! disse Lúcia com sentimento.
    — Quem é que não tem uma irmã! respondi-lhe sorrindo. E minha mãe ainda é muito moça para que eu tivesse a desgraça de a haver perdido.
    — Perdi a minha muito cedo...
    ALENCAR, José de. Senhora, São Paulo, FTD, 1991. p. 21-22

    Trecho 02
    Lúcia saiu um instante e voltou. [...] o fato é que a aparição já desvanecida surgira de repente aos meus olhos.
    — Agora lembro-me! Estou vendo-a como a vi pela primeira vez!
    — Como daquela vez não me verá mais nunca!
    — O que lhe falta? — Falta o que o senhor pensava e não tornará a pensar! disse ela com a voz pungida por dor íntima!
    ALENCAR, José de. Senhora, São Paulo, FTD, 1991. p. 24.

    Trecho 03
    Quando porém os meus lábios se colaram na tez de cetim e meu peito estreitou as formas encantadoras que debuxavam a seda, pareceu-me que o sangue lhe refluía ao coração. As palpitações eram bruscas e precípites. Estava lívida e mais branca do que o alvo colarinho do seu roupão.
    ALENCAR, José de. Senhora, São Paulo, FTD, 1991. p. 25


    Considerando-se os fragmentos destacados do romance Senhora e considerando-se a totalidade da obra, assinale o único item cujas afirmações não podem ser comprovadas com a leitura da obra.
    Escolha uma alternativa para a questão c2d0fb3e-ff
  • C2CBD073-FF

    Literatura

    Teoria Literária
    UNICENTRO · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Fragmento I
    Esse Aires que aí aparece conserva ainda agora algumas das virtudes daquele tempo, e quase nenhum vício. Não atribuas tal estado a qualquer propósito. Nem creias que vais nisto um pouco de homenagem à modéstia da pessoa. Não, senhor, é verdade pura e natural efeito. Apesar dos quarenta anos, ou quarenta e dois, e talvez por isso mesmo, era um belo tipo de homem. Diplomata de carreira, chegara dias antes do Pacífico, com uma licença de seis meses.
    ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó, São Paulo, FTD, 2011. p. 46.

    Fragmento II
    Também não creias que fosse outrora rico e adúltero, aberto de mãos, quando vinha de dizer adeus às suas amigas. Ni cet excès d´honneur, nit cette indignité. Era um pobre diabo sem mais ofício que a devoção.
    ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó, São Paulo, FTD, 2011. p. 21.

    Observando os fragmentos (I e II) destacados do romance Esaú e Jacó e considerando a totalidade da obra, pode-se afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão c2cbd073-ff
  • C2C7C172-FF

    Literatura

    Teoria Literária
    UNICENTRO · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos

    O lançamento da obra Quarto de despejo, em 1960, fez de Carolina de Jesus o maior sucesso editorial da história da literatura brasileira, com cerca de um milhão de cópias vendidas. A autora deixou registrado o seguinte depoimento:

    “Enquanto escrevo vou pensando que resido num castelo cor de ouro que reluz na luz do sol. Que as janelas são de prata e as luzes de brilhantes. Que a minha vista circula no jardim e eu contemplo as flores de todas as qualidades.”(1976).


    O depoimento de Carolina de Jesus atesta o seguinte sobre sua relação com a vida e com a sua obra Quarto de despejo:

    Escolha uma alternativa para a questão c2c7c172-ff
  • C2C2A402-FF

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO:
    Nove anos procurou Blimunda. Começou por contar as estações, depois perdeu-lhes o sentido. Nos primeiros tempos calculava as léguas que andava por dia, quatro, cinco, às vezes seis, mas depois confundiram-se-lhes os números, não tardou que o espaço e o tempo deixassem de ter significado, tudo se media em manhã, tarde, noite, chuva, soalheira, granizo, névoa e nevoeiro, caminho bom, caminho mau [...] milhares de rostos, rostos sem número que o dissesse, quantas vezes mais os que em Mafra se tinham juntado, e de entre os rostos, os das mulheres para as perguntas, os dos homens para ver se neles estava a resposta...
    SARAMAGO. José. Memorial do convento. 25. ed. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1982. p. 345.

    Considerando que José Saramago apresenta uma escrita peculiar, com um estilo próprio e uma linguagem inovadora, marque com V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas acerca do estilo, do enredo ou da linguagem presentes na obra, não só levando em conta o trecho, mas também a totalidade do livro.
    ( ) No trecho “Nove anos procurou Blimunda”, a personagem em foco sofre a ação verbal, portanto Blimunda funciona como complemento do verbo "procurar".
    ( ) A linguagem da obra, como atesta o fragmento, é documental e realista, sendo seu estilo chamado de neorrealismo.
    ( ) O narrador, no trecho acima, assim como em outros, apresenta ao leitor como a personagem sente, em sua subjetividade, os aspectos vividos na realidade concreta.
    ( ) Considerando que esse trecho é parte do epílogo da obra, a personagem procurada por Blimunda é Baltazar.
    ( ) A personagem em questão, Blimunda, tem poderes extraordinários, que podem ser entendidos literalmente ou metaforicamente.

    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão c2c2a402-ff
  • 6496981E-FD

    Literatura

    Teoria Literária
    UFT · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o fragmento para responder a QUESTÃO .

    A felicidade, sensação tão volátil, instável, irredutível de homem a homem é cousa diferente, e não consente média a abranger centenas, milhares e milhões de seres humanos. Imaginas tu que Madame Belasman, de Petrópolis, tem um grande joanete, um defeito hediondo, com o qual sobremaneira sofre; e o operário Felismino, da mortona, orgulha-se em possuir um filho com talento. Madame Belasman vive acabrunhada com a exuberância de seu joanete. [...] entretanto, Felismino, quando bate rebites, sorri e antegoza o estrondo que uma parcela do seu sangue vai causar na sociedade. [...] Quem é mais feliz – pergunto – madame Belasman ou o senhor Felismino? E, à vista disso, poderás dizer que todas as damas de Petrópolis são felizes e os operários de fundição são desgraçados? Há média possível para a felicidade das classes? Nós, os modernos, nos vamos esquecendo que essas histórias de classe, de povos, de raças, são tipos de gabinetes, fabricados para as necessidades de certos edifícios lógicos, mas que fora deles desaparecem completamente: – Não são? Não existem.

    Fonte: BARRETO, Lima. Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2017, p 100-101. (fragmento).
    Sobre o fragmento da obra Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 6496981e-fd
  • 6493C6E1-FD

    Literatura

    Teoria Literária
    UFT · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o fragmento para responder a QUESTÃO .

    3 DE MAIO... Fui na feira da Rua Carlos de Campos, catar qualquer coisa. Ganhei bastante verdura. Mas ficou sem efeito, porque eu não tenho gordura. Os meninos estão nervosos por não ter o que comer.

    6 DE MAIO [...] ...O que eu aviso aos pretendentes a politica, é que o povo não tolera a fome. É preciso conhecer a fome para saber descrevê-la.

    9 DE MAIO... Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: Faz de conta que eu estou sonhando.

    10 DE MAIO... [...] O tenente interessou-se pela educação dos meus filhos. Disse-me que a favela é um ambiente propenso, que as pessoas tem mais possibilidades de delinquir do que tornar-se util a patria e ao país. Pensei: Se ele sabe disto, porque não faz um relatorio e envia para os politicos? O senhor Janio Quadros, o Kubstchek e o Dr. Adhemar de Barros? Agora falar para mim, que sou uma pobre lixeira. Não posso resolver nem as minhas dificuldades. ... O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora. Quem passa fome aprende a pensar no proximo, e nas crianças.

    16 DE MAIO Eu amanheci nervosa. Porque eu queria ficar em casa, mas eu não tinha nada para comer.
    ... Eu não ia comer porque o pão era pouco. Será que é só eu que levo esta vida? O que posso esperar do futuro? Um leito em Campos do Jordão. Eu quando estou com fome quero matar o Janio, quero enforcar o Adhemar e queimar o Juscelino. As dificuldades corta o afeto do povo pelos politicos.

    Fonte: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983, p. 25-29. (fragmento).
    Assinale a alternativa CORRETA. No fragmento de Quarto de despejo, Carolina Maria de Jesus apresenta um olhar
    Escolha uma alternativa para a questão 6493c6e1-fd
  • 6491123C-FD

    Literatura

    Teoria Literária
    UFT · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o fragmento para responder a QUESTÃO .

           Corpo meu corpo corpo
    que tem um nariz assim uma boca
    dois olhos
    e um certo jeito de sorrir
    de falar
    que minha mãe identifica como sendo de seu filho
    que meu filho identifica
    como sendo de seu pai

    corpo que se para de funcionar provoca
    um grave acontecimento na família:
    sem ele não há José Ribamar Ferreira
    não há Ferreira Gullar

    e muitas pequenas coisas acontecidas no planeta
    estarão esquecidas para sempre

    corpo-facho corpo-fátuo corpo-fato
    [...]
    meu corpo nascido numa porta-e-janela da Rua dos Prazeres
    ao lado de uma padaria
    sob o signo de Virgo
    sob as balas do 24º BC
    na revolução de 30
    e que desde então segue pulsando como um relógio
    num tic tac que não se ouve
    (senão quando se cola o ouvido à altura do meu coração)
    tic tac tic tac

    Fonte: GULLAR, Ferreira. Poema Sujo. São Paulo: Círculo do Livro, 1980, p. 11-
    13. (fragmento). 
    Sobre o fragmento do Poema Sujo, de Ferreira Gullar, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 6491123c-fd
  • 648DB453-FD

    Literatura

    Teoria Literária
    UFT · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o fragmento para responder a QUESTÃO .

    Contam os velhos do povo Karajá que um misterioso acontecimento estava deixando a aldeia alarmada. Isso acontecia porque os guerreiros estavam sumindo durante a caçada e ninguém conseguia explicar por que isso estava acontecendo. Havia um clima de medo.
    Um rapaz, no entanto, resolveu rastrear pela trilha dos parentes sumidos. Entrou na mata cautelosamente e logo adiante avistou um bando de urubus. Isso era um sinal de que havia carniça por perto. Redobrou sua atenção e arrastou-se até chegar perto de uma grande árvore em cuja raiz encontrou objetos e ossadas dos parentes desaparecidos. Seu susto foi maior quando avistou dois monstruosos indivíduos saindo de uma caverna. Comentavam um para o outro:
    – Estou com uma fome tão grande. Tô com vontade de comer gente!
    – Vamos botar uma espera? Sinto que hoje vamos pegar alguém!
    O jovem, ouvindo aquela conversa, sentiu-se amedrontado, achando que ele poderia ser o alimento daquela gente estranha.
    [...] Quando chegou à aldeia, estava muito angustiado. Começou a gritar para chamar a atenção de todos. _ Inã biroxikre nhaçã rekã!... (Bugios grandalhões estão devorando gente!).
    [...] Onde vais com tanta pressa, valente guerreiro?
    – Vou caçar nhaçã rekã! – respondeu o jovem de forma arrogante.
    – Se me tomares como esposa, eu te ensinarei como caçar aquelas perigosas feras feiticeiras! – propôs a mulher-sapo.  

    Fonte: MUNDURUKU, Daniel. A Caveira-Rolante, a Mulher-Lesma e outras
    histórias. Ilustrações Maurício Negro. São Paulo: Global, 2010, p. 40-41.
    (fragmento).

    A partir da leitura do fragmento de texto de Daniel Munduruku, é INCORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 648db453-fd
  • 648B0B70-FD

    Literatura

    Teoria Literária
    UFT · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o fragmento para responder a QUESTÃO .

    SÃO LOURENÇO:
    Mas existe a confissão,
    remédio senhor da cura.
    Os índios que enfermos são
    com ela se curarão,
    e a comunhão os segura.

    Quando o pecado lhes pesa,
    vão-se os índios confessar.
    Dizem: "Quero melhorar..."
    O padre sobre eles reza
    para o seu Deus aplacar.
    [...]

    AIMBIRÊ: [criado do diabo]:
    Afastado,
    "quando à morte fôr chegado,
    diz o índio, expulsarei
    todo o crime que ocultei".

    GUAIXARÁ [diabo chefe]:
    Ouve, oh! sim; pois com cuidado
    seus maus atos desfiei. 

    SÃO LOURENÇO:
    Com todo vosso ódio, sei
    que procurais condená-los.
    Deles não me afastarei,
    mas a Deus suplicarei
    para sempre auxiliá-los.
    Eles em mim confiaram,
    construindo essa capela;
    velhos vícios extirparam,
    por patrono me tomaram
    que em firmá-los se desvela. 

    Fonte: ANCHIETA, José de. Teatro de Anchieta. In: O auto de São Lourenço.
    Edições Loyola: São Paulo, 1977, p. 158. (fragmento). (adaptado). 
    A partir da leitura do fragmento de O auto de São Lourenço, de José de Anchieta, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 648b0b70-fd
  • 64871EE1-FD

    Literatura

    Teoria Literária
    UFT · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia os poemas para responder a QUESTÃO.

    Texto I

    Bulandeira
    O braço
    rompe a roda
    a roda
    vira o ralo
    o ralo
    na raiz da fome
    farinha.


    Texto II

    Tapioca na gamela
    Eita que esse destino de furupa
    guarnece a brasa e o tição
    o forno de assar o bolo
    alvura que ama a tapioca na gamela
    amassando a vida com as mãos
    pois a festa é certa
    quando certo o pão.
    Fonte: PEDREIRA, Célio. As tocantinas. Palmas–TO: Universidade Federal do
    Tocantins/EDUFT, 2014, p. 36 e 20. 
    A partir da leitura dos dois poemas do escritor tocantinense Célio Pedreira é CORRETO afirmar que eles:
    Escolha uma alternativa para a questão 64871ee1-fd
  • 64835FEF-FD

    Literatura

    Teoria Literária
    UFT · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia os fragmentos para responder a QUESTÃO .

    Texto I
    O Juiz Valério alegrava-se com a aproximação da comissão. Acreditava em justiça, em lei, achava que o governo fosse dotado de uma clarividência que o comum dos homens não possuía, de uma reta intenção de punir o mal e premiar o bem. Daquele recanto tão afastado, Governo era assim algo de sobre-humano e inatacável. Antes porém que a Comissão chegasse ao [Vila do] Duro, aportaram ali notícias do que era ela. Era como o vento que precede a chuva braba. Quem vinha chefiando a comissão era um juiz togado, com assento em Porto Nacional, formado pela Faculdade do Recife, com militança no Foro de Salvador e Belém do Pará, homem de estudo, homem de preparo, homem sabido e corrido.

    Fonte: ÉLIS, Bernardo. O tronco. Rio de Janeiro: José Olympio, 2008, p.15. (fragmento). (adaptado).


    Texto II
    Sucedeu então vir o grande sujeito entrando no lugar, capiau de muito longínquo: tirado à arreata o cavalo raposo, que mancara, apontava de noroeste, pisando o arenoso. Seus bigodes ou a rustiquez – roupa parda, botinões de couro de anta, chapéu toda a aba – causavam riso e susto. Tomou fôlego, feito burro entesa orelhas, no avistar um fiapo de povo mas a rua, imponente invenção humana. Tinha vergonha de frente e de perfil, todo o mundo viu, devia também de alentar internas desordens no espírito.

    Fonte: ROSA, João Guimarães. Tutaméia (Terceiras estórias). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 58. (fragmento).
    Os fragmentos das obras de Bernardo Élis e de João Guimarães Rosa narram, respectivamente, a notícia da chegada de um viajante e a chegada de outro viajante. É CORRETO afirmar que os narradores:
    Escolha uma alternativa para a questão 64835fef-fd
  • 647F476C-FD

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFT · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o fragmento para responder a QUESTÃO .


    Horácio não gostava de ser contestado, mas compreendeu não era bom tema de conversa. Voltou à literatura, aconselhando os outros a lerem Drummond de Andrade, na sua opinião o melhor poeta de língua portuguesa de sempre. Qual Camões, qual Pessoa, Drummond é que era, tudo estava nele, até a situação de Angola se podia inferir na sua poesia. Por isso vos digo, os portugueses passam a vida a querer-nos impingir a sua poesia, temos de a estudar na escola, e escondem-nos os brasileiros, nossos irmãos, poetas e prosadores sublimes, relatando os nossos problemas e numa linguagem bem mais próxima da que falamos nas cidades. Quem não leu Drummond é um analfabeto. Os outros iam comendo, trocando de vez em quando olhares cúmplices. Até que Malongo e Vítor terminaram a refeição. Malongo despediu-se, levantando-se, um analfabeto vos saúda. Vítor e Furtado riram, Horácio fingiu que não ouviu. Agarrou no braço de Furtado e continuou a cultivá-lo com versos de Drummond e os seus próprios, dedicados ao grande brasileiro.

    Fonte: PEPETELA. A geração da utopia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: 2000, p. 30-31 (fragmento).



    No fragmento do romance do escritor angolano Pepetela, Horácio aconselha seus amigos Malongo, Vítor e Furtado a lerem o poeta Drummond de Andrade.

    Analise as afirmativas a seguir.


    I. A poesia de Drummond é melhor que a de Camões e de Pessoa.

    II. Há uma aproximação entre a literatura de Drummond e a realidade angolana.

    III. Nas escolas portuguesas se estuda a poesia de Drummond.

    IV. A poesia de Drummond está sendo usada para alfabetizar nas escolas angolanas.

    V. As obras dos literatos brasileiros possuem uma linguagem próxima a dos angolanos nas cidades.



    Assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 647f476c-fd
  • F5AC73C1-FC

    Literatura

    Arcadismo
    UNIFESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do poema “Os sapos”, de Manuel Bandeira.


    O sapo-tanoeiro

    [...]

    Diz: — “Meu cancioneiro

    É bem martelado.


    Vede como primo

    Em comer os hiatos!

    Que arte! E nunca rimo

    Os termos cognatos.


    O meu verso é bom

    Frumento sem joio.

    Faço rimas com

    Consoantes de apoio.


    Vai por cinquenta anos

    Que lhes dei a norma:

    Reduzi sem danos

    A formas a forma.


    Clame a saparia

    Em críticas céticas:

    Não há mais poesia

    Mas há artes poéticas...”


    (Estrela da vida inteira, 1993.)



    No trecho, o “sapo-tanoeiro” representa uma sátira aos
    Escolha uma alternativa para a questão f5ac73c1-fc
  • A695DC92-F4

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia um trecho de um poema de Olavo Bilac.

    Profissão de fé

    “Torce, aprimora, alteia, lima
    A frase; e enfim,
    No verso de ouro engasta a rima,
    Como um rubim.
    Quero que a estrofe cristalina
    Dobrada ao jeito
    Do ourives, saia da oficina
    Sem um defeito”. 

    Olavo Bilac

    Os versos de Olavo Bilac, transcritos acima, representam o ideal literário do: 
    Escolha uma alternativa para a questão a695dc92-f4