Questões de Literatura do ENEM
Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.
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8016E0E1-92 TEXTO 1PronominaisDê-me um cigarro
Diz a gramáticaDo professor e do alunoE do mulato sabidoMas o bom negro e o bom brancoDa Nação BrasileiraDizem todos os diasDeixa disso camaradaMe dá um cigarro.ANDRADE, Oswald. Obras completas.Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.TEXTO 2Samba do ArnestoO Arnesto nos convidô prum samba,[ele mora no BrásNóis fumo e não encontremos ninguémNóis vortemo cuma baita duma reivaDa outra veiz nóis num vai maisNóis não semos tatu!Outro dia encontremo com o ArnestoQue pidiu descurpa mais nóis não aceitemosIsso não se faz, Arnesto, nóis não se importaMais você devia ter ponhado um recado na[portaAnssim: “Ói, turma, num deu prá esperáA vez que isso num tem importância,[num faz máDepois que nóis vai, depois que nóis vortaAssinado em cruz porque não sei escreverArnesto"BARBOSA, Adoniran, Gravações ElétricasContinental S/A, 1953.A característica da temática e do estilo próprios da escrita literária de Oswald de Andrade que NÃO está presente no poema “Pronominais” é6275295F-8E Literatura
Escolas LiteráriasCEDERJ · 2020FácilEntre para guardar nos favoritosTexto IIIA pátria que quisera ter era um mito; era um fantasma criado por ele no silêncio do seu gabinete. Nem a física, nem a moral, nem a intelectual, nem a política que julgava existir, havia. A que existia de fato, era a do Tenente Antonino, a do doutor Campos, a do homem do Itamarati.Disponível em: https:// docente.ifn.edu.br/franciscoarruda/disciplinas/admam3am/triste-fim-de-policarpo-quaresma/view.Acesso 15/11/2020.No trecho da obra "Triste Fim de Policarpo Quaresma”, a reflexão acerca da noção de pátria propõe uma:
C28E3803-7F Literatura
Escolas LiteráriasInstituto Mauá de Tecnologia - SP · 2020DifícilEntre para guardar nos favoritosConheci que Madalena era boa em demasia, mas não conheci tudo de uma vez. Ela se revelou pouco a pouco, e nunca se revelou inteiramente. A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste.
E, falando assim, compreendo que perco o tempo. Com efeito, se me escapa o retrato moral de minha mulher, para que serve esta narrativa? Para nada, mas sou forçado a escrever.
Quando os grilos cantam, sento-me aqui à mesa da sala de jantar, bebo café, acendo o cachimbo. Às vezes as ideias não vêm, ou vêm muito numerosas - e a folha permanece meio escrita, como estava na véspera. Releio algumas linhas, que me desagradam. Não vale a pena tentar corrigi-las. Afasto o papel.
Emoções indefiníveis me agitam - inquietação terrível, desejo doido de voltar, tagarelar novamente com Madalena, como fazíamos todos os dias, a esta hora. Saudade? Não, não é isto: desespero, raiva, um peso enorme no coração.
Procuro recordar o que dizíamos. Impossível. As minhas palavras eram apenas palavras, reprodução imperfeita de fatos exteriores, e as dela tinham alguma coisa que não consigo exprimir. Para senti-las melhor, eu apagava as luzes, deixava que a sombra nos envolvesse até ficarmos dois vultos indistintos na escuridão.
(Graciliano Ramos)
Conheci que Madalena era boa em demasia, mas não conheci tudo de uma vez. Ela se revelou pouco a pouco, e nunca se revelou inteiramente. A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste.
E, falando assim, compreendo que perco o tempo. Com efeito, se me escapa o retrato moral de minha mulher, para que serve esta narrativa? Para nada, mas sou forçado a escrever.
Quando os grilos cantam, sento-me aqui à mesa da sala de jantar, bebo café, acendo o cachimbo. Às vezes as ideias não vêm, ou vêm muito numerosas - e a folha permanece meio escrita, como estava na véspera. Releio algumas linhas, que me desagradam. Não vale a pena tentar corrigi-las. Afasto o papel.
Emoções indefiníveis me agitam - inquietação terrível, desejo doido de voltar, tagarelar novamente com Madalena, como fazíamos todos os dias, a esta hora. Saudade? Não, não é isto: desespero, raiva, um peso enorme no coração.
Procuro recordar o que dizíamos. Impossível. As minhas palavras eram apenas palavras, reprodução imperfeita de fatos exteriores, e as dela tinham alguma coisa que não consigo exprimir. Para senti-las melhor, eu apagava as luzes, deixava que a sombra nos envolvesse até ficarmos dois vultos indistintos na escuridão.
(Graciliano Ramos)
O texto de Graciliano Ramos pertence à obra
9DEA4E4E-5F Literatura
Classificação dos Gêneros LiteráriosENEM · 2020DifícilEntre para guardar nos favoritosMontaigne deu o nome para um novo gênero literário; foi dos primeiros a instituir na literatura moderna um espaço privado, o espaço do “eu", do texto intimo. Ele cria um novo processo de escrita filosófica, no qual hesitações, autocríticas, correções entram no próprio texto.COELHO. M. Montaigne. São Paulo Publicita. 2001 (adaptado).O novo gênero de escrita aludido no texto é o(a)11555715-03 Literatura
Teoria LiteráriaCentro Universitário Redentor - RJ · 2020DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto 3:Canção amiga
Eu preparo uma canção
Em que minha mãe se reconheça,
Todas as mães se reconheçam,
E que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
Que passa em muitos países.
Se não me veem, eu vejo
E saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
Como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
Dois carinhos se procuram.
Minha vida, nossas vidas
Formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas.
Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens
E adormecer as crianças.(DRUMMOND, Carlos. In: Novos Poemas)
Sobre a linguagem do poema, nota-se que foi empregada com o objetivo principal de:
11524C38-03 Literatura
Escolas LiteráriasCentro Universitário Redentor - RJ · 2020DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto 3:Canção amigaEu preparo uma cançãoEm que minha mãe se reconheça,Todas as mães se reconheçam,E que fale como dois olhos.Caminho por uma ruaQue passa em muitos países.Se não me veem, eu vejoE saúdo velhos amigos.Eu distribuo um segredoComo quem ama ou sorri.No jeito mais naturalDois carinhos se procuram.Minha vida, nossas vidasFormam um só diamante.Aprendi novas palavrasE tornei outras mais belas.Eu preparo uma cançãoQue faça acordar os homensE adormecer as crianças.(DRUMMOND, Carlos. In: Novos Poemas)Drummond é um dos maiores representantes do movimento modernista brasileiro. Desenhou poeticamente as inquietudes e os dilemas humanos.Tendo em vista os procedimentos de construção do texto literário e as concepções artísticas modernistas, conclui-se que o poema acima:114F891A-03 Literatura
Escolas LiteráriasCentro Universitário Redentor - RJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosVou lançar a poesia do poeta sórdido. Poeta sórdido: Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida. Vai um sujeito, Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco [muito bem engomada, [e na primeira esquina passa um caminhão, [salpica-lhe o paletó de uma nódoa de lama: É a vida. O poema deve ser como a nódoa do brim: Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero. Sei que a poesia é também orvalho. Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, [as virgens cem por cento [e as amadas que envelhecem sem maldade. (BANDEIRA, Manuel. Antologia poética. 1986)O Modernismo foi um movimento literário e artístico do início do séc. XX, cujo objetivo era o rompimento com o tradicionalismo, a libertação estética, a experimentação constante. O poema Nova Poética constitui exemplo das propostas modernistas.Não se encontram características do movimento modernista em:114CC2DD-03 Literatura
Teoria LiteráriaCentro Universitário Redentor - RJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosVou lançar a poesia do poeta sórdido. Poeta sórdido: Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida. Vai um sujeito, Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco [muito bem engomada, [e na primeira esquina passa um caminhão, [salpica-lhe o paletó de uma nódoa de lama: É a vida. O poema deve ser como a nódoa do brim: Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero. Sei que a poesia é também orvalho. Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, [as virgens cem por cento [e as amadas que envelhecem sem maldade. (BANDEIRA, Manuel. Antologia poética. 1986)Poeta do Modernismo, Manuel Bandeira escreveu vários poemas que podem ser considerados “poéticas”, ou seja, eles tratam do “fazer poesia”, ora dizendo para que a poesia serve, ora dizendo como ela deve ser.Indique a alternativa em que NÃO fragmento de texto com a mesma intenção poética: