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Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

48 questões encontradas. Mostrando a página 3 de 3.

  • 8CC5D115-0E

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFPR · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere o seguinte texto:


    O homem está na cidade

    como uma coisa está em outra

    e a cidade está no homem

    que está em outra cidade

    mas variados são os modos

    como uma coisa

    está em outra coisa:

    o homem, por exemplo, não está na cidade

    como uma árvore está

    em qualquer outra

    nem como uma árvore

    está em qualquer uma de suas folhas

    (mesmo rolando longe dela)

    O homem não está na cidade

    como uma árvore está num livro

    quando um vento ali a folheia. 


    Gullar, F. Poema sujo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983. p. 102.



    Com base na leitura desse fragmento, extraído da parte final de Poema sujo, de Ferreira Gullar, e na leitura da integralidade do poema, assinale a alternativa correta. 

    Escolha uma alternativa para a questão 8cc5d115-0e
  • A92681B7-04

    Literatura

    Gênero Épico ou Narrativo
    UFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Tendo como referência que o poema é um gênero literário composto, principalmente, por versos, métrica, estrofes, rimas e ritmo, leia o texto I e o trecho do poema Tabacaria (texto II), de 1933, de autoria de Álvaro de Campos, heterônimo do poeta Fernando Pessoa.


    TEXTO I


    Como expressão linguística, um poema tende a organizar-se em frases ritmadas, com base na entonação, no número de sílabas, na distribuição mais ou menos regular, ou irregular, das sílabas acentuadas, constituindo-se desta maneira numa série de versos. [...] Na atividade poética formal de construção de um poema, exploram-se as possibilidades da linguagem em geral e da língua específica, em particular: a) no material sonoro; b) nas palavras; c) nas associações de ideias; d) nas construções frasais, utilizando-se o ritmo, a harmonia imitativa, a rima, a assonância, a aliteração, as figuras de palavras, as figuras de pensamento, as figuras de sintaxe [...].


    Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/poema. Acesso em: 01 jul. 2024.


    TEXTO II


    Tabacaria


    [...] Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)

    E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.

    Semiergo-me enérgico, convencido, humano,

    E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.


    Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los

    E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.

    Sigo o fumo como uma rota própria,

    E gozo, num momento sensitivo e competente,

    A libertação de todas as especulações

    E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.


    Depois deito-me para trás na cadeira

    E continuo fumando.

    Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.


    (Se eu casasse com a filha da minha lavadeira

    Talvez fosse feliz.)

    Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.


    O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).

    Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.

    (O Dono da Tabacaria chegou à porta.)

    Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.

    Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo

    Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.


    Disponível em: http://arquivopessoa.net/textos/163. Acesso em: 01 jul. 2024 (fragmento).



    Assinale a alternativa correta a respeito dos elementos estruturais e simbólicos que constituem o poema Tabacaria.

    Escolha uma alternativa para a questão a92681b7-04
  • 3901CB81-03

    Literatura

    Escolas Literárias
    UECE · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto II

    Ismália


    Quando Ismália enlouqueceu,
    Pôs-se na torre a sonhar...
    Viu uma lua no céu,
    Viu outra lua no mar.


    No sonho em que se perdeu,
    Banhou-se toda em luar...
    Queria subir ao céu,
    Queria descer ao mar...


    E, no desvario seu,
    Na torre pôs-se a cantar...
    Estava perto do céu,
    Estava longe do mar...


    E como um anjo pendeu
    As asas para voar...
    Queria a lua do céu,
    Queria a lua do mar...


    As asas que Deus lhe deu
    Ruflaram de par em par...
    Sua alma subiu ao céu,
    Seu corpo desceu ao mar...


    GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.
    Analise as seguintes assertivas sobre o texto II:


    I. A presença da lua no poema é um símbolo central, a partir do qual se desenvolvem outros aspectos, como a noite propulsora de um ambiente sombrio e o misticismo.

    II. A sugestão à morte é uma característica do Simbolismo que, no poema, não se relaciona com a loucura de Ismália, mas apenas ao desejo pela lua, que culmina em uma tragédia acidental.

    III. Ismália é tratada, no poema, de forma pejorativa, uma vez que, explicitamente, somente a partir da loucura lhe é permitido sonhar.


    É correto o que se afirma somente em
    Escolha uma alternativa para a questão 3901cb81-03
  • 38FF343C-03

    Literatura

    Escolas Literárias
    UECE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto II

    Ismália


    Quando Ismália enlouqueceu,
    Pôs-se na torre a sonhar...
    Viu uma lua no céu,
    Viu outra lua no mar.


    No sonho em que se perdeu,
    Banhou-se toda em luar...
    Queria subir ao céu,
    Queria descer ao mar...


    E, no desvario seu,
    Na torre pôs-se a cantar...
    Estava perto do céu,
    Estava longe do mar...


    E como um anjo pendeu
    As asas para voar...
    Queria a lua do céu,
    Queria a lua do mar...


    As asas que Deus lhe deu
    Ruflaram de par em par...
    Sua alma subiu ao céu,
    Seu corpo desceu ao mar...


    GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.
    É correto afirmar que, no poema,
    Escolha uma alternativa para a questão 38ff343c-03
  • 38FC52EB-03

    Literatura

    Escolas Literárias
    UECE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto II

    Ismália


    Quando Ismália enlouqueceu,
    Pôs-se na torre a sonhar...
    Viu uma lua no céu,
    Viu outra lua no mar.


    No sonho em que se perdeu,
    Banhou-se toda em luar...
    Queria subir ao céu,
    Queria descer ao mar...


    E, no desvario seu,
    Na torre pôs-se a cantar...
    Estava perto do céu,
    Estava longe do mar...


    E como um anjo pendeu
    As asas para voar...
    Queria a lua do céu,
    Queria a lua do mar...


    As asas que Deus lhe deu
    Ruflaram de par em par...
    Sua alma subiu ao céu,
    Seu corpo desceu ao mar...


    GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.
    Atente para o que se diz a seguir sobre o poema Ismália e assinale a afirmação verdadeira.
    Escolha uma alternativa para a questão 38fc52eb-03
  • 5DD145FA-D8

    Literatura

    Escolas Literárias
    ENEM · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    — Eu lhe juro, Aurélia. Estes lábios nunca tocaram a face de outra mulher, que não fosse minha mãe. Meu primeiro beijo de amor, guardei-o para minha esposa, para ti...

    [...]

    — Ou de outra mais rica! — disse ela, retraindo-se para fugir ao beijo do marido, e afastando-o com a ponta dos dedos. A voz da moça tomara o timbre cristalino, eco da rispidez e aspereza do sentimento que lhe sublevava o seio, e que parecia ringir-lhe nos lábios como aço.

    — Aurélia! Que significa isto?

    — Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada. Podemos ter este orgulho, que os melhores atores não nos excederiam. Mas é tempo de pôr termo a esta cruel mistificação, com que nos estamos escarnecendo mutuamente, senhor. Entremos na realidade por mais triste que ela seja; e resigne-se cada um ao que é, eu, uma mulher traída; o senhor, um homem vendido.

    — Vendido! — exclamou Seixas ferido dentro d’alma.

    — Vendido, sim: não tem outro nome. Sou rica, muito rica; sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável às mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei-o. Custou-me cem contos de réis, foi barato; não se fez valer. Eu daria o dobro, o triplo, toda a minha riqueza por este momento.


    ALENCAR, J. Senhora. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 2003.


    Ao tematizar o casamento, esse fragmento reproduz uma concepção de literatura romântica evidenciada na
    Escolha uma alternativa para a questão 5dd145fa-d8
  • 5DBEC055-D8

    Literatura

    Teoria Literária
    ENEM · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    Data venia

    Conheci Bentinho e Capitu nos meus curiosos e antigos quinze anos. E os olhos de água da jovem de Matacavalos atraíram-me, seduziram-me ao primeiro contato. Aliados ao seu jeito de ser, flor e mistério. Mas tomou-me também a indignação diante do narrador e seu texto, feito de acusação e vilipêndio. Sem qualquer direito de defesa. Sem acesso ao discurso, usurpado, sutilmente, pela palavra autoritária do marido, algoz, em pele de cordeiro vitimado. Crudelíssimo e desumano: não bastasse o que faz com a mulher, chega a desejar a morte do próprio filho e a festejá-la com um jantar, sem qualquer remorso. No fundo, uma pobre consciência dilacerada, um homem dividido, que busca encontrar-se na memória, e acaba faltando-se a si mesmo. Retomei inúmeras vezes a triste história daquele amor em desencanto. Familiarizei-me, ao longo do tempo, com a crítica do texto; poucos, muito poucos, escapam das bem traçadas linhas do libelo condenatório; no mínimo concedem à ré o beneplácito da dúvida: convertem-na num enigma indecifrável, seu atributo consagrador.

    Eis que, diante de mais um retorno ao romance, veio a iluminação: por que não dar voz plena àquela mulher, brasileira do século XIX, que, apesar de todas as artimanhas e do maquiavelismo do companheiro, se converte numa das mais fascinantes criaturas do gênio que foi Machado de Assis?

    A empresa era temerária, mas escrever é sempre um risco. Apoiado no espaço de liberdade em que habita a Literatura, arrisquei-me.

    O resultado: este livro em que, além-túmulo, como Brás Cubas, a dona dos olhos de ressaca assume, à luz do mistério da arte literária e do próprio texto do Dr. Bento Santiago, seu discurso e sua verdade.


    PROENÇA FILHO, D. Capitu: memórias póstumas. Rio de Janeiro: Atrium, 1998.



    Para apresentar a apropriação literária que faz da obra de Machado de Assis, o autor desse texto
    Escolha uma alternativa para a questão 5dbec055-d8
  • 5DB3BE3A-D8

    Literatura

    Teoria Literária
    ENEM · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    — Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço. Está pernóstico, está safado, está idiota. Há lá ninguém que fale dessa forma!

    Azevedo Gondim apagou o sorriso, engoliu em seco, apanhou os cacos da sua pequenina vaidade e replicou amuado que um artista não pode escrever como fala. — Não pode?

    — perguntei com assombro. E por quê? Azevedo Gondim respondeu que não pode porque não pode.

    — Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.

    RAMOS, G. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2009.


    Nesse fragmento, a discussão dos personagens traz à cena um debate acerca da escrita que
    Escolha uma alternativa para a questão 5db3be3a-d8