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Disciplina · Linguagens

Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 1.323 questões
  • 24 assuntos

Resultados: 1.323 questões

Página 56 de 67

  • Linguagens

    Literatura

    O laço de fita


    Não sabes, criança? 'Stou louco de amores...

    Prendi meus afetos, formosa Pepita.


    Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!

    Não rias, prendi-me

    Num laço de fita.

    Na selva sombria de tuas madeixas,

    Nos negros cabelos de moça bonita,

    Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,


    Formoso enroscava-se

    O laço de fita.


    [...]


    Pois bem! Quando um dia na sombra do vale

    Abrirem-me a cova... formosa Pepita!


    Ao menos arranca meus louros da fronte,

    E dá-me por c'roa...

    Teu laço de fita.


    ALVES, C. Espumas flutuantes. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 8 ago. 2015 (fragmento).


    Exemplo da lírica de temática amorosa de Castro Alves, o poema constrói imagens caras ao Romantismo. Nesse fragmento, o lirismo romântico se expressa na

    Escolha uma alternativa para a questão fa40c2cb-6b
  • Linguagens

    Literatura

    Seixas era homem honesto; mas ao atrito da secretaria e ao calor das salas, sua honestidade havia tomado essa têmpera flexível da cera que se molda às fantasias da vaidade e aos reclamos da ambição.


    Era incapaz de apropriar-se do alheio, ou de praticar um abuso de confiança; mas professava a moral fácil e cômoda, tão cultivada atualmente em nossa sociedade.


    Segundo essa doutrina, tudo é permitido em matéria de amor; e o interesse próprio tem plena liberdade, desde que se transija com a lei e evite o escândalo.


    ALENCAR, J. Senhora. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 7 out. 2015.


    A literatura romântica reproduziu valores sociais em sintonia com seu contexto de mudanças. No fragmento de Senhora, as concepções românticas do narrador repercutem a

    Escolha uma alternativa para a questão fa459350-6b
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Escolas Literárias

    Texto 5

    POÉTICA

    Manuel Bandeira

    Estou farto do lirismo comedido
    do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e                                                                                                      [manifestações de apreço ao Sr. Diretor
    Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no dicionário o cunho
                                                                                                                    [vernáculo de um vocábulo.

    Abaixo os puristas

    Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
    Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
    Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

    Estou farto do lirismo namorador
    Político
    Raquítico
    Sifilítico
    De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.
    De resto não é lirismo
    Será contabilidade tabela de cossenos secretário do amante exemplar
                                                                                            [com cem modelos de cartas e as diferentes
                                                                                            [maneiras de agradar às mulheres, etc.
    Quero antes o lirismo dos loucos
    O lirismo dos bêbados
    O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
    O lirismo dos clowns de Shakespeare

    – Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.


    BANDEIRA, Manuel. Poética. In: MORICONI, Ítalo. Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
    (Adaptado)
    A primeira fase do Modernismo brasileiro contemplou artistas diversos que exploraram diferentes tendências e estilos. A Semana de Arte Moderna foi um marco nessa fase e teve a participação de artistas que defendiam uma nova visão de arte, a partir de uma estética inovadora, inspirada nas vanguardas europeias. Com base nas leituras dos Textos 1, 2, 3, 4 e 5, e considerando as características da primeira fase do Modernismo no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão dbc2f95d-6e
  • Linguagens

    Literatura

    Os Textos 1, 2, 3 e 4 servem de base para a questão.

    Texto 1
    Anjo — Esta é; que demandais?
    Fildalgo — Que me deixeis embarcar;
     sou fidalgo de solar,
     é bem que me recolhais.
    Anjo — Não se embarca tirania
     neste batel divinal.
    Fildalgo — Não sei por que haveis por mal
     que entre a minha senhoria.
    Anjo — Para vossa fantasia
     mui pequena é esta barca.
    Fildalgo — Para senhor de tal marca
     Não há aqui mais cortesia?

    VICENTE, Gil. ―Auto da Barca do Inferno‖. In:______. Autos e farsas de Gil Vicente. São Paulo: Melhoramentos, 2012. Excertos.

    Texto 2

    Canto I

    As armas e os Barões assinalados
    Que, da Ocidental praia Lusitana,
    Por mares nunca de antes navegados,
    Passaram ainda além da Taprobana,
    Em perigos e guerras esforçados
    Mais do que prometia a força humana,
    E entre gente remota edificaram
    Novo Reino, que tanto sublimaram;

    E também as memórias gloriosas
    Daqueles Reis que foram dilatando
    A Fé, o Império, e as terras viciosas
    De África e de Ásia andaram devastando,
    E aqueles que por obras valerosas
    Se vão da lei da Morte libertando:
    Cantando espalharei por toda parte,
    Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

    CAMÕES, Luís de. Os Lusíadas. São Paulo: Martin Claret, 2001. Excertos.


    Texto 3

    Rompe o poeta com a primeira impaciência querendo declarar-se e temendo perder por ousado

    Anjo no nome, Angélica na cara!
    Isso é ser flor, e Anjo juntamente:
    Ser Angélica flor, e Anjo florente,
    Em quem, senão em vós, se uniformara:

    Quem vira uma tal flor, que a não cortara,
    Do verde pé, da rama fluorescente;
    E quem um Anjo vira tão luzente,
    Que por seu Deus o não idolatrara?

    Se pois como Anjo sois dos meus altares,
    Fôreis o meu Custódio, e a minha guarda,
    Livrara eu de diabólicos azares.

    Mas vejo, que por bela, e por galharda,
    Posto que os Anjos nunca dão pesares,
    Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

    MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, 1997. 

    Texto 4
    Lira XIX – 1ª parte

    Enquanto pasta alegre o manso gado,
    Minha bela Marília, nos sentemos
    À sombra deste cedro levantado.
     Um pouco meditemos
     Na regular beleza,
    Que em tudo quanto vive, nos descobre
     A sábia Natureza.

    GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: DCD, 2010. Excertos.

    Diversos estudiosos buscam classificar as obras literárias em gêneros. A classificação aristotélica tem sido utilizada para traçar as características dos gêneros literários (épico, lírico, dramático). Conforme essa classificação, os textos literários são organizados em três gêneros: épico, lírico e dramático. Identifique o gênero literário dos Textos 1, 2, 3 e 4, numerando-os de acordo com a seguinte correspondência:
    (1) gênero épico;
    (2) gênero lírico;
    (3) gênero dramático.

    A sequência que identifica correta e respectivamente o gênero literário dos Textos 1, 2, 3 e 4 é:

    Escolha uma alternativa para a questão a727439b-70
  • Linguagens

    Literatura

    Os Textos 5, 6, 7 e 8 servem de base para a questão.

    Texto 5

    "A feição deles é parda, algo avermelhada; de bons rostos e bons narizes. Em geral são bem-feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Não fazem o menor caso de cobrir ou mostrar suas vergonhas, e nisso são tão inocentes como quando mostram o rosto. [...] Os cabelos deles são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta, mais que verdadeiramente de leve, de boa grandeza, e, todavia, raspado por cima das orelhas. [....] E estavam já mais mansos e seguros entre nós do que nós estávamos entre eles. [...] Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. [...] Ora veja, Vossa Alteza, quem em tal inocência vive, se se converterá, ou não, se lhe ensinarem o que pertence à sua salvação".

    CAMINHA, Pero Vaz de. "A carta". In: CASTRO, Silvio. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre; L&PM, 2015. Excertos.

    Texto 6

    DOS TUPINIQUINS
    "Do seu nome direi que são tupiniquins; da sua cor, que são pardos à maneira dos mouros; de seus braços, que são rijos, de modo que um deles pode carregar com folga três dos nossos; dos seus pelos nada conto porque não os têm, e dos seus cabelos direi que os cortam em forma de meia esfera, sendo muito parecidos com os frades".
    TORERO, José Roberto. Terra Papagalli. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. Excertos. 


    Texto 7

    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Escolas Literárias
    Disponível em: https://2.bp.blogspot.com/- EUs2MX0aQ7o/WfuocMugdvI/AAAAAAAAFHw/EEeTeFt3eRUA6uFD0ea11 7gYRfyw0440ACLcBGAs/s640/3%2B-%2BDescobrimento%2B- %2BTerras.jpg Acesso em: 06/09/2020 

    Texto 8

    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Escolas Literárias
    "Índios e soldados da província de Curitiba escoltando prisioneiros nativos", tela de Jean-Baptiste Debret. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/povosindigenas-trabalho-brasil-colonial/ Acesso em: 06/09/2020.
    O Quinhentismo marca a introdução da cultura europeia no Brasil. Nesse período, podemos encontrar uma série de textos sobre a visão dos colonizadores a respeito dos índios. Com base na leitura dos Textos 5, 6, 7 e 8, e reconhecendo o contexto histórico-social e as características do Quinhentismo no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a73964f3-70
  • Linguagens

    Literatura

    Os Textos 5, 6, 7 e 8 servem de base para a questão.

    Texto 5

    "A feição deles é parda, algo avermelhada; de bons rostos e bons narizes. Em geral são bem-feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Não fazem o menor caso de cobrir ou mostrar suas vergonhas, e nisso são tão inocentes como quando mostram o rosto. [...] Os cabelos deles são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta, mais que verdadeiramente de leve, de boa grandeza, e, todavia, raspado por cima das orelhas. [....] E estavam já mais mansos e seguros entre nós do que nós estávamos entre eles. [...] Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. [...] Ora veja, Vossa Alteza, quem em tal inocência vive, se se converterá, ou não, se lhe ensinarem o que pertence à sua salvação".

    CAMINHA, Pero Vaz de. "A carta". In: CASTRO, Silvio. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre; L&PM, 2015. Excertos.

    Texto 6

    DOS TUPINIQUINS
    "Do seu nome direi que são tupiniquins; da sua cor, que são pardos à maneira dos mouros; de seus braços, que são rijos, de modo que um deles pode carregar com folga três dos nossos; dos seus pelos nada conto porque não os têm, e dos seus cabelos direi que os cortam em forma de meia esfera, sendo muito parecidos com os frades".
    TORERO, José Roberto. Terra Papagalli. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. Excertos. 


    Texto 7

    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Escolas Literárias
    Disponível em: https://2.bp.blogspot.com/- EUs2MX0aQ7o/WfuocMugdvI/AAAAAAAAFHw/EEeTeFt3eRUA6uFD0ea11 7gYRfyw0440ACLcBGAs/s640/3%2B-%2BDescobrimento%2B- %2BTerras.jpg Acesso em: 06/09/2020 

    Texto 8

    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Escolas Literárias
    "Índios e soldados da província de Curitiba escoltando prisioneiros nativos", tela de Jean-Baptiste Debret. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/povosindigenas-trabalho-brasil-colonial/ Acesso em: 06/09/2020.
    Podemos identificar, nos textos quinhentistas, alguns recursos linguísticos relacionados ao contexto de produção desses textos. A respeito desses recursos, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a73f18db-70
  • Linguagens

    Literatura

    Os Textos 9, 10 e 11 servem de base à questão.

    Texto 9

    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Barroco
    Aleijadinho. "O Salvador Carregando o Madeiro” (1796- 1799). Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra57561/ocarregamento-da-cruz-o-salvador-carregando-o-madeiro Acesso em: 05/09/2020.


    Texto 10

    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Barroco
    Caravaggio (1571-1610). “A inspiração de São Mateus” (1602). Disponível em: https://www.ifch.unicamp.br/eha/chaa/Imagens/neville/030.png Acesso em: 05/09/2020. 

    Texto 11

    Ao braço do Menino Jesus de Nossa
    Senhora das Maravilhas, a quem infiéis despedaçaram.

    O todo sem a parte não é todo;
    A parte sem o todo não é parte;
    Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
    Não se diga que é parte, sendo o todo.

    Em todo o Sacramento está Deus todo,
    E todo assiste inteiro em qualquer parte,
    E feito em partes todo em toda a parte,
    Em qualquer parte sempre fica todo.

    O braço de Jesus não seja parte,
    Pois que feito Jesus em partes todo,
    Assiste cada parte em sua parte.

    Não se sabendo parte deste todo,
    Um braço que lhe acharam, sendo parte,
    Nos diz as partes todas deste todo. 

    MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, 1997.
    O Barroco manifestou-se em várias expressões artísticas (arquitetura, pintura, escultura, música, literatura, teatro), por meio de um estilo próprio, com características estéticas marcantes. Analise os Textos 9, 10 e 11 e, considerando as características do Barroco em diferentes manifestações artísticas (escultura, pintura e literatura), assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a744118c-70
  • Linguagens

    Literatura

    O Texto serve de base à questão;

    Texto
    New Barroco: tudo sobre a moda

    Se nos últimos anos o minimalismo reinou pedindo looks mais cleans, contudo, o inverno de 2020 promete trazer uma trend que sugere exatamente o contrário: looks ricos, exagerados e elaborados farão parte dessa estação.
    Além disso, o barroco será uma das grandes influências da moda para a estação mais fria do ano. O espírito barroco é carregado de informações, dramaticidade e conflitos, assim como abundância e vitalidade, o que traduz perfeitamente a atmosfera da contemporaneidade em todas as suas contradições.
    Na moda, toda essa desordem também aparece refletida na sobrecarga de informações, por exemplo: texturas, mix de estampas, hibridismo, exagero nas proporções, sobreposições, peles, pelos, transparência, brilho e tudo mais, de preferência no mesmo look! 

    Imagem da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Barroco
    Disponível em: https://coracanela.com.br/new-barroco-tudo-sobre-a-moda-barroca-e-como-investir.
    Acesso em 13/10/20. Adaptado.

    De acordo com o Texto, na moda, o "espírito barroco" se reflete

    1) na sobriedade das cores.

    2) no excesso de detalhes.

    3) na mistura de informações.

    4) na leveza dos tecidos.


    Estão CORRETAS:

    Escolha uma alternativa para a questão a748b440-70
  • Linguagens

    Literatura

    Os Textos 13, 14, 15 e 16 servem de base à questão.


    Texto 13


    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Arcadismo

    Cartaz do filme “Caramuru: a invenção do Brasil” (2001) 1h 28min / Comédia Direção: Guel Arraes Elenco: Selton Mello, Camila Pitanga, Deborah Secco Disponível em: http://www.cinemabrasileiro.net/cartazes/caram uru.jpg Acesso em: 06/09/2020.


    Texto 14


    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Arcadismo

    ZUCARELLI, Francesco. "Uma cena pastoral" (1750). Disponível em: http://vitrineliteraria01.blogspot.com/2020/03/alguns-textospara-comeco-de-conversa.html Acesso em: 07/09/2020.


    Texto 15

     LIRA I

    Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

    Que viva de guardar alheio gado;

    De tosco trato, de expressões grosseiro,

    Dos frios gelos e dos sóis queimado.

    Tenho próprio casal e nele assisto;

    Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

    Das brancas ovelhinhas tiro o leite

    E mais as finas lãs, de que me visto.

    Graças, Marília bela,

    Graças à minha Estrela!

    [...]

    GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: DCL, 2010. Excertos.


    Texto 16


    CARTA 3ª

    Em que se contam as injustiças, e violências, que Fanfarrão executou por causa de uma

    Cadeia, a que deu princípio.

    [...]

    Agora, cuidarás, prezado Amigo,

    Que as chaves das cadeias já não abrem,

    Comidas da ferrugem? Que as algemas

    Como trastes inúteis, se furtaram?

    Que o torpe executor das graves penas

    Liberdade ganhou? Que já não temos

    Descalços guardiães, que à fonte levem,

    Metidos nas correntes os forçados?

    Assim, prezado Amigo, assim devia

    Em Chile acontecer, se o nosso Chefe

    Tivesse em governar algum sistema.

    Mas, meu bom Doroteu, os homens néscios

    Às folhas dos Olmeiros se comparam;

    São como o leve fumo, que se move

    Para partes diversas, mal os ventos

    Começam a apontar, de partes várias.

    [...]

    GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas Chilenas. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Excertos.

    Considerando a leitura dos Textos 13, 14, 15 e 16 e as características do Arcadismo no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a755af2a-70
  • Linguagens

    Literatura

    Este movimento surge como momento de negação profunda e revolucionária, porque visava a redefinir não só a atitude poética, mas o próprio lugar do homem no mundo e na sociedade. Concebe de maneira nova o papel do artista e o sentido da obra de arte, pretendendo liquidar a convenção universalista dos herdeiros de Grécia e Roma em benefício de um sentimento novo, embebido de inspirações locais, procurando o único em lugar do perene.

    (Antonio Candido. Formação da literatura brasileira, 2013. Adaptado.)

    O texto refere-se ao movimento
    Escolha uma alternativa para a questão d7821f8e-72
  • Linguagens

    Literatura

    Leito de folhas verdes


    Brilha a lua no céu, brilham estrelas,

    Correm perfumes no correr da brisa,

    A cujo influxo mágico respira-se

    Um quebranto de amor, melhor que a vida!


    A flor que desabrocha ao romper d’alva

    Um só giro do sol, não mais, vegeta:

    Eu sou aquela flor que espero ainda

    Doce raio do sol que me dê vida.


    DIAS, G. Antologia poética. Rio de Janeiro: Agir, 1979 (fragmento).


    Na perspectiva do Romantismo, a representação feminina espelha concepções expressas no poema pela

    Escolha uma alternativa para a questão 6785ece4-7c
  • Linguagens

    Literatura

    Tradicionalmente, o palco pode apresentar uma variedade de estilos cênicos, entre os quais se destacam o estilo realista (põe em evidência detalhes ambientais para sugerir sensações e emoções vividas pelas personagens), o estilo expressionista (os objetos são distorcidos ou estilizados, com o fim de sugerir, mais que mostrar, o ambiente de atuação das personagens), o estilo simbolista (os objetos concretos sugerem ideias abstratas, segundo associações sinestéticas tradicionais: o verde, vestido pelos mágicos, indica a esperança; o vermelho, a cor do demônio, sugere uma paixão violenta; a veste branca simboliza a candura, a castidade).
    (Adaptado de Salvatore D´Onofrio, Teoria do texto 2: Teoria da lírica e do drama. São Paulo: Ática, 1995, p. 138.)

    Sem identidade, hierarquias no chão, estilos misturados, a pós-modernidade é isto e aquilo, num presente aberto pelo e.
    (Jair Ferreira dos Santos, O que é o pós-moderno. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 110.)

    Com base nas indicações cênicas (as didascálias) que abrem e fecham a peça O marinheiro, de Fernando Pessoa, é correto afirmar que o seu estilo é
    Escolha uma alternativa para a questão d2153370-8c
  • Linguagens

    Literatura

    E, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)
    Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?
    Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?
    (...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.
    Lima Barreto
    Triste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.
     
    A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

    O romance põe em questão a ideia de patriotismo, apresentando diferentes visões de seus personagens sobre a noção de pátria. Isso se observa no confronto entre a noção idealizada de Policarpo Quaresma e aquela manifestada pelas elites militar e política do país.
    A apropriação da noção de pátria por essas elites se caracteriza como:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a85ee2c-e9
  • Linguagens

    Literatura

    E, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)
    Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?
    Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?
    (...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.
    Lima Barreto
    Triste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.
     
    A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

    Marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, é também personagem de Triste Fim de Policarpo Quaresma.
    O conceito que melhor sustenta a construção desse personagem ficcional, baseado numa figura histórica, é o da:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a88e15d-e9
  • Linguagens

    Literatura

    E, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)
    Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?
    Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?
    (...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.
    Lima Barreto
    Triste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.
     
    A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

    Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro do nosso país, os autores e os escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma — usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.
    O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais alta manifestação da inteligência de um povo, é a sua criação mais viva e original; e, portanto, a emancipação política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática.
    PRIMEIRA PARTE
    IV - Desastrosas Consequências de um Requerimento

    O teor da solicitação de Policarpo Quaresma expressa uma ironia ao deixar implícita uma crítica histórica. O alvo dessa crítica é:
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  • Linguagens

    Literatura

    E, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)
    Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?
    Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?
    (...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.
    Lima Barreto
    Triste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.
     
    A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.


    Saiu e andou. Olhou o céu, os ares, as árvores de Santa Teresa, e se lembrou que, por estas terras, já tinham errado tribos selvagens, das quais um dos chefes se orgulhava de ter no sangue o sangue de dez mil inimigos. Fora há quatro séculos. Olhou de novo o céu, os ares, as árvores de Santa Teresa, as casas, as igrejas; viu os bondes passarem; uma locomotiva apitou; um carro, puxado por uma linda parelha, atravessou-lhe na frente, quando já a entrar do campo... Tinha havido grandes e inúmeras modificações. Que fora aquele parque? Talvez um charco. Tinha havido grandes modificações nos aspectos, na fisionomia da terra, talvez no clima... Esperemos mais, pensou ela; e seguiu serenamente ao encontro de Ricardo Coração dos Outros.
    TERCEIRA PARTE
    V - A Afilhada

    Com base no fragmento, o final do romance, apesar de triste, como anuncia o próprio título, contém uma mensagem de otimismo, expressa nos pensamentos da personagem Olga, afilhada de Policarpo.
    O otimismo se justifica pela expectativa de:
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    Literatura

    Texto 3


    Retrato

    Cecília Meireles


    Imagem da questão de Literatura, UECE 2021, Escolas Literárias

    Cecília Meireles é um dos maiores nomes da literatura brasileira. Poeta, jornalista, escritora, professora e musicista. Pelas características de sua obra literária e pelo contexto histórico em que se encontra, a escritora pode ser associada ao momento literário denominado de
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    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, ENEM 2021, Escolas Literárias


    Disponível em: www.masp.art.br. Acesso em: 13 ago. 2012 (adaptado).



    Nessa obra, que retrata uma cena de Caramuru, célebre poema épico brasileiro, a filiação à estética romântica manifesta-se na 

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    Literatura

    Leia o poema para responder à questão.

         Selva selvaggia

    As palavras espiam como animais:
    umas, rajadas, sensuais, que nem panteras...
    outras, escuras, furtivas raposas...
    mas as mais belas palavras estão pousadas nas frondes mais altas, como pássaros...
    O poema está parado em meio da clareira.

    O poema
    caiu
    na armadilha! debate-se
    e ora subdivide-se e entrechoca-se como esferas de vidro colorido
    ora é uma fórmula algébrica
    ora, como um sexo, palpita... Que importa
    que importa qual seja enfim o seu verdadeiro universo?
    Ele em breve será inteiramente devorado pelas palavras!

    QUINTANA, M. Esconderijos do tempo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

    Selva selvaggia exemplifica uma das características da poética de Mário Quintana: 
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    Literatura

    O Surrealismo, movimento vanguardista, trazia como princípios a prevalência do automatismo psíquico em estado puro e a expressão do pensamento de maneira automática e espontânea, gerando, na escrita literária, imagens impulsionadas pelo inconsciente. 

    As poesias de Mario Quintana, não muito raro, trazem imagens que dialogam com a proposta surrealista, como se pode observar no seguinte conjunto de versos, extraído do livro de poemas Esconderijos do tempo:
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