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Disciplina · Linguagens

Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 1.323 questões
  • 24 assuntos

Resultados: 1.323 questões

Página 19 de 67

  • Linguagens

    Literatura

    Sobre o Modernismo, assinale a alternativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 479402cc-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale V para verdadeiro e F para falso nas afirmativas a seguir:

    ( ) Após o movimento experimentalista da Geração de 22, Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Carlos Drummond de Andrade fazem parte da Geração que traz para a literatura o amadurecimento do movimento modernista.
    ( ) Na prosa de ficção da geração de 30, a paisagem nos é familiar. Estão ali o nordeste decadente, as agruras das classes médias no começo da fase urbanizadora, os conflitos internos da burguesia entre provinciana e cosmopolita.
    ( ) Caetés (1933), São Bernardo (1934) e Angústia (1936) são romances autobiográficos de Graciliano Ramos, portanto escritos em primeira pessoa, nos quais as narrativas se prendem à análise do mundo interior, sem desprezar o contexto sócio-político em que vive cada personagem.
    ( ) Na escrita de Graciliano Ramos, o “herói” é sempre um problema: não aceita o mundo, nem os outros, nem a si mesmo.
    ( ) Graciliano Ramos é, ao mesmo tempo, ora neo-realista, ao molde de um Machado de Assis, ora neo-naturalista, ao molde de um Aluízio Azevedo, ao contextualizar seus romances no Nordeste ou na memória da vida de origem nordestina de seus personagens.

    Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F de cima para baixo:
    Escolha uma alternativa para a questão 4798d0c2-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a afirmativa INCORRETA sobre o enredo de Angústia:
    Escolha uma alternativa para a questão 479d3e48-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a afirmativa que mais acertadamente esclarece sobre a razão do homicídio cometido por Luís.
    Escolha uma alternativa para a questão 47a0c0ff-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Texto

        Quando eu ainda não sabia nadar, meu pai me levava para ali, segurava-me um braço e atirava-me num lugar fundo. Puxava-me para cima e deixava-me respirar um instante. Em seguida repetia a tortura. Com o correr do tempo aprendi natação com os bichos e livrei-me disso.Mais tarde, na escola de mestre Antônio Justino, li a história de um pintor e de um cachorro que morria afogado. Pois para mim era no poço da Pedra que se dava o desastre. Sempre imaginei o pintor com a cara de Camilo Pereira da Silva, e o cachorro parecia-se comigo.
        Se eu pudesse fazer o mesmo com Marina, afogá-la devagar, trazendo-a para a superfície quando ela estivesse perdendo o fôlego, prolongar o suplício um dia inteiro...
       Debaixo da chuva, a mangueira do quintal está toda branca. O papagaio na cozinha bate as asas, sacudindo os salpicos que vêm da biqueira. Afago o pelo macio do meu gato mourisco, que dorme enroscado numa cadeira. As ideias ruins desaparecem. Marina desaparece.
       Ponho-me a vagabundear em pensamento pela vila distante, entro na igreja, escuto os sermões e os desaforos que padre Inácio pregava aos matutos: – “Arreda, povo, raça de cachorro com porco.” Sento-me no paredão do açude, ouço a cantilena dos sapos. Vejo a figura sinistra de seu Evaristo enforcado e os homens que iam para a cadeia amarrados de cordas. Lembro-me de um fato, de outro fato anterior ou posterior ao primeiro, mas os dois vêm juntos. E os tipos que evoco não têm relevo. Tudo empastado, confuso. Em seguida os dois acontecimentos se distanciam e entre eles nascem outros acontecimentos que vão crescendo até me darem sofrível noção de realidade. As feições das pessoas ganham nitidez. De toda aquela vida havia no meu espírito vagos indícios. Saíram do entorpecimento recordações que a imaginação completou.
       A escola era triste. Mas, durante as lições, em pé, de braços cruzados, escutando as emboanças de mestre Antônio Justino, eu via, no outro lado da rua, uma casa que tinha sempre a porta escancarada mostrando a sala, o corredor e o quintal cheio de roseiras. Moravam ali três mulheres velhas que pareciam formigas.
    A partir da leitura do texto anterior, retirado do livro Angústia, de Graciliano Ramos, pode-se afirmar:

    I. O primeiro parágrafo traz o transtorno emocional do narrador em sua relação com o pai. A brincadeira no poço não o ensinara a nadar, antes, era uma tortura. O narrador explica que aprendeu a nadar com os bichos.
    II. O narrador é um homem atormentado, de ideias agressivas, até mesmo homicidas, como se vê no segundo parágrafo, o que se justifica pelo tratamento recebido na infância.
    III. Ao observar e acarinhar seus bichos de estimação “as ideias ruins desaparecem. Marina desaparece”. Esse trecho comprova que Marina é a causa primeira de tudo o que atormenta Luís da Silva.
    IV. Apesar da relação difícil com o pai, as memórias da infância do narrador são afáveis: a vida farta na fazenda, os belos sermões do padre Inácio e as lições inesquecíveis do mestre Antônio Justino.
    V. A metáfora produzida com animais demonstra a inferioridade com que Luís percebe a si e aos outros. 
    Escolha uma alternativa para a questão 47a3afd0-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Texto

        Quando eu ainda não sabia nadar, meu pai me levava para ali, segurava-me um braço e atirava-me num lugar fundo. Puxava-me para cima e deixava-me respirar um instante. Em seguida repetia a tortura. Com o correr do tempo aprendi natação com os bichos e livrei-me disso.Mais tarde, na escola de mestre Antônio Justino, li a história de um pintor e de um cachorro que morria afogado. Pois para mim era no poço da Pedra que se dava o desastre. Sempre imaginei o pintor com a cara de Camilo Pereira da Silva, e o cachorro parecia-se comigo.
        Se eu pudesse fazer o mesmo com Marina, afogá-la devagar, trazendo-a para a superfície quando ela estivesse perdendo o fôlego, prolongar o suplício um dia inteiro...
       Debaixo da chuva, a mangueira do quintal está toda branca. O papagaio na cozinha bate as asas, sacudindo os salpicos que vêm da biqueira. Afago o pelo macio do meu gato mourisco, que dorme enroscado numa cadeira. As ideias ruins desaparecem. Marina desaparece.
       Ponho-me a vagabundear em pensamento pela vila distante, entro na igreja, escuto os sermões e os desaforos que padre Inácio pregava aos matutos: – “Arreda, povo, raça de cachorro com porco.” Sento-me no paredão do açude, ouço a cantilena dos sapos. Vejo a figura sinistra de seu Evaristo enforcado e os homens que iam para a cadeia amarrados de cordas. Lembro-me de um fato, de outro fato anterior ou posterior ao primeiro, mas os dois vêm juntos. E os tipos que evoco não têm relevo. Tudo empastado, confuso. Em seguida os dois acontecimentos se distanciam e entre eles nascem outros acontecimentos que vão crescendo até me darem sofrível noção de realidade. As feições das pessoas ganham nitidez. De toda aquela vida havia no meu espírito vagos indícios. Saíram do entorpecimento recordações que a imaginação completou.
       A escola era triste. Mas, durante as lições, em pé, de braços cruzados, escutando as emboanças de mestre Antônio Justino, eu via, no outro lado da rua, uma casa que tinha sempre a porta escancarada mostrando a sala, o corredor e o quintal cheio de roseiras. Moravam ali três mulheres velhas que pareciam formigas.
    Relacione os trechos retirados do livro Angústia, de Graciliano Ramos, às afirmações a seguir.

    1. “Era como se a gente houvesse deixado a Terra. De repente surgiam vozes estranhas. Que eram? Ainda hoje não sei. Vozes que iam crescendo, monótonas, e me causavam medo”.
    2. “Ia cheio de satisfação maluca. Não tirava a mão do bolso, apalpava as caixinhas, sentia através do papel de seda a macieza do veludo. Na alvura do braço roliço a fita do relógio faria uma cinta negra; a pedrinha branca faiscaria no dedo miúdo”.
    3. “E Julião Tavares parado. Minutos antes andava na maciota, o cigarro aceso, o pensamento na cama da mocinha sardenta. Agora ali junto da cerca, estirado. Inconveniente ficar ao lado dele. Inconveniente”.
    4. “Não haveria desatino: as duas mulheres eram fatalistas e queixavam-se da sorte. Malucas. Revoltava-me o recurso infantil de se xingarem, arrancarem os cabelos. Era evidente que Julião Tavares devia morrer. Não procurei investigar as razões desta necessidade. Ela se impunha, entravame na cabeça como um prego. Um prego me atravessava os miolos.”
    5. “– D. Aurora, tenha paciência. Veja se me arranja um quarto mais barato. Os tempos andam safados, d. Aurora
    [...]
    Tudo pela hora da morte, seu Luís.
    – É verdade, tudo pela hora da morte, d. Adélia.
    – A senhora já reparou nos preços dos remédios? A farmácia tem uma goela!”

    ( ) O Brasil sentia os reflexos econômicos da queda da bolsa de Nova York, em 1929, e da revolução de 1930.
    ( ) Luís da Silva é um homem atormentado e sua narrativa revela confusão.
    ( ) Após o homicídio, a memória de Luís da Silva é fragmentada, passado e presente se confundem.
    ( ) Empolgado com o noivado, Luís da Silva se vê desejando entregar à Marina o presente que tanto lhe custara.
    ( ) Luís da Silva alimenta ódio por Julião Tavares. A gravidez e o abandono de Marina são a mola propulsora para o assassinato.

    Assinale a alternativa que apresenta a numeração em sequência CORRETA, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão 47a6c885-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Considere as assertivas sobre o poema Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto:


    I. A elaboração estética aponta para um diálogo com a literatura de cordel.


    II. O poema apresenta, na sua conclusão, um olhar otimista sobre a vida.


    III. Não há presença, no poema, de elementos da cultura popular nem de rigor formal.


    IV. A temática do poema de Morte e vida severina faz referência a um único Severino.


    Com base nas assertivas apresentadas, marque a alternativa CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão 4852adbb-0f
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a alternativa correta em relação à caracterização do autor.
    Escolha uma alternativa para a questão 48a54971-f9
  • Linguagens

    Literatura

    Leia um trecho do “Manifesto do Surrealismo", publicado por André Breton em 1924.

          Surrealismo: Automatismo psíquico por meio do qual alguém se propõe a exprimir o funcionamento real do pensamento. Ditado do pensamento, na ausência de controle exercido pela razão, fora de qualquer preocupação estética ou moral.

          O Surrealismo assenta-se na crença da realidade superior de certas formas de associação, negligenciadas até aqui, na onipotência do sonho, no jogo desinteressado do pensamento.

    (Apud Gilberto Mendonça Teles. Vanguarda europeia e Modernismo brasileiro, 1992. Adaptado.)

    Tendo em vista as considerações de André Breton, assinale a alternativa cujos versos revelam influência do Surrealismo.

    Escolha uma alternativa para a questão 48cbf7d3-a4
  • Linguagens

    Literatura

    Em Viagens na minha terra, assim como em

    Escolha uma alternativa para a questão 49c64f85-e4
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: As questões de 23 a 30 devem ser respondidas com base em
    informações contidas nas obras indicadas para leitura prévia.

    Assinale a alternativa em que o personagem, indicado entre colchetes, NÃO é quem fala por meio dos versos transcritos, de História do Brasil.
    Escolha uma alternativa para a questão 49e8937e-63
  • Linguagens

    Literatura

    1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade.

    2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia.

    3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco.

    4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo enriqueceu-se de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo... um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.

    5. Nós queremos entoar hinos ao homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.

    6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, fausto e munificiência, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.

    MARINETTI, F. T. Manifesto futurista. In: TELES, G. M. Vanguardas europeias e Modernismo brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1985.


    O documento de Marinetti, de 1909, propõe os referenciais estéticos do Futurismo, que valorizam a

    Escolha uma alternativa para a questão 49fc8af7-0a
  • Linguagens

    Literatura

    Com sua divisa — inutilia truncat —, esses poetas expressaram seu repúdio às “coisas inúteis” que adornavam pesadamente a poesia barroca. Julgando que esta correspondera ao desequilíbrio e à decadência dos valores clássicos, queriam restaurar a supremacia da autêntica poesia clássica. Para consegui-lo, empreenderam uma espécie de viagem no tempo, em busca das fontes originárias do Classicismo. Desprezando o Barroco, detiveram-se no século XVI e dele resgataram o pastoralismo e a poesia camoniana.

    (Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1992. Adaptado.)

    O texto refere-se aos poetas
    Escolha uma alternativa para a questão 4acc7525-75
  • Linguagens

    Literatura

    Para responder à questão considere os textos 1, 2 e 3. 


    Texto 1

    O Último Poema
    Manuel Bandeira


    Assim eu quereria o meu último poema. 
    Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos 
    intencionais 
    Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas 
    Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
     A pureza da chama em que se consomem os diamantes 
    mais límpidos
    A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.


    Disponível em:. <http://www.releituras.com/>Acesso em: 07 nov. 2016. 


    Texto 2

    AMAR E SER AMADO 
    Castro Alves


    Amar e ser amado! Com que anelo 
    Com quanto ardor este adorado sonho 
    Acalentei em meu delírio ardente 
    Por essas doces noites de desvelo! 
    Ser amado por ti, o teu alento 
    A bafejar-me a abrasadora frente!
     Em teus olhos mirar meu pensamento, 
    Sentir em mim tu’alma, ter só vida 
    P’ra tão puro e celeste sentimento 
    Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
     Juntos, juntos perderem-se no oceano, 
    Beijar teus lábios em delírio insano 
    Nossas almas unidas, nosso alento, 
    Confundido também, amante, amado 
    Como um anjo feliz... que pensamento!?


    Disponível em: .<https://www.pensador.com/frases/NTU2MTQw//> Acesso em: 07 nov. 2016.


    Texto 3

    Livre 
     Cruz e Sousa 

    Livre!Ser livre da matéria escrava, 
    arrancar os grilhões que nos flagelam
    e livre penetrar nos Dons que selam a 
    alma e lhe emprestam toda a etérea lava.

    Livre da humana, da terrestre bava 
    dos corações daninhos que regelam, 
    quando os nossos sentidos se rebelam 
    contra a Infâmia bifronte que deprava.

    Livre! bem livre para andar mais puro, 
    mais junto à Natureza e mais seguro 
    do seu Amor, de todas as justiças.

    Livre! para sentir a Natureza, 
    para gozar, na universal Grandeza, 
    Fecundas e arcangélicas preguiças.


    Disponível em:<https://poesiaspoemaseversos.com.br/cruz-e-sousa-poemas>. Acesso em: 07 nov. 2016. 

    Os textos de Manuel Bandeira, Castro Alves e Cruz e Sousa são, respectivamente, de quais períodos literários?
    Escolha uma alternativa para a questão 4b096417-e3
  • Linguagens

    Literatura

    Para responder à questão considere os textos 1, 2 e 3. 


    Texto 1

    O Último Poema
    Manuel Bandeira


    Assim eu quereria o meu último poema. 
    Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos 
    intencionais 
    Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas 
    Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
     A pureza da chama em que se consomem os diamantes 
    mais límpidos
    A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.


    Disponível em:. <http://www.releituras.com/>Acesso em: 07 nov. 2016. 


    Texto 2

    AMAR E SER AMADO 
    Castro Alves


    Amar e ser amado! Com que anelo 
    Com quanto ardor este adorado sonho 
    Acalentei em meu delírio ardente 
    Por essas doces noites de desvelo! 
    Ser amado por ti, o teu alento 
    A bafejar-me a abrasadora frente!
     Em teus olhos mirar meu pensamento, 
    Sentir em mim tu’alma, ter só vida 
    P’ra tão puro e celeste sentimento 
    Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
     Juntos, juntos perderem-se no oceano, 
    Beijar teus lábios em delírio insano 
    Nossas almas unidas, nosso alento, 
    Confundido também, amante, amado 
    Como um anjo feliz... que pensamento!?


    Disponível em: .<https://www.pensador.com/frases/NTU2MTQw//> Acesso em: 07 nov. 2016.


    Texto 3

    Livre 
     Cruz e Sousa 

    Livre!Ser livre da matéria escrava, 
    arrancar os grilhões que nos flagelam
    e livre penetrar nos Dons que selam a 
    alma e lhe emprestam toda a etérea lava.

    Livre da humana, da terrestre bava 
    dos corações daninhos que regelam, 
    quando os nossos sentidos se rebelam 
    contra a Infâmia bifronte que deprava.

    Livre! bem livre para andar mais puro, 
    mais junto à Natureza e mais seguro 
    do seu Amor, de todas as justiças.

    Livre! para sentir a Natureza, 
    para gozar, na universal Grandeza, 
    Fecundas e arcangélicas preguiças.


    Disponível em:<https://poesiaspoemaseversos.com.br/cruz-e-sousa-poemas>. Acesso em: 07 nov. 2016. 

    Sobre o(s) texto(s) é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b0db274-e3
  • Linguagens

    Literatura

    Para responder à questão considere os textos 1, 2 e 3. 


    Texto 1

    O Último Poema
    Manuel Bandeira


    Assim eu quereria o meu último poema. 
    Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos 
    intencionais 
    Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas 
    Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
     A pureza da chama em que se consomem os diamantes 
    mais límpidos
    A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.


    Disponível em:. <http://www.releituras.com/>Acesso em: 07 nov. 2016. 


    Texto 2

    AMAR E SER AMADO 
    Castro Alves


    Amar e ser amado! Com que anelo 
    Com quanto ardor este adorado sonho 
    Acalentei em meu delírio ardente 
    Por essas doces noites de desvelo! 
    Ser amado por ti, o teu alento 
    A bafejar-me a abrasadora frente!
     Em teus olhos mirar meu pensamento, 
    Sentir em mim tu’alma, ter só vida 
    P’ra tão puro e celeste sentimento 
    Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
     Juntos, juntos perderem-se no oceano, 
    Beijar teus lábios em delírio insano 
    Nossas almas unidas, nosso alento, 
    Confundido também, amante, amado 
    Como um anjo feliz... que pensamento!?


    Disponível em: .<https://www.pensador.com/frases/NTU2MTQw//> Acesso em: 07 nov. 2016.


    Texto 3

    Livre 
     Cruz e Sousa 

    Livre!Ser livre da matéria escrava, 
    arrancar os grilhões que nos flagelam
    e livre penetrar nos Dons que selam a 
    alma e lhe emprestam toda a etérea lava.

    Livre da humana, da terrestre bava 
    dos corações daninhos que regelam, 
    quando os nossos sentidos se rebelam 
    contra a Infâmia bifronte que deprava.

    Livre! bem livre para andar mais puro, 
    mais junto à Natureza e mais seguro 
    do seu Amor, de todas as justiças.

    Livre! para sentir a Natureza, 
    para gozar, na universal Grandeza, 
    Fecundas e arcangélicas preguiças.


    Disponível em:<https://poesiaspoemaseversos.com.br/cruz-e-sousa-poemas>. Acesso em: 07 nov. 2016. 

    Em “O Último Poema”, no texto 1, Manuel Bandeira concretiza, o que é denominado
    Escolha uma alternativa para a questão 4b10c2d7-e3
  • Linguagens

    Literatura

        Enquanto rejeitam o herói, essas obras demoram-se em retratar as cenas do cotidiano. Nesse contexto, bem e mal, belo e feio, em vez de se contraporem estilizados, misturam-se, ou melhor, revelam-se em sua convivência magmática. Buscam- -se a verdade expressiva, a pintura fiel de situações, personagens concretos e a objetividade da descrição, recusando-se a impor o selo do próprio julgamento do autor. Enfatizam-se o ambiente, a raça, o momento e o “contexto”.


    (Luciana Stegagno Picchio. História da literatura brasileira, 2024. Adaptado.)


    Tendo em vista as características elencadas, as obras referidas no texto vinculam-se à estética
    Escolha uma alternativa para a questão 4b4057c6-2d
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre a literatura brasileira e as obras relacionadas para esta prova, a alternativa correta é:
    Escolha uma alternativa para a questão 4c963363-2b
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre a obra Capitães de Areia, de Jorge Amado, é correto o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão 4c9bc27c-2b
  • Linguagens

    Literatura

    Todas as alternativas se referem à obra Memórias Sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade, exceto a:
    Escolha uma alternativa para a questão 4c9f336f-2b