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Disciplina · Linguagens

Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 1.323 questões
  • 24 assuntos

Resultados: 1.323 questões

Página 20 de 67

  • Linguagens

    Literatura

    Reclame


    Se o mundo não vai bem

    a seus olhos, use lentes

    ... ou transforme o mundo


    ótica olho vivo

    agradece a preferência


    CHACAL et al. Poesia marginal. São Paulo: Ática, 2006.


    Chacal é um dos representantes da geração poética de 1970. A produção literária dessa geração, considerada marginal e engajada, de que é representativo o poema apresentado, valoriza

    Escolha uma alternativa para a questão 4ca0c167-7a
  • Linguagens

    Literatura

    “O título pertence à consagrada série Para gostar de ler e reúne textos de cinco expoentes do período: Ana Cristina César, cuja poesia intimista ecoa até hoje, 25 anos após seu suicídio; Francisco Alvim, arquiteto de um verdadeiro painel sobre a sociedade da época; Cacaso, cuja obra resulta da interação entre sua memória afetiva e uma intensa pesquisa poética; Chacal, reprodutor da fala coloquial e do humor brasileiro; e, por fim, Paulo Leminski, que abusa dos espaços e da forma estética do texto com influência do Concretismo.”


    Disponível em: <http://www2.correiodeuberlandia.com.br/imprimirMateria.php?tid=19682&pubDate=2006-07-14>. Acesso em 15-10-2012.


    O comentário acima se refere à obra:

    Escolha uma alternativa para a questão 4ca3bf1d-2b
  • Linguagens

    Literatura

        Quando se conversa, deve-se evitar as frases feitas que são verdadeiras chapas. Exemplos: em um enterro, dizer “que não se morre senão uma vez”, que “basta estar vivo para morrer”, que “o morto é feliz porque deixou de sofrer”, que “Deus sabe o que faz e escreve certo por linhas tortas” ou que “as grandes dores são mudas”. Quando se visita um doente, não há necessidade de levar no bolso sentenças desse jaez: “a saúde é a maior das fortunas”, “somos nós que pagamos pelos excessos de nossos pais” ou “a ciência, que tudo pode, ainda não encontrou remédio para os pequenos males”. Em todos os setores das atividades sociais, há frases no mesmo estilo e que convém deixar ao cuidado do Conselheiro Acácio que nelas se esmerou.

    (Marcelino de Carvalho, Guia de Boas Maneiras)
    Personagem da obra O Primo Basílio, a figura fictícia Conselheiro Acácio, citada no texto, tornou-se célebre como:
    Escolha uma alternativa para a questão 4cd39b9e-fd
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, UFF 2008, Arcadismo

    Comparando o poema de Gregório de Matos com o de Carlos Drummond de Andrade, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 4d905898-42
  • Linguagens

    Literatura

    Vaso grego
    Esta, de áureos relevos, trabalhada
    De divas mãos, brilhante copa, um dia,
    Já de aos deuses servir como cansada,
    Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.

    Era o poeta de Teos que a suspendia
    Então e, ora repleta ora esvazada,
    A taça amiga aos dedos seus tinia
    Toda de roxas pétalas colmada.

    Depois... Mas o lavor da taça admira,
    Toca-a, e, do ouvido aproximando-a, às bordas
    Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,

    Ignota voz, qual se da antiga lira
    Fosse a encantada música das cordas,
    Qual se essa a voz de Anacreonte fosse.

    Alberto de Oliveira. Poesias completas. In: Crítica. Marco Aurélio de Mello Reis. Rio de Janeiro: EDUERJ, 197, p.144.

     Acerca do soneto Vaso grego, de Alberto de Oliveira, e do período histórico-literário a que ele remete, julgue os itens de 117 a 119 e assinale a opção correta no item 120, que é do tipo C.
    A partir da leitura do soneto Vaso grego, assinale a opção correta a respeito do tratamento estético conferido aos mitos antigos pela poética parnasiana.
    Escolha uma alternativa para a questão 4eca04d6-a4
  • Linguagens

    Literatura

    A MÁQUINA DO MUNDO


    E como eu palmilhasse vagamente

    uma estrada de Minas, pedregosa,

    e no fecho da tarde um sino rouco


    se misturasse ao som de meus sapatos

    que era pausado e seco; e aves pairassem

    no céu de chumbo, e suas formas pretas


    lentamente se fossem diluindo

    na escuridão maior, vinda dos montes

    e de meu próprio ser desenganado,


    a máquina do mundo se entreabriu

    para quem de a romper já se esquivava

    e só de o ter pensado se carpia.

    ( ... )


    O trecho ao lado integra um poema maior da obra Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade. Considerando o poema como um todo, NÃO É CORRETO afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 4f048a9b-d8
  • Linguagens

    Literatura

    A alegria ainda morou na cabana, todo o tempo que as espigas de milho levaram para amarelecer. Uma alvorada, caminhava o cristão pela borda do mar. Sua alma estava cansada. O colibri sacia-se de mel e perfume; depois adormece em seu branco ninho de cotão, até que volta no outro ano a lua das flores. Como o colibri, a alma do guerreiro também satura-se de felicidade, e carece de sono e repouso. A caça e as excursões pelas montanhas em companhia do amigo, as carícias da terna esposa que o esperavam na volta, e o doce carbeto no copiar da cabana, já não acordavam nele as emoções de outrora. Seu coração ressonava.

    Quando Iracema brincava pela praia, os olhos do guerreiro retiravam-se dela para se estenderem pela imensidade dos mares.

    Viram umas asas brancas, que adejavam pelos campos azuis. Conheceu o cristão que era uma grande igara de muitas velas, como construíam seus irmãos; e a saudade da pátria apertou-lhe no seio. 



    O trecho acima integra o romance Iracema, de José de Alencar. Dele não se pode afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 4f078bb3-d8
  • Linguagens

    Literatura

    O pior é que era coxa. Uns olhos tão lúcidos, uma boca tão fresca, uma compostura tão senhoril; e coxa! Esse contraste faria suspeitar que a natureza é às vezes um imenso escárnio. Por que bonita, se coxa? Por que coxa, se bonita? Tal era a pergunta que eu vinha fazendo a mim mesmo ao voltar para casa, de noite, sem atinar com a solução do enigma. O melhor que há, quando se não resolve um enigma, é sacudi-lo pela janela fora; foi o que eu fiz; lancei mão de uma toalha e enxotei essa outra borboleta preta, que me adejava no cérebro.


    O trecho acima integra o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Dele, e compreendendo a obra como um todo, pode-se afirmar que alude à personagem

    Escolha uma alternativa para a questão 4f0a958b-d8
  • Linguagens

    Literatura

    Jacinto, personagem de A Cidade e as Serras, deixa Paris e vai para Tormes, em Portugal. Lá vive em contato com o campo, em uma quinta herdada de seus ancestrais. Sua presença desperta curiosidade e suas ações contribuem para
    Escolha uma alternativa para a questão 4f0d9214-d8
  • Linguagens

    Literatura

    Mas ... Houve um pequeno engano, um

    contratempo de última hora, que veio

    pôr dois bons sujeitos, pacatíssimos e

    pacíficos, num jogo dos demônios, numa

    comprida complicação.



    O trecho acima faz parte do conto “Duelo”, uma das narrativas de Sagarana, de João Guimarães Rosa. Essa narrativa, como um todo, apresenta

    Escolha uma alternativa para a questão 4f10d017-d8
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o seguinte fragmento extraído do poema O navio negreiro, de Castro Alves.


    IV

    Era um sonho dantesco!... o tombadilho,
    Que das luzernas avermelha o brilho,
    Em sangue a se banhar.
    Tinir de ferros... estalar de açoite...
    Legiões de homens negros como a noite,
    Horrendos a dançar...

    Negras mulheres, suspendendo às tetas
    Magras crianças, cujas bocas pretas
    Regam o sangue das mães:
    Outras, moças, mas nuas e espantadas,
    No turbilhão de espectros arrastadas,
    Em ânsia e mágoa vãs!

    E ri-se a orquestra, irônica, estridente...
    E da ronda fantástica a serpente
    Faz doudas espirais ...
    Se o velho arqueja, se no chão resvala,
    Ouvem-se gritos... o chicote estala.
    E voam mais e mais...

    Presa nos elos de uma só cadeia,
    A multidão faminta cambaleia,
    E chora e dança ali!
    Um de raiva delira, outro enlouquece,
    Outro, que de martírios embrutece,
    Cantando, geme e ri!

    No entanto o capitão manda a manobra.
    E após fitando o céu que se desdobra
    Tão puro sobre o mar,
    Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
    "Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
    Fazei-os mais dançar!..."

    E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
    E da ronda fantástica a serpente
    Faz doudas espirais...
    Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
    Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
    E ri-se Satanás!...


    (Espumas flutuantes. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, s.d. p. 184-5.)


    Considere as seguintes afirmações sobre o poema.


    I. O texto revela grande força expressiva em razão de sua plasticidade, criada a partir das fortes imagens e das sugestões de cor, som e movimento que envolvem a cena.

    II. As metáforas “a orquestra” e “a serpente”, na 3.ª e na 6.ª estrofes, sugerem, respectivamente, o conjunto de sons (gritos, lamentos) emitidos pelos negros maltratados e o chicote utilizado nesse sistema de violência e tortura.

    III. O tema de O navio negreiro é a denúncia da escravidão e do transporte de negros para o Brasil. Quando o poema foi escrito, em 1868, já fazia dezoito anos que vigorava a Lei Eusébio de Queirós, que proibia o tráfico de escravos, mas a escravidão no país persistia.


    Está(ão) correta(s):
    Escolha uma alternativa para a questão 4f347dfc-e5
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    Literatura

    Leia a seguinte letra da canção Capitu, de Luiz Tatit.


    Capitu

    De um lado vem você com seu jeitinho
    Hábil, hábil, hábil
    E pronto!
    Me conquista com seu dom

    De outro esse seu site petulante
    WWW
    Ponto
    Poderosa ponto com

    É esse o seu modo de ser ambíguo
    Sábio, sábio
    E todo encanto
    Canto, canto
    Raposa e sereia da terra e do mar
    Na tela e no ar

    Você é virtualmente amada amante
    Você real é ainda mais tocante
    Não há quem não se encante

    Um método de agir que é tão astuto
    Com jeitinho alcança tudo, tudo, tudo
    É só se entregar, é não resistir, é capitular

    Capitu
    A ressaca dos mares
    A sereia do sul
    Captandoos olhares
    Nosso totem tabu
    A mulher em milhares
    Capitu

    No site o seu poder provoca o ócio, o ócio
    Um passo para o vício, o vício
    É só navegar, é só te seguir, e então naufragar

    Capitu
    Feminino com arte
    A traição atraente
    Um capítulo à parte
    Quase vírus ardente
    Imperando no site
    Capitu


    (TATIT, Luiz. O meio. São Paulo: Dabliú, 2000.)


    Considere as seguintes afirmações sobre a canção de Tatit, e sobre o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis.


    I. Lidando com uma personagem conhecida do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, a letra de Tatit fala de uma mulher intrigante, que fascina com seus encantos, sendo ao mesmo tempo ambígua.

    II. Tatit consegue trazer para sua música aspectos da atualidade, do mundo virtual, fazendo de sua Capitu uma mulher “moderna”, que utiliza um site para exercer seu poder sedutor.

    III. Uma parte considerável da produção literária de Machado de Assis trata de seres sinuosos, oblíquos, singulares, esquisitos ou complexos: a mulher. Capitu, famosa personagem machadiana, constitui, indiscutivelmente, o perfil feminino mais enigmático de toda a obra do autor.


    Está(ão) correta(s):
    Escolha uma alternativa para a questão 4f379842-e5
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    Literatura

    Leia o seguinte texto:


    Os sertões e a tragédia republicana


    Os sertões é uma obra híbrida que transita entre a literatura, a história e a ciência, ao unir a perspectiva científica, de base naturalista e evolucionista, à construção literária, marcada pelo fatalismo trágico e por uma visão romântica da natureza. Euclides recorreu a formas de ficção, como a tragédia e a epopeia, para compreender o horror da guerra e inserir os fatos em um enredo capaz de ultrapassar a sua significação particular. A epopeia gloriosa da República brasileira, pela qual combatera na juventude, adquiriu caráter de tragédia na violenta intervenção militar que testemunhou em Canudos.


    (Roberto Ventura. Do mar se fez o sertão de Euclides da Cunha e Canudos. www.euclidesdacunha.org/ventura.htm)


    Com base no texto de Roberto Ventura considere as seguintes afirmações sobre Os sertões, de Euclides da Cunha.


    I. Em Os sertões, Euclides da Cunha jamais pôs de lado as ideologias colonialistas, deixando falar em si o republicano fanático, destacando, fundamentalmente, a barbárie dos “rudes patrícios transviados”.


    II. Quando a República, no seu fanatismo civilizador, extermina o sertanejo, cumpre uma lei da “evolução”, mas também pratica um ato de fratricídio e automutilação nacional – numa guerra de assédio, cuja sombria grandiosidade lembra a Ilíada, a que alude a metáfora da Troia de taipa empregada na obra.

    III. Com seu caráter de epopeia nacional e sua implícita, embora trágica, teologia política, Os sertões é um livro fundador, uma súmula da nacionalidade, uma obra que, com suas ambiguidades e contradições, cria uma imagem do Brasil real e ideal, em que a nação se reconhece até hoje.


    Está(ão) correta(s):

    Escolha uma alternativa para a questão 4f3bc60b-e5
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    Literatura

    Assinale a alternativa INCORRETA em relação à primeira geração do modernismo brasileiro.
    Escolha uma alternativa para a questão 4f3fc488-e5
  • Linguagens

    Literatura

    Leia, a seguir, o poema Soneto da separação, de Vinícius de Moraes.


    De repente do riso fez-se o pranto
    Silencioso e branco como a bruma
    E das bocas unidas fez-se a espuma
    E das mãos espalmadas fez-se o espanto

    De repente da calma fez-se o vento
    Que dos olhos desfez a última chama
    E da paixão fez-se o pressentimento
    E do momento imóvel fez-se o drama

    De repente não mais que de repente
    Fez-se de triste o que se fez amante
    E de sozinho o que se fez contente

    Fez-se do amigo próximo, distante
    Fez-se da vida uma aventura errante
    De repente, não mais que de repente


    (MORAES, Vinícius. Livro de Sonetos – 1957/1967. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.)


    Considere as seguintes afirmações sobre o poema de Vinícius de Moraes.


    I. O amor, e sua rima mais conhecida e banalizada, a dor, sempre caminharam juntos da poética de Vinícius de Moraes.

    II. Nos inúmeros poemas de amor de Vinícius, a influência da poesia camoniana é muito forte e pode ser observada na tentativa de analisar o amor, na preferência pelo soneto como forma poética, e no uso frequente de antíteses para expressar a ausência total de contradições próprias desse sentimento.

    III. A ideia central de Soneto da separação, em que as antíteses mostram o impacto da perda do amor na vida das pessoas, é o amor como um sentimento poderoso e fugaz.


    Está(ão) correta(s):
    Escolha uma alternativa para a questão 4f428df0-e5
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o seguinte texto extraído do romance Vidas secas, de Graciliano Ramos.


    - Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta.

    (...) E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra.

    Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:

    - Você é um bicho, Fabiano.

    Isso para ele era motivo de orgulho. Sim, senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.


    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 71. ed. Rio de Janeiro: Record, 1996. p. 18. – fragmento)


    Considere as seguintes afirmações sobre o romance Vidas secas.


    I. O livro apresenta um retrato brutal da dura existência no sertão nordestino, em que bichos e homens são igualados na tentativa de sobreviver às agruras da seca.

    II. Fabiano questiona a própria humanidade para concluir, com a sabedoria de um homem letrado, que é um “bicho”.

    III. A hostilidade da natureza e a opressão do sistema rural arcaico parecem eliminar do vaqueiro e de sua família vários traços de humanidade, impelindo, principalmente, Fabiano a se tornar um facínora.


    Está(ão) correta(s):


    Escolha uma alternativa para a questão 4f45b074-e5
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    Literatura

    Leia o seguinte fragmento extraído do livro Verdade Tropical, de Caetano Veloso.

    A ideia do canibalismo cultural servia-nos, aos tropicalistas como uma luva. Estávamos “comendo” os Beatles e Jimi Hendrix. Nossas argumentações contra a atitude defensiva dos nacionalistas encontravam aqui uma formulação sucinta e exaustiva. Claro que passamos a aplicá-la com largueza e intensidade, mas não sem cuidado, e eu procurei, a cada passo, repensar os termos em que a adotamos.

    (VELOSO, Caetano. Verdade Tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 247)


    Considere as seguintes afirmações sobre o Tropicalismo.


    I. A metáfora oswaldiana da devoração, que propunha não imitar e sim devorar a informação nova, inspirou Caetano e Gil em suas ações tropicalistas.

    II. Na opção tropicalista, para Caetano Veloso, o foco da preocupação política foi deslocado da área da rebeldia para o eixo da revolução social.

    III. O Tropicalismo apresentou-se com uma proposta que se pretendia artística, mas devido a sua força contestadora levou a discussão para além dos muros da música ou mesmo da arte, tornando-se símbolo não só de uma estética, mas também de uma proposta ideológica.


    Está(ão) correta(s):
    Escolha uma alternativa para a questão 4f498ffa-e5
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    Literatura

    Leia o seguinte fragmento extraído do romance As parceiras, de Lya Luft.


    Minha avó ficou meio esquecida com as empregadas e uma governanta. Quando o marido irrompia naquela falsa tranquilidade, não deixava de procurar a mulher. Dava um jeito de abrirem o sótão, e entre gritos e escândalo emprenhava Catarina outra vez.

    (LUFT, Lya. As parceiras. 26.ed. Rio de Janeiro: Record, 2013.)


    Considere as seguintes afirmações sobre o romance As parceiras.


    I. Entre abortos – todos de meninas – Catarina teve, a princípio, três filhas: Beatriz, Dora e Norma. Depois viria Sibila, concebida e parida no sótão – uma menina anã e com problemas mentais.

    II. No sótão, Catarina se devolveu à menina interrompida. Mandou forrar o lugar de branco, como um quarto de bonecas, e, como nas brincadeiras infantis, “brincava” inventando vozes.

    III. Quando casou, Catarina Von Sassen já era uma moça experiente e ávida por experiências ousadas.


    Está(ão) correta(s):

    Escolha uma alternativa para a questão 4f4dfe86-e5
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    Literatura

    Leia o seguinte texto.


    Precursor do conto fantástico no Brasil


    Na literatura brasileira, Rubião é visto como iniciador ou precursor do conto fantástico. Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Lobato e outros teriam feito incursões rápidas no terreno do fantástico, mas a penetração sistemática nessa esfera vem do contista mineiro. Em uma crítica ao seu primeiro livro, Álvaro Lins aponta a proximidade com Kafka, mas Murilo Rubião diz que foi lê-lo apenas depois. Em todo caso, a escolha narrativa mostra parentesco entre os dois escritores e faz de Rubião um caso singular na literatura brasileira.

    (SANSEVERINO, Antônio. In. Leituras Obrigatórias 2014 – UFRGS/organizado por Sergius Gonzaga. Porto Alegre: Leitura XXI, 2013. p. 104)


    Com base no texto de Antônio Sanseverino, considere as seguintes afirmações sobre a obra de Murilo Rubião.

    I. Nos contos de Murilo Rubião, o fantástico, como categoria estética, insere-se numa forma de relato que introduz um dado espantoso (sobrenatural ou não) que escapa à explicação rotineira e põe em xeque a vida cotidiana, normal.

    II. No conto O pirotécnico Zacarias a influência de Machado de Assis se evidencia com força. A abertura lembra Memórias póstumas de Brás Cubas. Nela o narrador discute sua condição de morto e a relação com os outros, os vivos.

    III. Em O convidado, a atmosfera kafkiana se dissolve a partir do momento em que José Alferes descobre que está sendo vítima de um golpe. A partir desse momento, o conto adquire uma dimensão realística.


    Está(ão) correta(s):
    Escolha uma alternativa para a questão 4f5103de-e5
  • Linguagens

    Literatura

    A maior riqueza do homem
    A maior riqueza do homem
    é a sua incompletude.
    Nesse ponto sou abastado.
    Palavras que me aceitam como
    sou - eu não aceito.
    Não aguento ser apenas um
    sujeito que abre
    portas, que puxa válvulas,
    que olha o relógio, que
    compra pão às 6 horas da tarde,
    que vai lá fora,
    que aponta lápis,
    que vê a uva etc. etc.
    Perdoai
    Mas eu preciso ser Outros.
    Eu penso renovar o homem
    usando borboletas.
    BARROS, Manoel de. Retrato do artista quando coisa. Rio de Janeiro: Record, 2007.

    No poema de Manoel de Barros, encontram-se as seguintes características do Modernismo brasileiro:
    Escolha uma alternativa para a questão 4fab4c5c-b6