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Disciplina · Linguagens

Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 1.323 questões
  • 24 assuntos

Resultados: 1.323 questões

Página 50 de 67

  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto a seguir.


    Amanheci um dia pensando em casar. Foi uma ideia que me veio sem que nenhum rabo de saia a provocasse. Não me ocupo com amores, devem ter notado, e sempre me pareceu que mulher é um bicho esquisito, difícil de governar.

    A que eu conhecia era Rosa do Marciano, muito ordinária. Havia conhecido também a Germana e outras dessa laia. Por elas, eu julgava todas. Não me sentia, pois, inclinado para nenhuma: o que sentia era desejo de preparar um herdeiro para as terras de São Bernardo.


    (RAMOS, G. São Bernardo. 28.ed. Rio de Janeiro: Record, 1977. p.54.)


    Sobre a morte de Madalena, assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão c0f66528-b0
  • Linguagens

    Literatura

    A um Poeta

    Longe do estéril turbilhão da rua,
    Beneditino, escreve! No aconchego
    Do claustro, na paciência e no sossego,
    Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!

    Mas que na forma se disfarce o emprego
    Do esforço; e a trama viva se construa
    De tal modo, que a imagem fique nua,
    Rica mas sóbria, como um templo grego.

    Não se mostre na fábrica o suplício
    Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
    Sem lembrar os andaimes do edifício:

    Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
    Arte pura, inimiga do artifício,
    É a força e a graça na simplicidade.

    (BILAC, O. Poesias. 15.ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1931. p.339.)


    Com base nesse poema e nos conhecimentos sobre o Parnasianismo, considere as afirmativas a seguir.


    I. O eu lírico defende que o sofrimento do poeta na feitura do poema fique explícito para o leitor atento.

    II. O último verso ironiza a escola parnasiana por conta de seus excessos formais e exageros metalinguísticos.

    III. O poema retoma certos valores preconizados pela tradição clássica, como a forma soneto, por exemplo.

    IV. O poema é uma espécie de receita de como se fazer poesia, o que fica sugerido já em seu título.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão c0f08fc4-b0
  • Linguagens

    Literatura

    Virgília é que já se não lembrava da meia dobra; toda ela estava concentrada em mim, nos meus olhos, na minha vida, no meu pensamento; – era o que dizia, e era verdade.
    Há umas plantas que nascem e crescem depressa; outras são tardias e pecas. O nosso amor era daquelas; brotou com tal ímpeto e tanta seiva, que, dentro em pouco, era a mais vasta, folhuda e exuberante criatura dos bosques. Não lhes poderei dizer, ao certo, os dias que durou esse crescimento. Lembra-me, sim, que, em certa noite, abotoou-se a flor, ou o beijo, se assim lhe quiserem chamar, um beijo que ela me deu, trêmula, – coitadinha, – trêmula de medo, porque era ao portão da chácara. Uniu- -nos esse beijo único, – breve como a ocasião, ardente como o amor, prólogo de uma vida de delícias, de terrores, de remorsos, de prazeres que rematavam em dor, de aflições que desabrochavam em alegria, – uma hipocrisia paciente e sistemática, único freio de uma paixão sem freio, – vida de agitações, de cóleras, de desesperos e de ciúmes, que uma hora pagava à farta e de sobra; mas outra hora vinha e engolia aquela, como tudo mais, para deixar à tona as agitações e o resto, e o resto do resto, que é o fastio e a saciedade: tal foi o livro daquele prólogo.

    (ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás-Cubas. São Paulo: Companhia Nacional, 2004. p.128.)
    Com base na leitura prévia da obra e nesse trecho, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão c0e98e86-b0
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o poema a seguir e responda à questão.


    Plena Pausa


    Lugar onde se faz                                        Nenhuma página

    o que já foi feito,                                          jamais foi limpa.

    branco da página,                                       Mesmo a mais Saara,

    soma de todos os textos,                            ártica, significa.

    foi-se o tempo                                             Nunca houve isso,

    quando, escrevendo,                                 uma página em branco.

    era preciso                                                 No fundo, todas gritam,

    uma folha isenta.                                       pálidas de tanto.



    (LEMINSKI, P. Toda poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p.185.)


    A partir da leitura do poema e da obra como um todo, considere as afirmativas a seguir.


    I. O poema nega os elementos essenciais do movimento concretista e, portanto, destoa do clima geral do livro.

    II. O poema apresenta o elemento metalinguístico como forma de reforçar a realidade psíquica do eu lírico.

    III. O poema reforça a importância da página em branco enquanto parte integrante da significação poética.

    IV. Orientalismo, concretismo e tropicalismo estão entre as principais referências formais da produção poética do escritor.



    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão c0d6ca7b-b0
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a alternativa INCORRETA, tendo em vista as citações dos contos de Machado de Assis e o que se declara a respeito.
    Escolha uma alternativa para a questão 58e40e0b-af
  • Linguagens

    Literatura

    Instrução: para responder a questão, leia o texto abaixo.

    De ficção e realidade: diálogo possível

    – Literatura é fuga do real, cara! Veja o Brasil que temos: propina, tráfico de influência, delações, politicalha, trapaças...  
    – Quem disse que a Literatura não tem os pés fincados na realidade? Para o momento brasileiro, valem os versos: “Começa o mundo enfim pela ignorância,/ e tem qualquer dos bens por natureza”.
    – Que bens? A rifa das licitações? O propinoduto?  
    – É isso mesmo, cara! Diferente do fantasma romântico, parece que o dinheiro virou uma “febre que nunca descansa,/ O delírio que te há de matar!...”. 
     – O que nós temos é uma safra de corruptos e corrompidos.
    – Verdade! Sujeito assim safado mereceria “ser das gentes o espectro execrado”. O tal “Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre” corrompeu muito político. “De cada ribeirão trepidante e de cada recosto/ de montanha, o metal rolou na cascalhada/ Para o fausto d’El-Rei”. Que vergonha!
    – É! Mas, certamente, esse não é o “Ouro nativo que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela...”.
    – Sei lá! O que mais nos reserva a Lava-Jato?
    – Veja só, cara! Ouvindo os noticiários, tenho a impressão que o assalto do vampiro tem mais equidade: “
    – Cê vem com a gente. É uma loja. Nós roubamos e dividimos o dinheiro. Em partes iguais”
    – Então, ainda há o que cantar neste país?
    – Claro! Vai o legado das Olimpíadas e das Paralimpíadas: “Entre o laboratório de erros/ e o labirinto de surpresas,/ canta o conhecimento do limite,/ a madura experiência a brotar da rota esperança”.  
    Assinale a alternativa INCORRETA, considerando os poemas originais de onde os versos foram extraídos.
    Escolha uma alternativa para a questão 58e00b1a-af
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o trecho da crônica A morte da Velhinha de Taubaté, de Luís Fernando Veríssimo, e analise as considerações que seguem, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).
    “Morreu no último dia 19, aos 90 anos de idade, de causa ignorada, a paulista conhecida como “a Velhinha de Taubaté”, que se tornou uma celebridade nacional há alguns anos por ser a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo. (...)
    As circunstâncias da morte da Velhinha de Taubaté ainda não estão esclarecidas. Sua sobrinha Suzette, que tem uma agência de acompanhantes de congressistas em Brasília embora a Velhinha acreditasse que ela fazia trabalho social com religiosas, informou que a Velhinha já tivera um pequeno acidente vascular ao saber da compra de votos para a reeleição do Fernando Henrique Cardoso, em quem ela acreditava muito, mas ficara satisfeita com as explicações e se recuperara.
    Segundo Suzette, ela estava acompanhando as CPIs, comentara a sinceridade e o espírito público de todos os componentes das comissões, nenhum dos quais estava fazendo política, e de todos os depoentes, e acreditava que, como todos estavam dizendo a verdade, a crise acabaria logo, mas ultimamente começara a dar sinais de desânimo e, para grande surpresa da sobrinha, descrença.
    A Velhinha acreditara em Lula desde o começo e até rebatizara o seu gato, que agora se chamava Zé. Acreditava principalmente no Palocci. Ela morreu na frente da televisão, talvez com o choque de alguma notícia. Mas a polícia mandou os restos do chá que a Velhinha estava tomando com bolinhos de polvilho para exame de laboratório. Pode ter sido suicídio.

    ( ) A crônica constrói-se por meio da crítica bemhumorada do autor à corrupção generalizada da classe política.
    ( ) O autor explora, nesse texto, a linguagem típica da notícia de jornal para apresentar a realidade brasileira de forma caricaturesca.
    ( ) A profissão de Suzette na crônica é apresentada de modo direto, sem eufemismos.
    ( ) FHC, Lula e Palocci são personagens reais a partir dos quais a fé da Velhinha na política se consolida.
    ( ) Luís Fernando Veríssimo é um autor que, em seus textos, explora outros gêneros textuais, como a notícia, o conto, o diálogo, a poesia.
    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 52e88b61-d6
  • Linguagens

    Literatura

    “Caio é um homem, os homens são mortais, logo Caio é mortal, [esse silogismo] parecera-lhe, durante toda a sua vida, correto em relação a Caio, mas de modo algum em relação a ele.”
    TOLSTOI, Lev. A morte de Ivan Ilitch. São Paulo: Editora 34, 2006.
    Exceção entre os animais, o homem é o único que carrega consigo a certeza da sua própria morte. Esse conhecimento antecipado serve tanto de medida e restrição para as ambições da vida quanto de combustível para atos que garantam algum tipo de imortalidade. De maneira geral, ao defrontar-se com a morte, o ser humano tem noção dos seus limites e daquilo que é possível fazer enquanto está vivo. Planos, viagens, sonhos são marcos postos entre cada um e seu próprio fim. Nesta prova você se deparará com textos que refletem sobre esse tema.

    Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
    “– “Morto! morto!” dizia consigo.
    E a imaginação dela, como as cegonhas que um ilustre viajante viu desferirem o voo desde o Ilisso às ribas africanas, sem embargo das ruínas e dos tempos, – a imaginação dessa senhora também voou por sobre os destroços presentes até às ribas de uma África juvenil... Deixá-la ir; lá iremos mais tarde; lá iremos quando eu me restituir aos primeiros anos. Agora, quero morrer tranquilamente, metodicamente, ouvindo os soluços das damas, as falas baixas dos homens, a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estrídulo de uma navalha que um amolador está afiando lá fora, à porta de um correeiro. Juro-lhes que essa orquestra da morte foi muito menos triste do que podia parecer. De certo ponto em diante chegou a ser deliciosa. A vida estrebuchava-me no peito, com uns ímpetos de vaga marinha, esvaía-se-me a consciência, eu descia à imobilidade física e moral, e o corpo fazia-se-me planta, e pedra e lodo, e coisa nenhuma.
    Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e todavia é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.” 
    Com base na obra de Machado de Assis, preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).
    ( ) Tanto Dom Casmurro quanto Memórias Póstumas de Brás Cubas têm em comum o fato de serem livros narrados em primeira pessoa. Além disso, ambos os personagens pertencem à elite carioca do século XIX.
    ( ) O livro Memórias Póstumas de Brás Cubas encerra-se com um capítulo todo feito de negativas, no qual o narrador enumera uma série de faltas de que sofreu em vida, entre elas o fato de não ter tido filhos e, assim, não ter transmitido a ninguém a herança de nossa miséria.
    ( ) Há um consenso entre os críticos quanto a Dom Casmurro ser um romance baseado nas memó- rias sinceras de um homem traído.
    ( ) Machado atuou em diversas áreas das Letras brasileiras. O autor escreveu romances, contos, crítica literária; porém, deixou de lado o teatro e a poesia.
    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 52d68bb5-d6
  • Linguagens

    Literatura

    “Caio é um homem, os homens são mortais, logo Caio é mortal, [esse silogismo] parecera-lhe, durante toda a sua vida, correto em relação a Caio, mas de modo algum em relação a ele.”
    TOLSTOI, Lev. A morte de Ivan Ilitch. São Paulo: Editora 34, 2006.
    Exceção entre os animais, o homem é o único que carrega consigo a certeza da sua própria morte. Esse conhecimento antecipado serve tanto de medida e restrição para as ambições da vida quanto de combustível para atos que garantam algum tipo de imortalidade. De maneira geral, ao defrontar-se com a morte, o ser humano tem noção dos seus limites e daquilo que é possível fazer enquanto está vivo. Planos, viagens, sonhos são marcos postos entre cada um e seu próprio fim. Nesta prova você se deparará com textos que refletem sobre esse tema.

    Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
    “– “Morto! morto!” dizia consigo.
    E a imaginação dela, como as cegonhas que um ilustre viajante viu desferirem o voo desde o Ilisso às ribas africanas, sem embargo das ruínas e dos tempos, – a imaginação dessa senhora também voou por sobre os destroços presentes até às ribas de uma África juvenil... Deixá-la ir; lá iremos mais tarde; lá iremos quando eu me restituir aos primeiros anos. Agora, quero morrer tranquilamente, metodicamente, ouvindo os soluços das damas, as falas baixas dos homens, a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estrídulo de uma navalha que um amolador está afiando lá fora, à porta de um correeiro. Juro-lhes que essa orquestra da morte foi muito menos triste do que podia parecer. De certo ponto em diante chegou a ser deliciosa. A vida estrebuchava-me no peito, com uns ímpetos de vaga marinha, esvaía-se-me a consciência, eu descia à imobilidade física e moral, e o corpo fazia-se-me planta, e pedra e lodo, e coisa nenhuma.
    Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e todavia é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.” 
    Com base no texto, afirma-se:
    I. A grande variedade de pronomes presentes no texto aponta para a existência de pelo menos três elementos narrativos: Virgília, o narrador Brás Cubas e o leitor.
    II. Expressões como “mais tarde”, “Agora”, “ribas de uma África juvenil” assinalam a existência de diferentes planos temporais na narrativa, dos quais se destacam o momento da enunciação, o passado recente e o passado mais remoto.
    III. O último parágrafo do trecho, ao revelar a causa da morte do narrador a partir de uma doença banal, serve de contraponto ao tom poético do parágrafo anterior.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
    Escolha uma alternativa para a questão 52d38b6e-d6
  • Linguagens

    Literatura

    “E, páginas adiante, o padre se portou ainda mais excelentemente, porque era mesmo uma brava criatura. Tanto assim, que, na despedida, insistiu:
    – Reze e trabalhe, fazendo de conta que esta vida é um dia de capina com sol quente, que às vezes custa muito a passar, mas sempre passa. E você ainda pode ter muito pedaço bom de alegria... Cada um tem a sua hora e a sua vez: você há de ter a sua.” [p. 356]
    [...]
    “Quando ficou bom para andar, escorando-se nas muletas que o preto fabricara, já tinha os seus planos, menos maus, cujo ponto de início consistia em ir para longe, para o sitiozinho perdido no sertão mais longínquo [...] que era agora a única coisa que possuía de seu. Antes de partir, teve com o padre uma derradeira conversa, muito edificante e vasta. E, junto com o casal de pretos samaritanos, que, ao hábito de se desvelarem, agora não o podiam deixar nem por nada, pegou chão, sem paixão.
    Largaram à noite, porque o começo da viagem teria de ser uma verdadeira escapada. E, ao sair, Nhô Augusto se ajoelhou, no meio da estrada, abriu os braços em cruz, e jurou:
    – Eu vou p’ra o céu, e vou mesmo, por bem ou por mal!... E a minha vez a de chegar... P’ra o céu eu vou, nem que seja a porrete!...
    E os negros aplaudiram, e a turminha pegou o passo, a caminho do sertão.” [p. 357-358]
    [...]
    “E o povo, enquanto isso, dizia: – ‘Foi Deus quem mandou esse homem no jumento, por mór de salvar as famílias da gente!...’” [p. 385]
    “Mas Nhô Augusto tinha o rosto radiante, e falou:
    – Perguntem quem é aí que algum dia já ouviu falar no nome de Nhô Augusto Esteves, das Pindaíbas! [...]
    Então, Augusto Matraga fechou um pouco os olhos, com sorriso intenso nos lábios lambuzados de sangue, e de seu rosto subia um sagaz contentamento. [...]
    Depois, morreu.” [p. 386]

    (ROSA, João Guimarães. Sagarana. Rio de Janeiro: Record, 1984)

    Leia o excerto de “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, publicado em Sagarana (1946), de Guimarães Rosa, e ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão c21c73a7-c2
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    Literatura

    Leia o soneto “Já da morte o palor me cobre o rosto”, de Álvares de Azevedo, que pertence à estética romântica brasileira, período em que uma das vertentes passou a ser designada como “geração do mal do século”, e assinale a ALTERNATIVA CORRETA.

    Soneto
    “Já da morte o palor me cobre o rosto,
    Nos lábios meus o alento desfalece,
    Surda agonia o coração fenece,
    E devora meu ser mortal desgosto!

    Do leito embalde no macio encosto
    Tento o sono reter!...já esmorece
    O corpo exausto que o repouso esquece...
    Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

    O adeus, o teu adeus, minha saudade,
    Fazem que insano do viver me prive
    E tenha os olhos meus na escuridade.

    Dá-me a esperança com que o ser mantive!
    Volve ao amante os olhos por piedade,
    Olhos por quem viveu quem já não vive!”

    (AZEVEDO, Álvares de. Lira dos Vinte Anos (1853),
    São Paulo: Martin Claret, 1999. p. 187)
    Escolha uma alternativa para a questão c2190e40-c2
  • Linguagens

    Literatura

    Na coletânea Sagarana (1946), de Guimarães Rosa, há uma unidade resultante do ordenamento e da disposição dos elementos estéticos e contextuais constitutivos da narrativa, que revelam a circularidade das histórias e, ao mesmo tempo, a unidade da obra como um todo.
    Nessa perspectiva, ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão c21124f2-c2
  • Linguagens

    Literatura

    Leia atentamente o trecho do romance São Bernardo, de Graciliano Ramos, em que o seu narrador Paulo Honório reflete sobre o casamento, e assinale a alternativa CORRETA.

    “Amanheci um dia pensando em casar. Foi uma ideia que me veio sem que nenhum rabo-de-saia a provocasse. Não me ocupo com amores, devem ter notado, e sempre me pareceu que mulher é um bicho esquisito, difícil de governar.

    A que eu conhecia era a Rosa do Marciano, muito ordinária. Havia conhecido também a Germana e outras dessa laia. Por elas eu julgava todas. Não me sentia, pois, inclinado para nenhuma: o que sentia era desejo de preparar um herdeiro para as terras de S. Bernardo.”

    Escolha uma alternativa para a questão 84c87ff8-c0
  • Linguagens

    Literatura

    Leia atentamente o trecho do conto Felicidade Clandestina de Clarice Lispector, e assinale a alternativa CORRETA.

    “Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e puder em mim. Eu era uma rainha delicada. ”

    Escolha uma alternativa para a questão 84c58162-c0
  • Linguagens

    Literatura

        - A excelentíssima, declarou Seu Ribeiro, entende de escrituração.   

        Seu Ribeiro morava aqui, trabalhava comigo, mas não gostava de mim. Creio que não gostava de ninguém. Tudo nele se voltava para o lugarejo que se transformou em cidade e que tinha, há meio século, bolandeira, terços, candeias de azeite e adivinhações em noites de São João. Com mais de setenta anos, andava a pé, de preferência pelas veredas. E só falava ao telefone constrangido. Odiava a época em que vivia, mas tirava-se de dificuldades empregando uns modos cerimoniosos e expressões que hoje não se usam. O reduzido calor que ainda guardava servia para aquecer aqueles livros grossos, de cantos e lombadas de couro. Escrevia neles com amor lançamentos complicados, e gastava quinze minutos para abrir um título, em letras grandes e curvas, um pouco trêmulas, as iniciais cheias de enfeites. 

      - Entende muito, continuou. E embora eu não concorde integralmente com o método que preconiza, reconheço que poderá, querendo, encarregar-se da escrita.

      - Obrigada.

      - Não há de quê. A excelentíssima conhece a matéria e tem caligrafia. Eu sou uma ruína. Qualquer dia destes ... 

    Graciliano Ramos, São Bernardo. 

    Dado que a narrativa presente no texto de São Bernardo é de tipo realista (no sentido de que tem como ponto de partida a figuração e a análise de realidades observáveis, da esfera do real), a modalidade narrativa que a ela se contrapõe mais frontalmente é a dominante em
    Escolha uma alternativa para a questão 35ab9817-c0
  • Linguagens

    Literatura

        - A excelentíssima, declarou Seu Ribeiro, entende de escrituração.   

        Seu Ribeiro morava aqui, trabalhava comigo, mas não gostava de mim. Creio que não gostava de ninguém. Tudo nele se voltava para o lugarejo que se transformou em cidade e que tinha, há meio século, bolandeira, terços, candeias de azeite e adivinhações em noites de São João. Com mais de setenta anos, andava a pé, de preferência pelas veredas. E só falava ao telefone constrangido. Odiava a época em que vivia, mas tirava-se de dificuldades empregando uns modos cerimoniosos e expressões que hoje não se usam. O reduzido calor que ainda guardava servia para aquecer aqueles livros grossos, de cantos e lombadas de couro. Escrevia neles com amor lançamentos complicados, e gastava quinze minutos para abrir um título, em letras grandes e curvas, um pouco trêmulas, as iniciais cheias de enfeites. 

      - Entende muito, continuou. E embora eu não concorde integralmente com o método que preconiza, reconheço que poderá, querendo, encarregar-se da escrita.

      - Obrigada.

      - Não há de quê. A excelentíssima conhece a matéria e tem caligrafia. Eu sou uma ruína. Qualquer dia destes ... 

    Graciliano Ramos, São Bernardo. 

    Considere as seguintes comparações:

    A personagem seu Ribeiro, tal como aparece no texto, e a célebre personagem José Dias, de Dom Casmurro, de Machado de Assis,

    I têm, ambas, a mania do superlativo, que empregam como modo de compensar imaginariamente a condição subalterna e a dificuldade para formar juízo autônomo;

    II diferenciam-se, na medida em que seu Ribeiro é um empregado assalariado, ao passo que José Dias é um agregado e, como tal, inteiramente dependente do favor dos proprietários;

    III valem-se igualmente da bajulação ou do elogio desprovido de fundamento real e de sinceridade, como meio de alcançar as boas graças dos proprietários.


    Está correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 35a80e45-c0
  • Linguagens

    Literatura

                         Poema tirado de uma notícia de jornal

             João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da

                                                         [Babilônia num barracão sem número.

             Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

             Bebeu

             Cantou

             Dançou

             Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

                                                                Manuel Bandeira. Libertinagem.  

    Considere as seguintes afirmações:

    A filiação do poema à estética do Modernismo revela-se na

    I escolha de assunto pertencente à esfera do cotidiano humilde e prosaico, em oposição ao Parnasianismo antecendente, que cultivava os temas ditos nobres, solenes e elevados.

    II utilização de objeto ou texto já pronto ou constituído, alegadamente encontrado na realidade exterior, como base da composição poética.

    III ruptura das fronteiras entre os gêneros literários tradicionais, que aparecem mesclados no texto.

    Está correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão d82cabf7-b0
  • Linguagens

    Literatura

                         Poema tirado de uma notícia de jornal

             João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da

                                                         [Babilônia num barracão sem número.

             Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

             Bebeu

             Cantou

             Dançou

             Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

                                                                Manuel Bandeira. Libertinagem.  

    Só NÃO se encontra, entre os aspectos que contribuem para o efeito poético do texto,
    Escolha uma alternativa para a questão d8292687-b0
  • Linguagens

    Literatura

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Literatura, FGV 2016, Escolas Literárias

    Considerada no contexto histórico-literário da época em que foram publicadas as Memórias de um sargento de milícias, a crítica à idealização romântica, presente nessa obra, indica que
    Escolha uma alternativa para a questão 83d6159d-a7
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre o regionalismo, não é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 0b4e5019-f0