Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

1.323 questões encontradas. Mostrando a página 43 de 67.

  • 81318657-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

          Nos poemas indianistas, o heroísmo dos indígenas em nenhum momento é utilizado como crítica à colonização europeia, da qual a elite era a herdeira. Ao contrário, pela resistência ou pela colaboração, os indígenas do passado colonial, do ponto de vista dos nossos literatos, valorizavam a colonização e deviam servir de inspiração moral à elite brasileira. (...) Já o africano escravizado demorou para aparecer como protagonista na literatura romântica. Na segunda metade do século XIX, Castro Alves, na poesia, e Bernardo Guimarães, na prosa, destacaram em obras suas o tema da escravidão.

    (Adaptado de: NAPOLITANO, Marcos e VILLAÇA, Mariana. História para o ensino médio. São Paulo: Atual Editora, 2013, p. 436-37) 

    Entende-se do texto que o Indianismo, no Brasil, identificou-se como um movimento romântico que
    Escolha uma alternativa para a questão 81318657-31
  • 811F4CD5-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

          (...) os mitos e o imaginário fantástico medieval não foram subitamente subtraídos da mentalidade coletiva europeia durante o século XVI. (...) Conforme Laura de Mello e Sousa, “parece lícito considerar que, conhecido o Índico e desmitificado o seu universo fantástico, o Atlântico passará a ocupar papel análogo no imaginário do europeu quatrocentista”.

    (VILARDAGA, José Carlos. Lastros de viagem: expectativas, projeções e descobertas portuguesas no Índico (1498- 1554). São Paulo: Annablume, 2010, p. 197) 

    Se no século XVI a presença de mitos e do imaginário fantástico se fazia notar nas artes e na literatura europeia, como em Os Lusíadas, de Camões, no Brasil isso não ocorria porque
    Escolha uma alternativa para a questão 811f4cd5-31
  • 811C2277-31

    Literatura

    Teoria Literária
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

    Personagem frequente dos carros alegóricos, d. Pedro surgia, nos anos 1880, ora como Pedro Banana ou como Pedro Caju, numa alusão à sua falta de participação nos últimos anos do Império. Mas é só com a queda da monarquia que se passa a eleger um rei do Carnaval. Com efeito, o rei Momo é uma invenção recente, datada de 1933. No século XIX ele não era rei, mas um deus grego: zombeteiro, pândego e amante da galhofa. Nos anos 30 vira Rei Momo e logo depois cidadão. Novos tempos, novos termos.

    (SCHWARCZ, Lilian Mortiz. As barbas do Imperador: Dom Pedro II , um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 281) 

    Na Grécia Antiga, o deus que correspondia às características apontadas no texto era Dionísio, em homenagem a quem eram
    Escolha uma alternativa para a questão 811c2277-31
  • 81190F73-31

    Literatura

    Barroco
    PUC - Campinas · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

    Personagem frequente dos carros alegóricos, d. Pedro surgia, nos anos 1880, ora como Pedro Banana ou como Pedro Caju, numa alusão à sua falta de participação nos últimos anos do Império. Mas é só com a queda da monarquia que se passa a eleger um rei do Carnaval. Com efeito, o rei Momo é uma invenção recente, datada de 1933. No século XIX ele não era rei, mas um deus grego: zombeteiro, pândego e amante da galhofa. Nos anos 30 vira Rei Momo e logo depois cidadão. Novos tempos, novos termos.

    (SCHWARCZ, Lilian Mortiz. As barbas do Imperador: Dom Pedro II , um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 281) 

    A crítica galhofeira a autoridades e a pessoas de prestígio foi uma arma contundente de que se valeu
    Escolha uma alternativa para a questão 81190f73-31
  • 1D9F3F39-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2015

    Por vezes, a literatura pode se pautar por diferentes tempos: há o tempo da história narrada, de sua sequência cronológica, e há o tempo da linguagem que processa essa história. A linguagem experimental do irlandês James Joyce reinterpreta, em pleno século XX, a história mítica de Ulisses. No Brasil, há uma ocorrência similar, se pensamos em Grande sertão: veredas, romance onde Guimarães Rosa articula magistralmente dois planos temporais:
    Escolha uma alternativa para a questão 1d9f3f39-31
  • 1D9C11D4-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2015

    Costuma-se reconhecer que o Indianismo, na nossa literatura, é marcado por idealizações que emprestam uma espécie de glória artificial ao nosso passado como Colônia. Tais idealizações

    I. consistem, basicamente, em atribuir aos nossos silvícolas atitudes e valores herdados da aristocracia medieval, caros ao ideário romântico.

    II. processam-se com base em fidedignos documentos históricos, nos quais há registro detalhado dos usos e costumes das várias nações indígenas.

    III. ocorreram como reação às tendências nacionalistas do nosso Romantismo, que valorizavam sobretudo a vida urbana e os valores burgueses.

    Atende ao enunciado o que está em

    Escolha uma alternativa para a questão 1d9c11d4-31
  • 1D98FF94-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Atente para estes versos de Manuel Bandeira, extraídos do poema “Minha terra”:


    Revi afinal o meu Recife.

    Está de fato completamente mudado.

    Tem avenidas, arranha-céus.

    É hoje uma bonita cidade.


    Diabo leve quem pôs bonita a minha terra.


    Nesses versos o poeta pernambucano 

    Escolha uma alternativa para a questão 1d98ff94-31
  • 1D95F6BE-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2015

    O ciclo da cana-de-açúcar encontrou seu grande intérprete em José Lins do Rego, cujos romances ganham força ao combinarem duas operações:
    Escolha uma alternativa para a questão 1d95f6be-31
  • 1D9310E5-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2015

    A evolução dos maquinismos humanos é uma evidência do progresso tecnológico. No Modernismo de 22, há alguma euforia com os avanços da era industrial e da mecanização, tal como se pode observar
    Escolha uma alternativa para a questão 1d9310e5-31
  • E2027916-30

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - PR · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis.

    “Agora, por que é que nenhuma dessas caprichosas me fez esquecer a primeira amada do meu coração? Talvez porque nenhuma tinha os olhos de ressaca, nem os de cigana oblíqua e dissimulada. Mas não é esse propriamente o resto do livro. O resto é saber se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Matacavalos, ou se esta foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente. Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, vers. 1: "Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti". Mas eu creio que não, e tu concordarás comigo; se te lembras bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca. E bem, qualquer que seja a solução, uma coisa fica, e é a suma das sumas, ou resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... A Terra lhes seja leve! Vamos à História dos Subúrbios”.

    Segundo o texto, pode-se afirmar que, após narrar sua história, Bentinho, o narrador-protagonista:

    Escolha uma alternativa para a questão e2027916-30
  • E1FFB70B-30

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - PR · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Considere o seguinte fragmento do poema que dá nome ao livro Muitas vozes, de Ferreira Gullar:

    Meu poema

    é um tumulto:

    a fala

    que nele fala

    outras vozes

    arrasta em alarido.

    Com base nesse excerto, pode-se afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão e1ffb70b-30
  • E1FCDB89-30

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - PR · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Alfredo Bosi, em sua História concisa da literatura brasileira, diz a respeito de Inocência, de Visconde de Taunay:

    “Por temperamento e cultura, o Visconde de Taunay tinha condições para dar ao regionalismo romântico a sua versão mais sóbria. Homem de pouca fantasia, muito senso de observação, formado no hábito de pesar com a inteligência as suas relações com a paisagem e o meio (era engenheiro, militar e pintor), Taunay foi capaz de enquadrar a história de Inocência (1872) em um cenário e em um conjunto de costumes sertanejos onde tudo é verossímil. Sem que o cuidado de o ser turve a atmosfera agreste e idílica que até hoje dá um renovado encanto à leitura da obra".

    (BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 2003, p. 144 -145).

    Com base no trecho acima, é possível dizer que:  

    Escolha uma alternativa para a questão e1fcdb89-30
  • 085C921F-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o fragmento de um capítulo do romance Dois irmãos, de Milton Hatoum, e analise a pintura da artista brasileira Tarsila Amaral, intitulada “O porto”.

    Quando Yaqub chegou do Líbano, o pai foi buscá-lo no Rio de Janeiro. O cais Pharoux estava apinhado de parentes de pracinhas e oficiais que regressavam da Itália. Bandeiras brasileiras enfeitavam o balcão e a varanda dos apartamentos da Glória, rojões espocavam o céu, e para onde o pai olhava havia sinais de vitória. Ele avistou o filho no portaló do navio que acabara de chegar de Marselha. Não era mais o menino, mas o rapaz que passara cinco anos dos seus dezoito anos no sul do Líbano. O andar era o mesmo: passos rápidos e firmes que davam ao corpo um senso de equilíbrio e uma rigidez impensável no andar do outro filho, o Caçula.

                           Imagem da questão de Literatura, da prova de 2015

    Com base no texto e/ou na figura,  NÃO é correto afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 085c921f-1d
  • 0857EF6B-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre Carlos Drummond de Andrade, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 0857ef6b-1d
  • 08542FD7-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o fragmento do poema de Carlos Drummond de Andrade, intitulado “O homem: as viagens”.

    Restam outros sistemas fora

    do solar a col-

    onizar.

    Ao acabarem todos

    só resta ao homem

    (estará equipado?)

    a dificílima dangerosíssima viagem

    de si a si mesmo:

    pôr o pé no chão

    do seu coração

    experimentar

    colonizar

    civilizar

    humanizar

    o homem

    descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas

    a perene, insuspeitada alegria

    de con-viver.

    De acordo com a estrofe apresentada, pode-se afirmar:

    ( ) O tema da viagem, explorado no texto, refere-se menos a uma viagem física, realizada por espaços desconhecidos e inexplorados, e mais a uma viagem íntima, aquela que o homem realiza ao interior de sua própria subjetividade.

    ( ) O poema apresenta certo traço narrativo, valendo-se de recursos da oralidade e da desconstrução de palavras para reforçar a ideia da viagem interior.

    ( ) O poema aborda a difícil viagem interior para destacar uma outra mais difícil: aquela em que o homem precisa aprender uma nova maneira de se relacionar com os outros homens.

    ( ) Os versos livres com que Carlos Drummond de Andrade compõe seu poema encontram-se também em outras obras do mesmo autor, como Cadeira de balanço e Libertinagem.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão 08542fd7-1d
  • 084F63FB-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o excerto abaixo, retirado da obra Macário, de Álvares de Azevedo.

    (O DESCONHECIDO) Eu sou o diabo. Boa-noite, Macário.

    (MACÁRIO) Boa-noite, Satã. (Deita-se. O desconhecido sai). O diabo! uma boa fortuna! Há dez anos que eu ando para encontrar esse patife! Desta vez agarrei-o pela cauda! A maior desgraça deste mundo é ser Fausto sem Mefistófeles. Olá, Satã!

    (SATÃ) Macário.

    (MACÁRIO) Quando partimos?

    (SATÃ) Tens sono?

    (MACÁRIO) Não.

    (SATÃ) Então já.

    (MACÁRIOE o meu burro?

    (SATÃ) Irás na minha garupa.

    Sobre o movimento literário em que se inscreve Álvares de Azevedo, é INCORRETO afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 084f63fb-1d
  • 0849AD6F-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A única alternativa que apresenta outras duas obras de Mário de Andrade é
    Escolha uma alternativa para a questão 0849ad6f-1d
  • 08416566-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho do diário de viagem de Mário de Andrade, retirado de O turista aprendiz.

    “Durante esta viagem pela Amazônia, muito resolvido a... escrever um livro modernista, provavelmente mais resolvido a escrever que a viajar, tomei muitas notas como vai se ver. Notas rápidas, telegráficas muitas vezes. Algumas porém se alongaram mais pacientemente, sugeridas pelos descansos forçados do vaticano de fundo chato, vencendo difícil a torrente do rio. Mas quase tudo anotado sem nenhuma intenção da obra-de-arte, reservada pra elaborações futuras, nem com a menor intenção de dar a conhecer aos outros a terra viajada. E a elaboração definitiva nunca realizei. Fiz algumas tentativas, fiz. Mas parava logo no princípio, nem sabia bem porque, desagradado. Decerto já devia me desgostar naquele tempo o personalismo do que anotava. Se gostei e gozei muito pelo Amazonas, a verdade é que vivi metido comigo por todo esse caminho largo de água.”

    Com base no excerto e em seu contexto, preencha os parênteses com V para verdadeiro ou F para falso.

    ( ) O diário de viagem é uma modalidade de narrativa que relata não só os acontecimentos transcorridos durante o percurso, mas também os sentimentos do sujeito viajante.

    ( ) As anotações do diário acompanhavam a rotina do barco: às vezes eram breves, outras mais longas em função das paradas e do movimento da embarcação nas águas do rio.

    ( ) O narrador se assume como um tipo especial de viajante porque não se integra à paisagem e ao ambiente da Amazônia, uma vez que a viagem que empreende é de ordem subjetiva.

    ( ) Mário de Andrade se identifica como um turista aprendiz porque fez muitas anotações, escreveu um livro sobre a viagem, corrigiu os originais e experimentou um personalismo exacerbado.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

    Escolha uma alternativa para a questão 08416566-1d
  • 08392FED-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho extraído de “Maria-Fumaça”, de autoria de Mario Quintana, e analise as afirmativas que seguem.

    “As lentas, poeirentas, deliciosas viagens nos trens antigos. As famílias (viajavam famílias inteiras) levavam galinhas com farofa em cestas de vime, que ofereciam, pois não, aos viajantes solitários.

    E os viajantes solitários (e os meninos) ainda desciam nas estaçõezinhas pobres... Para os pastéis, os sonhos, as laranjas...

    (...)

    O mal dos aviões é que não se pode descer a toda hora para comprar laranjas.

    Nesses aviões, vamos todos imóveis e empacotados como encomendas. Às vezes encomendas para a Eternidade...

    Cruzes, poeta! Deixa-te de ideias funéreas e pensa nas aeromoças, arejadas e amáveis como anjos.

    E “anjos”, aplicado a elas, não é exagero nenhum.

    (...)

    Entre a monotonia irreparável das nuvens, nada vemos da viagem. Isto é, não viajamos: chegamos.

    Pobres turistas de aeroportos, damos a volta ao mundo sem nada ver do mundo.

    I. Nesse texto, Mario Quintana retira a matéria para sua criação literária do tema da viagem, comparando diferentes modalidades de transporte e hábitos dos viajantes.

    II. Valendo-se de uma linguagem simples, com frases irônicas e com humor, Mario Quintana reflete sobre a função da viagem e o seu significado para o viajante.

    III. Para o poeta, viajar de avião não concretiza o verdadeiro prazer da viagem, que estaria mais no ato de ver, experimentar, conhecer, do que no percurso partida-chegada.

    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:

    Escolha uma alternativa para a questão 08392fed-1d
  • 083516A2-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 32, leia o trecho a seguir, retirado de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

    “Ultimamente, restituído à forma humana, vi chegar um hipopótamo, que me arrebatou. Deixei-me ir, calado, não sei se por medo ou confiança; mas, dentro em pouco, a carreira de tal modo se tornou vertiginosa, que me atrevi a interrogá-lo, e com alguma arte lhe disse que a viagem me parecia sem destino.

    – Engana-se, replicou o animal, nós vamos à origem dos séculos.

    Insinuei que deveria ser muitíssimo longe; mas o hipopótamo não me entendeu ou não me ouviu, se é que não fingiu uma dessas coisas, e, perguntando-lhe, visto que ele falava, se era descendente do cavalo de Aquiles ou da asna de Balaão, retorquiu-me com um gesto peculiar a estes dois quadrúpedes: abanou as orelhas. Pela minha parte fechei os olhos e deixei-me ir à ventura. Já agora não se me dá de confessar que sentia umas tais ou quais cócegas de curiosidade, por saber onde ficava a origem do Nilo, e sobretudo se valia alguma coisa mais ou menos que a consumação dos mesmos séculos: reflexões de cérebro enfermo. Como ia de olhos fechados, não via o caminho; lembra-me só que a sensação de frio aumentava com a jornada, e que chegou uma ocasião em que me pareceu entrar na região dos gelos eternos.”

    Todas as afirmativas estão corretamente associadas ao texto, EXCETO:

    Escolha uma alternativa para a questão 083516a2-1d