Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2012
- Universidade do Contestado - Santa Catarina
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 4C9BC27C-2B
Disciplina · Linguagens
Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.
“O título pertence à consagrada série Para gostar de ler e reúne textos de cinco expoentes do período: Ana Cristina César, cuja poesia intimista ecoa até hoje, 25 anos após seu suicídio; Francisco Alvim, arquiteto de um verdadeiro painel sobre a sociedade da época; Cacaso, cuja obra resulta da interação entre sua memória afetiva e uma intensa pesquisa poética; Chacal, reprodutor da fala coloquial e do humor brasileiro; e, por fim, Paulo Leminski, que abusa dos espaços e da forma estética do texto com influência do Concretismo.”
Disponível em: <http://www2.correiodeuberlandia.com.br/imprimirMateria.php?tid=19682&pubDate=2006-07-14>. Acesso em 15-10-2012.
O comentário acima se refere à obra:
Ofendi-vos, meu Deus, é bem verdade;
verdade é, meu Senhor, que hei delinquido,
delinquido vos tenho, e ofendido;
ofendido vos tem minha maldade.
Maldade encaminhada a uma vaidade;
vaidade, que de todo me há vencido;
vencido quero ver-me, e arrependido;
arrependido em tanta enormidade.
Arrependido estou de coração;
de coração vós busco, dai-me abraços;
abraços que mereçam vossa Luz.
Luz, que clara me mostre a Salvação,
a Salvação que pretendo com tais braços:
Piedade, meu Senhor, Jesus, Jesus.
MATOS, Gregório de. In: HOLLANDA, Sérgio Buarque de. Antologia dos poetas brasileiros
da fase colonial. São Paulo: Perspectiva, 1979, p. 57-58.
Soneto IV de Via-Láctea
Como a floresta secular, sombria,
Virgem do passo humano e do machado,
Onde apenas, horrendo, ecoa o brado
Do tigre, cuja agreste ramaria.
Não atravessa nunca a luz do dia,
Assim também, da luz do amor privado,
Tinhas o coração ermo e fechado,
Como a floresta secular, sombria...
Hoje, entre os ramos, a canção sonora
Soltam festivamente os passarinhos.
Tinge o cimo das árvores a aurora...
Palpitam flores, estremecem ninhos...
E o sol do amor, que não entrava outrora,
Entra dourando a areia dos caminhos.
A Carolina
Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.
Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.
(Dedicatória de Relíquias da casa velha).

Embora pareça constituído de versos livres modernistas, o poema em questão ainda segue a versificação medida, combinando versos de diferentes extensões, com predomínio dos de doze e dez sílabas métricas. Assinale a alternativa que indica, na primeira estrofe, pela ordem em que surgem, os versos de dez sílabas métricas, denominados decassílabos. 
Nas últimas décadas, a ruptura, o efêmero, o descartável
incorporam-se cada vez mais ao fazer artístico, em
consonância com a pós-modernidade. No detalhe da obra
Bastidores, percebe-se a

A revolução estética brasiliense empurrou os designers de móveis dos anos 1950 e início dos 60 para o novo. Induzidos a abandonar o gosto rebuscado pelo colonial, a trocar Ouro Preto por Brasília, eles criaram um mobiliário contemporâneo que ainda hoje vemos nas lojas e nas salas de espera de consultórios e escritórios. Colada no uso de madeiras nobres, como o jacarandá e a peroba, e em materiais de revestimento como o couro e a palhinha, desenvolveu-se uma tendência feita de linhas retas e curvas suaves, nos moldes da capital no Cerrado.
Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 29 jul. 2010 (adaptado).
A reportagem e a fotografia apresentam os móveis
elaborados pelo artista Sérgio Rodrigues, com um estilo
que norteou o pensamento de uma geração, desafiando
a arte a
O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem
de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa.
Passou um homem depois e disse: Essa volta que o rio faz
por trás de sua casa se chama enseada.
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia
uma volta atrás da casa.
Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.
BARROS, M. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Record, 2001.
Manoel de Barros desenvolve uma poética singular, marcada por “narrativas alegóricas”, que transparecem nas imagens construídas ao longo do texto. No poema, essa característica aparece representada pelo uso do recurso de