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Disciplina · Linguagens

Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 1.323 questões
  • 24 assuntos

Resultados: 1.323 questões

Página 3 de 67

  • Linguagens

    Literatura

    A Jandaia cantou no alto da palmeira o nome de Iracema
    Lábios de mel, riso mais doce que o jati
    Linda demais, cunhã-porã, itereí¹
    Vou cantar Juremê, Juremê, Juremê
    Vou contar Juremá, Juremá
    Uma história de amor, meu amor
    É o carnaval da Beija-Flor


    A Jandaia cantou no alto da palmeira o nome de Iracema
    Lábios de mel, riso mais doce que o jati
    Linda demais, cunhã-porã, itereí
    Vou cantar Juremê, Juremê, Juremê
    Vou contar Juremá, Juremá
    Uma história de amor, meu amor
    É o carnaval da Beija-Flor


    ¹ moça bonita, gentil

    CLAUDEMIR; MAURIÇÃO; BARCELLOS, Ronaldo et. al. Iracema, a virgem dos lábios de mel. In: LIESA: Sambas de enredo 2017. Universal Music, 2017. 1 CD. Faixa 5. [Intérprete Neguinho da Beija-Flor].


        O fragmento acima consiste em parte do samba-enredo Iracema, a virgem dos lábios de mel apresentado, em 2017, pela escola de samba Beija-Flor de Nilópolis. A letra retoma Iracema de José de Alencar, uma das obras-chave do primeiro Romantismo brasileiro. Assinale a alternativa que indica a relação correta existente entre o samba-enredo, o contexto e a obra literária romântica. 
    Escolha uma alternativa para a questão 0adb06c2-32
  • Linguagens

    Literatura

    Com base no conto “A nova Califórnia”, de Lima Barreto, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 0b21657a-e4
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre os trechos abaixo, marque a alternativa que apresenta a informação correta:


    "Quando o Nordeste tiver açudes para sanar sua falta de água, quando for mais alfabetizado, quando terminar essa semiescravidão em que o trabalhador vive, verás, Justino, tua terra florescer, dar frutos, as crianças felizes crescerem e se tornarem adultos conscientes de suas responsabilidades, como elos da nossa corrente humana." (MOTT, Odette de Barros; Justino, o retirante p. 134.)

    “E andavam para o Sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Eles dois velhinhos, acabando-se como uns cachorros, inúteis, acabando-se como Baleia. Que iriam fazer? Retardaram-se temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinhá Vitória e os dois meninos." (Graciliano Ramos - Vidas secas, pág. 134)
    Escolha uma alternativa para a questão 0b4add3c-f0
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre o regionalismo, não é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 0b4e5019-f0
  • Linguagens

    Literatura

    As colunas que estão registradas a seguir relacionam autores e livros/títulos de tendências variadas.


    Assinale a opção que organiza de forma correta autores e livros.


    Autores

    1. Machado de Assis

    2. Maquiavel

    3. Thomas Hobbes

    4. Gabriel Garcia Marques

    5. Lima Barreto

    6. João do Rio


    Livros/Títulos

    I. O Príncipe

    II. Dom Casmurro

    III. Leviatã

    IV. A alma encantadora das ruas

    V. Cem anos de solidão

    VI. Triste Fim de Policarpo Quaresma
    Escolha uma alternativa para a questão 0dae680b-df
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, ENEM 2013, Escolas Literárias


    Nas últimas décadas, a ruptura, o efêmero, o descartável incorporam-se cada vez mais ao fazer artístico, em consonância com a pós-modernidade. No detalhe da obra Bastidores, percebe-se a

    Escolha uma alternativa para a questão 0ee8837a-4e
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, ENEM 2013, Escolas Literárias


    A revolução estética brasiliense empurrou os designers de móveis dos anos 1950 e início dos 60 para o novo. Induzidos a abandonar o gosto rebuscado pelo colonial, a trocar Ouro Preto por Brasília, eles criaram um mobiliário contemporâneo que ainda hoje vemos nas lojas e nas salas de espera de consultórios e escritórios. Colada no uso de madeiras nobres, como o jacarandá e a peroba, e em materiais de revestimento como o couro e a palhinha, desenvolveu-se uma tendência feita de linhas retas e curvas suaves, nos moldes da capital no Cerrado.

    Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 29 jul. 2010 (adaptado).


    A reportagem e a fotografia apresentam os móveis elaborados pelo artista Sérgio Rodrigues, com um estilo que norteou o pensamento de uma geração, desafiando a arte a

    Escolha uma alternativa para a questão 0efac4cd-4e
  • Linguagens

    Literatura

    O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem

    de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa.

    Passou um homem depois e disse: Essa volta que o rio faz

    por trás de sua casa se chama enseada.

    Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia

    uma volta atrás da casa.

    Era uma enseada.

    Acho que o nome empobreceu a imagem.

    BARROS, M. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Record, 2001.


    Manoel de Barros desenvolve uma poética singular, marcada por “narrativas alegóricas”, que transparecem nas imagens construídas ao longo do texto. No poema, essa característica aparece representada pelo uso do recurso de

    Escolha uma alternativa para a questão 0f11cb58-4e
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    Literatura

    Leia o poema de Manuel Bandeira para responder à questão.

    Evocação do Recife
    Recife
    Não a Veneza americana
    Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
    Não o Recife dos Mascates
    Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
    – Recife das revoluções libertárias
    Mas o Recife sem história nem literatura
    Recife sem mais nada
    Recife da minha infância
    A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado
    e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas
    Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê
    na ponta do nariz
    Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras
    mexericos namoros risadas
    A gente brincava no meio da rua
    (...)
    A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
    Vinha da boca do povo na língua errada do povo
    Língua certa do povo
    Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
    Ao passo que nós
    O que fazemos
    É macaquear
    A sintaxe lusíada
    (Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa, 1993. Adaptado)
    Manuel Bandeira é poeta representativo do Modernismo brasileiro. As características desse movimento literário presentes no poema são:
    Escolha uma alternativa para a questão 0f287c41-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Instrução: A  questão  toma  por base o soneto Acrobata da dor, do poeta simbolista brasileiro Cruz e Sousa (1861-1898):


                                                 Acrobata da Dor


                                 Gargalha, ri, num riso de tormenta,

                                 como um palhaço, que desengonçado,

                                 nervoso, ri, num riso absurdo, inflado

                                 de uma ironia e de uma dor violenta.


                                 Da gargalhada atroz, sanguinolenta,

                                 agita os guizos, e convulsionado

                                 Salta, gavroche, salta clown, varado

                                 pelo estertor dessa agonia lenta...


                                 Pedem-te bis e um bis não se despreza!

                                 Vamos! retesa os músculos, retesa,

                                 nessas macabras piruetas d’aço...


                                 E embora caias sobre o chão, fremente,

                                 afogado em teu sangue estuoso e quente,

                                 ri! Coração, tristíssimo palhaço.


                    (João da Cruz e Sousa. Obra completa. Rio de Janeiro: Editora Aguilar, 1961.)

    O Simbolismo se caracterizou, entre outros aspectos, pela exploração dos sons da língua para estabelecer nos poemas uma musicalidade característica, por meio de diferentes processos de repetição de sons ao longo dos versos e em estrofes inteiras. Na primeira estrofe do soneto de Cruz e Sousa nota-se esse procedimento de repetição, especialmente no


    I. primeiro verso.


    II. segundo verso.


    III. terceiro verso.


    IV. quarto verso.

    Escolha uma alternativa para a questão 0fb5ed4b-36
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    Literatura

    A cada canto um grande conselheiro,

    Que nos quer governar cabana, e vinha,

    Não sabem governar sua cozinha,

    E podem governar o mundo inteiro.

    (...)

    Estupendas usuras nos mercados,

    Todos, os que não furtam, muito pobres,

    E eis aqui a Cidade da Bahia.


    (Gregório de Matos. “Descreve o que era realmente naquelle tempo

    a cidade da Bahia de mais enredada por menos confusa”,

    in Obra poética (org. James Amado), 1990.)


    O poema, escrito por Gregório de Matos no século XVII,

    Escolha uma alternativa para a questão 101a05e2-36
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    Literatura

    Identifique a única alternativa em que a relação escola literária – características - autor está incorreta:
    Escolha uma alternativa para a questão 10f1fdcb-cc
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    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 32, leia o trecho a seguir, no contexto da obra O Ateneu, de Raul Pompéia, e as afirmativas.

    Imagem da questão de Literatura, PUC - RS 2011, Escolas Literárias

    I. A violência recorrente num ambiente de confinamento mostra ao personagem principal a lógica da dominação dos mais fracos pelos mais fortes.

    II. A expressão “fazer valer um bom serviço” explicita o trabalho duplo de Sanches: apresentar um suposto perigo e ao mesmo tempo oferecer proteção ao aluno novato.

    III. O incêndio que devastaria o colégio Ateneu, provocado pelo personagem principal do romance, é um último ato de violência, que dá fim à obra de Raul Pompéia.

    IV. Com teor memorialista, a obra O Ateneu, uma crônica de saudades, traz um narrador em primeira pessoa do singular, chamado Franco.

    As afirmativas corretas são, apenas,



    Escolha uma alternativa para a questão 1109613b-27
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    Literatura

    Vou lançar a poesia do poeta sórdido. Poeta sórdido: Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida. Vai um sujeito, Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco [muito bem engomada, [e na primeira esquina passa um caminhão, [salpica-lhe o paletó de uma nódoa de lama: É a vida. O poema deve ser como a nódoa do brim: Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero. Sei que a poesia é também orvalho. Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, [as virgens cem por cento [e as amadas que envelhecem sem maldade. (BANDEIRA, Manuel. Antologia poética. 1986)
    Poeta do Modernismo, Manuel Bandeira escreveu vários poemas que podem ser considerados “poéticas”, ou seja, eles tratam do “fazer poesia”, ora dizendo para que a poesia serve, ora dizendo como ela deve ser.
    Indique a alternativa em que NÃO fragmento de texto com a mesma intenção poética:
    Escolha uma alternativa para a questão 114cc2dd-03
  • Linguagens

    Literatura

    Vou lançar a poesia do poeta sórdido. Poeta sórdido: Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida. Vai um sujeito, Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco [muito bem engomada, [e na primeira esquina passa um caminhão, [salpica-lhe o paletó de uma nódoa de lama: É a vida. O poema deve ser como a nódoa do brim: Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero. Sei que a poesia é também orvalho. Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, [as virgens cem por cento [e as amadas que envelhecem sem maldade. (BANDEIRA, Manuel. Antologia poética. 1986)
    O Modernismo foi um movimento literário e artístico do início do séc. XX, cujo objetivo era o rompimento com o tradicionalismo, a libertação estética, a experimentação constante. O poema Nova Poética constitui exemplo das propostas modernistas.
    Não se encontram características do movimento modernista em:
    Escolha uma alternativa para a questão 114f891a-03
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    Literatura

    Texto 3:

    Canção amiga
    Eu preparo uma canção
    Em que minha mãe se reconheça,
    Todas as mães se reconheçam,
    E que fale como dois olhos.
    Caminho por uma rua
    Que passa em muitos países.
    Se não me veem, eu vejo
    E saúdo velhos amigos.
    Eu distribuo um segredo
    Como quem ama ou sorri.
    No jeito mais natural
    Dois carinhos se procuram.
    Minha vida, nossas vidas
    Formam um só diamante.
    Aprendi novas palavras
    E tornei outras mais belas.
    Eu preparo uma canção
    Que faça acordar os homens
    E adormecer as crianças.
    (DRUMMOND, Carlos. In: Novos Poemas)
    Drummond é um dos maiores representantes do movimento modernista brasileiro. Desenhou poeticamente as inquietudes e os dilemas humanos.
    Tendo em vista os procedimentos de construção do texto literário e as concepções artísticas modernistas, conclui-se que o poema acima:
    Escolha uma alternativa para a questão 11524c38-03
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    Literatura

    Texto 3:Canção amiga 

    Eu preparo uma canção
    Em que minha mãe se reconheça,
    Todas as mães se reconheçam,
    E que fale como dois olhos.
    Caminho por uma rua
    Que passa em muitos países.
    Se não me veem, eu vejo
    E saúdo velhos amigos.
    Eu distribuo um segredo
    Como quem ama ou sorri.
    No jeito mais natural
    Dois carinhos se procuram.
    Minha vida, nossas vidas
    Formam um só diamante.
    Aprendi novas palavras
    E tornei outras mais belas.
    Eu preparo uma canção
    Que faça acordar os homens
    E adormecer as crianças.

    (DRUMMOND, Carlos. In: Novos Poemas)


    Sobre a linguagem do poema, nota-se que foi empregada com o objetivo principal de: 

    Escolha uma alternativa para a questão 11555715-03
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    Literatura

    (…) Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, ora para a esquerda, ora para a direita, como numa sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que a punha ofegante; já correndo de barriga empinada; já recuando de braços estendidos, a tremer toda, como se se fosse afundando num prazer grosso que nem azeite, em que se não toma pé e nunca se encontra fundo. Depois, como se voltasse à vida, soltava um gemido prolongado, estalando os dedos no ar e vergando as pernas, descendo, subindo, sem nunca parar com os quadris, e em seguida sapateava, miúdo e cerrado, freneticamente, erguendo e abaixando os braços, que dobrava, ora um, ora outro, sobre a nuca, enquanto a carne lhe fervia toda, fibra por fibra, tirilando. Em torno o entusiasmo tocava ao delírio; um grito de aplausos explodia de vez em quando, rubro e quente como deve ser um grito saído do sangue. E as palmas insistiam, cadentes, certas, num ritmo nervoso, numa persistência de loucura. E, arrastado por ela, pulou à arena o Firmo, ágil, de borracha, a fazer coisas fantásticas com as pernas, a derreter‐se todo, a sumir‐se no chão, a ressurgir inteiro com um pulo, os pés no espaço, batendo os calcanhares, os braços a querer fugirem‐lhe dos ombros, a cabeça a querer saltar‐lhe. E depois, surgiu também a Florinda, e logo o Albino e até, quem diria! o grave e circunspecto Alexandre.
    O chorado arrastava‐os a todos, despoticamente, desesperando aos que não sabiam dançar. Mas, ninguém como a Rita; só ela, só aquele demônio, tinha o mágico segredo daqueles movimentos de cobra amaldiçoada; aqueles requebros que não podiam ser sem o cheiro que a mulata soltava de si e sem aquela voz doce, quebrada, harmoniosa, arrogante, meiga e suplicante.

    (…) AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. Cotia‐SP: Ateliê, 2011.
    A apresentação da dança de Rita Baiana mostra que ela
    Escolha uma alternativa para a questão 1207b9a5-d8
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    Literatura

    (…) Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, ora para a esquerda, ora para a direita, como numa sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que a punha ofegante; já correndo de barriga empinada; já recuando de braços estendidos, a tremer toda, como se se fosse afundando num prazer grosso que nem azeite, em que se não toma pé e nunca se encontra fundo. Depois, como se voltasse à vida, soltava um gemido prolongado, estalando os dedos no ar e vergando as pernas, descendo, subindo, sem nunca parar com os quadris, e em seguida sapateava, miúdo e cerrado, freneticamente, erguendo e abaixando os braços, que dobrava, ora um, ora outro, sobre a nuca, enquanto a carne lhe fervia toda, fibra por fibra, tirilando. Em torno o entusiasmo tocava ao delírio; um grito de aplausos explodia de vez em quando, rubro e quente como deve ser um grito saído do sangue. E as palmas insistiam, cadentes, certas, num ritmo nervoso, numa persistência de loucura. E, arrastado por ela, pulou à arena o Firmo, ágil, de borracha, a fazer coisas fantásticas com as pernas, a derreter‐se todo, a sumir‐se no chão, a ressurgir inteiro com um pulo, os pés no espaço, batendo os calcanhares, os braços a querer fugirem‐lhe dos ombros, a cabeça a querer saltar‐lhe. E depois, surgiu também a Florinda, e logo o Albino e até, quem diria! o grave e circunspecto Alexandre.
    O chorado arrastava‐os a todos, despoticamente, desesperando aos que não sabiam dançar. Mas, ninguém como a Rita; só ela, só aquele demônio, tinha o mágico segredo daqueles movimentos de cobra amaldiçoada; aqueles requebros que não podiam ser sem o cheiro que a mulata soltava de si e sem aquela voz doce, quebrada, harmoniosa, arrogante, meiga e suplicante.

    (…) AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. Cotia‐SP: Ateliê, 2011.
    A expressão “movimentos de cobra amaldiçoada” ao final do fragmento é uma forma de animalização que
    Escolha uma alternativa para a questão 120ac7c0-d8
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    Literatura

    Identifique a alternativa em que a escola literária não corresponde às suas características:
    Escolha uma alternativa para a questão 126e4b81-b6