Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2011
- UNEMAT
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: A2A47BB1-AF
Disciplina · Linguagens
Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.
Leia o poema “Mãos dadas”, de Carlos Drummond de Andrade.
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes
esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma
História
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem
vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de
suicidas,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por
serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente,
os homens presentes,
a vida presente.
Assinale a alternativa correta
As ideias desenvolvidas nos textos O Cortiço, de Aluísio Azevedo [1890], e A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós [1901], estão ligadas às consequências da civilização e do progresso que aprofundaram a divisão das classes sociais na segunda metade do século XIX e início do XX, no Brasil e em Portugal.
Com base nessa perspectiva sócio-histórica, assinale a afirmativa incorreta.
“Autos” são modalidades do teatro medieval cujo assunto é basicamente religioso. No Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, e no Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, a religião domina os temas.
Assinale a alternativa correta.
A obra Sagarana, de Guimarães Rosa, cinde uma das mais belas coletâneas de contos/novelas da Literatura contemporânea do Brasil, segundo a crítica. Uma de suas narrativas mais densas tem com enredo a vida de um valentão arrependido que, depois de ter sido deixado quase morto pelos capangas do adversário, levou anos a restaurar a saúde do corpo e amansar o espírito sedento de vingança.
Assinale a alternativa que indica o título a que se refere o texto.
No verdô da minha idade
mode acalentá meu choro
minha vovó de bondade
falava em grandes tesôro
era história de reinado
prencesa, prinspe incantado
com feiticêra e condão
essas história ingraçada
tá selada e carimbada
dentro do meu coração
Mas porém eu sinto e vejo
que a grande sodade minha
não é só de história e bejo
da querida vovozinha
demanhazinha bem cedo
sodade dos meu brinquedo
meu bodoque e meu bornó
o meu cavalo de pau
meu pinhão, meu berimbau
e a minha carça cotó.
(Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.)
Vila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro de sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
Agora, para além do cerro, o céu parece
Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,
Como uma procissão espectral que se move...
Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.
(BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)
Cerro – monte, serra
Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,
louro Laivo – mancha
Urbe – cidade
Cancioneiro da Inconfidência
(Excerto Canto XXXI)
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que reformava este mundo
de cima da montaria.
Tinha um machinho rosilho.
Tinha um machinho castanho.
Dizia: „Não se conhece
país tamanho!‟ „
Do Caeté a Vila Rica,
tudo ouro e cobre!
O que é nosso, vão levando...
E o povo aqui sempre pobre!‟
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que não passava de Alferes
de cavalaria!
„Quando eu voltar – afirmava –
outro haverá que comande.
Tudo isto vai levar volta,
e eu serei grande!‟
„Faremos a mesma coisa
que fez a América Inglesa!‟
E bradava: "Há de ser nossa
tanta riqueza!"
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
„Liberdade ainda que tarde‟
nos prometia.
(MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar S.A., 1987.)
Vila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro de sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
Agora, para além do cerro, o céu parece
Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,
Como uma procissão espectral que se move...
Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.
(BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)
Cerro – monte, serra
Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,
louro Laivo – mancha
Urbe – cidade
Cancioneiro da Inconfidência
(Excerto Canto XXXI)
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que reformava este mundo
de cima da montaria.
Tinha um machinho rosilho.
Tinha um machinho castanho.
Dizia: „Não se conhece
país tamanho!‟ „
Do Caeté a Vila Rica,
tudo ouro e cobre!
O que é nosso, vão levando...
E o povo aqui sempre pobre!‟
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que não passava de Alferes
de cavalaria!
„Quando eu voltar – afirmava –
outro haverá que comande.
Tudo isto vai levar volta,
e eu serei grande!‟
„Faremos a mesma coisa
que fez a América Inglesa!‟
E bradava: "Há de ser nossa
tanta riqueza!"
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
„Liberdade ainda que tarde‟
nos prometia.
(MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar S.A., 1987.)
Vila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro de sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.
Agora, para além do cerro, o céu parece
Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,
Como uma procissão espectral que se move...
Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.
(BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)
Cerro – monte, serra
Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,
louro Laivo – mancha
Urbe – cidade
Cancioneiro da Inconfidência
(Excerto Canto XXXI)
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que reformava este mundo
de cima da montaria.
Tinha um machinho rosilho.
Tinha um machinho castanho.
Dizia: „Não se conhece
país tamanho!‟ „
Do Caeté a Vila Rica,
tudo ouro e cobre!
O que é nosso, vão levando...
E o povo aqui sempre pobre!‟
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
que não passava de Alferes
de cavalaria!
„Quando eu voltar – afirmava –
outro haverá que comande.
Tudo isto vai levar volta,
e eu serei grande!‟
„Faremos a mesma coisa
que fez a América Inglesa!‟
E bradava: "Há de ser nossa
tanta riqueza!"
Por aqui passava um homem
– e como o povo se ria! –
„Liberdade ainda que tarde‟
nos prometia.
(MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar S.A., 1987.)
Leia o trecho a seguir.
Tornemos à câmara nupcial, onde se representa a primeira cena do drama original, de que apenas conhecemos o prólogo. Os dois atores ainda conservam a mesma posição em que os deixamos. Fernando Seixas obedecendo automaticamente Aurélia, sentara-se, e fitava a moça com um olhar estupefato. A moça arrastou a cadeira e colocou-se em face do marido, cujas faces crestava o seu hálito abrasado.
(ALENCAR, J. de. Senhora. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1971. p. 149.)
De acordo com o trecho citado, pertencente ao nono capítulo da 2ª parte, assinale a alternativa correta.