Pular para o conteúdo

Disciplina · Linguagens

Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 1.323 questões
  • 24 assuntos

Resultados: 1.323 questões

Página 25 de 67

  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, Ensino Einstein 2017, Escolas Literárias

    • Esse poema integra a obra Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade. Da leitura dele, depreende-se que

    Escolha uma alternativa para a questão 2f7bd644-db
  • Linguagens

    Literatura

    Mas ... Houve um pequeno engano, um

    contratempo de última hora, que veio

    pôr dois bons sujeitos, pacatíssimos e

    pacíficos, num jogo dos demônios, numa

    comprida complicação.



    O trecho acima faz parte do conto “Duelo”, uma das narrativas de Sagarana, de João Guimarães Rosa. Essa narrativa, como um todo, apresenta

    Escolha uma alternativa para a questão 4f10d017-d8
  • Linguagens

    Literatura

    Jacinto, personagem de A Cidade e as Serras, deixa Paris e vai para Tormes, em Portugal. Lá vive em contato com o campo, em uma quinta herdada de seus ancestrais. Sua presença desperta curiosidade e suas ações contribuem para
    Escolha uma alternativa para a questão 4f0d9214-d8
  • Linguagens

    Literatura

    A MÁQUINA DO MUNDO


    E como eu palmilhasse vagamente

    uma estrada de Minas, pedregosa,

    e no fecho da tarde um sino rouco


    se misturasse ao som de meus sapatos

    que era pausado e seco; e aves pairassem

    no céu de chumbo, e suas formas pretas


    lentamente se fossem diluindo

    na escuridão maior, vinda dos montes

    e de meu próprio ser desenganado,


    a máquina do mundo se entreabriu

    para quem de a romper já se esquivava

    e só de o ter pensado se carpia.

    ( ... )


    O trecho ao lado integra um poema maior da obra Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade. Considerando o poema como um todo, NÃO É CORRETO afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 4f048a9b-d8
  • Linguagens

    Literatura

    Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer, e, realmente expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem... E caem! – Folhas misérrimas do meu cipestre, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, dar-vos-ia uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar...

        (Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.)  
    O trecho de Machado, um dos maiores representantes da literatura brasileira, revela certa intertextualidade com a literatura do período:
    Escolha uma alternativa para a questão 984c6891-d5
  • Linguagens

    Literatura

    A obra de Graciliano Ramos se perfaz em vários gêneros: romance, literatura infanto-juvenil, diário de viagem, crônicas, memórias, etc. No entanto, foi no romance que Graciliano fixou alguns dos personagens mais relevantes da literatura brasileira. Dentre os nomes elencados abaixo, quais pertencem ao universo literário de Graciliano?
    Escolha uma alternativa para a questão 02b7f7c6-d5
  • Linguagens

    Literatura

    Machado de Assis escreveu nove romances. Dentre eles, Dom, Casmurro. Neste, um narrador — Bento Santiago — rememora e discorre sobre a sua infância e juventude, sobre o casamento com Capitu, a velhice e a solidão. Ainda sobre esse romance é podemos afirmar:

    1) Dona Glória era a mãe de Bentinho.
    2) Bentinho era muito namorador na infância.
    3) Capitu pertencia a uma família de ricos proprietários de terra.
    4) José Diaz era um agregado da família de Bentinho.
    5) O filho de Bentinho e Capitu se chamava Ezequiel.

    Estão corretas apenas:
    Escolha uma alternativa para a questão 02ad0700-d5
  • Linguagens

    Literatura

    Último sopro do romantismo brasileiro, a poesia “condoreira”, inspirada nos versos do poeta francês Victor Hugo, além de expressar sentimentos liberais e abolicionistas, se caracteriza por ser altissonante, hiperbólica, e por lançar mão dos recursos à antítese e à apóstrofe. Entre os nomes que produziram uma poesia condoreira, podemos assinalar o nome de qual poeta?
    Escolha uma alternativa para a questão 02a9293e-d5
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre a Obra Tenda dos Milagres, de Jorge Amado, só NÃO é correta a seguinte afirmativa.
    Escolha uma alternativa para a questão dd8196f3-c2
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre a obra O bom Crioulo, de Adolfo Caminha, podemos afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão dd7ee4c2-c2
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o poema que se segue.


    TEXTO 07


    Assaltaram a gramática
    Assaltaram a gramática
    Assassinaram a lógica
    Meteram poesia
    na bagunça do dia a dia
    Sequestraram a fonética
    Violentaram a métrica
    Meteram poesia
    onde devia e não devia
    Lá vem o poeta
    com sua coroa de louro,
    Agrião, pimentão, boldo
    O poeta é a pimenta
    do planeta!
    (Malagueta!)


    Waly Salomão


    Fonte: http://portugues.uol.com.br/literatura/dez-poemas-geracao-mimeografo-ou-poesia-marginal.html. Acesso em: 12 de mar 2017.


    Sobre o TEXTO 07 e ou sobre o poeta Waly Salomão, só NÃO é correta a seguinte afirmativa:

    Escolha uma alternativa para a questão dd7c2526-c2
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a alternativa INCORRETA a respeito dos movimentos literários brasileiros abaixo.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c57a1b0-b5
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o poema de Camilo Pessanha para responder a questão.

    INTERROGAÇÃO
    Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar, 
    Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo; 
    E apesar disso, crês? nunca pensei num lar 
    Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.
    Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito. 
    E nunca te escrevi nenhuns versos românticos. 
    Nem depois de acordar te procurei no leito, 
    Como a esposa sensual do Cântico dos Cânticos.
    Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
    A tua cor sadia, o teu sorriso terno...
    Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
    Que me penetra bem, como este sol de Inverno.
    Passo contigo a tarde e sempre sem receio 
    Da luz crepuscular, que enerva, que provoca. 
    Eu não demoro o olhar na curva do teu seio 
    Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.
    Eu não sei se é amor. Será talvez começo.
    Eu não sei que mudança a minha alma pressente... 
    Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço, 
    Que adoecia talvez de te saber doente.
    (PESSANHA, Camilo. Clepsidra. São Paulo: Núcleo, 1989.)
    O escritor português Camilo Pessanha faz parte da escola literária denominada Simbolismo.

    Assinale a alternativa que possui uma característica desse movimento artístico presente no poema. 
    Escolha uma alternativa para a questão bd977489-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Texto

        Quando eu ainda não sabia nadar, meu pai me levava para ali, segurava-me um braço e atirava-me num lugar fundo. Puxava-me para cima e deixava-me respirar um instante. Em seguida repetia a tortura. Com o correr do tempo aprendi natação com os bichos e livrei-me disso.Mais tarde, na escola de mestre Antônio Justino, li a história de um pintor e de um cachorro que morria afogado. Pois para mim era no poço da Pedra que se dava o desastre. Sempre imaginei o pintor com a cara de Camilo Pereira da Silva, e o cachorro parecia-se comigo.
        Se eu pudesse fazer o mesmo com Marina, afogá-la devagar, trazendo-a para a superfície quando ela estivesse perdendo o fôlego, prolongar o suplício um dia inteiro...
       Debaixo da chuva, a mangueira do quintal está toda branca. O papagaio na cozinha bate as asas, sacudindo os salpicos que vêm da biqueira. Afago o pelo macio do meu gato mourisco, que dorme enroscado numa cadeira. As ideias ruins desaparecem. Marina desaparece.
       Ponho-me a vagabundear em pensamento pela vila distante, entro na igreja, escuto os sermões e os desaforos que padre Inácio pregava aos matutos: – “Arreda, povo, raça de cachorro com porco.” Sento-me no paredão do açude, ouço a cantilena dos sapos. Vejo a figura sinistra de seu Evaristo enforcado e os homens que iam para a cadeia amarrados de cordas. Lembro-me de um fato, de outro fato anterior ou posterior ao primeiro, mas os dois vêm juntos. E os tipos que evoco não têm relevo. Tudo empastado, confuso. Em seguida os dois acontecimentos se distanciam e entre eles nascem outros acontecimentos que vão crescendo até me darem sofrível noção de realidade. As feições das pessoas ganham nitidez. De toda aquela vida havia no meu espírito vagos indícios. Saíram do entorpecimento recordações que a imaginação completou.
       A escola era triste. Mas, durante as lições, em pé, de braços cruzados, escutando as emboanças de mestre Antônio Justino, eu via, no outro lado da rua, uma casa que tinha sempre a porta escancarada mostrando a sala, o corredor e o quintal cheio de roseiras. Moravam ali três mulheres velhas que pareciam formigas.
    Relacione os trechos retirados do livro Angústia, de Graciliano Ramos, às afirmações a seguir.

    1. “Era como se a gente houvesse deixado a Terra. De repente surgiam vozes estranhas. Que eram? Ainda hoje não sei. Vozes que iam crescendo, monótonas, e me causavam medo”.
    2. “Ia cheio de satisfação maluca. Não tirava a mão do bolso, apalpava as caixinhas, sentia através do papel de seda a macieza do veludo. Na alvura do braço roliço a fita do relógio faria uma cinta negra; a pedrinha branca faiscaria no dedo miúdo”.
    3. “E Julião Tavares parado. Minutos antes andava na maciota, o cigarro aceso, o pensamento na cama da mocinha sardenta. Agora ali junto da cerca, estirado. Inconveniente ficar ao lado dele. Inconveniente”.
    4. “Não haveria desatino: as duas mulheres eram fatalistas e queixavam-se da sorte. Malucas. Revoltava-me o recurso infantil de se xingarem, arrancarem os cabelos. Era evidente que Julião Tavares devia morrer. Não procurei investigar as razões desta necessidade. Ela se impunha, entravame na cabeça como um prego. Um prego me atravessava os miolos.”
    5. “– D. Aurora, tenha paciência. Veja se me arranja um quarto mais barato. Os tempos andam safados, d. Aurora
    [...]
    Tudo pela hora da morte, seu Luís.
    – É verdade, tudo pela hora da morte, d. Adélia.
    – A senhora já reparou nos preços dos remédios? A farmácia tem uma goela!”

    ( ) O Brasil sentia os reflexos econômicos da queda da bolsa de Nova York, em 1929, e da revolução de 1930.
    ( ) Luís da Silva é um homem atormentado e sua narrativa revela confusão.
    ( ) Após o homicídio, a memória de Luís da Silva é fragmentada, passado e presente se confundem.
    ( ) Empolgado com o noivado, Luís da Silva se vê desejando entregar à Marina o presente que tanto lhe custara.
    ( ) Luís da Silva alimenta ódio por Julião Tavares. A gravidez e o abandono de Marina são a mola propulsora para o assassinato.

    Assinale a alternativa que apresenta a numeração em sequência CORRETA, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão 47a6c885-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a afirmativa que mais acertadamente esclarece sobre a razão do homicídio cometido por Luís.
    Escolha uma alternativa para a questão 47a0c0ff-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre o Modernismo, assinale a alternativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 479402cc-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Ninguém imaginará que, topando os obstáculos mencionados, eu haja procedido invariavelmente com segurança e percorrido, sem me deter, caminhos certos. Não senhor, não procedi nem percorri. Tive abatimentos, desejo de recuar; contornei dificuldades: muitas curvas. Acham que andei mal? A verdade é que nunca soube quais foram os meus atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que deram lucro. E como sempre tive a intenção de possuir as terras de São Bernardo, considerei legítimas as ações que me levaram a obtê-las.
    (RAMOS, G. São Bernardo. 42. ed. Rio de Janeiro: Record, 1984. p. 39.)
    Com base na leitura prévia de São Bernardo e no trecho do romance, considere as afirmativas a seguir sobre as correlações com os elementos da narrativa.



    I. O espaço é essencial no romance, desde o título do livro, até as justificativas, incluídas no trecho, para determinadas ações.

    II. O tempo é linear, sem retrospectivas, pois o narrador não se arrepende de eventuais deslizes cometidos em sua trajetória.

    III. O narrador limita-se a relatar fatos, sem parcialidade, ainda que a presença de circunstâncias desconhecidas lhe cause angústia.

    IV. A condição de protagonista é construída no trecho sem o recurso de dotá-lo de estabilidade moral e do enobrecimento que caracterizam heróis tradicionais.


    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a375c351-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o trecho a seguir, que dá início à quarta parte – “Resgate”, de Senhora, e responda à questão.

    Havia baile em São Clemente. Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu traje era um primor de elegância; suas jóias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor. O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza. Seixas a contemplava de parte. As outras moças, de meia noite em diante, começavam a murchar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto. Aurélia ao contrário, à medida que adiantava-se a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu traje ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques. Quando em torno se revolvia o turbilhão, ela conservava sua inalterável serenidade. O colo arfava-lhe mansamente, ao influxo das brandas emoções; o sorriso coalhava-se em enlevos nos lábios entreabertos, por onde escapava-se a respiração calma. Desprendia-se de seus olhos, de toda sua pessoa, uma efusão celeste que era como a sua irradiação. Quando completou-se esta assunção de sua beleza, o baile estava a terminar.
    (ALENCAR, J. de. Senhora. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1971. p. 225-6.)
    Sobre o trecho, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a365fca8-b1
  • Linguagens

    Literatura

    A respeito do romance A cidade e as serras, de Eça de Queirós, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão f347e739-b0
  • Linguagens

    Literatura

    - Aqui tens tu, Zé Fernandes - começou Jacinto, encostado à janela do mirante -, a teoria que me governa, bem comprovada. Com estes olhos que recebemos da Madre natureza, lestos e sãos, nós podemos apenas distinguir além, através da Avenida, naquela loja, uma vidraça alumiada. Mais nada! Se eu porém aos meus olhos juntar os dois vidros simples dum binóculo de corridas, percebo, por trás da vidraça, presuntos, queijos, boiões de geleia e caixas de ameixa seca. Concluo portanto que é uma mercearia. Obtive uma noção: tenho sobre ti, que com os olhos desarmados vês só o luzir da vidraça, uma vantagem positiva. Se agora, em vez destes vidros simples, eu usasse os do meu telescópio, de composição mais científica, poderia avistar além, no planeta Marte, os mares, as neves, os canais, o recorte dos golfos, toda a geografia dum astro que circula a milhares de léguas dos Campos Elísios. É outra noção, e tremenda! Tens aqui pois o olho primitivo, o da Natureza, elevado pela Civilização à sua máxima potência de visão. E desde já, pelo lado do olho portanto, eu, civilizado, sou mais feliz que o incivilizado, porque descubro realidades do Universo que ele não suspeita e de que está privado. Aplica esta prova a todos os órgãos e compreenderás o meu princípio.

    (Queirós, Eça de. A cidade e as serras. São Paulo: Ateliê, 2007, p. 63-64)


    No fragmento em questão, ao apresentar para o amigo Zé Fernandes sua teoria a respeito da felicidade, Jacinto revela:

    Escolha uma alternativa para a questão f341b311-b0