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Disciplina · Linguagens

Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 1.323 questões
  • 24 assuntos

Resultados: 1.323 questões

Página 47 de 67

  • Linguagens

    Literatura

    Sobre a divisão do foco narrativo em Mayombe, de Pepetela, é correto afirmar que ela
    Escolha uma alternativa para a questão fe8fda50-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão fe774ef3-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a opção que identifica corretamente a narrativa de Contos Novos, de Mario de Andrade, a que se refere o crítico Anatol Rosenfeld na seguinte afirmação: “Este conto magistral lança um clarão sobre as cisões e contradições que se manifestam numa sociedade em transição, ainda presa de padrões paternalistas, mas em vias de democratização, urbanização e industrialização”.
    Escolha uma alternativa para a questão fe45b9c7-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre Contos novos, de Mario de Andrade, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão fe3c456f-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Através da trajetória do narrador-personagem, Castelo, no conto “O homem que sabia javanês”, de Lima Barreto, revela-se uma crítica:
    Escolha uma alternativa para a questão ef28dca1-eb
  • Linguagens

    Literatura

    Para responder à questão considere os textos 1, 2 e 3. 


    Texto 1

    O Último Poema
    Manuel Bandeira


    Assim eu quereria o meu último poema. 
    Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos 
    intencionais 
    Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas 
    Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
     A pureza da chama em que se consomem os diamantes 
    mais límpidos
    A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.


    Disponível em:. <http://www.releituras.com/>Acesso em: 07 nov. 2016. 


    Texto 2

    AMAR E SER AMADO 
    Castro Alves


    Amar e ser amado! Com que anelo 
    Com quanto ardor este adorado sonho 
    Acalentei em meu delírio ardente 
    Por essas doces noites de desvelo! 
    Ser amado por ti, o teu alento 
    A bafejar-me a abrasadora frente!
     Em teus olhos mirar meu pensamento, 
    Sentir em mim tu’alma, ter só vida 
    P’ra tão puro e celeste sentimento 
    Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
     Juntos, juntos perderem-se no oceano, 
    Beijar teus lábios em delírio insano 
    Nossas almas unidas, nosso alento, 
    Confundido também, amante, amado 
    Como um anjo feliz... que pensamento!?


    Disponível em: .<https://www.pensador.com/frases/NTU2MTQw//> Acesso em: 07 nov. 2016.


    Texto 3

    Livre 
     Cruz e Sousa 

    Livre!Ser livre da matéria escrava, 
    arrancar os grilhões que nos flagelam
    e livre penetrar nos Dons que selam a 
    alma e lhe emprestam toda a etérea lava.

    Livre da humana, da terrestre bava 
    dos corações daninhos que regelam, 
    quando os nossos sentidos se rebelam 
    contra a Infâmia bifronte que deprava.

    Livre! bem livre para andar mais puro, 
    mais junto à Natureza e mais seguro 
    do seu Amor, de todas as justiças.

    Livre! para sentir a Natureza, 
    para gozar, na universal Grandeza, 
    Fecundas e arcangélicas preguiças.


    Disponível em:<https://poesiaspoemaseversos.com.br/cruz-e-sousa-poemas>. Acesso em: 07 nov. 2016. 

    Em “O Último Poema”, no texto 1, Manuel Bandeira concretiza, o que é denominado
    Escolha uma alternativa para a questão 4b10c2d7-e3
  • Linguagens

    Literatura

    Irene no céu

    “Irene preta

    Irene boa

    Irene sempre de bom humor.

    Imagino Irene entrando no céu:

    – Licença, meu branco!

    E São Pedro, bonachão:

    – Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”

    “O escritor se apropria de narrativas simples e concede voz a personagens carentes de discurso próprio, que usam frases feitas, chavões, e lhes confere valor artístico. É um conto construído em verso, que busca reproduzir uma carta sentimental, cada verso é um clichê, o que revela a carência de discurso da personagem. As dificuldades discursivas aparecem na completa falta de pontuação, e são assumidas pela própria personagem nos dois últimos versos”. Assinale a alternativa que corresponde ao conto aludido.
    Escolha uma alternativa para a questão 9b14ee24-e0
  • Linguagens

    Literatura

    Irene no céu

    “Irene preta

    Irene boa

    Irene sempre de bom humor.

    Imagino Irene entrando no céu:

    – Licença, meu branco!

    E São Pedro, bonachão:

    – Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”

    Manuel Bandeira, poeta modernista, revela no texto acima uma das suas fortes características, a tendência em:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b1128bd-e0
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, Ensino Einstein 2017, Escolas Literárias


     O trecho acima integra o conto O Burrinho Pedrês, da obra Sagarana, escrita por João Guimarães Rosa. Dele é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 2f92c36a-db
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, Ensino Einstein 2017, Escolas Literárias

    • Do trecho acima que integra o romance Iracema, de José de Alencar, não se pode afirmar que


    Escolha uma alternativa para a questão 2f8993c3-db
  • Linguagens

    Literatura

    • Do romance A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 2f836482-db
  • Linguagens

    Literatura

    A alegria ainda morou na cabana, todo o tempo que as espigas de milho levaram para amarelecer. Uma alvorada, caminhava o cristão pela borda do mar. Sua alma estava cansada. O colibri sacia-se de mel e perfume; depois adormece em seu branco ninho de cotão, até que volta no outro ano a lua das flores. Como o colibri, a alma do guerreiro também satura-se de felicidade, e carece de sono e repouso. A caça e as excursões pelas montanhas em companhia do amigo, as carícias da terna esposa que o esperavam na volta, e o doce carbeto no copiar da cabana, já não acordavam nele as emoções de outrora. Seu coração ressonava.

    Quando Iracema brincava pela praia, os olhos do guerreiro retiravam-se dela para se estenderem pela imensidade dos mares.

    Viram umas asas brancas, que adejavam pelos campos azuis. Conheceu o cristão que era uma grande igara de muitas velas, como construíam seus irmãos; e a saudade da pátria apertou-lhe no seio. 



    O trecho acima integra o romance Iracema, de José de Alencar. Dele não se pode afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 4f078bb3-d8
  • Linguagens

    Literatura

    Analise o poema, transcrito abaixo.


    A água é falsa, a água é boa.
    Nada, nadador!
    A água é mansa, a água é doida,
    aqui é fria, ali é morna,
    a água é fêmea.
    Nada, nadador!
    A água sobe, a água desce,
    a água é mansa, a água é doida.
    Nada, nadador!
    A água te lambe, a água te abraça,
    a água te leva, a água te mata.
    Nada, nadador!
    Senão, o que restará de ti, nadador?
    Nada, nadador!

                                        Jorge de Lima. Poemas escolhidos.


    Veja acima o poema O Nadador, de autoria do poeta alagoano Jorge Lima. Analise os comentários que são feitos acerca de sua obra e, particularmente, acerca desse poema. 

    1) O poema exibe uma grande incidência de recursos reiterativos, sobretudo no âmbito da forma.

    2) O poeta emprestou ao poema uma elaboração dialógica, muito semelhante às práticas sociais da conversação coloquial.

    3) A obra poética de Jorge de Lima se insere na segunda geração dos modernistas brasileiros. Revelou-se um artista multifacetado, em constante mudança, pois recorreu a diferentes estilos e perspectivas estéticas.

    4) Os dois últimos versos são bastante expressivos, pois exploram os efeitos de sentido provocados pelo recurso a uma homonímia.


    Estão corretas as alternativas:  

    Escolha uma alternativa para a questão 985757e0-d5
  • Linguagens

    Literatura

    Os romancistas de 1930, ao contrário dos poetas modernistas, não pretendiam seguir os pressupostos estéticos das correntes de vanguarda, embora considerassem irreversíveis muitas ideias dos primeiros modernistas. Entre essas ideias, merece destaque:
    Escolha uma alternativa para a questão 9854155a-d5
  • Linguagens

    Literatura

    A poesia de Jorge de Lima conheceu várias fases: parnasiana, regionalista, religiosa, social, onírica e hermética. Na sua primeira fase, ele chegou a ser considerado “Príncipe dos Poetas de Alagoas”. É dessa fase o seu livro XIV Alexandrinos (1914) e também um dos seus poemas mais conhecidos. Assinale qual:
    Escolha uma alternativa para a questão 02bb7949-d5
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o trecho do poema ―Navio Negreiro‖, de Castro Alves. 


    TEXTO 06


    Existe um povo que a bandeira empresta

    Pra cobrir tanta infâmia e cobardia!...

    E deixa-a transformar-se nessa festa

    Em manto impuro de bacante fria!...

    Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,

    Que impudente na gávea tripudia?!...

    Silêncio!... Musa! chora, chora tanto

    Que o pavilhão se lave no teu pranto...

    Auriverde pendão de minha terra,

    Que a brisa do Brasil beija e balança,

    Estandarte que a luz do sol encerra,

    E as promessas divinas da esperança...

    Tu, que da liberdade após a guerra,

    Foste hasteado dos heróis na lança,

    Antes te houvessem roto na batalha,



    Que servires a um povo de mortalha!...

    Fatalidade atroz que a mente esmaga!

    Extingue nesta hora o brigue imundo

    O trilho que Colombo abriu na vaga,

    Como um íris no pélago profundo!...

    ...Mas é infâmia de mais... Da etérea plaga

    Levantai-vos, heróis do Novo Mundo...

    Andrada! arranca este pendão dos ares!

    Colombo! fecha a porta de teus mares!



    Fonte: http://enemquiz.com.br/simulado/literatura/3a-geracao-castro-alves-social#.WQeRkNLyvIU. Acesso em: 23 de mar 2017.


    Marque a opção CORRETA: 
    Escolha uma alternativa para a questão dd7829f5-c2
  • Linguagens

    Literatura

    Texto 05



    Mãos dadas 


    Carlos Drummond de Andrade



    Não serei o poeta de um mundo caduco.

    Também não cantarei o mundo futuro.

    Estou preso à vida e olho meus companheiros.

    Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

    Entre eles, considero a enorme realidade.

    O presente é tão grande, não nos afastemos.

    Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.



    Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

    não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,

    não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

    não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

    O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes,

    a vida presente.(in: Sentimento de Mundo)


    Fonte: https://www.letras.mus.br/carlos-drummond-de-andrade/460648/. Acesso em: 17 mar 2017.


    Sobre o poema “Mãos dadas” e sobre a estética de Carlos Drummond de Andrade, TEXTO 05, NÃO É CORRETA a seguinte afirmativa:


    Escolha uma alternativa para a questão dd7567e3-c2
  • Linguagens

    Literatura

    TEXTO:


    Imagem da questão de Literatura, Universidade do Estado da Bahia 2017, Escolas Literárias

    AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. São

    Paulo, Companhia das Letras, 2008. p. 91-92.

    Marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas sobre o autor do texto e sobre a obra de onde foi retirado.

    ( ) Nessa obra, o autor se afasta da abordagem crítica de questões sociais de seus romances anteriores para se concentrar na criação de tipos humanos especiais e na ênfase na cor local e costumes típicos – o que granjeou grande sucesso popular para sua obra.
    ( ) Essa obra integra um momento da produção literária do autor em que o seu foco se desloca da crítica social para crítica de costumes, voltando-se para a criação de personagens que promovem uma ruptura com os valores pequeno-burgueses da classe média.
    ( ) O conjunto das obras do autor se concentra num foco único, que privilegia a denúncia da exploração sofrida pelas classes marginalizadas, com a criação de personagens que são heróis e cujo comportamento revolucionário se volta para a superação das injustiças sociais.
    ( ) Mesmo que o autor seja situado na segunda fase do modernismo – de 1930 a 1945, quando os romances se dedicam a registrar criticamente a realidade brasileira – essa obra foi publicada pela primeira vez na década de 50, quando o autor se volta para um percurso literário diferenciado.
    ( ) Considerado um clássico da literatura brasileira, essa obra se situa num momento literário denominado regionalismo nordestino, do qual fazem parte autores como Rachel de Queiroz, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, que produzem uma literatura engajada na luta contra a miséria social provocada pela seca e pelo coronelismo.

    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão c5ace656-b2
  • Linguagens

    Literatura

    Texto

        Quando eu ainda não sabia nadar, meu pai me levava para ali, segurava-me um braço e atirava-me num lugar fundo. Puxava-me para cima e deixava-me respirar um instante. Em seguida repetia a tortura. Com o correr do tempo aprendi natação com os bichos e livrei-me disso.Mais tarde, na escola de mestre Antônio Justino, li a história de um pintor e de um cachorro que morria afogado. Pois para mim era no poço da Pedra que se dava o desastre. Sempre imaginei o pintor com a cara de Camilo Pereira da Silva, e o cachorro parecia-se comigo.
        Se eu pudesse fazer o mesmo com Marina, afogá-la devagar, trazendo-a para a superfície quando ela estivesse perdendo o fôlego, prolongar o suplício um dia inteiro...
       Debaixo da chuva, a mangueira do quintal está toda branca. O papagaio na cozinha bate as asas, sacudindo os salpicos que vêm da biqueira. Afago o pelo macio do meu gato mourisco, que dorme enroscado numa cadeira. As ideias ruins desaparecem. Marina desaparece.
       Ponho-me a vagabundear em pensamento pela vila distante, entro na igreja, escuto os sermões e os desaforos que padre Inácio pregava aos matutos: – “Arreda, povo, raça de cachorro com porco.” Sento-me no paredão do açude, ouço a cantilena dos sapos. Vejo a figura sinistra de seu Evaristo enforcado e os homens que iam para a cadeia amarrados de cordas. Lembro-me de um fato, de outro fato anterior ou posterior ao primeiro, mas os dois vêm juntos. E os tipos que evoco não têm relevo. Tudo empastado, confuso. Em seguida os dois acontecimentos se distanciam e entre eles nascem outros acontecimentos que vão crescendo até me darem sofrível noção de realidade. As feições das pessoas ganham nitidez. De toda aquela vida havia no meu espírito vagos indícios. Saíram do entorpecimento recordações que a imaginação completou.
       A escola era triste. Mas, durante as lições, em pé, de braços cruzados, escutando as emboanças de mestre Antônio Justino, eu via, no outro lado da rua, uma casa que tinha sempre a porta escancarada mostrando a sala, o corredor e o quintal cheio de roseiras. Moravam ali três mulheres velhas que pareciam formigas.
    A partir da leitura do texto anterior, retirado do livro Angústia, de Graciliano Ramos, pode-se afirmar:

    I. O primeiro parágrafo traz o transtorno emocional do narrador em sua relação com o pai. A brincadeira no poço não o ensinara a nadar, antes, era uma tortura. O narrador explica que aprendeu a nadar com os bichos.
    II. O narrador é um homem atormentado, de ideias agressivas, até mesmo homicidas, como se vê no segundo parágrafo, o que se justifica pelo tratamento recebido na infância.
    III. Ao observar e acarinhar seus bichos de estimação “as ideias ruins desaparecem. Marina desaparece”. Esse trecho comprova que Marina é a causa primeira de tudo o que atormenta Luís da Silva.
    IV. Apesar da relação difícil com o pai, as memórias da infância do narrador são afáveis: a vida farta na fazenda, os belos sermões do padre Inácio e as lições inesquecíveis do mestre Antônio Justino.
    V. A metáfora produzida com animais demonstra a inferioridade com que Luís percebe a si e aos outros. 
    Escolha uma alternativa para a questão 47a3afd0-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a afirmativa INCORRETA sobre o enredo de Angústia:
    Escolha uma alternativa para a questão 479d3e48-b1