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Disciplina · Linguagens

Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 1.323 questões
  • 24 assuntos

Resultados: 1.323 questões

Página 52 de 67

  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho do diário de viagem de Mário de Andrade, retirado de O turista aprendiz.

    “Durante esta viagem pela Amazônia, muito resolvido a... escrever um livro modernista, provavelmente mais resolvido a escrever que a viajar, tomei muitas notas como vai se ver. Notas rápidas, telegráficas muitas vezes. Algumas porém se alongaram mais pacientemente, sugeridas pelos descansos forçados do vaticano de fundo chato, vencendo difícil a torrente do rio. Mas quase tudo anotado sem nenhuma intenção da obra-de-arte, reservada pra elaborações futuras, nem com a menor intenção de dar a conhecer aos outros a terra viajada. E a elaboração definitiva nunca realizei. Fiz algumas tentativas, fiz. Mas parava logo no princípio, nem sabia bem porque, desagradado. Decerto já devia me desgostar naquele tempo o personalismo do que anotava. Se gostei e gozei muito pelo Amazonas, a verdade é que vivi metido comigo por todo esse caminho largo de água.”

    Com base no excerto e em seu contexto, preencha os parênteses com V para verdadeiro ou F para falso.

    ( ) O diário de viagem é uma modalidade de narrativa que relata não só os acontecimentos transcorridos durante o percurso, mas também os sentimentos do sujeito viajante.

    ( ) As anotações do diário acompanhavam a rotina do barco: às vezes eram breves, outras mais longas em função das paradas e do movimento da embarcação nas águas do rio.

    ( ) O narrador se assume como um tipo especial de viajante porque não se integra à paisagem e ao ambiente da Amazônia, uma vez que a viagem que empreende é de ordem subjetiva.

    ( ) Mário de Andrade se identifica como um turista aprendiz porque fez muitas anotações, escreveu um livro sobre a viagem, corrigiu os originais e experimentou um personalismo exacerbado.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

    Escolha uma alternativa para a questão 08416566-1d
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    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho extraído de “Maria-Fumaça”, de autoria de Mario Quintana, e analise as afirmativas que seguem.

    “As lentas, poeirentas, deliciosas viagens nos trens antigos. As famílias (viajavam famílias inteiras) levavam galinhas com farofa em cestas de vime, que ofereciam, pois não, aos viajantes solitários.

    E os viajantes solitários (e os meninos) ainda desciam nas estaçõezinhas pobres... Para os pastéis, os sonhos, as laranjas...

    (...)

    O mal dos aviões é que não se pode descer a toda hora para comprar laranjas.

    Nesses aviões, vamos todos imóveis e empacotados como encomendas. Às vezes encomendas para a Eternidade...

    Cruzes, poeta! Deixa-te de ideias funéreas e pensa nas aeromoças, arejadas e amáveis como anjos.

    E “anjos”, aplicado a elas, não é exagero nenhum.

    (...)

    Entre a monotonia irreparável das nuvens, nada vemos da viagem. Isto é, não viajamos: chegamos.

    Pobres turistas de aeroportos, damos a volta ao mundo sem nada ver do mundo.

    I. Nesse texto, Mario Quintana retira a matéria para sua criação literária do tema da viagem, comparando diferentes modalidades de transporte e hábitos dos viajantes.

    II. Valendo-se de uma linguagem simples, com frases irônicas e com humor, Mario Quintana reflete sobre a função da viagem e o seu significado para o viajante.

    III. Para o poeta, viajar de avião não concretiza o verdadeiro prazer da viagem, que estaria mais no ato de ver, experimentar, conhecer, do que no percurso partida-chegada.

    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:

    Escolha uma alternativa para a questão 08392fed-1d
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    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 32, leia o trecho a seguir, retirado de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

    “Ultimamente, restituído à forma humana, vi chegar um hipopótamo, que me arrebatou. Deixei-me ir, calado, não sei se por medo ou confiança; mas, dentro em pouco, a carreira de tal modo se tornou vertiginosa, que me atrevi a interrogá-lo, e com alguma arte lhe disse que a viagem me parecia sem destino.

    – Engana-se, replicou o animal, nós vamos à origem dos séculos.

    Insinuei que deveria ser muitíssimo longe; mas o hipopótamo não me entendeu ou não me ouviu, se é que não fingiu uma dessas coisas, e, perguntando-lhe, visto que ele falava, se era descendente do cavalo de Aquiles ou da asna de Balaão, retorquiu-me com um gesto peculiar a estes dois quadrúpedes: abanou as orelhas. Pela minha parte fechei os olhos e deixei-me ir à ventura. Já agora não se me dá de confessar que sentia umas tais ou quais cócegas de curiosidade, por saber onde ficava a origem do Nilo, e sobretudo se valia alguma coisa mais ou menos que a consumação dos mesmos séculos: reflexões de cérebro enfermo. Como ia de olhos fechados, não via o caminho; lembra-me só que a sensação de frio aumentava com a jornada, e que chegou uma ocasião em que me pareceu entrar na região dos gelos eternos.”

    Todas as afirmativas estão corretamente associadas ao texto, EXCETO:

    Escolha uma alternativa para a questão 083516a2-1d
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    Literatura

    A palavra “memórias” no título do romance Memórias de um Sargento de Milícias, de Manoel Antônio de Almeida, remete
    Escolha uma alternativa para a questão c08143dc-1c
  • Linguagens

    Literatura

    Na peça teatral O noviço (1987), de Martins Pena, a personagem Carlos busca fugir à obrigação de tornar-se frade. Em sua atuação, Carlos representa um tipo também explorado pelo compositor Chico Buarque. 

    Assinale a alternativa, dentre as composições abaixo, em que o excerto se associa ao tipo representado pela personagem Carlos, na peça O noviço: 


    Escolha uma alternativa para a questão 8e8ceb69-a7
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    Literatura

    Leia o poema de Manuel Bandeira e o excerto da obra Um terno de pássaros ao Sul (2008), de Carpinejar que são apresentados abaixo. 

                                         Poema do beco

                        Que me importa a paisagem, a Glória, a

                                                   [baía, a linha do horizonte?

                        – O que eu vejo é o beco.

                                                                    (BANDEIRA, 1982, p. 67). 

                                      Um terno de pássaros ao Sul

                          O pampa é armadura do mar,

                           só vejo o gatilho da espuma.

                           O pampa é o repuxo do céu,

                            só vejo as naus encalhadas.

                            O pampa é a natureza enervada,

                            só vejo a praia aterrada do Guaíba.

                                                                 (CARPINEJAR, 2008, p. 54). 

    Os versos acima aproximam-se na perspectiva que lançam sobre a paisagem, qual seja: 


    Escolha uma alternativa para a questão 8e874bb1-a7
  • Linguagens

    Literatura

    A peça teatral O noviço (1987), de Martins Pena, foi produzida durante o Romantismo Brasileiro. No entanto, o texto aproxima-se do
    Escolha uma alternativa para a questão 8e776f88-a7
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre a obra Um terno de pássaros ao Sul (2008), de Fabricio Carpinejar, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 8e6c8a34-a7
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    Literatura

    TEXTO 8

    CAPÍTULO IV

          Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. Logo que chegou, enamorou-se de uma viúva, senhora de condição mediana e parcos meios de vida; mas, tão acanhada, que os suspiros no namorado ficavam sem eco. Chamava-se Maria da Piedade. Um irmão dela, que é o presente Rubião, fez todo o possível para casá-los. Piedade resistiu, um pleuris a levou.

         Foi esse trechozinho de romance que ligou os dois homens. Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a algumas empresas, que foram a pique. 

          Durou o cargo de enfermeiro mais de cinco meses, perto de seis. Era real o desvelo de Rubião, paciente, risonho, múltiplo, ouvindo as ordens do médico, dando os remédios às horas marcadas, saindo a passeio com o doente, sem esquecer nada, nem o serviço da casa, nem a leitura dos jornais, logo que chegava a mala da Corte ou a de Ouro Preto.

          — Tu és bom, Rubião, suspirava Quincas Borba.

          — Grande façanha! Como se você fosse mau!

          A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?

          — Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...

          — Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.

                                                       (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 23-24.) 

    Machado de Assis (Texto 8) realiza sua literatura com a artimanha de um ourives, mas não aquele que faz uma simples obra de arte, um simples artesão. É o criador que inventa novidade, cria uma obra para ser contemplada no sentido filosófico. Por isso, seu texto possui certo hermetismo, pois, parece anunciar, tal como a famosa esfinge de Tebas: “Decifra-me ou devoro-te". Dentro dessa perspectiva, sua narrativa é dissimulada, é uma narrativa da obliquidade, do enredamento de ideias e metáforas que seduz o leitor ao jogar com as imagens, as palavras, a ironia, a polissemia e a sequência do enredo, tornando o discurso narrativo plurissignificativo, variado, múltiplo e indefinido (o que é a loucura? o que é a razão?). Considerando o fragmento selecionado e a totalidade do romance Quincas Borba, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão c249bb36-9a
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    Literatura

          Sua história tem pouca coisa de notável. Fora Leonardo algibebe em Lisboa, sua pátria; aborrecera-se porém do negócio, e viera ao Brasil. Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem, alcançou o emprego de que o vemos empossado, e que exercia, como dissemos, desde tempos remotos. Mas viera com ele no mesmo navio, não sei fazer o quê, uma certa Maria da hortaliça, quitandeira das praças de Lisboa, saloia rochonchuda e bonitota. O Leonardo, fazendo-se-lhe justiça, não era nesse tempo de sua mocidade mal-apessoado, e sobretudo era maganão. Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria, como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.

                                          Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias.

    Embora de fato pertençam ao Romantismo, as Memórias de um sargento de milícias não apresentam as características mais típicas e notórias desse movimento. No entanto, analisando-se o trecho aqui reproduzido, verifica-se que nele se apresenta claramente o seguinte traço do Romantismo:
    Escolha uma alternativa para a questão 837b0eea-97
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    Literatura

                                                           Brasil

                                       O Zé Pereira chegou de caravela

                                       E preguntou pro guarani da mata virgem

                                       — Sois cristão?

                                       — Não. Sou bravo, sou forte, sou filho da Morte

                                       Teterê tetê Quizá Quizá Quecê!

                                       Lá longe a onça resmungava Uu! ua! uu!

                                       O negro zonzo saído da fornalha

                                       Tomou a palavra e respondeu

                                       — Sim pela graça de Deus

                                      Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum!

                                      E fizeram o Carnaval

                                                         Oswald de Andrade, Poesias Reunidas.

    Entre as estratégias expressivas de que se vale o poema, só NÃO se encontra a
    Escolha uma alternativa para a questão 836c777c-97
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    Literatura

                                                           Brasil

                                       O Zé Pereira chegou de caravela

                                       E preguntou pro guarani da mata virgem

                                       — Sois cristão?

                                       — Não. Sou bravo, sou forte, sou filho da Morte

                                       Teterê tetê Quizá Quizá Quecê!

                                       Lá longe a onça resmungava Uu! ua! uu!

                                       O negro zonzo saído da fornalha

                                       Tomou a palavra e respondeu

                                       — Sim pela graça de Deus

                                      Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum!

                                      E fizeram o Carnaval

                                                         Oswald de Andrade, Poesias Reunidas.

    Considere as seguintes anotações referentes ao poema de Oswald de Andrade:

    I Mistura de registros linguísticos, níveis de linguagem e pessoas verbais incompatíveis entre si.

    II Paródia das narrativas que pretendem relatar a fundação do Brasil.

    III Glosa humorística do tema habitual das “três raças formadoras" do povo brasileiro.

    Contribui para o caráter carnavalizante do poema o que se encontra em  

    Escolha uma alternativa para a questão 83658f11-97
  • Linguagens

    Literatura

                                                            [4]

                                 Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

                                 que viva de guardar alheio gado,

                                 de tosco trato, de expressões grosseiro,

                                 dos frios gelos e dos sóis queimado.

                                 Tenho próprio casal(1) e nele assisto(2) ;

                                 dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

                                 das brancas ovelhinhas tiro o leite,

                                 e mais as finas lãs, de que me visto.

                                 Graças, Marília bela,

                                 graças à minha estrela!

                                                 (...)

                                                  [5]

                                Tu não verás, Marília, cem cativos

                                 tirarem o cascalho e a rica terra,

                                 ou dos cercos dos rios caudalosos,

                                 ou da minada serra.

                                 Não verás separar ao hábil negro

                                 do pesado esmeril a grossa areia,

                                 e já brilharem os granetes de oiro

                                 no fundo da bateia(3) .

                                                            (...)

                                 Não verás enrolar negros pacotes

                                 das secas folhas do cheiroso fumo;

                                 nem espremer entre as dentadas rodas

                                 da doce cana o sumo.

                                 Verás em cima da espaçosa mesa

                                 altos volumes(4)de enredados feitos;

                                 ver-me-ás folhear os grandes livros,

                                 e decidir os pleitos.

                                 Enquanto revolver os meus consultos,

                                 tu me farás gostosa companhia,

                                 lendo os fastos da sábia, mestra História,

                                 e os cantos da poesia.

                                                    Tomás A. Gonzaga, Marília de Dirceu.

    Glossário:

    (1)casal: pequena propriedade rural.

    (2)assisto: resido, moro.

    (3)bateia: utensílio empregado no garimpo; espécie de gamela.

    (4)altos volumes: referência a processos judiciais, pois o poeta era magistrado.  

    O excerto contém versos que atestam, de modo enfático, que, no Brasil, o Arcadismo, também chamado de Neoclassicismo,
    Escolha uma alternativa para a questão 83581eee-97
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    Literatura

                                                            [4]

                                 Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

                                 que viva de guardar alheio gado,

                                 de tosco trato, de expressões grosseiro,

                                 dos frios gelos e dos sóis queimado.

                                 Tenho próprio casal(1) e nele assisto(2) ;

                                 dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

                                 das brancas ovelhinhas tiro o leite,

                                 e mais as finas lãs, de que me visto.

                                 Graças, Marília bela,

                                 graças à minha estrela!

                                                 (...)

                                                  [5]

                                Tu não verás, Marília, cem cativos

                                 tirarem o cascalho e a rica terra,

                                 ou dos cercos dos rios caudalosos,

                                 ou da minada serra.

                                 Não verás separar ao hábil negro

                                 do pesado esmeril a grossa areia,

                                 e já brilharem os granetes de oiro

                                 no fundo da bateia(3) .

                                                            (...)

                                 Não verás enrolar negros pacotes

                                 das secas folhas do cheiroso fumo;

                                 nem espremer entre as dentadas rodas

                                 da doce cana o sumo.

                                 Verás em cima da espaçosa mesa

                                 altos volumes(4)de enredados feitos;

                                 ver-me-ás folhear os grandes livros,

                                 e decidir os pleitos.

                                 Enquanto revolver os meus consultos,

                                 tu me farás gostosa companhia,

                                 lendo os fastos da sábia, mestra História,

                                 e os cantos da poesia.

                                                    Tomás A. Gonzaga, Marília de Dirceu.

    Glossário:

    (1)casal: pequena propriedade rural.

    (2)assisto: resido, moro.

    (3)bateia: utensílio empregado no garimpo; espécie de gamela.

    (4)altos volumes: referência a processos judiciais, pois o poeta era magistrado.  

    Nesses excertos, Dirceu apresenta a Marília alguns dos argumentos com que pretende convencê-la a desposá- lo, bem como lhe sugere uma imagem de sua vida conjugal futura.

    Considerando-se o teor dos argumentos e das imagens aí presentes, pode-se concluir corretamente que  

    Escolha uma alternativa para a questão 83533eee-97
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia a passagem a seguir, referente a uma marcante personagem da literatura brasileira, e preencha as lacunas do texto relacionado ao excerto.

    Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me.
    Narrada por __________, a obra __________, de__________, traz uma das mais cativantes personagens da literatura brasileira: __________.

    A alternativa correta para o preenchimento das lacunas é:

    Escolha uma alternativa para a questão 2a764488-36
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    Literatura

    Quase dez mil quilômetros de litoral. O Brasil é mundialmente famoso por suas praias, mas o mar também é elemento de grande força simbólica no campo literário, e não apenas em nosso país. Escritores de diferentes tempos relacionam o mar com ações contraditórias: é aquele elemento sereno, que traz a vida, mas também é cenário de turbulência, que provoca mortes e desgraças. Muitas vezes, até mesmo a ausência do mar transforma-se em material poético. Em outras, o mar é personificado, e poetas com ele conversam. Metafórico, calmo, tenebroso, ambivalente: o mar, essa imensa massa de água salgada, é a matéria que unifica a questão de literatura que você irá responder.

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o
    poema “Mar português”.

    Ó mar salgado, quanto do teu sal
    São lágrimas de Portugal!
    Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
    Quantos filhos em vão rezaram!
    Quantas noivas ficaram por casar
    Para que fosses nosso, ó mar!

    Valeu a pena? Tudo vale a pena
    Se a alma não é pequena.
    Quem quer passar além do Bojador
    Tem que passar além da dor.
    Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
    Mas nele é que espelhou o céu.
    Com base no poema, assinale a alternativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a6003d3-36
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a opção que apresenta corretamente um excerto de O alienista, de Machado de Assis, que faz referência a um episódio da Revolução Francesa.
    Escolha uma alternativa para a questão fe4cd3ba-e7
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o seguinte fragmento extraído do romance As parceiras, de Lya Luft.


    Minha avó ficou meio esquecida com as empregadas e uma governanta. Quando o marido irrompia naquela falsa tranquilidade, não deixava de procurar a mulher. Dava um jeito de abrirem o sótão, e entre gritos e escândalo emprenhava Catarina outra vez.

    (LUFT, Lya. As parceiras. 26.ed. Rio de Janeiro: Record, 2013.)


    Considere as seguintes afirmações sobre o romance As parceiras.


    I. Entre abortos – todos de meninas – Catarina teve, a princípio, três filhas: Beatriz, Dora e Norma. Depois viria Sibila, concebida e parida no sótão – uma menina anã e com problemas mentais.

    II. No sótão, Catarina se devolveu à menina interrompida. Mandou forrar o lugar de branco, como um quarto de bonecas, e, como nas brincadeiras infantis, “brincava” inventando vozes.

    III. Quando casou, Catarina Von Sassen já era uma moça experiente e ávida por experiências ousadas.


    Está(ão) correta(s):

    Escolha uma alternativa para a questão 4f4dfe86-e5
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o seguinte fragmento extraído do livro Verdade Tropical, de Caetano Veloso.

    A ideia do canibalismo cultural servia-nos, aos tropicalistas como uma luva. Estávamos “comendo” os Beatles e Jimi Hendrix. Nossas argumentações contra a atitude defensiva dos nacionalistas encontravam aqui uma formulação sucinta e exaustiva. Claro que passamos a aplicá-la com largueza e intensidade, mas não sem cuidado, e eu procurei, a cada passo, repensar os termos em que a adotamos.

    (VELOSO, Caetano. Verdade Tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 247)


    Considere as seguintes afirmações sobre o Tropicalismo.


    I. A metáfora oswaldiana da devoração, que propunha não imitar e sim devorar a informação nova, inspirou Caetano e Gil em suas ações tropicalistas.

    II. Na opção tropicalista, para Caetano Veloso, o foco da preocupação política foi deslocado da área da rebeldia para o eixo da revolução social.

    III. O Tropicalismo apresentou-se com uma proposta que se pretendia artística, mas devido a sua força contestadora levou a discussão para além dos muros da música ou mesmo da arte, tornando-se símbolo não só de uma estética, mas também de uma proposta ideológica.


    Está(ão) correta(s):
    Escolha uma alternativa para a questão 4f498ffa-e5
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o seguinte texto extraído do romance Vidas secas, de Graciliano Ramos.


    - Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta.

    (...) E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra.

    Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:

    - Você é um bicho, Fabiano.

    Isso para ele era motivo de orgulho. Sim, senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.


    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 71. ed. Rio de Janeiro: Record, 1996. p. 18. – fragmento)


    Considere as seguintes afirmações sobre o romance Vidas secas.


    I. O livro apresenta um retrato brutal da dura existência no sertão nordestino, em que bichos e homens são igualados na tentativa de sobreviver às agruras da seca.

    II. Fabiano questiona a própria humanidade para concluir, com a sabedoria de um homem letrado, que é um “bicho”.

    III. A hostilidade da natureza e a opressão do sistema rural arcaico parecem eliminar do vaqueiro e de sua família vários traços de humanidade, impelindo, principalmente, Fabiano a se tornar um facínora.


    Está(ão) correta(s):


    Escolha uma alternativa para a questão 4f45b074-e5