Questões de Literatura do ENEM
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BCF9BC00-04 Considere o excerto de Poemas aos homens do nosso tempo, de Hilda Hilst.[…]IIIHOMENAGEM A NATALIA GORBANIEVSKAYASobre o vosso jazigo- Homem político -Nem compaixão, nem flores.Apenas o escuro gritoDos homens.Sobre os vossos filhos- Homem político -A desventura Do vosso nome.E enquanto estiverdesÀ frente da PátriaSobre nós, a mordaça.E sobre as vossas vidas- Homem político -Inexoravelmente, nossa morte.[…]Júbilo Memória Noviciado da Paixão (1974) - Poemas aos Homens do nosso Tempo. Poesia: 1959 – 1979 - São Paulo: Quíron; [Brasília]: INL, 1980.Sobre o excerto apresentado, assinale a alternativa correta.BCF78399-04 Literatura
Escolas LiteráriasUFGD · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritosSobre Anjo negro (1948), de Nelson Rodrigues, assinale a afirmativa correta.BCDEE98C-04 Literatura
EstilísticaUFGD · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosO FAZEDOR DE AMANHECERManoel de BarrosSou leso em tratagens com máquina.Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis.Em toda a minha vida só engenheiTrês máquinasComo sejam:Uma pequena manivela para pegar no sono.Um fazedor de amanhecer para usamentos de poetasE um platinado de mandioca para o fordeco de meu irmão.Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias automobilísticas pelo Platinado de Mandioca.Fui aclamado de idiota pela maioria das autoridades na entrega do prêmio.Pelo que fiquei um tanto soberbo.E a glória entronizou-se para sempre em minha existência.Disponível em: https://poesiaspreferidas.wordpress.com/2015/04/20/ofazedor-de-amanhecer-manoel-de-barros. Acesso em: 10 ago. 2020.Com base na leitura do poema, é correto afirmar que041FDD3D-B3 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Maranhão · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosO Surrealismo, movimento vanguardista, trazia como princípios a prevalência do automatismo psíquico em estado puro e a expressão do pensamento de maneira automática e espontânea, gerando, na escrita literária, imagens impulsionadas pelo inconsciente.As poesias de Mario Quintana, não muito raro, trazem imagens que dialogam com a proposta surrealista, como se pode observar no seguinte conjunto de versos, extraído do livro de poemas Esconderijos do tempo:
7A5A0FCB-B2 Literatura
Teoria LiteráriaUniversidade Estadual do Maranhão · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o poema para responder à questão.Selva selvaggiaAs palavras espiam como animais:umas, rajadas, sensuais, que nem panteras...outras, escuras, furtivas raposas...mas as mais belas palavras estão pousadas nas frondes mais altas, como pássaros...O poema está parado em meio da clareira.O poemacaiuna armadilha! debate-see ora subdivide-se e entrechoca-se como esferas de vidro coloridoora é uma fórmula algébricaora, como um sexo, palpita... Que importaque importa qual seja enfim o seu verdadeiro universo?Ele em breve será inteiramente devorado pelas palavras!QUINTANA, M. Esconderijos do tempo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.Selva selvaggia exemplifica uma das características da poética de Mário Quintana:
61BA1F6B-7A Literatura
Escolas LiteráriasENEM · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: www.masp.art.br. Acesso em: 13 ago. 2012 (adaptado).
Nessa obra, que retrata uma cena de Caramuru, célebre poema épico brasileiro, a filiação à estética romântica manifesta-se na
AFCD4D4F-0A Literatura
Escolas LiteráriasUECE · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 3
Retrato
Cecília Meireles
Cecília Meireles é um dos maiores nomes da literatura brasileira. Poeta, jornalista, escritora, professora e musicista. Pelas características de sua obra literária e pelo contexto histórico em que se encontra, a escritora pode ser associada ao momento literário denominado de6A9A6AB7-E9 Literatura
Escolas LiteráriasUERJ · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosE, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?(...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.Lima BarretoTriste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.Saiu e andou. Olhou o céu, os ares, as árvores de Santa Teresa, e se lembrou que, por estas terras, já tinham errado tribos selvagens, das quais um dos chefes se orgulhava de ter no sangue o sangue de dez mil inimigos. Fora há quatro séculos. Olhou de novo o céu, os ares, as árvores de Santa Teresa, as casas, as igrejas; viu os bondes passarem; uma locomotiva apitou; um carro, puxado por uma linda parelha, atravessou-lhe na frente, quando já a entrar do campo... Tinha havido grandes e inúmeras modificações. Que fora aquele parque? Talvez um charco. Tinha havido grandes modificações nos aspectos, na fisionomia da terra, talvez no clima... Esperemos mais, pensou ela; e seguiu serenamente ao encontro de Ricardo Coração dos Outros.TERCEIRA PARTEV - A AfilhadaCom base no fragmento, o final do romance, apesar de triste, como anuncia o próprio título, contém uma mensagem de otimismo, expressa nos pensamentos da personagem Olga, afilhada de Policarpo.O otimismo se justifica pela expectativa de:
6A8C42CC-E9 Literatura
Escolas LiteráriasUERJ · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosE, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?(...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.Lima BarretoTriste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro do nosso país, os autores e os escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma — usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais alta manifestação da inteligência de um povo, é a sua criação mais viva e original; e, portanto, a emancipação política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática.PRIMEIRA PARTEIV - Desastrosas Consequências de um RequerimentoO teor da solicitação de Policarpo Quaresma expressa uma ironia ao deixar implícita uma crítica histórica. O alvo dessa crítica é:
6A88E15D-E9 Literatura
Escolas LiteráriasUERJ · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosE, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?(...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.Lima BarretoTriste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.Marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, é também personagem de Triste Fim de Policarpo Quaresma.O conceito que melhor sustenta a construção desse personagem ficcional, baseado numa figura histórica, é o da:6A85EE2C-E9 Literatura
Escolas LiteráriasUERJ · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosE, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?(...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.Lima BarretoTriste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.O romance põe em questão a ideia de patriotismo, apresentando diferentes visões de seus personagens sobre a noção de pátria. Isso se observa no confronto entre a noção idealizada de Policarpo Quaresma e aquela manifestada pelas elites militar e política do país.A apropriação da noção de pátria por essas elites se caracteriza como:D2153370-8C Literatura
Escolas LiteráriasUNICAMP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosTradicionalmente, o palco pode apresentar uma variedade de estilos cênicos, entre os quais se destacam o estilo realista (põe em evidência detalhes ambientais para sugerir sensações e emoções vividas pelas personagens), o estilo expressionista (os objetos são distorcidos ou estilizados, com o fim de sugerir, mais que mostrar, o ambiente de atuação das personagens), o estilo simbolista (os objetos concretos sugerem ideias abstratas, segundo associações sinestéticas tradicionais: o verde, vestido pelos mágicos, indica a esperança; o vermelho, a cor do demônio, sugere uma paixão violenta; a veste branca simboliza a candura, a castidade).(Adaptado de Salvatore D´Onofrio, Teoria do texto 2: Teoria da lírica e do drama. São Paulo: Ática, 1995, p. 138.)Sem identidade, hierarquias no chão, estilos misturados, a pós-modernidade é isto e aquilo, num presente aberto pelo e.(Jair Ferreira dos Santos, O que é o pós-moderno. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 110.)Com base nas indicações cênicas (as didascálias) que abrem e fecham a peça O marinheiro, de Fernando Pessoa, é correto afirmar que o seu estilo é
6785ECE4-7C Literatura
Escolas LiteráriasENEM · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosLeito de folhas verdes
Brilha a lua no céu, brilham estrelas,
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto de amor, melhor que a vida!
A flor que desabrocha ao romper d’alva
Um só giro do sol, não mais, vegeta:
Eu sou aquela flor que espero ainda
Doce raio do sol que me dê vida.
DIAS, G. Antologia poética. Rio de Janeiro: Agir, 1979 (fragmento).
Na perspectiva do Romantismo, a representação feminina espelha concepções expressas no poema pela
D7821F8E-72 Literatura
ArcadismoUNIFESP · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritosEste movimento surge como momento de negação profunda e revolucionária, porque visava a redefinir não só a atitude poética, mas o próprio lugar do homem no mundo e na sociedade. Concebe de maneira nova o papel do artista e o sentido da obra de arte, pretendendo liquidar a convenção universalista dos herdeiros de Grécia e Roma em benefício de um sentimento novo, embebido de inspirações locais, procurando o único em lugar do perene.(Antonio Candido. Formação da literatura brasileira, 2013. Adaptado.)
O texto refere-se ao movimentoA755AF2A-70 Literatura
ArcadismoUniversidade de Pernambuco · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritosOs Textos 13, 14, 15 e 16 servem de base à questão.
Texto 13

Cartaz do filme “Caramuru: a invenção do Brasil” (2001) 1h 28min / Comédia Direção: Guel Arraes Elenco: Selton Mello, Camila Pitanga, Deborah Secco Disponível em: http://www.cinemabrasileiro.net/cartazes/caram uru.jpg Acesso em: 06/09/2020.
Texto 14

ZUCARELLI, Francesco. "Uma cena pastoral" (1750). Disponível em: http://vitrineliteraria01.blogspot.com/2020/03/alguns-textospara-comeco-de-conversa.html Acesso em: 07/09/2020.
Texto 15
LIRA I
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, de expressões grosseiro,
Dos frios gelos e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
[...]
GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: DCL, 2010. Excertos.
Texto 16
CARTA 3ª
Em que se contam as injustiças, e violências, que Fanfarrão executou por causa de uma
Cadeia, a que deu princípio.
[...]
Agora, cuidarás, prezado Amigo,
Que as chaves das cadeias já não abrem,
Comidas da ferrugem? Que as algemas
Como trastes inúteis, se furtaram?
Que o torpe executor das graves penas
Liberdade ganhou? Que já não temos
Descalços guardiães, que à fonte levem,
Metidos nas correntes os forçados?
Assim, prezado Amigo, assim devia
Em Chile acontecer, se o nosso Chefe
Tivesse em governar algum sistema.
Mas, meu bom Doroteu, os homens néscios
Às folhas dos Olmeiros se comparam;
São como o leve fumo, que se move
Para partes diversas, mal os ventos
Começam a apontar, de partes várias.
[...]
GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas Chilenas. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Excertos.
Considerando a leitura dos Textos 13, 14, 15 e 16 e as características do Arcadismo no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
A748B440-70 Literatura
BarrocoUniversidade de Pernambuco · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosO Texto serve de base à questão;TextoNew Barroco: tudo sobre a modaSe nos últimos anos o minimalismo reinou pedindo looks mais cleans, contudo, o inverno de 2020 promete trazer uma trend que sugere exatamente o contrário: looks ricos, exagerados e elaborados farão parte dessa estação.Além disso, o barroco será uma das grandes influências da moda para a estação mais fria do ano. O espírito barroco é carregado de informações, dramaticidade e conflitos, assim como abundância e vitalidade, o que traduz perfeitamente a atmosfera da contemporaneidade em todas as suas contradições.Na moda, toda essa desordem também aparece refletida na sobrecarga de informações, por exemplo: texturas, mix de estampas, hibridismo, exagero nas proporções, sobreposições, peles, pelos, transparência, brilho e tudo mais, de preferência no mesmo look!
Disponível em: https://coracanela.com.br/new-barroco-tudo-sobre-a-moda-barroca-e-como-investir.Acesso em 13/10/20. Adaptado.
De acordo com o Texto, na moda, o "espírito barroco" se reflete
1) na sobriedade das cores.
2) no excesso de detalhes.
3) na mistura de informações.
4) na leveza dos tecidos.
Estão CORRETAS:
A744118C-70 Literatura
BarrocoUniversidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosOs Textos 9, 10 e 11 servem de base à questão.Texto 9
Aleijadinho. "O Salvador Carregando o Madeiro” (1796- 1799). Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra57561/ocarregamento-da-cruz-o-salvador-carregando-o-madeiro Acesso em: 05/09/2020.Texto 10
Caravaggio (1571-1610). “A inspiração de São Mateus” (1602). Disponível em: https://www.ifch.unicamp.br/eha/chaa/Imagens/neville/030.png Acesso em: 05/09/2020.Texto 11Ao braço do Menino Jesus de NossaSenhora das Maravilhas, a quem infiéis despedaçaram.O todo sem a parte não é todo;A parte sem o todo não é parte;Mas se a parte o faz todo, sendo parte,Não se diga que é parte, sendo o todo.Em todo o Sacramento está Deus todo,E todo assiste inteiro em qualquer parte,E feito em partes todo em toda a parte,Em qualquer parte sempre fica todo.O braço de Jesus não seja parte,Pois que feito Jesus em partes todo,Assiste cada parte em sua parte.Não se sabendo parte deste todo,Um braço que lhe acharam, sendo parte,Nos diz as partes todas deste todo.MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, 1997.
O Barroco manifestou-se em várias expressões artísticas (arquitetura, pintura, escultura, música, literatura, teatro), por meio de um estilo próprio, com características estéticas marcantes. Analise os Textos 9, 10 e 11 e, considerando as características do Barroco em diferentes manifestações artísticas (escultura, pintura e literatura), assinale a alternativa CORRETA.
A73F18DB-70 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosOs Textos 5, 6, 7 e 8 servem de base para a questão.
Texto 5"A feição deles é parda, algo avermelhada; de bons rostos e bons narizes. Em geral são bem-feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Não fazem o menor caso de cobrir ou mostrar suas vergonhas, e nisso são tão inocentes como quando mostram o rosto. [...] Os cabelos deles são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta, mais que verdadeiramente de leve, de boa grandeza, e, todavia, raspado por cima das orelhas. [....] E estavam já mais mansos e seguros entre nós do que nós estávamos entre eles. [...] Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. [...] Ora veja, Vossa Alteza, quem em tal inocência vive, se se converterá, ou não, se lhe ensinarem o que pertence à sua salvação".CAMINHA, Pero Vaz de. "A carta". In: CASTRO, Silvio. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre; L&PM, 2015. Excertos.Texto 6DOS TUPINIQUINS"Do seu nome direi que são tupiniquins; da sua cor, que são pardos à maneira dos mouros; de seus braços, que são rijos, de modo que um deles pode carregar com folga três dos nossos; dos seus pelos nada conto porque não os têm, e dos seus cabelos direi que os cortam em forma de meia esfera, sendo muito parecidos com os frades".TORERO, José Roberto. Terra Papagalli. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. Excertos.Texto 7
Disponível em: https://2.bp.blogspot.com/- EUs2MX0aQ7o/WfuocMugdvI/AAAAAAAAFHw/EEeTeFt3eRUA6uFD0ea11 7gYRfyw0440ACLcBGAs/s640/3%2B-%2BDescobrimento%2B- %2BTerras.jpg Acesso em: 06/09/2020
Texto 8
"Índios e soldados da província de Curitiba escoltando prisioneiros nativos", tela de Jean-Baptiste Debret. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/povosindigenas-trabalho-brasil-colonial/ Acesso em: 06/09/2020.
Podemos identificar, nos textos quinhentistas, alguns recursos linguísticos relacionados ao contexto de produção desses textos. A respeito desses recursos, assinale a alternativa CORRETA.
A73964F3-70 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade de Pernambuco · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosOs Textos 5, 6, 7 e 8 servem de base para a questão.
Texto 5"A feição deles é parda, algo avermelhada; de bons rostos e bons narizes. Em geral são bem-feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Não fazem o menor caso de cobrir ou mostrar suas vergonhas, e nisso são tão inocentes como quando mostram o rosto. [...] Os cabelos deles são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta, mais que verdadeiramente de leve, de boa grandeza, e, todavia, raspado por cima das orelhas. [....] E estavam já mais mansos e seguros entre nós do que nós estávamos entre eles. [...] Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. [...] Ora veja, Vossa Alteza, quem em tal inocência vive, se se converterá, ou não, se lhe ensinarem o que pertence à sua salvação".CAMINHA, Pero Vaz de. "A carta". In: CASTRO, Silvio. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre; L&PM, 2015. Excertos.Texto 6DOS TUPINIQUINS"Do seu nome direi que são tupiniquins; da sua cor, que são pardos à maneira dos mouros; de seus braços, que são rijos, de modo que um deles pode carregar com folga três dos nossos; dos seus pelos nada conto porque não os têm, e dos seus cabelos direi que os cortam em forma de meia esfera, sendo muito parecidos com os frades".TORERO, José Roberto. Terra Papagalli. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. Excertos.Texto 7
Disponível em: https://2.bp.blogspot.com/- EUs2MX0aQ7o/WfuocMugdvI/AAAAAAAAFHw/EEeTeFt3eRUA6uFD0ea11 7gYRfyw0440ACLcBGAs/s640/3%2B-%2BDescobrimento%2B- %2BTerras.jpg Acesso em: 06/09/2020
Texto 8
"Índios e soldados da província de Curitiba escoltando prisioneiros nativos", tela de Jean-Baptiste Debret. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/povosindigenas-trabalho-brasil-colonial/ Acesso em: 06/09/2020.
O Quinhentismo marca a introdução da cultura europeia no Brasil. Nesse período, podemos encontrar uma série de textos sobre a visão dos colonizadores a respeito dos índios. Com base na leitura dos Textos 5, 6, 7 e 8, e reconhecendo o contexto histórico-social e as características do Quinhentismo no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
A727439B-70 Literatura
BarrocoUniversidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosOs Textos 1, 2, 3 e 4 servem de base para a questão.
Texto 1Anjo — Esta é; que demandais?Fildalgo — Que me deixeis embarcar;sou fidalgo de solar,é bem que me recolhais.Anjo — Não se embarca tiranianeste batel divinal.Fildalgo — Não sei por que haveis por malque entre a minha senhoria.Anjo — Para vossa fantasiamui pequena é esta barca.Fildalgo — Para senhor de tal marcaNão há aqui mais cortesia?VICENTE, Gil. ―Auto da Barca do Inferno‖. In:______. Autos e farsas de Gil Vicente. São Paulo: Melhoramentos, 2012. Excertos.Texto 2Canto IAs armas e os Barões assinaladosQue, da Ocidental praia Lusitana,Por mares nunca de antes navegados,Passaram ainda além da Taprobana,Em perigos e guerras esforçadosMais do que prometia a força humana,E entre gente remota edificaramNovo Reino, que tanto sublimaram;E também as memórias gloriosasDaqueles Reis que foram dilatandoA Fé, o Império, e as terras viciosasDe África e de Ásia andaram devastando,E aqueles que por obras valerosasSe vão da lei da Morte libertando:Cantando espalharei por toda parte,Se a tanto me ajudar o engenho e arte.CAMÕES, Luís de. Os Lusíadas. São Paulo: Martin Claret, 2001. Excertos.Texto 3Rompe o poeta com a primeira impaciência querendo declarar-se e temendo perder por ousadoAnjo no nome, Angélica na cara!Isso é ser flor, e Anjo juntamente:Ser Angélica flor, e Anjo florente,Em quem, senão em vós, se uniformara:Quem vira uma tal flor, que a não cortara,Do verde pé, da rama fluorescente;E quem um Anjo vira tão luzente,Que por seu Deus o não idolatrara?Se pois como Anjo sois dos meus altares,Fôreis o meu Custódio, e a minha guarda,Livrara eu de diabólicos azares.Mas vejo, que por bela, e por galharda,Posto que os Anjos nunca dão pesares,Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, 1997.Texto 4Lira XIX – 1ª parteEnquanto pasta alegre o manso gado,Minha bela Marília, nos sentemosÀ sombra deste cedro levantado.Um pouco meditemosNa regular beleza,Que em tudo quanto vive, nos descobreA sábia Natureza.GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: DCD, 2010. Excertos.Diversos estudiosos buscam classificar as obras literárias em gêneros. A classificação aristotélica tem sido utilizada para traçar as características dos gêneros literários (épico, lírico, dramático). Conforme essa classificação, os textos literários são organizados em três gêneros: épico, lírico e dramático. Identifique o gênero literário dos Textos 1, 2, 3 e 4, numerando-os de acordo com a seguinte correspondência:(1) gênero épico;(2) gênero lírico;(3) gênero dramático.A sequência que identifica correta e respectivamente o gênero literário dos Textos 1, 2, 3 e 4 é: