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Questões de Filosofia do ENEM

Questões de Filosofia, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.

Resultados

47 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 3.

  • A6430AAA-A2

    Filosofia

    Aspectos da Filosofia Contemporânea
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    “As diferenças biológicas que existem entre os membros de diversos grupos étnicos não afetam de maneira nenhuma a organização política ou social, a vida moral ou as relações sociais. As pesquisas biológicas ancoram a ética da fraternidade universal; elas estão dizendo que o homem é, por tendência inata, levado à cooperação e, se este instinto não encontra em que se satisfazer, indivíduos e nações padecem igualmente por isso. O homem é por natureza um ser social, que só chega ao pleno desenvolvimento de sua personalidade se relacionando com os seus semelhantes”.

     MOURA, Clóvis. O racismo como arma ideológica de dominação. Princípios: Revista Teórica, Política e de Informação, 34, ago/set/out, 1994, p. 28-3.

    Com base no texto anterior, podemos concluir que, para o filósofo brasileiro Clóvis Moura,
    Escolha uma alternativa para a questão a6430aaa-a2
  • A640EA83-A2

    Filosofia

    A Política
    UECE · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    “É estranha a abstração que se faz do papel do Estado na própria criação do mercado. [...] Este ‘mercado livre’, abstrato, em que o Estado não interfere, tomado de empréstimo da ideologia do liberalismo econômico, certamente não é um mercado capitalista, pois precisamente o papel do Estado no capitalismo é ‘institucionalizar’ as regras do jogo”.

    OLIVEIRA, Francisco de. Crítica da razão dualista. São Paulo: Boitempo, 2003, p. 37.

    O pensador brasileiro Francisco de Oliveira, no texto anterior, expressa uma concepção, segundo a qual o Estado
    Escolha uma alternativa para a questão a640ea83-a2
  • A63EAD10-A2

    Filosofia

    A Política
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia com atenção a seguinte passagem da obra de Thomas Hobbes (1588-1679), sobre o estado de natureza.

    “E dado que a condição do homem [...] é uma condição de guerra de todos contra todos, sendo neste caso cada um governado pela sua própria razão, e nada havendo de que possa lançar mão que não lhe ajude na preservação da sua vida contra os seus inimigos, segue-se que numa tal condição todo homem tem direito a todas as coisas, até mesmo aos corpos uns dos outros. Portanto, enquanto durar este direito natural de cada homem a todas as coisas, não poderá haver para nenhum homem (por mais forte e sábio que seja) a segurança de viver todo o tempo que geralmente a natureza permite aos homens viver.”

    HOBBES, Thomas. Leviatã ou matéria, forma e poder de uma república eclesiástica e civil. São Paulo: Martins Fontes, 2014. (Texto adaptado).

    De acordo com o fragmento anterior, é correto afirmar que, para Hobbes,
    Escolha uma alternativa para a questão a63ead10-a2
  • A63C9D72-A2

    Filosofia

    A Política
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia atentamente o seguinte trecho da obra de Maquiavel (1469-1527) acerca da liberdade republicana.

    “Direi que quem condena os conflitos entre os nobres e a plebe [povo] parece criticar as coisas que foram a primeira causa da liberdade de Roma e leva mais em consideração as confusões entre as pessoas e o falatório sobre tais conflitos do que os bons efeitos que eles geravam; e não consideram que em toda república há dois humores (estados de espírito, temperamentos) diferentes, o do povo, e o dos grandes, dos nobres, e que todas as leis que se fazem em favor da liberdade nascem do conflito deles, como facilmente se pode ver que ocorreu em Roma.” 

    MAQUIAVEL, Nicolau. Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio. São Paulo: Martins Fontes, 2007. (Texto adaptado).

    Com base no trecho anterior, é correto afirmar que, para Maquiavel, 
    Escolha uma alternativa para a questão a63c9d72-a2
  • A63A48AA-A2

    Filosofia

    Aspectos da Filosofia Contemporânea
    UECE · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    “Podemos dividir todas as percepções do espírito em duas classes ou espécies, que se distinguem por seus diferentes graus de força e vivacidade. [...] Pelo termo impressão entendo todas as percepções mais vivas, quando ouvimos, vemos, sentimos, amamos, odiamos, desejamos ou queremos. E as impressões diferenciam-se das ideias, que são as percepções menos vivas, das quais temos consciência, quando refletimos sobre quaisquer das sensações ou dos movimentos acima mencionados”.

     HUME, David. Investigação acerca do entendimento humano. Trad. de João Paulo Gomes Monteiro. São Paulo: Nova Cultural, 1996, p. 69-70. Coleção Os Pensadores.

    Com base na passagem anterior, é correto afirmar que, para Hume,
    Escolha uma alternativa para a questão a63a48aa-a2
  • A6372173-A2

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Da mesma forma que a Filosofia, a História surgiu na época clássica da Grécia. Seu mais antigo escrito que chegou aos nossos dias é a História, de Heródoto. No começo de sua narrativa, esse autor diz:

    “São apresentados aqui os resultados das investigações de Heródoto de Halicarnassos, para que a memória dos acontecimentos não se apague entre os homens com o passar do tempo; e para que os feitos maravilhosos e admiráveis dos gregos e dos bárbaros não deixem de ser lembrados, inclusive as razões pelas quais eles guerrearam uns contra os outros”.

    HERÓDOTO. História, I, 1. – 3ª ed. Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, 1988, p. 20 (Texto adaptado).

    Assim como a Filosofia, a narrativa de Heródoto testemunha a transição do mito ao logos porque
    Escolha uma alternativa para a questão a6372173-a2
  • A634F505-A2

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    UECE · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O legislador, estratego e poeta Sólon (século VI a.C.) foi o primeiro grande reformador democrático de Atenas. No fragmento a seguir, pode-se observar a cisão que Sólon estabelece entre a pólis e a monarquia. Leia-o com atenção.
    [...]
    por homens potentes a cidade perece, e do monarca
     o povo, por ignorância, na escravidão cai.
    Mui alçado, não é fácil depois trazê-lo
     ao chão [...]

    (SÓLON, fr. 9, in: RAGUSA, Giuliana; BRUNHARA, Rafael. Elegia grega
    arcaica. Araçoiaba da Serra: Editora Mnema, 2021).

    Com base no texto, analise as assertivas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas. 

    ( ) A pólis se sustenta na ignorância do povo.
    ( ) O poder de um só produz a ignorância.
    ( ) A ignorância causa a escravidão do povo.
    ( ) A pólis não pode apoiar-se na ignorância.

    A sequência correta, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão a634f505-a2
  • A632CB86-A2

    Filosofia

    Aspectos da Filosofia Contemporânea
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    “A lógica bélica da ‘guerra às drogas’ se impôs globalmente às sociedades. Se os sistemas políticos dos Estados nacionais fizeram um grande esforço, na segunda metade do século XX, para controlar suas Forças Armadas, para pô-las sob o domínio da política civil (e democrática), o aumento exponencial das forças policiais tornou-se hoje talvez a grande fonte de instabilidade e de risco para a ordem democrática.”

     NOBRE, Marcos. Limites da democracia: de junho de 2013 ao governo Bolsonaro. São Paulo: Todavia, 2022., p. 226-227 (Texto adaptado).

    Com base no texto anterior, do filósofo Marcos Nobre, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão a632cb86-a2
  • A63081CE-A2

    Filosofia

    A Política
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    “As ideias da classe dominante são, em cada época, as ideias dominantes; isto é, a classe que é a força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, sua força espiritual dominante. A classe que tem à sua disposição os meios de produção material dispõe, ao mesmo tempo, dos meios de produção espiritual; por isso, são submetidas à classe dominante as ideias daqueles que não possuem os meios de produção espiritual.”

    MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. – 4ª ed. São Paulo:
    Hucitec, 1984, p. 73 (Texto Adaptado).

    Segundo essa passagem, na qual Marx e Engels apresentam uma tese da concepção materialista da história, as ideias de uma dada sociedade são
    Escolha uma alternativa para a questão a63081ce-a2
  • A62DB5DB-A2

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    UECE · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    No diálogo platônico Sofista, os personagens Teeteto e Estrangeiro conversam sobre o que é o sofista, chegando à tese de que seu discurso é um simulacro, uma cópia falsa do real. No entanto, essa tese conduziria os interlocutores a uma dificuldade, segundo o Estrangeiro, que a explica nos seguintes termos.

    “É que, realmente, jovem feliz, nos vemos frente a uma questão extremamente difícil. Afinal, mostrar e parecer sem ser, dizer algo, entretanto, sem dizer com verdade, são maneiras que trazem grande dificuldades... Que modo encontrar, na realidade, para dizer ou pensar que o falso é real sem que, já ao dizer isso, nos encontramos enredados numa contradição? [...] A audácia dessa afirmação é supor o não ser como ser; e, na realidade, nada pode ser dito falso sem esta condição”.

    PLATÃO. Sofista, 236e-237-a. São Paulo: Abril Cultural, 1972. Coleção Os Pensadores (Texto adaptado).

    Segundo o Estrangeiro, a dificuldade dessa afirmação, sua contradição inicial, a ser elucidada na continuidade do diálogo, estaria em que
    Escolha uma alternativa para a questão a62db5db-a2
  • A62B7BE6-A2

    Filosofia

    Aspectos da Filosofia Contemporânea
    UECE · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Durante os séculos XVII e XVIII, na Europa, se constituiu um tipo de poder e controle social que o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) chama de “poder disciplinar”. Ele assim o descreve.

    “Esses métodos que permitem o controle minucioso das operações do corpo, que realizam a sujeição constante de suas forças e lhes impõem uma relação de docilidade-utilidade, são o que podemos chamar as ‘disciplinas’. Muitos processos disciplinares existiam há muito tempo [...]. Mas as disciplinas se tornaram no decorrer dos séculos XVII e XVIII fórmulas gerais de dominação. [...] A disciplina fabrica assim corpos submissos e exercitados, corpos ‘dóceis’. A disciplina aumenta as forças do corpo (em termos econômicos de utilidade) e diminui essas mesmas forças (em termos políticos de obediência).”

    FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: história da violência nas prisões.
    Petrópolis: Vozes, 1987, p. 126-127.

    Segundo essa passagem, é correto afirmar que as disciplinas
    Escolha uma alternativa para a questão a62b7be6-a2
  • A6295076-A2

    Filosofia

    A Metafísica de Aristóteles
    UECE · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    “[...] desde Aristóteles, o ideal da lógica tem sido encontrar as condições necessárias para que, de proposições verdadeiras, se obtenham conclusões verdadeiras. E é apenas o método dedutivo que oferece essa possibilidade e garantia. [...] a dedução é um modo de raciocinar, argumentar e demonstrar em que a conclusão é uma consequência lógica das premissas [...]”.

    COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos de filosofia. – 4ª ed.
    São Paulo: Saraiva, 2016, p. 109.

    Sobre a dedução, é correto afirmar que parte de 
    Escolha uma alternativa para a questão a6295076-a2
  • A6271E05-A2

    Filosofia

    A Experiência do Sagrado
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    O filósofo, teólogo e padre cearense Manfredo Ramos, um grande estudioso do pensamento de Agostinho de Hipona (354-450), afirma o seguinte sobre a relação entre liberdade humana e graça divina.

    “Deus não salva ninguém obrigado. Ele nos criou sem pedir licença, mas não nos salva sem a nossa vontade. [...] Ele nos fez à sua imagem e semelhança, dotados de inteligência, por isso nos dá a liberdade. Toda a natureza criada é determinada para Deus. [...] Deus criador põe, em tudo o que faz, a sua marca, que é uma marca de bondade. Tudo é dirigido para o bem, porque Deus é bom. Mas o homem é chamado por Deus de uma maneira diferente, com liberdade. [...] o pobre do homem, ferido pelo pecado, ele quer o bem, quer fazer aquilo que está na marca dele, e não consegue. Por isso que essa perspectiva de salvação deve ser abraçada, deve ser querida, mas não sem a graça de Deus. Aqui é que está o mistério.”

    RAMOS, Manfredo. A ressurreição de Cristo e a perspectiva da Salvação.
    Entrevista ao site da Paróquia Nossa Senhora da Glória em 04-04-2018.
    Disponível em https://www.paroquiagloria.org.br/confira-entrevista-com-monsenhor-manfredo-ramos-a-ressurreicao-de-cristo-e-a-perspectiva-da-salvacao/. Acessado em 05-11-2022.

    Com base na passagem anterior, é correto afirmar, sobre a teoria agostiniana da liberdade e da graça, que
    Escolha uma alternativa para a questão a6271e05-a2
  • A624D5FA-A2

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    No diálogo Eutífron, Platão apresenta uma conversa entre Sócrates e o jovem Eutífron acerca da piedade. Sócrates pergunta-lhe sobre o que é a piedade, e Eutífron que é piedoso denunciar e procurar castigo para quem comete homicídios. Sócrates, então, argumenta:

    “[...] não te pedi para demonstrar-me uma ou duas dessas coisas que são piedosas, mas que me explicasses a natureza de todas as coisas piedosas. Porque disseste que existe algo característico que faz com que todas as coisas ímpias sejam ímpias, e todas as coisas piedosas, piedosas. Pois bem, esse caráter distintivo é o que desejo que me esclareças, a fim de que, analisando-o com atenção e servindo-me dele como parâmetro, possa afirmar que tudo o que fazes, ou um outro, de igual maneira é piedoso, enquanto aquilo que se distingue disso não o é”.

    (PLATÃO. Eutífron, 6 d-e. Lisboa: Casa da Moeda, 2007 (Texto adaptado).

    O que Sócrates solicita a Eutífron é que este 
    Escolha uma alternativa para a questão a624d5fa-a2
  • A61EA420-A2

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
    UECE · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    No Discurso do método (1637), o filósofo racionalista René Descartes (1596-1650) estabelece para si o seguinte critério.

    “[...] jamais acolher alguma coisa como verdadeira que eu não conhecesse evidentemente como tal; isto é, de evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção, e de nada incluir em meus juízos que não se apresentasse tão clara e tão distintamente a meu espírito, que eu não tivesse nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida”.

    DESCARTES, René. Discurso do método, II, 7. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

    Em se tratando de um filósofo racionalista, podemos entender que os critérios de evidência, clareza e distinção
    Escolha uma alternativa para a questão a61ea420-a2
  • 9A156C1B-7A

    Filosofia

    A Metafísica de Aristóteles
    USP · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    “Todos os homens, por natureza, tendem ao saber. Sinal disso é o amor pelas sensações. De fato, eles amam as sensações por si mesmas, independentemente de sua utilidade e amam, acima de todas, a sensação da visão. Com efeito, não só em vista da ação, mas mesmo sem nenhuma intenção de agir, nós preferimos o ver, em certo sentido, a todas as outras sensações. E o motivo está no fato de que a visão nos proporciona mais conhecimento do que todas as outras sensações e nos torna manifestas numerosas diferenças entre as coisas”.

    Aristóteles. Metafísica, São Paulo: Loyola, 2002. 

    Nessa passagem, a tese principal apresentada por Aristóteles é a de que “todos os homens, por natureza, tendem ao saber”. Com base na construção do argumento, descrever a sensação da visão tem, como função principal, a seguinte tarefa:
    Escolha uma alternativa para a questão 9a156c1b-7a
  • 99C2B65F-7A

    Filosofia

    A Razão e seus Sentidos
    USP · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    O filósofo David Hume apresenta a seguinte relação entre sensações (ou, em suas palavras, sentimentos) e ideias:

    “Em suma, todos os materiais do pensamento são derivados do nosso sentimento externo e interno. Apenas a mistura e composição destes materiais compete à mente e à vontade. Ou, para me expressar em linguagem filosófica, todas as nossas ideias ou percepções mais fracas são cópias das nossas impressões, ou percepções mais vívidas”. 

    HUME, David. Investigação sobre o entendimento humano. Lisboa: Imprensa
    Nacional / Casa da Moeda, 2002. 

    É possível tornar mais clara a concepção de Hume vinculando-a a fatos cotidianos. Qual situação confirma a relação proposta no excerto? 
    Escolha uma alternativa para a questão 99c2b65f-7a
  • 37BE3877-63

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
    ENEM · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

      Entretanto, nosso amigo Basso tem o ânimo alegre. Isso resulta da filosofia: estar alegre diante da morte, forte e contente qualquer que seja o estado do corpo, sem desfalecer, ainda que desfaleça.


    SÊNICA, L. Cartas morais. Lisboa: Calouste Gulbenkia, 1990.


    O excerto refere-se a uma carta de Sêneca na qual se apresenta como um bem fundamental da filosofia promover a 

    Escolha uma alternativa para a questão 37be3877-63
  • 37B5F905-63

    Filosofia

    A Política
    ENEM · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

          Manda o Santo Ofício da Inquisição que ninguém, seja qual for seu estado, idade ou condição, pare com carroça, caleça ou montaria nem atrapalhe com mesas ou cadeiras o centro das ruas, que vão da Inquisição a São Domingos, nem atravesse a procissão em pinto algum da ida ou da volta, amanhã, 19 do corrente, em que se celebrará auto fè. E também que nem nesse dia nem nos açoites ouse alguém atirar nos réus maçãs, pedras, laranjas nem outra coisa qualquer.

    PALMA, R. Anais da Inquisição de Lima. São Paulo: Edusp: Giordario, 1992 (adaptado).


    TEXTO II

           Como acontece em todos os ritos, o sentido do auto da fé é conferido pela sequência dos atos que o compõem. Os lugares, as posturas, os gestos, as palavras são fixados previamente em toda a sua complexidade. Por isso, o auto da fé apresenta momentos fortes — durantes a preparação, a encenação, o ato e a recepção — que convém seguir em seus pormenores.

     BETHENCOURT, F, História das Inquisições: Portugal, Espanha e Itália - séculos XV-XIX.

    São Paulo: Cia das Letras, 2000.


    O rito mencionado nos textos demonstra a capacidade da Igreja em

    Escolha uma alternativa para a questão 37b5f905-63
  • 37A671E8-63

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    ENEM · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
      Advento de Polis, nascimento da filosofia: entre as duas ordens de fenômeno, os vínculos são demasiado estreitos para que o pensamento racional não apareça, em sua origens, solidário das estruturas sociais e na mentais próprias da cidade grega. Assim recolocada na história, a filosofia despoja-se desse caráter de revelação jovem, ciência dos jônios, a razão intemporal que veio encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto não viu nascer a Razão; ela construiu uma Razão, uma primeira forma de racionalidade. Essa razão grega não é a razão experimental da ciência contemporânea. 
    VERNANT, J,P. Origens do pensamento grego, Rio de Janeiro: Difel, 2002.

    Os vínculos entre os fenômenos indicados no trecho foram fortalecidos pelo surgimento de uma categoria de pensadores, a saber:
    Escolha uma alternativa para a questão 37a671e8-63