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Disciplina · Ciências Humanas

Questões de História do ENEM

Questões de História, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.

  • 5.222 questões
  • 65 assuntos

Resultados: 5.222 questões

Página 107 de 262

  • Ciências Humanas

    História

    No Brasil, as atividades econômicas iniciaram-se sob o signo da grande propriedade e da grande lavoura. A primeira forma de divisão das terras além-mar deu-se em forma de capitanias, que se constituíram em grandes extensões de terras entregues a senhores, dotados de poderes absolutos sobre as pessoas e as coisas ali encontradas. As unidades de produção foram organizadas em latifúndios para a produção regular e em grande escala do mais lucrativo produto que era a cana-de-açúcar. Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, considere as afirmativas a seguir.


    I. A passagem da produção de cana-de-açúcar para a de café favoreceu os donos de pequenas propriedades e também os escravos libertos, pois, com o aumento da demanda deste novo produto, o governo brasileiro intensificou a contratação de imigrantes europeus.


    II. Para a organização do processo de produção no Brasil colonial, deu-se preferência à mão de obra escrava e não à livre, porque esta última, com a abundância de terra, poderia encontrar um meio para a sua sobrevivência.


    III. Com a emancipação dos escravos, os latifundiários brasileiros ficaram em situação bastante complicada, uma vez que os libertos conquistaram seu próprio espaço para sustentar-se, diminuindo a oferta de mão de obra para trabalhar nas fazendas de cana-de-açúcar.


    IV. Como mão de obra, necessária em grande quantidade para trabalhar nas propriedades, os latifundiários utilizaram o trabalho compulsório africano. Esses trabalhadores, trazidos para o Brasil nos denominados “navios negreiros”, eram aqui comercializados como mercadorias.


    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 6b23c363-b0
  • Ciências Humanas

    História

    Leia o texto a seguir.


    A Revolução Cubana foi um dos processos históricos decisivos para o destino das nações latino-americanas na década de 60 e nas seguintes, bem como para a condução adotada pelo imperialismo no tratamento das questões envolvendo o subcontinente. Tendo sido conduzida por um grupo que não tinha, em princípio, o objetivo de uma transformação rumo ao socialismo, o processo revolucionário, na medida em que desencadeou uma série de reformas muito profundas, paulatinamente afastou-se dos grupos dominantes locais e dos interesses norte-americanos presentes na Ilha.

    (GUAZZELLI, C. B. História Contemporânea da América Latina: 1960-1990. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1993. p. 14.)


    Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema “impasses sociais do século XX: guerras e revoluções”, considere as afirmativas a seguir.


    I. Após a instauração do socialismo em Cuba, suas relações com os Estados Unidos deterioraram-se, culminando com o embargo norte-americano ao comércio com esse país e com a malograda tentativa de invasão da ilha.

    II. A Revolução Cubana significou um novo alento para os movimentos sociais latino-americanos, e, nas práticas e ações, a década de 60 ficou marcada pelo sentimento de possibilidades que este movimento causou na América Latina.

    III. Fidel Castro, ao assumir o poder em Cuba, tomou como princípio e prática política o programa elaborado pelo grupo que o apoiou no período revolucionário, denominado “Aliança para o Progresso”, e as ideias ali contidas foram cruciais para o desenvolvimento cubano.

    IV. O rompimento de Cuba com o imperialismo norte-americano teve como consequência, nas décadas de 60 e 70, o apoio dos EUA à garantia da autonomia e consolidação da democracia plena nas diversas nações hispano e luso-americanas.



    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 6b2e2a65-b0
  • Ciências Humanas

    História

    Leia o texto a seguir.


    Desde os primórdios da colonização portuguesa, o desenvolvimento da escravidão indígena enquanto instituição minimamente estável foi limitado por diversos obstáculos.
    (Adaptado de: MONTEIRO, J. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 130.)


    Assinale a alternativa que apresenta corretamente um desses obstáculos enfrentados pelos portugueses para implantar a escravidão indígena na colônia.
    Escolha uma alternativa para a questão 6b386b69-b0
  • Ciências Humanas

    História

    A primeira Revolução Industrial caracterizou-se por realizar profundas mudanças socioeconômicas, entre as quais se destacam:


    I. A expulsão do homem do campo e de sua vida comunitária, lançando-o no anonimato das cidades industriais.

    II. O fomento da educação escolar dos trabalhadores, pois a tecnologia requeria conhecimento para lidar com as máquinas.

    III. O estabelecimento de jornadas de trabalho de até 16 horas e do trabalho infantil, desencadeando desemprego entre os homens.

    IV. A diminuição ao mínimo do uso da mão de obra devido à produção eletrônica, que permitiu ao trabalhador mais tempo de lazer.



    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 6b3cb123-b0
  • Ciências Humanas

    História

    Sobre os movimentos sociais e políticos na América Latina, no século XX, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 6b40348c-b0
  • Ciências Humanas

    História

    Assinale a alternativa que apresenta corretamente a ideologia e o sistema econômico alternativos ao capitalismo que, no século passado, configuraram o mundo bipolar:
    Escolha uma alternativa para a questão 6b458e4f-b0
  • Ciências Humanas

    História

    Figura 1 de 2 da questão de História, UERJ 2021, Descolonização Afro-asiática : novos Estados, nova arena internacional
    A África do Sul comemora, em 11 de fevereiro de 2020, o 30º aniversário da saída de Nelson Mandela da prisão. “O dia 11 de fevereiro de 1990 sempre será lembrado como um dos dias mais memoráveis da história do mundo, não apenas da história da África do Sul. O dia em que Madiba foi libertado foi o dia em que todos sabíamos que o apartheid estava morto”, disse o atual presidente Ramaphosa à multidão que se reuniu para ouvi-lo.
    Adaptado de noticias.r7.com, 11/02/2020.

    Perto de Joanesburgo, uma autoestrada separa duas comunidades contrastantes: o bairro burguês majoritariamente branco de Primrose e a povoação de Makause, onde os mineiros desempregados se apropriaram de terras na década de 1990. Quase todos os seus moradores são negros.
    Figura 2 de 2 da questão de História, UERJ 2021, Descolonização Afro-asiática : novos Estados, nova arena internacional
     Adaptado de nationalgeographic.sapo.pt.
    Há 30 anos, a libertação de Nelson Mandela, na África do Sul, significou que o regime de apartheid “estava morto”, conforme a reportagem.
    Na atualidade, a fotografia aérea de logradouros da cidade de Joanesburgo representa a seguinte herança desse regime:
    Escolha uma alternativa para a questão 6b4bac64-e9
  • Ciências Humanas

    História

    Cidade relembra cerco que a fez queimar livros de Paulo Freire
    Maria Eneide Araújo, de 63 anos, escondeu seus cadernos embaixo do colchão. Não queria perder a recordação da alfabetização, mas não teve jeito. Os boatos de que aquelas anotações poderiam levar seu pai e sua mãe presos, após o golpe militar de 1964, fizeram com que Eneide as entregasse, e todas foram queimadas. Em Angicos, no sertão do Rio Grande do Norte, outras pessoas fizeram o mesmo naqueles meados dos anos 1960: quem não queimou enterrou cadernos e livros que os ligassem às aulas dos monitores orientados por Paulo Freire.
    A cidade potiguar recebeu em 1963 o primeiro experimento do método criado pelo educador para alfabetização de adultos, e o objetivo era ambicioso: ensinar 300 pessoas a ler em 40 horas de aulas, em projeto que ficou conhecido como as 40 horas de Angicos. Passados 57 anos, Freire e seu método baseado no uso de palavras e vivências do cotidiano dos alunos são hoje o principal alvo da política educacional do governo federal.
    Marcel Rizzo
    Adaptado de Folha de São Paulo, 04/02/2020.
    O episódio relatado na reportagem, assim como a prisão e o exílio do pesquisador Paulo Freire, estiveram associados às ações repressoras instituídas logo após a deposição do presidente João Goulart, em 1964.
    Naquela conjuntura política, os novos governantes justificaram ações dessa natureza alegando a necessidade de evitar um contexto de:
    Escolha uma alternativa para a questão 6b50954b-e9
  • Ciências Humanas

    História

    TEXTO 1

                                  Queimada

    À fúria da rubra língua

    do fogo

    na queimada

    envolve e lambe

    o campinzal

    estiolado em focos

    enos

    sinal.

    É um correr desesperado

    de animais silvestres

    o que vai, ali, pelo mundo

    incendiado e fundo,

    talvez,


    como o canto da araponga

    nos vãos da brisa!


    Tambores na tempestade


    [...]

    E os tambores

      e os tambores

        e os tambores

    soando na tempestade,

    ao efêmero de sua eterna idade.


    [...]

              Onde?

    Eu vos contemplo

         à inércia do que me leva

         ao movimento


    de naufragar-me

         eternamente

    na secura de suas águas

       mais à frente!


    Ó tambores

       ruflai

    sacudi suas dores!


    Eu

    que não me sei

    não me venho

       por ser

    busco apenas ser somenos

    no viver,

    nada mais que isso!

    (VIEIRA, Delermando. Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 164, 544, 552.)

    Os versos do Texto 1 tratam da destruição da fauna e da flora em uma queimada e de tambores. Esse cenário nos lembra a situação da América antes da conquista dos europeus. O continente era habitado por cerca de 50 milhões de pessoas, que possuíam diversos níveis culturais. Assinale a alternativa que indica corretamente tal diversidade entre os povos ameríndios e suas respectivas regiões:
    Escolha uma alternativa para a questão 6b71b718-24
  • Ciências Humanas

    História

    Uma das mais importantes instituições do mundo ocidental é a democracia, forma de governo baseada no exercício do poder pelo povo. Atenas, cidade­estado da Grécia Antiga foi seu berço. Essa forma de governo atingiu sua plenitude no Governo de Péricles (461 a 429 a.C), quando foram instituídos importantes princípios da democracia. Assinale a alternativa que contempla esses princípios:

    Escolha uma alternativa para a questão 6b7eeba5-0e
  • Ciências Humanas

    História

    TEXTO 2

                                              VI

          Para entenderes bem o que é a morte e a vida, basta contar-te como morreu minha avó.

          — Como foi?

          — Senta-te.

          Rubião obedeceu, dando ao rosto o maior interesse possível, enquanto Quincas Borba continuava a andar.

          — Foi no Rio de Janeiro, começou ele, defronte da Capela Imperial, que era então Real, em dia de grande festa; minha avó saiu, atravessou o adro, para ir ter à cadeirinha, que a esperava no Largo do Paço. Gente como formiga. O povo queria ver entrar as grandes senhoras nas suas ricas traquitanas. No momento em que minha avó saía do adro para ir à cadeirinha, um pouco distante, aconteceu espantar-se uma das bestas de uma sege; a besta disparou, a outra imitou-a, confusão, tumulto, minha avó caiu, e tanto as mulas como a sege passaram-lhe por cima. Foi levada em braços para uma botica da Rua Direita, veio um sangrador, mas era tarde; tinha a cabeça rachada, uma perna e o ombro partidos, era toda sangue; expirou minutos depois.

          — Foi realmente uma desgraça, disse Rubião.

          — Não.

          — Não?

          — Ouve o resto. Aqui está como se tinha passado o caso. O dono da sege estava no adro, e tinha fome, muita fome, porque era tarde, e almoçara cedo e pouco. Dali pôde fazer sinal ao cocheiro; este fustigou as mulas para ir buscar o patrão. A sege no meio do caminho achou um obstáculo e derribou-o; esse obstáculo era minha avó. O primeiro ato dessa série de atos foi um movimento de conservação: Humanitas tinha fome. Se em vez de minha avó, fosse um rato ou um cão, é certo que minha avó não morreria, mas o fato era o mesmo; Humanitas precisa comer. Se em vez de um rato ou de um cão, fosse um poeta, Byron ou Gonçalves Dias diferia o caso no sentido de dar matéria a muitos necrológios; mas o fundo subsistia. O universo ainda não parou por lhe faltarem alguns poemas mortos em flor na cabeça de um varão ilustre ou obscuro; mas Humanitas (e isto importa, antes de tudo) Humanitas precisa comer.

          Rubião escutava, com a alma nos olhos, sinceramente desejoso de entender; mas não dava pela necessidade a que o amigo atribuía a morte da avó. Seguramente o dono da sege, por muito tarde que chegasse à casa, não morria de fome, ao passo que a boa senhora morreu de verdade, e para sempre. Explicou-lhe, como pôde, essas dúvidas, e acabou perguntando-lhe:

          — E que Humanitas é esse?

          — Humanitas é o princípio. Mas não, não digo nada, tu não és capaz de entender isto, meu caro Rubião; falemos de outra coisa.

          — Diga sempre.

          Quincas Borba, que não deixara de andar, parou alguns instantes.

          — Queres ser meu discípulo?

          — Quero.

          — Bem, irás entendendo aos poucos a minha filosofia; no dia em que a houveres penetrado inteiramente, ah! nesse dia terás o maior prazer da vida, porque não há vinho que embriague como a verdade. Crê-me, o Humanitismo é o remate das coisas; e eu, que o formulei, sou o maior homem do mundo. Olha, vês como o meu bom Quincas Borba está olhando para mim? Não é ele, é Humanitas...

          — Mas que Humanitas é esse?

          — Humanitas é o principio. Há nas coisas todas certa substância recôndita e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível, — ou, para usar a linguagem do grande Camões:

          Uma verdade que nas coisas anda,

          Que mora no visíbil e invisíbil. 

          Pois essa sustância ou verdade, esse princípio indestrutível é que é Humanitas. Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo é o homem. Vais entendendo?

          — Pouco; mas, ainda assim, como é que a morte de sua avó...

          — Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o carácter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.

          — Mas a opinião do exterminado?

          — Não há exterminado. Desaparece o fenômeno; a substância é a mesma. Nunca viste ferver água? Hás de lembrar-te que as bolhas fazem-se e desfazem-se de contínuo, e tudo fica na mesma água. Os indivíduos são essas bolhas transitórias.

          — Bem; a opinião da bolha...

          — Bolha não tem opinião. Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho. Repito, as bolhas ficam na água. Vês este livro? É Dom Quixote. Se eu destruir o meu exemplar, não elimino a obra, que continua eterna nos exemplares subsistentes e nas edições posteriores. Eterna e bela, belamente eterna, como este mundo divino e supradivino.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. 18. ed. São Paulo: Ática, 2011. p. 26-28.)

    No Texto 2 o narrador nos remete a uma cena cotidiana da vida urbana na capital do Império, Rio de Janeiro, subverte o tempo e o espaço e nos descortina as relações de poder que eram vivenciadas pela sociedade naquela cidade. Com relação a esse tema, analise as afirmativas a seguir:

    I-A vinda da Corte portuguesa para o Brasil em 1808 promoveu mudanças sociais. Dentre essas, o surgimento de um grupo de proprietários de terra que se notabilizou por abastecer com produtos agrários o mercado carioca e, com isso, conseguir ascensão política local e provincial. Porém, esse grupo não era aceito na Corte por estar ligado ao comércio.

    II-O surto cafeeiro, por ter se desenvolvido com recursos nacionais, possibilitou a autonomia e independência das elites cariocas com relação ao capital estrangeiro para implementar suas atividades comerciais e financeiras.

    III-Era comum encontrar na cidade escravos exercendo todas as formas de trabalho, dentro e fora das casas, no comércio, nas ruas, nas artes e em outros ofícios. Esses escravos, diferentemente dos escravos das fazendas, não sofriam castigos e gozavam de liberdade e autonomia.

    IV-A proibição do tráfico de escravos liberou capitais para aplicações bancárias e ampliação de serviços. Com isso, criaram-se condições favoráveis à diminuição das desigualdades sociais, pois os ex-escravos foram incorporados no mercado e se transformaram em prestadores de serviços assalariados.

    Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos:

    Escolha uma alternativa para a questão 6b82a74b-24
  • Ciências Humanas

    História

    A descoberta do ouro no interior de Minas deslocou parte da população colonial do litoral para o interior. A região das minas foi ocupada por centenas de novos habitantes que careciam de tudo: alimentos, roupas, gado, cavalos, produtos europeus e muitos escravos para trabalhar nas minas. Atente para o que se diz acerca dessa que ficou conhecida como a “sociedade do ouro”.


    I. A base da sociedade mineira eram os africanos escravizados, que constituíam boa parcela dessa sociedade. E, embora não representasse a maioria da população, seu trabalho era fundamental.

    II. A atividade mineradora também deu origem a uma camada da sociedade que era extremamente pobre e que tinha sido atraída pela ilusão do ouro; era formada por escravos libertos e brancos pobres.

    III. Havia uma camada média, composta principalmente de brancos, que incluía pequenos comerciantes, tropeiros e pequenos produtores de gêneros agrícolas.


    Está correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 6b945491-b9
  • Ciências Humanas

    História

    TEXTO 2

                                              VI

          Para entenderes bem o que é a morte e a vida, basta contar-te como morreu minha avó.

          — Como foi?

          — Senta-te.

          Rubião obedeceu, dando ao rosto o maior interesse possível, enquanto Quincas Borba continuava a andar.

          — Foi no Rio de Janeiro, começou ele, defronte da Capela Imperial, que era então Real, em dia de grande festa; minha avó saiu, atravessou o adro, para ir ter à cadeirinha, que a esperava no Largo do Paço. Gente como formiga. O povo queria ver entrar as grandes senhoras nas suas ricas traquitanas. No momento em que minha avó saía do adro para ir à cadeirinha, um pouco distante, aconteceu espantar-se uma das bestas de uma sege; a besta disparou, a outra imitou-a, confusão, tumulto, minha avó caiu, e tanto as mulas como a sege passaram-lhe por cima. Foi levada em braços para uma botica da Rua Direita, veio um sangrador, mas era tarde; tinha a cabeça rachada, uma perna e o ombro partidos, era toda sangue; expirou minutos depois.

          — Foi realmente uma desgraça, disse Rubião.

          — Não.

          — Não?

          — Ouve o resto. Aqui está como se tinha passado o caso. O dono da sege estava no adro, e tinha fome, muita fome, porque era tarde, e almoçara cedo e pouco. Dali pôde fazer sinal ao cocheiro; este fustigou as mulas para ir buscar o patrão. A sege no meio do caminho achou um obstáculo e derribou-o; esse obstáculo era minha avó. O primeiro ato dessa série de atos foi um movimento de conservação: Humanitas tinha fome. Se em vez de minha avó, fosse um rato ou um cão, é certo que minha avó não morreria, mas o fato era o mesmo; Humanitas precisa comer. Se em vez de um rato ou de um cão, fosse um poeta, Byron ou Gonçalves Dias diferia o caso no sentido de dar matéria a muitos necrológios; mas o fundo subsistia. O universo ainda não parou por lhe faltarem alguns poemas mortos em flor na cabeça de um varão ilustre ou obscuro; mas Humanitas (e isto importa, antes de tudo) Humanitas precisa comer.

          Rubião escutava, com a alma nos olhos, sinceramente desejoso de entender; mas não dava pela necessidade a que o amigo atribuía a morte da avó. Seguramente o dono da sege, por muito tarde que chegasse à casa, não morria de fome, ao passo que a boa senhora morreu de verdade, e para sempre. Explicou-lhe, como pôde, essas dúvidas, e acabou perguntando-lhe:

          — E que Humanitas é esse?

          — Humanitas é o princípio. Mas não, não digo nada, tu não és capaz de entender isto, meu caro Rubião; falemos de outra coisa.

          — Diga sempre.

          Quincas Borba, que não deixara de andar, parou alguns instantes.

          — Queres ser meu discípulo?

          — Quero.

          — Bem, irás entendendo aos poucos a minha filosofia; no dia em que a houveres penetrado inteiramente, ah! nesse dia terás o maior prazer da vida, porque não há vinho que embriague como a verdade. Crê-me, o Humanitismo é o remate das coisas; e eu, que o formulei, sou o maior homem do mundo. Olha, vês como o meu bom Quincas Borba está olhando para mim? Não é ele, é Humanitas...

          — Mas que Humanitas é esse?

          — Humanitas é o principio. Há nas coisas todas certa substância recôndita e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível, — ou, para usar a linguagem do grande Camões:

          Uma verdade que nas coisas anda,

          Que mora no visíbil e invisíbil. 

          Pois essa sustância ou verdade, esse princípio indestrutível é que é Humanitas. Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo é o homem. Vais entendendo?

          — Pouco; mas, ainda assim, como é que a morte de sua avó...

          — Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o carácter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.

          — Mas a opinião do exterminado?

          — Não há exterminado. Desaparece o fenômeno; a substância é a mesma. Nunca viste ferver água? Hás de lembrar-te que as bolhas fazem-se e desfazem-se de contínuo, e tudo fica na mesma água. Os indivíduos são essas bolhas transitórias.

          — Bem; a opinião da bolha...

          — Bolha não tem opinião. Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho. Repito, as bolhas ficam na água. Vês este livro? É Dom Quixote. Se eu destruir o meu exemplar, não elimino a obra, que continua eterna nos exemplares subsistentes e nas edições posteriores. Eterna e bela, belamente eterna, como este mundo divino e supradivino.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. 18. ed. São Paulo: Ática, 2011. p. 26-28.)

    O narrador, no Texto 2, fala-nos que “a guerra é a conservação”. A propósito, essa expressão nos permite fazer uma analogia com a “guerra sem fim”, decretada pelos Estados Unidos ao “terrorismo islâmico” após os atentados de 11 de setembro de 2001, com a justificativa de pôr fim à violência terrorista e reordenar o mundo para conservar a paz. Sobre essa nova reelaboração da doutrina de “guerra justa” durante o governo Bush, analise os itens que se seguem:

    I-Apesar da força militar dos EUA, essa guerra visava ao pacifismo, não exigia objetivos nem meios específicos, finitos e realizáveis.

    II- Seria uma guerra radical, contínua, irrestrita e sem limites de tempo ou fronteiras geográficas, que não buscava expansão territorial.

    III-Uma nova política de intervenção em que os EUA, diante de qualquer ameaça militar ou mesmo antecipando um perigo futuro, teria o direito de promover ataques preventivos.

    IV-Foi o resultado de acordos e alianças com outras potências e instituições internacionais visando à proteção da população civil, que seria preservada das atrocidades da guerra.

    Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos:

    Escolha uma alternativa para a questão 6b94b94e-24
  • Ciências Humanas

    História

    Dentre as afirmações a seguir, assinale aquela que está INCORRETA no que diz respeito à Confederação do Equador (1824).

    Escolha uma alternativa para a questão 6b9767ec-b9
  • Ciências Humanas

    História

    Assinale a opção que apresenta corretamente ações atribuídas ao Marquês de Pombal na Colônia Brasileira.

    Escolha uma alternativa para a questão 6b9a59ac-b9
  • Ciências Humanas

    História

    Leia o trecho abaixo.
    “De um lado do rio índios completamente abrasileirados, com motocicletas, shorts Adidas e sandálias Havaianas. Do outro, indígenas que ainda falam as suas línguas originais e não chamam ninguém de 'cara'. Os dois grupos estão muito próximos: os rios Tacatu e o seu afluente Irengue são atravessáveis a pé, especialmente nas épocas mais secas do ano, e fazem a divisa entre o Brasil e a Guiana. Entender como uma mera fronteira conseguiu criar contrastes tão extremos entre etnias (como os macuxi) é um dos objetivos de pesquisadores da Universidade de Stanford [...]. Quando ficam doentes, os índios da Guiana costumam vir ao Brasil para se tratar. 'Quando eles descobrem que os índios de Roraima falam português, ficam chocados', diz Fragoso. [...] A diferença existe porque a história dos dois países é completamente diferente. Enquanto no Brasil prevaleceu o 'ocupar para não entregar', lema que pautou a política dos militares para a Amazônia, na Guiana isso nunca foi prioridade. Cerca de 90% dos 700 mil habitantes do país vivem no litoral, longe desses índios da fronteira."
    Antropólogo tenta entender como índio fica “abrasileirado". Visão estratégica sobre a Amazônia dividiu tribo ao meio no Brasil e na Guiana.
    Folha de São Paulo. Sábado, 12 de março de 2011, C9.

    As questões suscitadas na notícia acima, relacionadas a aspectos da história recente do Brasil, ajudam a explicar as contrastantes diferenças entre os macuxi do Brasil e os da Guiana.

    Com base nisso, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 6bc00ed7-73
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    História

    TEXTO 3

                               O acendedor de lampiões

    Lá vem o acendedor de lampiões da rua!

    Este mesmo que vem infatigavelmente,

    Parodiar o sol e associar-se à lua

    Quando a sombra da noite enegrece o poente!


    Um, dois, três lampiões, acende e continua

    Outros mais a acender imperturbavelmente,

    À medida que a noite aos poucos se acentua

    E a palidez da lua apenas se pressente.


    Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —

    Ele que doura a noite e ilumina a cidade,

    Talvez não tenha luz na choupana em que habita.


    Tanta gente também nos outros insinua

    Crenças, religiões, amor, felicidade,

    Como este acendedor de lampiões da rua!


    (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. 3. ed. São Paulo: Global, 2006. p. 25)

    O acendedor de lampiões foi desaparecendo enquanto a iluminação a gás cedia lugar à iluminação pública por meio da eletricidade. Em Goiás, esse processo se deu no inicio do século XX, com a energia produzida ainda por meio de motores a combustão. No terceiro decênio do mesmo século, um dos motivos colocados para a escolha do lugar da nova capital do Estado seria o potencial hidroelétrico dos rios que correm pela região. Considerando que o fornecimento regular de energia elétrica possui forte impacto na modernização da vida social, avalie as alternativas e assinale a que estiver correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 6bc8e8bd-24
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    História

    Atente para o trecho a seguir: “[...] o tráfico negreiro se tornou uma considerável fonte de renda para a Coroa, por meio de um amplo sistema de taxação. [...] por volta de 1630, um escravo africano entrava no Brasil com uma taxação equivalente a 20% do seu preço no porto de embarque. Na segunda metade do século XVII, as taxas de exportação de africanos subiram para 28%, tornando-os ‘a mercadoria’ mais tributada de todo o império lusitano”.

    FARIA, R.M.; MIRANDA, M.L.; CAMPOS, H.G. Estudos de

    História. 1.ed. São Paulo: FTD, 2010, p. 257.

    Coleção estudos de história; v.1.


    Baseado nas informações do excerto e no que se sabe sobre o tráfico negreiro, é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 6bd13e5c-75
  • Ciências Humanas

    História

    Diferentemente da monocultura açucareira desenvolvida próximo ao litoral e da exploração mineral no interior do Brasil, a atividade pecuarista colonial se caracterizou por manter
    Escolha uma alternativa para a questão 6bd82e3c-75
  • Ciências Humanas

    História

    Apesar de liderado também pelo comerciante Domingos José Martins, a forte presença de religiosos como João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro (Padre João Ribeiro), Pedro de Sousa Tenório (Vigário Tenório), José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima (Padre Roma) e Joaquim da Silva Rabelo (Frei Caneca) marcou o movimento, de influência iluminista, em oposição aos impostos e à presença portuguesa na administração pública, conhecido como
    Escolha uma alternativa para a questão 6bdb612d-75