História
- História Geral
- Prova de 2018
- Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: 972CE1C6-D5
Disciplina · Ciências Humanas
Questões de História, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.
Leia as informações:

(Imagem disponível em: http://professorlindomar.blogspot.com.br/ 2010/03/lisistrata-guerra-do-sexo.html. Acesso em: 11 ago. 2016, às 17h30.)
Atenas e uma coalisão de cidades-Estado gregas, lideradas por Esparta, estavam em guerra havia anos, e as mulheres estavam cansadas daquilo. Elas queriam seus maridos e filhos de volta. Então, a ateniense Lisístrata bolou um plano: as mulheres se negariam a fazer sexo com seus maridos até eles acabarem com a guerra.
(KICK, Russ (org.). Cânone gráfico – volume 1. SP: Barricada, 2014, p. 62.)
A peça do dramaturgo grego Aristófanes, Lisístrata, tem como pano de
fundo a série de guerras que opuseram as coalisões lideradas por Atenas e Esparta, durante o chamado Período Clássico da história grega,
entre os anos de 431 e 404 a.C. Assinale a alternativa na qual aparecem,
respectivamente, o nome do conjunto de guerras e uma de suas principais motivações.
Atente para as informações:

(Detalhe da escultura em homenagem aos fundadores da cidade de São Paulo, retratando a índia Bartira, João Ramalho e um de seus 12 filhos. Obra de Luís Morrone, 1963. Disponível em: http://mubevirtual.com.br/ pt_br?Dados&area=ver&id=545. Acesso em: 12 ago. 2016, às 09h30.
João Ramalho foi abandonado no Brasil e, durante sua permanência no litoral, ouviu falar da influência que o cacique Tibiriçá [da tribo dos Guaianases] exercia nas várias etnias espalhadas pela região. [...] Ele estabeleceu contato, teve acesso à localização da tribo e finalmente conheceu a jovem M’bicy, filha do cacique Tibiriçá. [...] Depois do casamento com João Ramalho, M’bicy ficou conhecida como Bartira [...]. Por buscar reconhecimento social por parte dos colonizadores europeus, ela adotou, ainda, um nome cristão: Isabel Dias. Batizada, a índia assumiu uma postura extremamente católica, a exemplo do marido. Mãe de 12 filhos com o português, Bartira esteve por trás da fundação de importantes vilas que originaram cidades como Santo André, São Bernardo do Campo e São Paulo.
(RAMOS, Fábio Pestana e MORAIS, Marcus Vinicius. Eles formaram o Brasil. SP: Contexto, 2010, p. 34.
Com base nas informações acima e nos contatos entre europeus e nativos no início da colonização do Brasil, julgue os itens:
I. As informações apontam para a presença dos nativos do Brasil na formação cultural do país, bem como demonstram a adequação destes aos costumes dos europeus, como forma de reconhecimento social.
II. Apesar de inicialmente violentas, as relações entre europeus e nativos foram se pacificando gradativamente, até a eliminação dos atritos, como pode ser demonstrado pelo casamento e pela adequação dos índios aos costumes portugueses, apontados no fragmento.
III.A adoção de um nome europeu e a conversão ao catolicismo da índia M’bicy, demonstram o reconhecimento, por parte dos nativos, da superioridade da religião e dos costumes trazidos pelos portugueses ao Brasil.
Está (ão) correto (s):
ABOLICIONISMO: Movimento político internacional surgido no fim do século 18 com o propósito de abolir a escravatura nas Américas. Embora liderado principalmente por intelectuais humanistas e muitas vezes obedecendo a interesses políticos e econômicos, foi resultado das reações, ativas ou passivas, das próprias vítimas, desde o início do tráfico negreiro. Em todo o processo abolicionista, é importante ressaltar a atuação de militantes negros, muitos deles escravos, libertos ou filhos de escravos.
(LOPES, Nei. Dicionário escolar Afro-Brasileiro. SP: Selo Negro, 2015, p. 14.)
Tomando por base as informações contidas no fragmento, bem como o contexto das lutas abolicionistas no Brasil, desde o início da utilização da escravidão dos africanos até a abolição no final do século XIX, julgue os itens:
I. Mesmo tendo sido utilizado, em determinados momentos, por grupos políticos e econômicos, como forma de garantir seus interes- ses, o movimento abolicionista contou com grande participação dos próprios escravos, desde as lutas e resistências iniciais até a abolição.
II. Apesar da participação de grupos de escravos, libertos e filhos de escravos nas lutas pelo fim da escravidão, seu fim foi resultado da liderança da elite intelectual e econômica, uma vez que os negros não possuíam recursos para comandar tal processo.
III.A formação de quilombos, as fugas e a preservação de práticas culturais e religiosas trazidas da África, podem ser apontadas como forma de resistência dos negros desde os primórdios da escravidão africana no Brasil.
Está (ão) correto (s):
No Segundo Congresso internacional de Ciências Geográficas, em 1875, a que compareceram o presidente da República, o governador de Paris e o presidente da Assembleia, o discurso inaugural do almirante La Roucière-Le Noury expôs a atitude predominante no encontro: “Cavalheiros, a Providência nos ditou a obrigação de conhecer e conquistar a terra. Essa ordem suprema é um dos deveres imperiosos inscritos em nossas inteligências e nossas atividades. A geografia, essa ciência que inspira tão bela devoção e em cujo nome foram sacrificadas tantas vítimas, tornou-se a filosofia da terra”.
SAID, E. Cultura e política. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
No contexto histórico apresentado, a exaltação da ciência geográfica decorre do seu uso para o(a)
A existência em Jerusalém de um hospital voltado para o alojamento e o cuidado dos peregrinos, assim como daqueles entre eles que estavam cansados ou doentes, fortaleceu o elo entre a obra de assistência e de caridade e a Terra Santa. Ao fazer, em 1113, do Hospital de Jerusalém um estabelecimento central da ordem, Pascoal II estimulava a filiação dos hospitalários do Ocidente a ele, sobretudo daqueles que estavam ligados à peregrinação na Terra Santa ou em outro lugar. A militarização do Hospital de Jerusalém não diminuiu a vocação caritativa primitiva, mas a fortaleceu.
DEMURGER, A. Os Cavaleiros de Cristo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002 (adaptado).
O acontecimento descrito vincula-se ao fenômeno ocidental do(a)
A tribo não possui um rei, mas um chefe que não é chefe de Estado. O que significa isso? Simplesmente que o chefe não dispõe de nenhuma autoridade, de nenhum poder de coerção, de nenhum meio de dar uma ordem. O chefe não é um comandante, as pessoas da tribo não têm nenhum dever de obediência. O espaço da chefia não é o lugar do poder. Essencialmente encarregado de eliminar conflitos que podem surgir entre indivíduos, famílias e linhagens, o chefe só dispõe, para restabelecer a ordem e a concórdia, do prestígio que lhe reconhece a sociedade. Mas evidentemente prestígio não significa poder, e os meios que o chefe detém para realizar sua tarefa de pacificador limitam-se ao uso exclusivo da palavra.
CLASTRES, P. A sociedade contra o Estado. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1982 (adaptado).
O modelo político das sociedades discutidas no texto contrasta com o do Estado liberal burguês porque se baseia em:

Esse ônibus relaciona-se ao ato praticado, em 1955,
por Rosa Parks, apresentada em fotografia ao lado de
Martin Luther King. O veículo alcançou o estatuto de
obra museológica por simbolizar o(a)
TEXTO I
E pois que em outra cousa nesta parte me não posso vingar do demônio, admoesto da parte da cruz de Cristo Jesus a todos que este lugar lerem, que deem a esta terra o nome que com tanta solenidade lhe foi posto, sob pena de a mesma cruz que nos há de ser mostrada no dia final, os acusar de mais devotos do pau-brasil que dela.
BARROS, J. In: SOUZA, L. M. Inferno atlântico: demonologia e colonização: séculos XVI-XVIII. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.
TEXTO II
E deste modo se hão os povoadores, os quais, por mais arraigados que na terra estejam e mais ricos que sejam, tudo pretendem levar a Portugal, e, se as fazendas e bens que possuem souberam falar, também lhes houveram de ensinar a dizer como os papagaios, aos quais a primeira coisa que ensinam é: papagaio real para Portugal, porque tudo querem para lá.
SALVADOR, F. V. In: SOUZA, L. M. (Org.). História da vida privada no Brasil: cotidiano evida privada na América portuguesa. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.
As críticas desses cronistas ao processo de colonização portuguesa na América estavam relacionadas à
A poetisa Emilia Freitas subiu a um palanque, nervosa, pedindo desculpas por não possuir titulos nem conhecimentos, mas orgulhosa ofereceu a sua pena que “sem ser hábil, é, em compensação, guiada pelo poder da vontade”. Maria Tomásia pronunciava orações que levantavam os ouvintes. A escritora Francisca Clotilde arrebatava, declamando seus poemas. Aquelas “angélicas senhoras”, “heroinas da caridade”, levantavam dinheiro para comprar liberdades e usavam de seu entusiasmo a fim de convencer os donos de escravos a fazerem alforrias gratuitamente.
MIRANDA, A. Disponível em: www.opovoonline.com.br. Acesso em: 10jun. 2015.
As práticas culturais narradas remetem, historicamente, ao movimento
A democracia que eles pretendem é a democracia dos privilégios, a democracia da intolerância e do ódio. A democracia que eles querem é para liquidar com a Petrobras, é a democracia dos monopólios, nacionais e internacionais, a democracia que pudesse lutar contra o povo. Ainda ontem eu afirmava que a democracia jamais poderia ser ameaçada pelo povo, quando o povo livremente vem para as praças - as praças que são do povo. Para as ruas - que são do povo.
Disponível em: www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/discurso-de-joao-goulart-nocomicio-da-central. Acesso em: 29 out. 2015.
Em um momento de radicalização política, a retórica no discurso do presidente João Goulart, proferido no comicio da Central do Brasil, buscava justificar a necessidade de
A rebelião luso-brasileira em Pernambuco começou a ser urdida em 1644 e explodiu em 13 de junho de 1645, dia de Santo Antônio. Uma das primeiras medidas de João Fernandes foi decretar nulas as dívidas que os rebeldes tinham com os holandeses. Houve grande adesão da “nobreza da terra”, entusiasmada com esta proclamação heroica.
VAINFAS, R. Guerra declarada e paz fingida na restauração portuguesa. Tempo, n. 27, 2009.
O desencadeamento dessa revolta na América portuguesa seiscentista foi o resultado do(a)