Disciplina · Ciências Humanas
Questões de História do ENEM
Questões de História, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.
- 5.222 questões
- 65 assuntos
- Ciências Humanas“E assim como o branco e os mamelucos se aproveitaram não raro das veredas dos índios, há motivo para pensar que estes, por sua vez, foram, em muitos casos, simples sucessores dos animais selvagens, do tapir especialmente, cujos carreiros ao longo dos rios e riachos, ou em direção a nascentes de águas, se adaptavam perfeitamente às necessidades e hábitos daquelas populações.”HOLANDA, Sergio Buarque de. Caminhos e fronteiras. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975. p.35.De acordo com o excerto, a ocupação territorial da América portuguesa pelos colonizadores foi inicialmente marcada
- Ciências Humanas
História
- História do Brasil
- Prova de 2014
- UNESP
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C12E0620-D6
Leia o texto para responder à questão.
O Brasil colonial foi organizado como uma empresa comercial resultante de uma aliança entre a burguesia mercantil, a Coroa e a nobreza. Essa aliança refletiu-se numa política de terras que incorporou concepções rurais tanto feudais como mercantis.
(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República, 1987.)
A constatação de que “Essa aliança refletiu-se numa política de terras que incorporou concepções rurais tanto feudais como mercantis” justifica-se, pois a política de terras desenvolvida por Portugal durante a colonização brasileira - Ciências Humanas
História
- História Geral
- Prova de 2009
- UFMG
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: C13163D1-59
Em meados dos anos 1950, iniciou-se, nos Estados Unidos, um vigoroso movimento pelos direitos civis dos negros, liderado, entre outros, pelo pastor Martin Luther King.
Considerando-se esse movimento, é INCORRETO afrmar que - Ciências Humanas
História
“Eu não venero a criação mais do que o Criador, mas venero a criatura criada como eu sou, adotando a criação de maneira livre e espontânea, de modo que Ele possa elevar nossa natureza e nos tornar partícipes de Sua natureza divina. Sendo assim, eu me atrevo a fazer uma imagem do Deus invisível não como invisível, mas como tendo se tornado visível por nossa causa, tornando-se carne e sangue. Eu não faço uma imagem da divindade imortal. Eu pinto a carne visível de Deus, pois é impossível representar o espírito e ainda mais Deus, que dá vida ao espírito.”John Damascene. On holy images. Disponível em https://www.gutenberg.org/files/49917/ (Adaptado).Nessa citação, João Damasceno (675-749), monge e teólogo cristão do período medieval, dirige-se contra o movimento iconoclasta ao - Ciências Humanas
História
- Colonialismo espanhol: Ocupação e exploração do território americano
- Prova de 2024
- USP
- Código da questão: C13F6E32-8D
As formas de colonização ibérica e inglesa na América foram, durante muito tempo, consideradas processos isolados, estruturados em dois modelos opostos: as colônias de exploração e as de povoamento, respectivamente. No entanto, elas constituíram um emaranhado de experiências compartilhadas pelos impérios atlânticos. Os aspectos comuns a essas formas de colonização foram a - Ciências Humanas
História
“Brasileiros! (...) está conhecida nossa ilusão ou engano em adotarmos um sistema de governo defeituoso em sua origem, e mais defeituoso em suas partes componentes. As constituições, as leis e todas as instituições humanas são feitas para os povos e não os povos para elas. Eia, pois, brasileiros, tratemos de constituirmos de um modo análogo às luzes do século em que vivemos; o sistema americano deve ser idêntico; desprezemos instituições oligárquicas, só cabidas na encanecida Europa.”ANDRADE, Manoel de Carvalho Paes de. Manifesto de proclamação da Confederação do Equador. Apud TORRES, João Camillo de Oliveira. A democracia coroada: Teoria política do Império do Brasil. Petrópolis: Vozes, 1964. p.522 (Adaptado).O excerto apresenta trecho do manifesto divulgado pelos rebeldes da Confederação do Equador (1824) e reage explicitamente - Ciências Humanas
História
- Descolonização Afro-asiática : novos Estados, nova arena internacional
- Prova de 2024
- USP
- Código da questão: C1794C95-8D
“Madala pensou que devia dizer qualquer coisa ao Djimo, mas não se lembrou de repetir a pergunta para si mesmo e por isso não soube o que dizer.O capataz fazia sinais à Maria, mas esta parecia não entender.A planta que Madala segurava na mão oferecia ao seu esforço uma resistência exagerada. Por isso, o punho de Madala tremia.(...)O tom da voz de Djimo revelava certo nervosismo:- Madala...Mas o nervosismo desapareceu logo. Djimo deu uma ordem:- Madala, não olhes para lá!Dentro de Madala, qualquer coisa se crispou. Mas não eram os fios da sua doença.”Luís Bernardo Honwana. “Dina”. In: Nós matamos o cão tinhoso!.Considerando o papel da antologia Nós matamos o cão tinhoso! na literatura moçambicana e como a sociedade de Moçambique dos anos 1950 e 1960 se configura literariamente no conto “Dina”, é correto afirmar: - Ciências Humanas
História
- História Geral
- Prova de 2015
- PUC-GO
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C1797268-9A
TEXTO 4
A dúvida, continuou Laura, maldita dúvida. Essa é minha companheira, a sombra inconveniente que me segura pelos calcanhares, que há de seguir comigo até o túmulo. A morte de Tomázia, será que ela me convinha? Talvez me conviesse. Essa hipótese, eu não tenho como descartar. Seu desaparecimento anularia a prova de meu crime? Teria poder para apaziguar a culpa que continuava latejando mesmo depois de meu rompimento definitivo com Vítor? A dúvida acabou se revelando muito superior à certeza. Mil, um milhão de vezes mais forte. Talvez se eu tivesse sido obrigada a confessar meu crime aos pés de um juiz, se tivesse sido enjaulada entre mulheres que me odiavam, que me submetessem ao horror do estupro, que atentassem contra minha pessoa, a sensação de culpa tivesse sido atenuada. Juro que cheguei a sentir inveja do destino reservado às muçulmanas que cometem o pecado do adultério. Desejei, sim, ser publicamente difamada, arrastada pelos cabelos, enterrada até o pescoço, e, finalmente, ter a cabeça esfacelada a pedradas. Qualquer coisa, qualquer situação limite teria sido menos penosa do que seguir carregando a culpa, enquanto simulava a mais absoluta indiferença. Não tenho vocação para o disfarce, a simulação. Ah, como eu lamentei a perda de meu direito de exibir minha fraqueza como outras mulheres faziam! Mas não, eu tinha a permanente obrigação de ser forte, de estar preparada para o momento em que meu mundo viesse abaixo, como veio.
A visão de mulheres com as cabeças esfaceladas, transformadas em um bolo de carne sangrento e disforme, partículas de cérebro espatifadas pra tudo que é lado, arrepiou meu corpo dolorido. Sentindo um princípio de náusea, comecei a fungar uma emoçãozinha desconfiada. Essa bruxa tá me embromando, penso, daqui a pouco eu entro na dela, caio em prantos e, alagada de piedade, abraço a velha, aliso seus cabelos grisalhos, cubro-lhe a face enrugada com beijinhos consoladores. Calma, tia, calma! Cuidado com a pressão. Tem aí algum tranquilizante que eu possa lhe dar?
(BARROS, Adelice da Silveira. A mesa dos inocentes. Goiânia: Kelps, 2010. p. 23.)
A religião mulçumana, referida no texto, teve seus primórdios na Arábia do século VI d.C. Logo após o falecimento do profeta Maomé, ela se espalhou pelo norte do continente africano, chegando a ocupar territórios europeus, e permaneceu por vários séculos na Península Ibérica. Acerca dessa religião, seus valores éticos e sua cultura, assinale a alternativa correta: - Ciências Humanas
História
As imagens mostram páginas de uma cartilha de alfabetização produzida durante o governo de Juan Domingo Perón na Argentina (1946-1955). As ilustrações - Ciências Humanas
História
- História do Brasil
- Prova de 2009
- ENEM
- Dificuldade: Muito fácil
- Com imagem
- Código da questão: C1918228-BC
Ao se comparar os dois artigos, no que diz respeito ao gênero dos eleitores, depreende-se que - Ciências Humanas
História
- História Geral
- Prova de 2013
- UNICAMP
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C19682B6-F0
À medida que as maneiras se refinam, tornam-se distintivas de uma superioridade: não é por acaso que o exemplo parece vir de cima e, logo, é retomado pelas camadas médias da sociedade, desejosas de ascender socialmente. É exibindo os gestos prestigiosos que os burgueses adquirem estatuto nobre. O ser de um homem se confunde com a sua aparência. Quem age como nobre é nobre.
(Adaptado de Renato Janine Ribeiro, A Etiqueta no Antigo Regime. São Paulo: Editora Moderna, 1998, p. 12.)
O texto faz referência à prática da etiqueta na França do século XVIII. Sobre o tema, é correto afirmar que: - Ciências Humanas
História
- História do Brasil
- Prova de 2015
- PUC-GO
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C19EC9CA-9A
TEXTO 5
NA VIRADA DO SÉCULO, o biólogo Roosmarc conheceu o ápice da fama ao descobrir um novo gênero de primata: o sagui-anão-de-coroa-preta. Foi considerado pela revista Time o grande herói do planeta. Entre os mais de 500 primatas no mundo, Roosmarc descobrira o Callibella humilis, o macaquinho mais saltitante e alegre, anãozinho, com aquela coroa preta. Enquanto outros primatólogos matavam os animais para descrevê-los, dissecando-os em laboratórios, longe da Amazônia, ele criava macacos em sua casa. Esperava que morressem de forma natural e, aí sim, dissecava-os.
O sagui-anão-de-coroa-preta foi a sensação mundial. Então, ele viveu o ápice da glória. As publicações científicas não se cansaram de elogiá-lo. Quase todos os dias, jornais e revistas estampavam: “Protetor dos animais”, “O bandeirantes da Amazônia”, “O último primatólogo”. De Manaus para o mundo. Os ribeirinhos o saudavam; os políticos o pajeavam; os estudantes de biologia o veneravam. Sim, Roosmarc era visto e considerado como herói do planeta.
Vida simples, com suas vestes quase sempre largas cobrindo o corpo magro e alto, enfiado semanas na floresta, nunca quisera dinheiro, jamais almejara fortuna. O verdadeiro cientista, dizia, quer, antes de tudo, reconhecimento. Não havia prêmio maior do que isso. Sequer gastava o que ganhava. Aprendera com os bichos que, na vida, não se precisa de muitas coisas...
Nascera no sul da Holanda e, aos 17 anos, mudou-se para Amsterdã. Queria estudar biologia. Nos fins do ano 60, a cidade fervilhava, era a capital da contestação. John Lennon e Yoko Ono haviam escolhido a cidade para protestar contra a Guerra do Vietnã. Os rebeldes desfilavam pelas ruas, enquanto John Lennon e Yoko Ono incitavam a quebra de valores deitados uma semana num hotel da cidade, consumindo droga e criando suas canções. O gosto pela contracultura crescia, agigantava-se. Rebelde, Roosmarc desfilava pelas ruas, gritando pela paz, também queimando maconha e outras ervas.
Mas foi, nesta época, que ele se interessou pelos primatas. Depois que terminou a universidade, fez amizade com uma estudante, que também saboreava a contracultura, o desprezo a normas e procedimentos, e com ela, vivendo um romance apaixonado, deu volta ao mundo, como se fosse o famigerado navegante português Vasco da Gama. Estudante de artes plásticas, Marie tinha sede por aventuras: o novo lhe apetecia; o velho não era mais do que um mundo cinzento. A Europa, com seus prédios cinzentos e frios, uma população resignada, não lhe apetecia. Queria quebrar barreiras, outras fronteiras. Não queria apodrecer naquelas cidadezinhas holandesas, onde as mulheres envelheciam rapidamente e só cuidavam de casa. Não queria se transformar num símbolo de cama, fogão e igreja. Menosprezava o título “rainha do lar”, que os pastores tanto veneravam entre a população fiel. Tinha horror ao ver sua mãe de lenço na cabeça e avental cobrindo a gordura da barriga. Se ficasse numa daquelas cidadezinhas, em poucos anos estaria como a mãe – brigava constantemente com o seu pai, saía de casa aos domingos para assistir a mesmice do partor Simeão, e que, rapidamente, voltava para casa para preparar o almoço para os filhos. Que destino! A liberdade a chamava. Não era o que dizia a canção de John Lennon? Ao conhecer Roosmarc, o desejo por aventuras avivou como brasa viva. Quando convidada para segui-lo, e ela queria produzir desenhos e aquarelas jamais vistas no mundo, não titubeou, como se a oportunidade fosse um cavalo encilhado. E cavalo encilhado passa por nós somente uma vez ...
(GONÇALVES, David. Sangue verde. Joinville: Sucesso Pocket, 2014. p. 200-201.Adaptado.)
O fragmento do Texto 5: “Quase todos os dias, jornais e revistas estampavam: 'Protetor dos animais', 'O bandeirantes da Amazônia'" pode remeter-nos à temática das missões realizadas na história do povoamento do Brasil Colonial. A historiografia e o molde geográfico do estado de Goiás são, em grande parte, delineados por tais missões, responsáveis pela exploração e por promoverem a ocupação em território outrora isolado. A respeito das tipologias e dos objetivos dessas missões, analise os itens que seguem:
I-As Bandeiras eram missões financiadas pelo governo, inicialmente, para mapeamento do interior do País e prospecção de minérios, com o intuito de justificar a posse da Colônia e ampliar o lucro da Coroa.
II-As Entradas eram explorações particulares realizadas para a busca por metais e pedras preciosas e aprisionamento e venda de índios como escravos.
III-As Descidas eram expedições jesuítas que buscavam converter os índios ao catolicismo, exercendo importante papel na exploração e ocupação do interior do País.
IV-Algumas Bandeiras foram realizadas com o intuito de combater as populações indígenas mais violentas ou realizar a recaptura de escravos africanos fugitivos.
Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos: - Ciências Humanas
História
- História Geral
- Prova de 2026
- Universidade Virtual de São Paulo
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C1A5C3FF-47
O modelo democrático de Atenas na Antiguidade - Ciências Humanas
História
- História Geral
- Prova de 2026
- Universidade Virtual de São Paulo
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: C1A82CD2-47
Criada pelos humanistas italianos [...], a noção de uma ressureição das letras e das artes graças ao reencontro com a Antiguidade foi, seguramente, fecunda como fecundos são todos os manifestos lançados em todos os séculos por novas gerações conquistadoras. Essa noção significa juventude, dinamismo, vontade de renovação. Teve em si a inevitável injustiça das abruptas declarações de adolescentes, que rompem ou creem romper com os gostos e as categorias mentais dos seus antecessores.(Jean Delumeau. A civilização do Renascimento, vol. I, 1994.)A “injustiça” a que se refere o historiador está relacionada à ideia de que essa “ressureição” cultural, conhecida como Renascimento, contribuiu para a - Ciências Humanas
História
- História do Brasil
- Prova de 2026
- Universidade Virtual de São Paulo
- Com imagem
- Código da questão: C1AA8D6C-47
A quantidade de africanos escravizados que desembarcaram no Brasil colônia, nos períodos apresentados no gráfico, está relacionada - Ciências Humanas
História
- História do Brasil
- Prova de 2026
- Universidade Virtual de São Paulo
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: C1AD3FA7-47
Vergueiro ofereceu aos imigrantes alemães um acordo. Eles receberiam seus próprios lotes de pés de café adultos e, apesar de receberem certa supervisão, seriam mais ou menos responsáveis pelo cuidado e pela apanha. Segundo o contrato assinado por eles em Hamburgo antes de embarcar, levariam os frutos até os terreiros e contribuiriam proporcionalmente ao beneficiamento. Receberiam cotas em pagamento, correspondentes à metade dos rendimentos da venda da safra, após dedução dos custos de transporte, impostos e comissão.(Warren Dean. Rio Claro: um sistema brasileiro de grande lavoura, 1820-1920, 1977. Adaptado.)Tendo em vista que Vergueiro também custeou as passagens desses trabalhadores com a garantia de ser ressarcido por eles, o excerto descreve - Ciências Humanas
História
- História do Brasil
- Prova de 2026
- Universidade Virtual de São Paulo
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: C1AFF838-47
É desnecessário ressaltar o imenso significado da imigração no surgimento de ideologias negadoras do sistema vigente no país e na adoção de modelos organizatórios pela classe operária. A crítica a posteriori às concepções anarquistas, predominantes entre os trabalhadores organizados nos primeiros vinte anos do século XX, não pode obscurecer sua importância na aparição de novas formas de luta e de uma visão crítica radical da sociedade.(Boris Fausto. Trabalho urbano e conflito social: 1890-1920, 2016.)Ao se referir à realidade da Primeira República brasileira, o excerto destaca - Ciências Humanas
História
- História do Brasil
- Prova de 2015
- PUC-GO
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C1B74315-9A
TEXTO 5
NA VIRADA DO SÉCULO, o biólogo Roosmarc conheceu o ápice da fama ao descobrir um novo gênero de primata: o sagui-anão-de-coroa-preta. Foi considerado pela revista Time o grande herói do planeta. Entre os mais de 500 primatas no mundo, Roosmarc descobrira o Callibella humilis, o macaquinho mais saltitante e alegre, anãozinho, com aquela coroa preta. Enquanto outros primatólogos matavam os animais para descrevê-los, dissecando-os em laboratórios, longe da Amazônia, ele criava macacos em sua casa. Esperava que morressem de forma natural e, aí sim, dissecava-os.
O sagui-anão-de-coroa-preta foi a sensação mundial. Então, ele viveu o ápice da glória. As publicações científicas não se cansaram de elogiá-lo. Quase todos os dias, jornais e revistas estampavam: “Protetor dos animais”, “O bandeirantes da Amazônia”, “O último primatólogo”. De Manaus para o mundo. Os ribeirinhos o saudavam; os políticos o pajeavam; os estudantes de biologia o veneravam. Sim, Roosmarc era visto e considerado como herói do planeta.
Vida simples, com suas vestes quase sempre largas cobrindo o corpo magro e alto, enfiado semanas na floresta, nunca quisera dinheiro, jamais almejara fortuna. O verdadeiro cientista, dizia, quer, antes de tudo, reconhecimento. Não havia prêmio maior do que isso. Sequer gastava o que ganhava. Aprendera com os bichos que, na vida, não se precisa de muitas coisas...
Nascera no sul da Holanda e, aos 17 anos, mudou-se para Amsterdã. Queria estudar biologia. Nos fins do ano 60, a cidade fervilhava, era a capital da contestação. John Lennon e Yoko Ono haviam escolhido a cidade para protestar contra a Guerra do Vietnã. Os rebeldes desfilavam pelas ruas, enquanto John Lennon e Yoko Ono incitavam a quebra de valores deitados uma semana num hotel da cidade, consumindo droga e criando suas canções. O gosto pela contracultura crescia, agigantava-se. Rebelde, Roosmarc desfilava pelas ruas, gritando pela paz, também queimando maconha e outras ervas.
Mas foi, nesta época, que ele se interessou pelos primatas. Depois que terminou a universidade, fez amizade com uma estudante, que também saboreava a contracultura, o desprezo a normas e procedimentos, e com ela, vivendo um romance apaixonado, deu volta ao mundo, como se fosse o famigerado navegante português Vasco da Gama. Estudante de artes plásticas, Marie tinha sede por aventuras: o novo lhe apetecia; o velho não era mais do que um mundo cinzento. A Europa, com seus prédios cinzentos e frios, uma população resignada, não lhe apetecia. Queria quebrar barreiras, outras fronteiras. Não queria apodrecer naquelas cidadezinhas holandesas, onde as mulheres envelheciam rapidamente e só cuidavam de casa. Não queria se transformar num símbolo de cama, fogão e igreja. Menosprezava o título “rainha do lar”, que os pastores tanto veneravam entre a população fiel. Tinha horror ao ver sua mãe de lenço na cabeça e avental cobrindo a gordura da barriga. Se ficasse numa daquelas cidadezinhas, em poucos anos estaria como a mãe – brigava constantemente com o seu pai, saía de casa aos domingos para assistir a mesmice do partor Simeão, e que, rapidamente, voltava para casa para preparar o almoço para os filhos. Que destino! A liberdade a chamava. Não era o que dizia a canção de John Lennon? Ao conhecer Roosmarc, o desejo por aventuras avivou como brasa viva. Quando convidada para segui-lo, e ela queria produzir desenhos e aquarelas jamais vistas no mundo, não titubeou, como se a oportunidade fosse um cavalo encilhado. E cavalo encilhado passa por nós somente uma vez ...
(GONÇALVES, David. Sangue verde. Joinville: Sucesso Pocket, 2014. p. 200-201.Adaptado.)
Nas décadas de 1960/1970, como o Texto 5 afirma, as cidades fervilhavam, os tempos eram de contestação e inovação. Assim como os acontecimentos políticos e econômicos no Sudeste Asiático e Oriente Médio afetaram a Europa, nas Américas, a inovação de valores e a invenção visual também se difundiam rapidamente. Uma cultura internacional irreverente e questionadora nascia atravessando as fronteiras nacionais, estendendo-se dos grandes centros para todo o Planeta. Assinale a alternativa que se relaciona a esse movimento histórico-cultural no Brasil nesse período: - Ciências Humanas
História
- História do Brasil
- Prova de 2026
- UECE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: C1B8764D-6F
Sobre as revoltas nativistas ocorridas no Brasil durante o Período Colonial, é correto afirmar que - Ciências Humanas
História
- Era Vargas – 1930-1954
- Prova de 2026
- UECE
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: C1BAF8D6-6F
Caracterizado como um período no qual a atuação do Estado na economia passou a ser maior, com forte proposição de uma política industrial e uma redução do poder político das elites agrárias ligadas à cafeicultura que predominou na etapa anterior, esse momento histórico da República no Brasil é identificado como