História
- A estruturação do Estado norte-americano : território, cidadania e política
- Prova de 2023
- Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
- Código da questão: CA486965-75
Disciplina · Ciências Humanas
Questões de História, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.
Em 13 de agosto de 2024, em São Paulo, faleceu Takashi Morita, aos 100 anos. Japonês, pacifista, sobrevivente da bomba atômica de Hiroshima (06/08/1945). Em 2017, Takashi Morita publicou o livro A Última Mensagem de Hiroshima. Na obra, aborda sua vida no Japão antes e depois da guerra – incluindo o dia da explosão e seus desdobramentos – e o recomeço no Brasil. Escreveu:
“Esse foi apenas o começo do dia. Então se passou mais uma situação estranhíssima: começou a cair do céu uma chuva preta e espessa. Eram pingos mornos e enormes, que chegavam a machucar quando entravam em contato com a nossa pele e caíam da enorme nuvem negra que encobria toda a cidade. [...] Recebendo essa chuva negra, que não era óleo, mas uma chuva radioativa, a minha queimadura na nuca começou a arder ainda mais e ficou inchada”.
Nessa descrição, é possível perceber como o sobrevivente já sentia os efeitos da explosão ocorrida naquele dia. A bomba, que caiu às 08h15min da manhã, era um dos resultados do “projeto Manhattan”, dos Estados Unidos, no qual esteve envolvido Robert Oppenheimer. Os ataques atômicos dos EUA sobre o Japão foram um dos últimos capítulos do conflito iniciado na década anterior e amplificados após o ataque japonês à base de Pearl Harbor em 1941.
Com base nas informações acima, assinale a alternativa correta sobre a Segunda Guerra Mundial.
Considere os textos abaixo.
A delegação olímpica da Argélia jogou rosas no rio Sena durante o desfile de inauguração dos Jogos de Paris, em memória das vítimas da repressão policial às manifestações independentistas de 17 de outubro de 1961, um gesto pouco habitual nesse tipo de evento. [...] Em 17 de outubro de 1961, dezenas de manifestantes pacíficos foram vítimas de uma repressão sangrenta realizada sob a autoridade do prefeito de polícia da época, Maurice Papon. Segundo historiadores, entre trinta e cerca de duzentos manifestantes foram assassinados e seus corpos jogados no Sena.
AFP, Agência France Press. Paris 2024: Delegação da Argélia lança rosas no Sena em homenagem a vítimas de repressão de 1961. Carta Capital. Disponível em:<https://www.cartacapital.com.br/esporte/paris-2024-delegacao-da-argelia-lanca-rosasno-sena-em-homenagem-a-vitimas-de-repressao-de-1961/>. Acesso em: 15 ago. 2024.
Uma vez mais, o objectivo do colonizado que luta é provocar o fim da dominação. Mas igualmente deve velar pela liquidação de todas as mentiras introduzidas no seu corpo pela opressão. Num regime colonial, tal como existia na Argélia, as ideias professadas pelo colonialismo não influíam somente na minoria europeia, mas também no argelino. A libertação total é a que concerne a todos os sectores da personalidade. [...] Quando a nação se desamarra totalmente, o homem novo não é um produto a posteriori dessa nação, mas coexiste, desenvolve-se e triunfa com ela. [...] A independência não é uma palavra que deva exorcizar-se, mas uma condição indispensável para a existência de homens e mulheres realmente libertados, quer dizer, donos de todos os meios materiais que tornam possível a transformação radical da sociedade.
FANON, F. Os condenados da terra. [1ª ed. 1961].
Sobre a independência da Argélia e sobre os conhecimentos do processo de descolonização da África no século XX, é correto afirmar que
Considere o texto abaixo.
O caso que mais ganhou destaque neste período foi a morte do jornalista Wladimir Herzog, em 26 de outubro de 1975, nas dependências do Centro de Operações para a Defesa Interna (CODI), em São Paulo. Herzog, que se apresentou espontaneamente às autoridades militares, morreu sob a tutela do Estado. (…) E meses após este “incidente”, em 17 de janeiro de 1976, a morte do operário Manuel Fiel Filho, nas mesmas condições em que morreu Herzog, deixava claro esta situação de descontrole.
DA SILVA, F. C. T. A modernização autoritária: do golpe militar à redemocratização 1964/1984. In: LINHARES, M. Y. História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
Os eventos sobre os anos finais da ditadura militar no Brasil, narrados no texto, estão diretamente relacionados
O fragmento integra a letra de uma canção gravada em momento de intensa mobilização política. A canção foi censurada por estar associada