História
- História do Brasil
- Prova de 2009
- Universidade Federal do Ceará
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: 40194EDA-F6
Disciplina · Ciências Humanas
Questões de História, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.
O desenvolvimento tecnológico agora dependia de matérias-primas que, devido ao clima ou ao acaso geológico, seriam encontradas exclusiva ou profusamente em lugares remotos. O motor de combustão interna, criação típica do período que nos ocupa, dependia do petróleo e da borracha. O petróleo ainda vinha predominantemente dos EUA e da Europa (Rússia e, muito atrás, da Romênia) mas os campos petrolíferos do Oriente Médio já eram objeto de intenso confronto e conchavo diplomático. A borracha era um produto exclusivamente tropical, extraída com uma exploração atroz de nativos nas florestas equatoriais do Congo e da Amazônia.[...] A Malaia cada vez mais significava borracha e estanho; o Brasil, café; o Chile, nitratos; o Uruguai, carne; Cuba, açúcar e charutos.
(HOBSBAWM, Eric J. A era dos impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2006.)
Sobre a expansão imperial do século XIX referida no texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Contribuiu para que as potências européias diminuíssem suas rivalidades econômicas, políticas e militares, em razão das ações conjuntas desenvolvidas para promover a exploração colonial, especialmente na África.
( ) Ao expandir-se à procura de petróleo, borracha, açúcar, café, ouro, diamantes na América, no Oriente, na África e na Ásia, as potências imperiais contaram com a ação de missionários cristãos que empreenderam com sucesso a conversão de todos os pagãos e infiéis.
( ) Pautou-se pela exploração de colônias como complementares à economia metropolitana e como áreas de domínio político direto e indireto.
( ) Implementou o novo colonialismo como um subproduto de uma era de rivalidade econômico-política entre as economias nacionais, intensificada pelo protecionismo.
Assinale a seqüência correta.
A mudança será imposta sob a forma de golpe militar, ficando entretanto contida dentro dos limites de interesses dos grupos que integram o movimento e que realizarão apenas as modificações institucionais necessárias à sua efetivação ao poder e à realização de uma política econômica e administrativa propícia aos seus interesses.
(DA COSTA, Emília Viotti. Da Monarquia à República: momentos decisivos. São Paulo: Grijalbo, 1977.)
O texto acima refere-se ao fim do Império no Brasil. Sobre o assunto, analise as afirmativas.
I - Parte da classe senhorial, incapaz de se adaptar às exigências de modernização da economia, foi também abalada pelo fim da escravidão e, conseqüentemente, retirou seu apoio à monarquia.
II - A queda da monarquia, em 1889, representou uma ruptura no processo histórico brasileiro, por exemplo, com melhoras significativas para os trabalhadores rurais, com mudança no sistema de produção e maior independência dos mercados e capitais estrangeiros.
III - O fim da monarquia e conseqüente advento da República deveram-se a uma conjugação de três forças: uma parcela do exército, fazendeiros do oeste paulista e representantes das classes médias urbanas.
IV - Fazendeiros paulistas descontentes com o fim da escravidão e o proletariado urbano e rural foram os responsáveis pela queda do regime monárquico.
Estão corretas as afirmativas
O Cólera estava na ordem do dia do Brasil de meados de 1800. Tendo em vista a profusão de relatos sobre seus dramáticos feitos na Europa e na Ásia, o desembarque dessa peste em terras brasileiras foi seguido de uma forte apreensão por parte das autoridades públicas, médicos e população em geral, a mais vitimada na ocasião. (ALEXANDRE, Jucieldo Ferreira. Quando o “anjo do extermínio” se aproxima de nós: representações sobre o cólera no semanário cratense O Araripe (1855-1864) p.128- Dissertação de mestrado apresentado ao programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de João Pessoa – UFPB, 2010).
Sobre a epidemia de Cólera na região do Cariri
cearense é errôneo afirmar:
A partir dessas informações, relativas à história republicana brasileira, assinale a opção correta. “Mudar a vida e transformar o mundo. O ano de 1968 foi o da ousadia, da recusa dos partidos políticos tradicionais, com forte distanciamento da política oficial, recusa do mundo da mercadoria e dos valores burgueses e opressivos, e também recusa do marxismo burocratizado da União Soviética”. (CARMO, Paulo Sérgio do. 1950 - Culturas de Rebeldia: a juventude em questão. São Paulo. SENAC, 2001, p.80). A segunda metade do século XX foi marcada por tensões políticas, econômicas, sociais e culturais.
Nesse contexto alguns eventos se fizeram protagonistas:
I) Movimento estudantil com objetivos contraditórios ao modelo de sociedade burguês e a ditadura militar;
II) Movimento feminista questionando os costumes historicamente opressores e excludentes do sexo feminino. Luta por equidade de direitos, uso de pílula anticoncepcional, entre outros.

Nos Estados Unidos, durante o século XIX, tal como representada no mapa, a relação entre território e nação foi reconfigurada por uma política que
O número de votantes potenciais em 1872 era de 1 097 698, o que correspondia a 10,8% da população total. Esse número poderia chegar a 13%, quando separamos os escravos dos demais indivíduos. Em 1886, cinco anos depois de a Lei Saraiva ter sido aprovada, o número de cidadãos que poderiam se qualificar eleitores era de 117 022, isto é, 0,8% da população.
CASTELLUCCI, A. A. S. Trabalhadores, máquina política e eleições na Primeira
República. Disponível em: www.ifch.unicamp.br. Acesso em: 28 jul. 2012.
A explicação para a alteração envolvendo o número de eleitores no período é a
A imagem da relação patrão-empregado geralmente veiculada pelas classes dominantes brasileiras na República Velha era de que esta relação se assemelhava em muitos aspectos à relação entre pais e filhos. O patrão era uma espécie de “juiz doméstico” que procurava guiar e aconselhar o trabalhador, que, em troca, devia realizar suas tarefas com dedicação e respeitar o seu patrão.
CHALHOUB, S. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores do Rio de Janeiro da Belle Époque. Campinas: Unicamp, 2001.
No contexto da transição do trabalho escravo para o trabalho livre, a construção da imagem descrita no texto tinha por objetivo