História
- História do Brasil
- Prova de 2010
- UERJ
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 320D366F-60
Disciplina · Ciências Humanas
Questões de História, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.

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Tropicália
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro o monumento no planalto central
do país
(...)
O monumento não tem porta
A entrada é uma rua antiga, estreita e torta
E no joelho uma criança, sorridente, feia e morta
Estende a mão
(...)
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O disco e a música Tropicália tornaram-se símbolos do “Tropicalismo”, movimento protagonizado
por artistas e intelectuais, no Brasil, em finais da década de 1960.
Esse movimento destacou-se, principalmente, pela seguinte proposta:

FIGUEIREDO, Luciano (org). Imagens de uma nação. Rio de Janeiro: Sabin, 2009.
Os monumentos históricos possuem relação com a memória, de modo a destacar imagens e valores para a identidade coletiva de povos e sociedades. As fotos acima retratam monumentos históricos brasileiros produzidos em épocas distintas. A comparação entre ambos evidencia uma mudança refererente à identidade nacional brasileira.
Essa mudança está mais claramente vinculada à valorização da:

O Globo, 21/04/2010
Os altos salários renderam a Brasília a fama de ilha da fantasia. No chamado entorno da cidade, um milhão de pessoas vivem sem saneamento, utilizam transporte público de baixa qualidade e sofrem com a violência.
Adaptado de O Globo, 21/04/2010
A comparação entre a propaganda comemorativa do cinquentenário de Brasília e o trecho da reportagem explicita aspectos contraditórios do processo de crescimento urbano do Distrito Federal.
Um dos principais aspectos responsáveis por essas contradições é:
“A produção açucareira, limitada até o século XV, pôde deslanchar com a conquista do novo mundo.”
(CAMPOS, Flávio de & MIRANDA, Renan Garcia. A escrita da história. São Paulo: Editora Escala Educacional, 2005.p.206.)
A explicação para a afirmação acima está
Considere o texto a seguir.
Se você observar a Inglaterra no século XVII, verá que é uma potência de segunda classe, levando um embaixador inglês, em 1640, a dizer que seu país não gozava de qualquer consideração no mundo. O que era verdade. Mas já no começo do século XVIII, a Inglaterra é a maior potência mundial. Logo, alguma coisa aconteceu no meio disso. E eu creio que o que houve no meio foram a Guerra Civil e a Revolução que tiveram efeitos fundamentais. [...] O resultado foi que, se a Inglaterra no século XVII era importadora de cereais e padecia de fome e escassez, no fim desse século já era exportadora e não havia mais fome. Tudo isso, como é óbvio, convergiu para a irrupção da Revolução Industrial no final do século seguinte.
(Trecho da entrevista feita com o historiador Christopher Hill à Folha de S. Paulo, em 10.08.1988.)
Sobre as revoluções inglesas, ocorridas no século
XVIII, é correto afirmar que
Este considerável aumento de produção que, devido à divisão do trabalho, o mesmo número de pessoas é capaz de realizar, é resultante de três circunstâncias diferentes: primeiro, ao aumento da destreza de cada trabalhador; segundo, à economia de tempo, que antes era perdido ao passar de uma operação para outra; terceiro, à invenção de um grande número de máquinas que facilitam o trabalho e reduzem o tempo indispensável para o realizar, permitindo a um só homem fazer o trabalho de muitos.
(Adam Smith. Investigação sobre a Natureza e as Causas da
Riqueza das Nações (1776), in Adam Smith/Ricardo.
Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1984.)
O texto, publicado originalmente em 1776, destaca três características da organização do trabalho no contexto da Revolução Industrial:
[Na Idade Média], chamava-se ‘lepra’ a muitas doenças. Toda erupção pustulenta, a escarlatina, por exemplo, qualquer afec- ção cutânea passava por lepra. Ora, havia, com relação à lepra, um terror sagrado: os homens daquele tempo estavam persuadidos de que no corpo reflete-se a podridão da alma. O leproso era, só por sua aparência corporal, um pecador. Desagradara a Deus e seu pecado purgava através dos poros.
(Georges Duby. Ano 1000 Ano 2000. Na pista de nossos medos.
São Paulo: Unesp, 1998.)
O texto mostra a associação entre doença e religião na Idade Média. Isso ocorre porque os homens do período
Com a ruralização, a tendência à autossuficiência de cada latifúndio e as crescentes dificuldades nas comunicações, os representantes do poder imperial foram perdendo capacidade de ação sobre vastos territórios. Mais do que isso, os próprios latifundiários foram ganhando atribuições anteriormente da alçada do Estado.
(Hilário Franco Jr. O feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1986. Adaptado.)
A característica do feudalismo mencionada no fragmento é