Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2019
- UFU-MG
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 96BAEC42-C3

Instituição
700 questões de Universidade Federal de Uberlândia (UFU-MG), de 2006 a 2026. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

A butcher said that people are very skeptical and nervous about manufactured products as it is, and
scientists agree that public acceptance is key to the success of this product.


Tocar no assunto remete a um Fla-Flu ou a Corinthians x Palmeiras em final de campeonato.
De um lado, empedernidos, os defensores do livro impresso, trazendo-os junto ao peito, capas
veneradas, metendo o nariz entre suas páginas, sentindo o cheirinho inebriante, degustando o
prazer de abrir a primeira página, para em seguida fechá-lo novamente, mais alguns instantes
admirando aquela obra de arte.
Do outro, os descolados e seus tablets e e-readers atraentes, com mil e uma funções,
permitindo que o usuário, além de carregar consigo uma biblioteca que cabe na mochila ou no bolso,
interaja em suas redes sociais enquanto faz um download do livro comprado há dois minutos em
uma livraria digital.
Haverá aqueles que dirão que não é mais a mesma história, que os cinemas de rua
morreram, que não há mais matinês como as da sua infância. Nostalgias à parte, a convivência
entre as diversas linguagens é saudável e dá o tom aos novos tempos. E-books e livros em papel
convivem harmoniosamente na bolsa de muita gente.
É o caso da produtora de eventos Caren Bianco, que se mudou para a Itália e não tinha
como levar sua biblioteca a tiracolo. "Em um primeiro momento, senti um verdadeiro pavor. Leio
muito e uso bastante a internet, porém não era consumidora de leitura digital de livros e revistas.
Mas não tinha solução. Se eu quisesse ler, principalmente em português, teria de optar pelo e-book.
Confesso que ainda prefiro o livro em papel, localizo melhor trechos que quero reler nesse formato,
mas também confesso que é muito prático carregar as minhas obras preferidas para todo canto e
lugar", pondera.
Os dois modelos carregam vantagens e desvantagens. Se um, por seu lado, nos remete a um
mundo muito particular só de tocá-lo ou cheirá-lo, o outro traz a possibilidade de ser acessado com
poucos cliques. Se um, porém, pesa no transporte de lá para cá, o outro cansa a vista com sua
luminosidade. Mas podem conviver harmoniosamente,
Assinale a alternativa que contém apenas afirmativas corretas.
CAPÍTULO CVI
... Ou, mais propriamente, capítulo em que o leitor, desorientado, não pode combinar as tristezas de Sofia com a anedota do cocheiro. E pergunta confuso: - Então a entrevista da Rua da Harmonia, Sofia, Carlos Maria, esse chocalho de rimas sonoras e delinquentes é tudo calúnia? Calúnia do leitor e do Rubião, não do pobre cocheiro que não proferiu nomes, não chegou sequer a contar uma anedota verdadeira. É o que terias visto, se lesses com pausa. Sim, desgraçado, adverte bem que era inverossímil que um homem, indo a uma aventura daquelas, fizesse parar o tílburi diante da casa pactuada. Seria pôr uma testemunha ao crime. Há entre o céu e a terra muitas mais ruas do que sonha a tua filosofia, – ruas transversais, onde o tílburi podia ficar esperando.
- Bem; PONTO E VÍRGULA? o cocheiro não soube compor. Mas que interesse tinha em inventar a anedota?
Conduzira Rubião a uma casa, onde o nosso amigo ficou quase duas horas, sem o despedir; viu-o sair, entrar no tílburi, descer logo e vir a pé, ordenando-lhe que o acompanhasse. Concluiu que era ótimo freguês; mas, ainda assim não se lembrou de inventar nada. Passou, porém, uma senhora com um menino, – a da Rua da Saúde – e Rubião quedou-se a olhar para ela com vistas de amor e melancolia. Aqui é que o cocheiro o teve por lascivo, além de pródigo, e encomendou-lhe as suas prendas. Se falou em Rua da Harmonia foi por sugestão do bairro donde vinham, e se disse que trouxera um moço da Rua dos Inválidos, é que naturalmente transportara de lá algum, na véspera, – talvez o próprio Carlos Maria, – ou porque lá morasse, ou porque lá tivesse a cocheira, – qualquer outra circunstância que lhe ajudou a invenção, como as reminiscências do dia servem de matéria aos sonhos da noite. Nem todos os cocheiros são imaginativos. Já é muito CONSERTAR? farrapos da realidade.
Resta só a coincidência de morar na Rua da Harmonia uma das costureiras do luto. Aqui, sim, parece um propósito do acaso. Mas a culpa é da costureira; não lhe faltaria casa mais para o centro da cidade, se quisesse deixar a agulha e o marido. Ao contrário disso, ama-os sobre todas as cousas deste mundo. Não era razão para que eu cortasse o episódio, ou interrompesse o livro.
ASSIS, Machado. Quincas Borba. São Paulo: Editora Globo, 1997. p. 142.
Levando-se em consideração a obra Quincas Borba e o fragmento acima, o narrador revela