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Instituição

Questões: Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) — com gabarito

195 questões de Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), de 2006 a 2012. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 195 questões
  • 3 provas

Resultados: 58 questões

Página 1 de 3

  • Linguagens

    Português

    Fobias

            Não sei como se chamaria o medo de não ter o que ler. Existem as conhecidas claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de espaços abertos), acrofobia (medo de altura), collorfobia (medo do que ele vai nos aprontar agora) e as menos conhecidas ailurofobia (medo de gatos), iatrofobia (medo de médicos) e até treiskaidekafobia (medo do número treze), mas o pânico de estar, por exemplo, num quarto de hotel, com insônia, sem nada para ler não sei que nome tem. É uma das minhas neuroses. O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica na palavra impressa. Na falta dela, qualquer palavra serve. Já saí de cama de hotel no meio da noite e entrei no banheiro para ver se as torneiras tinham “Frio” e “Quente” escritos por extenso, para saciar minha sede de letras. Já ajeitei o travesseiro, ajustei a luz e abri a lista telefônica, tentando me convencer que, pelo menos no número de personagens, seria um razoável substituto para um romance russo. Já revirei cobertores e lençóis, à procura de uma etiqueta, qualquer coisa.
            Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos e deixam uma Bíblia no quarto, e ela tem sido a minha salvação, embora não no modo pretendido. Nada como um best-seller numa hora dessas. A Bíblia tem tudo para acompanhar uma insônia: enredo fantástico, grandes personagens, romance, o sexo em todas as suas formas, ação, paixão, violência – e uma mensagem positiva. Recomendo “Gênesis” pelo ímpeto narrativo, “O cântico dos cânticos” pela poesia e “Isaías” e “João” pela força dramática, mesmo que seja difícil dormir depois do Apocalipse.
            Mas, e quando não tem nem a Bíblia? Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga.
            - Desculpe, cavalheiro, mas o hotel não fornece companhia feminina...
            - Você não entendeu! Eu quero uma revista Amiga, Capricho, Vida Rotariana, qualquer coisa.
            - Infelizmente, não tenho nenhuma revista.
            - Não é possível! O que você faz durante a noite?
            - Tricô.
            Uma esperança!
            - Com manual?
            - Não. Danação.
            - Você não tem nada para ler?
            - Bem ... Tem uma carta da mamãe.
            - Manda!

    (VERÍSSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2001.)

    Sobre as ideias do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


    ( ) A Bíblia foi denominada best-seller pelo narrador por ser uma obra muito vendida em todo mundo.

    ( ) O narrador chamou seu problema de gutembergomania, relacionando-o a Gutemberg, inventor da imprensa no século XV.

    ( ) A recomendação, de maneira enfática e precisa, de algumas partes da Bíblia mostra que o narrador conhece a obra.

    ( ) O narrador solicitou uma companhia feminina, pois estava com insônia, sozinho em um quarto de hotel.


    Assinale a sequência correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 36cb0329-e6
  • Linguagens

    Português

    Fobias

            Não sei como se chamaria o medo de não ter o que ler. Existem as conhecidas claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de espaços abertos), acrofobia (medo de altura), collorfobia (medo do que ele vai nos aprontar agora) e as menos conhecidas ailurofobia (medo de gatos), iatrofobia (medo de médicos) e até treiskaidekafobia (medo do número treze), mas o pânico de estar, por exemplo, num quarto de hotel, com insônia, sem nada para ler não sei que nome tem. É uma das minhas neuroses. O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica na palavra impressa. Na falta dela, qualquer palavra serve. Já saí de cama de hotel no meio da noite e entrei no banheiro para ver se as torneiras tinham “Frio” e “Quente” escritos por extenso, para saciar minha sede de letras. Já ajeitei o travesseiro, ajustei a luz e abri a lista telefônica, tentando me convencer que, pelo menos no número de personagens, seria um razoável substituto para um romance russo. Já revirei cobertores e lençóis, à procura de uma etiqueta, qualquer coisa.
            Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos e deixam uma Bíblia no quarto, e ela tem sido a minha salvação, embora não no modo pretendido. Nada como um best-seller numa hora dessas. A Bíblia tem tudo para acompanhar uma insônia: enredo fantástico, grandes personagens, romance, o sexo em todas as suas formas, ação, paixão, violência – e uma mensagem positiva. Recomendo “Gênesis” pelo ímpeto narrativo, “O cântico dos cânticos” pela poesia e “Isaías” e “João” pela força dramática, mesmo que seja difícil dormir depois do Apocalipse.
            Mas, e quando não tem nem a Bíblia? Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga.
            - Desculpe, cavalheiro, mas o hotel não fornece companhia feminina...
            - Você não entendeu! Eu quero uma revista Amiga, Capricho, Vida Rotariana, qualquer coisa.
            - Infelizmente, não tenho nenhuma revista.
            - Não é possível! O que você faz durante a noite?
            - Tricô.
            Uma esperança!
            - Com manual?
            - Não. Danação.
            - Você não tem nada para ler?
            - Bem ... Tem uma carta da mamãe.
            - Manda!

    (VERÍSSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2001.)
    O narrador afirma que Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos e deixam uma Bíblia no quarto, e ela tem sido a minha salvação, embora não no modo pretendido. o trecho assinalado sugere que a Bíblia é colocada nos quartos de hotel para
    Escolha uma alternativa para a questão 36d353f9-e6
  • Linguagens

    Português

    Fobias

            Não sei como se chamaria o medo de não ter o que ler. Existem as conhecidas claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de espaços abertos), acrofobia (medo de altura), collorfobia (medo do que ele vai nos aprontar agora) e as menos conhecidas ailurofobia (medo de gatos), iatrofobia (medo de médicos) e até treiskaidekafobia (medo do número treze), mas o pânico de estar, por exemplo, num quarto de hotel, com insônia, sem nada para ler não sei que nome tem. É uma das minhas neuroses. O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica na palavra impressa. Na falta dela, qualquer palavra serve. Já saí de cama de hotel no meio da noite e entrei no banheiro para ver se as torneiras tinham “Frio” e “Quente” escritos por extenso, para saciar minha sede de letras. Já ajeitei o travesseiro, ajustei a luz e abri a lista telefônica, tentando me convencer que, pelo menos no número de personagens, seria um razoável substituto para um romance russo. Já revirei cobertores e lençóis, à procura de uma etiqueta, qualquer coisa.
            Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos e deixam uma Bíblia no quarto, e ela tem sido a minha salvação, embora não no modo pretendido. Nada como um best-seller numa hora dessas. A Bíblia tem tudo para acompanhar uma insônia: enredo fantástico, grandes personagens, romance, o sexo em todas as suas formas, ação, paixão, violência – e uma mensagem positiva. Recomendo “Gênesis” pelo ímpeto narrativo, “O cântico dos cânticos” pela poesia e “Isaías” e “João” pela força dramática, mesmo que seja difícil dormir depois do Apocalipse.
            Mas, e quando não tem nem a Bíblia? Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga.
            - Desculpe, cavalheiro, mas o hotel não fornece companhia feminina...
            - Você não entendeu! Eu quero uma revista Amiga, Capricho, Vida Rotariana, qualquer coisa.
            - Infelizmente, não tenho nenhuma revista.
            - Não é possível! O que você faz durante a noite?
            - Tricô.
            Uma esperança!
            - Com manual?
            - Não. Danação.
            - Você não tem nada para ler?
            - Bem ... Tem uma carta da mamãe.
            - Manda!

    (VERÍSSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2001.)
    Tome o trecho: O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica na palavra impressa. Assinale a alternativa que NÃO apresenta relação correta entre a palavra do trecho e sua classificação morfológica.
    Escolha uma alternativa para a questão 36db37da-e6
  • Linguagens

    Português

    Fobias

            Não sei como se chamaria o medo de não ter o que ler. Existem as conhecidas claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de espaços abertos), acrofobia (medo de altura), collorfobia (medo do que ele vai nos aprontar agora) e as menos conhecidas ailurofobia (medo de gatos), iatrofobia (medo de médicos) e até treiskaidekafobia (medo do número treze), mas o pânico de estar, por exemplo, num quarto de hotel, com insônia, sem nada para ler não sei que nome tem. É uma das minhas neuroses. O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica na palavra impressa. Na falta dela, qualquer palavra serve. Já saí de cama de hotel no meio da noite e entrei no banheiro para ver se as torneiras tinham “Frio” e “Quente” escritos por extenso, para saciar minha sede de letras. Já ajeitei o travesseiro, ajustei a luz e abri a lista telefônica, tentando me convencer que, pelo menos no número de personagens, seria um razoável substituto para um romance russo. Já revirei cobertores e lençóis, à procura de uma etiqueta, qualquer coisa.
            Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos e deixam uma Bíblia no quarto, e ela tem sido a minha salvação, embora não no modo pretendido. Nada como um best-seller numa hora dessas. A Bíblia tem tudo para acompanhar uma insônia: enredo fantástico, grandes personagens, romance, o sexo em todas as suas formas, ação, paixão, violência – e uma mensagem positiva. Recomendo “Gênesis” pelo ímpeto narrativo, “O cântico dos cânticos” pela poesia e “Isaías” e “João” pela força dramática, mesmo que seja difícil dormir depois do Apocalipse.
            Mas, e quando não tem nem a Bíblia? Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga.
            - Desculpe, cavalheiro, mas o hotel não fornece companhia feminina...
            - Você não entendeu! Eu quero uma revista Amiga, Capricho, Vida Rotariana, qualquer coisa.
            - Infelizmente, não tenho nenhuma revista.
            - Não é possível! O que você faz durante a noite?
            - Tricô.
            Uma esperança!
            - Com manual?
            - Não. Danação.
            - Você não tem nada para ler?
            - Bem ... Tem uma carta da mamãe.
            - Manda!

    (VERÍSSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2001.)
    Sobre aspectos da sintaxe em Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga., assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 36e35194-e6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFMT 2008, Interpretação de Textos


    (ABAURRE, M. L. M. et alii. Português: contexto, interlocução e sentido.São Paulo: Moderna, 2008, p. 236.)

    Que intencionalidade estrutura o texto?
    Escolha uma alternativa para a questão 36f34c56-e6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFMT 2008, Denotação e Conotação


    (ABAURRE, M. L. M. et alii. Português: contexto, interlocução e sentido.São Paulo: Moderna, 2008, p. 236.)

    A respeito da construção da peça publicitária, analise as afirmativas abaixo.


    I - O produtor coloca em relevância o aspecto gráfico, utilizando palavras escritas com nuanças de cinza e letras com tipologias diferentes.

    II - A escolha lexical, somada à maneira como são apresentadas as palavras, aumenta o efeito persuasivo do texto.

    III - Um jogo de palavras cria duas possibilidades de leitura para o termo polígamo: uma denotativa – casar com mais de um elemento; e uma outra conotativa – ser usado de várias formas.


    Está correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 36fb0d82-e6
  • Linguagens

    Português

    A coluna da esquerda apresenta provérbios e a da direita, uma leitura possível para cada um. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.


    1-Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

    2-Camarão que dorme a onda leva.

    3-Quem semeia vento colhe tempestade.

    4-Em terra de cego, quem tem um olho é rei.


    ( ) As pessoas arcam com as consequências dos próprios atos.

    ( ) No meio de ignorantes, quem sabe pouco é sábio.

    ( ) O sofrimento alheio não nos faz sofrer, porque não nos afeta.

    ( ) Se não estiver atento a sua volta, será passado para trás


    Assinale a sequência correta

    Escolha uma alternativa para a questão 37056cea-e6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFMT 2008, Interpretação de Textos


    (CIPRO NETO, P. e INFANTE, U. Gramática da língua portuguesa. São Paulo: Scipione, 2003, p. 406.)

    Sobre os sentidos do texto, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 370df10d-e6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFMT 2008, Coesão e coerência


    (CIPRO NETO, P. e INFANTE, U. Gramática da língua portuguesa. São Paulo: Scipione, 2003, p. 406.)

    Sobre os recursos linguísticos e textuais, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 3714dc62-e6
  • Linguagens

    Inglês

    Brazil despite its economic success remains one

    of the inequality champions

    August 22nd, 2012


    Imagem da questão de Inglês, UFMT 2012, Palavras conectivas | Connective words

    Brazil might be the leading economy in Latin America and has had a significant performance in reducing poverty in recent years, but it still remains among the countries with the highest inequality in the region together with Guatemala, Honduras and Colombia, points out the UN­Habitat report. In all four countries based on 2009 data, the Gini income per capita distribution index stood at 0.56, to which must be added Dominican Republic and Bolivia, two inequality champions with high concentration of wealth. This compares with the US and Portugal Gini indicator of 0.38, two countries that offer no relief since Portugal, for example, has the highest inequality index of the European Union.
    Nevertheless, Brazil advanced compared to 1990 when it had the highest degree of inequality and stood well ahead from the rest of the continent. But the region continues to have the highest inequality rate in spite of advances in helping income distribution. Among some of the causes for distribution improvement are productivity, upward trend of salaries and workers categories, strong economy and implementation of income transfer programs in several countries, particularly in the two leading economies, Brazil and Mexico. In the case of Brazil, the country’s economy now figures sixth at global level.
    Former president Lula da Silva and one of the most popular leaders in history of that country based his success precisely on the Bolsa Família Plan, which distributed a monthly basic food basket to millions, helping anywhere from 14 to 22 million climb out of poverty, plus ensuring his Workers Party an encouraging future. The Gini coefficient or index measures the inequality among values of a frequency distribution (for instance, levels of income). A Gini coefficient of zero expresses perfect equality where all values are the same (for instance, where everyone has an exactly equal income). A Gini coefficient of one (100 on the percentile scale) expresses maximal inequality among values (for instance, where only one person has all the income).


    (http://en.mercopress.com. Adaptado.)



    No início do segundo parágrafo, a palavra nevertheless introduz

    Escolha uma alternativa para a questão 388e2162-36
  • Linguagens

    Português

    Oh retrato da morte, oh Noite amiga

    Por cuja escuridão suspiro há tanto!

    Calada testemunha do meu pranto,

    De meus desgostos secretária antiga!

    Pois manda Amor, que a ti somente os diga,

    Dá- ­lhes pio agasalho no teu manto;

    Ouve- ­os, como costumas, ouve, enquanto

    Dorme a cruel, que a delirar me obriga:

    E vós, oh cortesãos da escuridade,

    Fantasmas vagos, mochos piadores,

    Inimigos, como eu, da claridade!

    Em bandos acudi aos meus clamores;

    Quero a vossa medonha sociedade,

    Quero fartar meu coração de horrores.

    (Bocage. Sonetos, 1994.)


    Nesse poema, predomina

    Escolha uma alternativa para a questão 3aaa0d71-36
  • Linguagens

    Português

    Jantei fora. De noite fui ao teatro. Representava­se justa­mente Otelo, que eu não vira nem lera nunca; sabia apenas o assunto, e estimei a coincidência. Vi as grandes raivas do mouro, por causa de um lenço, - um simples lenço! - e aqui dou matéria à meditação dos psicólogos deste e de outros continentes, pois não me pude furtar à observação de que um lenço bastou a acender os ciúmes de Otelo e compor a mais sublime tragédia deste mundo. Os lenços perderam­se, hoje são precisos os pró­prios lençóis; alguma vez nem lençóis há, e valem só as camisas. Tais eram as ideias que me iam passando pela cabeça, vagas e turvas, à medida que o mouro rolava convulso, e Iago destilava a sua calúnia. Nos intervalos não me levantava da cadeira; não queria expor­- me a encontrar algum conhecido. As senhoras ficavam quase todas nos camarotes, enquanto os homens iam fumar. Então eu perguntava a mim mesmo se alguma daque­las não teria amado alguém que jazesse agora no cemitério, e vinham outras incoerências, até que o pano subia e continuava a peça. O último ato mostrou­- me que não eu, mas Capitu devia morrer. Ouvi as súplicas de Desdêmona, as suas palavras amo­rosas e puras, e a fúria do mouro, e a morte que este lhe deu entre aplausos frenéticos do público.

    (Machado de Assis, Dom Casmurro.)
    No texto, duas narrativas entrecruzam- se: a história vivida pelo narrador e a história encenada na peça Otelo. A semelhança entre elas reside no fato de que ambas


    Escolha uma alternativa para a questão 3edbeae6-36
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFMT 2006, Interpretação de Textos

    Em relação às idéias implícitas no texto, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.


    ( ) O leitor, conclamado a posicionar-se em face da problemática apresentada, tem bom nível sócio-cultural, conforme marcas contextuais.

    ( ) É dever de todos os cidadãos, não só do Estado, preocupar-se em manter a criança na escola.

    ( ) Escola e infância são direitos indissociáveis de toda criança.


    Assinale a seqüência correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 71c93b99-df
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFMT 2006, Interpretação de Textos

    O trecho O trabalho não tira só a escola das crianças, tira a infância também. pode ser reescrito, sem alterar o sentido, de diversas maneiras. Assinale a reescritura que NÃO conserva o sentido. 
    Escolha uma alternativa para a questão 71cf1820-df
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFMT 2006, Coesão e coerência

    Em relação aos recursos lingüísticos utilizados no texto, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 71d2879f-df
  • Linguagens

    Literatura

    Leia os trechos da obra Grande sertão: veredas, publicada há 50 anos, do escritor mineiro Guimarães Rosa – geração de 45 –

    Eu ouvi aquilo demais. O pacto! Se diz – o senhor sabe. Bobéia. Ao que a pessoa vai, em meia-noite, a uma encruzilhada, e chama fortemente o Cujo – e espera. Se sendo, há-de que vem um pé-de-vento, sem razão, e arre se comparece uma porca com ninhada de pintos, se não for uma galinha puxando barrigada de leitões. Tudo errado, remedante, sem completação... O senhor imaginalmente percebe? O crespo – a gente se retém – então dá um cheiro de breu queimado. E o dito – o Coxo – toma espécie, se forma! Carece de se conservar coragem. Se assina o pacto. Se assina com o sangue de pessoa. O pagar é alma. Muito mais depois. O senhor vê, superstição parva? Estornadas!... Provei. Introduzi. (p.45)

    O demo, tive raiva dele? Pensei nele? Em vezes. O que era em mim valentia, não pensava; e o que pensava produzia era dúvidas de me-enleios. Repensava, no esfriar do dia. A quando é o do sol entrar, que então até é o dia mesmo, por seu remorso. Ou então, ainda melhor, no madrugal, logo no instante em que eu acordava e ainda não abria os olhos: eram só os minutos, e, ali durante, em minha rede, eu preluzia tudo claro e explicado. Assim: – Tu vigia, Riobaldo, não deixa o diabo te pôr sela... – isto eu divulgava. Aí eu queria fazer um projeto: como havia de escapulir dele, do Temba, que eu tinha mal chamado. Ele rondava por me governar? (p.458)

    (ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.) 
    A leitura dos dois excertos revela um dos temas que permeia a ação do romance. Qual é ele?
    Escolha uma alternativa para a questão 71d5d6b5-df
  • Linguagens

    Literatura

    Leia os trechos da obra Grande sertão: veredas, publicada há 50 anos, do escritor mineiro Guimarães Rosa – geração de 45 –

    Eu ouvi aquilo demais. O pacto! Se diz – o senhor sabe. Bobéia. Ao que a pessoa vai, em meia-noite, a uma encruzilhada, e chama fortemente o Cujo – e espera. Se sendo, há-de que vem um pé-de-vento, sem razão, e arre se comparece uma porca com ninhada de pintos, se não for uma galinha puxando barrigada de leitões. Tudo errado, remedante, sem completação... O senhor imaginalmente percebe? O crespo – a gente se retém – então dá um cheiro de breu queimado. E o dito – o Coxo – toma espécie, se forma! Carece de se conservar coragem. Se assina o pacto. Se assina com o sangue de pessoa. O pagar é alma. Muito mais depois. O senhor vê, superstição parva? Estornadas!... Provei. Introduzi. (p.45)

    O demo, tive raiva dele? Pensei nele? Em vezes. O que era em mim valentia, não pensava; e o que pensava produzia era dúvidas de me-enleios. Repensava, no esfriar do dia. A quando é o do sol entrar, que então até é o dia mesmo, por seu remorso. Ou então, ainda melhor, no madrugal, logo no instante em que eu acordava e ainda não abria os olhos: eram só os minutos, e, ali durante, em minha rede, eu preluzia tudo claro e explicado. Assim: – Tu vigia, Riobaldo, não deixa o diabo te pôr sela... – isto eu divulgava. Aí eu queria fazer um projeto: como havia de escapulir dele, do Temba, que eu tinha mal chamado. Ele rondava por me governar? (p.458)

    (ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.) 
    A respeito do processo de narração de Grande sertão: veredas, pode-se afirmar que Riobaldo, o narrador,
    Escolha uma alternativa para a questão 71daa191-df
  • Linguagens

    Literatura

    Leia os trechos da obra Grande sertão: veredas, publicada há 50 anos, do escritor mineiro Guimarães Rosa – geração de 45 –

    Eu ouvi aquilo demais. O pacto! Se diz – o senhor sabe. Bobéia. Ao que a pessoa vai, em meia-noite, a uma encruzilhada, e chama fortemente o Cujo – e espera. Se sendo, há-de que vem um pé-de-vento, sem razão, e arre se comparece uma porca com ninhada de pintos, se não for uma galinha puxando barrigada de leitões. Tudo errado, remedante, sem completação... O senhor imaginalmente percebe? O crespo – a gente se retém – então dá um cheiro de breu queimado. E o dito – o Coxo – toma espécie, se forma! Carece de se conservar coragem. Se assina o pacto. Se assina com o sangue de pessoa. O pagar é alma. Muito mais depois. O senhor vê, superstição parva? Estornadas!... Provei. Introduzi. (p.45)

    O demo, tive raiva dele? Pensei nele? Em vezes. O que era em mim valentia, não pensava; e o que pensava produzia era dúvidas de me-enleios. Repensava, no esfriar do dia. A quando é o do sol entrar, que então até é o dia mesmo, por seu remorso. Ou então, ainda melhor, no madrugal, logo no instante em que eu acordava e ainda não abria os olhos: eram só os minutos, e, ali durante, em minha rede, eu preluzia tudo claro e explicado. Assim: – Tu vigia, Riobaldo, não deixa o diabo te pôr sela... – isto eu divulgava. Aí eu queria fazer um projeto: como havia de escapulir dele, do Temba, que eu tinha mal chamado. Ele rondava por me governar? (p.458)

    (ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.) 
    Sobre a renovação da linguagem empreendida por Rosa, assinale a afirmativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 71de07d4-df
  • Linguagens

    Português

    Os textos abaixo fazem parte da campanha publicitária de uma empresa fabricante de produtos eletrônicos.


    TEXTO I


    Noel querido,


    No próximo dia 24 vou oferecer uma ceia para alguns amigos em minha casa, em petit comitê. Eu adoraria poder contar com a sua presença. E, se você quiser trazer um presente para a anfitriã, não vou me importar, pelo contrário, até dou uma sugestão: você já viu a nova linha de monitores de plasma da Gradiente? É um must! Design clean, tecnologia de última geração. Ficaria o máximo ao lado de minhas obras modernistas. Apenas um pedido, querido. Por favor, não entre pela chaminé para não assustar os convidados. Um beijo.


    ____________________

    Seu nome


    TEXTO II


    E aí, Papai Noel, Belê?


    A parada é a seguinte: eu, ___________________, tô muito a fim, a finzaço mesmo, de ter um Mini System Titanium da Gradiente no meu quarto, aquele que reproduz MP3 com 5.000 Watts de potência, tá ligado? Sabe como é: eu queimo uns CDs MP3, convido a mina para ouvir um som da hora, a gente troca umas idéias e aí, meu velho, você tá ligado, né? E então? Quebra essa pra mim, mano. O senhor, que já tá velhinho, não sabe como é difícil hoje em dia agradar a mulherada.


    (VEJA, dezembro de 2003.) 

    Sobre a caracterização do gênero dos textos I e II, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 71e121e6-df
  • Linguagens

    Português

    Os textos abaixo fazem parte da campanha publicitária de uma empresa fabricante de produtos eletrônicos.


    TEXTO I


    Noel querido,


    No próximo dia 24 vou oferecer uma ceia para alguns amigos em minha casa, em petit comitê. Eu adoraria poder contar com a sua presença. E, se você quiser trazer um presente para a anfitriã, não vou me importar, pelo contrário, até dou uma sugestão: você já viu a nova linha de monitores de plasma da Gradiente? É um must! Design clean, tecnologia de última geração. Ficaria o máximo ao lado de minhas obras modernistas. Apenas um pedido, querido. Por favor, não entre pela chaminé para não assustar os convidados. Um beijo.


    ____________________

    Seu nome


    TEXTO II


    E aí, Papai Noel, Belê?


    A parada é a seguinte: eu, ___________________, tô muito a fim, a finzaço mesmo, de ter um Mini System Titanium da Gradiente no meu quarto, aquele que reproduz MP3 com 5.000 Watts de potência, tá ligado? Sabe como é: eu queimo uns CDs MP3, convido a mina para ouvir um som da hora, a gente troca umas idéias e aí, meu velho, você tá ligado, né? E então? Quebra essa pra mim, mano. O senhor, que já tá velhinho, não sabe como é difícil hoje em dia agradar a mulherada.


    (VEJA, dezembro de 2003.) 

    Sobre a linguagem utilizada nos textos I e II, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


    ( ) A coloquialidade no texto I é marcada, por exemplo, pela busca de proximidade com o destinatário e por algumas escolhas lexicais; a norma padrão é predominante, como exemplifica o trecho Por favor, não entre pela chaminé para não assustar os convidados.
    ( ) A oralidade permeia o texto II de forma marcante, como mostram os trechos E aí, Papai Noel? Belê?, e aí, meu velho, você já ta ligado, né?, tô muito a fim, tô a finzaço mesmo.
    ( ) No texto II, o jovem não se dirige a Papai Noel de forma polida, respeitosa, pois utiliza gírias, como tá ligado, quebra essa e refere-se a ele como mano e meu velho.
    ( ) O uso, no texto I, de estrangeirismos – em petit comité, must – revela a imagem que a senhora pretende passar ao Papai Noel.


    Assinale a seqüência correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 71e3f7b9-df