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Instituição

Questões: Universidade Estadual de Londrina (UEL) — com gabarito

457 questões de Universidade Estadual de Londrina (UEL), de 2009 a 2023. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 457 questões
  • 7 provas

Resultados: 131 questões

Página 2 de 7

  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto V e responda a questão. 

    Texto V

    O “Adeus” de Teresa

    A vez primeira que eu fitei Teresa,

    Como as plantas que arrasta a correnteza,

    A valsa nos levou nos giros seus...

    E amamos juntos... E depois na sala

    “Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala...

    E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”

    Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...

    E da alcova saía um cavaleiro

    Inda beijando uma mulher sem véus...

    Era eu... Era a pálida Teresa!

    “Adeus” lhe disse conservando-a presa...

    E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”

    Passaram tempos... séc’los de delírio

    Prazeres divinais... gozos do Empíreo...

    ... Mas um dia volvi aos lares meus.

    Partindo eu disse – “Voltarei!... descansa!...”

    Ela, chorando mais que uma criança,

    Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

    Quando voltei... era o palácio em festa!...

    E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra

    Preenchiam de amor o azul dos céus.

    Entrei!... Ela me olhou branca... surpresa!

    Foi a última vez que eu vi Teresa!...

    E ela arquejando murmurou-me: “adeus!” 

    (CASTRO ALVES, Antonio Frederico. Espumas flutuantes. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. p. 51.)

    Sobre características do estilo de Castro Alves presentes no poema, considere as afirmativas a seguir.

    I. Presença de uma visão erotizada do amor e da mulher.
    II. Abandono do tom aclamatório presente nos poemas sobre os escravos.
    III. Confirma sua inserção na segunda geração do Romantismo.
    IV. Revela influência do sentimentalismo amoroso adulto.

    Assinale a alternativa correta
    Escolha uma alternativa para a questão f5d54c19-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto V e responda a questão. 

    Texto V

    O “Adeus” de Teresa

    A vez primeira que eu fitei Teresa,

    Como as plantas que arrasta a correnteza,

    A valsa nos levou nos giros seus...

    E amamos juntos... E depois na sala

    “Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala...

    E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”

    Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...

    E da alcova saía um cavaleiro

    Inda beijando uma mulher sem véus...

    Era eu... Era a pálida Teresa!

    “Adeus” lhe disse conservando-a presa...

    E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”

    Passaram tempos... séc’los de delírio

    Prazeres divinais... gozos do Empíreo...

    ... Mas um dia volvi aos lares meus.

    Partindo eu disse – “Voltarei!... descansa!...”

    Ela, chorando mais que uma criança,

    Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

    Quando voltei... era o palácio em festa!...

    E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra

    Preenchiam de amor o azul dos céus.

    Entrei!... Ela me olhou branca... surpresa!

    Foi a última vez que eu vi Teresa!...

    E ela arquejando murmurou-me: “adeus!” 

    (CASTRO ALVES, Antonio Frederico. Espumas flutuantes. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. p. 51.)

    Considerando os recursos de composição utilizados no poema, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f5d8efa9-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto V e responda a questão. 

    Texto V

    O “Adeus” de Teresa

    A vez primeira que eu fitei Teresa,

    Como as plantas que arrasta a correnteza,

    A valsa nos levou nos giros seus...

    E amamos juntos... E depois na sala

    “Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala...

    E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”

    Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...

    E da alcova saía um cavaleiro

    Inda beijando uma mulher sem véus...

    Era eu... Era a pálida Teresa!

    “Adeus” lhe disse conservando-a presa...

    E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”

    Passaram tempos... séc’los de delírio

    Prazeres divinais... gozos do Empíreo...

    ... Mas um dia volvi aos lares meus.

    Partindo eu disse – “Voltarei!... descansa!...”

    Ela, chorando mais que uma criança,

    Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

    Quando voltei... era o palácio em festa!...

    E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra

    Preenchiam de amor o azul dos céus.

    Entrei!... Ela me olhou branca... surpresa!

    Foi a última vez que eu vi Teresa!...

    E ela arquejando murmurou-me: “adeus!” 

    (CASTRO ALVES, Antonio Frederico. Espumas flutuantes. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. p. 51.)

    Acerca do poema, é correto afirmar:

    I. A palavra “adeus” apresenta variações de significado.

    II. Na terceira estrofe, a ausência do eu-lírico é marcada por hipérboles

    III. Há ruptura da idealização da figura feminina.

    IV. O amor espiritual sobrepõe-se ao amor carnal.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão f5dd58c2-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto VI e a charge e responda a questão.

    Texto VI 

    Pau de Dois Bicos
    Um morcego estonteado pousou certa vez no ninho da coruja, e ali ficaria de dentro se a coruja ao regressar não investisse contra ele.
        – Miserável bicho! Pois te atreves a entrar em minha casa, sabendo que odeio a família dos ratos?
        – Achas então que sou rato? Não tenho asas e não vôo como tu? Rato, eu? Essa é boa!...
    A coruja não sabia discutir e, vencida de tais razões, poupou-lhe a pele.
    Dias depois, o finório morcego planta-se no casebre do gato-do-mato. O gato entra, dá com ele e chia de cólera.
        – Miserável bicho! Pois te atreves a entrar em minha toca, sabendo que detesto as aves? 
        – E quem te disse que sou ave? - retruca o cínico - sou muito bom bicho de pêlo, como tu, não vês? 
    – Mas voas!...
    – Vôo de mentira, por fingimento...
    – Mas tem asas! 
    – Asas? Que tolice! O que faz a asa são as penas e quem já viu penas em morcego? Sou animal de pêlo, dos legítimos, e inimigo das aves como tu. Ave, eu? É boa...
    O gato embasbacou, e o morcego conseguiu retirar-se dali são e salvo.

    Moral da Estória: 
    O segredo de certos homens está nesta política do morcego. É vermelho? Tome vermelho. É branco? Viva o branco! 

    (MONTEIRO LOBATO, José Bento. Fábulas. 45. ed. São Paulo: Brasiliense, 1993. p. 49.)

    Imagem da questão de Português, UEL 2010, Sintaxe
    (SASSÁ. Jornal de Londrina, Londrina, 23 jul. 2010. p. 2.)
    Considerando o trecho em negrito no texto Pau de dois bicos, assinale a alternativa correta. Nos dois casos, a palavra “mas”
    Escolha uma alternativa para a questão f5e4a7e4-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto VI e a charge e responda a questão.

    Texto VI 

    Pau de Dois Bicos
    Um morcego estonteado pousou certa vez no ninho da coruja, e ali ficaria de dentro se a coruja ao regressar não investisse contra ele.
        – Miserável bicho! Pois te atreves a entrar em minha casa, sabendo que odeio a família dos ratos?
        – Achas então que sou rato? Não tenho asas e não vôo como tu? Rato, eu? Essa é boa!...
    A coruja não sabia discutir e, vencida de tais razões, poupou-lhe a pele.
    Dias depois, o finório morcego planta-se no casebre do gato-do-mato. O gato entra, dá com ele e chia de cólera.
        – Miserável bicho! Pois te atreves a entrar em minha toca, sabendo que detesto as aves? 
        – E quem te disse que sou ave? - retruca o cínico - sou muito bom bicho de pêlo, como tu, não vês? 
    – Mas voas!...
    – Vôo de mentira, por fingimento...
    – Mas tem asas! 
    – Asas? Que tolice! O que faz a asa são as penas e quem já viu penas em morcego? Sou animal de pêlo, dos legítimos, e inimigo das aves como tu. Ave, eu? É boa...
    O gato embasbacou, e o morcego conseguiu retirar-se dali são e salvo.

    Moral da Estória: 
    O segredo de certos homens está nesta política do morcego. É vermelho? Tome vermelho. É branco? Viva o branco! 

    (MONTEIRO LOBATO, José Bento. Fábulas. 45. ed. São Paulo: Brasiliense, 1993. p. 49.)

    Imagem da questão de Português, UEL 2010, Interpretação de Textos
    (SASSÁ. Jornal de Londrina, Londrina, 23 jul. 2010. p. 2.)
    A charge de Sassá refere-se a um problema que afeta a cidade de Londrina e muitas outras cidades brasileiras: o risco de contrair doenças transmitidas pelas pombas que vivem na região urbana. O que permite ao morcego, da fábula, e à pomba, da charge, disfarçarem sua condição é
    Escolha uma alternativa para a questão f5e91f3c-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    O homem ocidental nem sempre se comportou da maneira que estamos acostumados a considerar como típica ou como sinal característico do homem “civilizado”. Se um homem da atual sociedade civilizada ocidental fosse, de repente, transportado para uma época remota de sua própria sociedade, tal como o período medievo-feudal, descobriria nele muito do que julga “incivilizado” em outras sociedades modernas. Sua reação em pouco diferiria da que nele é despertada no presente pelo comportamento de pessoas que vivem em sociedades feudais fora do Mundo Ocidental. Dependendo de sua situação e de suas inclinações, sentir-se-ia atraído pela vida mais desregrada, mais descontraída e aventurosa das classes superiores dessa sociedade ou repelido pelos costumes “bárbaros”, pela pobreza e rudeza que nele encontraria. E como quer que entendesse sua própria “civilização”, ele concluiria, da maneira a mais inequívoca, que a sociedade existente nesses tempos pretéritos da história ocidental não era “civilizada” no mesmo sentido e no mesmo grau que a sociedade ocidental moderna.

    (Adaptado de: ELIAS, N. O processo civilizador. v.1. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. p.13.)

    Com base no texto e nos conhecimentos de Norbert Elias sobre as normas e as emoções disseminadas nas práticas cotidianas, especialmente no tocante à formação da civilização na sociedade moderna ocidental, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8ed2ed5d-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    Podemos definir uma causa como um objeto, seguido de outro, tal que todos os objetos semelhantes ao primeiro são seguidos por objetos semelhantes ao segundo. Ou, em outras palavras, tal que, se o primeiro objeto não existisse, o segundo jamais teria existido. O aparecimento de uma causa sempre conduz a mente, por uma transição habitual, à ideia do efeito; disso também temos experiência. Em conformidade com essa experiência, podemos, portanto, formular uma outra definição de causa e chamá-la um objeto seguido de outro, e cujo aparecimento sempre conduz o pensamento àquele outro. Mas, não temos ideia dessa conexão, nem sequer uma noção distinta do que é que desejamos saber quando tentamos concebê-las.

    (Adaptado de: HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. Seção VII, 29. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: UNESP, 2004. p.115.)

    Com base no texto e nos conhecimentos acerca das noções de causa e efeito em David Hume, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8ed8e29b-b0
  • Linguagens

    Português

    Analise a figura e leia o texto a seguir.


    Imagem da questão de Português, UEL 2016, Interpretação de Textos

    Edgar Degas, Mulher penteando seu cabelo, giz pastel sobre papel cartão, 45,76 × 43,97 cm, 1889.


    Para Edgar Degas, o artista não é um simples receptor, uma tela sobre a qual se projeta uma imagem, ele é um ser empenhado em captar a realidade, em se apropriar do espaço. Em seus quadros, alguns temas se repetem: os gestos rítmicos das bailarinas e as mulheres executando movimentos cotidianos, como pentear-se ou banhar-se.

    (Adaptado de: ARGAN, J. C. História da Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p.104-109.)


    Com base na figura, no texto e nos conhecimentossobre o Impressionismo, considere as afirmativas aseguir.


    I. Os impressionistas eram unânimes em relaçãoà compreensão da sensação visual como fenômeno mental.

    II. Monet promovia a dissolução visual do mundoem suas telas e Degas voltou-se para um desenho que estrutura a ação no espaço.

    III. Degas recorreu, sem preconceitos, à fotografia,e isso é perceptível em seus desenhos e pinturas, sobretudo pelos enquadramentos.

    IV. Em Mulher penteando seu cabelo, nota-se apose complexa, o movimento suspenso capturado em uma etapa do esforço físico e a tensãoformulada por linhas e manchas.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 8ee24d95-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.


    Ao que parece, duas causas, e ambas naturais, geraram a poesia. O imitar é congênito no homem, e os homens se comprazem no imitado. Sinal disso é o que acontece na experiência: nós contemplamos com prazer as imagens mais exatas daquelas mesmas coisas que olhamos com repugnância, por exemplo, as representações de animais ferozes e de cadáveres. Causa é que o aprender não só muito apraz aos filósofos, mas também, igualmente, aos demais homens, se bem que menos participem dele. Efetivamente, tal é o motivo por que se deleitam perante as imagens: olhando-as aprendem e discorrem sobre o que seja cada uma delas, e dirão, por exemplo, “este é tal”. Porque, se suceder que alguém não tenha visto o original, nenhum prazer lhe advirá da imagem, como imitada, mas tão-somente da execução, da cor ou qualquer outra causa da mesma espécie.

    (Adaptado de: ARISTÓTELES, Poética. Trad. Eudoro de Sousa. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p.445. Os Pensadores.)

    Com base no texto e nos conhecimentos sobre a noção de imitação (mímesis) em Aristóteles, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8ee64122-b0
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto a seguir.

    No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro: passou mais de seis anos não falando. Se o incitavam a falar, exclamava: – Ai que preguiça!... e não dizia mais nada. Quando era pra dormir trepava no macuru pequeninho sempre se esquecendo de mijar. Como a rede da mãe estava por debaixo do berço, o herói mijava quente na velha, espantando os mosquitos bem. Então adormecia sonhando palavras feias, imoralidades estrambólicas e dava patadas no ar.

    (Adaptado de: ANDRADE, M. Macunaíma. Rio de Janeiro: Agir, 2008. p.7.)


    Enquanto produção cultural, o Modernismo procurava reconhecer as identidades que formavam o povo brasileiro.

    Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a presença da temática indígena no movimento, tendo por modelo o romance de Mário de Andrade.

    Escolha uma alternativa para a questão 8f5b79fb-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    Vimos, assim, que a Alma pode sofrer grandes transformações e passar ora a uma maior perfeição, ora a uma menor, paixões estas que nos explicam as afecções de alegria e de tristeza. Assim, por alegria, entenderei, no que vai seguir-se, a paixão pela qual a Alma passa a uma perfeição maior; por tristeza, ao contrário, a paixão pela qual a Alma passa a uma perfeição menor.

    (ESPINOSA, B. Ética. Trad. Antonio Simões. Lisboa: Relógio D’Água, 1992. p. 279).

    Com base no texto e nos conhecimentos sobre o problema da paixão e da afecção em Espinosa, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 436ae413-ed
  • Linguagens

    Português

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    Quanto a “Sentimental”, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ba41f40c-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    Sobre o sujeito lírico em cada um dos três poemas, considere as afirmativas a seguir.


    I. O registro de alterações nos sentimentos dos sujeitos líricos é mais marcado no sujeito lírico de “Sentimental” do que no sujeito lírico de “Poesia”.

    II. O apego à vida material é mais externado pelo sujeito lírico de “Sentimental” do que pelo sujeito lírico de “Poesia”.

    III. As inquietações do sujeito lírico de “Poesia” estão mais vinculadas ao caráter introspectivo, enquanto em “Poema do jornal” sobressaem cenas cotidianas.

    IV. A subjetividade no sujeito lírico de “Poema do jornal” é mais evidente do que aquela expressa no sujeito lírico de “Sentimental”.


    Assinale a alternativa correta

    Escolha uma alternativa para a questão ba458631-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    Sobre o nome da pessoa escrito com letras de macarrão e o cartaz amarelo, presentes em “Sentimental”, e a notícia e a doce música mecânica, citados em “Poema do jornal”, considere as afirmativas a seguir.


    I. O nome da pessoa escrito com letras de macarrão e a doce música mecânica são demonstrações de que o espírito romântico podou os excessos modernistas.

    II. A doce música mecânica é uma imagem que alivia as tensões proporcionadas pelo cartaz amarelo, indicando que o trânsito entre sonho e realidade nos dois poemas é invertido.

    III. O cartaz amarelo e a notícia são evidências que contêm o reconhecimento de que a vida moderna é pontuada pela urgência do mundo real.

    IV. A notícia está em desacordo com a atmosfera de devaneio experimentada no ato de escrever o nome da pessoa amada com letras de macarrão.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão ba487b68-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    Sobre os termos “já” e “nervosa”, presentes no segundo verso de “Poema do jornal”, considere as afirmativas a seguir.


    I. O termo “já” é ligeiramente antecipado, pois se refere à transformação em notícia, mas essa antecipação garante maior ênfase à questão do tempo como marca expressiva do poema.

    II. O termo “nervosa” contém, a princípio, um significado divergente do adjetivo “doce”, mas ambos os termos são associados com a agitação e a aceleração do cotidiano moderno.

    III. O termo “já” é empregado como contraponto ao termo “ainda”, utilizado no verso anterior, embora ambos estejam subordinados ao fato citado no verso inicial.

    IV. O termo “nervosa” indica que o repórter, assim como o poeta e como o sujeito lírico, exibe o desconforto para administrar emoções no acompanhamento da vida moderna.

    Escolha uma alternativa para a questão ba4bfb3c-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    Acerca das funções exercidas pelos termos de “Poema do jornal”, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ba4fed03-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    Sobre o poema “Poesia”, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ba52d33c-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    O termo “pena”, utilizado no segundo verso de “Poesia”, tem o significado de peça que se adapta à caneta, ou é a própria caneta, ou ainda corresponde ao instrumento com que se escreve. A palavra, porém, tem outros sentidos dicionarizados.

    Assinale a alternativa em que se estabelece a correta correlação entre a palavra empregada no poema e os demais sentidos.

    Escolha uma alternativa para a questão ba558d7d-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEL 2017, Interpretação de Textos

    (Adaptado de: COUTO, Mia. A fogueira. In: Vozes anoitecidas. São Paulo, Companhia das Letras, 2013. p. 25).

    No trecho, o final do conto é narrado, momento em que ocorre a morte de uma personagem. Considerando o trecho e o conto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ba58b21b-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEL 2017, Interpretação de Textos

    (Adaptado de: COUTO, Mia. A fogueira. In: Vozes anoitecidas. São Paulo, Companhia das Letras, 2013. p. 25).

    Acerca das personagens apresentadas no conto, considere as afirmativas a seguir.


    I. O velho revela-se autoritário, desajeitado e falante, considerando suas atitudes ao longo do conto.

    II. A mulher mostra-se inteligente, pacata e resignada diante dos acontecimentos que estão por vir.

    III. A Morte é a personagem rancorosa, que aguarda o desfecho e o dia marcados para levar alguém.

    IV. Os filhos do casal são indiferentes aos pais, o que dificulta a salvação da mulher ao final do conto.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão ba5dba5a-b1