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Instituição

Questões: Universidade Estadual de Londrina (UEL) — com gabarito

457 questões de Universidade Estadual de Londrina (UEL), de 2009 a 2023. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 457 questões
  • 7 provas

Resultados: 131 questões

Página 6 de 7

  • Linguagens

    Português

    “Tem uma frase boa que diz: uma língua é um dialeto com exércitos. Um idioma só morre se não tiver poder político”, explica Bruno L’Astorina, da Olimpíada Internacional de Linguística. E não dá para discordar. Basta pensar na infinidade de idiomas que existiam no Brasil (ou em toda América Latina) antes da chegada dos europeus – hoje são apenas 227 línguas vivas no país. Dominados, os índios perderam sua língua e cultura. O latim predominava na Europa até a queda do Império Romano. Sem poder, as fronteiras perderam força, os germânicos dividiram as cidades e, do latim, surgiram novos idiomas. Por outro lado, na Espanha, a poderosa região da Catalunha ainda mantém seu idioma vivo e luta contra o domínio do espanhol.

    Não é à toa que esses povos insistem em cuidar de seus idiomas. Cada língua guarda os segredos e o jeito de pensar de seus falantes. “Quando um idioma morre, morre também a história. O melhor jeito de entender o sentimento de um escravo é pelas músicas deles”, diz Luana Vieira, da Olimpíada de Linguística. Veja pelo aimará, uma língua falada por mais de 2 milhões de pessoas da Cordilheira dos Andes. Nós gesticulamos para trás ao falar do passado. Esses povos fazem o contrário. “Eles acreditam que o passado precisa estar à frente, pois é algo que já não visualizamos. E o futuro, desconhecido, fica atrás, como se estivéssemos de costas para ele”, explica.

    CASTRO, Carol. Blá-blá-blá sem fim. Galileu, ed. 317, dez. 2017, p. 31.

    Acerca de trechos do texto, considere os exemplos a seguir, quanto à presença de oração coordenada.


    I. “os germânicos dividiram as cidades”.

    II. “e luta contra o domínio do espanhol”.

    III. “os índios perderam sua língua e cultura”.

    IV. “em cuidar de seus idiomas”.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão e5f58a01-3f
  • Linguagens

    Português

    “Tem uma frase boa que diz: uma língua é um dialeto com exércitos. Um idioma só morre se não tiver poder político”, explica Bruno L’Astorina, da Olimpíada Internacional de Linguística. E não dá para discordar. Basta pensar na infinidade de idiomas que existiam no Brasil (ou em toda América Latina) antes da chegada dos europeus – hoje são apenas 227 línguas vivas no país. Dominados, os índios perderam sua língua e cultura. O latim predominava na Europa até a queda do Império Romano. Sem poder, as fronteiras perderam força, os germânicos dividiram as cidades e, do latim, surgiram novos idiomas. Por outro lado, na Espanha, a poderosa região da Catalunha ainda mantém seu idioma vivo e luta contra o domínio do espanhol.

    Não é à toa que esses povos insistem em cuidar de seus idiomas. Cada língua guarda os segredos e o jeito de pensar de seus falantes. “Quando um idioma morre, morre também a história. O melhor jeito de entender o sentimento de um escravo é pelas músicas deles”, diz Luana Vieira, da Olimpíada de Linguística. Veja pelo aimará, uma língua falada por mais de 2 milhões de pessoas da Cordilheira dos Andes. Nós gesticulamos para trás ao falar do passado. Esses povos fazem o contrário. “Eles acreditam que o passado precisa estar à frente, pois é algo que já não visualizamos. E o futuro, desconhecido, fica atrás, como se estivéssemos de costas para ele”, explica.

    CASTRO, Carol. Blá-blá-blá sem fim. Galileu, ed. 317, dez. 2017, p. 31.

    Com base no trecho “Eles acreditam que o passado precisa estar à frente, pois é algo que já não visualizamos. E o futuro, desconhecido, fica atrás, como se estivéssemos de costas para ele”, considere as afirmativas a seguir.


    I. No primeiro período, há uma oração coordenada explicativa.

    II. A oração subordinada adjetiva “desconhecido” é reduzida de particípio.

    III. As duas ocorrências da palavra “que” apontam para classes diferentes.

    IV. O conectivo “como se” equivale semanticamente a “assim como”.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão e5f8989b-3f
  • Linguagens

    Português

    “Tem uma frase boa que diz: uma língua é um dialeto com exércitos. Um idioma só morre se não tiver poder político”, explica Bruno L’Astorina, da Olimpíada Internacional de Linguística. E não dá para discordar. Basta pensar na infinidade de idiomas que existiam no Brasil (ou em toda América Latina) antes da chegada dos europeus – hoje são apenas 227 línguas vivas no país. Dominados, os índios perderam sua língua e cultura. O latim predominava na Europa até a queda do Império Romano. Sem poder, as fronteiras perderam força, os germânicos dividiram as cidades e, do latim, surgiram novos idiomas. Por outro lado, na Espanha, a poderosa região da Catalunha ainda mantém seu idioma vivo e luta contra o domínio do espanhol.

    Não é à toa que esses povos insistem em cuidar de seus idiomas. Cada língua guarda os segredos e o jeito de pensar de seus falantes. “Quando um idioma morre, morre também a história. O melhor jeito de entender o sentimento de um escravo é pelas músicas deles”, diz Luana Vieira, da Olimpíada de Linguística. Veja pelo aimará, uma língua falada por mais de 2 milhões de pessoas da Cordilheira dos Andes. Nós gesticulamos para trás ao falar do passado. Esses povos fazem o contrário. “Eles acreditam que o passado precisa estar à frente, pois é algo que já não visualizamos. E o futuro, desconhecido, fica atrás, como se estivéssemos de costas para ele”, explica.

    CASTRO, Carol. Blá-blá-blá sem fim. Galileu, ed. 317, dez. 2017, p. 31.

    Sobre as formas verbais sublinhadas no texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão e5fbaefa-3f
  • Linguagens

    Português

    “Tem uma frase boa que diz: uma língua é um dialeto com exércitos. Um idioma só morre se não tiver poder político”, explica Bruno L’Astorina, da Olimpíada Internacional de Linguística. E não dá para discordar. Basta pensar na infinidade de idiomas que existiam no Brasil (ou em toda América Latina) antes da chegada dos europeus – hoje são apenas 227 línguas vivas no país. Dominados, os índios perderam sua língua e cultura. O latim predominava na Europa até a queda do Império Romano. Sem poder, as fronteiras perderam força, os germânicos dividiram as cidades e, do latim, surgiram novos idiomas. Por outro lado, na Espanha, a poderosa região da Catalunha ainda mantém seu idioma vivo e luta contra o domínio do espanhol.

    Não é à toa que esses povos insistem em cuidar de seus idiomas. Cada língua guarda os segredos e o jeito de pensar de seus falantes. “Quando um idioma morre, morre também a história. O melhor jeito de entender o sentimento de um escravo é pelas músicas deles”, diz Luana Vieira, da Olimpíada de Linguística. Veja pelo aimará, uma língua falada por mais de 2 milhões de pessoas da Cordilheira dos Andes. Nós gesticulamos para trás ao falar do passado. Esses povos fazem o contrário. “Eles acreditam que o passado precisa estar à frente, pois é algo que já não visualizamos. E o futuro, desconhecido, fica atrás, como se estivéssemos de costas para ele”, explica.

    CASTRO, Carol. Blá-blá-blá sem fim. Galileu, ed. 317, dez. 2017, p. 31.

    Sobre a explicação para o recurso linguístico utilizado, considere as afirmativas a seguir.


    I. A palavra “também”, no segundo parágrafo, denota exclusão e equivale a “apenas”.

    II. A palavra “só”, no primeiro parágrafo, é um adjetivo que qualifica o substantivo que o antecede.

    III. O termo “Dominados”, no primeiro parágrafo, indica noção temporal em relação ao restante do período.

    IV. As duas ocorrências envolvendo a palavra “latim”, no primeiro parágrafo, apontam para uma mesma classe de palavra, porém duas funções sintáticas diferentes.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão e5ffa7bc-3f
  • Linguagens

    Inglês

                  Imagem da questão de Inglês, UEL 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension


    PROJECT DETAILS


    * PRINCIPAL SCIENTIST: Peter Kohler, founder and director of The Plastic Tide

    * SCIENTIST AFFILIATION: The Scientific Exploration Society and the Royal Geographical Society

    * DATES: Ongoing

    * PROJECT TYPE: Data Processing

    * COST: Free

    * GRADE LEVEL: All Ages

    * TIME COMMITMENT: variable

    * HOW TO JOIN:


    REGISTER AT THE ZOONIVERSE WEB SITE. THEN USE YOUR COMPUTER OR MOBILE DEVICE TO ANALYZE IMAGES IN THE PLASTIC TIDE’S DATABASE FOR PLASTICS AND LITTER. TAG EACH PIECE OF PLASTIC YOU SPOT BY DRAWING A RECTANGLE AROUND IT ON YOUR SCREEN AND IDENTIFY IT AS FRAGMENTS, FISHING LINE, DRINK BOTTLES OR SOME OTHER TYPE OF PLASTIC WASTE.

    Estimates are currently at trillions of pieces and counting, with over 60 percent of the oceans being heavily contaminated with plastics. With each piece of plastic taking over 400 years to degrade, our oceans, all marine life, and even our own health and livelihoods are in real danger of drowning. Despite this and the 8 million tons of plastics entering our ocean each year, researchers can account for only one percent of that ends up: our ocean surface. Where is the missing 99 percent?

    The answer can be found on the seafloor, in marine life, and on our coastlines. The Zooniverse Plastic Tide citizen science project harnesses drone imagery from a series of beaches and the power of computer programs, or machine learning algorithms for the more technically minded, to eventually create a program that can autodetect, measure and monitor the levels of plastics and marine litter washing up on our beaches. Eventually helping us to track where plastics and litter go in our oceans, revealing where the missing 99 percent is in our ocean goes.

    By tagging plastics and litter in the images we take with our drone, citizen scientists directly teach our computer program to autodetect, measure and monitor plastics to help researchers answer how much of the missing 99 percent ends up on our beaches. The more you tag, the better the computer program gets at identifying plastics!

    GREENEMEIER, L. The Plastic Tide. In: Scientific American (online) Citizen Science. 28 abr. 2018. Disponível em www.scientificamerican.com

    Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o objetivo principal do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão e6040bc3-3f
  • Linguagens

    Inglês

                  Imagem da questão de Inglês, UEL 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension


    PROJECT DETAILS


    * PRINCIPAL SCIENTIST: Peter Kohler, founder and director of The Plastic Tide

    * SCIENTIST AFFILIATION: The Scientific Exploration Society and the Royal Geographical Society

    * DATES: Ongoing

    * PROJECT TYPE: Data Processing

    * COST: Free

    * GRADE LEVEL: All Ages

    * TIME COMMITMENT: variable

    * HOW TO JOIN:


    REGISTER AT THE ZOONIVERSE WEB SITE. THEN USE YOUR COMPUTER OR MOBILE DEVICE TO ANALYZE IMAGES IN THE PLASTIC TIDE’S DATABASE FOR PLASTICS AND LITTER. TAG EACH PIECE OF PLASTIC YOU SPOT BY DRAWING A RECTANGLE AROUND IT ON YOUR SCREEN AND IDENTIFY IT AS FRAGMENTS, FISHING LINE, DRINK BOTTLES OR SOME OTHER TYPE OF PLASTIC WASTE.

    Estimates are currently at trillions of pieces and counting, with over 60 percent of the oceans being heavily contaminated with plastics. With each piece of plastic taking over 400 years to degrade, our oceans, all marine life, and even our own health and livelihoods are in real danger of drowning. Despite this and the 8 million tons of plastics entering our ocean each year, researchers can account for only one percent of that ends up: our ocean surface. Where is the missing 99 percent?

    The answer can be found on the seafloor, in marine life, and on our coastlines. The Zooniverse Plastic Tide citizen science project harnesses drone imagery from a series of beaches and the power of computer programs, or machine learning algorithms for the more technically minded, to eventually create a program that can autodetect, measure and monitor the levels of plastics and marine litter washing up on our beaches. Eventually helping us to track where plastics and litter go in our oceans, revealing where the missing 99 percent is in our ocean goes.

    By tagging plastics and litter in the images we take with our drone, citizen scientists directly teach our computer program to autodetect, measure and monitor plastics to help researchers answer how much of the missing 99 percent ends up on our beaches. The more you tag, the better the computer program gets at identifying plastics!

    GREENEMEIER, L. The Plastic Tide. In: Scientific American (online) Citizen Science. 28 abr. 2018. Disponível em www.scientificamerican.com

    De acordo com o texto, considere as afirmativas a seguir.


    I. A coleta de dados para a pesquisa está em progresso e a participação é isenta de restrições.

    II. As fotografias tiradas pelos drones alimentam o banco de dados da pesquisa.

    III. Os participantes do projeto auxiliam na catalogação dos resíduos plásticos fotografados, presentes no banco de dados.

    IV. Por meio de um aplicativo nos telefones celulares, os participantes enviam fotos de rejeitos plásticos encontrados nas praias.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão e6074a8c-3f
  • Linguagens

    Inglês

                  Imagem da questão de Inglês, UEL 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension


    PROJECT DETAILS


    * PRINCIPAL SCIENTIST: Peter Kohler, founder and director of The Plastic Tide

    * SCIENTIST AFFILIATION: The Scientific Exploration Society and the Royal Geographical Society

    * DATES: Ongoing

    * PROJECT TYPE: Data Processing

    * COST: Free

    * GRADE LEVEL: All Ages

    * TIME COMMITMENT: variable

    * HOW TO JOIN:


    REGISTER AT THE ZOONIVERSE WEB SITE. THEN USE YOUR COMPUTER OR MOBILE DEVICE TO ANALYZE IMAGES IN THE PLASTIC TIDE’S DATABASE FOR PLASTICS AND LITTER. TAG EACH PIECE OF PLASTIC YOU SPOT BY DRAWING A RECTANGLE AROUND IT ON YOUR SCREEN AND IDENTIFY IT AS FRAGMENTS, FISHING LINE, DRINK BOTTLES OR SOME OTHER TYPE OF PLASTIC WASTE.

    Estimates are currently at trillions of pieces and counting, with over 60 percent of the oceans being heavily contaminated with plastics. With each piece of plastic taking over 400 years to degrade, our oceans, all marine life, and even our own health and livelihoods are in real danger of drowning. Despite this and the 8 million tons of plastics entering our ocean each year, researchers can account for only one percent of that ends up: our ocean surface. Where is the missing 99 percent?

    The answer can be found on the seafloor, in marine life, and on our coastlines. The Zooniverse Plastic Tide citizen science project harnesses drone imagery from a series of beaches and the power of computer programs, or machine learning algorithms for the more technically minded, to eventually create a program that can autodetect, measure and monitor the levels of plastics and marine litter washing up on our beaches. Eventually helping us to track where plastics and litter go in our oceans, revealing where the missing 99 percent is in our ocean goes.

    By tagging plastics and litter in the images we take with our drone, citizen scientists directly teach our computer program to autodetect, measure and monitor plastics to help researchers answer how much of the missing 99 percent ends up on our beaches. The more you tag, the better the computer program gets at identifying plastics!

    GREENEMEIER, L. The Plastic Tide. In: Scientific American (online) Citizen Science. 28 abr. 2018. Disponível em www.scientificamerican.com

    Com relação à pesquisa, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.


    ( ) O objetivo geral da pesquisa é descobrir o paradeiro dos rejeitos plásticos despejados nos oceanos.

    ( ) Com o auxílio do banco de dados gerado pela pesquisa, cientistas já conseguem identificar o paradeiro de 1% dos rejeitos plásticos.

    ( ) Os resíduos plásticos que representam uma ameaça urgente são as linhas de pesca e as garrafas plásticas.

    ( ) O trabalho dos voluntários com as fotografias auxilia o computador a identificar diferentes tipos de resíduos plásticos.

    ( ) Segundo estimativas, os resíduoas plásticos contaminam mais da metade dos oceanos.


    Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

    Escolha uma alternativa para a questão e60a77ff-3f
  • Linguagens

    Inglês

                                    Imagem da questão de Inglês, UEL 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension


    IN THE MIDDLE OF THE 19th century, a relatively unknown author named Pedro Carolino rapidly gained intercontinental popularity over a small Portuguese-to-English phrasebook. English as She Is Spoke (or O novo guia da conversação em portuguez e inglez) was originally intended to help Portuguese speakers dabble in the English tongue, but was penned by a man who spoke little to no English himself. And, instead of helping Portuguese speakers learn a second language, it became a cult classic for fans of inept and unintentional humor.

    It quickly gained notoriety among English speakers, including author Mark Twain, who wrote the introduction for the first English edition, published in 1883. Twain expressed his approval of the book, saying “Nobody can add to the absurdity of this book, nobody can imitate it successfully, nobody can hope to produce its fellow; it is perfect.” 

    It is presumed that Carolino wrote the book through the aid of a Portuguese-to-French dictionary and a French-to-English dictionary, using the former for an initial translation of a word or phrase from Portuguese, and the latter to convert it from French into English. The result, of course, is a mishmash of cloudy gibberish.

    Perhaps the most notorious section of the book is an appropriately named chapter entitled “Idiotisms and Proverbs,” which again features phrases that vary between barely understandable and completely nonsensical. Examples of Carolino’s twice-translated proverbs include: “it is better be single as a bad company”; “there is no better sauce who the appetite”; and simply “That not says a word, consent”.

    The book opens with a preface written in a peculiar style of English. It details the book’s intended audience, stating that it “may be worth the acceptation of the studious persons, and especially of the Youth, of which we dedicate him particularly.” Perhaps predictably, English as She Is Spoke did not become popular among Portuguese-speaking students. In fact, it was never published in Portugal, although it did find an audience 133 years later in Brazil, when it was released as a comedy title.

    Adaptado de LEIGHTY-PHILLIPS, Tucker. How a Portuguese-to-English Phrasebook became a cult comedy sensation. In: Atlas Obscura (online). 29 jun. 2016. Disponível em www.atlasobscura.com 

    Leia a declaração de Mark Twain sobre o livro English as She is spoke, a seguir.


    “Nobody can add to the absurdity of this book, nobody can imitate it successfully, nobody can hope to produce its fellow; it is perfect.”


    A respeito desse trecho, assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão e60dd07d-3f
  • Linguagens

    Inglês

                                    Imagem da questão de Inglês, UEL 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension


    IN THE MIDDLE OF THE 19th century, a relatively unknown author named Pedro Carolino rapidly gained intercontinental popularity over a small Portuguese-to-English phrasebook. English as She Is Spoke (or O novo guia da conversação em portuguez e inglez) was originally intended to help Portuguese speakers dabble in the English tongue, but was penned by a man who spoke little to no English himself. And, instead of helping Portuguese speakers learn a second language, it became a cult classic for fans of inept and unintentional humor.

    It quickly gained notoriety among English speakers, including author Mark Twain, who wrote the introduction for the first English edition, published in 1883. Twain expressed his approval of the book, saying “Nobody can add to the absurdity of this book, nobody can imitate it successfully, nobody can hope to produce its fellow; it is perfect.” 

    It is presumed that Carolino wrote the book through the aid of a Portuguese-to-French dictionary and a French-to-English dictionary, using the former for an initial translation of a word or phrase from Portuguese, and the latter to convert it from French into English. The result, of course, is a mishmash of cloudy gibberish.

    Perhaps the most notorious section of the book is an appropriately named chapter entitled “Idiotisms and Proverbs,” which again features phrases that vary between barely understandable and completely nonsensical. Examples of Carolino’s twice-translated proverbs include: “it is better be single as a bad company”; “there is no better sauce who the appetite”; and simply “That not says a word, consent”.

    The book opens with a preface written in a peculiar style of English. It details the book’s intended audience, stating that it “may be worth the acceptation of the studious persons, and especially of the Youth, of which we dedicate him particularly.” Perhaps predictably, English as She Is Spoke did not become popular among Portuguese-speaking students. In fact, it was never published in Portugal, although it did find an audience 133 years later in Brazil, when it was released as a comedy title.

    Adaptado de LEIGHTY-PHILLIPS, Tucker. How a Portuguese-to-English Phrasebook became a cult comedy sensation. In: Atlas Obscura (online). 29 jun. 2016. Disponível em www.atlasobscura.com 

    Em relação aos provérbios e expressões idiomáticas presentes no livro English as She Is Spoke, considere as afirmativas a seguir.


    I. Os provérbios e expressões trazem jogos de palavras que fazem alusões a expressões em língua portuguesa que são interpretadas como irônicas pelo falante de português.

    II. A tradução dos provérbios e expressões transforma as frases em combinações bizarras de palavras que fazem pouco sentido.

    III. O efeito cômico também é atingido através de inadequações estruturais como, por exemplo, o uso incorreto de pronomes, como “who” e “ that”, que provocam um estranhamento no leitor falante de inglês.

    IV. A escolha lexical inusitada dificulta a compreensão das frases pelo falante nativo de língua inglesa que as considera engraçadas por soarem incoerentes.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão e61150c2-3f
  • Linguagens

    Inglês

                                    Imagem da questão de Inglês, UEL 2018, Adjetivos | Adjectives


    IN THE MIDDLE OF THE 19th century, a relatively unknown author named Pedro Carolino rapidly gained intercontinental popularity over a small Portuguese-to-English phrasebook. English as She Is Spoke (or O novo guia da conversação em portuguez e inglez) was originally intended to help Portuguese speakers dabble in the English tongue, but was penned by a man who spoke little to no English himself. And, instead of helping Portuguese speakers learn a second language, it became a cult classic for fans of inept and unintentional humor.

    It quickly gained notoriety among English speakers, including author Mark Twain, who wrote the introduction for the first English edition, published in 1883. Twain expressed his approval of the book, saying “Nobody can add to the absurdity of this book, nobody can imitate it successfully, nobody can hope to produce its fellow; it is perfect.” 

    It is presumed that Carolino wrote the book through the aid of a Portuguese-to-French dictionary and a French-to-English dictionary, using the former for an initial translation of a word or phrase from Portuguese, and the latter to convert it from French into English. The result, of course, is a mishmash of cloudy gibberish.

    Perhaps the most notorious section of the book is an appropriately named chapter entitled “Idiotisms and Proverbs,” which again features phrases that vary between barely understandable and completely nonsensical. Examples of Carolino’s twice-translated proverbs include: “it is better be single as a bad company”; “there is no better sauce who the appetite”; and simply “That not says a word, consent”.

    The book opens with a preface written in a peculiar style of English. It details the book’s intended audience, stating that it “may be worth the acceptation of the studious persons, and especially of the Youth, of which we dedicate him particularly.” Perhaps predictably, English as She Is Spoke did not become popular among Portuguese-speaking students. In fact, it was never published in Portugal, although it did find an audience 133 years later in Brazil, when it was released as a comedy title.

    Adaptado de LEIGHTY-PHILLIPS, Tucker. How a Portuguese-to-English Phrasebook became a cult comedy sensation. In: Atlas Obscura (online). 29 jun. 2016. Disponível em www.atlasobscura.com 

    Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a opinião do autor em relação ao livro de Pedro Carolino.
    Escolha uma alternativa para a questão e614b6b8-3f
  • Linguagens

    Inglês

                                    Imagem da questão de Inglês, UEL 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension


    IN THE MIDDLE OF THE 19th century, a relatively unknown author named Pedro Carolino rapidly gained intercontinental popularity over a small Portuguese-to-English phrasebook. English as She Is Spoke (or O novo guia da conversação em portuguez e inglez) was originally intended to help Portuguese speakers dabble in the English tongue, but was penned by a man who spoke little to no English himself. And, instead of helping Portuguese speakers learn a second language, it became a cult classic for fans of inept and unintentional humor.

    It quickly gained notoriety among English speakers, including author Mark Twain, who wrote the introduction for the first English edition, published in 1883. Twain expressed his approval of the book, saying “Nobody can add to the absurdity of this book, nobody can imitate it successfully, nobody can hope to produce its fellow; it is perfect.” 

    It is presumed that Carolino wrote the book through the aid of a Portuguese-to-French dictionary and a French-to-English dictionary, using the former for an initial translation of a word or phrase from Portuguese, and the latter to convert it from French into English. The result, of course, is a mishmash of cloudy gibberish.

    Perhaps the most notorious section of the book is an appropriately named chapter entitled “Idiotisms and Proverbs,” which again features phrases that vary between barely understandable and completely nonsensical. Examples of Carolino’s twice-translated proverbs include: “it is better be single as a bad company”; “there is no better sauce who the appetite”; and simply “That not says a word, consent”.

    The book opens with a preface written in a peculiar style of English. It details the book’s intended audience, stating that it “may be worth the acceptation of the studious persons, and especially of the Youth, of which we dedicate him particularly.” Perhaps predictably, English as She Is Spoke did not become popular among Portuguese-speaking students. In fact, it was never published in Portugal, although it did find an audience 133 years later in Brazil, when it was released as a comedy title.

    Adaptado de LEIGHTY-PHILLIPS, Tucker. How a Portuguese-to-English Phrasebook became a cult comedy sensation. In: Atlas Obscura (online). 29 jun. 2016. Disponível em www.atlasobscura.com 

    Em relação ao livro de Pedro Carolino, considere as afirmativas a seguir.


    I. Alcançou fama rapidamente, porém por motivo diverso daquele esperado pelo autor.

    II. Foi simultaneamente publicado em Portugal e no Brasil, onde permaneceu por vários anos na lista dos mais vendidos.

    III. Tinha o objetivo de satirizar a crescente influência da língua inglesa entre jovens estudantes portugueses.

    IV. Foi escrito a partir da tradução de termos do português para o francês e depois para o inglês.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão e6191230-3f
  • Linguagens

    Inglês

    CAGED BIRD

    Maya Angelou


    A free bird leaps

    on the back of the wind

    and floats downstream

    till the current ends

    and dips his wing

    in the orange sun rays

    and dares to claim the sky.


    But a bird that stalks

    down his narrow cage

    can seldom see through

    his bars of rage

    his wings are clipped and

    his feet are tied

    so he opens his throat to sing.


    The caged bird sings

    with a fearful trill

    of things unknown

    but longed for still

    and his tune is heard

    on the distant hill

    for the caged bird

    sings of freedom.


    The free bird thinks of another breeze

    and the trade winds soft through the sighing trees

    and the fat worms waiting on a dawn bright lawn

    and he names the sky his own.


    But a caged bird stands on the grave of dreams

    his shadow shouts on a nightmare scream

    his wings are clipped and his feet are tied

    so he opens his throat to sing.

    Adaptado de ANGELOU, M. “Caged Bird” In: The Poetry Foundation (website). Disponível em www.poetryfoundation.org

    Nota sobre a autora: Maya Angelou (1924-2014) foi uma poeta norte-americana que explorou em suas obras temas como a segregação racial, a desigualdade de gêneros e a opressão social entre outros.

    Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o tema central do poema.
    Escolha uma alternativa para a questão e61c5065-3f
  • Linguagens

    Inglês

    CAGED BIRD

    Maya Angelou


    A free bird leaps

    on the back of the wind

    and floats downstream

    till the current ends

    and dips his wing

    in the orange sun rays

    and dares to claim the sky.


    But a bird that stalks

    down his narrow cage

    can seldom see through

    his bars of rage

    his wings are clipped and

    his feet are tied

    so he opens his throat to sing.


    The caged bird sings

    with a fearful trill

    of things unknown

    but longed for still

    and his tune is heard

    on the distant hill

    for the caged bird

    sings of freedom.


    The free bird thinks of another breeze

    and the trade winds soft through the sighing trees

    and the fat worms waiting on a dawn bright lawn

    and he names the sky his own.


    But a caged bird stands on the grave of dreams

    his shadow shouts on a nightmare scream

    his wings are clipped and his feet are tied

    so he opens his throat to sing.

    Adaptado de ANGELOU, M. “Caged Bird” In: The Poetry Foundation (website). Disponível em www.poetryfoundation.org

    Nota sobre a autora: Maya Angelou (1924-2014) foi uma poeta norte-americana que explorou em suas obras temas como a segregação racial, a desigualdade de gêneros e a opressão social entre outros.

    Em relação à comparação entre os pássaros presente no poema, considere as afirmativas a seguir.


    I. Os verbos “leaps”, “floats” e “dips”, na primeira estrofe, descrevem a relação positiva que o pássaro tem com a natureza, decorrente de sua liberdade.

    II. As palavras “narrow” e “seldom”, na segunda estrofe, enfatizam a sensação de aprisionamento do pássaro engaiolado.

    III. O uso do adjetivo “fearful” em “fearful trill” remete ao tom ameaçador do canto do pássaro engaiolado.

    IV. No verso “and dares to claim the sky”, o verbo “to claim” é utilizado para realçar o egoísmo do pássaro livre.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão e620383f-3f
  • Linguagens

    Inglês

    CAGED BIRD

    Maya Angelou


    A free bird leaps

    on the back of the wind

    and floats downstream

    till the current ends

    and dips his wing

    in the orange sun rays

    and dares to claim the sky.


    But a bird that stalks

    down his narrow cage

    can seldom see through

    his bars of rage

    his wings are clipped and

    his feet are tied

    so he opens his throat to sing.


    The caged bird sings

    with a fearful trill

    of things unknown

    but longed for still

    and his tune is heard

    on the distant hill

    for the caged bird

    sings of freedom.


    The free bird thinks of another breeze

    and the trade winds soft through the sighing trees

    and the fat worms waiting on a dawn bright lawn

    and he names the sky his own.


    But a caged bird stands on the grave of dreams

    his shadow shouts on a nightmare scream

    his wings are clipped and his feet are tied

    so he opens his throat to sing.

    Adaptado de ANGELOU, M. “Caged Bird” In: The Poetry Foundation (website). Disponível em www.poetryfoundation.org

    Nota sobre a autora: Maya Angelou (1924-2014) foi uma poeta norte-americana que explorou em suas obras temas como a segregação racial, a desigualdade de gêneros e a opressão social entre outros.

    De acordo com o poema, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, os versos que indicam a soberania do pássaro livre.
    Escolha uma alternativa para a questão e623aad0-3f
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto I e responda a questão.

     Texto I 

       Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

        A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças. 

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Os termos “baixo”, “regalo” e “baio” são empregados no texto, respectivamente, com os sentidos de
    Escolha uma alternativa para a questão f59c4434-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto I e responda a questão.

     Texto I 

       Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

        A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças. 

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Acerca dos fatos narrados no texto, considere as afirmativas a seguir

    I. Agora que já estavam velhos e cansados, os animais eram mantidos na estância para servir às mulheres e às crianças da família, especialmente para irem até o riacho.

    II. O riacho, local de banho da família, não ficava muito longe da casa, mas assim mesmo eles utilizavam a carreta de bois para se locomover até lá.

    III. Depois da higiene matinal e de tomar o café da manhã, os moradores da estância reuniam-se no terreiro para começar a trabalhar na plantação.

    IV. Os bois eram tão mansos e acostumados com a tarefa que até mesmo as mulheres e as crianças podiam conduzir a carreta puxada por eles.

    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão f5a0788e-b0
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto I e responda a questão.

     Texto I 

       Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

        A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças. 

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Contos gauchescos é uma obra representativa
    Escolha uma alternativa para a questão f5a566bb-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto II e responda a questão.

    Texto II

    O tempo fecha.
    Sou fiel aos acontecimentos biográficos.
    Mais do que fiel, oh, tão presa! Esses mosquitos
    que não largam! Minhas saudades ensurdecidas
    por cigarras! O que faço aqui no campo
    declamando aos metros versos longos e sentidos?
    Ah que estou sentida e portuguesa, e agora não
    sou mais, veja, não sou mais severa e ríspida:
    agora sou profissional.
    (CESAR, Ana Cristina. A teus pés. 6. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, s/d. p. 9.)
    Sobre a relação entre o poema e os demais textos que compõem a obra A teus pés, considere as afirmativas a seguir.
    I. Destoa, em todos os sentidos, do conteúdo geral da obra, uma vez que se afasta dos temas cotidianos, bem como da linguagem coloquial.
    II. Está em consonância com a proposta do livro, pois aborda temáticas do dia a dia, por meio do uso de linguagem coloquial.
    III. Trata de acontecimentos biográficos da vida da escritora, exaltando a vivência no campo em Portugal, seu país de origem.
    IV. Utiliza aspectos autobiográficos como matéria para a construção poética, estilizando a realidade em vez de retratá-la fielmente.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f5a8a353-b0
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto II e responda a questão.

    Texto II

    O tempo fecha.
    Sou fiel aos acontecimentos biográficos.
    Mais do que fiel, oh, tão presa! Esses mosquitos
    que não largam! Minhas saudades ensurdecidas
    por cigarras! O que faço aqui no campo
    declamando aos metros versos longos e sentidos?
    Ah que estou sentida e portuguesa, e agora não
    sou mais, veja, não sou mais severa e ríspida:
    agora sou profissional.
    (CESAR, Ana Cristina. A teus pés. 6. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, s/d. p. 9.)

    Em relação à forma do poema, considere as afirmativas a seguir.

    I. Segue os padrões formais da poesia pelo uso de rimas interpoladas e de versos com métrica uniforme.

    II. Está em sintonia com os preceitos da poesia moderna por utilizar versos sem métrica uniforme.

    III. Estabelece ligações entre poesia e prosa, rompendo as fronteiras entre os gêneros.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão f5abfc18-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto III e responda a questão. 

    Texto III

        Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!”

        Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...

        Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!
       Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.
       Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa. 

    (CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)
    Quanto à frase: “Um homem não resiste, quanto mais uma criança!”, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f5b110d9-b0