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Instituição

Questões: Universidade Estadual de Londrina (UEL) — com gabarito

457 questões de Universidade Estadual de Londrina (UEL), de 2009 a 2023. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 457 questões
  • 7 provas

Resultados: 131 questões

Página 6 de 7

  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UEL 2017, Aspectos linguísticos | Linguistic aspects

    What poem would Trump like to see on the Statue of Liberty?


    Donald Trump recently proposed to cut legal immigration to the US by half over in the next decade and to establish a merit-based immigration program. Under the plan, applicants with certain credentials, such as English proficiency, doctorates, high salaries, Olympic medalists and Nobel prizes winners would be given preference.

    Many people viewed the proposal as an attack on American values like equality and opportunity. Trump’s plan also led to a heated exchange in a press briefing when CNN’s Jim Acosta asked White House aide Stephen Miller if the Emma Lazarus poem The New Colossus that is at the base of the Statue of Liberty is still relevant. In response, we’d like you to write poems that riff on the final lines Lazarus’s work: 

    Give me your tired, your poor,                          

    Your huddled masses yearning to breathe free,

          The wretched refuse of your teeming shore.            

    Send these, the homeless, tempest-tost to me,  

    I lift my lamp beside the golden door!                 

    We’d like to invite our readers to join the Guardian’s Lady Liberty poetry challenge What poem would Trump like to see at the base of the Statue of Liberty? How would Trump rewrite the message of American compassion? We’ll publish a selection of our favorite reader-submitted poems. The Guardian also asked 21 American poets to imagine in writing what type of poem would Trump like to see at the statue? For inspiration, read the submission from the poet John Yau below.

    The New Colossus as Donald Trump           

     I don’t need more tired or poor                      

                  Let the mucky masses camp on their own dirty shore

        Let them stay wretched, it is what they deserve

                   Send me only those who know how to bow, scrape and

    serve                                                               

    Or else I will close the gate to my golden hotel

    — John Yau                                                      

    (Adaptado de: What poem would Trump like to see on the Statue of Liberty? The Guardian. (Online) 10 ago. 2017. Disponível em: https://www.theguardian.com/us-news/2017/aug/10/trump-poem-statue-of-liberty#top Acesso em 10 ago. 2017.

    Huddled masses? Losers! Trump v the Statue of Liberty. The Guardian. (Online) 10 ago. 2017. Disponível em: https://www.theguardian.com/us-news/ng-interactive/2017/aug/10/the-new-colossus-emma-lazarus-poems-donald-trump-immigration. Acesso em: 10 ago. 2017.)

    Sobre os elementos linguísticos presentes no texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bab0372d-b1
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UEL 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    What poem would Trump like to see on the Statue of Liberty?


    Donald Trump recently proposed to cut legal immigration to the US by half over in the next decade and to establish a merit-based immigration program. Under the plan, applicants with certain credentials, such as English proficiency, doctorates, high salaries, Olympic medalists and Nobel prizes winners would be given preference.

    Many people viewed the proposal as an attack on American values like equality and opportunity. Trump’s plan also led to a heated exchange in a press briefing when CNN’s Jim Acosta asked White House aide Stephen Miller if the Emma Lazarus poem The New Colossus that is at the base of the Statue of Liberty is still relevant. In response, we’d like you to write poems that riff on the final lines Lazarus’s work: 

    Give me your tired, your poor,                          

    Your huddled masses yearning to breathe free,

          The wretched refuse of your teeming shore.            

    Send these, the homeless, tempest-tost to me,  

    I lift my lamp beside the golden door!                 

    We’d like to invite our readers to join the Guardian’s Lady Liberty poetry challenge What poem would Trump like to see at the base of the Statue of Liberty? How would Trump rewrite the message of American compassion? We’ll publish a selection of our favorite reader-submitted poems. The Guardian also asked 21 American poets to imagine in writing what type of poem would Trump like to see at the statue? For inspiration, read the submission from the poet John Yau below.

    The New Colossus as Donald Trump           

     I don’t need more tired or poor                      

                  Let the mucky masses camp on their own dirty shore

        Let them stay wretched, it is what they deserve

                   Send me only those who know how to bow, scrape and

    serve                                                               

    Or else I will close the gate to my golden hotel

    — John Yau                                                      

    (Adaptado de: What poem would Trump like to see on the Statue of Liberty? The Guardian. (Online) 10 ago. 2017. Disponível em: https://www.theguardian.com/us-news/2017/aug/10/trump-poem-statue-of-liberty#top Acesso em 10 ago. 2017.

    Huddled masses? Losers! Trump v the Statue of Liberty. The Guardian. (Online) 10 ago. 2017. Disponível em: https://www.theguardian.com/us-news/ng-interactive/2017/aug/10/the-new-colossus-emma-lazarus-poems-donald-trump-immigration. Acesso em: 10 ago. 2017.)

    A partir da leitura dos dois poemas presentes no texto, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.


    ( ) Em seu poema, John Yau usou o mesmo eu-lírico do poema de Lazarus como estratégia para acrescentar ênfase às atuais mudanças ideológicas.

    ( ) No poema de Yau, o uso de “or else”, no início do último verso, reflete o temor do eu-lírico frente à ameaça da chegada de imigrantes.

    ( ) No verso “Give me your tired, your poor” do poema da Lazarus, a escolha verbal enfatiza o desejo de acolher os imigrantes. A oposição a essa vontade é expressa pelos versos “Let the mucky masses. . . ” e “Let them stay wretched...”, no poema de Yau.

    ( ) No último verso do poema de Lázarus, “the golden door” refere-se literalmente à passagem pelo departamento de imigração americano.

    ( ) No poema de John Yau, o verso “Let the mucky masses camp on their own dirty shore” denota o desprezo que o eu-lírico tem pelos imigrantes e suas origens.


    Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

    Escolha uma alternativa para a questão baabb4b1-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEL 2017, Interpretação de Textos

    É evidente, no penúltimo parágrafo do trecho transcrito, a presença de dois tempos: o tempo da história e o tempo do discurso. Assinale a alternativa correta quanto a estes tempos.
    Escolha uma alternativa para a questão ba8c494b-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEL 2017, Gêneros Textuais

    No segundo parágrafo do trecho transcrito, Sérgio apresenta-se como “empoeirado e sujo como de rolar sobre os escarros”. A sujeira do protagonista é física, portanto, o adjetivo tem o sentido denotativo. Contudo, a sensação de sujeira pode ser estendida a outras circunstâncias relacionadas ao trecho e ao romance.

    Neste sentido, considere as afirmativas a seguir.


    I. O reconhecimento de tratamento diferente aos dois alunos denota, no narrador-personagem, a percepção de que a administração agiu de forma suja.

    II. Os remorsos de Sérgio e as reprimendas de Aristarco, após o episódio com o diretor, levam o protagonista a sentir-se sujo.

    III. O sentimento de sujeira experimentado pelo protagonista está vinculado ao fato de imputar a culpa no episódio ao colega Bento Alves.

    IV. O desconforto do protagonista aproxima-se da sensação de sujeira após as relações homossexuais praticadas com os colegas e descritas com detalhes no romance.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão ba88c768-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEL 2017, Gêneros Textuais

    Acerca das relações entre o romance e os estilos de época, considere as afirmativas a seguir.


    I. O desmascaramento de Aristarco como um adulto que deixa de se guiar apenas pela retidão reflete o vínculo do romance com o Realismo.

    II. O destemor do protagonista diante de colegas que representam a perversidade e sua ausência de nobreza perante autoridades aproximam o romance do Romantismo.

    III. Os remorsos do protagonista e sua convicção no arrependimento, após o atrito com o diretor, mostram a identificação do romance com o Naturalismo.

    IV. A representação do ambiente escolar como local em que a justiça é superada por interesses financeiros remete o romance à focalização de valores conforme certas práticas da ficção modernista.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão ba83a616-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEL 2017, Interpretação de Textos

    Quanto às circunstâncias da briga entre o protagonista e Bento Alves, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ba7faa13-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEL 2017, Interpretação de Textos

    (Adaptado de: COUTO, Mia. A fogueira. In: Vozes anoitecidas. São Paulo, Companhia das Letras, 2013. p. 25).

    Acerca das personagens apresentadas no conto, considere as afirmativas a seguir.


    I. O velho revela-se autoritário, desajeitado e falante, considerando suas atitudes ao longo do conto.

    II. A mulher mostra-se inteligente, pacata e resignada diante dos acontecimentos que estão por vir.

    III. A Morte é a personagem rancorosa, que aguarda o desfecho e o dia marcados para levar alguém.

    IV. Os filhos do casal são indiferentes aos pais, o que dificulta a salvação da mulher ao final do conto.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão ba5dba5a-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    O termo “pena”, utilizado no segundo verso de “Poesia”, tem o significado de peça que se adapta à caneta, ou é a própria caneta, ou ainda corresponde ao instrumento com que se escreve. A palavra, porém, tem outros sentidos dicionarizados.

    Assinale a alternativa em que se estabelece a correta correlação entre a palavra empregada no poema e os demais sentidos.

    Escolha uma alternativa para a questão ba558d7d-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    Sobre o poema “Poesia”, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ba52d33c-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    Sobre os termos “já” e “nervosa”, presentes no segundo verso de “Poema do jornal”, considere as afirmativas a seguir.


    I. O termo “já” é ligeiramente antecipado, pois se refere à transformação em notícia, mas essa antecipação garante maior ênfase à questão do tempo como marca expressiva do poema.

    II. O termo “nervosa” contém, a princípio, um significado divergente do adjetivo “doce”, mas ambos os termos são associados com a agitação e a aceleração do cotidiano moderno.

    III. O termo “já” é empregado como contraponto ao termo “ainda”, utilizado no verso anterior, embora ambos estejam subordinados ao fato citado no verso inicial.

    IV. O termo “nervosa” indica que o repórter, assim como o poeta e como o sujeito lírico, exibe o desconforto para administrar emoções no acompanhamento da vida moderna.

    Escolha uma alternativa para a questão ba4bfb3c-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    Quanto a “Sentimental”, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ba41f40c-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    Vimos, assim, que a Alma pode sofrer grandes transformações e passar ora a uma maior perfeição, ora a uma menor, paixões estas que nos explicam as afecções de alegria e de tristeza. Assim, por alegria, entenderei, no que vai seguir-se, a paixão pela qual a Alma passa a uma perfeição maior; por tristeza, ao contrário, a paixão pela qual a Alma passa a uma perfeição menor.

    (ESPINOSA, B. Ética. Trad. Antonio Simões. Lisboa: Relógio D’Água, 1992. p. 279).

    Com base no texto e nos conhecimentos sobre o problema da paixão e da afecção em Espinosa, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 436ae413-ed
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    O homem ocidental nem sempre se comportou da maneira que estamos acostumados a considerar como típica ou como sinal característico do homem “civilizado”. Se um homem da atual sociedade civilizada ocidental fosse, de repente, transportado para uma época remota de sua própria sociedade, tal como o período medievo-feudal, descobriria nele muito do que julga “incivilizado” em outras sociedades modernas. Sua reação em pouco diferiria da que nele é despertada no presente pelo comportamento de pessoas que vivem em sociedades feudais fora do Mundo Ocidental. Dependendo de sua situação e de suas inclinações, sentir-se-ia atraído pela vida mais desregrada, mais descontraída e aventurosa das classes superiores dessa sociedade ou repelido pelos costumes “bárbaros”, pela pobreza e rudeza que nele encontraria. E como quer que entendesse sua própria “civilização”, ele concluiria, da maneira a mais inequívoca, que a sociedade existente nesses tempos pretéritos da história ocidental não era “civilizada” no mesmo sentido e no mesmo grau que a sociedade ocidental moderna.

    (Adaptado de: ELIAS, N. O processo civilizador. v.1. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. p.13.)

    Com base no texto e nos conhecimentos de Norbert Elias sobre as normas e as emoções disseminadas nas práticas cotidianas, especialmente no tocante à formação da civilização na sociedade moderna ocidental, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8ed2ed5d-b0
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto V e responda a questão. 

    Texto V

    O “Adeus” de Teresa

    A vez primeira que eu fitei Teresa,

    Como as plantas que arrasta a correnteza,

    A valsa nos levou nos giros seus...

    E amamos juntos... E depois na sala

    “Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala...

    E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”

    Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...

    E da alcova saía um cavaleiro

    Inda beijando uma mulher sem véus...

    Era eu... Era a pálida Teresa!

    “Adeus” lhe disse conservando-a presa...

    E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”

    Passaram tempos... séc’los de delírio

    Prazeres divinais... gozos do Empíreo...

    ... Mas um dia volvi aos lares meus.

    Partindo eu disse – “Voltarei!... descansa!...”

    Ela, chorando mais que uma criança,

    Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

    Quando voltei... era o palácio em festa!...

    E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra

    Preenchiam de amor o azul dos céus.

    Entrei!... Ela me olhou branca... surpresa!

    Foi a última vez que eu vi Teresa!...

    E ela arquejando murmurou-me: “adeus!” 

    (CASTRO ALVES, Antonio Frederico. Espumas flutuantes. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. p. 51.)

    Sobre características do estilo de Castro Alves presentes no poema, considere as afirmativas a seguir.

    I. Presença de uma visão erotizada do amor e da mulher.
    II. Abandono do tom aclamatório presente nos poemas sobre os escravos.
    III. Confirma sua inserção na segunda geração do Romantismo.
    IV. Revela influência do sentimentalismo amoroso adulto.

    Assinale a alternativa correta
    Escolha uma alternativa para a questão f5d54c19-b0
  • Linguagens

    Português

    Texto I

        Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

         A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo! 

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças.

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse.

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Texto II

    O tempo fecha.
    Sou fiel aos acontecimentos biográficos.
    Mais do que fiel, oh, tão presa! Esses mosquitos
    que não largam! Minhas saudades ensurdecidas
    por cigarras! O que faço aqui no campo
    declamando aos metros versos longos e sentidos?
    Ah que estou sentida e portuguesa, e agora não
    sou mais, veja, não sou mais severa e ríspida:
    agora sou profissional. 
    (CESAR, Ana Cristina. A teus pés. 6. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, s/d. p. 9.)

    Texto III

        Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!” 

       Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...

        Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!

       Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.

       Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa.

    (CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.) 


    Texto IV

        Mas quando todas as luzes da península se apagaram ao mesmo tempo, apagón lhe chamaram depois em Espanha, negrum numa aldeia portuguesa ainda inventora de palavras, quando quinhentos e oitenta e um mil quilómetros quadrados de terras se tornaram invisíveis na face do mundo, então não houve mais dúvidas, o fim de tudo chegara. Valeu a extinção total das luzes não ter durado mais do que quinze minutos, até que se completaram as conexões de emergência que punham em acção os recursos energéticos próprios, nesta altura do ano escassos, pleno verão, Agosto pleno, seca, míngua das albufeiras, escassez das centrais térmicas, as nucleares malditas, mas foi verdadeiramente o pandemónio peninsular, os diabos à solta, o medo frio, o aquelarre, um terramoto não teria sido pior em efeitos morais. Era noite, o princípio dela, quando a maioria das pessoas já recolheram a casa, estão uns sentados a olhar a televisão, nas cozinhas as mulheres preparam o jantar, um pai mais paciente ensina, incerto, o problema de aritmética, parece que a felicidade não é muita, mas logo se viu quanto afinal valia, este pavor, esta escuridão de breu, este borrão de tinta caído sobre a Ibéria, Não nos retires a luz, Senhor, faz que ela volte, e eu te prometo que até ao fim da minha vida não te farei outro pedido, isto diziam os pecadores arrependidos, que sempre exageram.

    (SARAMAGO, José. A jangada de pedra. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. p.35-36.)

    Considere as afirmativas a seguir, relativas aos textos I, II, III e IV.

    I. O texto I exemplifica a presença de expressões próprias da oralidade no texto literário, o que se comprova em “já vê...” e “de a pé”.

    II. No texto II, a presença da oralidade em “[...] Minhas saudades ensurdecidas por cigarras! [...]” é um recurso típico do modernismo português.

    III. O texto III é um exemplo de variante histórica, pois traz marcas da norma padrão do português utilizado no Brasil do século XIX, como se nota em “cousa”.

    IV. No texto IV, os vocábulos “quilómetros” e “acção” são marcas do português europeu, uma das variantes da língua portuguesa.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão f5d1de6b-b0
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa que apresenta o mesmo sentido do trecho “Enquanto iam-lhe cicatrizando as feridas roxas do corpo tatuado pela chibata, abria-se-lhe na alma rude de marinheiro um grande vácuo [...]” (p. 61), retirado do romance Bom-Crioulo de Adolfo Caminha. 
    Escolha uma alternativa para a questão f5c6d5e3-b0
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto III e responda a questão. 

    Texto III

        Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!”

        Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...

        Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!
       Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.
       Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa. 

    (CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)
    Sobre o trecho do capítulo XI de Bom-Crioulo (Texto III) e sua relação com o todo do romance, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f5baf866-b0
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto I e responda a questão.

     Texto I 

       Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

        A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças. 

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Contos gauchescos é uma obra representativa
    Escolha uma alternativa para a questão f5a566bb-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto I e responda a questão.

     Texto I 

       Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

        A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças. 

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Acerca dos fatos narrados no texto, considere as afirmativas a seguir

    I. Agora que já estavam velhos e cansados, os animais eram mantidos na estância para servir às mulheres e às crianças da família, especialmente para irem até o riacho.

    II. O riacho, local de banho da família, não ficava muito longe da casa, mas assim mesmo eles utilizavam a carreta de bois para se locomover até lá.

    III. Depois da higiene matinal e de tomar o café da manhã, os moradores da estância reuniam-se no terreiro para começar a trabalhar na plantação.

    IV. Os bois eram tão mansos e acostumados com a tarefa que até mesmo as mulheres e as crianças podiam conduzir a carreta puxada por eles.

    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão f5a0788e-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto I e responda a questão.

     Texto I 

       Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

        A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças. 

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Os termos “baixo”, “regalo” e “baio” são empregados no texto, respectivamente, com os sentidos de
    Escolha uma alternativa para a questão f59c4434-b0